1054: 🇺🇦 GUERRA NA UCRÂNIA 🇺🇦

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A partir desta data (03.12.2022), por decisão pessoal e porque estava a consumir bastantes recursos no alojamento (hosting) deste Blogue, deixarei de publicar, na íntegra, os artigos relacionados com a invasão russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 que resultou na Guerra na Ucrânia.

Foi criada esta PÁGINA que mencionará os títulos das notícias com link directo às fontes.

03.12.2022

🇷🇺 RUSONAZSʹKI VBYVTSI 🇷🇺

🇷🇺 RÚSSIA – ESTADO TERRORISTA 🇷🇺



 

1070: É estupidamente fácil ganhar a III Guerra Mundial, não era?

III GUERRA MUNDIAL // INTERNET // ANÁLISES

Graças à nossa dependência da Internet e tendo em conta que estamos numa época de guerras cibernéticas, uma possível Terceira Guerra Mundial seria “estupidamente fácil de ganhar”.

(dr) Policy Exchange
Submarino militar nas proximidades de um cabo submarino de comunicações

Ganhar uma eventual III Guerra Mundial seria estupidamente fácil: bastaria cortar a Internet ao mundo.

E se há país bem colocado para o fazer, mantendo a sua própria Internet “local” a funcionar, é a Rússia, que em 2019 se desligou, com sucesso, da internet mundial.

O impacto de um apagão mundial da Internet seria catastrófico para a humanidade e lançaria o pânico em todo o planeta, assegurou a semana passada Esther Paniagua, autora do livro Error 404 em entrevista à BBC.

Tal apagão mundial poderia ser facilmente causado por um ataque de hackers que provocasse uma disrupção dos protocolos de comunicação em que se baseia a Internet, diz a autora.

Mas Paniagua tem outra preocupação: a fragilidade dos gigantescos cabos submarinos que ligam continentes, através dos quais flui a maior parte da informação que circula na Internet.

Assim, na eventualidade de uma III Guerra Mundial, um país que tivesse interesse táctico num apagão mundial poderia atacar estes cabos, provocando graves perturbações no fluxo de informação em todo o mundo.

O analista Steve Weintz explicou em 2018 no  The National Interest que bastaria cortar os cabos de fibra óptica que passam pelo fundo do oceano para causar uma séria destruição nas comunidades inimigas.

A maioria dos dados são transferidos através destes cabos de fibra submarinos, explica o autor, apontando que, na realidade, só uma pequena parte dos dados passa pelos sistemas de satélite.

Para exemplificar os efeitos devastadores recorrentes da perda da Internet e das demais comunicações, o colunista menciona um acontecimento nas ilhas Marianas, no oceano Pacífico. Naquela altura, uma queda acidental de rochas rompeu o único cabo de fibra óptica que conectava o arquipélago com a rede internacional.

Como consequência, todos o voos foram cancelados, os terminais multibanco não funcionavam nos estabelecimentos e não havia qualquer conexão via Internet ou telemóvel.

Posteriormente, um navio especializado em Taiwan reparou o cabo, mas o incidente mostrou os inúmeros problemas que uma perda de conexão pode causar.

Por tudo isto, Weintz está convencido de que, em caso de um conflito, um dos lados pode vencer o inimigo cortando os cabos de alta velocidade. Esta ruptura pode ser feita nas profundezas no mar ou nos lugares onde estes cabos passam na costa, tornando-os assim especialmente vulneráveis.

Telegeography.com / Asia Times
Mapa da rede mundial de cabos submarinos de telecomunicações

Segundo o colunista, para fazer o corte apenas são necessários submarinos que cheguem às profundezas do oceano. E nesse aspecto, a União Soviética trabalhou arduamente para desenvolver a sua capacidade de desenvolver operações em águas profundas. Consequentemente, a Rússia herdou as suas conquistas.

Steve Weintz nota que a Rússia tem a maior frota de águas profundas do mundo. “Juntamente com a sua crescente frota de resgate submarino e forças especiais marítimas, a Rússia agora tem uma capacidade de guerra submarina híbrida muito poderosa”, concluiu.

Não é a primeira vez que uma suposta ameaça russa aos cabos de Internet é discutida. No entanto, e apesar das declarações alarmistas, os especialistas em comunicações dizem que a possibilidade disto acontecer acaba por ser muito menos aterrorizante do que o imaginário militar.

Cortar cabos submarinos parece ser assim uma forma estupidamente simples de ganhar uma Guerra Mundial. Ou assim parecia, em 2018.

Recentemente, um novo agente entrou em campo nos jogos de guerra: a Starlink. Em 2020, a empresa de Elon Musk lançou os primeiros dos seus 42 mil satélites — com os quais construiu uma rede capaz de fornecer acesso por satélite à Internet em qualquer parte do mundo.

O objectivo da Starlink é comercial — é mais um fornecedor de acesso à Internet, a competir no mercado com uma oferta diferenciada das tradicionais plataformas baseadas em comunicações terrestres.

Mas a verdade é que a sua rede de satélites tem aplicações militares óbvias — como acaba de o provar a Ucrânia, que, em plena guerra com a Rússia, dispunha do “melhor e mais resistente serviço de Internet“.

Além de ajudar o país a manter as comunicações e o contacto com o mundo exterior, a Starlink ajudou também os drones ucranianos a atingir e destruir tanques russos.

Assim, actualmente, ganhar uma III Guerra Mundial poderia não ser tão simples quanto parecia há uns anos. Além de cortar os cabos submarinos, seria necessário deitar abaixo os satélites de Elon Musk.

No que parece ser uma resposta à intervenção da Starlink na Guerra da Ucrânia, a Rússia lançou recentemente o Projecto Kalina, uma arma laser anti-satélite gigante que estará a ser construída perto do radiotelescópio RATAN-600, em Zelenchukskaya, na zona sudoeste do país.

Mas isso parece não preocupar Elon Musk — que garante que a sua empresa consegue colocar satélites em órbita mais rapidamente do que um adversário os poderia derrubar.

Sim, era estupidamente fácil ganhar a III Guerra Mundial…

ZAP //
4 Dezembro, 2022



 

1069: E se estivermos mesmo sozinhos no Universo?

CIÊNCIA/ UNIVERSO

Pelo menos uma vez, olhou para o céu nocturno e fez a mesma pergunta de longa data que todos nós fizemos pelo menos uma vez: “Estamos sozinhos?”

Free-Photos / Pixabay

Com todos esses pontos de luz lá fora, não podemos ser os únicos seres inteligentes no Universo, certo? Deve haver pelo menos uma civilização tecnológica além de nós na grande vastidão que chamamos de cosmos.

O astrónomo Carl Sagan ficou famoso pela sua citação no seu livro e filme, Contacto: “O Universo é um lugar muito grande. Se formos apenas nós, parece uma terrível perda de espaço.

No entanto, para alguns de nós, é incrivelmente difícil entender que somos apenas nós no vasto desconhecido cheio de tantas estrelas e uma lista crescente de exoplanetas que são descobertos quase diariamente. No entanto, apesar de todas as nossas buscas sem fim, até agora não encontramos ninguém”.

Então, e se descobríssemos um dia que somos apenas nós? E se no grande cosmos, de todos os planetas, estrelas e galáxias, estivermos realmente sozinhos? Como olharíamos para o universo? Para a Humanidade? Para nós mesmos?

Acreditaríamos? Pararíamos de olhar para as estrelas completamente? Iríamos sentir-nos desapontados por estarmos sozinhos ou sentiríamos uma sensação de optimismo sabendo que a pergunta de longa data finalmente foi respondida de uma vez por todas?

O filme, Ad Astra, mostrou Roy McBride interpretado por Brad Pitt em busca do seu pai, H. Clifford McBride, interpretado por Tommy Lee Jones, o último dos quais estava numa missão em Neptuno em busca de vida inteligente.

No final, Brad encontra o seu pai sozinho na estação espacial na órbita de Neptuno, apenas para descobrir que seu pai não encontrou nada. Nenhuma vida inteligente em qualquer lugar do Universo. Somos só nós.

Ao longo do filme, Roy lutou para se reconectar com o seu pai e o seu pai estava a lutar para se conectar com o Universo, e isso serve apenas como uma analogia apropriada para nossa própria busca de responder à pergunta de longa data.

A certa altura, quando está em Marte, Roy pergunta-se a respeito de seu pai: “Não sei se espero encontrá-lo ou livrar-me dele”. Na nossa própria busca para tentar responder à pergunta de longa data, e se não estivermos à espera de encontrar vida inteligente, mas a tentar livrar-nos de saber se existe vida inteligente?

No final, quando Clifford dececionantemente diz ao seu filho que não há mais ninguém no Universo e que falhou na sua missão, Roy não responde com raiva ou decepção, mas com optimismo, dizendo a seu pai distante com um sorriso: “Pai, você não tem. Agora nós sabemos. Somos tudo o que temos.

Naquele momento, foi como se o peso literal do Universo tivesse sido tirado dos ombros de Roy sabendo que éramos só nós. Depois de Roy infelizmente deixar o seu pai para morrer no vazio, observa que mal pode esperar pelo dia em que a sua solidão terminará, e o filme termina com ele a reconectar-se com a sua esposa.

Embora Roy se tenha sentido quase aliviado por finalmente saber a resposta para a pergunta de longa data, é importante perguntar se nós nos sentiríamos da mesma maneira. Porque, apesar de todas as esperanças de encontrarmos vida inteligente em outro lugar do Universo, devemos enfrentar a possibilidade real de sermos. É só nós, e para onde vamos a partir daqui?

Nós estamos sozinhos no Universo? Talvez nós realmente estejamos.

ZAP // Universe Today
4 Dezembro, 2022




 

1068: “Médico do rabo” explica porque não devemos usar papel higiénico

SAÚDE PESSOAL // PAPEL HIGIÉNICO

Brad Morris, conhecido nas redes sociais como “o médico do rabo” explica porque é que você não devia usar papel higiénico.

Kev Bation / Unsplash

Conhecido como “o médico do rabo” [The Butt Doctor] nas redes sociais, Brad Morris visa acabar com o estigma em torno da saúde anorretal e do cólon. Em declarações no podcast “I’ve Got News For You”, do site news.com.au, o especialista explica porque é que não é um fã de papel higiénico.

Morris diz que limpar “muito vigorosamente” depois de usar a sanita pode levar a muitos problemas.

“A maioria dos problemas que vejo na pele à volta do ânus deve-se ao excesso de tentativas de higiene, e muito raramente é devido a uma higiene insensível. É uma área muito sensível”, disse Morris ao apresentador Andrew Bucklow.

O médico australiano respondia a uma pergunta de um ouvinte, que o questionava sobre se limpar o rabo com muita força poderia ser perigoso.

“Não entendo porque é que usamos papel higiénico para nos limparmos”, refere Morris. Se, por exemplo, nos sujássemos noutra parte do corpo qualquer, não nos limparíamos com papel higiénico.

“Acho que precisamos repensar culturalmente o que fazemos, e talvez olhar para bidés e usar água para lavar”, já que esfregar demasiado pode “traumatizar a pele”, acrescenta.

Se já alguma vez reparou que passa demasiado tempo a limpar, talvez isso seja um sinal de que não é a melhor forma de o fazer, argumenta o médico.

Morris alerta ainda as pessoas que passam demasiado tempo na casa de banho, nomeadamente agarrados ao telemóvel, nas redes sociais. O especialista sugere que coisas como esta mantêm-no em negócio.

O ideal são cerca de “dois a três minutos sem esforço, sem pressa […], mas permitindo que aconteça de maneira eficiente e rápida”.

Ficar sentado por muito tempo significa que “você está predispor-se a problemas com o canal anal”, podendo causar “problemas de longo prazo em alguns músculos” e afectando “a capacidade de fazer cocó com eficiência para sempre”.

ZAP //
3 Dezembro, 2022



 

1067: Itália vai construir satélites para monitorizar desastres naturais

– Com tantos satélites em órbita, não tarda deixamos de ver o Sol, a Lua e os planetas visíveis! É como se fosse um chapéu de chuva… E mal estão os astrónomos que já protestam pelos que existem e prejudicam as suas observações!

🇮🇹 ITÁLIA // SATÉLITES // DESASTRES NATURAIS

A Itália assinou este sábado os primeiros contratos para a construção de cerca de 50 satélites. Estes satélites irão servir para prever catástrofes ambientais e analisar possíveis riscos hidro-geológicos. O projecto IRIDE (íris, em português) está inserido no âmbito do programa europeu de observação da Terra.

O projecto de satélites terá um prazo de execução de cinco anos.

Acordo prevê construção inicial de 22 satélites

A Agência Espacial Europeia (ESA), que apoia este programa, em conjunto com a Agência Espacial Italiana (ASI), revelou esta novidade da Itália em construir satélites europeus para monitorizar desastres naturais.

O acordo, com um valor de 68 milhões de euros e que prevê a construção inicial de 22 satélites, foi assinado hoje entre representantes da ESA e das empresas italianas Argotec e Ohb.

Segundo comunicado da ESA, publicado pela Efe, o IRIDE vai funcionar como uma “constelação” de satélites que irá apoiar as instituições europeias e os serviços de protecção civil na luta contra a “instabilidade hidro-geológica e os incêndios”, ajudando também “a proteger o litoral, a vigiar as infra-estruturas críticas, a qualidade do ar e as condições meteorológicas”.

O projecto global, com um custo de 1,3 mil milhões de euros financiados pelo Plano Nacional de Recuperação e Resiliência italiano, irá suportar a produção de cerca de 50 satélites de diferentes tipos e tamanhos, que irão gerar uma grande variedade de dados e imagens terrestres.

Segundo a ESA, prevê-se que os primeiros satélites do IRIDE sejam lançados para o espaço em 2025 e comecem a enviar informação sobre a Terra em 2026, podendo ajudar a tomar as mais diversas acções.. Há mais informações sobre este projecto aqui.

Além deste projecto, o Programa Copernicus da ESA, que conta com os satélites Sentinel-3 A e B, tem vindo a monitorizar fogos e incêndios em todo o mundo.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
03 Dez 2022



 

1066: Iluminação de Natal em Lisboa arranca oficialmente segunda-feira

🇵🇹 LISBOA // ILUMINAÇÃO NATAL

As iluminações de Natal este ano estarão com um horário reduzido, decisão da Câmara Municipal de Lisboa para garantir poupanças de 50% no consumo de energia.

© Gerardo Santos / Global Imagens

O arranque oficial das iluminações de Natal em Lisboa está marcado para esta segunda-feira, dia 5 de Dezembro, às 19h na Praça do Comércio. O evento irá contar com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e a União de Associações de Comércio e Serviços.

As iluminações de Natal este ano estarão com um horário reduzido, decisão da Câmara Municipal de Lisboa para garantir poupanças de 50% no consumo de energia. As luzes vão estar nos habituais locais da cidade, mas com recurso a lâmpadas de baixo consumo com tecnologia LED”.

Segundo o comunicado enviado às redacções, a CML “já tinha informado que as tradicionais iluminações de Natal em Lisboa só iriam entrar em funcionamento mais tarde do que o habitual, e decidiu também reduzir o período em que as mesmas estarão em funcionamento”

“A poupança dos recursos do planeta é algo que nos preocupa verdadeiramente. E com isso em mente procuramos sempre optar por garantias na utilização das mais recentes técnicas de poupança”, lê-se em comunicado da CML, acrescentado ainda que as iluminações “têm sido um dos pontos altos de estímulo ao comércio em Lisboa e constituem uma tradição fortemente enraizada por todos”.

As luzes vão estar acesas das 18h às 23h de domingo a quinta-feira. Sextas e sábado as luzes vão estar ligadas até à meia-noite. Na noite de Natal e de passagem de ano ficarão ligadas até à 1 da manhã.

Diário de Notícias
DN
03 Dezembro 2022 — 16:18



 

1065: A Minha Cozinha

Caçarola de Tiras de Frango com Cogumelos e Natas

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Ingredientes:

– 400 g de tiras de frango (Strogonoff)
– 250 g de macarrão riscado
– 100 g de cebola em cubos
– 1 dente de alho
– 200 g de cogumelos laminados
– 200 ml de Creme Vegetal de soja
– azeite extra-virgem q.b.
– 1 dl de vinho branco
– alecrim, manjericão, cominhos q.b.
– tempero de alho e pimentão doce q.b.
– noz-moscada moída q.b.
– pimenta preta q.b.
– 1 col. de sopa de molho de soja
– sumo de limão q.b.
– flor de sal q.b.

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Preparação:

01.- Tempere as tiras de frango com a quantidade desejada de flor de sal, alecrim, manjericão, tempero de alho e pimentão doce, molho de soja, pimenta preta e reserve no frigorífico até à confecção. Num tacho ao lume, com um fio de azeite, coloque a cebola e o alho, deixe alourar enquanto coze a massa temperada com um cubo para massas, um fio de azeite até ficar al dente, não muito cozida.

02.- Junte ao refogado do tacho as tiras de frango e deixe cozinhar até estarem tenras. Adicione o vinho branco e deixe evaporar completamente.

03.- Tempere com uma pitada de flor de sal, cominhos, adicione os cogumelos e deixe cozinhar até os cogumelos ficarem macios. Por fim, junte um pouco de noz-moscada moída e as natas de soja e deixe engrossar um pouco.

04.- Escorra a massa e misture-a com o preparado da carne. Para finalizar, tempere com o sumo de limão e sirva de imediato, com uma salada simples.

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03.12.2022



 

1064: Uma questão de “segurança nacional”. Director do FBI alerta para riscos do uso do TikTok

🇺🇸 EUA // SEGURANÇA // TIK-TOK // 🇨🇳 CHINA

O responsável do FBI também destacou que a China pode utilizar a rede social de partilha de vídeos para recolher dados dos seus utilizadores, que podem ser usados para operações de espionagem.

solen-feyissa / Flickr

O director do FBI, Chris Wray, manifestou hoje preocupações de segurança nacional em relação ao TikTok, alertando que o controlo da famosa rede social pertence a um Governo chinês que não partilha os mesmos valores dos Estados Unidos.

Wray realçou que a polícia federal norte-americana está preocupada com o facto de os chineses terem a capacidade de controlar o algoritmo de recomendação da aplicação, o que lhes permite “manipular o conteúdo e, se quiserem, utilizá-lo para influenciar operações”.

O responsável do FBI também destacou que a China pode utilizar a rede social de partilha de vídeos para recolher dados dos seus utilizadores, que podem ser usados para operações de espionagem.

“Todas estas coisas estão nas mãos de um Governo que não partilha os nossos valores e que tem uma missão que está em desacordo com o que é do melhor interesse dos Estados Unidos.

Isso deve-nos preocupar”, sublinhou Wray durante uma audiência na Escola de Políticas Públicas Gerald R. Ford, da Universidade de Michigan.

Estas preocupações são semelhantes às que o director do FBI tinha levantado durante as aparições no Congresso norte-americano em Novembro, quando a questão foi levantada.

O TikTok é propriedade da ByteDance, com sede em Pequim. Um porta-voz desta rede social não respondeu imediatamente a estas declarações, noticiou a agência Associated Press (AP).

Em Setembro, durante uma audiência no Senado, a directora de operações da TikTok, Vanessa Pappas, garantiu que a empresa protege todos os dados de utilizadores norte-americanos e que as autoridades ligadas ao Governo chinês não têm acesso a estes. “Nunca partilharemos dados, ponto final”, vincou Pappas.

Preocupado com a influência da China sobre o TikTok, o Governo de Donald Trump ameaçou em 2020 proibir a aplicação nos EUA e pressionou a ByteDance a vender o TikTok a uma empresa norte-americana.

As autoridades dos EUA e a empresa estão agora em negociações sobre um possível acordo que resolveria as preocupações de segurança dos norte-americanos, um processo que Wray disse estar a decorrer em agências do Governo dos EUA, liderado por Joe Biden.

Lusa // ZAP
3 Dezembro, 2022



 

1063: A detecção mais distante de um buraco negro a engolir uma estrela

CIÊNCIA // ASTRONOMIA // BURACOS NEGROS

Esta imagem artística ilustra como é que uma estrela que se aproxima demasiado de um buraco negro fica “espremida” pela enorme atracção gravitacional deste objecto. Algum do material estelar é puxado e roda em torno do buraco negro, formando o disco que podemos ver nesta imagem. Em alguns casos raros como este, jactos de matéria e radiação são lançados a partir dos pólos do buraco negro. No caso de AT2022cmc, foram detectadas evidências de jactos por vários telescópios, incluindo o VLT, que determinou que este é o exemplo mais distante de um tal evento.
Crédito: ESO/M.Kornmesser

No início deste ano, o VLT (Very Large Telescope) do ESO recebeu um alerta após uma fonte de luz visível invulgar ter sido detectada por um telescópio de rastreio.

O VLT, juntamente com outros telescópios, foi rapidamente apontado na direcção desta fonte: um buraco negro super-massivo numa galáxia distante que tinha “devorado” uma estrela, expelindo os restos da “refeição” sob a forma de um jacto.

O VLT determinou que este era o exemplo mais distante de um tal evento observado até à data. Uma vez que o jacto aponta praticamente na nossa direcção, esta é também a primeira vez que foi descoberto no visível, demonstrando-se assim uma nova maneira de detectar estes eventos extremos.

As estrelas que se aproximam demasiado de um buraco negro são destruídas pelas enormes forças de maré deste objecto, num fenómeno a que se chama evento de perturbação de marés. Cerca de 1% destes eventos dão origem a jactos de plasma e radiação que são ejectados a partir dos pólos do buraco negro em rotação.

Em 1971, o pioneiro dos buracos negros, John Wheeler definiu o conceito de perturbação de marés com jactos como “um tubo de pasta de dentes apertado no meio com toda a força,” fazendo com que o sistema “esguiche matéria pelas duas pontas”.

“Até agora observámos apenas uma mão cheia deste tipo de eventos que permanecem, por isso, mal compreendidos e são bastante exóticos,” disse Nial Tanvir, da Universidade de Leicester no Reino Unido, que liderou as observações com o VLT para determinar a distância ao objecto.

Os astrónomos procuram constantemente estes eventos extremos para compreenderem melhor como é que os jactos realmente se formam e porque é que apenas uma percentagem tão pequena de eventos de perturbação de marés lhes dão origem.

É por esta razão que muitos telescópios, incluindo o ZTF (Zwicky Transient Facility) nos EUA, mapeiam constantemente o céu à procura de sinais de eventos de curta duração, frequentemente extremos, que possam seguidamente ser estudados com mais detalhe por grandes telescópios, como o VLT do ESO, no Chile.

“Desenvolvemos um procedimento automático de código aberto que armazena e extrai informação importante do rastreio ZTF e nos alerta em tempo real para eventos invulgares,” explica Igor Andreoni, astrónomo na Universidade de Maryland, EUA, que co-liderou, juntamente com Michael Coughlin da Universidade de Minnesota, o artigo científico sobre este trabalho, publicado na revista Nature.

Em Fevereiro deste ano, o ZTF detectou uma nova fonte de radiação visível. O evento, chamado AT2022cmc, fazia lembrar uma explosão de raios-gama, a fonte de radiação mais potente do Universo.

Com o intuito de investigar este fenómeno raro, a equipa utilizou vários telescópios em todo o mundo para observar a misteriosa fonte com mais detalhe. Isto incluiu o VLT do ESO, que rapidamente observou este novo evento com o instrumento X-shooter.

Os dados do VLT colocaram a fonte a uma distância sem precedentes no que diz respeito a estes eventos: a luz produzida por AT2022cmc começou a sua viagem quando o Universo tinha apenas cerca de um-terço da sua idade actual.

Uma grande variedade de radiação, desde raios-gama altamente energéticos a ondas rádio de baixa energia, foi recolhida por 21 telescópios em todo o mundo. A equipa comparou estes dados com diferentes tipos de eventos conhecidos, desde estrelas em colapso a quilo-novas.

O único cenário que explicava os dados obtidos era um raro evento de perturbação de marés com um jacto a apontar na nossa direcção. Giorgos Leloudas, astrónomo no DTU Space na Dinamarca e co-autor deste estudo, explica que “uma vez que o jacto relativista aponta na nossa direcção, o fenómeno torna-se muito mais brilhante e visível ao longo de um maior domínio de comprimentos de onda do espectro electromagnético.”

As medições de distância executadas com o VLT mostraram que AT2022cmc é o mais distante fenómeno de perturbação de marés alguma vez observado, mas este não é o único recorde que este objecto bate.

“Até agora, o pequeno número destes eventos que se conheciam, tinham sido inicialmente detectados por telescópios de raios-gama ou de raios-X. Esta foi a primeira descoberta feita durante um rastreio no visível!” disse Daniel Perley, astrónomo na Universidade John Moores de Liverpool, Reino Unido, e co-autor do estudo.

Isto mostra-nos uma nova maneira de detectar eventos de perturbação de marés com jactos, permitindo-nos estudar melhor estes eventos raros e investigar os meios extremos que circundam os buracos negros.

Astronomia On-line
2 de Dezembro de 2022



 

1062: Astrofísicos à caça do segundo buraco negro super-massivo mais próximo

CIÊNCIA // ASTROFÍSICA // BURACOS NEGROS

A ultra-fraca galáxia companheira da Via Láctea, Leo I, aparece como uma pequena mancha difusa para a direita da estrela brilhante, Régulo.
Crédito: Scott Anttila Anttler

Dois astrofísicos do Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian sugeriram uma forma de observar o que poderá ser o segundo buraco negro super-massivo mais próximo da Terra: um gigante com 3 milhões de vezes a massa do Sol, hospedado na galáxia anã Leo I.

O buraco negro super-massivo, chamado Leo I*, foi proposto pela primeira vez por uma equipa independente de astrónomos no final de 2021. A equipa notou estrelas a ganhar velocidade ao aproximarem-se do centro da galáxia – evidências de um buraco negro – mas não foi possível a observação directa da emissão do buraco negro.

Agora, os astrofísicos Fabio Pacucci e Avi Loeb sugerem uma nova forma de verificar a existência do buraco negro super-massivo: o seu trabalho encontra-se descrito num estudo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

“Os buracos negros são objectos muito elusivos e por vezes gostam de brincar às escondidas connosco”, diz Fabio Pacucci, autor principal do artigo científico.

“Os raios de luz não podem escapar aos seus horizontes de eventos, mas o ambiente à sua volta pode ser extremamente brilhante – caso material suficiente caia no seu poço gravitacional.

Mas se um buraco negro não estiver a acretar massa, pelo contrário, não emite luz e torna-se impossível de encontrar com os nossos telescópios”.

Este é o desafio com Leo I – uma galáxia anã tão desprovida de gás disponível para acretar que é muitas vezes descrita como um “fóssil”. Então, será que devemos renunciar qualquer esperança de o observar? Talvez não, dizem os astrónomos.

“No nosso estudo, sugerimos que uma pequena quantidade de massa perdida por estrelas a vaguear em torno do buraco negro pode fornecer o ritmo de acreção necessária para o observar”, explica Pacucci. “As estrelas antigas tornam-se muito grandes e avermelhadas – chamamos-lhes estrelas gigantes vermelhas.

As estrelas gigantes vermelhas têm tipicamente ventos fortes que transportam uma fracção da sua massa para o ambiente. O espaço à volta de Leo I* parece conter o suficiente destas estrelas antigas para o tornar observável”.

“A observação de Leo I* pode ser revolucionária”, diz Avi Loeb, o co-autor do estudo. “Seria o segundo buraco negro super-massivo mais próximo, depois daquele que se encontra no centro da nossa Galáxia, com uma massa muito semelhante, mas situado numa galáxia que é mil vezes menos massiva do que a Via Láctea.

Este facto desafia tudo o que sabemos sobre a forma como as galáxias e os seus buracos negros super-massivos centrais co-evoluem. Como é que um ‘bebé tão grande’ acabou por nascer de uma ‘mãe tão magra’?”

Décadas de estudos mostram que a maioria das galáxias massivas albergam um buraco negro super-massivo no seu centro, e a massa do buraco negro é um-décimo de um por cento da massa total do esferóide de estrelas que o rodeiam.

“No caso de Leo I”, continua Loeb, “esperaríamos um buraco negro muito mais pequeno. Em vez disso, Leo I parece conter um buraco negro com alguns milhões de vezes a massa do Sol, semelhante ao que é hospedado pela Via Láctea. Isto é excitante porque a ciência geralmente avança mais quando o inesperado acontece”.

Então, quando podemos esperar uma imagem do buraco negro?

“Ainda não estamos lá”, diz Pacucci.

A equipa obteve tempo de telescópio no Observatório de raios-X Chandra e no radiotelescópio VLA (Very Large Array), no estado norte-americano do Novo México, e está actualmente a analisar os novos dados.

Pacucci diz: “Leo I* está a jogar às escondidas, mas emite demasiada radiação para permanecer não detectado durante muito mais tempo”.

Astronomia On-line
2 de Dezembro de 2022



 

1061: Astrónomos observam auto-controlo estelar em acção

CIÊNCIA  // ASTRONOMIA

Composição de RCW 36 (ver versão não legendada).
Crédito: raios-X – NASA/CXC/Centro de Investigação Ames/L. Bonne et al.; infravermelho – ESA/NASA/JPL-Caltech/Observatório Espacial Herschel/JPL/IPAC

Muitos factores podem limitar o tamanho de um grupo, incluindo factores externos sobre os quais os membros não têm qualquer controlo. Os astrónomos descobriram que grupos de estrelas em certos ambientes, porém, podem regular-se a si próprios.

Um novo estudo revelou que as estrelas num enxame têm “auto-controlo”, o que significa que apenas permitem que um número limitado de estrelas cresça antes que os membros maiores e mais brilhantes expulsem a maior parte do gás do sistema.

Este processo deveria abrandar drasticamente o nascimento de novas estrelas, o que se alinharia melhor com as previsões dos astrónomos quanto à rapidez com que as estrelas se formam nos enxames.

Este estudo combina dados de vários telescópios, incluindo o Observatório de raios-X Chandra da NASA, o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy) da NASA, o telescópio APEX (Atacama Pathfinder EXperiment) e o telescópio Herschel da ESA.

O alvo das observações foi RCW 36, uma grande nuvem de gás chamada região HII composta principalmente de átomos de hidrogénio que foram ionizados – ou seja, despojados dos seus electrões. Esta região de formação estelar está localizada na Via Láctea a cerca de 2900 anos-luz da Terra.

Os dados infravermelhos do Herschel são mostrados a vermelho, laranja e verde e os raios-X a azul, com fontes pontuais a branco. A direcção norte está 32 graus para a esquerda da vertical.

RCW 36 contém um enxame de estrelas jovens e duas cavidades – ou vazios – esculpidas no gás hidrogénio ionizado, estendendo-se em direcções opostas.

Há também um anel de gás que envolve o enxame entre as cavidades, formando uma cintura em torno das cavidades em forma de ampulheta. Estas características estão rotuladas na imagem.

O gás quente com uma temperatura de cerca de dois 2 milhões K (3,6 milhões de graus Celsius), irradiando raios-X que são detectados pelo Chandra, está concentrado perto do centro de RCW 36, perto das duas estrelas mais quentes e massivas do enxame.

Estas estrelas são uma das principais fontes de gás quente. Uma grande quantidade do resto do gás quente encontra-se fora das cavidades, depois de ter vazado através das bordas das cavidades.

Os dados do SOFIA e do APEX mostram que o anel contém gás frio e denso (com temperaturas típicas de 15 a 25 K, ou -433º C a -415º C) e está a expandir-se a 3200-6400 km/h.

Os dados do SOFIA mostram que no perímetro de ambas as cavidades estão conchas de gás frio a expandir-se a 16.000 km/h, provavelmente sendo levadas para fora devido à pressão do gás quente observado com o Chandra.

O gás quente, mais a radiação das estrelas no enxame, também limpou cavidades ainda maiores em torno de RCW 36, formando uma estrutura em forma de boneca-russa. Estas características estão rotuladas numa imagem, pelo Herschel, cobrindo uma área maior, que também mostra o campo de visão do Chandra e as outras estruturas aqui descritas.

Os níveis de intensidade nessa imagem foram ajustados para mostrar as cavidades maiores tão claramente quanto possível, causando a saturação de grande parte das regiões interiores próximas das cavidades de RCW 36. Nessa imagem o norte está na vertical.

Os investigadores também vêm evidências, nos dados do SOFIA, de algum gás frio à volta do anel a ser ejectado de RCW 36 a velocidades ainda mais elevadas de cerca de 48.000 km/h, com o equivalente a 170 massas terrestres por ano a serem empurradas para fora.

As velocidades de expansão das diferentes estruturas aqui descritas, e o ritmo de ejecção de massa, mostram que a maior parte do gás frio dentro de cerca de três anos-luz do centro da região HII pode ser ejectado em 1 a 2 milhões de anos.

Isto irá limpar a matéria-prima necessária para formar estrelas, suprimindo o seu nascimento continuado na região. Os astrónomos chamam a este processo onde as estrelas podem regular-se a si próprias, “feedback estelar”. Resultados como este ajudam-nos a compreender o papel que o feedback estelar desempenha no processo de formação estelar.

Astronomia On-line
2 de Dezembro de 2022