95: Ramstein, 20 de Janeiro de 2023. O ataque é a melhor defesa

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– Se o Ocidente tivesse fornecido a Kiev, logo no início da invasão dos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 do putinofantoche, o material bélico que permitisse expulsar o invasor terrorista, não tínhamos chegado a este ponto de destruição, assassínios, morte e deslocamento de milhares de ucranianos. A rússianazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 de hoje é igual à URSS nazi do passado, não fazendo diferença quem está nos comandos se Estaline, Lenine ou o putinofantoche russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺. É tudo farinha podre e bichosa da mesma saca, altamente virulenta e corrosiva.

🇵🇹 OPINIÃO

published in: 3 semanas 

Mykailo Podolyac, Conselheiro do Presidente ucraniano Zelensky, não se cansa de pedir aos países ocidentais a entrega de tanques pesados, sejam os ingleses Chalenger 2, ou os alemães Leopard, de 70/ 80 toneladas, destinados a reforçar o sistemas de defesa ucranianos.

Dir-se-á que as características destes tanques os inserem na componente militar ofensiva e podem ser considerados por Moscovo como um envolvimento mais activo do Ocidente na guerra da Ucrânia. Por outras palavras, há o perigo de uma escalada do conflito.

Seguramente que sim! É um risco! Com certeza que sim! Mas será que resta outra alternativa aos países ocidentais que não seja fornecerem à Ucrânia sistemas e ferramentas militares que lhe possibilitem uma vitória?

Não está já o Ocidente envolvido, inevitavelmente, na guerra da Ucrânia de tal modo que não pode correr o risco de “perder a face”, com uma derrota de Kiev e a possibilidade da Rússia alimentar ambições imperialistas em relação aos países mais próximos da fronteira russa como os bálticos, a Polónia ou mesma a Finlândia.

No próximo dia 20 de Janeiro, 50 países ocidentais vão reunir-se na base aérea alemã de Ramstein para decidirem como vão continuar a apoiar a Ucrânia. O que têm em cima da mesa como decisão vital é, justamente, a configuração do tipo de material bélico que vão entregar a Kiev.

Sistemas defensivos ou evoluir para meios mais ofensivos, de maior alcance, que possibilitem à Ucrânia reconquistar partes ocupadas do seu território e atingir alvos russos ali situados.

O que está em causa na guerra da Ucrânia não é apenas a segurança dos tratados internacionais que conferem aos países a sua soberania e a inviolabilidade das suas fronteiras.

Estão em causa também os valores que marcam as sociedades ocidentais, como os princípios democráticos, a liberdade de imprensa, o primado da paz e da concórdia entre os povos.

Ora convenhamos que é isto tudo que a atitude russa põe em causa, ao invadir um a país soberano com um povo com forte sentimento patriótico.

Há alguns sinais que a 20 de Janeiro, em Ramstein, os 50 países ocidentais podem atribuir à Ucrânia os meios militares de nível superior que esta necessita para aspirar a uma vitória sobre as forças de Moscovo.

O Reino Unido disponibilizou já cerca de 10 tanques Chalenger 2. Por outro lado, a Polónia estará, igualmente, disponível para fornecer a Kiev, 14 blindados Leopard, através da instituição de uma coligação internacional. Veremos o que Portugal vai fazer, dado possuir também tanques Leopard. A Alemanha será decisiva neste assunto.

Enquanto fabricante original, possui direitos de reexportação. Por outras palavras, Berlim terá de autorizar, previamente, o envio de tanques Leopard para a Ucrânia, originários de qualquer outro país.

O Ocidente não pode continuar a dar sinais de excessiva prudência perante as constantes ameaças de Moscovo. Não pode temer a permanente narrativa de Moscovo, com as suas cíclicas ameaças.

Ou “encolher-se” quando Putin preside á cerimónia de envio da fragata Gorshkov, equipada com mísseis nucleares hipersónicos “Zircon”, com capacidade para atingirem qualquer capital europeia. Fragata que vai andar a passear-se nos Oceanos Atlântico, Índico e no Mar Mediterrâneo.

Deste modo, de Ramstein, no dia 20 de Janeiro, terá de sair uma decisão que dê aos ucranianos todos os instrumentos necessários à sua defesa e à sua vitória.

Sejam eles defensivos ou de características mais ofensivas. Se assim for feito estará adoptada a velha máxima popular de que, muitas vezes, o ataque é a melhor defesa. E parece ser isso que os ucranianos querem. Atacar para melhor se defenderem.

Jornalista

Diário de Notícias
António Capinha
13 Janeiro 2023 — 01:19



 

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