770: A Minha Cozinha

– Estas sugestões & receitas têm por finalidade ajudar os interessados na confecção de saborosas refeições (ao meu gosto, claro!). Umas mais simples que outras, são apenas sugestões, nada mais.

CROCANTES DE FRANGO COM PARMESÃO E ERVAS E MISTURA DE VEGETAIS ASSADOS

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Ingredientes:

– 2 Crocantes de Frango com Parmesão e Ervas (congelados)
– 450 g de Mistura de Vegetais Assados (congelados)
– Batatas em palitos para fritar (congeladas)

Preparação:

01.- Colocar no forno os Crocantes de Frango de acordo com as instruções da embalagem.

02.- Colocar os Vegetais Assados num recipiente tapado, temperar com um pouco de óleo de girassol e uma pitada de sal e levar ao micro-ondas durante 7~8 minutos.

03.- Fritar as batatas em modo convencional ou, para quem tiver, a ar quente sem óleo.

04.- Servir com uma salada de alface ou outra a gosto.

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769: Minas antipessoais mataram ou feriram 227 pessoas na Ucrânia

– Não teriam sido plantadas pelos ucranianos? (ironia) Na guerra onde estive, todas as minas anti-pessoais e anti-carro eram dos “santinhos” dos soviéticos ☠️卐☠️ ! As GMC tinham de ter os tejadilhos da cabina serrados, os condutores iam sentados nas costas do banco, os pés no volante, um pau para acelerar ou travar, sacos de areia em cima das guardas dos pneus e à frente o pelotão de sapadores a picar os trilhos…

UCRÂNIA/MINAS/MORTES

Estudos calculam em 26,5 milhões o número de minas anti-pessoais que podem permanecer armazenadas pela Rússia.

Um “deminer” do Serviço de Emergência da Ucrânia caminha durante uma apresentação à imprensa do primeiro veículo de desminagem especializado Armtrac 400 da Ucrânia, adquirido através da plataforma de recolha de fundos UNITED24, perto de Kharkiv, a 27 de Outubro de 2022, no meio da invasão russa da Ucrânia.
© (SERGEY BOBOK / AFP)

As minas anti-pessoais provocaram pelo menos 227 vítimas civis nos primeiros nove meses de guerra na Ucrânia, cinco vezes mais que os mortos por este tipo de arma em 2021, indica um relatório anual sobre o impacto destes artefactos.

No decurso da guerra na Ucrânia, o exército russo utilizou sete tipos diferentes de minas, indica um estudo da ONG Campanha Internacional pela Proibição das Minas Anti-pessoais (ICBL) e divulgado esta quinta-feira pela Human Rights Watch (HRW).

A organização não-governamental empenhada na abolição das minas confirmou que a Rússia desenvolveu e produziu este tipo de armas entre 2019 e 2021, apesar de não excluir a utilização de minas de origem soviética produzidas há mais de três décadas.

No total, os dados do estudo calculam em 26,5 milhões o número de minas deste tipo que podem permanecer armazenadas pela Rússia.

A ICBL também sublinhou a possibilidade de utilização de minas anti-pessoais pelas forças ucranianas durante o conflito, e que implicaria uma violação da Convenção de Otava, da qual a Ucrânia é signatária.

A Ucrânia refere ter pendente a destruição de 3,3 milhões destas minas.

Para além da Ucrânia, e de acordo com o estudo da ICBL, 69 dos Estados signatários da convenção conservam minas anti-pessoais nos seus arsenais.

Em Junho de 2022, os Estados Unidos renunciaram ao uso, compra e produção de novas minas anti-pessoais, saindo da lista de países produtores deste tipo de armamento.

Entre os países que fabricam minas anti-pessoais inclui-se Mianmar, que com a Rússia é o principal foco de preocupação desta ONG.

O país asiático utilizou este tipo de arma de forma ininterrupta desde 1999, apesar de ter incrementado a sua utilização entre 2021 e 2022, ao utilizá-la junto a infra-estruturas como torres telefónicas e gasodutos.

Nesse país as minas também provocaram vítimas civis nas proximidades de edifícios religiosos, zonas de operações militares e jazidas mineiras.

As minas anti-pessoais foram ainda utilizadas por grupos armados na República Centro Africana, Colômbia, República Democrática do Congo e Índia.

Segundo o relatório, 5.544 pessoas em todo o mundo sofreram ferimentos provocados pelas minas anti-pessoais durante o ano de 2021.

Mais de 75% das vítimas são civis, e entre estas 50% foram crianças.

A Síria foi o país com mais mortes e feridos (1.227), seguido do Afeganistão, signatário do acordo de Otava, com 1.074.

O relatório deste ano foi publicado uma semana antes do início da 20ª reunião dos Estados que integram o tratado de proibição de minas, que decorre em Genebra (Suíça) entre 21 e 25 de Novembro sob a presidência da Colômbia, e que pela primeira vez terá a presença dos Estados Unidos, signatários do acordo de Otava.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Novembro 2022 — 15:53



 

768: Moldova pede apoio da Roménia e Ucrânia para se defender de mísseis russos

– Oh! Deve ser engano! Um  míssil russonazi ☠️卐☠️ caído na Moldova junto à fronteira da Ucrânia? Isso era um míssil ucraniano… (ironia)

MOLDOVA/GUERRA/MÍSSEIS RUSSONAZIS

☠️卐☠️

 

A República da Moldova tem sido também alvo de ciber-ataques sem precedentes desde o outono passado.

gor Grosu.
© EPA/DUMITRU DORU

As autoridades da Moldova solicitaram à Roménia e à Ucrânia que monitorizem e protejam o seu espaço aéreo, informou esta quinta-feira o presidente da Assembleia Legislativa, Igor Grosu.

“A neutralidade não protege dos mísseis, mas deve ser defendida e, por isso, somos obrigados a defender o nosso espaço aéreo”, disse Grosu à rádio Chisinau.

“Beneficiámos de um programa da UE no valor de 40 milhões de euros, inclusive para isto [defesa do espaço aéreo]. Falamos também com os nossos parceiros ucranianos e romenos porque têm sistemas muito melhores”, disse Igor Grosu numa emissão televisiva do canal Jurnal.

Qualificando o momento de “complicado”, Grosu referiu dois incidentes recentes, em que mísseis russos entraram no espaço aéreo moldavo, tendo um caído em Naslavcea, no norte do país, junto à fronteira com a Ucrânia.

A República da Moldova tem sido também alvo de ciber-ataques sem precedentes desde o outono passado.

“Nunca tivemos tal onda de ataques e não só a correspondência de autoridades foi alvo, mas sistemas informáticos inteiros. As nossas avaliações mostram que vieram da Federação Russa”, disse o chefe da legislatura moldava.

Grosu anunciou também que dará entrada no parlamento um projecto de lei sobre o Serviço de Informações e Segurança, que fornecerá ferramentas adicionais na luta contra a espionagem.

A República da Moldova está “cheia de espiões da Federação Russa”, disse ​​​​​​​Grosu, acrescentando que haverá novas emendas legislativas que irão endurecer as penas para crimes de traição e outros associados.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Novembro 2022 — 19:04



 

767: Um inverno rigoroso pode ajudar as tropas ucranianas

UCRÂNIA/GUERRA/INVERNO

Dentro de pouco mais de um mês, o inverno cairá sobre a Ucrânia.

Atef Safadi / EPA

É uma circunstância que — apesar das recentes vitórias do Exército ucraniano, como a captura de Kherson nesta semana — pode atrapalhar as suas forças armadas na tentativa de continuar a retomada do território ocupado pelos russos.

A Rússia também poderia tentar fazer a população civil ucraniana passar frio, atacando mais centrais energéticas e depósitos de combustível.

Como a chegada do inverno deve afectar o conflito?

Quão frio é o inverno ucraniano?

Entre Dezembro e Março, as temperaturas médias na Ucrânia caem entre -4,8ºC e 2ºC.

Em média, neva durante 14 dias em Dezembro, 17 dias em Janeiro e 15 dias em Fevereiro. Em cada um desses meses, caem mais de 1,5 metros de neve.

No entanto, os Invernos são mais amenos no sul do país, ao longo da costa do Mar Negro.

Como vai o inverno afectar a guerra?

Em Kiev, no norte, as temperaturas já estão a cair abaixo de zero. Em Janeiro, a temperatura média é de -3,8°C e à noite, as temperaturas caem para uma mínima média de -6,1°C.

No entanto, na região sul de Kherson, a temperatura média de Janeiro é significativamente mais alta: -0,9°C. A mínima média é de -3.7°C.

Isso significa que nas linhas de frente no nordeste da Ucrânia, as temperaturas podem cair o suficiente para que o solo congele.

No entanto, nas linhas de frente perto da região de Kherson, a neve e a chuva do inverno podem transformar o solo em lama.

Como vai o inverno afectar as tropas?

O solo lamacento e a neve profunda dificultarão a movimentação rápida das tropas e seus veículos.

Isto coloca as tropas da Ucrânia em desvantagem, diz Forbes Mackenzie, director executivo dos Serviços de Inteligência Mackenzie, porque impede que elas avancem rapidamente.

“Os ucranianos vão querer um inverno frio e rigoroso com solo congelado para que possam continuar a manobrar rapidamente e flanquear as forças russas”, diz ele. “No entanto, os russos vão querer um inverno quente e húmido que deixará os ucranianos atolados.”

Um grande problema para a Ucrânia e a Rússia será manter suas forças abastecidas. “As tropas precisam de mais comida no inverno e mais combustível para se aquecer”, diz Ben Barry, membro do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

“No entanto, ambos os lados estão acostumados ao clima frio, e seus equipamentos foram projectados para o frio, de modo que o clima de inverno não impedirá completamente que suas tropas se enfrentem”, diz ele.

Como o inverno afectará o combate?

Muitos especialistas militares acreditam que durante o inverno, tanto os militares russos quanto os ucranianos se concentrarão mais em ataques de artilharia do que em ataques terrestres.

“No inverno, é mais difícil entregar mantimentos e as tropas ficam mais vulneráveis ​​à escassez”, diz Marina Miron, pesquisadora de Defesa do King’s College London.

“Ambos os lados usarão artilharia de longo alcance e drones para atacar linhas e depósitos de mantimentos, com o objectivo de esgotar os recursos dos rivais.”

No entanto, tempestades e neve podem afectar a capacidade de cada lado de detectar alvos de artilharia, a menos que estejam usando equipamentos infravermelhos.

As forças armadas ucranianas e russas dependem demais dos drones, e muitos deles estão equipados com câmaras básicas.

A Rússia atacará civis na Ucrânia no inverno?

A Rússia já lançou vários ataques a áreas residenciais e instalações civis, como centrais de energia e instalações hidráulicas.

Orysia Lutsevych, directora do Fórum da Ucrânia do instituto Chatham House, diz que essa estratégia deve continuar durante o inverno.

“Os civis esperam ataques contínuos à infra-estrutura, principalmente para privá-los de calor”, diz. “Agora as pessoas estão a acumular combustível, como lenha, e a comprar estufas. Os hospitais estão a comprar os seus próprios geradores.”

A estratégia da Rússia está agora nas mãos do general Sergei Surovikin, o recém-nomeado comandante-chefe das forças que lutam na Ucrânia.

Surovikin é conhecido como “General Armageddon” devido ao estilo “mão de ferro” com que comandou operações na Síria.

O seu objectivo talvez seja causar um colapso no moral da população ucraniana, diz Miron.

“A Rússia acredita que se as pessoas congelarem e se desesperarem, elas podem rebelar-se contra o governo”, diz ele. No entanto, diz Lutsevych, a Ucrânia está relativamente bem preparada para o inverno. “As instalações de armazenamento de gás estão cheias e têm grandes suprimentos de combustível como o diesel”, diz ele.

“As pessoas percebem que a Rússia não está a ganhar a guerra e que, se conseguirem passar o inverno, poderão ter mais sucesso contra a Rússia na primavera.”

ZAP // BBC
17 Novembro, 2022



 

766: Putin exclui críticos da sua liderança do Conselho de Direitos Humanos do Kremlin

DITADURAS/CRÍTICOS/EXPULSÃO/ACTIVISTAS

O Presidente russo, Vladimir Putin, afastou do Conselho de Direitos Humanos ligado ao Kremlin vários activistas considerados críticos da sua liderança, e substitui-os por figuras do seu círculo de confiança.

Putin assinou um decreto presidencial, esta quarta-feira, em que exclui deste órgão, entre outros, Igor Kaliapin, ex-chefe do Comité contra a Tortura, uma das mais respeitadas organizações de direitos humanos da Rússia, e o jornalista e historiador Nikolai Svanidze.

“Nas novas condições, há outras figuras que se tornam líderes da opinião pública”, disse o porta-voz presidencial, Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa diária.

Segundo Peskov, os novos membros do Conselho “podem representar melhor a sociedade civil”.

Entretanto, figuras próximas do Kremlin (Presidência russa) foram incluídas no Conselho, como é o caso de membros da Frente Popular (liderada por Putin) e do movimento Free Donbass, professores universitários ou o correspondente de guerra do jornal Komsomolskaya Pravda, Alexander Kots, que ganhou popularidade durante a recente retirada russa da região ucraniana de Kherson.

Nos últimos anos, Putin manteve num nível mínimo a presença de activistas da oposição no Conselho de Direitos Humanos, uma tendência que se agravou desde o início da invasão da Ucrânia por tropas russas, em 24 de Fevereiro.

Na semana passada, o Presidente russo aprovou uma nova política estatal de defesa dos valores tradicionais contra a “ideologia ocidental destrutiva”.

Putin considera que uma das vantagens do exílio de opositores e dissidentes desde o início da intervenção militar russa em solo ucraniano é a “purificação” da sociedade russa de pessoas que partilham valores ocidentais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Novembro 2022 — 13:36



 

765: Ucrânia: Pelo menos quatro mortos após ataques russos em várias localidades

UCRÂNIA/ATAQUES/MORTOS

Várias explosões foram ouvidas no norte da Península da Crimeia, território ucraniano ocupado pela Rússia, enquanto Odessa foi atingida por mísseis russos.

© STRINGER / AFP

Pelo menos quatro pessoas morreram esta quinta-feira em ataques das forças russas a várias regiões da Ucrânia, disseram as autoridades locais, acrescentando que foram atingidas infra-estruturas de energia, prédios residenciais e uma área industrial.

Cerca de uma dezena de pessoas ficaram feridas nos ataques, acrescentaram.

As sirenes de ataque aéreo soaram em toda a Ucrânia ao início do dia. Em Kiev, a administração militar da cidade referiu que as defesas aéreas derrubaram pelo menos dois mísseis de cruzeiro e cinco drones de fabricação iraniana.

Com as forças do Kremlin no terreno a serem repelidas, a Rússia tem recorrido cada vez mais nas últimas semanas a ataques aéreos direccionados à infra-estrutura de energia e outros alvos civis em várias partes da Ucrânia.

As defesas aéreas ucranianas nesta semana parecem ter tido taxas muito mais altas de abates bem-sucedidos do que durante os ataques anteriores ocorridos no mês passado, segundo analistas.

A melhoria resulta em parte dos sistemas de defesa aérea fornecidos pelo Ocidente, entretanto, alguns mísseis e drones ainda conseguem passar pela defesa ucraniana.

Valentyn Reznichenko, governador da região leste de Dnipropetrovsk, disse que um grande incêndio eclodiu em Dnipro depois de os ataques na cidade atingirem um alvo industrial. Oito pessoas ficaram feridas, disse o responsável, incluindo uma jovem de 15 anos.

Um ataque russo que atingiu um prédio residencial matou pelo menos quatro pessoas durante a madrugada em Vilnia, na região de Zaporijia. As equipas de resgate estavam a vasculhar os escombros em busca de outras vítimas, de acordo com Kyrylo Tymoshenko, um alto funcionário do gabinete presidencial ucraniano.

Os ataques russos também atingiram a região de Odessa, no sul da Ucrânia, e a cidade de Dnipro pela primeira vez em semanas.

Uma infra-estrutura foi atingida na região de Odessa, disse o governador Maksym Marchenko na rede social Telegram, alertando sobre a ameaça de um “enorme dilúvio de mísseis em todo o território da Ucrânia”.

Várias explosões também foram relatadas em Dnipro, onde dois alvos da infra-estrutura local foram danificados e pelo menos uma pessoa ficou ferida, de acordo com Kyrylo Tymoshenko.

Autoridades das regiões de Poltava, Kharkiv, Khmelnytskyi e Rivne pediram aos moradores que ficassem nos abrigos antiaéreos.

Este ataque de após um outro na terça-feira, que também resultou na queda de um míssil na Polónia e provocou duas mortes.

A Rússia tem visado cada vez mais a rede eléctrica da Ucrânia à medida que se aproxima o inverno. Os ataques mais recentes ocorrem após dias de euforia na Ucrânia provocada por um dos seus maiores sucessos militares — a retoma na semana passada da cidade de Kherson, no sul do país.

O chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Andriy Yermak, chamou os ataques a alvos de energia de “tácticas ingénuas de perdedores covardes”, numa publicação feita esta quinta-feira na rede social Telegram.

“A Ucrânia já resistiu a ataques extremamente difíceis do inimigo, que não levaram aos resultados que os covardes russos esperavam”, escreveu Yermak, pedindo aos ucranianos que não ignorem as sirenes de ataque aéreo.

Por outro lado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou uma extensão do acordo dos cereais por quatro meses para garantir a entrega segura de exportação de cereais, alimentos e fertilizantes da Ucrânia através do Mar Negro poucos dias antes deste pacto expirar.

Guterres disse em comunicado que as Nações Unidas também estão “totalmente comprometidas” em remover os obstáculos que impedem a exportação de alimentos e fertilizantes da Rússia, que é um dos dois acordos firmados entre os dois países e a Turquia em Julho.

Os acordos assinados em Istambul visam ajudar a reduzir os preços dos alimentos e fertilizantes e evitar uma crise global de alimentos.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chamou a extensão do acordo de grãos de “uma decisão fundamental na luta global contra a crise alimentar”.

Não houve confirmação imediata do acordo pela Rússia.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Novembro 2022 — 10:38



 

764: Kiev queria arrastar NATO para conflito com incidente na Polónia, afirmam analistas russos

– Existe muita coisa neste episódio do míssil caído na Polónia que não bate certo. E esta acusação a Zelensky é gravíssima a ser verdade.
01.- Seria o Zelensky tão estúpido para disparar um míssil para a Polónia para envolver a NATO no conflito provocado pelos russonazis, sabendo ele que hoje é fácil saber-se as origens das munições?
02.- Vladimir Skatchko, jornalista e historiador ucraniano, convidado do programa televisivo do Primeiro Canal “Grande Jogo”, consagrado à análise dos acontecimentos do dia, aventou que o míssil que atingiu solo polaco seria de um modelo ultrapassado dos tempos da União Soviética. Este diz que o míssil é um modelo ultrapassado dos tempos da união soviética;
03.- Vladimir Soloviv, comentador, disse ironicamente que: “Até que enfim a Ucrânia entrou na NATO, ainda que só com um míssil e em território polaco”, acrescentando ter “pena dos dois polacos que perderam a vida”, e, invocando a 2ª Guerra Mundial, lembrou que “muitos outros polacos morreram às mãos do regime nazi”. A mesma acusação que os russonazis fazem aos ucranianos;
04.- “Olga Skabeeva, popular apresentadora do programa “60 Minutos”, que passa quotidianamente no canal “Rússia 1”, sublinhou que, “enquanto vozes da razão de alguns países dizem que nada se deve afirmar antes de uma investigação pormenorizada, Zelensky investigou tudo numa noite e concluiu que o míssil foi disparado por forças russas”.
Segundo a apresentadora russa, os “fragmentos deixados pela explosão no local indicam tratar-se de um míssil ucraniano C-300″.”
Esta apresentadora diz que o míssil é um ucraniano c-300 enquanto o outro diz que é um míssil ultrapassado dos tempos da união soviética.
O melhor é ficar aguardando, se é que vai ser identificado o míssil, pelas conclusões do assunto.

POLÓNIA/UCRÂNIA/MÍSSIL/SUPOSIÇÕES/CULPAS

Vladimir Skatchko, jornalista e historiador ucraniano, convidado do programa televisivo do Primeiro Canal “Grande Jogo”, consagrado à análise dos acontecimentos do dia, aventou que o míssil que atingiu solo polaco seria de um modelo ultrapassado dos tempos da União Soviética

Kiev queria arrastar NATO para conflito com incidente na Polónia, afirmam analistas russos © Ukrinform

A Ucrânia terá premeditado o disparo do míssil que atingiu a Polónia na terça-feira, para arrastar a NATO para o conflito, disseram esta quarta-feira vários analistas e comentadores russos.

Vladimir Skatchko, jornalista e historiador ucraniano, convidado do programa televisivo do Primeiro Canal “Grande Jogo”, consagrado à análise dos acontecimentos do dia, aventou que o míssil que atingiu solo polaco seria de um modelo ultrapassado dos tempos da União Soviética.

“As forças ucranianas continuam a utilizar armamento soviético tecnicamente ultrapassado. Os mísseis mais modernos destroem-se no ar quando vão falhar o alvo, o que não aconteceu com este, que se abateu numa zona agrícola e explodiu”, disse Skatchko.

Ainda segundo Skatchko, “tratou-se de uma provocação da Ucrânia, com o fim de intensificar ainda mais o conflito e assim continuar a receber do Ocidente ajuda em armas e dinheiro, sem os quais o regime [do Presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky não sobreviverá”.

No mesmo programa, Vitali Kisseliov, perito militar, coronel da auto-proclamada República Popular de Lugansk, afirmou “tratar-se claramente de uma provocação previamente organizada”, sugerindo que as duas vítimas mortais resultaram de um erro de planeamento.

O míssil que se abateu sobre solo polaco fez recear um envolvimento da NATO no conflito, pelo facto de a Polónia estar abrangida pelo compromisso de defesa colectivo da Aliança atlântica.

A Rússia negou ter disparado o míssil sobre uma povoação polaca perto da fronteira com a Ucrânia, que na terça-feira provocou dois mortos numa localidade perto da fronteira com a Ucrânia, enquanto Varsóvia admitiu ser “altamente provável” que se tratasse de um projéctil antiaéreo ucraniano.

Ainda esta tarde, a Casa Banca considerou que “nada contradiz” a tese pela qual o míssil que caiu na Polónia era proveniente da defesa ucraniana, apesar de atribuir as “últimas responsabilidades” à Rússia devido à invasão da Ucrânia.

Contudo, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reafirmou hoje que o míssil era russo.

Também hoje, e numa alusão à intenção ucraniana de aderir à Aliança Atlântica, o conhecido comentador Vladimir Soloviov, ironizou ao abrir o seu programa diário: “Até que enfim a Ucrânia entrou na NATO, ainda que só com um míssil e em território polaco”.

Mais adiante, Soloviov disse ter “pena dos dois polacos que perderam a vida”, e, invocando a 2ª Guerra Mundial, lembrou que “muitos outros polacos morreram às mãos do regime nazi”.

Olga Skabeeva, popular apresentadora do programa “60 Minutos”, que passa quotidianamente no canal “Rússia 1”, sublinhou que, “enquanto vozes da razão de alguns países dizem que nada se deve afirmar antes de uma investigação pormenorizada, Zelensky investigou tudo numa noite e concluiu que o míssil foi disparado por forças russas”.

Segundo a apresentadora, os “fragmentos deixados pela explosão no local indicam tratar-se de um míssil ucraniano C-300”.

O objectivo do presidente ucraniano, referiu, seria “arrastar a Rússia para um confronto militar directo com a NATO”, mas nem “Washington, nem Bruxelas quiseram desencadear uma guerra mundial por causa de um tractor, duas vítimas e um depósito de cereais de uma aldeia polaca”.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

MSN Notícias
Expresso Expresso
Lusa
16.11.2022 às 21:13



 

763: Como um míssil na Polónia está a afastar Zelensky da NATO

– Antes de estar confirmado se o míssil é ou não da defesa anti-aérea ucraniana ou directamente dos russonazis ☠️卐☠️, há que investigar com a participação de técnicos ucranianos que são os mais directamente interessados neste esclarecimento. E se for verdade que o míssil é proveniente dos russonazis ☠️卐☠️, estão com medo de activar o artigo 5º. da NATO? É importante não esquecer que os russonazis ☠️卐☠️ estão a utilizar mísseis fora da competência para que foram fabricados devido ao esgotamento dos seus stocks. E estes mísseis não têm a precisão dos tais “especiais” com que eles destroem estruturas e assassinam civis inocentes.

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

UCRÂNIA/POLÓNIA/MÍSSIL/INVESTIGAÇÃO

A queda de um míssil na Polónia está, pela primeira vez, a isolar Zelensky do Ocidente. O líder ucraniano defende que a Rússia está por trás do ataque.

Oleg Petrasyuk / EPAO Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky

Duas pessoas morreram esta terça-feira após um míssil russo ter atingido uma zona agrícola polaca na vila de Przewodów, que fica perto da fronteira com a Ucrânia.

Inicialmente, o Presidente da Polónia, Andrzej Duda, sublinhou que não havia “provas conclusivas” da autoria do disparo do míssil. Contudo, adiantou que era “altamente provável” que Varsóvia pedisse a activação do Artigo 4.º da NATO — o passo anterior ao Artigo 5.º.

O Artigo 5.º da NATO dita que um ataque armado contra um ou vários países signatários do Tratado do Atlântico Norte é considerado um ataque contra todos.

Mais tarde, Andrzej Duda informou que o míssil que atingiu o seu território era ucraniano. Foi “provavelmente um incidente infeliz”, disse o líder polaco. O país optou, assim, por não accionar o Artigo 4º.

A NATO corroborou a posição da Polónia, considerando que o caso terá sido acidental e provavelmente era um míssil pertencente ao sistema ucraniano de defesa antiaérea.

“As averiguações ainda não foram concluídas”, salientou o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, embora realce que tudo indique que se tenha tratado de um acidente.

“Não há qualquer indicação de que se trate de um ataque deliberado, nem temos indicação de que a Rússia tenha planeado qualquer acção militar ofensiva contra o território da NATO”, disse Stoltenberg, citado pelo Público.

Stoltenberg afastou o cenário de uma escalada da guerra e reiterou que a NATO não faz parte do conflito. O secretário-geral da NATO fez questão de reforçar que a Ucrânia não é culpada, visto que “tem o direito de abater os mísseis que são lançados contra as suas cidades e as suas infra-estruturas”.

É a “Rússia que tem a responsabilidade” pelas duas mortes na Polónia, “por ter causado a guerra que cria estas situações perigosas”, defende Stoltenberg.

Entretanto, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reafirmou que o míssil era russo. “O míssil não era nosso, sem qualquer dúvida”, declarou Zelensky na televisão. “Julgo que era um míssil russo”.

Ainda no mesmo dia, noutro discurso, o líder ucraniano garantiu que a posição da Ucrânia no caso da queda do míssil é “transparente”.

Zelensky apelou para que seja permitido à Ucrânia fazer parte da investigação internacional e que os seus especialistas tenham acesso aos dados e ao local onde caiu o míssil.

Enquanto isso, a Rússia negou ter disparado um míssil sobre uma povoação polaca perto da fronteira com a Ucrânia, enquanto Varsóvia admitiu ser “altamente provável” que se tratasse de um projéctil antiaéreo ucraniano.

Ainda esta tarde, a Casa Banca considerou que “nada contradiz” a tese pela qual o míssil que caiu na Polónia era proveniente da defesa ucraniana, apesar de atribuir as “últimas responsabilidades” à Rússia devido à invasão da Ucrânia.

Como escreve o Diário de Notícias, Zelensky está isolado pela primeira vez ao insistir na autoria russa do disparo.

“Aquilo de que há muito tempo avisámos aconteceu. O terror não se limita às nossas fronteiras nacionais. Já se espalhou para o território da Moldávia. E hoje [anteontem], os mísseis russos atingiram a Polónia, o território do nosso país amigo. Polónia, os estados bálticos…

É apenas uma questão de tempo até que o terror russo vá mais longe. Temos de colocar o terrorista no seu lugar!”, disse o Presidente ucraniano na sua mensagem vídeo diária.

Do seu lado estão dirigentes da Estónia e da Lituânia, que lembraram à Polónia que iriam defender cada centímetro do território da NATO.

No entanto, o apoio dos estónios e dos lituanos é insuficiente para Zelensky. Todos os líderes ocidentais parecem receosos em acusar a Rússia da autoria do disparo do míssil, numa altura em que as provas indicam o contrário.

Daniel Costa, ZAP //
17 Novembro, 2022



 

762: O Alzheimer pode ser diagnosticado antes dos primeiros sintomas aparecerem, diz novo estudo

CIÊNCIA/ESTUDOS/ALZHEIMER/DIAGNÓSTICO

A doença de Alzheimer pode ser diagnosticada mais cedo, antes de serem notados quaisquer sintomas. Esta é a conclusão a que chegou uma equipa de investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, que descobriram igualmente que é possível prever quem poderá ser afetado nos próximos anos. O estudo foi publicado recentemente na revista Nature Medicine.

(dr) baycrest.org

Tal como descreve o Interesting Engineering, existem duas proteínas ligadas à doença de Alzheimer, que são a beta-amilóide e o tau. A primeira forma uma placa no cérebro e o tau acumula-se no interior das células cerebrais. Níveis elevados destas duas proteínas, juntamente com uma deficiência cognitiva, são frequentemente o núcleo do diagnóstico da doença de Alzheimer.

A capacidade de prever quando alguém pode ser diagnosticado com a doença revela-se revolucionária. “As mudanças ocorrem no cérebro entre dez e vinte anos antes de o paciente experimentar quaisquer sintomas claros, e é apenas quando o tau começa a espalhar-se que as células nervosas morrem e a pessoa em questão experimenta os primeiros problemas cognitivos, descreveu Oskar Hansson, professor na Universidade de Lund e médico sénior de neurologia no Hospital Universitário de Skåne. “É por isso que o Alzheimer é tão difícil de diagnosticar nas suas fases iniciais”, continuou ele.

No estudo participaram 1.325 voluntários da Suécia, dos Estados Unidos, dos Países Baixos e da Austrália. Numa fase inicial, nenhum dos participantes apresentava quaisquer sinais de défice cognitivo. Os investigadores utilizaram os exames PET para verificar a presença de proteínas tau e beta-amilóide no cérebro dos participantes.

Verificou-se que as pessoas que mostraram a presença das duas proteínas apresentavam um risco muito maior de desenvolver a doença de Alzheimer em comparação com as pessoas sem as proteínas e sem alterações no seu cérebro.

Os participantes que tinham proteínas de tau e beta-amilóide presentes tinham 20 a 40 vezes mais probabilidades de estarem em risco de contrair a doença.

“Quando tanto o beta-amilóide como o tau estão presentes no cérebro, já não pode ser considerado um factor de risco, mas sim um diagnóstico“, disse Rik Ossenkoppele, o principal autor do estudo e investigador da Universidade de Lund e do Centro Médico da Universidade de Amesterdão. “Um patologista que examina amostras de um cérebro como este, diagnosticaria imediatamente o doente com Alzheimer”.

Ossenkoppele descreve as duas ideologias diferentes que os investigadores têm em relação ao diagnóstico de Alzheimer. Um grupo acredita que as pessoas não podem ser diagnosticadas com Alzheimer até ao início de uma deficiência cognitiva.

O outro grupo, no qual se considera que sim, acredita que a doença pode ser diagnosticada com base apenas em resultados biológicos e no que os investigadores são capazes de ver no cérebro a partir dos exames.

Tal como no diagnóstico de outras doenças como o cancro, Ossenkoppele acredita que a descoberta de um biomarcador para a doença de Alzheimer permitirá um diagnóstico precoce antes que a doença se torne prejudicial. “Pode, por exemplo, comparar os nossos resultados com o cancro da próstata.

Se fizer uma biopsia e encontrar células cancerosas, o diagnóstico será cancro, mesmo que a pessoa em questão ainda não tenha desenvolvido sintomas”, declarou Ossenkoppele.

A equipa de investigação espera que este estudo permita um diagnóstico mais precoce da doença de Alzheimer, e possivelmente dar aos pacientes a oportunidade de prevenir mais deficiências cognitivas com exercícios físicos, nutrição adequada, e eventualmente, um dia, retardar a doença com medicamentos.

ZAP //
17 Novembro, 2022



 

761: PCP está a ser “queimado em lume brando” e devia “corrigir” posição sobre Ucrânia

– O PZP está a ser queimado em lume brando por única e exclusiva responsabilidade dos seus dirigentes e ponto final. Porque pelos vistos e tendo em conta a sua actuação ao longo dos anos, existe subserviência à Federação Russa (antes URSS), mesmo que jurem a pés juntos que não, é falso! E depois existem os cronistas da ordem que escrevem artigos impregnados de lixívia a fim de branquearem certo tipo de situações. Tal e qual os dirigentes russonazis ☠️卐☠️ em ordem à invasão e guerra com que atacaram, invadiram e assassinam milhares de civis indefesos de todas as idades, num país soberano, a Ucrânia. Mas a Ucrânia, para os comunas tugas não existe, perfilhando a mesma ideia dos russonazis ☠️卐☠️ putineiros.

OPINIÃO

O antigo secretário-geral da CGTP Arménio Carlos defendeu que o PCP deve “corrigir” a sua posição em relação à guerra na Ucrânia.

Rodrigo Antunes / Lusa
O ex-secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos

A posição do Partido Comunista Português (PCP) em relação à guerra na Ucrânia é polémica desde o primeiro dia. Inicialmente, o PCP recusou condenar a Rússia pelo ataque à Ucrânia, embora todos os partidos já o tivessem feito.

Em Março, os comunistas votaram contra a resolução do Parlamento Europeu a condenar a invasão russa. Mais tarde, pela voz de João Oliveira, o partido acabou por reconhecer a invasão, mas acusou Volodymyr Zelensky de incorporar nazis nas Forças Armadas.

Uma série de eventos sucederam, com os comunistas a nunca serem muito incisivos na sua condenação das acções de Vladimir Putin. Em entrevista ao programa Hora da Verdade, do Público e Rádio Renascença, Arménio Carlos lamenta ver o PCP “queimar em lume brando” por não ter respondido directamente à questão sobre se houve ou não invasão da Ucrânia pela Rússia.

“Como militante de base eu tenho esta opinião, que expressei há muitos meses. Continuo a expressar, porque aquilo que eu sinto, aquilo que me dói, aquilo que me custa, é que na sociedade portuguesa, com esta situação, o Partido Comunista continua a ser queimado em lume brando.

É isso que eu não quero, porque não é isso que está na origem das posições do partido. O partido sempre foi contra a guerra, pela paz”, disse o sindicalista.

Com a chegada de Paulo Raimundo ao poder, o antigo secretário-geral da CGTP desafia até o partido a “corrigir” a sua posição.

“Acho que, neste momento, o partido só ganhará…Porque isto é assim. Quando alguma coisa não corre bem, nós também temos que dizer: não correu bem, não era aquilo que pensávamos, corrigir. Acho que o partido devia fazer isso”, aconselhou o antigo secretário-geral da CGTP.

Segundo Arménio Carlos, o partido “tem uma posição correta” sobre aquilo que levou à guerra, mas “o problema de fundo não é esse”.

“O problema de fundo é não se responder de uma forma objectiva a uma pergunta que foi feita: se houve ou não houve invasão na Ucrânia”, atirou.

Arménio Carlos salienta que, nas suas últimas intervenções, Paulo Raimundo “já deu mais algumas nuances” sobre a condenação da invasão russa.

O novo secretário-geral do PCP assumiu que a posição do partido quanto à guerra na Ucrânia é “simples e simultaneamente complexa”. Mas mantém o discurso habitual, frisando que a Rússia é um “cão atiçado” por EUA, NATO e União Europeia.

“Não há dúvida de que há uma intervenção militar russa na Ucrânia” que o PCP “não relativiza”, começa por notar Raimundo, antes de recorrer a uma história de infância para ilustrar que o Kremlin foi instigado.

“Tenho um amigo de infância e – miúdos de seis, sete anos – ele tinha um cachorrinho. Então a brincadeira que se montou – que era uma coisa completamente absurda – era três crianças que à vez atiçavam o cão.

Quando o cão vinha para morder gritavam e o cão, coitado, baixava… Esse meu amigo, que era o dono do cão, quando foi a vez dele de fazer esse movimento de atiçar o cão, o cão deu-lhe 20 e tal dentadas. Ao dono! E a pergunta é: a culpa é do cão? O cão é culpado desse ato?”, questionou Paulo Raimundo.

ZAP //
7 Novembro, 2022