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285: Alunos russos vão aprender a matar com granadas e Kalashnikovs

 

– Treino de novos recrutas terroristas assassinos russonazis para serem ensinados a matar! É esta a desnazificação que este Estado terrorista, assassino e altamente perigoso para a Humanidade, a começar pelos psicopatas russonazis  do kremlin precisa com a maior urgência! Enquanto na Alemanha nazi de Hitler existiu a Juventude Hitleriana (Hitlerjugend), na rússia nazi vai existir novamente, como anteriormente existiu na união zoviética e terminado em 1993, a juventude nazi putinofantoche. Enquanto estas Bestas do Leste estiverem no poder, não existirá paz no Mundo porque a seguir à Ucrânia outras “conquistas” imperialistas nazis   surgirão!

🇺🇦 A UCRÂNIA É DOS UCRANIANOS 🇺🇦

NÃO É DOS RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

A UCRÂNIA FOI INVADIDA POR TROPAS E MERCENÁRIOS

RUSSONAZIS

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

RUSSONAZIS // ADOLESCENTES // FORMAÇÃO DE NOVOS ASSASSINOS

Intenções anunciadas no ano passado vão mesmo acontecer: os alunos russos vão ter treino militar no ensino secundário e superior. Pentágono pode autorizar envio de F-16 para Kiev.

O novo programa escolar do Ensino Secundário russo, que deverá começar a 1 de Setembro deste ano, passará a incluir – garantem os Serviços Secretos Militares britânicos, que dizem ter tido acesso detalhado aos planos, anunciados em Novembro, do Ministério russo da Educação – “treino com armas de assalto da série AK e granadas de mão, exercícios militares básicos, uso de equipamento de protecção pessoal e saudações militares”.

É, dizem os britânicos, uma “evocação da União Soviética” e um regresso a um programa escolar que tinha terminado em 1993. O módulo militar é semelhante ao já anunciado também para os estudantes do Ensino Superior.

Em Novembro, o ministro da Educação da Rússia tinha garantido que os alunos russos voltariam a ter treino militar nas escolas a partir de Setembro de 2023.

Nessa altura, os britânicos afirmaram que o módulo militar ensinaria a disparar uma Kalashnikov, primeiros socorros e a saber o que fazer em caso de ataque químico ou nuclear.

Pentágono pressionado?

O site Politico garante que sim. A notícia refere, citando fontes sob anonimato, que um “contingente de oficiais militares está discretamente a pressionar o Pentágono para que aprove o envio de caças F-16 para a Ucrânia”.

O objectivo é conseguir travar mais eficazmente os ataques de mísseis e drones russos agora que já foi aprovado o envio dos cerca de 100 tanques pesados Leopard 2, de fabrico alemão, e os Abrams, de fabrico norte-americano, juntamente com os veículos Bradley e Marder prometidos e os Patriot.

Se, como dizem as fontes citadas, a Ucrânia se prepara para uma nova ofensiva, na primavera, para reconquistar território, o envio dos aviões de combate F-16 será “essencial”, para além de mais 300 a 400 tanques.

No sábado, Mykhailo Podolyak, assessor de Zelensky, garantia haver conversações entre os aliados ocidentais para acelerar a entrega de mísseis de longo alcance e de aeronaves militares, mas, sublinhou também, que alguns dos parceiros ocidentais da Ucrânia mantinham uma atitude “conservadora” em relação à entrega destas armas, “devido ao medo de mudanças na arquitectura internacional”.

Não fechar as portas

O chanceler alemão Olaf Scholz disse este domingo que quer manter aberta a linha de comunicação com o presidente russo Vladimir Putin. Em declarações ao jornal alemão Tagesspiegel de Berlim, Scholz disse que iria “voltar a falar ao telefone com Putin, porque é necessário [falar]uns com os outros”.

– Este chanceler alemão quer dar-se bem com deus e com o diabo. É pena que a Alemanha haja com esta “suavidade” com um Estado terrorista nazi assassino!

As conversações tidas até ao momento, garante o chanceler alemão, não são em “tom indelicado”, mas Putin mantém a posição “inaceitável” de incorporar à força partes da Ucrânia na Rússia.

Scholz acrescentou que nessas conversas se discutem também problemas específicos, tais como a exportação de cereais ucranianos ou a segurança da central nuclear de Zaporíjia, apesar de regressarem “sempre à questão central” da guerra e de como sair da actual situação.

Para Scholz, cabe a Putin retirar as tropas da Ucrânia e pôr fim a uma guerra “terrivelmente absurda” que já destruiu “centenas de milhares de vidas”.

Diário de Notícias
Artur Cassiano
29 Janeiro 2023 — 19:14

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284: Ataques da artilharia russa contra Kherson matam três civis e fere outros cinco

 

– Estes russonazis  terroristas assassinos que propagandearam que os ucranianos bombardearam um hospital em Lugansk onde morreram 14 pessoas e agora? Não propagandeiam o bombardeamento nazi a este hospital em Kherson onde mataram 3 civis e feriram outros cinco, fora muitos outros hospitais anteriormente bombardeados, além de residências civis, lares, creches, escolas, infra-estruturas civis? Ainda existe gente que continua a acreditar na propaganda destes nazis  russos? FDS! Vãol todos à 💩💩💩.

🇷🇺 A RÚSSIA ☠️卐☠️ É UM ESTADO PÁRIA, TERRORISTA, ASSASSINO, LADRÃO, GENOCIDA, VIOLADOR 🇷🇺

🇺🇦 A UCRÂNIA É DOS UCRANIANOS 🇺🇦,
NÃO É DOS RUSSONAZIS
🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

Os ataques da artilharia russa também danificaram uma série de infra-estruturas civis, como o Hospital Clínico Regional de Kherson – onde uma enfermeira foi ferida -, uma escola, uma via rodoviária, um posto de correio e um banco, além de vários edifícios residenciais.

© EPA/RUSSIAN DEFENCE MINISTRY PRESS SERVICE HANDOUT

As autoridades ucranianas revelaram que os ataques da artilharia russa contra a cidade de Kherson, sul do país, causaram, durante o dia deste domingo, a morte de pelo menos três civis, noticiou a agência EFE.

“Neste momento, estamos cientes de que, até ao momento, há oito vítimas dos ataques russos: três pessoas morreram e cinco ficaram feridas com gravidade variável”, disse a administração militar de Kherson na rede Telegram.

Os feridos receberam atendimento médico e um deles permanece em estado grave, acrescentou a mesma fonte.

Os ataques da artilharia russa também danificaram uma série de infra-estruturas civis, como o Hospital Clínico Regional de Kherson – onde uma enfermeira foi ferida -, uma escola, uma via rodoviária, um posto do correio e um banco, além de vários edifícios residenciais.

A cidade de Kherson, capital da região com o mesmo nome e tomada pelas forças russas em Março do ano passado, foi reconquistada pelo exército ucraniano em 11 de Novembro.

Desde então, está sob fogo da artilharia russa, que se retirou para a margem direita do rio Dnieper.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Janeiro 2023 — 16:31

O anti-Cristo chegou à Terra




 

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283: Às armas. Pacifistas juntam-se à tendência de investimento na defesa

 

INTERNACIONAL // CORRIDA AO ARMAMENTO

Japão e Alemanha, em resposta à China e à Rússia, revertem décadas de políticas de secundarização das forças de segurança e de defesa motivadas pelo expansionismo que desembocou na Segunda Guerra. Tóquio e Berlim validam máxima do chanceler Bismarck: “A diplomacia sem armas é como uma orquestra sem instrumentos”.

Miniatura de um tanque soviético T-80BV. Indiferente às sanções económicas, Vladimir Putin diz não haver restrições de financiamento aos militares.
© NATALIA KOLESNIKOVA/AFP

Há coisa de 11 meses, dias depois de Vladimir Putin ter dado ordem para a “desmilitarização” e “desnazificação” da Ucrânia, o chanceler alemão proferia um discurso no parlamento sobre os “tempos de mudança” (Zeitenwende) e no qual anunciou cem mil milhões de euros para reequipar o exército.

O Japão, outro país que carrega o peso do militarismo associado a um regime totalitário, respondeu ao fortalecimento militar da China (e à contínua ameaça da Coreia do Norte) com uma nova estratégia de segurança nacional e um orçamento a condizer.

Não por acaso, Zeitenwende foi a palavra de 2022 para os alemães e os monges japoneses do templo de Kioymizu escolheram como ideograma do ano o que significa batalha ou guerra.

Estes são os exemplos de maior simbolismo e que implicam movimentos tectónicos nas respectivas sociedades. Porém, da América do Norte ao Extremo Oriente está em curso, se não uma corrida ao armamento, pelo menos um movimento de investimento militar, que não foi desencadeado com a invasão russa, antes ganha novas dimensões.

Em 2021, os gastos combinados das forças armadas ultrapassaram os 2,1 biliões de dólares, um crescimento de 0,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior e um máximo de sempre, segundo contabilidade do Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI). E a tendência é para agravar.

A ascensão da China a potência militar desencadeou uma resposta musculada dos Estados Unidos e do Japão, mas também da Índia, cujos cidadãos veem agora Pequim como a maior ameaça militar e não o arqui-inimigo Paquistão.

O país que mais gasta em defesa, os Estados Unidos, tem um orçamento para 2023 de 858 mil milhões, um aumento de oito pontos percentuais. O seu grande rival económico, a China, aprovou para 2022 um orçamento de 229 mil milhões de dólares, um aumento de 7,1 pontos percentuais.

A desaceleração económica – o produto interno bruto cresceu 3% em 2022, o valor mais baixo desde 1976 se excluirmos 2020, marcado pela pandemia – trará um dilema aos decisores do regime comunista, que por norma fazem acompanhar o crescimento orçamental militar a par do económico.

Nos últimos meses, e em particular depois da visita da então presidente da Câmara dos Representantes dos EUA Nancy Pelosi a Taiwan, Pequim respondeu com uma agressividade inédita.

As demonstrações de poderio militar chinês sucederam-se no estreito de Formosa ou na zona de identificação aérea e o líder chinês Xi Jinping não excluiu o uso da força para tomar a ilha, ao que o presidente norte-americano Joe Biden disse que as forças do seu país apoiariam Taipé.

O contratorpedeiro de mísseis guiados INS Mormugao é o segundo da sua classe da Marinha indiana, construído em Mazagão. O seu nome presta homenagem ao porto de Mormugão, em Goa.
© THOMAS KIENZLE / AFP

A fechar o pódio dos mais gastadores em defesa (e o maior importador de armamento) está a Índia. A maior democracia do mundo, que historicamente olha com desconfiança para o Paquistão, está agora mais preocupada com a China.

É o que revela uma sondagem recente, segundo analisa a Foreign Policy: 43% dos inquiridos veem em Pequim a maior ameaça, e 22% em Washington, ficando Islamabade a par de Moscovo, com 13% de respostas.

A Índia é o país que mais armas adquiriu no estrangeiro entre 2017 e 2021, 11% do bolo total. O PM Modi quer a indústria indiana a produzir tudo e cancelou compras de aviões e helicópteros, mas peritos avisam que o país pode ficar sem equipamento suficiente.

O que leva a estes resultados explica-se em parte com as recentes disputas fronteiriças, ao que não ajudará o facto de a linha ao longo de mais de 3400 quilómetros entre ambos os países não estar definida – o problema que levou à guerra de 1962 e que terminou com uma vitória chinesa.

Por outro lado, Nova Deli vê com preocupação a presença crescente da marinha chinesa no Índico, enquanto Pequim se prepara para ter um terceiro porta-aviões.

A China, uma vez mais, é também o factor decisivo para a viragem histórica do Japão. Nos últimos anos, o primeiro ultrapassou o segundo na vice-liderança económica enquanto os orçamentos militares também acompanharam essa expansão.

Sete décadas de pacifismo não chegam ao fim no papel, uma vez que a Constituição não foi objecto de mudança e mantém-se o princípio de umas forças de defesa e sem recurso a armas nucleares.

Artigo 9.º A Constituição japonesa estipula que “renuncia para sempre à guerra como um direito soberano da nação e à ameaça ou uso da força como meio de resolução de disputas internacionais”.

No entanto, a aprovação da nova estratégia de segurança nacional, que premeia o esforço de anos de Shinzo Abe, o ex-líder japonês assassinado no ano passado, aponta o dedo a Pequim: “um inédito e maior desafio estratégico” para a paz e a segurança do Japão e da região.

Em concreto, Tóquio vê com preocupação as actividades militares chinesas em redor das ilhas Senkaku, que a RPC reclama suas (bem como Taiwan) e o lançamento de mísseis balísticos que caíram em águas próximas do Japão.

O PM japonês Fumio Kishida e o presidente norte-americano Joe Biden na Casa Branca.
© EPA/JIM LO SCALZO

O governo de Fumio Kishida apresentou o orçamento da defesa de 2023 para um recorde de 55 mil milhões de dólares, mais 20% que no ano anterior. Além disso planeia quase duplicar o orçamento dentro de cinco anos.

As prioridades passam por melhorar a cibersegurança e os serviços de informações, e pela aquisição de centenas de mísseis de cruzeiro Tomahawk, que podem ser instalados nos navios e ter capacidade para atingir locais de lançamento de mísseis, seja na China, seja na Coreia do Norte, uma permanente ameaça à paz na região.

500 Tomahawk. Entre outros investimentos, o plano japonês a cinco anos passa pela aquisição de meio milhar de mísseis de longo alcance Tomahawk, de fabrico norte-americano.No final do período, o país deverá ter o terceiro maior orçamento em defesa.

O norte-coreano Kim Jong Un quer um “aumento exponencial” do arsenal de armas nucleares do país já nos próximos meses, e Pyongyang está a construir uma frota de lança-foguetes móveis de grandes dimensões com a capacidade de atingir qualquer ponto do Sul com uma ogiva nuclear.

A febre atómica do ditador pode traduzir-se em até 300 armas nucleares nos próximos anos.

A reacção de Seul não se fez esperar e, pela primeira vez, o presidente Yoon Suk Yeol sugeriu a entrada no clube nuclear, enquanto afirmou que o caminho para prevenir ataques passa por ter uma capacidade para “ripostar cem vezes ou mil vezes mais”.

Contas feitas, o orçamento da defesa para 2023 sofre um aumento de 4,6% em relação a 2022 e situa-se nos 42 mil milhões de dólares.

A Rússia, na sequência do ataque lançado em larga escala à Ucrânia, viu-se na obrigação de rever em alta o orçamento da defesa, que é agora de 84 mil milhões de dólares.

Vladimir Putin, que disse não haver “restrições de financiamento” para os militares, planeia gastar um total de 600 mil milhões de dólares na defesa nacional, segurança e ordem pública entre 2022 e 2025.

O chanceler Scholz, de visita às instalações da empresa Hensoldt, observa um sistema de vigilância.
© THOMAS KIENZLE / AFP

A Alemanha, que desde a reunificação apostou no desenvolvimento de relações económicas com a Rússia como um factor de mudança pró-ocidental, ou pelo menos de estabilidade, em especial com os gasodutos Nord Stream, acordou para a realidade e o chanceler Olaf Scholz denunciou o “imperialismo” de Putin.

Anunciou também um pacote de cem mil milhões de euros para investir em equipamento militar e em cumprir de então em diante, o compromisso de reservar o equivalente a 2% do PIB em despesas de defesa.

67% de apoio. Segundo sondagem publicada em Junho no portal T-online, dois terços dos alemães aprovam o pacote de cem mil milhões para equipar o exército, mas as regiões orientais mostram-se divididas.

Mas é mais fácil de dizer do que fazer num país que carrega às costas o passado nazi, ao que se juntam repetidos escândalos de neonazis infiltrados nas forças armadas.

A isto acrescente-se uma burocracia tão extensa como o nome do departamento responsável pela aquisição (Gabinete Federal de Equipamento, Tecnologias de Informação e Apoio ao Serviço do Exército). Uma encomenda de um artigo como uma mochila tem de passar por 12 repartições, segundo revela a NPR.

Um funcionário da empresa construtora dos tanques Leopard, KMW, diz que nem um euro foi encomendado, o que ajudará a explicar porque nem o orçamento anual de 50 mil milhões foi gasto na totalidade (300 milhões a menos) e que, em consequência, o objectivo de atingir 2% do PIB esteja muito longe de alcançar.

Na sexta-feira, o novo ministro da Defesa, Boris Pistorius, mostrou que quer agitar as águas: disse que o processo de aquisição tem de ser mais rápido, é da opinião que os cem mil milhões não chegam para as encomendas, nem o orçamento.

Na base aérea de Mont-de-Marsan, o presidente Macron anunciou que o orçamento da Defesa vai aumentar em um terço em sete anos.
© EPA/Bob Edme/POOL

O par de Berlim na construção europeia pós-guerra, Paris, não é indiferente aos desafios da Rússia. E estes não se restringem ao continente europeu.

Em África, o presidente Macron anunciou o fim da operação Barkhane, de combate aos grupos jihadistas, com os mercenários russos a preencherem o vazio.

Mais concentradas na Europa, as forças armadas francesas vão receber mais de 400 mil milhões de euros para o período 2024-2030, um aumento de 30% em relação ao período em vigor.

“Depois de repararmos as forças armadas, vamos transformá-las”, prometeu o líder francês, apostando na rapidez de acção e no incremento da força, em paralelo com um maior investimento nas defesas aéreas, na cibersegurança e nos serviços de informações militares.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
29 Janeiro 2023 — 00:12



 

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Jornalistas revelam conversa privada de Viktor Orbán: “Ucrânia não pode vencer nem com a ajuda ocidental”

 

– E para terminar a minha intervenção neste Blogue, nesta data, nada como denunciar – o que é demais sabido por muita gente -, da posição política deste ultra-fascista húngaro pró-russonazi  que, pasme-se, pertence à ONU e tem vetado sanções aos seus amigos russonazis terroristas psicopatas assassinos!

🇭🇺 HUNGRIA // ORBÁN //  AMIZADES RUSSONAZIS

O primeiro-ministro da Hungria terá dito a um grupo de jornalistas estrangeiros que a Rússia vai ganhar a guerra e que poderá usar armas nucleares de forma “táctica”: “Não é loucura dizer que haverá em breve soldados da NATO a lutar na Ucrânia”

Viktor Orbán defende que é impossível a Rússia perder a guerra © Thierry Monasse/Getty Images

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, terá comentado à porta fechada com um grupo de jornalistas que os russos começam as guerras de forma débil, mas acabam por corrigir os erros e tornam-se imparáveis, escreve o site 444.hu.

Orbán concluiria que os esforços dos ucranianos são, assim, em vão, porque, a longo prazo, a “Ucrânia não pode vencer nem com a ajuda ocidental”.

Os comentários chegaram a Kiev onde o Governo chamou o embaixador húngaro para que respondesse pela opinião do seu chefe de Governo, e porque sustenta ele que Moscovo quer transformar a Ucrânia num monte de destroços ingovernável.

O representante húngaro tinha ainda de responder porque é que o primeiro-ministro húngaro comparava a Ucrânia, com um dos melhores exércitos do mundo, ao Afeganistão e porque chama à Ucrânia “terra de ninguém”.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano declarou as asserções de Orbán como “completamente inaceitáveis” e perniciosas para a relação entre os dois países.

O 444.hu escreve que Viktor Orbán acrescentou nessa altura que “é impossível a Rússia perder” e que, “o no caso de um golpe de Estado seria ainda pior porque só alguém pior pode suceder a Putin”.

Moscovo pode usar armas nucleares “tácticas” na Ucrânia

Num encontro com jornalistas estrangeiros no Castelo de Buda, Viktor Orbán explicou no sábado passado o ponto de vista do seu Governo sobre vários assuntos.

“Estamos em apuros”, terá dito, de acordo com a mesma fonte, referindo que a esperada ofensiva de primavera da Rússia obrigará a NATO a decidir entrar ou não fisicamente em guerra.

Orbán disse que os americanos não pensam nisso, porém cresce o número de países europeus que o pensam, escreve a rtl.hu. Donde não é loucura dizer que dentro em breve haverá soldados da NATO a lutar na Ucrânia, terá sustentado Orbán. Na opinião do PM húngaro, não será de excluir o uso de armas nucleares tácticas pela Rússia.

MSN Notícias
Expresso
29.01.2023

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281: Adolescente russa enfrenta pena de prisão por criticar invasão da Ucrânia

 

RUSSONAZIS // DITADURA NAZI //
🇺🇦 UCRÂNIA

A jovem de 19 anos está detida em prisão domiciliária.

© Reprodução/Twitter

Olesya Krivtsova, uma adolescente russa de 19 anos, residente na região de Arkhangelsk, encontra-se a aguardar julgamento em prisão domiciliária após ter sido acusada de desacreditar o Exército da Rússia e de ter justificado o terrorismo por criticar a invasão russa da Ucrânia.

Segundo a CNN Internacional, a jovem, estudante universitária, foi também adicionada à lista de terroristas e extremistas da Rússia, na qual se incluem membros do Estado Islâmico, Al Qaeda e talibãs.

Em causa está uma publicação na rede social Instagram sobre a explosão da ponte da Crimeia, ocorrida em Outubro, onde também criticou a Rússia, e a republicação de um texto de um crítica na guerra numa conversa entre estudantes na rede social social VK.

Em declarações à CNN Internacional, a mãe de Olesya, Natalya Krivtsova, afirmou que o Kremlin está a usar a filha como exemplo. “Vivemos na região de Arkhangelsk, é uma região vasta, mas demasiado afastada do centro. Já não há protestos em Arkhangelsk, por isso estão a tentar estrangular tudo o que resta na fase inicial”, afirmou.

Os problemas de Olesya com as autoridades russas começaram em maio, quando enfrentou acusações administrativas por distribuir cartazes anti-guerra, mas tornaram-se mais graves com as publicações nas redes sociais.

“Ela tem um elevado sentido de justiça, o que torna a sua vida difícil. A incapacidade de permanecer em silêncio é agora um grande pecado na Federação Russa”, declarou a mãe.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objectivo, segundo Vladimir Putin, de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que cerca de sete mil civis morreram e mais de 11 mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
29/01/23 11:43
por Notícias ao Minuto

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280: Antiviral com origem na pimenta é eficaz contra diferentes variantes de SARS-CoV-2

 

SAÚDE PÚBLICA // COVID-19 // ANTIVIRAL

O composto antiviral para o tratamento da infecção por SARS-CoV-2 agora descoberto é eficaz para diferentes variantes do vírus.

NIAID-RML

Uma equipa de investigadores descobriu que o composto piperlongumina (PL), que se encontra em algumas variedades de pimenta, tem um efeito antiviral potente no tratamento da infecção por SARS-CoV-2 em ratinhos.

O estudo, liderado por Gonçalo Bernardes, investigador principal no Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM) e Professor Catedrático na Cambridge University, foi publicado recentemente na revista ACS Central Science.

“Verificámos que a PL atrasa a progressão da doença e reduz a inflamação pulmonar num modelo de ratinhos que mimetiza a infecção por SARS-CoV-2″, diz o autor principal do estudo, citado pela EurekAlert.

“A ação deste composto no organismo, que já foi estudado no tratamento do cancro, induz uma resposta de stress nas células do próprio organismo. No nosso trabalho vimos que a resposta induzida pelo composto é selectiva para as células infectadas”, explica o investigador.

“Isto é bastante vantajoso porque ao actuar sobre as células infectadas pelo vírus e não sobre o vírus em si, a PL torna-se um potencial tratamento antiviral que pode ser eficaz nas variantes de SARS-CoV-2 futuras ou mesmo em vírus diferentes”, continua a explicar Gonçalo Bernardes.

Gonçalo Bernardes, investigador do iMM e autor principal do estudo

Os investigadores testaram o tratamento com PL em ratos infectados com as variantes alfa, delta e omicron do vírus SARS-CoV-2 e o tratamento é capaz de reduzir a quantidade de vírus nas infecções pelas três variantes diferentes.

Com a intenção de compreender a relevância deste composto como tratamento, o efeito da PL foi comparado com a plitidepsina, um antiviral administrado por via subcutânea que já é conhecido por reduzir a carga viral na infecção por SARS-CoV-2.

“No caso da PL fomos capazes de administrar por via intra-nasal, que se acredita ser uma melhor via de administração nos casos de SARS-CoV-2 uma vez que mucosa nasal é frequentemente o local primário de infecção”, acrescenta Cong Tang, primeira autora do estudo e investigadora no laboratório do Gonçalo Bernardes.

“Demonstrámos não só que a administração intra-nasal de PL não é tóxica, como também que o tratamento é mais eficaz em relação à plitidepsina, um antiviral potente que está actualmente a ser testado em ensaios clínicos em humanos”, acrescenta a investigadora.

Embora a descoberta de vacinas tenha contribuído de forma determinante para o controlo da pandemia da SARS-CoV-2, é essencial continuar a encontrar e desenvolver tratamentos, especialmente porque ao longo do tempo o vírus continua a adaptar-se ao novo hospedeiro.

O composto estudado neste trabalho – a piperlongumina – pode ser particularmente relevante como antiviral uma vez que exerce a sua acção nas células do hospedeiro, em vez de actuar no vírus.

Isto faz da PL um potencial tratamento eficiente nas próximas variantes da SARS-CoV-2 e mesmo em surtos de infecções causadas por outros vírus.

ZAP //
29 Janeiro, 2023



 

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279: Anisaquiose (e não só): novo estudo da UP alerta para riscos de comer peixe cru

 

🇵🇹 SAÚDE PÚBLICA // PEIXE CRU // PERIGOS

Comer peixe é um hábito saudável, mas pode ter consequências na saúde humana, nomeadamente pelo perigo de infecção de parasitas se o peixe for consumido cru ou mal cozinhado.

mujitra / Flickr

Uma equipa composta por investigadores do Laboratório de Patologia Animal do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e do Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), publicou recentemente um artigo na revista científica Food Control, da editora ELSEVIER, no qual alerta para os perigos associados ao consumo de peixe cru.

Actualmente, Portugal continua a ser um dos maiores consumidores de peixe a nível mundial, com um consumo médio anual de 60 kg por habitantes, comparado com uma média de 27 kg por habitantes na União Europeia.

No entanto, esse hábito saudável pode ter consequências na saúde humana, nomeadamente pelo perigo de infecção de parasitas se o peixe for consumido cru ou mal cozinhado.

A anisaquiose é um exemplo de doença causada pela ingestão de peixe cru. Provocada pelo parasita Anisakis, é mais frequente em países asiáticos, em particular o Japão, e em comunidades piscatórias europeias e sul americanas.

As manifestações clínicas mais frequentes são distúrbios gástricos provocados pela infecção com a larva, ou reacções alérgicas ao químicos libertados pelo parasita no peixe.

“É muitíssimo importante conhecer melhor a situação da infecção por Anisakis dos peixes comerciais portugueses, onde infelizmente não se tem apostado muito no seu financiamento até à data”, destaca Maria João Santos, líder do grupo de investigação em Patologia Animal do CIIMAR e um dos três autores do trabalho.

A também investigadora da FCUP avisa ainda que “o peixe grelhado, se não for devidamente cozinhado, também pode ser perigoso”. Nesse sentido, “o melhor será sempre apostar nos métodos de prevenção da infecção e congelar sempre o peixe consumido cru durante o tempo necessário”.

Foto: Maria João Santos
O parasita Anisakis é o responsável pela anisaquiose, uma doença causada pela ingestão de peixe cru.

Recomendações para consumo de peixe cru

As cinco espécies de peixes mais consumidas cruas em Portugal são o salmão, o atum, o bacalhau, a pescada e a sardinha. E todas elas merecem cuidados especiais, de acordo com os investigadores da U.Porto

Para quem aprecia sushi, sashimi, ou peixe marinado, há certos cuidados que devem ser considerados para evitar infecções, nomeadamente a congelação a -20ºC durante as 24 horas antes do seu consumo. Se bem aplicado, este método permite matar o parasita, ainda que não evite o problema dos alergénios.

O salmão, por exemplo, sendo peixe de aquacultura, não terá esses vermes, mas se for peixe selvagem pode estar fortemente parasitado. Nesse caso, é necessário congelá-lo antes de ser consumido cru.

No caso do bacalhau, a salga também é um método que inviabiliza os vermes, pelo que será seguro comer bacalhau devidamente salgado.

A pescada está fortemente parasitada e deve ser sempre congelada. Já a sardinha tem mostrado níveis de infecção baixos, enquanto falta informação sobre a situação do atum.

Dado o volume e espécies de peixe cru consumido em Portugal, a anisaquiose representa ainda um risco limitado para a população portuguesa.

No entanto, as infecções têm vindo a aumentar com o aumento do consumo dos últimos anos, e comunicar sobre este risco torna-se cada vez mais necessário junto da população portuguesa.

Assim, o estudo chama a atenção sobre a necessidade de apostar na divulgação dos problemas ligados ao consumo de peixe cru para com público em geral, e informar os consumidores sobre o cuidado de congelar todo o peixe consumido cru ou mal cozinhado.

ZAP // Notícias UP
29 Janeiro, 2023



 

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“Esta é a guerra que a Ucrânia vai ganhar no campo de batalha”

 

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

🇺🇦 UCRÂNIA // GUERRA // RUSSONAZIS

O conselheiro do Ministério da Defesa ucraniano Yuriy Sak afirma que a solução para o conflito com a Rússia será militar, afastando a perspectiva de negociações com o Presidente russo, que compara a um louco como Hitler.

“Acreditamos apenas na solução militar. Esta é a guerra que a Ucrânia vai ganhar no campo de batalha por completo”, afirma o conselheiro do Ministério da Defesa em entrevista à Lusa, esperando que tal possa acontecer já em 2023, rejeitando qualquer possibilidade de negociações com Moscovo.

Desde a invasão russa, em 24 de Fevereiro do ano passado, “as primeiras tentativas de negociar com o agressor foram inúteis”, disse Yuriy Sak, devido ao perfil do Presidente russo, Vladimir Putin, “um louco que precisa ser parado e colocado atrás das grades e julgado pelos crimes de guerra que cometeu”.

Depois de derrotar a Rússia no campo de batalha, o conselheiro admite alguma forma de processo negocial, relacionada com reparações pelos danos causados na Ucrânia e criação de um tribunal internacional de crimes de guerra.

Apesar da dificuldade de prever o que vai acontecer em 2023, Sak espera, no entanto, que, com o rápido apoio internacional, este seja o ano em que esta guerra vai terminar.

“Faremos tudo do nosso lado e garanto-vos que o mundo inteiro deve estar interessado em parar esta guerra em 2023 e certificar-se de que a Rússia é um estado terrorista e um estado agressor, com total responsabilidade pelos crimes de guerra que cometeu, pela chantagem nuclear que realizou e pelo risco da crise alimentar global que criou”, sustentou.

As autoridades ucranianas esperam “uma ofensiva em larga escala” russa a qualquer momento e também receber os tanques pesados que os aliados prometeram na semana passada, antes que ela aconteça.

É incerto, segundo o conselheiro militar, tanto o número de tanques a receber como o local onde os ataques acontecerão, embora tenha informações de grandes concentrações de efectivos na região do Donbass, no leste da Ucrânia.

“Então, talvez essa seja a direcção a partir da qual eles tentarão empurrar-nos novamente”.

É por isso, prossegue, que as forças ucranianas estão a ser reforçadas não só no Donbass, com também no norte, junto da fronteira com a Bielorrússia e ainda no sul, onde reconquistaram território no final do ano passado.

Mas o Exército ucraniano também tenciona lançar novos ataques, sem detalhes: “Estamos sempre a preparar um contra-ataque todos os dias”, afirmou, rejeitando a palavra contra-ofensiva, porque esta “é uma guerra defensiva, cujo objectivo é expulsar o inimigo” da Ucrânia e sem qualquer pretensão de atacar território russo.

“Nós não precisamos do terror russo”, declarou, comparando-o a um vírus: “Nós, como comunidade internacional, temos uma experiência de isolar áreas afectadas pela covid e portanto, a Rússia terá que ficar isolada de maneira semelhante por um longo período para que o vírus não se espalhe”.

Quase um ano após o início da guerra, Yuriy Sak destaca que “a Ucrânia continua de pé”, quando, em 24 de Fevereiro de 2022 “muita gente em todo o mundo, incluindo os aliados, não acreditavam que conseguisse resistir sete dias, alguns deram 72 horas”.

Contra as estimativas, conseguiu não só resistir, mas recuperar território ocupado, dando os exemplos da região de Kiev, Chernihiv, no norte, depois Kharkiv, no leste, e mais recentemente Kherson, no sul. “Onze meses depois desta agressão, estamos cá e a Ucrânia está a mostrar ao mundo que o Exército ucraniano e o povo ucraniano são heróicos e resilientes e lutamos por valores globais”.

O conselheiro militar insiste numa ideia sempre repetida por Kiev de que a Ucrânia não está a lutar apenas pelo seu futuro. “É muito claro para todos agora que esta guerra vai determinar o futuro de todos nós, do continente europeu, da comunidade internacional global, da ordem mundial”, defendeu, salientando as atrocidades que a Rússia cometeu.

“Não há quase nenhum crime de guerra que não tenha sido cometido na Ucrânia até hoje”, disse Sak, comparando Putin a Adolf Hitler e descrevendo o Exército russo como um grupo de “assassinos, assassinos em massa, saqueadores e violadores”, em representação de “um estado terrorista que mata pessoas inocentes”

Sak salienta que a Rússia “também não tem nenhuma consideração pela vida do seu próprio povo”, apontando que em média, “todos os dias o exército ucraniano mata cerca de 800 soldados russos”, usados como com carne para canhão: “É um matadouro. Eles estão mal equipados, na maioria mal treinados”.

Do lado das forças de Kiev, Sak não fornece números, apenas referiu que “é uma guerra e claro que há baixas”, recordando, porém, declarações do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de que em média, por cada 10 soldados russos mortos, há um ucraniano perdido.

Essa é a razão pela qual, segundo o conselheiro militar, Moscovo está a preparar uma mobilização entre um milhão e um milhão e meio de militares, “usando as suas tácticas de triturador de carne”, acrescentando que “a Rússia é um país grande que tem muitas pessoas desempregadas e alcoólicos, e muitos em prisões”, o que leva a que “a qualidade do seu exército seja muito, muito duvidosa”, alertando que “ninguém quer ver esse exército de saqueadores e violadores” à solta na Europa.

Da parte ucraniana, está envolvido na guerra um efectivo de cerca de um milhão de pessoas, e há margem para ser reforçado.

“Estamos bem por enquanto”, declarou, concluindo: “Esperamos que possamos terminar isto em breve para que todas as pessoas possam voltar para casa e começar a reconstruir o nosso país”.

MSN Notícias

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Lusa • 28.01.2023 às 08:12



 

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277: Astro-fotografia lunar

 

Aproveitando uma aberta no céu, aproveitei para um trabalho que vou deixar de publicar dado que o meu Blogue Universe está encerrado, embora ainda online e não pretendo continuar a divulgar estes meus trabalhos.

Flag for PortugalLisbon, Portugal — Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Janeiro 2023

Moon: 54.4%

First Quarter

Current Time: 29 de Jan de 2023, 1:17:51
Moon Direction: 287,08° WNW
Moon Altitude: 4,17°
Moon Distance: 389.724 km
Next Full Moon: 5 de Fev de 2023, 18:28
Next New Moon: 20 de Fev de 2023, 7:05
Next Moonset: Today, 1:45

28.01.2023

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276: Webb revela o lado negro da química pré-estelar dos gelos

 

UNIVERSO // JAMES WEBB // ASTRONOMIA

Foi anunciada, por uma equipa internacional de astrónomos utilizando o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, a descoberta de diversos gelos nas regiões mais escuras e frias de uma nuvem molecular medidas até à data.

Este resultado permite aos astrónomos examinar as geladas moléculas simples que serão incorporadas em futuros exoplanetas, ao mesmo tempo que abre uma nova janela sobre a origem das moléculas mais complexas que são o primeiro passo na criação dos blocos de construção da vida.

Se se quiser construir um planeta habitável, os gelos são um ingrediente vital, uma vez que são os principais portadores de vários elementos-chave leves – nomeadamente carbono, hidrogénio, oxigénio, azoto e enxofre (referidos colectivamente como CHONs).

Estes elementos são ingredientes importantes tanto em atmosferas planetárias como em moléculas como açúcares, álcoois e aminoácidos simples.

No nosso Sistema Solar, pensa-se que foram entregues à superfície da Terra por impactos com cometas gelados ou asteróides.

Além disso, os astrónomos pensam que tais gelos já estavam muito provavelmente presentes na nuvem escura de poeira fria e gás que acabaria por colapsar para produzir o Sistema Solar.

Nestas regiões do espaço, os grãos de poeira gelada fornecem um cenário único para que átomos e moléculas se encontrem, o que pode desencadear reacções químicas que formam substâncias muito comuns como a água.

Estudos laboratoriais detalhados demonstraram ainda que algumas moléculas pré-bióticas simples podem formar-se sob estas condições geladas.

Agora foi anunciado, por uma equipa internacional de astrónomos utilizando o Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA, um inventário detalhado dos mais profundos e frios gelos medidos até à data numa nuvem molecular.

Para além de simples gelos como a água, a equipa foi capaz de identificar formas geladas de uma vasta gama de moléculas, desde sulfeto de carbonilo, amoníaco e metano, até à mais simples molécula orgânica complexa, o metanol (no meio interestelar, as moléculas orgânicas são consideradas complexas quando têm seis ou mais átomos).

Este é o censo mais abrangente, até à data, dos ingredientes gelados disponíveis para fazer futuras gerações de estrelas e planetas, antes de serem aquecidos durante a formação de estrelas jovens.

Estes grãos gelados crescem em tamanho à medida que são “afunilados” nos discos proto-planetários de gás e poeira em torno destas estrelas jovens, permitindo essencialmente aos astrónomos estudar todas as potenciais moléculas geladas que serão incorporadas nos futuros exoplanetas.

“Os nossos resultados dão-nos a conhecer a fase inicial e escura da química da formação de gelo nos grãos de poeira interestelar, que vão crescer até aos seixos centimétricos a partir dos quais os planetas se formam em discos”, disse Melissa McClure, astrónoma do Observatório Leiden, que é a principal investigadora do programa de observação e autora principal do trabalho que descreve este resultado.

“Estas observações abrem uma nova janela sobre os percursos de formação para as moléculas simples e complexas que são necessárias para fazer os blocos de construção da vida”.

Os astrónomos fizeram um inventário dos gelos mais profundamente enraizados numa nuvem molecular fria até à data. Usaram a luz de uma estrela de fundo, chamada NIR38, para iluminar a nuvem escura chamada Camaleão I.

Para além das moléculas identificadas, a equipa encontrou evidências de moléculas pré-bióticas mais complexas do que o metanol nestas densas nuvens de gelo e, embora não tenham atribuído definitivamente estes sinais a moléculas específicas, isto prova pela primeira vez que moléculas complexas se formam nas profundezas geladas das nuvens moleculares antes das estrelas nascerem.

“A nossa identificação de moléculas orgânicas complexas, como o metanol e potencialmente o etanol, também sugere que os muitos sistemas estelares e planetários que se desenvolvem nesta nuvem específica vão herdar moléculas num estado químico bastante avançado”, acrescentou Will Rocha, astrónomo do Observatório Leiden que contribuiu para esta descoberta.

“Isto pode significar que a presença de moléculas pré-bióticas em sistemas planetários é um resultado comum da formação estelar e não uma característica única do nosso próprio Sistema Solar”.

Ao detectar gelos contendo sulfeto de carbonilo, os investigadores conseguiram estimar pela primeira vez a quantidade de enxofre embebido em grãos pré-estelares de poeira gelada.

Embora a quantidade medida seja maior do que o anteriormente observado, ainda é inferior à quantidade total que se espera que esteja presente nesta nuvem, com base na sua densidade.

Isto também é verdade para os outros elementos CHONs. Um desafio chave para os astrónomos é compreender onde estes elementos se escondem: em gelos, em materiais semelhantes a fuligem ou em rochas.

A quantidade de CHONs em cada tipo de material determina quanto destes elementos acaba em atmosferas exoplanetárias e quanto nos seus interiores.

“O facto de não termos visto todos os CHONs que esperamos pode indicar que estão ‘fechados’ em materiais mais rochosos ou fuliginosos que não podemos medir”, explicou McClure. “Isto poderia permitir uma maior diversidade na composição dos planetas terrestres”.

Os gelos foram detectados e medidos através do estudo da forma como a luz estelar, por detrás da nuvem molecular, foi absorvida por moléculas geladas em comprimentos de onda infravermelhos específicos visíveis ao Webb.

Este processo deixa para trás impressões digitais químicas conhecidas como espectros de absorção que podem ser comparadas com dados laboratoriais para identificar quais os gelos presentes na nuvem molecular.

Neste estudo, publicado na Nature Atronomy, a equipa visou gelos enterrados numa região particularmente fria, densa e difícil de investigar da nuvem molecular Camaleão I, uma região a cerca de 500 anos-luz da Terra que está actualmente no processo de formar dúzias de estrelas jovens.

“Simplesmente não poderíamos ter observado estes gelos sem o Webb”, elaborou Klaus Pontoppidan, cientista do projecto Webb no STScI (Space Telescope Science Institute) que esteve envolvido nesta investigação.

“Os gelos aparecem como quedas contra um ‘continuum’ de luz estelar de fundo. Em regiões que são tão frias e densas, grande parte da luz estelar de fundo é bloqueada e foi necessária a sensibilidade requintada do Webb para detectar a luz estelar e, portanto, identificar os gelos na nuvem molecular”, explicou o astrónomo.

Esta investigação faz parte do projecto “Ice Age”, um dos 13 programas ERS (Early Release Science) do Webb. Estas observações são concebidas para mostrar as capacidades de observação do Webb e para permitir com que a comunidade astronómica aprenda a tirar o maior proveito dos seus instrumentos.

A equipa do “Ice Age” já planeou outras observações e espera traçar o percurso dos gelos desde a sua formação até à “montagem” dos cometas gelados.

“Este é apenas o primeiro de uma série de instantâneos espectrais que vão vamos obter para ver como os gelos evoluem desde a sua síntese inicial até às regiões de formação cometária dos discos proto-planetários”, concluiu McClure.

“Isto dir-nos-á que mistura de gelos – e, portanto, que elementos – pode eventualmente ser entregue às superfícies de exoplanetas terrestres ou incorporada nas atmosferas de gigantes gasosos ou planetas gelados”.

CCVALG // ZAP
28 Janeiro, 2023



 

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