106: Covid-19: Vacinação de reforço aberta para pessoas dos 18 aos 49 anos

 

🇵🇹 SAÚDE PÚBLICA // COVID-19 // VACINAÇÃO // REFORÇO

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DGS afirma que a operacionalização será realizada “nos próximos dias”.

© Artur Machado / Global Imagens

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) abriu esta sexta-feira a vacinação contra a covid-19 para a faixa etária entre os 18 e 49 anos. A informação consta numa actualização da norma relativa à matéria e enviada às redacções.

A actualização possibilita “o acesso da população adulta entre os 18 e 49 anos ao segundo reforço vacinal contra a covid-19, mediante decisão individual”, pode ler-se. “A vacinação será operacionalizada nos próximos dias”, prossegue a nota.

“Esta actualização é efectuada num momento em que a maioria da população elegível no âmbito da Campanha de Vacinação Sazonal 2022-2023 está vacinada e após parecer da Comissão Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19”, escreve ainda a DGS.

Ainda segundo a Direcção-Geral da Saúde, esta campanha iniciou-se em Setembro do ano passado e foram já administradas mais de 3 milhões de doses da vacina, a maioria doses de reforço aos grupos elegíveis prioritários, acima dos 50 anos de idade.

Diário de Notícias
DN
13 Janeiro 2023 — 19:37



 

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105: IPMA alerta para descida da temperatura a partir de Domingo. Podem chegar aos cinco graus negativos

 

🇵🇹 METEOROLOGIA // IPMA // TEMPERATURAS NEGATIVAS

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“Descida gradual” de temperatura irá fazer-se sentir inicialmente nas regiões Norte e Centro, estendo-se a todo o território na quarta-feira.

© Scott Olson/Getty Images via AFP

A temperatura vai baixar a partir de domingo em Portugal continental, podendo atingir a meio da semana os -5 graus Celsius no interior Norte e Centro, informou esta sexta-feira o IPMA.

Num comunicado publicado na sua página da Internet, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) explica que esta descida de temperatura se deve à passagem de “superfícies frontais frias que atravessam o território de norte para sul, às quais estão associadas massas de ar polar, provenientes de noroeste”.

Segundo o IPMA, esta “descida gradual” de temperatura irá fazer-se sentir inicialmente nas regiões Norte e Centro, estendo-se a todo o território na quarta-feira.

“Nos dias 18 e 19 [quarta e quinta-feira], os valores da temperatura mínima na generalidade do território deverão ser inferiores a 5° C, excepto no litoral (entre 5º C e 8° C), sendo inferiores no interior Norte e Centro, da ordem de -5 C a 0° C”, lê-se na mesma nota.

Já os valores da temperatura máxima “não deverão ultrapassar 11º C/14º C, sendo inferiores no interior Norte e Centro” (5º C a 9º C).

Ainda de acordo com a nota do IPMA, estas condições meteorológicas vão dar origem, já no domingo, a precipitação, em especial nas regiões Norte e Centro, com maior incidência no Minho e Douro Litoral, e à queda de neve nas terras altas.

“Haverá ainda formação de gelo ou geada, em especial no interior. Adicionalmente, prevê-se uma intensificação do vento no litoral e nas terras altas, onde soprará moderado a forte, com rajadas.

As baixas temperaturas associadas ao vento forte aumentarão o desconforto térmico”, alerta o instituto.

Está também previsto um aumento da agitação marítima na costa ocidental, a partir de segunda-feira.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Janeiro 2023 — 22:39

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104: A civilização como a conhecemos “vai acabar brevemente”

 

CIVILIZAÇÃO // EXTINÇÃO // TERRA

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Cientistas defendem que para travar o fim da civilização seriam necessárias, pelo menos, mais cinco terras.

Yuri_B / Pixabay

A Terra pode estar a passar, neste preciso momento, por uma extinção em massa — em níveis que já não víamos desde o desaparecimento dos dinossauros.

Esta é a teoria defendida Tony Barnosky, biólogo da Universidade de Standford, que se baseia num trabalho que teve por base registos de fósseis e mudanças no ecossistema.

O processo, aponta, está a acontecer a uma taxa 100 vezes superior à observada na história da vida na Terra. “Há cinco vezes na história da Terra em que tivemos extinções em massa”, descreveu ao programa 60 Minutos.

“E por extinções em massa, quero dizer pelo menos 75%, três quartos das espécies conhecidas desaparecendo da face da Terra.”

Como tal, o especialista entende que “estamos a testemunhar o que muitas pessoas chamam de sexta extinção em massa, onde a mesma coisa pode acontecer sob a nossa supervisão.

Esta visão é partilhada pela sua esposa, Liz Hadly, bióloga e directora do corpo docente da Jasper Ridge Research Preserve de Standford.

“É um estado horrível do planeta quando espécies comuns, as espécies omnipresentes, com as quais estamos familiarizados estão em declínio”, disse a bióloga.

Também em declarações ao 60 minutos, a especialista explicou que existem lugares, como é o caso da Califórnia, onde pode ser monitorizada uma grande perda de água, o que resulta num dominó de espécies desaparecidas.

Perspectivando o futuro, os dois especialistas defendem que não é a sobrevivência da Terra que está em causa — o planeta ficará bem, dizem — é o nosso modo de vida, como o conhecemos, que poderá estar em risco.

A região que mais está ameaçada é a América Latina, onde estudos recentes mostram uma queda da vida selvagem em 94% desde 1970. Ainda assim, também é aqui que se encontra um “motivo de esperança“.

Para além de traçarem este prognóstico, os cientistas também apresentam uma solução, alicerçada numa proposta de Gerardo Ceballos, ecologista e um dos maiores especialistas em matérias de de extinção.

“Ele disse-nos que a única solução é salvar um terço da Terra que permanece selvagem “, explicou Barnosky. Para comprovar este ponto, Ceballos está a dinamizar uma experiência numa área correspondente a 4900 quilómetros quadrados.

ZAP //
14 Janeiro, 2023



 

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103: Repúblicas em agonia

 

🇵🇹 OPINIÃO

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No vocabulário da longa história política do Ocidente não faltam conceitos para qualificar essa nuvem humana, pintada em amarelo e verde, que deixou atrás de si um mar de ruínas na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O que observámos foi o resultado de um ataque de “bárbaros”, a razia de uma “turba”, a devastação de uma “multidão acéfala”, as pilhagens de uma “caterva”.

Poucos de entre os desordeiros terão alguma vez ouvido falar de Montesquieu, e ainda menos da sua obra de 1748, que consolidou a ideia da separação e equilíbrio dos poderes legislativo, executivo e judicial, que tem servido de modelo aos Estados modernos. Mas os actos têm uma mensagem, até quando aqueles que os praticam se limitam a ser os seus cegos instrumentos.

A actual destruição pelo populismo neofascista da invenção moderna dos regimes representativos é feita sob o amparo das novas tecnologias de lavagem ao cérebro, orquestradas por algoritmos de inteligência artificial, que têm autonomia para martelar em mentes receptivas, através das redes sociais, uma conformidade que transforma a mera opinião, primeiro em certeza, e depois em dogma digno de adesão fanática, completamente insensível à objecção de factos e argumentos.

Mas não nos enganemos. O que aconteceu agora em Brasília, como o que sucedeu há dois anos em Washington, é, apesar da gravidade, apenas uma consequência, um sintoma de uma doença que não é visível a olho nu.

Para identificar a sua causa, diagnosticando a raiz profunda dessa patologia política, temos de recuar quase 3 séculos, até ao aparecimento das primeiras constituições modernas.

Seja na constituição federal dos EUA (1788), veja-se James Madison, seja na constituição francesa de 1793, com Condorcet, seja num plano apenas teórico, com Kant (1795), o que vemos é uma preferência pelo conceito de república em detrimento do conceito de democracia.

Isso significa que o poder soberano do Estado deriva do povo, sim, mas de um povo que não exerce o poder directamente, como na ágora ateniense, onde, no mesmo exercício, se poderiam decidir obras públicas, fazer leis, ou condenar cidadãos indesejáveis ao ostracismo.

O conceito de república manifesta a mediação fundamental, que distingue os regimes modernos das democracias antigas: o poder do povo é exercido indirectamente através de representantes, oriundos do povo, eleitos pelo povo e perante o povo responsáveis, no quadro transparente do espírito e da letra de uma lei fundamental.

Nos grandes textos fundadores do final do século XVIII é desenhado o perfil ideal do representante como um cidadão competente nalguma ciência ou saber, mas, sobretudo, alguém que encara o serviço público como uma honra que lhe é concedida pelos seus concidadãos, e cujo cumprimento lhe granjeará um reconhecimento que perdurará para lá da sua existência física.

Em Washington, Brasília, Bruxelas e muitas capitais europeias, que transbordam numa retórica democrática, ofensiva pelo conteúdo vazio, muitos eleitos pelo povo deixam-se colocar ao serviço das recompensas da riqueza.

Antes da multidão enfurecida reclamar pela força bruta um poder que não lhe pertence, seria bom que os representantes prestassem contas, primeiro perante a sua consciência, sobre o modo como delapidaram, ou não, o capital de confiança e de esperança que lhes foi confiado pelos seus concidadãos.

Uma “ética republicana”, praticada com autenticidade, pode ser a última linha de defesa contra o triunfo da anarquia niilista.

Professor universitário

Diário de Notícias
Viriato Soromenho-Marques
14 Janeiro 2023 — 00:23



 

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