125: Em 1983, uma tragédia mudou o mundo: deu-nos o GPS, grátis e para sempre

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– “… No dia 1 de Setembro de 1983, um Boeing 747-200B da Korean Airlines, que tinha partido de Nova Iorque com destino a Seul, desviou-se da sua rota, e violou o espaço aéreo da então União Soviética.
O avião foi abatido pela força aérea da União Soviética. Levava a bordo 269 passageiros e tripulantes, incluindo o congressista norte-americano, Lawrence McDonald; ninguém sobreviveu.”

A eterna e maléfica paranóia terrorista psicopata dos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 não é de agora, sempre existiu com a finalidade de tentarem justificar as suas acções assassinas e terroristas contra quem eles consideram “hostis”…

🇺🇸 TECNOLOGIA // GPS

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Depois de comprarmos um novo telemóvel, é necessário pagar para usar alguns serviços, como as chamadas telefónicas e o acesso à Internet. Mas uma função essencial destes dispositivos está sempre disponível, e gratuitamente: o sinal de GPS.

USAF / Wikipedia

Mesmo quando estamos offline, é possível abrir uma aplicação que use GPS e receber a nossa posição exacta no mapa.

Aplicações como o Google Maps e o Waze precisam de uma ligação à Internet para actualizar rotas e dar informações em tempo real, mas mostram sempre a posição exacta em que se encontra o dispositivo.

O sinal de GPS está assim sempre disponível, e é sempre gratuito. Mas porquê?

A razão é histórica e está ligada a um trágico evento, que em 1983 ceifou a vida a 269 pessoas.

O Sistema de Posicionamento Global, ou GPS, originalmente designado Navstar GPS, é um sistema de navegação por satélite desenvolvido pelo exército dos Estados Unidos — inicialmente, exclusivamente para uso militar.

O sistema permite triangular sinais de um conjunto de satélites em órbita para  receber informações precisas sobre alvos militares, e a tecnologia era restrita aos organismos militares e de defesa do país.

Mas, em 1983, em plena Guerra Fria, tudo mudou.

No dia 1 de Setembro desse ano, um Boeing 747-200B da Korean Airlines, que tinha partido de Nova Iorque com destino a Seul, desviou-se da sua rota, e violou o espaço aéreo da então União Soviética.

O avião foi abatido pela força aérea da União Soviética. Levava a bordo 269 passageiros e tripulantes, incluindo o congressista norte-americano, Lawrence McDonald; ninguém sobreviveu.

A União Soviética alegou que não sabia que o avião era civil, que tinha entrado no espaço aéreo soviético, e que acharam ter sido uma provocação deliberada dos Estados Unidos.

A tragédia poderia ter sido evitada se o sistema de GPS não fosse na altura restrito a uso militar. E, apenas 15 dias depois, o então presidente Ronald Reagan determinou que o sinal de GPS passasse a estar disponível para uso civil.

Inicialmente, o sistema foi disponibilizado com uma ressalva: a precisão da versão pública do serviço seria restrita a 100 metros da posição exacta, o que ainda daria uma vantagem táctica ao exército dos EUA.

Em 2000, o presidente Bill Clinton removeu essa limitação da versão pública do GPS e melhorou a precisão até aos 15 metros.

Após esta medida, a produção de dispositivos com sistemas de localização aumentou exponencialmente, e nos nossos dias o GPS tornou-se omnipresente — para grande satisfação e alívio de quem não se pode gabar de ter um bom sentido de orientação.

Embora esteja disponível para uso em todos os países do mundo, a tecnologia e os satélites que suportam o sistema de GPS pertencem aos Estados Unidos.

Para evitar eventuais falhas nos satélites ou qualquer tipo de bloqueio, diversos países desenvolvem os próprios sistemas independentes de GNSS, ou “Sistema Global de Navegação por Satélite”.

É o caso da Rússia, que criou o seu GLONASS, e da China, que criou o BeiDou como alternativa própria ao GPS norte americano. Em ambos os casos, os sistemas são restritos a uso militar.

Um dos mais promissores sistemas alternativos ao GPS é o Galileo, o sistema de navegação por satélite desenvolvido pela União Europeia.

Concebido desde o início como um projecto civil, o Galileo prometia revolucionar a navegação por satélite com um sistema com maior precisão, maior segurança, e menos sujeito a problemas — sendo além disso compatível com os outro sistemas já existentes, permitindo uma maior cobertura de satélites.

No entanto, o Galileo foi sendo afectado por falhas e problemas de funcionamento, que retardaram a sua implantação como verdadeira alternativa ao GPS norte americano.

Mas enquanto não temos o nosso Galileo 100% operacional, não estamos propriamente mal servidos com o GPS — que funciona bem e é gratuito.

ZAP // CanalTech
15 Janeiro, 2023



 

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