632: A Minha Cozinha

FRANGO TIKKA MASALA

Um dos pratos favoritos dos apreciadores da cozinha indiana, aromático e cremoso. A escolha que fiz para esta preparação foi a mais rápida e simples de fazer, sem ter de preparar previamente o molho que integra variados ingredientes (garam masala, açafrão das Índias, gengibre, concentrado de tomate, tomate triturado, sumo de limão, natas e água.)

Optei pelo molho Tikka Masala já pronto a usar e que se vende, em frascos, nos supermercados.

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Ingredientes:

– 1 frasco de molho Tikka Masala (450 g)
– 600 g de frango (bifes ou peitos)
– 5 col. de sopa de óleo de coco BIO
– 2 cebolas médias
– coentros frescos picados q.b.
– 6 gotas de Tabasco

Preparação:

01. – Corte os peitos de frango ou bifes em tiras ou cubos e tempere com sal e pimenta. Leve ao lume um tacho e deixe aquecer. Junte o óleo de coco, o frango, mexa e deixe cozinhar até ficarem douradinhos.

02.- Descasque as cebolas, corte-as em gomos, adicione-as ao frango e misture. Junte o molho Tikka Masala, misture e deixe levantar fervura.

03.- Verifique o tempero, adicione o Tabasco e deixe cozinhar em lume brando durante 15 minutos, mexendo de vez em quando.

04.- Retire do lume e sirva de seguida polvilhado com coentros, acompanhando com uma guarnição de arroz Thai Jasmim ou batatas fritas.

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08.11.2022



 

631: Big Bang pode estar errado. Há uma nova teoria para explicar o Universo

CIÊNCIA/FÍSICA/BIG BANG/UNIVERSO

Dois prestigiados físicos propuseram uma nova teoria para a formação do Universo, que deita completamente por terra a teoria do Big Bang.

Gerd Altmann / pixabay

De onde vem o Universo? Esta é uma pergunta que vários pensadores e cientistas tentaram responder desde sempre. A teoria mais consensual entre a comunidade científica é a do Big Bang.

Basicamente, a teoria do Big Bang afirma que todo o Universo começou a partir de uma singularidade, que vem a expandir-se há pelo menos 13,8 mil milhões de anos. A teoria foi proposta pela primeira vez em 1920. Mais tarde, a teoria foi desenvolvida pelo físico russo George Gamov.

Uma das suas principais sugestões foi que a formação dos núcleos atómicos nos primórdios do Universo deveria deixar como rasto uma radiação detectável, na faixa das micro-ondas.

Embora esta seja a teoria mais consensual, não quer dizer que os cientistas olhem para ela como uma verdade incontornável e irrefutável. Como tal, os prestigiados Sunny Vagnozzi e Avi Loeb propuseram uma nova teoria para a formação do Universo, que deita por terra a teoria do Big Bang.

Num estudo publicado na revista científica The Astrophysical Journal Letters, Vagnozzi e Loeb expõem sérios problemas na teoria do Big Bang, propondo eles próprios uma teoria que descreve tudo o que a primeira não consegue.

O estudo propõe “Big Bounce”, que sugere que o Universo observável é o resultado do fim de uma fase cosmológica e o início de outra. Ou seja, ao contrário da teoria actual que diz que antes do Big Bang não havia nada, é possível que houvesse alguma coisa, explica o El Confidencial.

Vagnozzi argumenta que o actual modelo de crescimento do Universo dá origem a um número praticamente ilimitado de universos modelo e não pode ser provado falso. Mas o facto de não ser provado falso não seria uma coisa boa?

Pode não parecer fazer sentido, mas a refutabilidade sempre foi a grande fraqueza do Big Bang. Não há forma de refutar a teoria, que é um importante pilar do método científico.

O princípio da refutabilidade, do austríaco Karl Popper, sugere que para uma asserção ser refutável ou falseável, é necessário que haja pelo menos uma experiência ou observação factíveis que, fornecendo determinado resultado, implique a falsidade da asserção. Por exemplo, a asserção “todos os corvos são pretos” poderia ser falseada pela observação de um corvo vermelho.

O paradigma inflaccionário do Big Bang não é falsificável porque é impossível observar qualquer potencial evidência para confirmá-lo ou refutá-lo devido à natureza da luz.

É aqui que entra a teoria de Vagnozzi e Loeb, que, por sua vez, é refutável. O estudo propõe uma experiência para detectar o fundo de grávitons primordiais — uma partícula teória proposta nos modelos de gravidade quântica — que demonstra que o Big Bounce pode ser a explicação para a origem do nosso Universo e daquilo que havia antes dele.

Daniel Costa, ZAP //
8 Novembro, 2022



 

630: Chuva e vento fortes arrancam árvores centenárias, causam inundações e destroem carros

TEMPORAL/INUNDAÇÕES

A forte chuva que caiu entre as 13:30 e 14:00 esta terça-feira em Lisboa levou ao corte de algumas vias e ao encerramento temporário do túnel junto à Praça José Queirós, para o escoamento de águas, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

Miguel A. Lopes / Lusa

Segundo o comandante dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, Tiago Lopes, “algumas vias da cidade de Lisboa estiveram cortadas devido ao escoamento de águas”, tendo sido registadas cerca de 25 inundações em espaços públicos e privados.

“As tampas de escoamento de águas levantaram devido ao caudal, o que obrigou a interromper a circulação”, explicou, indicando também a ocorrência de algumas quedas de árvores na cidade.

Já a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) adiantou à Lusa ter um registo de 106 ocorrências, entre as 00:00 e as 13:00 deste dia, em todo o território continental, devido à chuva.

Paulo Santos, comandante da Protecção Civil, disse que os distritos mais afectados foram os do Porto e de Aveiro, sobretudo devido a inundações em vias urbanas e quedas de árvores.

Em Alcântara, em Lisboa, vários carros sofreram estragos avultados ao serem atingidos por árvores arrancadas do solo pelo forte vento. Aquela freguesia foi uma das mais afectadas mas a chuva deixou estragos noutras zonas da cidade, nomeadamente na Baixa.

O fenómeno atmosférico, semelhante a um tornado, causou a queda de árvores, algumas centenárias. Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, David Amaro, o jardim Avelar Brotero ficou completamente destruído.

Outra fonte revelou que a cobertura do armazém do Banco Alimentar contra a Fome, junto à estação de Alcântara Terra, terá sido arrancada pelo vento.

Parte do telhado do Banco Alimentar Contra a Fome desapareceu com o tornado!

Na Rua da Prata, um camião derramou cimento no pavimento, que, à mistura com a chuva deixou a artéria intransitável. Também na Rua das Pretas, uma perpendicular à Avenida da Liberdade, se registou uma cheia, que obrigou a fechar algumas lojas.

A Protecção Civil alertou na segunda-feira a população para as previsões de chuva e vento durante o dia desta terça-feira, com possibilidade de ocorrência de cheias, inundações e deslizamento de terras, principalmente nas regiões do Norte e Centro.

“Houve ainda o registo de uma ocorrência de um fenómeno extremo de vento, a meio da manhã, cerca das 10:50, na Marinha Grande [Leiria], que levou à queda de várias árvores, danos em 14 veículos e uma estrutura metálica que voou e danificou linhas de alta tensão, o que levou à intervenção da E-Redes”, disse Paulo Santos.

Segundo o responsável, os veículos foram afectados por detritos de destroços e quedas de árvores. Em relação à chuva forte registada ao início da tarde, Paulo Santos disse, cerca das 14:25, ainda não ser possível fazer um balanço.

Nas redes sociais começam a surgir vídeos do temporal e de locais inundados na cidade de Lisboa:

ZAP //
8 Novembro, 2022



 

629: MB WAY tem novidades! Saiba o que pode fazer a partir de agora…

MB WAY/SIBS/NOVIDADES

O MB WAY é a solução Multibanco que lhe permite fazer transferências instantâneas, compras online e físicas, gerar cartões virtuais MB NET e ainda levantar dinheiro através do seu smartphone, tablet ou PC.

Recentemente foi revelada uma novidade. Saiba o que pode fazer a partir de agora com este serviço da SIBS.

O MB WAY é a solução digital da SIBS para simplificar os pagamentos mobile! Ao associar o seu número de telemóvel ao seu cartão bancário pode enviar, receber e pedir dinheiro, dividir contas, fazer compras online e em lojas físicas, com QR Code MB WAY.

Para além das opções anteriores, através da app pode também gerar cartões virtuais MB NET e ainda ganhar prémios todas as semanas! Tudo isto e muito mais, sempre com a garantia de segurança da SIBS.

MB WAY: Já pode pagar as suas subscrições

A app MB WAY tem agora um novo serviço integrado que permite aos utilizadores gerirem, através do smartphone, as suas subscrições ou compras recorrentes. Segundo Madalena Cascais Tomé, “Estamos neste momento em fase de lançamento. O objectivo é trazer mais um serviço muito adaptado ao contexto digital que são os serviços de subscrição”.

Assim, com este serviço, passa a ser possível gerir subscrições do seu jornal, revistas, etc, assim como pré-autorizar compras recorrentes num determinado comerciante.

Do lado dos consumidores, vai ser possível “gerir o cartão em que é debitado, gerir o prazo e o limite” de cada subscrição “de forma autónoma”. “Isto é um pagamento que está autorizado, esta subscrição mensal vai ser debitada do meu cartão sem ter de fazer nenhum tipo de autorização”.

Relativamente às empresas, passa a ser possível, em tempo real, saber as que subscreveram ou cancelaram uma subscrição.

A aplicação MB WAY está disponível para os smartphones e tablets com sistema Android e iOS. O download, adesão e utilização da app MB WAY não têm custos associados. O MB WAY não cobra qualquer comissão pelas operações realizadas na aplicação. Apenas as transferências poderão ter custos associados cobrados pelas entidades bancárias.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
08 Nov 2022



 

628: MEDALHA DA LIBERDADE EUA

Em destaque

MEDALHA DA LIBERDADE EUA CONCEDIDA A VOLODYMYR ZELENSKY

Medalha Presidencial da Liberdade (em inglês: Presidential Medal of Freedom) é uma condecoração concedida pelo presidente dos Estados Unidos e é, junto com a equivalente Medalha de Ouro do Congresso (concedida por um acto do Congresso dos Estados Unidos), a maior condecoração civil dos Estados Unidos.

É projectada para reconhecer os indivíduos que fizeram “uma contribuição especial meritória à segurança ou interesses nacionais dos Estados Unidos, paz mundial, cultural ou outras importantes iniciativas públicas e privadas.” Embora seja um prémio civil criado por uma ordem executiva, também pode ser dada a militares e levada no uniforme.

História

De nome similar ao da extinta Medalha da Liberdade – criada por Harry S. Truman em 1945 em honra aos civis que participaram da Segunda Guerra Mundial, porém muito mais parecida em significado com a Medalha Presidencial por Mérito: a Medalha Presidencial da Liberdade é actualmente a mais alta condecoração civil dos Estados Unidos, concedida pelo Presidente em pessoa.

A condecoração foi estabelecida por John Kennedy em 1963 pela “Ordem Executiva 11085” (“Executive Order 11085”), com insígnia única e distintiva, objectivo extenso e mais alto prestígio. Foi a primeira condecoração do país em forma de colar e até hoje permanece como a única condecoração a incluir uma estrela e faixa.

A Ordem Executiva sobre a criação da medalha recomenda que esta seja entregue anualmente no mês de Julho – especialmente em 4 de Julho, aniversário da Independência.

Entretanto, ao longo da história, a medalha não foi entregue em alguns anos. Os agraciados são seleccionados pelo Presidente em pessoa ou com base nas recomendações de cargos políticos próximos.

Um cidadão pode receber a medalha mais de uma vez (John Kenneth Galbraith e Colin Powell receberam duas medalhas cada um). Além disso, a honraria pode ser concedida postumamente em forma de tributo, como nos casos de Lyndon Johnson, Neil Armstrong e o próprio John Kennedy.

Wikipedia
08.11.2022



 

627: Astrónomos confirmam, inequivocamente, o buraco negro mais próximo da Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/BURACOS NEGROS

Impressão de artista do buraco negro mais próximo da Terra e da sua estrela companheira, semelhante ao Sol.
Crédito: Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA/J. da Silva/Spaceengine/M. Zamani

Os astrónomos que utilizam o Observatório Gemini, operado pelo NOIRLab (National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory) da NSF (National Science Foundation), descobriram o buraco negro mais próximo da Terra. Esta é a primeira detecção inequívoca de um buraco negro de massa estelar dormente na Via Láctea.

A sua proximidade da Terra, a apenas 1.600 anos-luz de distância, fornece um intrigante alvo de estudo para o avanço da nossa compreensão da evolução dos sistemas binários.

Os buracos negros são os objectos mais extremos do Universo. As versões super-massivas destes objectos inimaginavelmente densos residem provavelmente nos centros de todas as grandes galáxias.

Os buracos negros de massa estelar – que têm aproximadamente entre cinco a 100 vezes a massa do Sol – são muito mais comuns, com uma estimativa de 100 milhões só na Via Láctea.

No entanto, apenas um punhado foi confirmado até à data e quase todos eles são “activos” – o que significa que brilham em raios-X à medida que consomem material de uma companheira estelar próxima, ao contrário dos buracos negros adormecidos que não o fazem.

Os astrónomos que utilizam o telescópio Gemini North no Hawaii, um dos telescópios gémeos que perfazem o Observatório Gemini, operado pelo NOIRLab da NSF, descobriram o buraco negro mais próximo da Terra, que os investigadores apelidaram de Gaia BH1.

Este buraco negro inactivo é cerca de 10 vezes mais massivo do que o Sol e está localizado a cerca de 1.600 anos-luz de distância na direcção da constelação de Ofiúco, tornando-o três vezes mais próximo da Terra do que o anterior detentor do recorde, um binário de raios-X na direcção da constelação de Unicórnio.

A nova descoberta foi possível através de observações requintadas do movimento da companheira do buraco negro, uma estrela parecida com o Sol que orbita o buraco negro aproximadamente à mesma distância que a Terra orbita o Sol.

“Pegamos no Sistema Solar, pomos um buraco negro onde o Sol está, e o Sol onde a Terra está, e obtemos este sistema”, explicou Kareem El-Badry, astrofísico do Centro para Astrofísica | Harvard & Smithsonian e do Instituto Max Planck para Astronomia, autor principal do artigo científico que descreve esta descoberta. “Embora tenham sido reivindicadas muitas detecções de sistemas como este, quase todas estas descobertas foram posteriormente refutadas.

Esta é a primeira detecção inequívoca de uma estrela parecida com o Sol numa ampla órbita em torno de um buraco negro de massa estelar na nossa Galáxia”.

Embora existam provavelmente milhões de buracos negros de massa estelar a vaguear pela Via Láctea, os poucos que foram detectados foram descobertos devido às suas interacções energéticas com uma estrela companheira.

À medida que o material de uma estrela próxima espirala em direcção ao buraco negro, torna-se sobreaquecido e gera poderosos raios-X e jactos de material. Se um buraco negro não se alimenta activamente (ou seja, está adormecido), ele simplesmente esconde-se no ambiente.

“Tenho procurado buracos negros adormecidos ao longo dos últimos quatro anos usando uma vasta gama de conjuntos de dados e métodos”, disse El-Badry. “As minhas tentativas anteriores – bem como as de outros – deram origem a uma colecção de sistemas binários que se disfarçam de buracos negros, mas esta é a primeira vez que a investigação deu frutos”.

A equipa identificou originalmente o sistema como potencialmente anfitrião de um buraco negro através da análise de dados da nave espacial Gaia da ESA. O observatório Gaia captou as minúsculas irregularidades no movimento da estrela provocadas pela gravidade de um objecto massivo e invisível.

Para explorar o sistema com mais detalhe, El-Badry e a sua equipa voltaram-se para o instrumento GMOS (Gemini Multi-Object Spectrograph) no Gemini North, que mediu a velocidade da estrela companheira em órbita do buraco negro e forneceu uma medição precisa do seu período orbital.

As observações de acompanhamento do Gemini foram cruciais para restringir o movimento orbital e, consequentemente, as massas dos dois componentes do sistema binário, permitindo à equipa identificar o corpo central como um buraco negro cerca de 10 vezes mais massivo do que o nosso Sol.

“As nossas observações de acompanhamento, com o Gemini, confirmaram, sem qualquer dúvida, que o binário contém uma estrela normal e pelo menos um buraco negro adormecido”, elaborou El-Badry. “Não conseguimos encontrar nenhum cenário astrofísico plausível que possa explicar a órbita observada do sistema que não envolva pelo menos um buraco negro”.

A equipa contou não só com as soberbas capacidades observacionais do Gemini North, mas também com a capacidade do Gemini em fornecer dados num prazo apertado, uma vez que a equipa dispunha apenas de uma pequena janela temporal para realizar as suas observações de acompanhamento.

“Quando obtivemos as primeiras indicações de que o sistema continha um buraco negro, tivemos apenas uma semana antes de os dois objectos se encontrarem na menor separação nas suas órbitas. As medições neste ponto são essenciais para fazer estimativas precisas de massa num sistema binário”, disse El-Badry.

“A capacidade do Gemini de fornecer observações num curto espaço de tempo foi fundamental para o sucesso do projecto. Se tivéssemos perdido aquela janela de tempo, teríamos de esperar mais um ano”.

Os modelos actuais dos astrónomos sobre a evolução dos sistemas binários têm dificuldade em explicar como a peculiar configuração do sistema Gaia BH1 pode ter surgido.

Especificamente, a estrela progenitora que mais tarde se transformou no buraco negro recentemente detectado teria sido pelo menos 20 vezes mais massiva do que o nosso Sol. Isto significa que teria vivido apenas alguns milhões de anos.

Se ambas as estrelas se formaram ao mesmo tempo, esta estrela massiva ter-se-ia transformado rapidamente numa super-gigante, inchando e engolindo a outra estrela antes de esta ter tido tempo de se tornar uma estrela normal de sequência principal, que queima hidrogénio, como o nosso Sol.

Não é de todo claro como a estrela de massa solar pode ter sobrevivido a esse episódio, acabando como uma estrela aparentemente normal, como indicam as observações do binário que alberga o buraco negro.

Dos modelos teóricos que permitem a sobrevivência, todos prevêem que a estrela de massa solar deveria ter acabado numa órbita muito mais íntima do que a actualmente observada.

Isto pode indicar que existem importantes lacunas na nossa compreensão de como os buracos negros se formam e evoluem nos sistemas binários e também sugere a existência de uma população ainda não explorada de buracos negros dormentes em binários.

“É interessante que este sistema não seja facilmente acomodado por modelos padrão de evolução binária”, concluiu El-Badry. “Coloca muitas questões sobre como este sistema binário foi formado, bem como sobre quantos destes buracos negros adormecidos existem por aí”.

“Como parte de uma rede de observatórios espaciais e terrestres, o Gemini North não só forneceu evidências forte do buraco negro mais próximo até à data, mas também do primeiro sistema imaculado com buraco negro, desobstruído do habitual gás quente que interage com o objecto”, disse Martin Still, do Programa Gemini para a NSF.

“Embora isto possa augurar futuras descobertas da população prevista de buracos negros adormecidos na nossa Galáxia, as observações também deixam um mistério por resolver – apesar de uma história partilhada com o seu vizinho exótico – porque é que a estrela companheira neste sistema binário é tão normal?”

Astronomia On-line
8 de Novembro de 2022



 

626: IXPE revela forma e orientação de matéria quente em torno de buraco negro

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Esta ilustração mostra o sistema Cygnus X-1, localizado a mais de 6000 anos-luz da Terra. O buraco negro está no centro e a sua estrela companheira à esquerda. A imensa gravidade do buraco negro retira material da estrela, formando um disco chamado “disco de acreção” em torno do objecto exótico.
Crédito: John Paice

Cygnus X-1, descoberto em 1964, foi o primeiro objecto cósmico alguma vez identificado como contendo um buraco negro. Agora, telescópios da NASA juntaram-se para revelar novos detalhes sobre a configuração da matéria quente em torno deste famoso buraco negro.

Num novo estudo publicado na revista Science, os astrónomos que utilizam os dados da missão IXPE (Imaging X-Ray Polarimetry Explorer) da NASA descobriram que o fluxo de matéria em direcção ao disco do buraco negro encontra-se mais de lado do que se pensava anteriormente, o que significa que a orla do disco estará mais apontada em direcção à Terra do que se esperava.

O IXPE, uma colaboração internacional entre a NASA e a Agência Espacial Italiana, possui a capacidade especial de olhar para a polarização dos raios-X.

A polarização é uma propriedade da luz que nos diz mais sobre os campos eléctricos e magnéticos interligados que compõem todos os comprimentos de onda da luz.

A orientação e organização destes campos dá aos cientistas informações valiosas sobre objectos extremos como Cygnus X-1, tais como a forma como as partículas são aceleradas à sua volta.

Uma das fontes de raios-X mais brilhantes da nossa Galáxia, Cygnus X-1 contém um buraco negro com 21 vezes a massa do Sol. O buraco negro está em órbita com uma estrela companheira que tem o equivalente em massa a 41 sóis.

A matéria é aquecida a milhões de graus à medida que é puxada para o buraco negro. Esta matéria quente brilha em raios-X. Os investigadores estão a usar medições da polarização destes raios-X para testar e refinar modelos que descrevem como os buracos negros engolem a matéria, tornando-se algumas das fontes de luz mais luminosas – incluindo raios-X – no Universo.

“Observações anteriores, em raios-X, de buracos negros apenas mediram a direcção de chegada, a hora de chegada e a energia dos raios-X a partir do plasma quente que espirala em direcção aos buracos negros”, disse Henric Krawczynski, professor de física na Universidade de Washington em St. Louis e do Centro para Ciências Espaciais da mesma instituição de ensino.

“O IXPE também mede a sua polarização linear, que transporta informação sobre como os raios-X foram emitidos – e se, e para onde, dispersam o material perto do buraco negro”.

Os cientistas observaram que uma melhor compreensão da geometria do plasma em torno de um buraco negro pode revelar mais sobre o funcionamento interno dos buracos negros e da forma como acretam massa.

“Estes novos conhecimentos vão permitir melhores estudos, em raios-X, de como a gravidade curva o espaço e o tempo perto dos buracos negros”, disse Krawczynski.

O horizonte de eventos de um buraco negro é o limite para além do qual nenhuma luz, nem mesmo os raios-X, conseguem escapar. Os raios-X detectados com o IXPE são emitidos pela matéria quente, ou plasma, numa região com 2000 km de diâmetro em redor do horizonte de eventos com 60 quilómetros de diâmetro do buraco negro.

O IXPE observou Cygnus X-1 de 15 a 21 de Maio de 2022. A combinação dos dados do IXPE com observações simultâneas dos observatórios NICER (Neutron star Interior Composition Explorer) e NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array) da NASA em maio e Junho de 2022 permitiu aos autores restringir a geometria – ou seja, a forma e localização – do plasma.

Os investigadores descobriram que o plasma estende-se perpendicularmente a um fluxo com dois lados, em forma de lápis, ou jacto, observado em observações rádio anteriores. O alinhamento da direcção da polarização dos raios-X e do jacto apoia fortemente a hipótese de que os processos na região brilhante perto do buraco negro desempenham um papel crucial no lançamento do jacto.

As observações correspondem a modelos que prevêem que o anel de plasma quente, de nome “coroa”, ou “sanduicha” o disco de matéria que espirala para o buraco negro ou substitui a porção interna desse disco. Os novos dados de polarização excluem modelos em que a coroa do buraco negro é uma coluna ou cone estreito de plasma ao longo do eixo do jacto.

Astronomia On-line
8 de Novembro de 2022



 

625: Novo estudo cometário fornece uma visão sobre a composição química do Sistema Solar primitivo

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/FÍSICA

Esta imagem, pelo WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA, mostra o cometa 65/P Gunn. Para este estudo, a investigadora compilou as quantidades de água, dióxido de carbono e monóxido de carbono de 25 cometas para testar as previsões de formação e evolução do Sistema Solar.
Crédito: NASA

Um novo estudo da Universidade da Florida Central descobriu fortes evidências de que a emissão de moléculas dos cometas pode ser o resultado da composição do início do nosso Sistema Solar.

Os resultados foram publicados na revista The Planetary Science Journal.

O estudo foi liderado por Olga Harrington Pinto, candidata a doutoramento no Departamento de Física da mesma universidade.

A medição da proporção de certas moléculas presentes após a emissão de gases dos cometas pode fornecer conhecimentos sobre a composição química dos primeiros sistemas solares e do processamento físico dos cometas após a sua formação, diz Harrington Pinto.

A libertação de gases ocorre quando os cometas, que são pequenos corpos de poeira, rocha e gelo no Sistema Solar, aquecem.

Como parte da sua investigação, Harrington Pinto compilou as quantidades de água, dióxido de carbono e monóxido de carbono de 25 cometas para testar as previsões da formação e evolução do Sistema Solar.

Isto permitiu o estudo de quase o dobro dos dados de monóxido de carbono/dióxido de carbono cometários. As medições vieram de uma variedade de publicações científicas.

Ela combinou cuidadosamente os dados obtidos com diferentes telescópios e diferentes equipas de investigação quando as medições eram simultâneas e pôde confirmar que os dados estavam todos bem calibrados.

“Um dos resultados mais interessantes é que cometas muito longe do Sol com órbitas na nuvem de Oort que nunca, ou só raramente, orbitaram perto do Sol, foram vistos a produzir mais CO2 do que CO na sua cabeleira, enquanto que cometas que fizeram muitas mais viagens perto do Sol comportam-se de forma oposta”, disse Harrington Pinto. “Isto nunca tinha sido visto de forma conclusiva antes”.

“Curiosamente, os dados são consistentes com as previsões de que os cometas que têm permanecido muito longe do Sol, na nuvem de Oort, podem ter sido bombardeados por raios cósmicos na sua superfície de tal forma que criaram uma camada externa pobre em CO”, explicou Harrington Pinto.

“Depois da sua primeira ou segunda viagem perto do Sol, esta camada exterior processada é arrancada pelo Sol, revelando uma composição muito mais pura, que liberta muito mais CO”.

A investigadora diz que o próximo passo do trabalho é analisar as primeiras observações de centauros que a sua equipa fez com o Telescópio Espacial James Webb a fim de medir directamente o monóxido de carbono e dióxido de carbono e assim comparar os resultados com este estudo.

Astronomia On-line
8 de Novembro de 2022



 

624: Hubble trabalhou 15 horas para mostrar algo incrível na galáxia NGC 7038

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/GALÁXIAS

O Telescópio Espacial Hubble continua a ser um dos equipamentos que mais novidades nos mostra do Universo. Como tal, a Agência Espacial Europeia (ESA) revelou uma nova imagem do Telescópio Hubble. Falamos da fotografia da galáxia NGC 7038.

Esta galáxia, que está a 220 milhões de anos-luz da Terra, tem uma estrutura espiral muito particular, até algo hipnótica. Além disso, os cientistas usam a NGC 7038 como chave para calibrar os métodos de medição de distâncias no Universo.

A Nova Galáxia do Catálogo Geral 7038 (NGC 7038) está localizada a cerca de 67,45 milhões parsecs de nós. A última imagem do Hubble mostra-a com detalhes invulgares. A galáxia, também conhecida pelos nomes ESO 286-79 e LEDA 66414 (nenhum dos quais memorável) foi descoberta pelo astrónomo John Herschel há quase dois séculos, em 1834.

O Hubble passou 15 horas do seu tempo a observar esta galáxia. A razão de tal atenção, tal como já referimos, é que a NGC 7038 pode ser utilizada para calibrar duas das formas em que medimos a distância às galáxias que nos rodeiam.

Uma escada para as estrelas

A escala de distância cósmica refere-se a uma série de mecanismos através dos quais medimos as distâncias entre o nosso planeta e os objectos no cosmos. Cada passo representa um método com uma gama associada de distâncias.

Se olharmos para esta escala como uma escada, nos primeiros degraus encontramos a paralaxe, um método geométrico que aproveita a órbita da Terra em torno do Sol para estimar a distância de estrelas e outros objectos dentro do nosso ambiente galáctico.

No fundo da escada, para calcular a distância até às galáxias mais distantes do Universo conhecido, temos a lei de Hubble e o redshift.

Ao contrário de uma escala normal, na escala de distância cósmica temos alguma sobreposição entre os diferentes degraus. Isto permite-nos calibrar uma medida com as anteriores em sequência.

Esta é a razão da atenção especial prestada pelo Hubble a esta galáxia, que se situa numa área que liga duas das medições mais comummente utilizadas nesta escala: as super-novas tipo 1 e as variáveis ​​Cefeidas.

Ilustração de estrelas variáveis ​​Cefeidas

Velas padrão e variáveis ​​Cefeidas

As variáveis ​​Cefeidas pertencem ao conjunto de medidas conhecidas como velas padrão. São objectos de luminosidade regular e, portanto, calculáveis. Isso permite que a sua distância seja medida com base em como essa luminosidade chega aos nossos céus, ou seja, de acordo com a sua magnitude.

As ​​Cefeidas são um tipo de estrela que “pulsa”, ou seja, cujo brilho muda em intervalos regulares, como se tivesse um batimento cardíaco. No início do século XX, a astrónoma americana de Harvard, Henrietta Swan Leavitt, famosa pelo seu trabalho sobre estrelas variáveis, estimou a relação entre a sua luminosidade e o período ou frequência com que estes pulsos ocorreram.

Isto tornou possível calcular a distância a que estes objectos se encontravam, com base no período em que pulsavam e na sua magnitude quando observados a partir da Terra. Um século após esta descoberta, estas estrelas ainda são úteis para medir as distâncias de uma multidão de objectos a distâncias intermédias no universo conhecido.

Aliás, a descoberta foi tão importante que valeu a Leavitt uma nomeação para o Prémio Nobel, embora, tendo chegado após a sua morte, tenha ficado de fora das nomeações finais.

Os braços em espiral da galáxia NGC 7038 ventam languidamente através desta imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. O NGC 7038 situa-se a cerca de 220 milhões de anos-luz da Terra na Indus da constelação do Sul. Esta imagem retrata uma visão especialmente rica e detalhada de uma galáxia em espiral, e expõe um enorme número de estrelas e galáxias distantes à sua volta. Isto porque é feita de um tempo combinado de 15 horas de Hubble focado na NGC 7038 e recolhendo luz. Tantos dados indicam que este é um alvo valioso, e de facto, a NGC 7038 tem sido particularmente útil para astrónomos que medem distâncias a vastas escalas cósmicas.

As Super-novas

Algumas estrelas (aquelas com massas semelhantes ao nosso Sol) tornam-se anãs brancas no fim das suas vidas. Quando estão num sistema binário, a anã branca pode começar a atrair alguns dos seus companheiros. Isto faz com que a sua massa aumente gradualmente, até atingir um ponto crítico.

Nesse momento, a anã branca explode na forma visível de galáxias distantes, uma super-nova do tipo Ia. Tal como as Cefeidas, é possível aos astrónomos calcular a sua distância com base na luz que nos chega delas. O facto de estas explosões poderem ser vistas de muito mais longe do que as Cefeidas torna-as um passo útil para além das Cefeidas.

Hubble recusa-se a aceitar o fim da sua vida

O Hubble faz jus ao seu nome, pois o trabalho de Edwin Hubble e do telescópio epónimo está intimamente ligado à medição do que nos rodeia no universo e à forma como se move em relação a nós.

Não se pode dizer que os anos não tenham passado Hubble, mas o telescópio orbital veterano continua a fornecer-nos imagens e dados vitais para a exploração espacial. O seu trabalho, agora em conjunto com o Telescópio James Webb, continua a ser útil, e a NASA já está a considerar propostas para prolongar a sua vida útil.

Pplware
Autor: Vítor M
07 Nov 2022



 

623: NASA criou uma ‘Máquina do Tempo’ que mostra o impacto real das alterações climáticas

CIÊNCIA/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS/NASA

As alterações climáticas são um dos maiores problemas que o mundo tem em mãos, estando a ser projectadas muitas iniciativas para apaziguar as suas consequências cada vez mais claras. A nova Máquina do Tempo Climática da NASA mostra o seu verdadeiro avanço, ao longo dos anos.

Siga para o artigo e explore esta máquina desenvolvida pela NASA.

Ainda que possam ser demasiado evidentes para uns, para outros, as alterações climáticas, bem como as suas consequências, não são um problema real. Seja qual for a sua posição relativamente ao assunto, a NASA desenvolveu uma Máquina do Tempo Climática que poderá ser do seu interesse.

Esta linha temporal permite perceber a evolução das alterações climáticas entre 1884 e 2021, ano em que os dados publicados pela agência espacial terminam.

A Máquina do Tempo Climática permite avançar, progressivamente, ao longo dos anos, de modo a acompanhar, de forma muito real, as várias alterações registadas.

Além de um preocupante aumento da temperatura média do planeta, os viajantes no tempo podem consultar outros dados, relativamente à subida do nível médio do mar, a diminuição do gelo no Árctico e os níveis de dióxido de carbono na atmosfera.

Esta Máquina do Tempo Climática da NASA dá conta daquilo que tem sido motivo de aviso pelos cientistas e estudiosos do clima: as emissões de carbono têm aumentado e os níveis históricos são preocupantes.

Embora a subida em alguns graus possa não parecer grave, um aumento da temperatura média global, por pequeno que seja, é efectivamente perigoso. Aliás, no ano 536, as temperaturas médias, na Europa, caíram 2,5 graus Celsius, devido a um inverno vulcânico, resultante de uma erupção vulcânica.

Nesse ano, classificado como “o pior da história”, registaram-se extinções, em todo o mundo, devido à morte da maioria das culturas, registou-se um aumento de mortes por doença devido a desnutrição e deficiência de vitamina D, e as guerras por recursos tornaram-se cada vez mais frequentes.

Mais do que isso, o aumento da cobertura de gelo marinho e a incidência solar mínima, devido ao inverno vulcânico, causaram um arrefecimento global durante mais de um século.

Hoje em dia, em 2022, os cientistas acreditam que as temperaturas globais poderão exceder o limite de 1,5 graus Celsius estabelecido pelo Tratado de Paris, em 2015, e subir até 3,2 graus Celsius, até ao final deste século.

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Autor: Ana Sofia Neto
07 Nov 2022