538: A Minha Cozinha

Outra sugestão para quem pretende uma refeição rápida, saborosa e económica:

ALMÔNDEGAS À BOLONHESA

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Ingredientes:

– 1 emb. de Almôndegas à Bolonhesa congeladas

Preparação:

01.- Num tacho ao lume, coloque os cubos congelados do molho bolonhesa que acompanha as almôndegas.

02.- Deixe derreter em lume brando, mexendo regularmente.

03. Quando o molho estiver descongelado, junte as almôndegas congeladas e deixe cozinhar, tapando o tacho, durante cerca de 12 minutos (dependendo do tipo de fonte utilizada), agitando regularmente o tacho para as almôndegas não pegarem.

04.- Retire do lume e sirva de seguida com uma guarnição de batatas fritas a ar quente, sem óleo, na FRYER AIR PRO ou similares.

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31.10.2022



 

537: O ESO captura o fantasma de uma estrela gigante

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ESO

Uma teia de aranha fantasmagórica, dragões mágicos ou finos traços de fantasmas? O que é que estamos a ver nesta imagem do remanescente da super-nova da Vela? Esta bela tapeçaria de cores, que foi capturada com grande detalhe pelo VLT Survey Telescope, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, mostra os restos fantasmagóricos de uma estrela gigantesca.

Esta fina estrutura de nuvens rosa e laranja é tudo o que resta de uma estrela massiva que terminou a sua vida numa enorme explosão há cerca de 11 mil anos atrás. Quando as estrelas mais massivas chegam ao fim das suas vidas, geralmente explodem violentamente num evento chamado super-nova.

Estas explosões provocam ondas de choque que se deslocam pelo gás circundante, comprimindo-o e criando intrincadas estruturas filamentares. A energia libertada aquece os tentáculos gasosos, fazendo-os brilhar intensamente, como podemos ver na imagem.

Nesta imagem de 554 milhões de pixeis, temos uma vista extremamente detalhada do remanescente da super-nova da Vela, assim designada pela sua localização na constelação austral da Vela.

Caberiam nove luas cheias nesta imagem e a nuvem completa é ainda maior. Situado a apenas 800 anos-luz de distância da Terra, este remanescente de super-nova é um dos mais próximos que conhecemos.

Quando explodiu, as camadas mais exteriores da estrela progenitora foram ejectadas no gás circundante, dando origem a estes filamentos. O que resta da estrela é apenas uma bola ultra densa onde protões e electrões são forçados a juntar-se em neutrões — uma estrela de neutrões.

A estrela de neutrões do remanescente da Vela, que se encontra ligeiramente fora da imagem no canto superior esquerdo, é uma pulsar que roda sobre o seu próprio eixo à incrível velocidade de mais de 10 vezes por segundo.

Esta imagem trata-se de um mosaico de observações obtidas com a câmara de grande campo OmegaCAM, montada no VLT Survey Telescope (VST), no Observatório do Paranal do ESO, no Chile.

A câmara de 268 milhões de pixeis pode obter imagens através de vários filtros que deixam passar luz de diferentes cores. Nesta imagem particular do remanescente da Vela foram usados quatro filtros diferentes, aqui representados por uma combinação de magenta, azul, verde e vermelho.

O VST pertence ao Instituto Nacional de Astrofísica italiano, INAF, e com o seu espelho de 2,6 metros é um dos maiores telescópios dedicados ao rastreio do céu nocturno no visível. Esta imagem é um exemplo de um tal rastreio: o VPHAS+ (VST Photometric Hα Survey of the Southern Galactic Plane and Bulge).

Durante cerca de sete anos, este rastreio mapeou uma área considerável da nossa Galáxia, permitindo aos astrónomos compreender melhor como é que as estrelas se formam, evoluem e eventualmente morrem.

Informações adicionais

O Observatório Europeu do Sul (ESO) ajuda cientistas de todo o mundo a descobrir os segredos do Universo, o que, consequentemente, beneficia toda a sociedade. No ESO concebemos, construimos e operamos observatórios terrestres de vanguarda — os quais são usados pelos astrónomos para investigar as maiores questões astronómicas da nossa época e levar ao público o fascínio da astronomia — e promovemos colaborações internacionais em astronomia.

Estabelecido como uma organização intergovernamental em 1962, o ESO é hoje apoiado por 16 Estados Membros (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça), para além do Chile, o país de acolhimento, e da Austrália como Parceiro Estratégico.

A Sede do ESO e o seu centro de visitantes e planetário, o Supernova do ESO, situam-se perto de Munique, na Alemanha, enquanto o deserto chileno do Atacama, um lugar extraordinário com condições únicas para a observação dos céus, acolhe os nossos telescópios. O ESO mantém em funcionamento três observatórios: La Silla, Paranal e Chajnantor.

No Paranal, o ESO opera o Very Large Telescope e o Interferómetro do Very Large Telescope, assim como telescópios de rastreio, tal como o VISTA. Ainda no Paranal, o ESO acolherá e operará o Cherenkov Telescope Array South, o maior e mais sensível observatório de raios gama do mundo.

Juntamente com parceiros internacionais, o ESO opera o APEX e o ALMA no Chajnantor, duas infra-estruturas que observam o céu no domínio do milímetro e do submilímetro. No Cerro Armazones, próximo do Paranal, estamos a construir “o maior olho do mundo voltado para o céu” — o Extremely Large Telescope do ESO.

Dos nossos gabinetes em Santiago do Chile, apoiamos as nossas operações no país e trabalhamos com parceiros chilenos e com a sociedade chilena.

ESO-European South Observatory
eso2214pt — Foto de Imprensa
31 de Outubro de 2022



 

536: “Não se pode classificar o Estado Novo como fascista”

– Cairam-me os 🍅🍅 ao chão quando li o título desta peça! Nem sei por onde começar mas penso que para não entrar em divagações, o melhor é parar por aqui. Apenas acrescentando: o Estado Novo um estado fascista? Nop, nem o Estado Novo, nem Salazar, nem Marcelo, nem todos os fascistas que transitaram para partidos políticos pós golpe militar do 25’Abr’74 e que se camuflaram de “democráticos” alguma vez, em tempo algum, foram fascistas… Coitados do Mussolini, do Franco que nunca foram fascistas e do Adolfo que nunca foi nazi! Tudo gente revolucionária, esquerdista, defensora da Liberdade de expressão, de reunião… Nunca a lixívia cultural, através de um livro foi tão bem aplicada para limpar o passado! Ainda me recordo, no tempo da escola primária (1952), quando entrava um professor na sala de aula, tínhamos de nos levantar da carteira e fazer a saudação nazi!

LITERATURA DE VÃO DE ESCADA

ZAP // Desassosego / Wikipedia

Segundo o autor de uma tese de doutoramento sobre a ideologia de líderes de movimentos fascistas europeus, todo o fascismo é condenável, mas nem tudo o que é condenável é fascismo — e o Estado Novo não pode ser classificado como “fascismo”.

Em entrevista ao Diário de Notícias, Carlos Martins, doutorado em Política Comparada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, sustenta que não se pode classificar o Estado Novo como fascista.

De acordo com o investigador, o Estado Novo foi um fenómeno político de características únicas, que, apesar das semelhanças, é distinto “de outras ideologias antidemocráticas habitualmente colocadas no extremo direito do espectro político”.

Carlos Martins, autor do livroFascismos para além de Hitler e Mussolini“, explica ao DN que, para compreender o fenómeno, é necessário que se use o conceito de fascismo “de forma rigorosa e precisa”.

Segundo o investigador, o Estado Novo foi um regime conservador, que, “numa época em que o conservadorismo se deixava influenciar pelo fascismo, integrou elementos vincadamente fascistas que, não sendo suficientes para modificar o regime, lhe dão ali um cunho fascizante — que não é o mesmo que ser fascista”.

O investigador considera necessário clarificar os perigos concretos que o fascismo representa, “em particular numa altura em que novos actores políticos [a direita radical populista, por exemplo], com propostas questionáveis”, se procuram legitimar dizendo-se “distintos do fascismo histórico”.

Mas, alerta, também não se pode conceder legitimidade a regimes como os de Salazar ou Franco, por exemplo, apenas por não deverem dever ser “incluídos no universo do fascismo”.

O fascismo puro, diz Carlos Martins, “não teve um impacto duradouro em Portugal, o que não quer dizer que não tenha havido uma fase do regime do Estado Novo que não tenha tido uma aproximação” — que considera ter acontecido na segunda metade dos Anos 30.

O Estado Novo foi, resume o investigador, um “regime conservador fascizante”.

O mais longo regime autoritário na Europa

O Estado Novo foi um regime autoritário, conservador, nacionalista, corporativista de Estado de inspiração fascista, parcialmente católica e tradicionalista, de cariz antiliberal, anti-parlamentarista, anti-comunista, e colonialista, que vigorou em Portugal sob a Segunda República durante 41 anos ininterruptos, de 1933 até ao seu derrube pela Revolução de 25 de Abril de 1974.

Como regime político, o regime foi também chamado de salazarismo, em referência a António de Oliveira Salazar, seu fundador e líder.

A Ditadura Nacional (1926-1933) e o Estado Novo de Salazar e Marcello Caetano (1933-1974) foram, conjuntamente, o mais longo regime autoritário na Europa Ocidental durante o séc. XX, estendendo-se por um período de 48 anos.

O regime criou a sua própria estrutura de Estado e um aparelho repressivo sustentado na polícia política PIDE, característico dos chamados Estados policiais, apoiando-se na censura, na propaganda, em organizações paramilitares (Legião Portuguesa), nas organizações juvenis (Mocidade Portuguesa), no culto do líder e na Igreja Católica.

Para muitos historiadores e politólogos, parece não haver dúvida de que se tratou de um regime fascista, de um fascismo catedrático, de um quase fascismo ou, até, segundo o politólogo Manuel de Lucena, de um “fascismo sem movimento fascista”.

Após 41 anos de vida, o regime caiu no dia 25 de Abril de 1974, após um golpe militar que contou com o apoio de uma população cansada da repressão, da censura, da guerra colonial e do abrandamento económico — e sem ter quase quem o defendesse.

ZAP //
31 Outubro, 2022

Carlos Martins é autor da tese de doutoramento sobre a ideologia de líderes de movimentos fascistas europeus.
© Reinaldo Rodrigues / Global Imagens



 

535: Vendeu a sua casa em 2021? Pode não ter direito aos 125 euros do Governo

SOCIEDADE/HABITAÇÃO/APOIO ÀS FAMÍLIAS

Segundo o Executivo, “os rendimentos de mais-valias são tratados do mesmo modo que os restantes, como sejam, os rendimentos do trabalho dependente”.

Quem vendeu a sua casa no ano passado arrisca-se a não receber o apoio extraordinário de 125 euros. Isto porque – e dependendo do valor da venda e das mais-valias – “os rendimentos de mais-valias são tratados do mesmo modo que os restantes, como sejam, os rendimentos do trabalho dependente”, esclarece o Governo.

A notícia é avançada pelo Negócios, depois de casos em que contribuintes cujo salário não atinge 37.800 euros de rendimento bruto anual (e que teriam direito ao subsídio) se terem apercebido que não o iriam receber.

Diário de Notícias
Dinheiro Vivo
31 Outubro 2022 — 09:20



 

534: Um enorme e “potencialmente perigoso” asteróide vai passar perto da Terra este Halloween

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTERÓIDES

Kevin Gill / Flick

O asteróide tem quase o tamanho do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, que mede 828 metros de altura, e vai passar pela Terra a 68 vezes a velocidade do som.

De acordo com a NASA, um novo e “potencialmente perigoso” asteróide com quase o tamanho do edifício mais alto do mundo vai passar perto da Terra mesmo a tempo do Dia das Bruxas.

O asteróide chama-se 2022 RM4 e tem um diâmetro estimado entre 330 e 740 metros. Como termo de comparação, o Burj Khalifa, o arranha-céus mais alto do mundo, tem 828 metros de altura.

O asteróide vai acenar-nos no céu a uma velocidade a rondar os 84.500 quilómetros por hora, cerca de 68 vezes a velocidade do som, escreve o Live Science. No momento mais próximo, o asteróide vai estar a apenas 2,3 milhões de quilómetros do nosso planeta, o que corresponde a aproximadamente seis vezes a distância média entre a Terra e a Lua.

Este é assim classificado como um “near-Earth object” (objeto perto da Terra) por passar a menos de 193 milhões de quilómetros de distância do nosso planeta. É também “potencialmente perigoso” por ser um grande objecto e passar a uma distância menor do que 7,5 milhões de quilómetros.

Quando são identificadas, estas potenciais ameaças são vigiadas de perto pelos astrónomos, que procuram sinais de que possam mudar repentinamente de trajectória e vir em direcção à Terra.

Recorrendo aos quatro telescópios do sistema ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), a NASA faz esta patrulha cósmica da Terra e mantém cerca de 28 mil asteróides debaixo de olho.

A agência norte-americana já estimou as trajectórias de todos os near-Earth objects para além do fim deste século e, por enquanto, não há nenhum perigo apocalíptico à vista.

Caso a situação venha a mudar, pelo menos podemos dormir mais descansados após o recente sucesso da missão DART da NASA, que testou o seu sistema de defesa planetário através do desvio de asteróides.

A China está também a desenvolver um plano semelhante, tendo o famoso asteróide Bennu como alvo. Apesar de ter apenas uma probabilidade de 1 em 2700 de colidir com a Terra, um choque com o Bennu seria devastador devido ao seu enorme tamanho.

Os cientistas chineses querem disparar ao mesmo tempo 23 foguetes de Longa Marcha-5, cada um com um peso de 900 toneladas, contra o asteróide.

ZAP //
31 Outubro, 2022



 

533: É melhor actualizar já o seu Chrome! Descoberta mais uma falha de segurança grave

– Muito raramente utilizo o browser Chrome, prefiro em primeiro lugar o Mozilla Firefox (106.0.2-64 bits) e em segundo lugar o Edge Canary (108.0.1461.0-64 bits). Mas para quem utiliza o Chrome aqui fica o aviso.

TECNOLOGIA/SEGURANÇA/CHROME/BROWSER

O Chrome é o browser de eleição da grande maioria dos utilizadores da Internet, dando-lhe tudo o que precisam para navegar. É uma proposta da Google que ao longo dos anos tem mostrado a sua capacidade.

Dada esta sua visibilidade, este browser está constantemente a ser avaliado e a serem procuradas vulnerabilidades. A mais recente acaba de chegar e já existe uma resposta para esta situação. Assim, é urgente que actualize imediatamente o Chrome, para evitar problemas de segurança: 107.0.5304.88 (Compilação oficial) (64 bits).

Mais uma falha de segurança no Chrome

A Google está a monitorizar de forma constante a segurança do seu browser. O Chrome, dada a sua exposição na Internet e a sua elevada utilização, é por vezes o veículo preferido para os atacantes se focarem nas suas vítimas.

Assim, dada esta importância, é essencial que seja mantido actualizado. Este cenário ganha agora uma importância ainda maior, visto ter sido descoberta mais uma vulnerabilidade neste browser. O Chrome está exposto e tem por isso de ser protegido.

Esta vulnerabilidade encontrada permite que os atacantes possam ter acesso aos dados mais sensíveis dos utilizadores, explorando uma simples falha. Do que é descrito, esta resulta de uma “type confusion exploit”.

Google já reagiu com uma correcção

Mesmo sendo um ataque conhecido, este não foi detalhado em toda a sua extensão. A Google prefere que a grande maioria dos seus utilizadores faça a actualização, para assim estarem protegidos e longe de problemas de segurança.

A correcção já existe e está a ser disseminada através da versão 107.0.5304.87/88, que está já disponível para actualização. Esta deve ser instalada de forma imediata para assim garantir a protecção dos seus dados e dos seus sistemas.

Do que se sabe, mesmo com esta falha, o Chrome está em 2022 mais estável e protegido. Até agora são apenas as 7 vulnerabilidades que foram reportadas e corrigidas, face às 58 que surgiram durante 2021. Desta vez, como sempre, tudo se resolve de forma rápida, com mais uma actualização que está já disponível.

Pplware
Autor: Pedro Simões
31 Out 2022



 

532: Talvez os ETs não nos queiram visitar por culpa do nosso Sol

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTROFÍSICA/VIDA ALIENÍGENA

KELLEPICS / pixabay

O Paradoxo de Fermi não vai embora. É uma das nossas experiências mentais mais convincentes, e gerações de cientistas continuam a lutar contra ele.

O paradoxo coloca estimativas altas para o número de civilizações na galáxia contra o facto de que não vemos nenhuma dessas civilizações. Diz que se existem civilizações em rápida expansão na Via Láctea, uma deveria ter chegado aqui ao nosso Sistema Solar. O facto de que nenhuma o fez implica que nenhum existe.

Muitos pensadores e cientistas abordaram o Paradoxo de Fermi e tentaram encontrar uma razão pela qual não vemos nenhuma evidência de uma civilização tecnológica em expansão. A vida pode ser extraordinariamente rara, e os obstáculos às viagens interestelares podem ser muito desafiadores. Pode ser assim tão simples.

Mas um novo artigo tem uma nova resposta: talvez o nosso Sistema Solar não ofereça o que as civilizações de longa duração e em rápida expansão desejam – o tipo correto de estrela.

Para entender o Paradoxo de Fermi, precisamos de entender a Equação de Drake. A Equação de Drake é uma estimativa probabilística do número de civilizações na Via Láctea. Não nos diz quantas civilizações existem; resume os conceitos com os quais temos que lutar se quisermos pensar em quantas civilizações poderiam existir.

Um componente crítico da Equação de Drake diz respeito às estrelas. A equação considera a taxa de formação de estrelas na galáxia, quantas dessas estrelas hospedam planetas e quantos desses planetas poderiam hospedar vida.

A equação fica mais detalhada perguntando quantos desses planetas desenvolvem vida, quanta dessa vida se transforma em civilizações tecnológicas e quantas dessas civilizações revelam a sua presença libertando sinais no Espaço. Finalmente, estima o tempo de vida dessas civilizações.

Ao usar variáveis ​​diferentes para responder a cada uma dessas perguntas, obtemos estimativas diferentes de quantas civilizações tecnológicas podem existir. É uma experiência mental, mas informada por evidências, embora as evidências sejam rudimentares.

Um novo artigo aborda o Paradoxo de Fermi focando nos tipos de estrelas. Diz que nem todos os tipos de estrelas são desejáveis ​​para uma civilização tecnológica em expansão. Estrelas de baixa massa, particularmente estrelas anãs K, são os melhores alvos de migração para civilizações de vida longa.

Os autores apontam para uma das análises mais famosas do Paradoxo de Fermi, que veio do astrofísico americano Michael Hart em 1975. O artigo de Hart era “Uma explicação para a ausência de extraterrestres na Terra”, e é considerada a primeira análise rigorosa do paradoxo, que mostrou como uma civilização se pode expandir pela galáxia num período de tempo menor que a idade da galáxia.

Hart explicou o que aconteceria se uma civilização enviasse naves coloniais para as 100 estrelas mais próximas. Elas poderiam colonizar esses sistemas estelares, então cada uma dessas colónias poderia fazer o mesmo, e o processo poderia continuar a repetir-se.

“Nesse ritmo, a maior parte de nossa galáxia seria atravessada em 650.000 anos”, escreveu Hart, que apontou que uma civilização tecnológica teria tempo suficiente para chegar até nós, a menos que tivesse começado há menos de dois milhões de anos. Para Hart, a única explicação para a falta de evidências de civilizações alienígenas é que não existem.

No seu artigo, Hart chegou a algumas conclusões: SETI e esforços semelhantes são uma perda de tempo e dinheiro, e se alguém colonizar nosso Sistema Solar, provavelmente serão os nossos descendentes.

Os autores deste artigo discordam. Uma suposição subjacente para muitas pessoas que contemplam o Paradoxo de Fermi é que as estrelas são uniformemente atraentes para uma civilização espacial, e a civilização se espalharia por toda parte igualmente. Mas isso é verdade?

Os autores deste novo artigo não pensam assim. “Sugerimos, seguindo a hipótese de Hansen & Zuckerman (2021), que uma civilização em expansão se instalará preferencialmente em sistemas de anãs K ou M de baixa massa, evitando estrelas de maior massa, a fim de maximizar a sua longevidade na galáxia”, eles escrevem.

Medir a longevidade das estrelas não é intuitivo para os humanos. Se um tipo de estrela dura 10 mil milhões de anos e outro dura 10 biliões, que diferença isso faz para alguém além de um astrofísico?

Mas agora, imagine que faz parte de um órgão de tomada de decisão para uma civilização que tem um milhão de anos – ou até mais – e se expandiu para diferentes sistemas solares. Então, a idade de uma estrela é importante.

Anãs K e anãs M (anãs vermelhas) têm vidas longas. Mesmo para uma civilização extraordinariamente avançada, colonizar outro sistema solar exigiria muitos recursos. Por que gastar esses recursos num sistema estelar que pode não durar muito?

Os autores calcularam uma nova estimativa para o tempo que uma civilização galáctica precisa para colonizar a galáxia, se essa civilização visasse apenas anãs K e anãs M, e dizem que levaria dois mil milhões de anos. Com maiores capacidades de viagem, a civilização poderia reduzir drasticamente o período.

Estas estimativas são baseadas na ideia de que uma civilização se espalha pela galáxia em ondas. Haveria períodos de tempo em que a civilização estaria à espera de uma aproximação de uma estrela favorável.

Os autores pensam que pode haver Clube Galáctico de estrelas de baixa massa a espalhar-se pela Via Láctea agora, e não podemos descartá-la apenas porque não notamos isso. A ausência de evidência não é evidência de ausência, como diz o ditado.

O que levaria uma espécie a expandir-se continuamente? Crescimento populacional? Necessidades de energia? Curiosidade científica? Domínio sobre os outros? Para nós, não há como saber.

A humanidade moderna está apenas há cerca de um quarto de milhão de anos na sua jornada. Os motivos que nos impulsionam e a estrutura de pensamento que nos guia não foram exactamente testados pelo tempo.

O tempo é o Mestre do nosso Universo. Da nossa própria expectativa de vida às eras das civilizações alienígenas e à vida e morte de estrelas e planetas, o tempo governa tudo. A relatividade pode mexer com o tempo, mas não pode impedi-lo de passar.

E se os alienígenas dominarem a extensão da vida e viverem tanto que os indivíduos possam fazer parte de múltiplas expansões em outros sistemas estelares? E se eles não são estritamente indivíduos como nós, mas são algum tipo de híbrido de um indivíduo e um colectivo genético? E se eles puderem absorver novas informações genéticas de maneiras que não podemos imaginar?

E se a criação estiver irremediavelmente desactualizada para eles, e eles estiverem livres destas preocupações e dos limites de uma vida curta? E se eles não forem mais seres orgânicos e os tipos de coisas que nos motivam estiverem em seu passado distante? E se forem simbiontes? E se houver centenas de outras hipóteses?

Coisas em que não podemos pensar são meio inúteis, excepto para reconhecer que elas existem. Este é o ponto final de muitas discussões em torno do Paradoxo de Fermi e da Equação de Drake. Há tanta coisa que não sabemos; não podemos nem mesmo entender que não sabemos. A humanidade ainda é uma criança.

ZAP // Universe Today
30 Outubro, 2022



 

Semana de quatro dias. Governo quer avaliar “onde e como” será usado o tempo livre

– Embora Portugal seja um país de faz-de-conta que é um Estado de Direito e uma democracia, ainda não me esqueci dos tempos da ditadura do fascista Estado Novo salazarista. E mesmo nesses tempos de ditadura, onde imperava a tenebrosa PIDE/DGS, nunca existiu uma “avaliação” aos tempos livres das pessoas. Por isso, faço-de-conta que alguém da governança acordou mal disposto ou com os pés de fora da cama e lembrou-se desta aberração. Pela parte que me toca, não tenho de dar satisfações, seja a quem for, sobre os meus tempos livres embora já não me toque a semana dos 4 dias…

DITADURA/GOVERNO/”SOCIALISMO”

Experiências-pilotos poderão começar já em Junho do próximo ano. Sem cortes salariais e exclusivamente em empresas privadas voluntárias.

Só empresas privadas poderão aderir às experiências-piloto. Na imagem: fábrica da Autoeuropa.
© Paulo Spranger/Global Imagens

O governo vai levar aos parceiros sociais na quarta-feira um documento onde propõe que a semana de quatro dias comece a ser testada – apenas por empresas privadas voluntárias – em Junho de 2023, durante seis meses (portanto até Novembro, inclusivamente).

Depois, “está previsto existir um período de reflexão de um mês, em que a gestão vai reflectir sobre a experiência e determinar se mantém a nova organização, se volta à semana de cinco dias, ou se irá adoptar um modelo híbrido”.

De Novembro próximo até final de Janeiro do ano que vem decorrerá o período em que as empresas poderão manifestar interesse em aderir à experiência.

Em Fevereiro de 2023 serão seleccionadas as empresas. E depois, daí até ao início de Junho, serão preparadas em cada uma delas as experiências-piloto. Em 2024 será possível adoptar definitivamente o novo modelo.

No documento que será discutido – e ao qual o DN teve acesso -, “a experiência não pode envolver corte salarial” e “tem de implicar uma redução de horas semanais” que serão as empresas voluntárias a estipular, “por acordo entre a gestão e os trabalhadores”.

Em cada empresa, as experiências terão de “envolver a grande maioria dos trabalhadores”. Isto “excepto para grandes empresas”, onde poderão ser feitas “em apenas alguns estabelecimentos ou departamentos”.

O governo já determinou que o Estado não irá oferecer “qualquer contrapartida financeira” às empresas que se voluntariarem. Fornecerá, isso sim, “apoio técnico” através de um “serviço especializado em assessorar as empresas nesta mudança, com o foco na alteração dos processos internos e na resolução dos problemas que naturalmente surgem”.

“[Será] importante estudar o uso do tempo dos trabalhadores nos dias de descanso, para perceber onde e como é usado o tempo não-trabalhado.”

O modelo português vai inspirar-se nas experiências-piloto feitas no Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia (ver coluna ao lado).

No documento, avisa-se que se as empresas voluntárias “reconhecerem os benefícios da semana de quatro dias e a mantiverem depois de terminados os seis meses”, isso não implicará “assumir que estes benefícios ocorreriam em todas as empresas”, embora seja “um indicador importante para decidir avançar para um estudo mais aprofundado” com “novas fases mais ambiciosas”.

Mas acrescenta: “Se esta prática de gestão não funcionar nestas empresas – que serão as que têm um interesse genuíno em que funcione – então muito dificilmente obteria sucesso se fosse generalizada a outras empresas nacionais”, sendo um indicador “para não avançar”.

Segundo o documento governamental, na avaliação das experiências-piloto será “importante estudar o uso do tempo dos trabalhadores nos dias de descanso, para perceber onde e como é usado o tempo não-trabalhado”.

E ainda “medir os efeitos” no seu “bem-estar, qualidade de vida, saúde mental e saúde física”, bem como nos seus níveis “de compromisso com a empresa, satisfação com o trabalho e intenção de permanecer na organização”.

A avaliação – diz ainda a nota governamental – será feita “através de inquéritos (antes, durante e depois da experiência)”, os quais “serão desenhados para serem comparáveis com as outras experiências internacionais, mas adaptados à realidade portuguesa”, sendo o objectivo “promover o cruzamento dos dados gerados nestes inquéritos com as bases de dados oficiais”.

joao.p.henriques@dn.pt

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
30 Outubro 2022 — 00:15



 

530: Filetes Recheados com Espinafres

FILETES RECHEADOS COM ESPINAFRES
E CUZCUZ COM QUINOA E VEGETAIS E
ESPARREGADO DE ESPINAFRES

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Não é uma receita mas uma sugestão para uma refeição simples, rápida, vitamínica e muito leve.

Com uma guarnição de Cuzcuz com Quinoa e Vegetais e Esparregado de Espinafres.

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30.10.2022



 

529: Quatro métodos que o James Webb usa na procura de vida além da Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/JAMES WEBB

NASA GSFC / CIL / Adriana Manrique Gutierrez
Impressão de artista do Telescópio Espacial James Webb no Espaço

O estudo de exoplanetas, mundos que orbitam outras estrelas além do nosso Sol, está a ser transformado pelo novo Telescópio Espacial James Webb (JWST).

Em breve, obteremos a nossa primeira visão das condições em mundos rochosos, potencialmente semelhantes à Terra, além do nosso sistema solar. Um desses mundos distantes pode hospedar vida. Mas poderíamos detectá-la?

Podemos ser capazes de detectar sinais de vida na composição da atmosfera do planeta. Podemos usar uma técnica chamada espectroscopia de transmissão – que divide a luz por seu comprimento de onda – para procurar traços de diferentes gases na luz das estrelas à medida que ela passa pela atmosfera de um planeta.

Alguns gases que absorvem a luz das estrelas podem indicar a presença de vida no planeta. Chamamos a isso de bioassinaturas.

1. Oxigénio e ozono

O oxigénio é provavelmente a bioassinatura mais óbvia. As plantas produzem-no, nós respiramo-lo e o registo das rochas mostra que os níveis na atmosfera da Terra mudaram drasticamente à medida que a vida evoluiu. O oxigénio que respiramos é O2, dois átomos de oxigénio unidos. Mas outra configuração de oxigénio, O3 ou ozono, também pode ser observada com JWST.

Então, se detectássemos um ou ambos os gases, estaria o trabalho feito? Infelizmente não. Outro cenário que poderia produzir grandes quantidades de oxigénio atmosférico é um planeta a passar por um “efeito estufa descontrolado”.

Quando um planeta está quente o suficiente para que seu o oceano de água evapore, o vapor de água resultante na atmosfera contribui para um efeito de estufa – sobreaquecendo o planeta até níveis que não são compatíveis com a vida – em um ciclo de feedback.

Eventualmente, o planeta fica quente o suficiente para as moléculas de água se separarem em hidrogénio e oxigénio. As moléculas de hidrogénio são leves e podem mover-se rápido o suficiente para escapar facilmente da gravidade do planeta, enquanto o oxigénio mais lento tende a ficar por perto, pronto para ser detectado e enganar os astrónomos desprevenidos.

2. Fosfina e amónia

O foco actual da busca por vida pode estar principalmente nos exoplanetas, mas também houve desenvolvimentos recentes mais próximos de casa. A fosfina – um gás que ocorre naturalmente em atmosferas dominadas por hidrogénio, como as dos gigantes gasosos Júpiter e Saturno – foi recentemente detectada na atmosfera de Vénus. Curiosamente, a fosfina é considerada uma potencial bioassinatura.

Na Terra, a fosfina é produzida por microorganismos, por exemplo, no trato intestinal dos animais. Se não houver vida, não esperaríamos que a fosfina ocorresse em grandes quantidades em atmosferas semelhantes a Vénus, dominadas pelo dióxido de carbono. Dito isto, ainda não podemos descartar outras fontes de fosfina em Vénus.

A amónia fétida é outra potencial bioassinatura, também produzido por animais na Terra. Como a fosfina, é predominante em planetas gigantes gasosos, mas não se espera que ocorra em mundos rochosos na ausência de vida.

No entanto, detectar fosfina ou amónia na atmosfera de um exoplaneta distante provavelmente será um desafio. Ambos atingem pequenas concentrações de apenas algumas partes por mil milhão na Terra. Então, a menos que os nossos potenciais extraterrestres sejam muito mais mal-cheirosos do que os animais da Terra, provavelmente não os veremos tão cedo.

3. Metano mais dióxido de carbono

Gases individuais que são bioassinaturas inequívocas são poucos e distantes entre si, então talvez seja melhor procurar uma combinação vencedora se quisermos detectar vida. Grandes quantidades de metano, produzidas por animais que se peidam na Terra, mais dióxido de carbono, seriam um bom indício de que algo está a acontecer.

Se houver oxigénio suficiente disponível, o carbono prefere ficar com oxigénio como dióxido de carbono (CO2, um átomo de carbono e dois átomos de oxigénio), em vez de formar metano (CH4, um átomo de carbono e quatro átomos de hidrogénio).

Num ambiente rico em oxigénio, qualquer carbono que se encontre numa molécula de metano rapidamente abandona os seus companheiros de hidrogénio em favor de alguns oxigénio sobressalentes.

Portanto, ver muito metano e dióxido de carbono a coexistir sugere que algo – talvez bactérias – está constantemente a produzir metano.

4. Desequilíbrios químicos

Podemos aplicar o argumento acima a qualquer combinação de gases que não deveriam coexistir alegremente. A vida interrompe o equilíbrio químico do seu ambiente porque usa reacções químicas para gerar energia.

Na Terra, o oxigénio é transformado em dióxido de carbono, mas num tipo diferente de atmosfera, com diferentes produtos químicos disponíveis, a vida usaria outros processos para atingir o mesmo objectivo.

Bactérias produtoras de metano que vivem em torno de fontes hidrotermais nas profundezas dos oceanos da Terra, por exemplo, recolhem energia química de minerais e compostos químicos. Procurar desequilíbrios permite-nos ter a mente aberta sobre como seria a vida em outros lugares.

O que acontece se detectarmos sinais de vida alienígena?

O JWST já está a superar as nossas expectativas nas observações da atmosfera de exoplanetas. Por mais poderoso que seja, no entanto, os planetas rochosos com temperaturas amenas e atmosferas dominadas por nitrogénio ou dióxido de carbono ainda serão um desafio para estudar com a espectroscopia de transmissão.

Os sinais que esperamos desses planetas são muito mais fracos do que aqueles que observamos com sucesso em atmosferas gigantes de gás quente.

Se tivermos a sorte de observar gases que absorvem a luz das estrelas na atmosfera de um exoplaneta rochoso – TRAPPIST-1e, por exemplo – ainda temos que medir quanto desses gases estão presentes para tirar conclusões significativas. Isso não é simples, pois os sinais podem sobrepor-se e precisam de ser cuidadosamente desembaraçados.

Mesmo se detectarmos e medirmos com precisão um dos nossos possíveis gases de bioassinatura, não podemos afirmar que detectamos vida alienígena. O JWST está apenas a abrir um novo e rico laboratório de atmosferas planetárias e, à medida que exploramos, sem dúvida, descobriremos que muitas das nossas suposições anteriores estão erradas.

Tirar conclusões precipitadas sobre alienígenas todas as vezes que encontramos algo incomum seria prematuro. Uma detecção de uma bioassinatura com o JWST seria uma dica interessante, com a promessa de muito mais trabalho a ser feito.

ZAP // The Conversation
30 Outubro, 2022