Miss Universo. 🇺🇦 Ucraniana “arrasa” em fato feito “à luz das velas”

 

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

🇺🇦 MISS UNIVERSO // UCRÂNIA // VIKTORIA APANASENKO

published in: 3 semanas 

A jovem escolheu um símbolo associado à protecção de Kyiv, a capital do país que está a ser invadido pelas tropas russas há quase um ano. Veja a entrada de Viktoria Apanasenko.

A candidata ucraniana a Miss Universo deixou os espectadores surpreendidos com a sua entrada no palco do concurso, em Nova Orleães, nos Estados Unidos.

Num vídeo partilhado pela organização, Viktoria Apanasenko mostra não só a beleza, mas também faz uma alusão ao momento pelo qual o país está a passar. “A Ucrânia está a ARRASAR em palco, acompanhada pelas suas bonitas asas. Que inspiração para todos”, escrevem os responsáveis pelo concurso no Twitter.

O fato já tinha sido apresentado o mês passado no Instagram, onde a modelo falou sobre a simbologia. “O fato ‘Guerreiro da Luz’  simboliza a luta da nossa nação contra a escuridão. Tal como o arcanjo  Michael, que defende a Ucrânia com uma espada, e nos protege”, explica a modelo nas redes sociais.

Também Viktoria aparece com uma espada nas mãos e com o corpo com uma armadura, mas, tal como lembra no Instagram, “carrega a luz através da escuridão que chegou às terras pacíficas”.

“O traje foi criado na Ucrânia em quatro meses em condições extremas, ao som de sirenes, sem electricidade e à luz de velas”, remata.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
12/01/23 20:56
por Notícias ao Minuto



 

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89: 🇺🇦 Ucrânia: Polícia de Kharkiv relata métodos de tortura usados pelos russos

 

🇷🇺 A RÚSSIA ☠️卐☠️ É UM ESTADO PÁRIA, TERRORISTA, ASSASSINO, LADRÃO, GENOCIDA, VIOLADOR 🇷🇺

🇺🇦 A UCRÂNIA É DOS UCRANIANOS 🇺🇦,
NÃO É DOS RUSSONAZIS
🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 // TORTURAS // KHARKIV

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Também houve casos em que os torturadores usaram máscaras de gás para tirar o ar aos interrogados ou os estrangularam, enquanto em outras ocasiões arrancaram unhas ou usaram lixas para serrar os dentes.

© Sameer Al-DOUMY / AFP

A polícia da região ucraniana de Kharkiv afirmou esta quinta-feira que, durante a ocupação russa, cidadãos detidos foram torturados com métodos como extracção de unhas ou serragem de dentes.

“Espancamentos e eletrochoques foram os métodos mais usados”, disse Volodymyr Tymoshko, chefe da direcção da Polícia Nacional na região de Kharkiv.

Também houve casos em que os torturadores usaram máscaras de gás para tirar o ar aos interrogados ou os estrangularam, enquanto em outras ocasiões arrancaram unhas ou usaram lixas para serrar os dentes, disse Tymoshko, que disse haver provas de que famílias inteiras foram encarceradas em câmaras de tortura.

“Até crianças e jovens entre 14 e 16 anos estiveram nas câmaras de tortura, onde foram submetidos a pressão física e psicológica. As meninas foram ameaçadas de serem violadas”, denunciou o agente.

Tymoshko acrescentou que os corpos que foram recuperados nos territórios recuperados pelas forças ucranianas na região provam que os russos também recorreram a métodos de tortura em que foram danificados os órgãos genitais de detidos do sexo masculino.

Desde que o Exército russo se retirou de Kharkiv em Maio, as autoridades ucranianas dizem ter encontrado 25 instalações usadas como câmaras de tortura pelas forças de ocupação.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Janeiro 2023 — 16:46

 



 

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88: Ovos do mosquito de dengue ou Zika encontrados no Alentejo

 

🇵🇹 SAÚDE PÚBLICA // DENGUE/ZIKA // ALENTEJO

published in: 3 semanas 

Foram encontrados ovos do mosquito-tigre-asiático (Aedes albopictus), uma espécie que transmite doenças como febre-amarela, dengue, Zika e chikungunya, em Mértola, no distrito de Beja.

James Gathany / CDC
Um mosquito tigre (Aedes Albopictus) na pele humana

O mosquito já tinha sido encontrado em Portugal, mais precisamente em Penafiel, em Setembro de 2017. Mais tarde, em 2019, o mosquito voltou a ser encontrado em Loulé, no Algarve.

Em declarações ao Público, o delegado de saúde coordenador do Baixo Alentejo, Mário Santos, diz que foi identificada “uma postura de vários ovos do mosquito” em Mértola, em Outubro de 2022.

“Estavam numa das armadilhas que colocámos no âmbito da Rede Nacional de Vigilância de Vectores (Revive)”, disse Mário Santos ao matutino.

Entretanto, vai ser constituído um grupo de trabalho, do qual fazem parte o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e a Direcção-Geral da Saúde (DGS), “para levar a cabo uma vigilância vectorial adaptada à identificação deste agente”.

“Nesta altura do ano, o mosquito não está activo, porque precisa de temperaturas médias na ordem dos 17 graus. Portanto, só voltará a estar activo lá para Março ou Abril, mas depende muito das condições climáticas, e é por isso que é necessário ir monitorizando as temperaturas”, salienta o perito.

O mosquito-tigre-asiático é especialmente perigoso porque pode reproduzir-se em água parada e é capaz de se adaptar a vários ambientes, incluindo áreas urbanas. Isto significa que pode espalhar-se facilmente e causar epidemias.

PAHO / WHO / Flickr
Chikungunya, “a febre que torce”

Em Portugal ainda não ocorreram casos de doenças relacionadas com este mosquito, realça o Público, mas noutros países europeus já aconteceu.

Croácia, Espanha, França e Itália já registaram casos de dengue. França e Itália também já registaram casos de chikungunya, a “febre que torce”

Os sintomas de chikungunya incluem febre alta, dores nas articulações, inchaço, dores de cabeça, náuseas, vómitos e erupção cutânea.

O mosquito-tigre-asiático é resistente a vários tipos de insecticidas, o que torna mais difícil controlar a sua população. Por essas razões, é importante tomar medidas para evitar a reprodução e proteger-se contra as suas picadas.

Daniel Costa, ZAP //
12 Janeiro, 2023



 

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87: Putin “está doido” e humilha ministro em público

 

– Só agora é que deram por isso, quase ao fim de doze meses da invasão russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 do putinofantoche e seus amestrados? Um demente psicótico a governar um estado terrorista nazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 é um perigo para a Humanidade!

🇷🇺 A RÚSSIA ☠️卐☠️ É UM ESTADO PÁRIA, TERRORISTA, ASSASSINO, LADRÃO, GENOCIDA, VIOLADOR 🇷🇺

🇺🇦 A UCRÂNIA É DOS UCRANIANOS 🇺🇦,
NÃO É DOS RUSSONAZIS
🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

🇷🇺 RUSSONAZIS ☠️卐☠️ // PSICOPATAS // UNIÃO ZOVIÉTICA 🇷🇺

published in: 3 semanas 

Numa vídeo-chamada pública, presidente da Rússia disse a vice-primeiro-ministro que ele anda a “brincar”.

Vladimir Putin não hesitou em rebaixar um vice-primeiro-ministro da Rússia, mesmo sabendo que estava em vídeo-chamada pública.

Numa conversa com Denis Manturov, transmitida pela agência RIA Novosti, o presidente da Rússia disse que o vice-primeiro-ministro anda a “brincar” em vez de trabalhar.

Putin, relata o jornal Observador, estava a falar sobre os contratos quer fechar com a transportadora aérea estatal Aeroflot; contratos que ainda não estão fechados, terminou Putin.

“Então? Quando é que isto fica fechado? Não estou a ver contratos nenhuns! Porque é que anda a brincar com isto? Quando é que os contratos vão estar assinados?”, questionou Vladimir Putin.

O presidente falava, gesticulava, irritado. Durante quase um minuto – e Manturov ficava quieto e calado. A transmissão não mostrou se o ministro respondeu.

A partir de agora, Denis Manturov tem um mês para fechar os contratos em questão.

Os outros participantes nesta conversa por vídeo não falaram durante o “recado” de Putin.

“Putin doido”

A China tem sido vista como um país próximo da Rússia (há muito tempo) mas nem todos os governantes chineses estarão de acordo com a guerra.

O jornal Financial Times relata que um membro do Governo chinês, que preferiu manter o anonimato, disse mesmo que “Putin está doido”.

O mesmo oficial acrescentou: “Esta invasão à Ucrânia foi uma decisão tomada por um grupo muito pequeno de pessoas. A China não deve seguir o exemplo da Rússia”.

Pelo menos cinco altos responsáveis chineses explicam que o Governo liderado por Xi Jinping já ficou de “pé atrás” em relação à Rússia desde o primeiro dia da guerra na Ucrânia. Não sabia e não esperava este ataque; só soube depois do anúncio oficial de Putin na madrugada de 24 de Fevereiro.

Aliás, a indicação que Xi Jinping tinha de Putin era que a Rússia só iria agir militarmente se os “separatistas do leste ucraniano” atacassem a Rússia e causassem “desastres humanitários”.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //
12 Janeiro, 2023

 



 

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86: Precisa-se de bom senso e de melhor Justiça

 

🇵🇹 OPINIÃO

published in: 3 semanas 

As últimas semanas têm sido pródigas em falta de bom senso. Depois da notícia de uma indemnização milionária oferecida pela TAP e tida como um excelente negócio face às pretensões da indemnizada, foi a história da secretária de Estado por um dia, a prisão de um presidente de câmara, o pagamento de vouchers a directores da TAP que, como sabemos, continua a não sair do vermelho, a ex-secretária de Estado que, precisando de trabalhar, optou por um emprego que alegadamente configura uma ilegalidade, entre outras notícias menos sonantes.

Internacionalmente, o destaque vai para a invasão dos edifícios sede do poder Brasileiro, na linha do que aconteceu há dois anos nos Estados Unidos da América com a invasão do Capitólio.

Todos estes exemplos denotam a falta de bom senso que grassa em muitos dos políticos modernos, sem capacidade de autocrítica e de perceberem quando devem, ou não devem, aceitar determinados desafios face ao seu passado.

Seria de esperar que quando alguém é convidado para um cargo público, fosse capaz de revisitar o seu passado e perceber se, por sua acção ou por mera circunstância, pode nele encontrar actos capazes de colocar em causa o exercício do poder.

Infelizmente temos presenciado um conjunto de exemplos que põe em causa o bom-nome dos políticos e a nobreza do exercício de cargos públicos. Mesmo nos casos em que o julgamento ético possa não coincidir com o julgamento judicial, é tempo de mudança.

Precisamos de bom senso nas opções dos que querem ter vida pública, escolhendo os palcos onde podem e devem actuar, sem se verem comprometidos e sem comprometerem a imagem de todos os que impolutamente desempenham exemplarmente a sua missão de serviço e causa pública.

Na nossa última opinião, a propósito do caso TAP, alertámos aqui para a necessidade de as empresas de capitais públicos que integram o sector empresarial do Estado terem regras menos liberais na dispensa (e na nomeação) dos seus gestores.

Duas semanas depois prova-se que tínhamos razão. A TAP supostamente vai financiar 450 euros mensais de despesas de deslocação aos seus directores sem carro atribuído. Legalmente tudo deve estar certo.

Eticamente, na empresa em causa, com os problemas financeiros da mesma, tal medida serve para o cidadão comum questionar, mais uma vez, as escolhas políticas das lideranças.

No plano internacional, o exemplo do Brasil é mais um sinal do crescimento dos grupos extremistas que não se conformam com o poder da democracia e das urnas, excepto quando lhes é favorável.

Importa, no entanto, termos presente que os extremos só existem porque os políticos moderados, um pouco na linha dos exemplos que hoje aqui damos, se têm deixado levar pelo deslumbramento do exercício do poder, com claros e evidentes abusos, pelo menos no plano ético.

Precisamos de bom senso e de mais ética, mas também de melhor Justiça, que não permita que os abusos aconteçam e muito menos que sejam compensadores.

Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra

Diário de Notícias
Jorge Conde
12 Janeiro 2023 — 00:23



 

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Autarcas há muitos!…

 

🇵🇹 OPINIÃO

published in: 3 semanas 

Há algum tempo que me sinto chamado a escrever este artigo. Justifica-o a necessidade de chamar a atenção para um erro cada vez mais frequente na comunicação social, para o atalhar e o ver corrigido. Infelizmente, contribui para enraizar ignorância no público.

Sobretudo na televisão, oiço cada vez mais jornalistas a referirem-se ao Presidente da Câmara Municipal deste ou daquele concelho como “o autarca”: o autarca daqui, o autarca dali, o autarca dacolá… Não tenho certeza de a prática acontecer em todos os canais. Oiço-o com frequência, sem querer apontar o dedo a ninguém.

O mesmo se passa na rádio. E também pela imprensa a praga vai alastrando: “Autarca de Condeixa-a-Nova condenado a quatro anos de pena suspensa”, “Autarca de Valença espera “todo o apoio possível” do Governo para reconstrução da fortaleza”, “Autarca da Guarda veio novamente explicar os motivos que levaram a Câmara a rejeitar o apoio da DGARtes para o TMG”, “Autarca de Viana do Castelo expulsa munícipe de reunião da Câmara”, “Ex-autarca de Bragança acusado de receber por despesas pessoais”, “Incêndios: autarca da Covilhã diz que já arderam cerca de três mil hectares no concelho”, etc.

Havendo escândalo, é certo e sabido que, no intenso caudal noticioso, o Presidente da Câmara passa à etiqueta de “o autarca”. Mas o hábito generalizou-se e está instalado, a propósito dos mais variados temas.

Está errado.

Muitas vezes, um exemplo cómico ajuda a enraizar a correcção de um erro, lembrando-a para sempre. Por isso, recorro à famosa cena de Vasco Santana, no filme Canção de Lisboa, em visita ao Jardim Zoológico com as tias, em que lhe sai esta tirada: “Chapéus há muitos, seu palerma!” Está no YouTube, para quem não conhece ou quiser rever.

No caso deste artigo, podemos dizer, como Vasco Santana, “Autarcas há muitos, seu palerma”, sem ferir a susceptibilidade de quem quer que seja. É a graça do grande actor.

Os Presidentes de Câmara não são os únicos autarcas que há, mas ínfima minoria dos autarcas do país e do seu próprio município. Um Presidente de Câmara é tão autarca do seu concelho quanto os seus Vice-presidentes e vereadores, incluindo os da oposição; e é tão autarca quanto os membros da Assembleia Municipal e os membros das Juntas e Assembleias de Freguesia.

Por isso, chamar-lhe “o autarca” é errado, não servindo para o identificar. Ele é “um autarca”, como milhares de outros e, só no seu município, centenas de outros.

O artigo 236.º da Constituição define as autarquias locais: as freguesias, os municípios e, se tivessem sido criadas e constituídas, as regiões administrativas.

Por isso, todos os membros dos órgãos das autarquias locais podem ser designados de “autarcas”, embora a lei prefira “eleitos locais” – assim diz a Lei n.º 29/87, de 30 de Junho, que aprova o Estatuto dos Eleitos Locais.

Mas a lei também usa, correctamente, a menção genérica “autarcas”, referindo-se a todos “os titulares dos órgãos das autarquias locais” – veja-se o artigo 7.º da Lei n.º 52/2019, de 31 de Julho (Regime do Exercício de Funções por Titulares de Cargos Políticos e Altos Cargos Públicos).

Os autarcas são, pelo menos, 38.368 em Portugal: 2.064 membros das Câmaras Municipais (entre os quais os 308 Presidentes), 6.448 membros das Assembleias Municipais, 26.790 membros das Assembleias de Freguesia e 3.066 Presidentes das Juntas de Freguesia. E há mais ainda, pois não consegui obter o número total de membros das Juntas de Freguesia.

Por favor, não chamem “o autarca” a cada Presidente de Câmara. Para designar o Presidente da Câmara Municipal, chamem-lhe isso mesmo, que é o que é: Presidente da Câmara Municipal ou, simplificando, Presidente da Câmara.

Querendo fazer variações jornalísticas, sempre poderão usar “líder municipal”, “chefe do executivo” ou outras figuras de estilo, que não sejam erradas, nem desconformes com a Constituição e a lei.

Autarcas são todos os eleitos locais, sem qualquer excepção.

Advogado e ex-líder do CDS.
Escreve de acordo com a antiga ortografia

Diário de Notícias
Ribeiro e Castro
12 Janeiro 2023 — 00:19



 

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84: Quando perdem, viram a mesa

 

🇵🇹 OPINIÃO

published in: 3 semanas 

Palácio do Planalto, Tribunal Supremo Federal e Congresso Nacional. No passado domingo, as três principais instituições democráticas do Brasil foram tomadas de assalto por apoiantes fanáticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, inconformados com a sua derrota.

Tal como nos EUA, dois anos antes, não foi uma “manifestação espontânea”. Foi uma acção planeada (e financiada) por quem não aceitou os resultados das eleições, visando atacar as instituições e subverter a ordem constitucional.

A semelhança com o caso norte-americano, porém, não se reduz ao simples fenómeno de mimetismo. Tem causas bem mais profundas, que radicam na pulsão autoritária inerente aos movimentos de extrema-direita. É por isso, em particular, que não podemos desvalorizar estas manifestações violentas.

Nas democracias, os cidadãos expressam a sua opinião nas urnas e ganha quem tem mais votos. Os vencidos respeitam o resultado e passam o testemunho; os vencedores tomam posse e procuram executar o seu programa político. A natureza do sistema, portanto, é a vontade popular.

Vontade essa que Bolsonaro e Trump desrespeitaram com a sua ausência nas cerimónias de transição para os respectivos sucessores. Trump depois de instigar directamente a insurreição; Bolsonaro, mais discreto, depois de esgotar as vias obscuras para se manter no poder e fugir para a Florida, nos EUA.

Nesse sentido, o comportamento violento dos seus seguidores fanáticos tratou simplesmente de traduzir em actos concretos o discurso político de ataque à democracia representativa e às suas instituições.

Não tenhamos dúvidas: o ataque sistemático à política e aos políticos empreendido pelos populistas (como se eles próprios não fossem políticos) é, na sua génese, um ataque à democracia.

Porque quando se ataca a classe política, enquanto tal, como se fossem todos a mesma coisa – e não são -, como se fossem todos corruptos ou não quisessem outra coisa senão “tacho”, corrói-se a confiança no próprio sistema democrático. Que tem vícios, é certo, mas que devemos corrigir e não destruir.

É sobretudo por isso que tanto preocupam – em Portugal e pela Europa fora – os exemplos de partidos de centro-direita que vacilam perante os seus princípios e se aliam à extrema-direita para chegarem ao poder. Ficam reféns de partidos hostis a imigrantes e minorias, mas também intrinsecamente antidemocráticos.

Se alguma dúvida havia, os incidentes de domingo voltam a demonstrar que a normalização da extrema-direita e as coligações que com ela têm sido realizadas em vários países – Portugal, Espanha, Itália, Suécia – ultrapassam uma linha que jamais devia ter sido ultrapassada. Se há alguns anos havia quem anunciasse a vinda do diabo… afinal ele pode vir por outra porta.

5 valores
Rita Marques

Passar do governo para uma empresa sobre a qual tomou decisões não é apenas ilegal, é imoral.

Eurodeputado
(Partido Socialista)

Diário de Notícias
Pedro Marques
12 Janeiro 2023 — 00:21



 

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83: Maioria dos sintomas da covid-19 persistente desaparece num ano em casos leves, diz estudo

 

🇵🇹 SAÚDE PÚBLICA // COVID-19 // SINTOMAS

published in: 3 semanas 

Os resultados da investigação mostram que “as pessoas vacinadas estiveram menos expostas ao risco de dificuldades respiratórias do que as pessoas não vacinadas”.

© Artur Machado / Global Imagens

A maioria dos sintomas associados a uma forma prolongada, mas leve, de covid-19 tende a desaparecer durante o ano seguinte à infecção, refere um estudo científico.

“A maioria dos sintomas ou condições que se desenvolvem após uma infecção leve por covid-19 persistem durante vários meses, mas voltam ao normal num ano”, destacam os autores do estudo israelita publicado no British Medical Newspaper (BMJ).

O `covid longo´ caracteriza-se pela persistência de sintomas após a infecção, ou pelo aparecimento de novos sintomas mais de quatro semanas após uma infecção inicial.

Maytal Bivas-Benita, investigadora do Instituto Israelita de Investigação KI e co-autora do estudo, destacou à AFP que está “encorajada” pelos resultados, num contexto em que existem receios sobre a duração dos sintomas.

“A grande maioria dos pacientes ficará bem depois de um ano, e acho que isso é uma boa notícia“, realçou.

Os resultados da investigação mostram ainda que “as pessoas vacinadas estiveram menos expostas ao risco de dificuldades respiratórias — o efeito mais frequente observado em caso de doença ligeira — do que as pessoas não vacinadas”, sublinhou ainda.

Apenas pequenas diferenças foram observadas no estudo entre pacientes do sexo masculino e feminino.

Em contraste, as crianças desenvolveram menos efeitos do que os adultos durante a fase inicial da covid-19, sintomas que desapareceram na maioria no final do período, com resultados semelhantes para todas as diferentes variantes do covid-19 testadas.

“Estes resultados sugerem que, embora o fenómeno da covid-19 persistente seja temido e discutido desde o início da pandemia, a grande maioria dos casos de infecção leve não sofre de sintomas graves ou crónicos a longo prazo”, apontam os investigadores.

O estudo foi realizado com base em registos electrónicos do segundo maior fundo de seguro de saúde de Israel, Maccabi Healthcare Services, dos quais quase dois milhões de membros foram testados para a covid-19 entre 01 de Março de 2020 e 01 de Outubro de 2021.

Em Setembro, pelo menos 17 milhões de pessoas na Europa tinham sofrido de covid-19 persistente nos primeiros dois anos da pandemia, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Janeiro 2023 — 08:49



 

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82: Aumento do custo de vida e pobreza são os assuntos que mais preocupam portugueses

 

🇵🇹 AUMENTOS // CUSTO DE VIDA // PREÇOS // INFLAÇÃO

published in: 3 semanas 

Dos portugueses inquiridos no último Euro-barómetro, 40% revelou que enfrenta algumas dificuldades actualmente e 9% disse que enfrenta bastantes dificuldades com os rendimentos actuais.

© Ina FASSBENDER/AFP

O aumento do custo de vida, como consequência da inflação exacerbada pela guerra na Ucrânia, assim como a pobreza e a exclusão social são as questões que mais preocupam os portugueses, de acordo com o último Euro-barómetro.

De acordo com o último relatório estatístico europeu, divulgado esta quinta-feira, que inquiriu 1.028 cidadãos portugueses de um total de 26.431 cidadãos pertencentes a Estados-membros da União Europeia (UE), 98% dos cidadãos nacionais identificou o aumento do custo de vida, por exemplo, através do aumento do preço de produtos alimentares e da energia como o assunto mais preocupante, uma percentagem que é em cinco pontos percentuais superior à média dos 27.

Apesar da preocupação, 47% dos inquiridos nacionais respondeu que até ao momento está a viver com algum conforto com os rendimentos de que dispõe, enquanto 40% revelou que enfrenta algumas dificuldades actualmente e 9% disse que enfrenta bastantes dificuldades com os rendimentos actuais.

Em comparação com a média europeia, 46% responderam que vivem confortavelmente com os rendimentos que têm, enquanto 36% dizem passar por algumas dificuldades.

O tópico seguinte que mais preocupa a população nacional é a pobreza e a exclusão social (95%). Aqui há um hiato maior para a média europeia, já que 82% responderam que esta era uma preocupação maior.

Mas a maior disparidade surge quando a questão é sobre a possibilidade de propagação de doenças infecciosas como a covid-19 ou a varíola dos macacos.

Os portugueses são mais receosos do que a média europeia, uma vez que 83% responderam que estavam “preocupados” com essa hipótese, em oposição à média da UE, que é de 62%.

Com a guerra na Ucrânia a cumprir quase um ano e sem desfecho à vista continua a pairar o receio de uma escalada nuclear do conflito, que se reflectiu na maioria dos mais de 1.000 cidadãos portugueses inquiridos.

89% respondeu que receia “incidentes nucleares” e apenas 9% respondeu que essa questão não levanta preocupações.

Olhando para o conjunto dos países do bloco comunitário, 74% acredita que o risco é real, enquanto 25% descarta essa possibilidade

Questionados também sobre o estado da generalidade do país, 43% dos portugueses inquiridos considerou que está a ir “na direcção errada”, mas aqui os portugueses estão abaixo da média europeia, que é de 62%. 30% dos cidadãos nacionais consideram que Portugal está no caminho certo, 16% não sabem e 11% consideraram que a situação do país continua igual.

Em relação ao estado da União Europeia, a percentagem portuguesa (35%) contrasta com a europeia (51%) quando a resposta é “as coisas estão a ir na direcção errada. A mesma percentagem de portugueses considera que a União Europeia está no rumo correto.

Contudo, mais de metade dos portugueses (52%, no universo da amostra de 1.028) está optimista em relação ao futuro do bloco comunitário. Neste parâmetro, a população entre os 15 e os 24 anos e entre os 40 e os 54 anos é que apresenta uma fatia maior de optimismo em relação ao futuro da UE, 52% e 61%, respectivamente.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Janeiro 2023 — 08:26



 

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81: Custo da alimentação regista maior subida em quase 40 anos

 

🇵🇹 INFLAÇÃO // PREÇOS

published in: 3 semanas 

Inflação em 2022. E é preciso recuar cerca de três décadas, até Fevereiro de 1991, para encontrar um aperto maior no custo da energia (22%). Mas, em Dezembro, começaram a surgir alguns sinais de moderação, levando a inflação a baixar ligeiramente, para 9,6%, diz o INE.

Preços dos alimentos são uma preocupação para mais de metade dos portugueses.
© Leonardo Negrão/Global Imagens

O custo de vida agravou-se em várias frentes durante o ano de 2022, mas é nos preços da alimentação e das bebidas não alcoólicas que o aperto é mais forte e histórico: de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), os preços médios no consumidor deste grupo de bens ditos essenciais terminaram o ano passado 19,9% acima do valor de 2021, naquele que é o maior aumento desde 1985, quase quatro décadas (37 anos).

Na energia também foram vencidos vários recordes ao longo deste ano e, em especial, desde que rebentou a guerra na Ucrânia (em Março do ano passado), tendo a classe dos chamados “produtos energéticos” (onde estão combustíveis automóveis e outros, vários tipos de gás, etc.) aumentado de preço perto de 21% entre Dezembro de 2021 e igual mês de 2022.

Também aqui é preciso recuar décadas (mais de três), até Fevereiro de 1991, para encontrar um aperto maior no custo da energia (22%). No entanto, têm existido alguns alívios no custo dos combustíveis, sobretudo no mês de Dezembro.

Ainda assim, segundo o destaque do INE, divulgado ontem (quarta-feira), em Dezembro de 2022, o Índice de Preços no Consumidor (IPC), indicador que mede o custo geral dos bens e serviços do capaz dos consumidores portugueses, “registou uma variação homóloga de 9,6%”, isto depois de ter atingido um pico em Outubro (10,1%), naquele que foi o valor mais alto desde maio de 1992.

Olhando apenas para Dezembro, é preciso recuar mais, até 1991, para encontrar uma inflação maior na recta final do ano, indicam as séries longas do INE.

Embora comecem a surgir alguns sinais de que a inflação (extremamente alta) pode estar a ficar mais moderada, o instituto oficial mostra que metade do ranking dos piores agravamentos de preços em 2022 é ocupado por bens de primeira necessidade. A inflação atingiu em cheio os alimentos, basicamente. E não parece querer recuar.

O que ficou mais caro durante 2022

O grupo “óleos e gorduras alimentares” aumentou quase 34% no ano que termina em Dezembro, o cabaz composto por leite, queijo e ovos está 32% mais caro, o custo dos legumes e outros produtos hortícolas subiu mais de 23%, a carne está 21% mais cara do que no final de 2021, o pão e os cereais idem (aumento de 21%).

Recorde-se que o cabaz médio do consumidor está mais caro, mas não apresenta saltos destas magnitudes. Como referido, o IPC subiu 9,6% em termos homólogos, em Dezembro.

Depois os combustíveis. O preço do gás é o item do cabaz que mais galgou durante 2022, tendo subido uns impressionantes 70%. A electricidade avançou 29%.

E os combustíveis para aquecimento ficaram 20% mais caros. O impacto no bolso dos portugueses e de muitas outras populações na Europa só não é maior porque o outono e este início de inverno têm sido anormalmente menos frios do que o habitual.

Fora desta dupla comida/energia, os cálculos do Dinheiro Vivo (DV) a partir das bases de dados do INE mostram que o custo do item “animais de estimação e produtos relacionados” disparou mais de 21%.

E, sem surpresa, à boleia da forte procura no turismo (que continua, apesar do custo superior da energia), os serviços de alojamento ficaram, em média, 21% mais caros em Portugal.

O que ficou mais barato

Para a inflação ter sido 9,6% em Dezembro, há bens e serviços cujos preços cresceram pouco ou nada; ou até caíram.

O mesmo levantamento feito pelo DV revela que os serviços médicos são o consumo que ficou mais barato ao longo de 2022, tendo o seu preço médio caído quase 15%.

Em segundo lugar surgem as televisões e os écrans, onde o preço medido em Dezembro caiu 9% face ao final de 2021.

A inflação também foi negativa nos serviços hospitalares: aqui o preço ficou 8% mais leve comparativamente ao final de 2021.

A tecnologia para o lar e o lazer volta a surgir, com o preço das câmaras fotográficas a ceder 6%. É o quarto item cujo preço mais cai na lista de quase duas centenas de bens e serviços considerados pelo INE.

Os computadores e similares ficaram 4% mais baratos, a inflação nos “transportes combinados de passageiros” foi de menos 1,2%. Quebra quase idêntica aconteceu ao nível dos jogos, brinquedos e artigos para lazer, equipamentos para desporto e campismo.

De notar ainda a ligeira quebra de 0,4% no caso do calçado, um bem no qual a economia portuguesa é especialista e grande exportadora.

© INE e cálculos DV

Estimativa de Medina ultrapassada

A inflação que o ministro das Finanças estimou para 2022 (na apresentação do Orçamento do Estado para 2023, feita em Outubro passado) foi claramente ultrapassada pelo agravamento da crise inflacionista, que foi muito agressiva em Outubro e Novembro, o que levou o governo a avançar com apoios e subsídios para moderar o impacto nas famílias e empresas.

Em meados de Outubro, o ministro Fernando Medina ainda acreditava que fosse possível terminar o ano passado com uma inflação média de 7,4%. Não aconteceu: segundo o INE, a média do ano ficou nos 7,8%.

Mas também não se verificaram as previsões mais desfavoráveis da Comissão Europeia (em Novembro, disse 8%), da OCDE (8,3%, também estimados em Novembro) e do Banco de Portugal (apontou para 8,1% em Dezembro).

Seja como for, o INE recorda que a variação média anual de 7,8% registada no ano de 2022 como um todo fica “significativamente acima da variação registada no conjunto do ano 2021 (1,3%)”.

Assim, “trata-se da variação anual mais elevada desde 1992” e “excluindo do IPC a energia e os bens alimentares não transformados, a taxa de variação média situou-se em 5,6% (0,8% no ano anterior)”.

“A taxa de variação homóloga do IPC total evidenciou uma acentuada subida ao longo de 2022, com maior intensidade na primeira metade do ano”, acrescenta o INE no destaque ontem divulgado.

“No segundo semestre de 2022, a variação homóloga do IPC manteve-se elevada e acima da média do ano, mas observou-se uma desaceleração dos preços nos últimos dois meses do ano. A variação média registada no segundo semestre (9,5%) foi superior à do primeiro (6,1%)”, refere o instituto.

Luís Reis Ribeiro é jornalista do Dinheiro Vivo

Diário de Notícias
Luís Reis Ribeiro
12 Janeiro 2023 — 07:01



 

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