859: Apoiantes de Bolsonaro pedem ajuda extraterrestre após OVNI ser avistado no Brasil

– Sem comentários… 🙂

🇧🇷 BRASIL/EXTRATERRESTRES/AJUDA

Apoiantes de Bolsonaro aparecem com bandeiras do Brasil às costas, dispostos num círculo e com telemóveis na cabeça com o intuito de serem vistos a partir do céu.

Os apoiantes de Jair Bolsonaro têm saído à rua para expressar o seu descontentamento na ressaca da vitória de Lula da Silva nas eleições de 30 de Outubro, mas no domingo foram vistos a realizar uma espécie de ritual em Porto Alegre no qual terão pedido “ajuda extraterrestre”.

“Pessoal, fui dar uma volta de bicicleta como faço sempre. Filmei essa pérola dos golpistas pedindo ajuda extraterrestre com o telemóvel na cabeça, fazendo sinais de luz e pedindo ajuda do “general”. Na esquina da minha casa”, deu conta o fotógrafo Marcelo Nunes, ao partilhar as imagens no Facebook.

No vídeo, os apoiantes de Bolsonaro aparecem com bandeiras do Brasil às costas, dispostos num círculo e com telemóveis na cabeça com o intuito de serem vistos a partir do céu. “S.O.S” e “Olha para nós, general”, referiram alguns dos participantes na iniciativa.

Esta manifestação acontece depois de nas últimas semanas terem surgido relatos de avistamentos de objectos voadores não-identificados (OVNI) no Brasil.

O mais recente caso foi reportado na noite de 8 de Novembro, quando pilotos de aviões diferentes contactaram a torre de controlo do aeroporto de Porto Alegre, no sul do país. Também nas redes sociais os relatos se multiplicam e há vários utilizadores a confirmar os avistamentos.

O primeiro relato de um avistamento surgiu no dia 22 de Outubro, quando foi vista uma “luz estranha” na zona de Santa Catarina, num voo com origem em São Paulo e destino a Porto Alegre, conforme noticiou a CNN Brasil.

As conversas entre a torre de controlo e os pilotos que se aproximavam do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, foram divulgadas por um canal de YouTube que mantém registos das comunicações do aeroporto, segundo o jornal brasileiro ​​​​​​​Estadão, que cita algumas das comunicações.

Um dos pilotos, responsável pelo voo 3406 da Latam Airlines, por exemplo, perguntou ao centro de controlo se tinham informações sobre um “objecto na posição 10 para 11 horas praticamente sobre Porto Alegre, um pouquinho ao sul”.

A resposta foi negativa, seguindo-se uma descrição do comportamento do objecto: “Umas luzes, às vezes apagam, acendem. Tem umas luzes. Por vezes, elas apagam, acendem. Às vezes são uma, às vezes são duas ou três.”

Com base no relato, a torre de controlo questiona então outro voo – 4657, da companhia aérea Azul -, que confirma o avistamento. “Estamos vendo essas luzes desde lá de Confins (Belo Horizonte). São três luzes girando em espiral entre elas, bem forte. Estavam bem mais alto que a gente”, afirmou o piloto.

Até ao momento, a origem das luzes e dos avistamentos é desconhecida e quer a Força Aérea Brasileira, quer os serviços de controlo de tráfego aéreo brasileiros, não se pronunciaram ainda.

Citada pelo Estadão, a Azul indicou que os tripulantes da companhia “seguem os mais rigorosos protocolos de segurança e que qualquer eventualidade é comunicada imediatamente ao controle de tráfego aéreo e segue para investigação das autoridades competentes”.

Diário de Notícias
DN
22 Novembro 2022 — 19:19



 

858: Ucrânia com apagões de energia até Março

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

Organização Mundial de Saúde alertou para as milhões de vidas ucranianas em risco, destacando que que o sistema de saúde do país “atravessa os seus dias mais negros”.

Sergey Dolzhenko / EPA

– Pena esta imagem não ser a de uma rua de Moscovo…

Serguei Kovalenko, director da empresa de energia Yasno, a maior a operar em Kiev, antecipou esta segunda-feira um cenário negro para os habitantes da cidade que, perante os sucessivos ataques que o país tem sofrido por parte das forças russas, terão de enfrentar apagões sucessivos talvez até Março do próximo ano.

De acordo com o responsável, milhões de pessoas poderão ficar sem electricidade ou água ao longo dos próximos meses (ou mais frios), pelo que terão que recorrer a formas alternativas para garantir o seu aquecimento.

Ainda assim, garantiu, os funcionários da empresa estão a acelerar as reparações, de forma a minimizar os impactos junto da população.

O dia de ontem ficou ainda marcado pela entrada em vigor de novas restrições relacionadas com a distribuição de electricidade, o que resultou na desconexão de mais de 950 mil clientes.

Também a empresa estatal Ukrenergo anunciou novos apagões para esta terça-feira, em linha com o que tem acontecido no país nas últimas semanas.

Perante estas limitações no aquecimento das casas e da população, a Organização Mundial de Saúde alertou para as milhões de vidas ucranianas em risco, destacando que que o sistema de saúde do país “atravessa os seus dias mais negros até ao momento”.

De acordo com Hans Kluge, director regional do organismo para a Europa, as temperaturas em algumas regiões do país podem chegar aos -20º, deixando a população “no limiar da sobrevivência“.

ZAP //
22 Novembro, 2022



 

857: Associação dos ucranianos pede à AR que reconheça Rússia como Estado patrocinador do terrorismo

UCRÂNIA/INVASÃO/GUERRA/TERRORISMO/ORCS/RUSSONAZIS ☠️卐☠️

Pedido foi feito pelo presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, que apela para que o Grupo Wagner seja reconhecido como uma “organização envolvida em actos terroristas e que sejam tomadas todas as medidas apropriadas para prevenir novos ataques” da Rússia.

Pavlo Sodakha, presidente da Associação de Ucranianos em Portugal
© Rita Chantre / Global Imagens

O presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal apelou esta terça-feira aos membros da Assembleia da República Portuguesa que reconheçam a Rússia como “um Estado patrocinador do terrorismo internacional” e que sejam tomadas medidas para prevenir novos ataques.

Em comunicado, Pavlo Sadokha pede também ao presidente da Assembleia da República e aos líderes dos Grupos parlamentares que reconheçam igualmente o Grupo Wagner como uma “organização envolvida em actos terroristas e que sejam tomadas todas as medidas apropriadas para prevenir novos ataques terroristas da Rússia contra a Ucrânia e outros países”.

Na segunda-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já tinha feito um apelo aos parlamentos de todos os países da NATO para declararem a Rússia um “estado terrorista” e pediu mais sistemas de defesa aéreos e anti-mísseis.

Na nota, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal destaca que a “adopção da presente resolução seria um passo importante em direcção ao apoio diplomático à Ucrânia, aos seus cidadãos e à restauração da justiça”.

Pavlo Sadokha lembra que desde o início da “agressão armada” em Fevereiro de 2014, a “Federação Russa tem usado tácticas de terror contra a população civil, como o bombardeio indiscriminado de cidades e vilas, o uso de munições proibidas, execuções sumárias para limpeza étnica, detenções arbitrárias, violência sexual, sequestros, deportação forçada e ataques contra civis”.

O presidente da Associação destaca igualmente que “alguns dos principais executores dos ataques terroristas contra a população civil iniciados pelo Estado russo são redes militares privadas de mercenários, em destaque entre as quais o Grupo Wagner”.

“Atribuir à Rússia o estatuto de Estado patrocinador do terrorismo internacional teria um papel crucial no fortalecimento das sanções, no isolamento económico, financeiro e diplomático da Rússia e na subsequente incapacidade da Rússia de financiar a brutal guerra contra a Ucrânia”, é sublinhado na nota.

Para Pavlo Sadokha reconhecer a Rússia como “Estado patrocinador do terrorismo” seria “um forte sinal na opinião pública, desencorajando qualquer apoio público, político e económico” por parte de outros Estados, organizações e negócios comerciais com a Rússia ou “auxiliando-o em esquemas de evasão de sanções”.

Na segunda-feira o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defendeu, numa intervenção por videoconferência na 68.ª sessão anual da Assembleia Parlamentar da NATO, em Madrid, que a Rússia está a levar a cabo uma “política genocida” na Ucrânia, que tem como alvos a população civil ou infra-estruturas energéticas e de fornecimento de água, com efeitos similares aos das armas de destruição maciça.

O presidente ucraniano pediu, por isso, aos parlamentos dos 30 países da NATO que declarem a Rússia como “estado terrorista”, à semelhança do que já fizeram Letónia, Lituânia, Estónia, Polónia e República Checa.

Zelensky pediu também a manutenção e reforço das sanções à Rússia por causa “do terror” que está a provocar aos ucranianos, e ajuda para “aumentar a protecção” da Ucrânia, nomeadamente, mais sistemas de defesa área e anti-míssil, “em quantidade e qualidade suficientes”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Novembro 2022 — 07:50



 

856: Autoridades ucranianas fazem buscas em mosteiro da Igreja Ortodoxa em Kiev

UCRÂNIA/KIEV/IGREJA ORTODOXA

Buscas tiveram como objectivo evitar que o mosteiro fosse utilizado como um “centro do mundo russo” ou um abrigo para “grupos de sabotagem”. Kremlin fala no capítulo mais recente da “guerra” de Kiev contra a igreja ortodoxa russa.

Histórico mosteiro ortodoxo em Kiev foi alvo de buscas
Foto EPA/UKRAINIAN SECURITY SERVICE

Os serviços secretos da Ucrânia (SBU) anunciaram esta terça-feira que foram realizadas buscas num histórico mosteiro ortodoxo em Kiev devido à suspeita de ligações com agentes russos. O Kremlin já reagiu ao considerar as buscas como sendo parte do capítulo mais recente da “guerra” de Kiev contra a igreja ortodoxa russa.

Localizado ao sul do centro da cidade, o Pechersk Lavra de Kiev, do século XI, é um Património Mundial da UNESCO e é a sede de um ramo da Igreja Ortodoxa da Ucrânia que estava anteriormente sob a jurisdição de Moscovo.

Foto EPA/UKRAINIAN SECURITY SERVICE

Cortou relações com a Rússia logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Os serviços secretos ucranianos afirmaram, em comunicado, que foram realizadas “medidas de contra-espionagem” que fazem parte do trabalho para “combater as actividades subversivas dos serviços de segurança russos na Ucrânia”.

Foto EPA/UKRAINIAN SECURITY SERVICE

As buscas tiveram como objectivo evitar que o mosteiro fosse utilizado como um “centro do ‘mundo russo'”, um abrigo para “grupos de sabotagem”, de inteligência e para cidadãos estrangeiros e um armazém de armas, acrescentou o comunicado.

No início da terça-feira, um carro da polícia estava estacionado em frente ao mosteiro, com as cúpulas douradas brilhantes cobertas de neve, relatou um jornalista da AFP.

Policiais armados foram vistos a realizar verificações de identidade e revistar as malas dos fiéis antes de os deixar entrar no Pechersk Lavra de Kiev.

“A Ucrânia está em guerra há muito tempo com a Igreja Ortodoxa Russa”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas. “Podemos ver isto como mais um elo na cadeia destas acções militares contra a ortodoxia russa.”

Um porta-voz da Igreja Ortodoxa Russa classificou as buscas como sendo um “ato de intimidação” contra os fiéis ucranianos. “Oramos pelos nossos companheiros crentes… que estão a tornar-se vítimas da ilegalidade e pedimos a todas as pessoas solidárias que façam o possível para impedir esta perseguição”, disse Vladimir Legoyda nas redes sociais.

A SBU avançou ainda que “as medidas de segurança” foram realizadas na terça-feira em dois outros mosteiros e na diocese na região de Rivne, no noroeste da Ucrânia.

Diário de Notícias
DN/AFP
22 Novembro 2022 — 13:38



 

Ucrânia detém ‘traidor’ que libertou prisioneiros de Kherson

UCRÂNIA/KHERSON/PRISIONEIROS RUSSONAZIS ☠️卐☠️

O guarda prisional terá deixado os presos russos fugir antes da retirada do exército russo e fingido que não sabia o que se estava a passar. O homem enfrenta agora uma pena de prisão perpétua.

Os vestígios de um míssil russo numa vila na região de Kherson.
© EPA/OLEG PETRASYUK

Investigadores ucranianos disseram esta terça-feira que um guarda da prisão na cidade recentemente libertada de Kherson é suspeito de cometer traição por libertar prisioneiros antes da retirada do exército russo.

No dia 11 de Novembro, o exército russo retirou as suas forças da cidade de Kherson, no sul, num grande revés numa das regiões que o presidente Vladimir Putin afirmou ter anexado.

Na terça-feira, o State Bureau of Investigation (SBI) da Ucrânia disse que um oficial encarregado da segurança numa prisão local colaborou com as forças russas e permitiu que os presos fugissem antes da retirada da Rússia.

“O SBI deteve um traidor da prisão de Kherson, que libertou prisioneiros antes da libertação da cidade”, afirmou em comunicado. “No dia em que Kherson foi libertada dos ocupantes, o funcionário da prisão fingiu não perceber a fuga dos presos e não tomou nenhuma providência para impedi-la.” Ele próprio não teve tempo de escapar e foi detido, acrescentou o SBI.

O ex-funcionário é suspeito de cometer o crime de traição ao Estado e pode receber uma pena de prisão perpétua.

Na semana passada, a Ucrânia disse ter detido um militar russo a vestir roupas civis na cidade de Kherson recapturada, que fingia ser um local, mas depois admitiu ser um soldado profissional.

Autoridades ucranianas e testemunhas dizem que as tropas russas deixaram um rasto de miséria e destruição após a retirada de Kherson.

Na segunda-feira, as autoridades de Kiev disseram que quatro locais de tortura russos foram descobertos na cidade.

Diário de Notícias
DN/AFP
22 Novembro 2022 — 13:17



 

854: O infame Infantino

“… No fundo, em linguagem simples, o que acontece é que a FIFA manda e nós obedecemos. E quando digo nós, somos nós todos – cada um individualmente”.

ERRADO…!!! Ná… em mim a FIFA não manda um chavelho! Já deixei de gostar de futebol desde que este se tornou num negócio de negreiros, mercenários e escravos endinheirados. Não usam correntes e grilhetas agarrados aos pés, mas são comprados e vendidos no mercado futeboleiro como os antigos escravos.

OPINIÃO

Gianni Infantino dirige uma das mais poderosas corporações do mundo, que não passa, no entanto, do ponto de vista do direito, de uma associação privada de federações de futebol.

A FIFA detém um poder supranacional, que tem força que muitos governos, sem qualquer escrutínio democrático e público, com uma política de opacidade, imposição e impunidade sem paralelo.

(Há uma outra, semelhante, a UEFA, mas esse tema fica para outros dias). A FIFA pratica um regime semelhante ao de uma ditadura musculada, opressiva e feudal.

Há algo de errado na ordem mundial quando a FIFA decreta sanções, proíbe actos de liberdade individual de jogadores ou adeptos, ameaça federações de futebol suas associadas que, essas sim por serem de “interesse público”, representam países soberanos, com a exclusão de competições internacionais ou castigos desportivos ou financeiros.

E, pasme-se, mesmo os países ocidentais mais “avançados” e, por isso, mais fortes, acabam por acatar as decisões da UEFA, recuando em intenções firmes e proclamações já anunciadas.

Todas as federações que queriam usar a braçadeira arco-íris neste mundial para chamar a atenção dos direitos das mulheres, dos homossexuais e das minorias, foram ameaçadas e cederam.

Cederam de forma cobarde e medrosa. Recuaram, com medo de enfrentar “a FIFA”, essa organização que tudo decide, tudo pode e tudo manda.

A ideia de que futebol e política não se misturam, o “conceito” de que quem joga ou assiste ao mais popular desporto do mundo tem de se abstrair do contexto em que vive em nome do mais importante acontecimento desportivo do mundo, não só não serve, como, repito, castra a liberdade individual de atletas e espectadores.

No fundo, em linguagem simples, o que acontece é que a FIFA manda e nós obedecemos. E quando digo nós, somos nós todos – cada um individualmente, as selecções enquanto grupo e as federações de futebol dos países que o permitem.

A força do negócio, do dinheiro, dos patrocínios, de tudo o que está fora das quatro linhas é hoje muito mais importante para a FIFA do que a essência do futebol e o que fez dele o jogo mais apreciado do mundo – a célebre máxima são onze contra onze e a bola é redonda e que ganhe o melhor.

Não quero, agora, escalpelizar porque é que este mundial é no Qatar, como foi lá parar e porque é que os indignados só se lembraram da indignação a semanas da abertura do torneio.

Se, na verdade, as federações de futebol tivessem bolas que não apenas as de futebol, teriam tomado posições conjuntas, afrontado o poder da FIFA, recusado participar na prova e, no limite, assumir que deixavam fugir a oportunidade de ganhar um troféu.

E seriam decisões em nome da dignidade, dos direitos humanos, da decência e da igualdade. Mas deveriam tê-lo feito logo em 2010, quando a escolha foi feita. Não agora, depois de seis – ou quinze, conforme as fontes – mil trabalhadores mortos na construção de estádios.

Infantino sente-se “qatari”, “árabe”, “gay” e envergonhado pelas lições que os povos europeus querem dar a outros povos, sem olhar para os “três mil anos” (?) de opressão dos europeus sobre “os outros povos”.

Além de não saber de história, também parece não ter a mínima noção de que a sociedade está a mudar, de que o que há 20 anos era “admitido” hoje já não é tolerado e que uma sociedade livre, justa e igual implica o empenho de todos, sobretudo dos poderosos e, mais do que isso, dos poderosos que lideram uma federação que tem o impacto que tem a nível global.

Queremos ver Ronaldo, Messi e outros atletas que nos deslumbram e fazem sonhar. Vamos gritar pelas nossas selecções, que são parte de nós; mas, senhor Infantino, depois de todas as infâmias que disse e que permitiu, faça-nos o favor de se ir embora.

E, já agora, talvez este seja o momento em que faz sentido repensar toda a FIFA. Ou acabar com ela e construir algo novo. Que não seja uma ditadura feudal.

Jornalista

Diário de Notícias
Pedro Cruz
22 Novembro 2022 — 00:15



 

853: A pátria de chuteiras

OPINIÃO

Aos 25 minutos já perdíamos por 3-0. Alguns chorávamos, e já nesse tempo a culpa era do treinador – aquele momento virginal em que, como agora, vem ao de cima o Fernando Santos que há em nós.

O meu primeiro foi também o de Portugal, selecção estreante naquele Mundial. Oito golos, um jogo para a eternidade. A malta do bairro trouxe banquinhos de casa e, no cruzamento de três ruas onde o dono da tasca tinha virado para fora o aparelho de tubos catódicos, juntou-se o arraial à volta da única televisão que havia na vizinhança. A preto e branco e um só canal.

Guardo cada nome e cada rosto, e não me esqueço daqueles 11 cromos que um certo dirigente político me ficou a dever no jogo do abafa. Talvez um dia lhos cobre.

Diante de José Pereira, na baliza, jogávamos em 4-2-4: Morais, Vicente, Alexandre Batista e Hilário, na defesa; Jaime Graça e Mário Coluna na linha média; e aquele mágico quarteto de ataque com José Augusto, Simões, Torres e Eusébio.

Atordoados por uns norte-coreanos que corriam como lebres e que ninguém antes vira jogar, era preciso reverter a humilhação. Assim: nos 34 minutos seguintes, Eusébio fez um, dois, três, quatro golos de talento e superação, e José Augusto ainda teve tempo de marcar um quinto, de cabeça.

Caímos apenas nas meias-finais, honrosamente perante os ingleses, inventores do futebol, com um bis de Bobby Charlton.

Cada fã tem a sua própria história, e são estas vivências de menino que fazem o fascínio de um campeonato mundial. Não é preciso conhecer as leis da física para saber que a bola pincha.

Mas não deixa de ser maravilhoso como, por uns dias, descobrimos que este jogo, mais do que os Capacetes Azuis das Nações Unidas, consegue fazer respeitar à escala global um mesmo código legal: países ricos e países pobres, de distintos continentes, culturas e religiões, por vezes até em conflito, aceitam jogar sob as mesmas regras e compreendem que alguém, de apito na boca e que não conhecem de lado nenhum, as faça cumprir. Tomara António Guterres!

Sim, este Mundial-2022 é no Qatar, coisa decidida há 12 anos de forma pouco limpa por uma quadrilha de dirigentes que aliás foram afastados por corrupção. Mas é também disto que vive o maior espectáculo.

É o primeiro Mundial no Médio Oriente, o primeiro que se organiza num país árabe, num lugar do Golfo Pérsico com pouco mais de dois milhões e meio de habitantes, a maioria deles imigrantes, erguido no deserto sobre uma das maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo.

Ali, onde há défice de liberdade e de alguns dos mais básicos direitos humanos, sobra dinheiro para que o país se mostre ao mundo, pagando caro e querendo que o mundo o aceite tal como é.

A operação que os ingleses baptizaram de sportwashing, ou seja, a tentativa de usar o desporto para limpar a imagem de um país ou de um governo nem sempre funciona e, por vezes, tem até efeitos contrários.

Debaixo do fogo das críticas estão todos quantos aceitaram emprestar a sua imagem para branquear o evento. E anda meio mundo político a debater o modo de se meter no atoleiro sem sair enlameado.

Por estes dias, o Qatar enche-se de nacionalismos futebolísticos e os gritos de golo, golo, golo! hão de abafar a perseguição homofóbica, a situação das mulheres e a exploração do trabalho daqueles milhares de imigrantes que construíram os oito estádios climatizados, gigantescos parques de diversões onde até pela televisão também se podem exorcizar os caseiros casos de Odemira e quejandos.

E se há quase sempre política no futebol, há pelo menos algumas lições que este jogo ensina a todos: no futebol como na política, não há homens providenciais, e alguns dos melhores saem vencidos do seu pedestal. Porque, neste jogo, a equipa é sempre mais importante que o maestro.

Jornalista

Diário de Notícias
Afonso Camões
22 Novembro 2022 — 00:19



 

852: Polónia afasta Ucrânia de investigação a explosão de míssil

– Porque será que a Ucrânia não pode participar na investigação do míssil caído na Polónia? Se calhar porque o Zelensky tem razão e a Polónia e a NATO acobardaram-se e não querem retirar as consequências do artº. 5º.? Dá para começar a não acreditar em algumas “coisas” que vão acontecendo nesta guerra. Há “estórias” muito mal contadas…

POLÓNIA/MÍSSIL/INVESTIGAÇÃO/UCRÂNIA DE FORA

A justiça polaca anunciou, esta segunda-feira, que Kiev ficará fora da investigação à explosão de um míssil na localidade de Przewodow, na Polónia e a cerca de dez quilómetros da fronteira com a Ucrânia.

Polónia afasta Ucrânia de investigação a explosão de míssil © Evgeniy Maloletka/AP

De acordo com o Kyiv Independent, a procuradoria polaca fez saber que não concorda com a participação do lado ucraniano.

“Não existe essa possibilidade legal e seria contra os procedimentos, já para não referir o interesse da investigação, na qual todas as possíveis versões são examinadas, incluindo a de que pode ter sido um míssil da defesa aérea ucraniana a cair”, adiantou fonte citadas pelo meio ucraniano.

Após o impacto do míssil antiaéreo na povoação polaca, que aconteceu no passado dia 15 e provocou a morte de duas pessoas, o Presidente ucraniano veio a público assegurar que o projéctil foi lançado pela Rússia, mas investigações posteriores indicam que poderá tratar-se de um míssil disparado pelas forças ucranianas e que se desviou da rota.

Entretanto, o Governo alemão anunciou hoje que disponibilizou-se para fornecer à Polónia um sistema de defesa antiaérea Patriot, depois da queda de um míssil em território polaco, que matou duas pessoas na semana passada.

“Oferecemo-nos para ajudar a Polónia a manter seguro o seu espaço aéreo com os nossos Eurofighter (aviões) e sistemas de defesa aérea Patriot, disse a ministra alemã da Defesa, Christine Lambrecht, numa entrevista ao diário Rheinische Post.

A Alemanha já se tinha oferecido à Polónia para a apoiar com patrulhas aéreas. “Congratulo-me com a proposta alemã”, respondeu o ministro da Defesa polaco, Mariusz Blaszczak, no Twitter, sobre o sistema de mísseis terra-ar Patriot, de fabrico norte-americano.

“Na minha conversa telefónica com as autoridades alemãs hoje vou propor que o sistema seja estacionado perto da fronteira com a Ucrânia”, acrescentou.

Unidades antiaéreas Patriot alemãs já estão destacadas na Eslováquia. Berlim pretende mantê-las lá “até ao final de 2023 e potencialmente até mais”, avançou também hoje a ministra da Defesa alemã.

MSN Notícias
SIC Notícias SIC Notícias
21.11.2022 16:46



 

851: Telescópio Webb revela o nascimento de galáxias, como o Universo se tornou transparente

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/JAMES WEBB/UNIVERSO

Duas das galáxias mais distantes vistas até à data podem ser vistas nestas imagens Webb das regiões exteriores do gigantesco enxame de galáxias Abell 2744. As galáxias não estão dentro do enxame, mas muitos milhares de milhões de anos-luz atrás dele.
A galáxia apresentada na imagem no centro superior é extraída da imagem à esquerda. Existiu apenas 450 milhões de anos após o Big Bang.
A galáxia apresentada na imagem no centro inferior é extraída da imagem à direita. Existiu 350 milhões de anos após o Big Bang.
Ambas as galáxias são vistas muito perto do Big Bang que ocorreu há 13,8 mil milhões de anos. Estas galáxias são minúsculas em comparação com a nossa Via Láctea, tendo apenas uma fracção do seu tamanho, mesmo até a galáxia inesperadamente alongada vista na imagem do centro superior.
Crédito: NASA, ESA, CSA, T. Treu (UCLA)

Um estudo liderado pela UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles), e publicado numa edição especial da revista The Astrophysical Journal, relata que as primeiras galáxias eram bolas de fogo cósmicas que convertiam gás em estrelas a velocidades estonteantes e em toda a sua extensão.

A investigação, baseada em dados do Telescópio Espacial James Webb, é o primeiro estudo sobre a forma e estrutura dessas galáxias. Mostra que não eram nada como as galáxias actuais em que a formação estelar está confinada a pequenas regiões, tais como na direcção da constelação de Orionte na nossa própria Galáxia, a Via Láctea.

“Estamos a ver galáxias formarem novas estrelas a um ritmo electrizante”, disse Tommaso Treu, o autor principal do estudo, professor de física e astronomia da UCLA.

“A incrível resolução do Webb permite-nos estudar estas galáxias com detalhes sem precedentes e vemos toda esta formação estelar a ocorrer dentro das regiões destas galáxias”.

Treu dirige o projecto GLASS-JWST, pertencendo ao programa ERS (Early Release Science) do Webb, cujos primeiros resultados são o tema da edição especial da revista.

Outro estudo conduzido pela UCLA, presente na edição, descobriu que as galáxias que se formaram logo após o Big Bang – em menos de mil milhões de anos – poderiam ter começado a queimar os restos de hidrogénio absorvente de fotões, dando luz a um Universo escuro.

“Até os nossos melhores telescópios tiveram dificuldade em confirmar as distâncias destas galáxias, por isso não sabíamos se tornavam o Universo transparente ou não”, disse Guido Roberts-Borsani, investigador pós-doutorado da UCLA e líder do estudo.

“O Webb está a mostrar-nos que não só consegue fazer o trabalho, como também o faz com uma facilidade surpreendente. Muda completamente o jogo”.

Estas descobertas são duas de muitas descobertas de tirar o fôlego por astrofísicos que estão entre os primeiros a espreitar através de uma janela para o passado, janela esta recentemente aberta pelo Webb.

O Webb é o maior telescópio infravermelho [próximo] no espaço e a sua notável resolução fornece uma visão sem paralelo de objectos tão distantes que a sua luz demora milhares de milhões de anos a chegar à Terra.

Embora estes objectos já tenham envelhecido, só a luz dos seus primeiros momentos teve tempo suficiente para viajar através do Universo e para acabar nos detectores do Webb.

Como resultado, não só o Webb funciona como uma espécie de máquina do tempo – levando os cientistas de volta ao período pouco depois do Big Bang – como as imagens que está a produzir tornaram-se um álbum de família, com instantâneos de galáxias e estrelas infantis.

O GLASS-JWST foi um dos 13 projectos ERS seleccionados em 2017 pela NASA para produzir rapidamente conjuntos de dados acessíveis ao público e para demonstrar e testar as capacidades dos instrumentos do Webb.

O projecto visa compreender como e quando a luz das primeiras galáxias “queimou” através do nevoeiro de hidrogénio deixado para trás pelo Big Bang – um fenómeno e período de tempo chamado Época da Reionização – e como o gás e elementos pesados estão distribuídos dentro e à volta das galáxias ao longo do tempo cósmico.

Treu e Roberts-Borsani usam três dos inovadores instrumentos do Webb, dedicado ao infravermelho próximo, para fazer medições detalhadas de galáxias distantes no Universo primitivo.

A Época da Reionização é um período que continua a ser mal compreendido pelos cientistas. Até agora, os investigadores não tinham os instrumentos infravermelhos extremamente sensíveis necessários para observar galáxias que existiam na altura.

Antes da reionização cósmica, o Universo primitivo permaneceu desprovido de luz porque os fotões ultravioletas das estrelas iniciais eram absorvidos pelos átomos de hidrogénio que saturavam o espaço.

Os cientistas pensam que, algures nos primeiros mil milhões de anos do Universo, a radiação emitida pelas primeiras galáxias e possivelmente pelos primeiros buracos negros fez com que os átomos de hidrogénio perdessem electrões, ou ionizassem, impedindo que os fotões se “colassem” a eles e abrindo um caminho para que os fotões viajassem através do espaço.

À medida que as galáxias começaram a ionizar bolhas cada vez maiores, o Universo tornou-se transparente e a luz pôde viajar livremente, como hoje acontece, permitindo-nos ver uma brilhante copa de estrelas e galáxias todas as noites.

A descoberta de Roberts-Borsani de que as galáxias se formaram mais depressa e mais cedo do que se pensava anteriormente poderá confirmar que foram as culpadas da reionização cósmica.

O estudo também confirma as distâncias de duas das galáxias mais distantes conhecidas, utilizando uma nova técnica que permite aos astrónomos sondar o início da reionização cósmica.

Astronomia On-line
22 de Novembro de 2022



 

Os misteriosos filamentos da Via Láctea têm “primos mais velhos e distantes”

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/VIA LÁCTEA/FÍSICA/ASTROFÍSICA

Os filamentos magnéticos em grande escala “derramam” para baixo a partir do jacto de um buraco negro, localizado numa galáxia membro de um distante enxame.
Crédito: Rudnick e colaboradores, 2022

O astrofísico Farhad Zadeh, da Universidade Northwestern, tem tido um grande interesse e fascínio por uma família de filamentos magnéticos em grande escala e altamente organizados, situados no centro da Via Láctea, desde que os descobriu no início da década de 1980.

Agora, quarenta anos depois, Zadeh permanece igualmente fascinado – mas talvez um pouco menos intrigado.

Com uma nova descoberta de filamentos semelhantes, mas situados noutras galáxias, Zadeh e seus colaboradores introduziram, pela primeira vez, duas explicações possíveis para as origens desconhecidas dos filamentos.

Num novo artigo científico, publicado no início deste mês na revista The Astrophysical Journal Letters, Zadeh e os seus co-autores propõem que os filamentos podem resultar de uma interacção entre vento e nuvens em grande escala ou podem surgir de turbulência dentro de um campo magnético fraco.

“Nós já sabemos muito sobre os filamentos no nosso próprio Centro Galáctico, e agora os filamentos nas outras galáxias começam a aparecer como uma nova população de filamentos extra-galácticos”, disse Zadeh. “Os mecanismos físicos subjacentes a ambas as populações de filamentos são semelhantes, apesar dos ambientes serem muito diferentes.

Os objectos fazem parte da mesma família, mas os filamentos fora da Via Láctea são primos mais velhos e distantes – primos mesmo muito distantes (no tempo e no espaço)”.

Perito em radioastronomia, Zadeh é professor de física e astronomia na Faculdade Weinberg de Artes e Ciências da Universidade Northwestern e membro do CIERA (Center for Interdisciplinary Exploration and Research in Astrophysics).

“Algo universal está a acontecer”

Os primeiros filamentos que Zadeh descobriu estendem-se até 150 anos-luz de comprimento, elevando-se perto do buraco negro central da Via Láctea. No início deste ano, Zadeh adicionou mais quase 1000 filamentos à sua colecção de observações.

Nesse lote, os filamentos uni-dimensionais aparecem aos pares e agrupados, muitas vezes empilhados e igualmente espaçados, lado a lado como cordas numa harpa ou de lado como ondulações individuais numa cascata.

Usando observações de radiotelescópios, Zadeh descobriu que os filamentos mistificantes são constituídos por electrões de raios cósmicos que giram ao longo de um campo magnético a uma velocidade próxima da velocidade da luz.

Embora Zadeh esteja a montar o puzzle da sua composição, ainda se perguntava de onde vinham. Quando os astrónomos descobriram uma nova população para lá da nossa própria Galáxia, isso forneceu novas oportunidades para investigar os processos físicos no espaço que rodeia os filamentos.

Os filamentos recentemente descobertos residem dentro de um enxame de galáxias, um emaranhado concentrado de milhares de galáxias localizado a mil milhões de anos-luz da Terra.

Algumas das galáxias dentro do enxame são radio-galáxias activas, que parecem ser terreno fértil para a formação de filamentos magnéticos em grande escala. Quando Zadeh viu pela primeira vez estes filamentos recentemente descobertos, ficou espantado.

“Depois de estudar filamentos no nosso próprio Centro Galáctico durante todos estes anos, fiquei extremamente entusiasmado por ver estas estruturas tremendamente belas”, disse. “Como encontrámos estes filamentos noutras partes do Universo, isso indica que algo universal está a acontecer”.

Gigantes galácticos

Embora a nova população de filamentos pareça semelhante à da nossa Via Láctea, existem algumas diferenças fundamentais. Os filamentos fora da Via Láctea, por exemplo, são muito maiores – entre 100 a 10.000 vezes mais longos. São também muito mais antigos e os seus campos magnéticos são mais fracos.

A maioria deles estão curiosamente “pendurados” – num ângulo de 90º – começando nos jactos de um buraco negro no vasto nada do meio intra-enxame, ou no espaço entre as galáxias do enxame.

Mas a população recentemente descoberta tem a mesma relação comprimento/largura que os filamentos da Via Láctea. E ambas as populações parecem transportar energia através dos mesmos mecanismos. Mais perto do jacto, os electrões dos filamentos são mais energéticos, mas perdem energia à medida que se deslocam mais para baixo no filamento.

Embora o jacto do buraco negro possa fornecer as partículas essenciais necessárias para criar um filamento, algo desconhecido deve estar a acelerar estas partículas ao longo de espantosas distâncias.

“Alguns deles têm tamanhos incríveis, até 200 quiloparsecs”, disse Zadeh. “Isto é cerca de quatro ou cinco vezes o tamanho de toda a nossa Via Láctea. O notável é que os seus electrões permanecem juntos numa escala tão longa.

Se um electrão viajasse à velocidade da luz ao longo do comprimento do filamento, demoraria 700.000 anos. E eles não viajam à velocidade da luz”.

Possibilidades promissoras

No novo artigo científico, Zadeh e colaboradores teorizam que a origem dos filamentos poderá ser uma simples interacção entre o vento galáctico e um obstáculo, tal como uma nuvem. À medida que o vento envolve o obstáculo, cria uma cauda semelhante à de um cometa por trás dele.

“O vento vem do movimento da própria galáxia à medida que gira”, explicou Zadeh. “É como quando se coloca a janela fora de um carro em movimento. Não há vento lá fora, mas sente-se o ar a mover-se.

Quando a galáxia se move, cria vento que pode estar a empurrar através de locais onde as partículas dos raios cósmicos estão bastante soltas. Varre o material e cria uma estrutura filamentar”.

As simulações, contudo, fornecem outra possibilidade viável. Quando os investigadores simularam um meio activo e turbulento, materializaram-se longas estruturas filamentares. À medida que as radio-galáxias se movem, explicou Zadeh, a gravidade pode afectar o meio e agitá-lo.

O meio forma então turbilhões. Após o fraco campo magnético envolver estes turbilhões, pode ser esticado, dobrado e amplificado – eventualmente tornando-se filamentos alongados com um forte campo magnético.

Embora ainda permaneçam muitas questões por responder, Zadeh fica maravilhado com as novas descobertas.

“Todos estes filamentos para lá da nossa Galáxia são muito antigos. São quase de uma época diferente do nosso Universo e no entanto sinalizam aos habitantes da Via Láctea que existe uma origem comum para a formação dos filamentos. Penso que existe uma origem comum para a formação dos filamentos. Penso que isto é notável”, disse o astrofísico Farhad Zadeh.

Astronomia On-line
22 de Novembro de 2022