736: Responsável pelo grupo Wagner nega envolvimento em execução brutal

“… “Os funcionários da Wagner distinguem-se pela sua excelente disciplina e estrita adesão aos padrões internacionais e regras de comportamento social globalmente aceites”, acrescenta o chefe desta organização conhecida pelos seus métodos violentos.” 🙂

A cartilha destes russonazis ☠️卐☠️ é igual em todo o lado, seja no Kremlin, seja na horda de mercenários assassinos que servem o ayatollah terrorista russonazi putineiro.

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /GRUPO WAGNER/ASSASSINOS

O caso começou com a publicação de um vídeo, transmitido por contas Wagner nas redes sociais próximas do grupo de mercenários, de um homem acusado de ter-se rendido às forças ucranianas antes de ser recapturado pelos russos.

Vladimir Putin e Evgueni Prigozhin, empresário que fundou o Grupo Wagner
© Alexey DRUZHININ / SPUTNIK / AFP

O responsável pelo grupo russo de mercenários Wagner negou esta terça-feira qualquer envolvimento na execução brutal de um suposto membro da sua organização acusado de deserção na Ucrânia, depois de ter saudado a morte do homem.

O caso começou com a publicação de um vídeo, transmitido por contas Wagner nas redes sociais próximas do grupo de mercenários, de um homem acusado de ter-se rendido às forças ucranianas antes de ser recapturado pelos russos.

Vê-se o homem, que se apresenta como Evgueni Nuzhin, ser morto de forma particularmente brutal, com o crânio golpeado com uma marreta.

Numa primeira mensagem publicada no domingo, o líder do grupo Wagner, Evgueni Prigozhin, empresário próximo ao Kremlin, elogiou o “trabalho magnífico”, qualificando o homem morto como “um cão”.

Posteriormente, num comunicado de imprensa publicado esta terça-feira, Prigozhin nega qualquer envolvimento do seu grupo na execução e aponta os serviços secretos norte-americanos como responsáveis, sem fundamentar as suas acusações.

“É da responsabilidade dos serviços de informação dos Estados Unidos, que sequestram pessoas, incluindo cidadãos russos, em todo o mundo”, disse Prigozhin, pedindo aos procuradores russos que abram uma investigação.

“Os funcionários da Wagner distinguem-se pela sua excelente disciplina e estrita adesão aos padrões internacionais e regras de comportamento social globalmente aceites”, acrescenta o chefe desta organização conhecida pelos seus métodos violentos.

A organização não-governamental (ONG) russa Gulagu.net, especializada na defesa de detidos, afirmou que Evgueni Nuzhin era um preso que tinha sido recrutado num estabelecimento prisional russo para lutar na Ucrânia.

Evgueni Prigozhin é acusado de ter visitado prisões na Rússia para recrutar presos, em troca de penas reduzidas.

Desde 2014, o grupo Wagner é acusado de servir aos interesses do regime do Presidente russo, Vladimir Putin, e de cometer abusos em várias zonas de conflito, incluindo a Síria e em países africanos.

O jornal de investigação russo Novaya Gazeta publicou, com suporte de vídeo, que os homens de Wagner espancaram um prisioneiro na Síria com marretas em 2017, para depois o decapitar e queimar.

Em Setembro, Evgueni Prigozhin, de 61 anos, admitiu ter fundado a Wagner após anos negando o facto.

Na semana passada, o empresário russo também se gabou de ter realizado operações de influência eleitoral nos Estados Unidos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Novembro 2022 — 10:35



 

735: Ucrânia: Rússia acusada de enviar prisioneiros africanos para a frente de combate

– Os russonazis ☠️卐☠️ estão à rasca com homens, equipamentos, armas e munições, depois enviam a carne para canhão que não pertencem à raça deles para combaterem sem possuírem treino de combate.

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /AFRICANOS/CARNE PARA CANHÃO

Zâmbia anunciou a morte de um dos seus cidadãos, Lemekhani Nathan Nyirenda, de 23 anos, “que morreu em 22 de setembro de 2022 na Ucrânia”, enquanto deveria estar preso numa prisão na Rússia.

© Olga MALTSEVA / AFP

A Ucrânia acusou esta terça-feira a Rússia de enviar prisioneiros africanos no país para a frente de guerra, após um estudante zambiano morrer em combate, enquanto alegadamente cumpria pena numa prisão perto da capital russa.

“Putin está a enviar cidadãos africanos presos na Rússia para a guerra na Ucrânia”, denunciou na rede social Twitter o porta-voz da diplomacia ucraniana, Oleg Nikolenko.

Na segunda-feira, a Zâmbia anunciou a morte de um dos seus cidadãos, Lemekhani Nathan Nyirenda, de 23 anos, “que morreu em 22 de Setembro de 2022 na Ucrânia”, enquanto deveria estar preso numa prisão na Rússia.

A Zâmbia disse que pediu à Rússia uma explicação “sobre as circunstâncias em que um cidadão zambiano, que cumpria pena de prisão em Moscovo, poderia ter sido recrutado para lutar na Ucrânia e ter perdido a vida”.

“Estamos no processo de esclarecer essa questão (…), claro, esclarecendo todas as circunstâncias”, afirmou o vice-chanceler russo, Mikhail Bogdanov, segundo a agência de notícias estatal Ria Novosti.

“Os africanos não devem morrer pelas ambições imperiais doentias de Putin”, frisou Nikolenko, na terça-feira.

O chefe do grupo paramilitar Wagner, Yevgueni Prigojine, com fama de ser próximo de Vladimir Putin, é acusado pela Ucrânia de enviar milhares de combatentes recrutados directamente das prisões russas para a frente de combate, contra promessas de um grande salário e um perdão.

Lemekhani Nathan Nyirenda foi considerado culpado de violar a lei russa em Abril de 2020, de acordo com o Governo da Zâmbia, que não deu mais detalhes na segunda-feira sobre o caso.

Este estudante de engenharia nuclear foi condenado a nove anos e seis meses de prisão e estava a cumprir a pena numa prisão de segurança média nos arredores de Moscovo.

Muitos prisioneiros de guerra capturados pelas forças russas e ucranianas, como parte do conflito na Ucrânia, estão a ser submetidos a tortura e maus-tratos, incluindo choques eléctricos, alertou esta terça-feira a Organização das Nações Unidas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Novembro 2022 — 13:32



 

734: Autoridade de ocupação russa deixa Nova Kakhovka, na região de Kherson

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

RUSSONZIS ☠️卐☠️ /NOVA KAKHOVKA/RETIRADA

Funcionários da administração pública de Nova Kakhovka, instituições estaduais e municipais deixaram a cidade e foram realojados para lugares seguros.

© Olga MALTSEVA / AFP

As autoridades de ocupação russas anunciaram esta terça-feira que estão a retirar-se da cidade de Nova Kakhovka, acusando as forças de Kiev de bombardear esta cidade localizada no sul da Ucrânia, perto de uma barragem hidroeléctrica estratégica.

“Funcionários da administração pública de Nova Kakhovka, instituições estaduais e municipais deixaram a cidade e foram realojados para lugares seguros”, disse a autoridade instalada em Moscovo no Telegram.

A reconquista de Kherson (sul), a única capital regional que as tropas de Moscovo conseguiram controlar, desferiu um golpe significativo na ofensiva de Vladimir Putin.

Durante uma visita a Kherson, Zelensky disse que a libertação da cidade é “o começo do fim da guerra”.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/AFP
15 Novembro 2022 — 13:24




 

733: Guerra na Ucrânia: chefe de grupo mercenário russo ironiza vídeo que mostra assassinato brutal de desertor

Tu e outros ORCS russonazis ☠️卐☠️ como tu é que precisavam desse “tratamento”.

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

RUSSONAZI ☠️卐☠️ /Yevgeny Prigozhin/GRUPO ASSASSINOS WAGNER

“Uma morte de cão para um cachorro.”

É com essas palavras que o chefe do grupo militar privado russo Wagner defende um vídeo brutal que supostamente mostra a morte de um de seus mercenários enviados para lutar na Ucrânia – que tinha desertado e mudado de lado em Setembro.

A filmagem do assassinato foi postada no fim de semana em um canal do Telegram afiliado ao grupo Wagner, o Gray Zone. A BBC não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade do vídeo.

Aviso: este artigo contém detalhes que podem ser sensíveis para alguns leitores

As imagens mostram o que parece ser a execução sumária de Yevgeny Nuzhin, um homem de 55 anos condenado por assassinato na Rússia e recrutado na prisão em Agosto para lutar pelos russos na Ucrânia.

Esse grupo de ex-prisioneiros havia sido enviado no mesmo mês de Agosto para a região ocupada de Luhansk, no leste ucraniano, onde foram distribuídos em esquadrões de combate.

Nuzhin foi capturado pelos ucranianos em Setembro, e deu detalhes de sua rendição em uma entrevista a um jornalista ucraniano.

Ele disse que tinha sido recrutado pessoalmente pelo chefe do grupo mercenário, mas que sua intenção era se entregar assim que chegasse ao palco dos combates.

O mercenário afirmou que fora contratado com a promessa de perdão total de sua pena, um salário e compensação para sua família em caso de morte em combate. A razão dada para o recrutamento foi que “a pátria está em perigo”.

Segundo Nuzhin, os esquadrões eram “bucha de canhão” e qualquer ato de desobediência significaria execução sumária.

Em determinado momento, ele foi designado para retirar cadáveres de soldados mortos. Foi durante uma dessas operações que Nuzhin conseguiu escapar e se render.

Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo mercenário Wagner © Getty Images

Mas ele aparece no vídeo postado no Telegram contando que, em 11 de Novembro, foi atacado em Kiev (não está claro como ele andava pela capital ucraniana se era prisioneiro), perdeu a consciência e acordou no porão onde estava sendo realizada a filmagem.

Logo depois disso, um homem não identificado aparece no vídeo atacando Nuzhin com uma marreta. Este cai no chão e é espancado até a morte.

‘Excelente trabalho’

O chefe do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, um aliado do presidente russo Vladimir Putin, disse em um comunicado que Nuzhin “traiu seu povo, traiu seus companheiros”.

Ele sarcasticamente descreve o vídeo como “excelente trabalho bem dirigido que pode ser assistido de uma só vez”.

“Acho que o nome do filme é ‘Uma morte de cão para um cachorro'”, disse Prigozhin.

Já o Kremlin tentou se distanciar do vídeo. O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que o assunto “não é da nossa conta”.

Prigozhin é um ex-dono de restaurante e um colaborador próximo de Putin.

Ele montou o grupo Wagner, uma empresa de recrutamento de mercenários, em 2014 — mas só reconheceu publicamente o fato em Setembro passado.

O grupo apareceu pela primeira vez em 2014 no leste da Ucrânia, no início do conflito entre forças ucranianas e grupos pró-Rússia russos no Donbas. Desde então, o Wagner esteve envolvido em combates na Síria e em vários países africanos.

Desde a invasão da Ucrânia em Fevereiro, vários de seus membros foram acusados ​​de cometer crimes de guerra.

Em Setembro, Prigozhin foi visto recrutando condenados para o grupo de mercenários em uma prisão russa.

MSN Notícias
BBC News BBC News
15.11.2022



 

Divulgação de vídeo de soldado russo executado quer passar mensagem aos russos – e pode ser um crime de guerra

– Tratamento adequado a todos os russonazis ☠️卐☠️ ordenantes que invadiram a Ucrânia, assassinaram milhares de civis de todas as idades e destruíram infra-estruturas essenciais ao Povo ucraniano.

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /EXECUÇÃO/TRAIDORES/WAGNER ☠️卐☠️/ ASSASSINOS

A execução de um russo divulgada numa conta de Telegram associada ao Grupo Wagner circulou por todo o mundo nas últimas horas e esse pode mesmo ter sido o objectivo deste grupo de mercenários: enviar uma mensagem a todos os que tencionam deixar de lutar pela Rússia para passar a defender a Ucrânia.

À CNN Portugal, tanto Helena Ferro Gouveia, especialista em Assuntos Internacionais, como o major-general Isidro de Morais Pereira, consideram que este tipo de práticas não são novidade no grupo de mercenários – e noutras milícias de guerra -, mas que a divulgação do vídeo tem o propósito de “dissuadir outros de ter comportamentos semelhantes, para que todos vejam o que pode acontecer àqueles que fraquejarem”.

Isidro de Morais Pereira explica que este “é um caso que deve ser observado dentro do universo do Grupo Wagner” e daqueles que se querem juntar ou já se juntaram aos mercenários liderados por Yevgeny Prigozhin, homem próximo de Vladimir Putin, embora seja um dos maiores críticos da actuação dos militares russos, a quem chamou de “montes de lixo”.

“Quem assina o contrato e depois se recusa a cumpri-lo já sabe o que acontece, nem sequer se deram ao luxo de gastar uma munição, podiam ter dado um tiro, era muito mais humano”, diz o major-general, que continua: “Este homem terá fraquejado, o grupo tratou-o de forma desumana, algo inconcebível nos dias de hoje.”

“Conhecemos o que o Grupo Wagner tem vindo a fazer desde 2014”, observa Helena Ferro Gouveia, sublinhando que o uso de violência “é bastante comum”. “O Grupo Wagner opera em vários conflitos africanos, tem sido relacionado e acusado de crimes de guerra nos países onde opera e opera de uma forma geral com muita violência”, continua, destacando que “esta morte e a divulgação [da mesma] não surpreende quem acompanha este grupo”.

Também o major-general Isidro de Morais Pereira não se mostra surpreendido com a violência usada, uma vez que tem sido prática comum de outros grupos privados de guerra e até de milícias.

“O que sabemos de antecedentes de violência, como aconteceu com as forças do Kadyrov na batalha de Mariupol, é que há notícias de que estavam por trás desses actos e sempre que combatentes russos fraquejavam as ordens eram para liquidar, para que não houvesse actos de covardia”, lembra.

Para Helena Ferro Gouveia, tal como defende o major-general, a divulgação deste vídeo por parte do grupo de mercenários poderá servir de travão para todos os que pretendam juntar-se ao país invadido, o que poderá evitar perdas por parte dos russos nestes grupos privados de guerra.

Também Daniela Nascimento, doutorada em Política Internacional e Resolução de Conflitos, diz que “não seria surpreendente” que a divulgação do vídeo seja uma estratégia da Rússia de reter soldados e militares na linha da frente do combate, uma vez que “está a sofrer baixas significativas e recuos importantes, e torna-se fundamental garantir o mais possível a força de guerra activa”.

“Este vídeo parece ser uma mensagem muito forte, as pessoas que passem para o lado ucraniano não enfrentam apenas prisão, mas sim a violência e guerra”, considera a especialista, lembrando que o próprio Vladimir Putin já tinha ordenado uma alteração do Código Penal russo para mudar as penas a desertores, estipulando o mínimo de dez anos.

“Não é a primeira vez que este tipo de situação ocorre, do ponto de vista do quão radical é o emprego de força, violência e tortura dos que estão associados ao grupo Wagner.

Não havendo limites, e a meu ver não há, esta é claramente uma mensagem forte, no sentido de assegurar o controlo por via da força e da violência de todos os que integram o grupo”, assegura Daniela Nascimento, que considera ainda que “por muito que se diga que o grupo Wagner tem autonomia do ponto de vista de actuação, não me parece que este acto bárbaro não tenha sido, de alguma maneira, comunicado ou tido o aval das forças russas ou dos serviços militares russos.”

Uma outra mensagem que, na análise de Helena Ferro Gouveia, pode ser passada com a divulgação desta execução é a de que o Grupo Wagner saiu da “sombra” e que Yevgeny Prigozhin pode ser o próximo presidente da Rússia, nome já apontado por analistas, diz.

“Durante muito tempo foram um grupo que se manteve numa zona de sombra, agora assumiram-se, inauguraram uma sede em São Petersburgo recentemente, uma base para desenvolver o que dizem ser tecnologias militares, é uma afirmação do grupo, deixando o secretismo que o rodeava. Isto reforça o papel e peso do líder que é aliado de Putin e que alguns analistas têm como possível sucessor de Putin”, reforça.

Visitantes vestidos com farda militar durante a abertura oficial do escritório do Grupo Wagner durante o Dia da Unidade Nacional, em São Petersburgo, a 4 de Novembro de 2022 (AP Photo/Dmitri Lovetsky) © Fornecido por TVI

E pode a Ucrânia ‘tirar proveito’ deste episódio? Sim. Embora os três especialistas entrevistados pela CNN Portugal defendam que, no imediato, a divulgação do vídeo não terá impacto a nível directo na Ucrânia, Daniela Nascimento defende que Volodymyr Zelensky pode, de algum modo, tirar proveito do sucedido.

E bastaria, para tal, passar a mensagem de que a Rússia não olha a meios para matar e que comete crimes de guerra contra os próprios cidadãos.

Daniela Nascimento considera que este “ato bárbaro” do grupo Wagner “pode ser considerado crime de guerra”, pois “as leis da guerra e o direito internacional humanitário não fazem distinção da nacionalidade das vítimas”.

“É é um ato de tortura e violência condenável e, por isso, pode ser considerado um crime de guerra, em condições normais deveria ser punido, como todos os que são cometidos nesta guerra de parte a parte. A tortura está proibida nas convenções de Genebra”, explica.

Pedro Neto, director executivo da Amnistia Internacional Portugal, é mais cauteloso neste ponto, defendendo que é preciso saber em que moldes o cidadão russo foi parar às mãos do grupo Wagner e qual a veracidade do vídeo.

“É uma execução sumária, a barbárie deste ato não está em causa, é uma actuação bárbara, cruel e desumana”, diz, destacando que “mesmo sendo um soldado russo, mesmo sendo desertor, um ato desses é injustificável numa guerra e em qualquer outra circunstância”.

Pedro Neto também afirma que o facto de ser um russo a morrer às mãos dos russos não invalida a possibilidade de se tratar de um crime de guerra, até porque, “tendo em conta que os actores são partes do conflito” e, por isso, poderá ser considerado “um crime de guerra”.

O major-general Isidro de Morais Pereira é da mesma opinião e considera que “no momento em que lhe é conferido o estatuto de combatente pode estar ao abrigo das Convenções de Genebra, mesmo que seja por um grupo de mercenários”: “Ele está a combater pela Rússia.”

MSN Notícias
CNN Portugal CNN Portugal
Daniela Costa Teixeira
14.11.2022 às 21:06

“Mãe heroína”: Putin recupera tradição soviética

– Existe falta de carne para canhão! Há que dar mais quecas para nascerem mais futuros soldados para servirem o ayatollah terrorista russonazi ☠️卐☠️ putineiro! Este psicopata já não tem cura!

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

RUSSONAZI ☠️卐☠️ /MÃE HEROÍNA/URSS

Distinção foi concedida pela primeira vez na URSS em Outubro de 1944, com o objectivo de estimular as taxas de natalidade.

“Mãe heroína”: Putin recupera tradição soviética © SERGEY GUNEEV / KREMLIN POOL / SPUTNIK / POOL

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, concedeu os primeiros títulos de “mãe heroína”, retomando uma tradição soviética que homenageia mulheres com dez ou mais filhos, de acordo com um decreto presidencial hoje divulgado.

Medni Kadyrova, mulher do líder tchetcheno Ramzan Kadyrov, que tem 14 filhos segundo o ‘site’ oficial da presidência tchetchena, tornou-se uma das duas primeiras mulheres russas a receber este título.

A segunda mulher distinguida é Olga Dekhtiarenko, da península de Yamal, localizada ao norte do Círculo Polar Árctico.

A sua família, com dez filhos, venceu a competição nacional “Família do Ano” em 2020, segundo os órgãos de comunicação social locais.

O título “mãe heroína”, por vezes traduzido como “mãe heróica”, foi implementando na era soviética e Putin decidiu restaura-lo em Agosto.

A distinção foi concedida pela primeira vez na URSS em Outubro de 1944, com o objectivo de estimular as taxas de natalidade depois da Segunda Guerra Mundial, onde morreram milhões de soviéticos.

Depois, deixou de existir após a queda da União Soviética em 1991.

A Rússia enfrenta há anos uma nova crise demográfica, que se agravou com a pandemia de covid-19 e o início da ofensiva russa na Ucrânia.

Vladimir Putin decidiu restaurar este título, determinando também o pagamento de um milhão de rublos [cerca de 16.200 euros] às mulheres homenageadas.

De acordo com os resultados preliminares dos últimos censos, publicados pela agência russa de estatística (Rosstat), cerca de 147 milhões de pessoas viviam na Rússia em Outubro/Novembro de 2021, um milhão a menos do que em 1992, após a queda da URSS.

MSN Notícias
SIC Notícias SIC Notícias
Lusa
14.11.2022 às 23:30



 

“Teremos que lutar durante mais tempo para libertar a Ucrânia”, diz Zelensky no G20

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

G20/ZELENSKY/UCRÂNIA/PAZ

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira no G20 que gostava que a guerra russa terminasse com justiça e que agora é hora em que deve e pode ser interrompida.

Zelensky visita Kherson (Ukrainian Presidential Press Office) © CNN Portugal

Zelensky falou por videoconferência sobre a invasão russa e a Reuters teve acesso a uma cópia do discurso. Após a participação na cimeira que decorre em Bali, o presidente ucraniano publicou um comunicado no seu canal do Telegram onde afirma que “não haverá Minsk-3”.

“A Ucrânia sempre foi líder nos esforços de manutenção da paz e o mundo viu isso. E se a Rússia diz que supostamente quer acabar com esta guerra que prove isso com acções.

Não permitiremos que a Rússia espere, reforce as suas forças e inicie uma nova série de terror e desestabilização global. Não haverá Minsk-3, que a Rússia violará imediatamente após o acordo. Existe uma fórmula ucraniana para a paz. Paz para a Ucrânia, a Europa e o mundo.

E há um conjunto de soluções que podem ser implementadas para realmente garantir a paz. Tendo participado da cúpula do G20, apresentei propostas para tais soluções – específicas e honestas. A Ucrânia pede aos principais estados do mundo para serem co-criadores da paz junto connosco”.

Zelensky deixou ainda dez propostas aos países do G20 para que ajudem a restabelecer a paz no país, entre as quais “segurança nuclear, alimentar e energética, a libertação de todos os prisioneiros e deportados, a implementação da Carta da ONU e restauração da integridade territorial da Ucrânia e da ordem mundial, assim como a retirada das tropas russas e cessação das hostilidades”.

Apesar de a Ucrânia não integrar o G20, o presidente Volodymyr Zelensky foi convidado pelo homólogo indonésio, Joko Widodo, presidente em exercício do grupo, a discursar por videoconferência.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, é a grande ausência do maior encontro de líderes mundiais desde o início da pandemia de covid-19.

Esta é a primeira cimeira do G20 desde que começou a guerra na Ucrânia, em 24 de Fevereiro deste ano, e a falta de consenso entre os participantes poderá reflectir-se na declaração final conjunta, como aconteceu na cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), realizada no domingo, em Phnom Penh, capital do Cambodja.

MSN Notícias
CNN Portugal CNN Portugal
Andreia Miranda
15.11.2022



 

729: Russos recuam da margem do rio em frente a Kherson, na Ucrânia

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

UCRÂNIA/KHERSON/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /FUGA

KHERSON, Ucrânia (Reuters) – A Rússia retirou tropas e administradores civis de cidades às margens do rio Dnipro, em frente à Kherson, nesta terça-feira, em sinal de que os russos podem estar recuando ainda mais depois de entregar seu maior prémio ucraniano na semana passada.

Após perdas no campo de batalha Moscovo promoveu aparentes ataques de longo alcance na capital Kiev, onde as sirenes de ataque aéreo soaram, duas explosões foram ouvidas e colunas de fumaça podiam ser vistas subindo do solo.

As forças ucranianas invadiram Kherson nos últimos dias para reivindicar o maior prémio da guerra até agora, uma cidade que o presidente russo, Vladimir Putin, proclamou seis semanas atrás que seria para sempre da Rússia.

A Rússia havia dito que estava arrastando suas forças através do rio Dnipro para posições de mais fácil defesa na margem oposta. Mas em um vídeo gravado na cidade de Oleshky, do outro lado de uma ponte desmoronada sobre o Dnipro a partir de Kherson, não havia sinal de qualquer presença russa.

Um motorista dirigiu pela estrada principal deserta por quilómetros em alta velocidade sem encontrar um único posto de controle ou bandeira russa. Vários bunkers montados ao longo da estrada pareciam ter sido abandonados. A localização do vídeo foi confirmada pela Reuters com base em pontos de referência visíveis.

Os militares ucranianos disseram durante a noite que atiraram contra posições inimigas em Oleshky, mas as autoridades ucranianas não comentaram as imagens que parecem mostrar que as tropas russas se retiraram para o local.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse a líderes mundiais que não haverá trégua na campanha militar da Ucrânia para expulsar as tropas russas de seu país, após a vitória na semana passada na única capital regional que a Rússia havia capturado desde a invasão.

“Não permitiremos que a Rússia espere, construa suas forças e inicie uma nova série de terror e desestabilização global”, disse ele em um discurso a partir de uma transmissão em vídeo para a cúpula das grandes economias do G20 na Indonésia.

“Estou convencido de que agora é o momento em que a guerra destrutiva russa precisa e pode ser interrompida.”

MSN Notícias
IstoÉ IstoÉ
Reuters
15.11.2022



 

728: A morte de uma estrela revela um buraco negro de massa intermédia escondido numa galáxia anã

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTROFÍSICA

Os astrónomos descobriram uma estrela a ser dilacerada por um buraco negro na galáxia SDSS J152120.07+140410.5, a 850 milhões de anos-luz da Terra. Os investigadores apontaram o Telescópio Espacial Hubble da NASA para examinar o rescaldo, um evento a que chamaram AT 2020neh, visto no centro da imagem. A câmara ultravioleta do Hubble viu um anel de estrelas a formar-se em torno do núcleo da galáxia onde AT 2020neh está localizado.
Crédito: NASA, ESA, Ryan Foley/Universidade da Califórnia em Santa Cruz

Um buraco negro de massa intermédia, escondido numa galáxia anã, revelou-se aos astrónomos quando devorou uma estrela azarada que se aproximou demasiado.

A destruição da estrela, um evento de perturbação de marés, produziu um surto de radiação que brilhou, por breves instantes, mais do que a luz estelar combinada da galáxia anã hospedeira. O evento poderá ajudar os cientistas a compreender melhor as relações entre os buracos negros e as galáxias.

A erupção foi capturada por astrónomos com o YSE (Young Supernova Experiment), um levantamento concebido para detectar explosões cósmicas e eventos astrofísicos transientes.

Uma equipa internacional liderada por cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhaga e da Universidade do Estado de Washington relatou a descoberta num artigo publicado no dia 10 de Novembro na revista Nature Astronomy.

“Esta descoberta criou uma excitação generalizada porque podemos usar eventos de perturbação de marés não só para encontrar mais buracos negros de massa intermédia em galáxias anãs silenciosas, mas também para medir as suas massas”, disse o co-autor Ryan Foley, professor assistente de astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que ajudou a planear o levantamento YSE.

A primeira autora, Charlotte Angus do Instituto Niels Bohr, disse que as conclusões da equipa fornecem uma base para futuros estudos de buracos negros de massa intermédia.

“O facto de termos conseguido capturar este buraco negro de massa intermédia enquanto devorava uma estrela forneceu-nos uma oportunidade notável de detectar o que de outra forma teria ficado escondido”, disse Angus.

“Além disso, podemos utilizar as propriedades do próprio surto para melhor compreender este grupo elusivo de buracos negros de massa intermédia, que podem constituir a maioria dos buracos negros nos centros das galáxias”.

Os buracos negros super-massivos podem ser encontrados nos centros de todas as galáxias massivas, incluindo a nossa própria Via Láctea. Os astrónomos especulam que estes enormes monstros, com milhões ou milhares de milhões de vezes a massa do Sol, podem ter crescido a partir de buracos negros mais pequenos, de “massa intermédia”, com milhares a centenas de milhares de massas solares.

Uma teoria para a formação destes monstruosos buracos negros diz que o Universo primordial estava repleto de galáxias anãs com buracos negros de massa intermédia.

Com o tempo, estas galáxias anãs ter-se-iam fundido ou sido devoradas por galáxias mais massivas, combinando cada vez mais os seus núcleos para assim acumular massa no centro da galáxia em crescimento. Este processo de fusão acabaria por criar os buracos negros super-massivos vistos hoje em dia.

“Se conseguirmos compreender a população de buracos negros de massa intermédia – quantos existem e onde estão localizados – podemos ajudar a determinar se as nossas teorias da formação de buracos negros super-massivos estão corretas”, disse o co-autor Enrico Ramirez-Ruiz, professor de astronomia e astrofísica na Universidade da Califórnia em Santa Cruz e professor do Instituto Neils Bohr na Universidade de Copenhaga.

Mas será que todas as galáxias anãs têm buracos negros de massa intermédia?

“Isso é difícil de afirmar, porque a detecção de buracos negros de massa intermédia é extremamente desafiante”, disse Ramirez-Ruiz.

As técnicas clássicas de caça aos buracos negros, que procuram buracos negros em alimentação activa, não são muitas vezes suficientemente sensíveis para descobrir buracos negros nos centros das galáxias anãs.

Como resultado, apenas uma fracção minúscula de galáxias anãs é conhecida por acolher buracos negros de massa intermédia.

A descoberta de mais buracos negros de tamanho médio, com eventos de perturbação de marés, poderá ajudar a resolver o debate sobre a maneira como os buracos negros super-massivos se formam.

“Uma das maiores questões em aberto na astronomia é actualmente a formação dos buracos negros super-massivos”, disse a co-autora Vivienne Baldassare, professora de física e astronomia na Universidade do Estado de Washington.

Dados do levantamento YSE permitiram à equipa detectar os primeiros sinais de luz, isto é, quando o buraco negro começou a devorar a estrela. A captura deste momento inicial foi fundamental para desbloquear o tamanho do buraco negro, porque a duração destes eventos pode ser usada para medir a massa do buraco negro central.

Este método, que até agora só tinha sido mostrado funcionar bem para os buracos negros super-massivos, foi proposto pela primeira vez por Ramirez-Ruiz e pela co-autora Brenna Mockler da Universidade da Califórnia em Santa Cruz.

“Esta erupção foi incrivelmente rápida, mas dado que os nossos dados YSE nos deram tanta informação tão cedo no evento, fomos realmente capazes de determinar a massa do buraco negro”, disse Angus.

Este estudo teve por base dados de observatórios de todo o mundo, incluindo o Observatório W. M. Keck no Hawaii, o NOT (Nordic Optical Telescope), o Observatório Lick da Universidade da Califórnia, o Telescópio Espacial Hubble da NASA, o Observatório Gemini, o Observatório Palomar e o levantamento Pan-STARRS no Observatório Haleakala.

Astronomia On-line
15 de Novembro de 2022



 

727: IXPE descobre poderosos campos magnéticos e crosta sólida numa estrela de neutrões

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Foto que mostra a posição do magnetar 4U 0142+61 no Universo (ver vídeo para maior contexto). O magnetar é uma estrela de neutrões localizada na direcção da constelação de Cassiopeia, a cerca de 13.000 anos-luz da Terra.
Crédito: Roberto Taverna

Menos de um ano após o lançamento, as observações de uma estrela de neutrões pelo IXPE (Imaging X-ray Polarimetry Explorer) da NASA levaram à confirmação do que os cientistas apenas teorizaram anteriormente: os magnetares têm campos magnéticos ultra-fortes e são altamente polarizados.

Os cientistas utilizaram o IXPE para observar o magnetar 4U 0142+61, uma estrela de neutrões localizada na direcção da constelação de Cassiopeia, a cerca de 13.000 anos-luz da Terra.

Esta é a primeira observação de sempre da polarização de raios-X de um magnetar, uma estrela de neutrões com os campos magnéticos mais poderosos do Universo.

Os astrónomos descobriram que a estrela de neutrões provavelmente tem uma superfície sólida e nenhuma atmosfera. Esta é a primeira vez que os cientistas conseguem concluir com fiabilidade que uma estrela de neutrões tem uma crosta sólida, uma descoberta possibilitada pelas medições de polarização de raios-X do IXPE.

A polarização é uma propriedade da luz que nos diz mais sobre os campos eléctricos e magnéticos interligados que compõem todos os comprimentos de onda da luz.

Estes campos oscilam, ou vibram, em ângulos rectos em relação à trajectória da luz. Quando os seus campos eléctricos vibram numa direcção única e unificada, dizemos que a luz é polarizada.

Os astrónomos também descobriram que o ângulo de polarização depende da energia das partículas de luz, com luz altamente energética a um ângulo de polarização de 90 graus em comparação com luz menos energética.

“Descobrimos que o ângulo de polarização gira exactamente 90 graus, seguindo o que os modelos teóricos previam se a estrela tivesse uma crosta sólida rodeada por uma magnetosfera externa cheia de correntes eléctricas”, disse Roberto Taverna, da Universidade de Pádua, autor principal do novo estudo publicado na revista Science.

Os cientistas ficaram surpreendidos ao aprender que os níveis de energia podem afectar a polarização.

“Com base nas teorias actuais dos magnetares, esperávamos detectar a polarização, mas ninguém previu que a polarização dependesse da energia, como estamos a ver neste magnetar”, disse Martin Weisskopf, cientista emérito da NASA que liderou a equipa IXPE desde o início da missão até à primavera de 2022.

Além disso, a polarização a baixas energias indica que o campo magnético é tão inimaginavelmente poderoso que poderia ter transformado a atmosfera em torno da estrela de neutrões num sólido ou num líquido.

“Este é um fenómeno conhecido como condensação magnética”, disse o presidente do grupo de trabalho sobre o tema dos magnetares para o IXPE, Roberto Turolla, da Universidade de Pádua e do Colégio Universitário de Londres.

É ainda um tema de debate se os magnetares e outras estrelas de neutrões têm atmosferas.

Graças às medições de polarização por raios-X, os astrofísicos são agora capazes de verificar o grau de polarização e o seu ângulo de posição ao testar os parâmetros dos modelos de emissão de raios-X.

Os resultados das observações do IXPE vão ajudar os astrónomos de raios-X a compreender melhor a física de objectos extremos como magnetares e buracos negros.

“Além do magnetar 4U 0142+61, o IXPE está a ser utilizado para estudar uma vasta gama de fontes de raios-X extremos, e estão a chegar muitos resultados excitantes”, disse Fabio Muleri, cientista do projecto italiano do IXPE no INAF (Istituto Nazionale di Astrofisica) em Roma.

Para Weisskopf, é evidente que as observações do IXPE têm sido críticas.

“Na minha mente, não pode haver dúvidas de que o IXPE demonstrou que a polarimetria de raios-X é importante e relevante para promover a nossa compreensão de como estes fascinantes sistemas de raios-X funcionam”, disse. “As futuras missões terão de ter esse facto em mente”.

O IXPE baseia-se nas descobertas do Observatório de raios-X Chandra da NASA e de outros telescópios espaciais através da medição da polarização da luz de raios-X.

Astronomia On-line
15 de Novembro de 2022