18: CTT lançam nova app com senha digital para não ter de esperar

 

🇵🇹 TECNOLOGIA // APP // CTT

Os CTT – Correios de Portugal lançam hoje uma nova aplicação (APP), mais intuitiva e com diversas novas funcionalidades, nomeadamente a criação da Senha Digital para as lojas físicas, a alteração do local de entrega ou o pagamento das portagens em atraso.

A nova app está já disponível para o sistema operativo iOS e para Android, podendo o seu descarregamento ser efectuado nas lojas respectivas.

Nova app tem outras novas funcionalidades interessantes…

Os CTT empregam 12 015 pessoas em Portugal, país onde opera com 2.356 Pontos CTT e mais de 5 000 agentes Payshop. Hoje os CTT lançaram uma nova app que introduz a opção de Senha Digital: caso o cliente pretenda deslocar-se a uma Loja CTT, a APP indica-lhe quais as lojas mais próximas que têm esta funcionalidade e quantas pessoas tem à sua frente.

Pode retirar uma senha antes de chegar à loja, evitando as filas de espera no local.

A nova aplicação traz uma melhoria das funções mais utilizadas pelos clientes CTT:

  • visão integrada de todos os envios
  • acompanhamento em tempo real das encomendas dos CTT e das encomendas de outros operadores ou distribuidores
  • Possibilidade de criar envios e alterar o local de entrega
  • Seleccionar as suas moradas preferidas, incluindo os cacifos Locky, entre outras opções.

Para João Sousa, administrador dos CTT…

com esta nova aplicação os CTT colocam mais uma vez as necessidades do cliente em primeiro lugar, reforçando a simplicidade e conveniência da oferta da empresa com uma mais simples acessibilidade aos serviços mais utilizados. É também mais um passo na transformação digital da Empresa, acompanhando as melhores práticas e as exigências de consumidores cada vez mais tecnológicos.

Como principais vantagens desta nova aplicação destaca-se o registo simplificado, em que o processo é muito mais simples, com um conjunto reduzido de campos (nome, email e telemóvel), bem como por via de uma autenticação de contas Facebook ou Apple; a gestão de dados de perfil, com a possibilidade de consultar e editar dados associados ao perfil do cliente, adicionar moradas e cacifos Locky para receber as encomendas e as matrículas para consultar as portagens em dívida; informação detalhada sobre os envios, que está disponível para consulta em qualquer momento; e a possibilidade de saber quais as alterações de entregas que podem ser aplicadas.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
02 Jan 2023

actualizado em: 04/02/2023 05:18



 

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17: Mudanças

 

OPINIÃO

O ser Humano é, por regra, avesso a mudanças. Dois exemplos muito simples dessa falta de predisposição: não temos por hábito dizer que sim e por isso é que é sempre mais cómodo em caso de dúvida dizer que não; veja-se que as crianças dizem sempre que não, antes de dizerem que sim.

Mas não há regra sem excepção. E porque, apesar de tudo, as mudanças acontecem mesmo por vezes, não podemos deixar de retirar as devidas ilações e analisar as consequências dessas alterações.

Dito isto, entrados em 2023, mudado o ano (e neste caso as mudanças são mesmo inevitáveis, não dependem da vontade individual), é tempo de olhar Lisboa! Na capital do país temos um presidente de Câmara – Carlos Moedas – que, escolhido pelos lisboetas, foi aquilo que muitos interpretaram como um sinal claro de uma mudança pretendida.

Ora, o mandato tem quatro anos e com ele quatro orçamentos. Moedas conta hoje com dois deles aprovados, sendo que não dispõe de maioria na Câmara e na Assembleia Municipal. O último aliás, é o maior orçamento municipal de sempre.

Olhemos aos factos: mudança de presidente, dois de quatro orçamentos aprovados. Começa agora o tempo de os lisboetas começarem a olhar a sua cidade.

Quando se diz olhar a cidade, o que se lhes pede não é que olhem à propaganda das máquinas comunicacionais ou das redes sociais. Aí tudo é perfeito, ou quase…

O exercício que se pede aos lisboetas neste ano de 2023 é mais exigente. Lisboa teve uma mudança e dois anos depois, a meio do mandato, impõe-se que se pergunte: como está a recolha de lixo? A cidade está mais limpa ou mais suja? Na habitação, há mais ou menos casas disponíveis? O estacionamento melhorou ou piorou? Como estão as nossas escolas? A que custo conseguiremos levar por diante a Jornada Mundial da Juventude? Qual o ponto de situação das ciclovias? E da mobilidade, os lisboetas tiveram ganhos neste domínio? Como está o funcionamento da SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana? E os Serviços do Urbanismo, funcionam melhor, igual ou pior? Como estão os nossos arruamentos? E os nossos bairros? Como está o nosso espaço público? E os espaços verdes? E a Educação? A cultura? O que é feito do Orçamento Participativo? Como está o apoio ao desporto? E a acessibilidade pedonal? Como está a relação com a Juventude? E o apoio a quem mais precisa? Os Direitos Sociais? Os Centros de Saúde? As Pessoas em situação de sem-abrigo?

De uma forma tão sucinta quanto possível, há que perguntar se a mudança pretendida foi a mudança obtida para a cidade e para os seus habitantes. Se valeu a pena e se a vida dos Lisboetas melhorou nestes dois anos que passaram com a gestão actual da autarquia.

O exercício do poder pode ser inebriante. Sabemos também que os políticos se deixam, muitas vezes, embrenhar nos anúncios fáceis, dos resultados a pensar nas páginas dos jornais e nas redes sociais, das medidas populares e populistas.

Mas o que conta mesmo é a vida dos cidadãos e a forma como é impactada pelas políticas dos seus eleitos locais. O cidadão tem a responsabilidade de verificar se as coisas estão melhores graças à escolha que fez e se a sua vida melhorou ou piorou.

Do lado de cá – ou seja, do lado de quem se preocupa com Lisboa e com as escolhas políticas que são feitas para a cidade – fica, desde já e com a devida antecedência, o alerta: não é com propaganda que se mudam vidas. Essa mudança só é possível com acções concretas e políticas adequadas.

É absolutamente necessário ouvir todos e incluir todos, acolhendo o maior número de sensibilidades possível na definição das políticas da autarquia lisboeta. É necessário somar, porque todos somos poucos para fazer face às dificuldades dos muitos que são representados pelos eleitos locais.

Ainda há tempo para invertermos o rumo que está a ser seguido, pois a resposta às questões que coloquei neste texto são claramente negativas e a cidade não está hoje melhor do que há dois anos atrás.

Em 2023, muitos são aqueles que se vão manter atentos e vigilantes – de forma serena e responsável – para continuar a assegurar que Lisboa e os lisboetas tenham efectivamente uma vida melhor.

Diário de Notícias
Manuel Portugal Lage
02 Janeiro 2023 — 13:25

– Manuel Portugal Lage é advogado e membro do Partido Socialista

actualizado em: 04/02/2023 05:18



 

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