30: 2023

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– Uma crónica maioritariamente positiva com algumas nuances de negatividade, em minha modesta opinião, que passo a citar:
“ANO NOVO, VIDA NOVA!”: é um refrão cantado a cada ano que finda e outro que nasce. Contudo, constatando anos anteriores, a “vida nova” continua a ser mais miserável que a anterior;
“… é saudável encontrar momentos para encarar a vida futura com redobrada esperança. Para continuar em frente.”: a esperança nunca deveria morrer no nosso imaginário, mas a realidade não permite tais devaneios esperançosos:
“… reconhecer a importância da Liberdade de Imprensa, porque é bom viver em Democracia! Sem órgãos de comunicação social, genuinamente livres…”: pena que essa liberdade de imprensa não se enquadre à censura prévia de comentários de leitores que apenas pretendem emitir a sua opinião, em conformidade com a Liberdade de Expressão, de Opinião e de Pensamento. E este jornal possui esse “defeito”.

🇵🇹 OPINIÃO

Publicado: 3 semanas 

ANO NOVO, VIDA NOVA! Faz sentido pensar assim, tanto a nível individual, como familiar, mas, também, em outras frentes. É, provavelmente, o pensamento mais comum para a época, uma vez que é saudável encontrar momentos para encarar a vida futura com redobrada esperança. Para continuar em frente.

É nesse âmbito que a viragem do ano 2022 para 2023 pode representar uma preciosa alavanca. Uma nova expectativa.

Nestes termos, na dimensão política, o que desejar para o Ano Novo?

Antes de tudo, reconhecer a importância da Liberdade de Imprensa, porque é bom viver em Democracia! Sem órgãos de comunicação social, genuinamente livres, nada se saberia sobre alegadas actividades ilícitas cometidas por alguns (não por todos, sublinhe-se) titulares de cargos políticos, administradores, presidentes de empresas públicas ou directores-gerais. Ignorar-se-iam as estranhas relações de compadrio, familiares ou de amizade existentes entre eles.

O nepotismo seria ignorado. O enriquecimento ilegítimo desconhecido. A imoralidade apagada. O amiguismo silenciado. Razões que explicam o desejo de cada cidadão em esperar informação de qualidade por parte dos jornalistas.

Investigar, relatar e noticiar, sobretudo perante suspeições de uso indevido de dinheiros públicos, é importante na perspectiva da prevenção e controlo de desvarios.

Tanto mais que, inexplicavelmente, a Entidade para a Transparência que foi criada por Lei Orgânica em 2019, ainda não foi instituída.

No final de 2022, foram muitas as situações inaceitáveis conhecidas através da Imprensa, nomeadamente sobre gestão danosa dos bens públicos.

Um desses casos estava relacionado com o orçamento das obras do Hospital de Belém conduzido pelo Director-geral, Alberto Coelho, no tempo do Ministério da Defesa de Cravinho.

Um outro acontecimento mencionava o desatino de Miguel Alves na Câmara de Caminha e logo a seguir nomeado para o governo.

Já as notícias sobre Alexandra Reis foram velozes a gerarem antipatia generalizada na opinião pública. Os 500 mil que recebeu fizeram-na saltar, repentinamente, de ilustre desconhecida para a celebridade, mas pelos piores motivos.

O enriquecimento é inaceitável quando resulta de recebimentos imorais. São casos desta natureza que provocam o afastamento, ainda maior, entre os eleitores e a Política, traduzido pela preocupante abstenção eleitoral. O poder cada vez mais distante dos cidadãos.

Ainda no plano da política nacional, é justo esperar que 2023 seja marcado pela modernização do próprio regime. Aos governantes exige-se integridade absoluta. Verticalidade. Transparência. Responsabilidade.

Mas, igualmente, que cumpram os programas sufragados e que, sobretudo, implementem medidas que visem reduzir a pobreza e as desigualdades.

Outro tema central para o Novo Ano é a necessidade inadiável em construir a Paz. Todos são convocados para tal. É preciso combater tendências belicistas. Fazer regressar russos e ucranianos a negociações. Os apoios do Ocidente à Ucrânia terão de estar condicionados ao interesse da Paz.

Por outro lado, as múltiplas sanções à Rússia, decididas pela NATO e União Europeia, não podem continuar, em 2023, a fazer ricochete para prejudicar as populações de países como Portugal. O salário mínimo de 760 euros não suporta mais aumentos de preços e das prestações da compra da habitação. Indiscutível.

Ex-director-geral da Saúde
franciscogeorge@icloud.com

Diário de Notícias
Francisco George
04 Janeiro 2023 — 06:36



 

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