651: Kiev: milhares assinam petição contra árvore de Natal

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦
🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦

UCRÂNIA/KIEV/NATAL

Dinheiro gasto numa árvore gigante seria mais bem empregue se fosse utilizado para ajudar o exército e os deslocados.

spoilt.exile / Flickr

A árvore de Natal é um elemento indispensável na decoração natalícia de qualquer cidade mas Kiev pode ser uma excepção, em 2022.

A capital da Ucrânia habituou os seus moradores e visitantes a uma árvore gigante, com dezenas de metros, numa praça central, mas a guerra traz outra prioridades.

Mais de 6 mil pessoas já assinaram uma petição contra a árvore, com as cores da Ucrânia, anunciada em Kiev.

A agência Reuters cita a impulsionadora da petição, Natalia Popovych, que acha “inapropriado” gastar dinheiro numa árvore de Natal gigante, nesta altura.

“É mais adequado gastar esse dinheiro em ajuda às Forças Armadas da Ucrânia, ou ajudando as pessoas deslocadas por causa da guerra”, acrescentou.

Eram precisas precisamente 6 mil assinaturas para o documento ser analisado pelo presidente Vitali Klitschko – o antigo pugilista já tinha dito que não haverá grandes celebrações de Natal, em Kiev.

A própria Câmara Municipal de Kiev já publicou essa petição mas ainda não se sabe o que será definido.

Recorde-se que a Ucrânia passou praticamente o ano inteiro em guerra, já que foi invadida pela Rússia no dia 24 de Fevereiro de 2022.

ZAP //
10 Novembro, 2022



 

650: Blindados russos travam a passagem um do outro e são destruídos pelos ucranianos

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦
🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦

TRAPALHADAS DE RUSSONAZIS ☠️卐☠️

Num vídeo publicado pelas forças ucranianas no Telegram, dois blindados russos, tipo BMD-2 (veículo de combate de infantaria), travaram a passagem um do outro em uma pequena estrada ucraniana, após alguns segundos tentando desviar um do outro, um dos blindados é destruído, o outro veículo tenta fugir, mas ao parar para ajudar os soldados feridos, também é atingido e explode.

 

BMD-2

BMD-2 é um veículo de combate de infantaria desenvolvido para as forças para-quedistas russas. Foto: Wikimedia Commons © Fornecido por Tech Break

O BMD-2 é um veículo de combate de infantaria desenvolvido para as forças para-quedistas russas, introduzido ao serviço em 1985. Ele foi construído como uma variante do BMD-1, só que com alguns aprimoramentos como um novo canhão e um casco melhor. BMD significa “Boyevaya Mashina Desanta”.

Fonte: Wikipédia
MSN Notícias
Tech Break Tech Break
verborumopec2
10.11.2022



 

649: O mistério de um meteorito de Marte que faz os porcos vomitarem

CIÊNCIA/MARTE

Em 1929, o meteorito Lafayette, uma rocha marciana que caiu na Terra, foi encontrado numa gaveta da Purdue University, em Indiana (EUA). Mas o que estava a fazer aquela rocha ali? Ninguém fazia menor ideia. Quase 100 anos depois, um cientista escocês, de Glasgow, estabeleceu uma estreita ligação com uma toxina que fazia os porcos vomitarem.

Curiosamente, o meteorito Lafayette é uma das poucas rochas marcianas a ter caído na Terra. Estudos recentes sugerem que esta rocha interagiu com uma salmoura hidrotérmica com uma temperatura até 150 °C, possivelmente numa cratera de impacto há 700 milhões de anos. Contudo… ainda não estava tudo descoberto!

Toxina de vómito de porco é a chave para o mistério do meteorito marciano

De acordo com uma teoria, o meteorito marciano foi trazido por um estudante negro (precisão importante) que o viu pousar numa lagoa enquanto pescava. No entanto, nada parecia confirmar esta hipótese antes de Áine O’Brien, geoquímica da Universidade de Glasgow, iniciar a investigação após receber em 2020 parte do meteorito localizado no Museu de História Natural de Londres.

O objectivo original da experiência era realizar uma espectrometria de massa para obter evidências sobre a possibilidade de vida em Marte. Mas foi bem diferente:

Acabamos com uma lista de centenas de compostos químicos diferentes. A maioria deles tinha nomes muito longos e chatos, mas um em especial chamou-me a atenção: vomitoxina.

Referiu a investigadora, Aine O’Brien da Universidade de Glasgow.

O’Brien descobriu mais tarde que este composto estava presente num fungo que contamina cereais como milho, trigo e aveia. No entanto, ao ingerir estes alimentos em momentos específicos, os suínos foram consideravelmente afectados pela propriedade emética (que provoca o vómito) dessa toxina.

A investigação realmente começou quando a geoquímica mencionou a vomitoxina ao seu supervisor.

Ele sugeriu que este fungo poderia estar a afectar as plantações no Indiana. E de facto acabou por se tornar um fenómeno enorme nesse estado americano. Foi assim que nasceu a investigação.

Referiu a investigadora.

Dra Áine O’Brien, da Universidade de Glasgow, no laboratório do Centro de Investigação Ambiental das Universidades Escocesas (SUERC) (Crédito fotográfico: Universidade de Glasgow / Chris James)

De Glasgow a Indiana

Foram os registos da prevalência do fungo no condado de Tippecanoe, Indiana, que revelaram ser este o elemento que causou declínios significativos nos rendimentos das colheitas em 1919 e 1927, a maior queda já registado nos vinte anos anteriores a 1931 (ano em que Lafayette foi identificado como um meteorito marciano).

Resta saber como e por quem Lafayette foi encontrado. E tudo parecia encaixar-se na teoria do aluno.

Primeiro, as equipas rapidamente perceberam que a poeira das plantações afectadas poderia ter transportado a vomitoxina para os cursos de água ao redor. O meteorito marciano poderia, portanto, ter sido contaminado ao cair numa lagoa, como a história implicava.

À medida que descem pela atmosfera da Terra, os meteoritos aquecem e causam um rastro de fogo pelo céu. A equipa de investigação então catalogou avistamentos de bolas de fogo no sul de Michigan e no norte de Indiana. Bingo: um destes eventos foi relatado em 1919 e um segundo em 1927. Tudo parecia coincidir.

Por outro lado, o mistério em torno da identidade do aluno ainda pairava. Dada a condição imaculada da rocha, os cientistas deduziram que ela havia sido recolhida logo após a sua queda, o que significava que o indivíduo estava nos bancos da universidade em 1919 ou 1927.

Da esquerda para a direita: Hermanze Edwin Fauntleroy, Clinton Edward Shaw, Julius Lee Morgan e Clyde Silance

De acordo com os anuários dos estudantes negros matriculados na época listou apenas quatro nomes: Julius Lee Morgan, Clinton Edward Shaw, Hermanze Edwin Fauntleroy e Clyde Silance. Impossível, no entanto, ir mais longe na investigação – no momento, pelo menos.

Esta amostra de meteorito permitiu-nos aprender muitas informações sobre Marte. Então, só por isso, o aluno merece crédito, certo?

Pergunta Aine O’Brien.

Mesmo que a identidade deste homem provavelmente nunca seja conhecida, a geoquímica está feliz por ter conseguido entender como este meteorito poderia ter caído numa gaveta.

Pplware
Autor: Vítor M
10 Nov 2022



 

648: Kiev diz não ver sinais de retirada voluntária russa de Kherson

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦
🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦

UCRÂNIA/KHERSON/RETIRADA DOS RUSSONAZIS ☠️卐☠️

A cidade de Kherson é a única capital regional que as forças russas ocuparam nos mais de oito meses de guerra na Ucrânia, iniciada em 24 de Fevereiro com uma invasão de território ucraniano por parte da Rússia.

Prisioneiros de guerra ucranianos libertados como parte de uma troca de prisioneiros com a Rússia em Junho 2022.
© (EPA/Defense Intelligence Ministry of Defense of Ukraine)

O governo da Ucrânia disse esta quarta-feira não ver “qualquer sinal”, neste momento, de retirada voluntária das tropas russas da cidade de Kherson, no sul do país.

“Não vemos qualquer sinal de que a Rússia esteja a deixar Kherson sem combate. Parte dos [militares] russos ainda se encontra na cidade e estão a ser enviados reservistas para a região“, disse um assessor da presidência ucraniana, Mykhailo Podoliak, num comentário ao que considerou “declarações encenadas” de Moscovo.

“As acções dizem mais do que as palavras”, acrescentou Mykhailo Podoliak, numa mensagem publicada na rede social Twitter em que disse que “a Ucrânia está a libertar territórios baseando-se em dados da inteligência [serviços secretos], não em declarações na televisão”.

As forças armadas russas vão retirar-se da cidade ucraniana de Kherson, na região com o mesmo nome, anexada ilegalmente por Moscovo em Setembro, decidiu esta quarta-feira o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, segundo a agência de notícias TASS. As tropas da Rússia vão retirar-se do lado ocidental (margem esquerda) do rio Dniepre, noticia a agência russa.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, considerou “encorajadora” a forma como o exército ucraniano está a ser capaz de “libertar mais território”, mas mostrou-se também cauteloso sobre a retirada de Kherson. “Vimos o anúncio, mas, é claro, vamos esperar para ver o que acontece no terreno”, disse em Londres após o primeiro-ministro do Reino Unido.

Kherson, no sul da Ucrânia, é umas regiões anexadas em Setembro pela Rússia, tal como aconteceu com Lugansk, Donetsk e Zaporijia, o que foi condenado pela comunidade internacional. Além disso, Kherson é também um dos alvos de uma contra-ofensiva lançada pelas forças de Kiev há cerca de dois meses.

Segundo a TASS, o ministro da Defesa da Rússia foi informado esta quarta-feira pelos comandantes militares no terreno de que era impossível abastecer com mantimentos a cidade de Kherson e outras áreas da margem ocidental do rio Dnieper, tendo Shoigu concordado com a proposta de recuo das tropas para a margem leste.

Já as autoridades militares ucranianas no terreno disseram hoje que a Rússia destruiu várias pontes sobre o rio Dniepre, na margem direita, e consideram que o objectivo da Rússia agora é travar a ofensiva militar da Ucrânia.

Segundo as mesmas autoridades, além de destruir pontes, a Rússia reforçou posições nas imediações da barragem e central hidroeléctrica de Kajovka e de uma fortificação em Naddniprianske, para garantir a segurança durante a retirada.

“A pressão das nossas forças armadas fez com que os ocupantes estejam a tentar, por todos os meios, que não pareça um colapso total da frente, mas uma retirada planeada”, afirmou um dos comandantes militares ucranianos em Kherson.

Diário de Notícias
DN/Lusa
09 Novembro 2022 — 20:11



 

Reunião do Infarmed vai colocar as pessoas em “estado de alerta”

– Este sujeito, por natureza, é sempre do contra. Seria a favor de qualquer tipo de medidas se elas fossem a partir de um governo da sua cor partidária. Acho bem a reunião com o Infarmed para que seja efectuada uma análise com os intervenientes na área da saúde e isso não me coloca em nenhum tipo de “estado de alerta”.

ORDEM DOS MÉDICOS/PANDEMIA/INFARMED

Na opinião de Miguel Guimarães, “o facto de existir uma reunião no Infarmed vai colocar as pessoas em estado de alerta” porque vão pensar que, se os peritos se estão a reunir, é porque “as coisas não estão bem”.

© ANTÓNIO COTRIM/Lusa

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considerou esta quinta-feira que a realização da reunião de peritos do Infarmed para avaliar a situação da pandemia no país vai colocar as pessoas em “estado de alerta”.

Os peritos voltam a reunir-se na sexta-feira no auditório do Infarmed, em Lisboa, para fazer um ponto de situação da covid-19, mas o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, esclareceu na altura do anúncio da reunião que a realidade mostra que a decisão de interromper o estado de alerta, no dia 1 de Outubro, foi acertada.

“Eu percebo que se queira fazer uma reunião para fazer o ponto da situação do estado da pandemia actualmente, mas não era preciso fazer uma reunião formal, com a conotação que as reuniões do Infarmed têm”, disse Miguel Guimarães, que falava à agência Lusa a propósito do 25.º Congresso Nacional da Ordem dos Médicos que decorre na sexta-feira em Braga.

Na sua opinião, “o facto de existir uma reunião no Infarmed vai colocar as pessoas em estado de alerta” porque vão pensar que, se os peritos se estão a reunir, é porque “as coisas não estão bem”.

Miguel Guimarães adiantou que nesta época do ano vai haver mais casos de covid-19, de gripe, vão morrer mais pessoas, mas o que se deve fazer é apelar às pessoas para se vacinarem e dar condições para que a vacinação seja acelerada.

“A vacinação agora não está a ser igual (…) é tudo muito mais lento e o tempo passa. Daqui a bocado estamos em Janeiro e corremos o risco de não estar vacinados, pelo menos, a população-alvo”, disse, afirmando que a Direcção-Geral de Saúde (DGS) “podia estar melhor nesse aspecto e o Governo também”.

Por outro lado, defendeu, é preciso proteger as pessoas mais frágeis, que, de uma forma geral, são as que têm morrido.

“São pessoas que têm alterações do sistema imunitário, que estão a fazer imuno-supressores, ou que estão imuno-deprimidas pela doença que têm, o que significa que a vacina nessas pessoas funciona menos bem porque elas não conseguem produzir os anticorpos necessários para ficarem protegidas”, adiantou.

Para prevenir a doença grave nestes doentes, o bastonário defendeu que o país tem “a obrigação de disponibilizar anticorpos mono-clonais neutralizantes” para que possam “estar tão protegidas como as pessoas que fazem a vacinação”, uma prática que disse estar a ser feita em praticamente em todos os países da Europa.

Questionado sobre se os serviços de urgência estão preparados para uma maior procura, disse que, neste momento, já têm a capacidade de resposta limitada devido à saída de “muitos médicos” do SNS.

Adiantou que o serviço de urgência tem “vivido muito” das horas extraordinárias que os médicos vão fazendo, mas há muitos que já não estão disponíveis para as continuar a fazer todas as semanas, e às vezes mais do que uma vez por semana, “em prejuízo da sua vida pessoal e familiar”.

“Portanto, eu prevejo que a situação seja complicada”, disse, apontando que, para a resolver, “é perceber quem é que vai estar disponível para fazer serviço de urgência, e isso vê-se com tempo, dentro do SNS” e recorrendo a prestação de serviços, mas directamente com os médicos.

Defendeu ainda que se deve também “preparar já e perceber” junto dos hospitais privados quem pode estar disponível, caso seja necessário, para receber, por exemplo, doentes respiratórios.

“É importante que haja também uma consciencialização por parte da sociedade de libertar o espaço da urgência para as pessoas que têm doenças mais graves”, concluiu.

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Novembro 2022 — 14:48



 

646: Ministro da Saúde afasta regresso ao estado de alerta

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESTADO DE ALERTA

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, afirmou ainda que o Governo vai apostar no reforço dos cuidados de saúde primários, sendo o objectivo garantir que todos os portugueses tenham acesso a uma equipa de saúde familiar.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, afastou esta quinta-feira a hipótese, “pelo menos no curto prazo”, de regressar ao estado de alerta e impor medidas de saúde pública para combater a covid-19.

“Para efeitos de tranquilidade da opinião pública, não há nenhuma intenção, nem nenhuma necessidade de regressar, pelo menos a curto prazo, a quaisquer medidas que envolvam o estado de alerta ou imposições em matéria de saúde pública, Isso está completamente afastado”, disse Manuel Pizarro em respostas a questões levantadas pelos jornalistas na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros.

O ministro adiantou que as autoridades de saúde vão continuar a “monitorizar atentamente” a evolução da pandemia de covid-19 e de todas as outras doenças respiratórias habituais no inverno.

Na sexta-feira vai realizar-se uma reunião de peritos para informar “com detalhe técnico” sobre as circunstâncias epidemiológicas no plano nacional, plano europeu e internacional.

“Amanhã vamos fazer uma actualização da situação epidemiológica e na sequência disso anunciaremos o nosso plano de intervenção para o inverno”, disse.

Na próxima semana, acrescentou Manuel Pizarro, serão anunciadas medidas adicionais do ponto de vista do funcionamento do Serviço Nacional de Saúde, “em resposta àquilo que é uma dificuldade sazonal habitual com o aumento das infecções respiratórias”.

“Este ano em Portugal, como na generalidade dos países da Europa e como já tinha ocorrido no hemisfério sul, houve uma certa antecipação de alguns dos vírus respiratórios” e por isso foi antecipado o plano de vacinação para 07 de Setembro, ao abrigo do qual já foram vacinadas quase dois milhões de portugueses contra a gripe e com o reforço da covid-19.

Para o ministro, a vacinação é a medida “mais relevante” para prevenir estas infecções.

Questionado sobre o aumento da procura dos serviços de urgência nos últimos dias, disse que foi uma situação sentida no conjunto dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde por motivos relacionados com as infecções respiratórias.

“A verdade é que, com algumas perturbações de funcionamento, que são muito difíceis de evitar nessas circunstâncias, os hospitais foram capazes de dar a resposta devida”, salientou, acrescentando que “a situação é hoje, felizmente, bastante mais calma do que a que ocorreu nos últimos dias.

Ministro admite possibilidade de cooperativas de médicos de família por período transitório

O ministro da Saúde admitiu a possibilidade de cooperativas de médicos de família em regiões do país mais carenciadas destes profissionais “por um período transitório”.

Manuel Pizarro já tinha admitido durante uma audição nas comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e de Saúde, na terça-feira, a criação de Unidades de Saúde Familiar (USF) modelo C temporárias para responder à falta de médicos de família, uma possibilidade que o BE considerou ser a “privatização” dos cuidados primários de saúde.

Questionado esta quinta-feira sobre este assunto na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministro, o ministro começou por afirmar que o Governo tem uma “aposta clara” no reforço dos cuidados de saúde primários, sendo o objectivo garantir que todos os portugueses tenham acesso a uma equipa de saúde familiar.

Mas, disse, “é conhecido que em algumas regiões do país, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo”, há “carência de profissionais” para cumprir já esse objectivo.

“Nesse contexto, encaramos medidas que sejam transitórias e supletivas e, entre essas, poderá também haver a possibilidade de cooperativas de médicos poderem concorrer à prestação deste nível de cuidados durante um período temporário, até que o maior aumento de sempre do número de médicos em formação na especialidade possa produzir os seus efeitos”, salientou.

Manuel Pizarro lembrou que, em 2023, há o maior número de vagas de sempre (574) para formação de especialistas em Medicina Geral e Familiar, que tem a duração de quatro anos.

“O processo de formação de profissionais demora o seu tempo e nós temos que garantir que, entretanto, a nossa capacidade de resposta melhore e é apenas neste contexto que essa possibilidade existe”, vincou Manuel Pizarro.

“Não estamos a falar de nenhuma privatização do SNS, o que seria, aliás, estranho da parte de um Governo que se insere na tradição da criação do Serviço Nacional de Saúde público, geral e universal”, rematou Manuel Pizarro.

O ministro salientou ainda que o reforço dos cuidados de saúde primários quer dizer “levar até ao fim uma reforma muito importante” que têm promovido e que criaram, pelo menos na última década e meia.

Trata-se do reforço dos centros de saúde, a criação de unidades de saúde familiar, o rejuvenescimento das profissões associadas à prestação deste nível de cuidados, médicos, enfermeiros, secretários clínicos ou outros técnicos de saúde, adiantou.

Na audição parlamentar Manuel Pizarro salientou que o modelo do Governo para a reforma dos cuidados de saúde primários assenta na criação de USF modelo A, correspondentes aos centros de saúde tradicionais, e na sua transformação, “por amadurecimento organizativo”, em USF modelo B, em que os profissionais são pagos de acordo com o desempenho.

As Unidades de Saúde Familiar (USF) modelo C assentam em entidades estabelecidas com autonomia organizacional e financeira e com um contrato-programa com as Administrações Regionais de Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Novembro 2022 — 16:12



 

“Rússia quer transformar Kherson na cidade da morte”, diz conselheiro de Zelensky

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦
🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦

UCRÂNIA/KHERSON/CIDADE DA MORTE

O conselheiro do presidente ucraniano diz que os militares russos minam tudo o que podem em Kherson, desde apartamentos a esgotos. Considera que o objectivo de Moscovo é “deixar a cidade em ruínas”. A denúncia surge um dia depois de a Rússia anunciar a retirada das tropas de Kherson.

© EPA/HANNIBAL HANSCHKE

Um dia depois de Moscovo anunciar a retirada das tropas de Kherson, onde se verifica uma contra-ofensiva das forças ucranianas, Mykhaylo Podolyak, conselheiro do presidente da Ucrânia, afirmou que a Rússia está a espalhar minas na cidade. O objectivo é transformar Kherson na “cidade da morte”, considerou.

A denúncia foi feita numa mensagem divulgada nas redes sociais, onde Podolyak dá conta conta do que se passa em Kherson, no sul da Ucrânia, após Moscovo anunciar a retirada dos seus militares.

“A Federação Russa quer transformar Kherson na ‘cidade da morte’. Militares russos minam tudo o que podem: apartamentos, esgotos”, escreveu o conselheiro de Volodymyr Zelensky.

Mykhaylo Podolyak denuncia ainda que a “artilharia na margem esquerda tem como objectivo deixar a cidade em ruínas”.

O conselheiro de Zelensky refere também um rasto de destruição e morte deixado pelos soldados russos, à semelhança do que já aconteceu em outros territórios ucranianos, anteriormente ocupados pela Rússia.

“É com isto com que o ‘mundo russo’ se parece: chegam, roubam, celebram, matam ‘testemunhas’, deixam ruínas e saem”, escreveu Podolyak.

Um cenário traçado por Kiev com a retirada das tropas de Moscovo ordenada na quarta-feira pelo ministro da Defesa russo, depois do comandante da Rússia na Ucrânia, Sergei Surovikin, ter proposto a “difícil decisão” de recuar em Kherson e estabelecer defesas na margem esquerda do rio Dnipro.

O perigo do avanço da contra-ofensiva ucraniana e o risco de cheias em Kherson, que estava sob o controlo russo praticamente desde o início da guerra, foram as razões apresentadas por Moscovo, que fez o anúncio da decisão numa transmissão televisiva.

Perante este desenvolvimento, as autoridades ucranianas preferiram reagir com cepticismo e cautela. “O inimigo não nos dá nenhum presente, não mostra nenhum ‘gesto de boa vontade'”, afirmou o presidente ucraniano. Zelensky sublinhou ainda que o país vai reagir com “extrema cautela”.

Andriy Yermak, chefe do gabinete do presidente ucraniano, reagiu ao considerar que “alguns aparentam ser muito astutos”. “Mas estamos um passo à frente”, concluiu

“A Ucrânia está a libertar territórios com base em dados dos serviços de informações, não em declarações televisivas encenadas”, afirmou, por sua vez, Podolyak não dando crédito ao anúncio feito por Moscovo sobre a retirada das tropas de Kherson.

Diário de Notícias
DN
10 Novembro 2022 — 11:36



 

644: Esclarecimento

Por decisão exclusivamente minha e sem pressão de qualquer origem, decidi deixar de publicar artigos completos sobre a guerra na Ucrânia, limitando-as ao mais essencial e com links directos às respectivas fontes.

Não tem a ver com qualquer tipo de abandono ou desistência de solidariedade com o sofrido povo ucraniano, martirizado pelos ORCS russonazis ☠️卐☠️ que entenderam que a Ucrânia não existe, é propriedade da Rússia e vai de invadir, assassinar civis, bombardear infra-estruturas essenciais à sobrevivência do povo, escolas, hospitais, creches, etc., mas há certas atitudes que, depois de reflectidas, originam tomadas de posição.

E a minha tomada de posição, neste sentido, foi o ter lido uma notícia em que o presidente Zelensky iria proceder à extensão da lei marcial e da mobilização geral.

“… Com a lei de mobilização, o Governo decretou a proibição de abandonar o país para todos os homens entre os 18 e os 60 anos que são elegíveis para serem recrutados.

Penso que esta é uma atitude idêntica à mobilização geral do russonazi ☠️卐☠️ putineiro e pergunto: homens até 60 anos a combater? Porventura depois de uma vida de trabalho, com família?

Não dou apoio a atitudes deste género, paciência! Zelensky baixou a pontuação na minha consideração que continua inabalável com o Povo da Ucrânia.

10.11.2022



 

643: Covid-19. Vacinação a partir dos 50 anos vai avançar em breve

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO/>50 ANOS

A taxa de vacinação nas pessoas acima dos 80 anos é inferior ao que o Governo gostaria. A secretária de Estado da Promoção da Saúde faz, por isso, um apelo. “Gostaríamos que fosse mais e faço aqui um apelo a todas as pessoas mais velhas: não deixem de se vacinar”.

© MIGUEL A. LOPES / LUSA

As pessoas a partir dos 50 anos vão poder vacinar-se contra a covid-19 em breve, anunciou a secretária de Estado da Promoção da Saúde, que apela aos mais velhos que não deixem de se vacinar.

Numa entrevista ao jornal Público, Margarida Tavares explica que a estratégia da Direcção-Geral da Saúde (DGS) “foi mais cautelosa” – o plano era o de vacinar apenas as pessoas a partir dos 60 anos até Dezembro – porque as autoridades queriam concentrar-se nas classes etárias de maior risco, mas que, em breve, a idade para a vacinação vai baixar para os 50 anos.

“Essa medida vai ser anunciada pela Direcção-Geral da Saúde em breve”, revela.

Margarida Tavares reconhece que a taxa de vacinação nas pessoas acima dos 80 anos – que está abaixo dos 70% – é inferior ao que o Governo gostaria e apela à vacinação dos mais velhos: “Gostaríamos que fosse mais e faço aqui um apelo a todas as pessoas mais velhas: não deixem de se vacinar”.

Sobre o inverno, reconhece que “não vai ser fácil”, com a circulação, em simultâneo, do vírus que provoca a covid-19, do da gripe e do vírus sincicial respiratório.

“Como infecciologista, sabia que, volvido algum tempo, estaríamos a assistir a uma dinâmica dos vírus respiratórios que foi totalmente alterada e não me surpreende nada que o vírus sincicial respiratório se tenha antecipado e que os casos de gripe sejam mais precoces”, afirma.

A secretária de Estado fala ainda do plano de contingência para o inverno que o Governo está a preparar e, quanto à reunião de peritos agendada para sexta-feira no Infarmed, diz que “vai ser apenas um momento de reflexão e transparência”, não devendo ser tomadas novas medidas de contenção.

Contudo, alerta que as máscaras “não desapareceram” e que são “altamente recomendadas para as pessoas que têm sintomas respiratórios, quando estão próximas de outras pessoas”. “Vamos recomendá-las vivamente nos espaços fechados. Eventualmente, vamos fazer recomendações mais apertadas para os transportes públicos, por exemplo”, revela.

Depois de o ministro Manuel Pizarro ter esta semana admitido criar Unidades de Saúde Familiar (USF) modelo C temporárias para responder à falta de médicos de família, uma possibilidade que o Bloco de Esquerda considerou ser a “privatização” dos cuidados primários de saúde, Margarida Tavares admite que a “constituição de cooperativas de médicos poderá ser uma resposta” para algumas regiões.

“Em algumas regiões do país, até por períodos limitados de tempo, a constituição de cooperativas de médicos poderá ser uma resposta, por exemplo, com médicos reformados”, afirma.

Contudo, a governante diz que “será uma possibilidade remota, localizada no tempo e no espaço e ponderada caso a caso”, insistindo: “Não nos passa pela cabeça privatizar os cuidados de saúde primários”.

Sobre os programas prioritários da DGS, refere que “precisam de ser reforçados” e reconhece a falta de meios da Direcção-Geral da Saúde, lembrando que a estrutura também “está muito pesada e difícil de gerir”.

A este propósito, a secretária de Estado da Promoção da Saúde adianta que será criada uma nova estrutura, dentro do Ministério da Saúde,” para “reorganizar a promoção da saúde e dar-lhe o devido espaço, recursos e meios e uma visão moderna da saúde”.

A governante acrescenta ainda que o Governo tenciona ir mais longe na legislação do tabaco e que quer “regulamentar melhor a questão do fumo em espaços fechados”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Novembro 2022 — 08:14



 

642: No Brasil, o surrealismo saiu à rua

OPINIÃO

Depois de quatro anos surreais, o Brasil viveu esta semana, na ressaca da derrota inédita de um candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, o ápice do surrealismo. Bolsominions, como são chamados pela maioria dos brasileiros, ou patriotas, como eles se autodenominam, foram às ruas curtir as duas primeiras fases do luto, negação e raiva.

Nalguns pontos do país, fardados de verde e amarelo vibraram com as notícias da prisão de Alexandre de Moraes, o presidente do Tribunal Eleitoral, e do envio de tropas a Brasília para anular o resultado das eleições.

“Obrigado, Senhor!”, “o Brasil é nosso!”, bradaram, em lágrimas, na direção dos céus, até descobrirem, minutos depois, que estavam, logicamente, a ser vítimas patéticas do veneno que produziram por anos: notícias falsas.

Um grupo ficou famoso por cantar o hino, com aquela pungência que só um bolsominion (patriota, perdão) atinge, virado para um pneu. Sim, um pneu que, fosse gente e não borracha, coraria de vergonha por se ver naquela cena.

Um outro grupo, menos cómico, dispensou o pneu mas não o infame sieg heil hitleriano, durante a cantoria num povoado do mais bolsonarista, branco e germânico-descendente dos estados do Brasil, Santa Catarina.

Outros grupos que juravam, heroicos, não arredar pé dos bloqueios nas estradas, fugiram, brancos de medo, nalguns casos deixando até as chaves dos camiões e das motos na ignição, quando as claques do Atlético Mineiro e do Corinthians, em trânsito para os jogos dos seus clubes, chegaram e os mandaram liberar as vias e ir trabalhar.

Muitos foram filmados, sem se rirem, a marchar em frente a quartéis, quais soldados da Armata Brancaleone, e a rogarem ao Exército brasileiro, que desde a guerra do Paraguai está mais ou menos em serena hibernação, por um golpe.

Houve um bolsominion (patriota) que fez sucesso online ao ser filmado a atirar-se para cima de um carro parado a simular um dramático atropelamento.

E outro que, ao tentar impedir que um camião furasse o bloqueio, percorreu seis quilómetros agarrado ao veículo, como numa paródia de um filme do 007. Na internet, já se vendem homenzinhos agarrados a camiões para colar nos frigoríficos.

Na mesma internet viralizou entre patriotas uma reunião por Zoom de Bolsonaro com uma juíza do Tribunal de Haia a admitir fraude eleitoral. A juíza da imagem, porém, era a cantora Lady Gaga.

Enquanto os patriotas faziam estas figuras, Bolsonaro, o real, movia-se por aquilo que sempre o moveu desde que, através de um artigo dos Anos 80 na revista Veja a exigir salário mais alto para os militares, entrou na vida pública: dinheiro.

Negociava com o presidente do seu partido um chorudo salário, uma casa paga e assistência jurídica de borla, abrigado, no conforto do Palácio da Alvorada, da chuva que punia lá fora os membros mais amalucados da sua seita – amalucados, mas firmes por, segundo eles, o aparente descaso do líder não passar de silêncio estratégico de um génio militar.

Algures na terra redonda, entretanto, o eleito Lula da Silva recebia os parabéns de Biden, de Xi, de Putin, de Macron, de Scholz, de Guterres, de Von der Leyen.

E marcava viagem ao Egito para participar na COP27, com escala em Lisboa, antes de começar a tratar da transição com os adultos do governo de Bolsonaro, alguns deles, nada amalucados, já prontinhos para mudar de lado.

Jornalista, correspondente em São Paulo

Diário de Notícias
João Almeida Moreira
10 Novembro 2022 — 00:21

[sem correcção ortográfica]