140: Ex-comandante do grupo Wagner que fugiu para a Noruega teme pela sua vida

 

MERCENÁRIOS // WAGNER // UCRÂNIA // FUGAS

published in: 2 semanas 

Andrey Medvedev diz que está pronto para contar tudo o que sabe sobre o grupo Wagner, para que possa ser investigado.

© Telegram

Andrey Medvedev, antigo comandante do grupo de mercenários russos Wagner, falou pela primeira vez de como temeu pela sua vida, antes de conseguir fugir para a Noruega.

O ex-comandante de 26 anos conseguiu fugir na sexta-feira e atravessou a fronteira para a Noruega, perto do vale Pasvikdalen, onde foi detido pelos guardas fronteiriços.

Medvedev, contou ao jornal britânico The Guardian, que​​​​​​ testemunhou o homicídio de vários combatentes do grupo enquanto esteve na Ucrânia, por desobediência a ordens superiores.

Os comandantes levavam-nos para um campo de tiro e alvejavam em frente de todos. Às vezes um tipo era alvejado, outras vezes eram alvejados aos pares”, disse.

O antigo comandante defende que ficou desiludido com o grupo Wagner, após testemunhar o assassinato e maus-tratos de prisioneiros russos que foram levados para a linha da frente.

Quanto à decisão de fugir, Andrey admite que o facto de o seu contrato ser repetidamente prorrogado pelo grupo sem o seu consentimento foi um factor crucial.

Segundo ele, a unidade onde esteve inserido era maioritariamente constituída por antigos prisioneiros que foram “atirados para a luta”. “Os prisioneiros eram utilizados como carne para canhão. Foi-me dado um grupo de condenados. No meu pelotão, apenas três em cada 30 homens sobreviveram”, disse.

Andrey Medvedev disse ainda que tinha comandado Yevgeny Nuzhin, um assassino que se rendeu às forças ucranianas mas que mais tarde foi alegadamente entregue à Rússia e executado.

“Temo que, por ter falado, o meu destino seja o mesmo que o de Nuzhin. Tenho medo pela minha vida”, disse Medvedev em declarações ao The Guardian em Dezembro, enquanto estava escondido na Rússia.

Agora na Noruega, Medvedev enfrenta acusações de entrar ilegalmente no país, mas diz que está pronto para contar tudo o que sabe sobre o grupo Wagner, de forma a poder ser investigado.

Diário de Notícias
DN
17 Janeiro 2023 — 16:30



 

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139: Informação diária 17.01.2023

Inicia-se hoje, 17.01.2023, um novo tipo de intervenção neste Blogue, onde serão apenas publicados os títulos das notícias com um link que os remete directamente para a fonte.

Outras notícias, consideradas úteis, continuarão a ser publicadas na íntegra.

Medina rejeita necessidade de novo aumento dos salários este ano

O ministro das Finanças falou em “boas notícias” no que se refere aos receios de recessão na Europa após a reunião do Conselho de Assuntos Económicos e Financeiros (Ecofin). Fernando Medina rejeitou a necessidade de novo aumento de salários em 2023.

IRS, contribuições sociais e ADSE absorvem aumento de 104 euros no Estado

Um trabalhador que vá ganhar 861,23 euros brutos recebe 650 euros, abaixo do salário mínimo líquido. Valorização real é de 40 euros. Penalização foi denunciada pela FESAP.

Depressão Fien traz frio polar e chuva nos próximos dias

De acordo com o IPMA, prevê-se para esta terça-feira a queda de neve acima dos 800/1100 metros de altitude no Norte e Centro do país e a intensificação do vento, com rajadas que em algumas regiões poderão atingir os 120 quilómetros por hora.

Conselheiro presidencial demite-se por ter admitido papel da defesa aérea em Dnipro

Aleksey Arestovich demitiu-se após assumir ter feito “um erro fundamental” face a destruição de um edifício residencial em Dnipro.

Rússia vai pôr militares em regiões anexadas e perto da Finlândia

Segundo a agência oficial russa TASS, as forças armadas russas contam actualmente com dois milhões de efectivos, dos quais 1.150.628 são militares.

Albuquerque: declarações sobre favorecimentos a grupos económicos são “especulações”

Presidente do governo regional diz que não quer saber de “especulações, opiniões sobre o passado, novelas”.

Vodafone vai aumentar os preços já a 1 de Março de 2023

É cliente Vodafone? O aumento de preços está a acontecer em vários segmentos da sociedade. A culpa é da COVID-19, da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e da inflação, que têm obrigado as empresas a redefinir estratégias.

Prostituição de grávidas dispara em Portugal. Há mulheres a ganhar 5.000 euros por dia

A procura por prostitutas grávidas tem crescido em Portugal e a falta de oferta faz os preços disparar. Há mulheres que atendem 10 homens por dia e que conseguem ganhar 5000 mil euros diários com serviços sexuais.

17.01.2023



 

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138: O mecanismo

 

🇵🇹 OPINIÃO

published in: 3 semanas 

Os cargos de governação não podem, não devem e seria bom que não fossem “só para profissionais”. Ao contrário de outras actividades essenciais à sociedade, mas que não fazem parte do conjunto dos órgãos de soberania, a virtude da democracia reside no facto da comunidade ser governada por pares, eleitos de forma livre e escolhidos de entre os demais.

Quando somos chamados a votar para as eleições legislativas, escolhemos um parlamento do qual vai emanar um Primeiro-Ministro que, depois, dá origem a um governo que é empossado pelo Presidente da República.

É este o sistema, e é bom. O parlamento reflecte a diversidade, pluralidade e heterogeneidade da sociedade, do conjunto de portugueses que formam o país.

Como, nas legislativas, não há candidaturas fora dos partidos, como acontece nas autárquicas e nas presidenciais, são os partidos os responsáveis peça escolha dos candidatos a deputados. E, grande parte das vezes, é de entre esses que os partidos recrutam os governantes ou, pelo menos, grande parte deles.

O primeiro escrutínio — além da reflexão pessoal de cada um — tem de ser feito pelos partidos. Até antes. Os partidos são responsáveis pelos militantes que admitem e pelos candidatos que propõem.

Um primeiro-ministro indigitado é totalmente responsável por aqueles que escolhe para formar governo. Estamos, já, no terceiro nível de escrutínio: o pessoal, o partidário, o “governativo”.

Os últimos meses de governação, as mudanças no governo, as substituições, os diversos casos — que não são casinhos — que vão desde incompatibilidades, a problemas judiciais, fiscais e outros, levaram o governo, prometendo uma solução para um problema que ele próprio criou, a engendrar aquilo a que chamaram um “mecanismo” de escrutínio. São 36 perguntas. E pronto.

Ora, não só um inquérito não é um mecanismo como, custa a acreditar que, até agora, as perguntas que fazem parte do “mecanismo” não fossem já feitas a candidatos a governantes ou a nomeados para altos cargos de responsabilidade pública.

O mecanismo, além de revelar que até agora as escolhas eram feitas “à sorte”, também vai demonstrar que quase nenhum português que não seja funcionário público ou carreirista partidário tem condições para ser membro do governo.

Um governo, que emana de um parlamento que reflecte uma sociedade, deve ser composto por ministros “políticos”, por outros mais “técnicos, mas, e sobretudo, por gente que perceba dos temas, que domine os assuntos, que tenha obra feita, que tenha pensamento conhecido na área que vai tutelar, que tenha experiência profissional e que seja reconhecido pela comunidade.

No caldo onde tudo está misturado — incompatibilidades, questões judiciais em curso, questões fiscais, percursos nebulosos e relações familiares — tratam-se por igual questões que são diferentes, toma-se a parte pelo todo, mistura-se tudo, que é a melhor forma de não esclarecer nada e de dar pasto aos populismos e a uma das frases da mesa de café que mais mossa faz na democracia: “eles são todos iguais.”

Prefiro um ministro competente, dedicado e que possa fazer reformas no sector que tutela, que tenha passado profissional e empresarial, que se tenha candidatado de forma legítima a fundos comunitários, e cujos familiares tenham profissões fora da esfera pública, do que um ministro que só fez carreira na jota, foi assessor, depois adjunto, depois chefe de gabinete, depois secretário de Estado e depois Ministro.

As pessoas que vivem dentro dos aparelhos dos partidos não sabem, não entendem nem conhecem a vida fora das guerras internas, dos subterfúgios da política e da bolha onde vivem. A rés-pública deve ser governada pelos melhores. Os melhores de entre nós todos.

Hoje, dizem-nos que “o recrutamento” para cargos políticos é cada vez mais difícil. E escasso. Mas essa é tarefa dos partidos, antes do mais e, depois, do primeiro-ministro.

Escolher. Escolher bem. Ter governantes à altura dos desafios que vão enfrentar. Formar um governo onde os que dele fazem parte estão ministros e não são ministros. Servir a causa pública. Contribuir para que, quando deixam a função, o país esteja melhor.

Jornalista

Diário de Notícias
Pedro Cruz
17 Janeiro 2023 — 00:19



 

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137: O cartel dos instalados

 

🇵🇹 OPINIÃO

Quando a política é o problema em vez da solução, o debate público vive numa taquicardia permanente, em que um episódio após outro constrói e desfaz histórias e reputações, ao ritmo da batida dos meios de comunicação e das redes sociais.

E neste carrocel, a que o primeiro-ministro chama de “casos e casinhos”, não há mês em que não pareça estarmos diante de mais uma crise ou um fim de ciclo.

Em circuito fechado, como num elevador acanhado, na política portuguesa acotovelam-se primos, afilhados, noras, amigos e congéneres. Nada de novo.

O bafo é que é por vezes difícil de suportar. Nepotismo — do latim nepos, para significar sobrinho, neto, ou descendente — é palavra antiga, inventada para designar o favorecimento de parentes ou amigos próximos, em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação para determinados cargos, em particular nas autarquias, na administração central e nas empresas públicas.

Não sendo necessariamente ilegal, o nepotismo é pecado vizinho dos crimes tráfico de influências e corrupção, e ambos são as patologias mais comuns aos partidos guindados ao poder.

Não por acaso, o Eurobarómetro revela que quatro em cada cinco portugueses desconfiam dos partidos, e que dois terços dos nossos concidadãos estendem essa desconfiança ao parlamento, ao governo e à justiça.

As sociedades são fundadas na confiança, uns com os outros e para com as instituições criadas para administrar o que é comum. Se essa confiança enfraquece ou mesmo desaparecer, quem zelará pelo que é de todos e com que legitimidade?

Ora, os partidos são, segundo nosso ordenamento jurídico, um dos principais canais de participação política, e são eles os depositários do voto cidadão.

Nas democracias modernas, como a nossa quer ser, os partidos nasceram e medraram como mediadores entre a sociedade civil e o próprio Estado.

Mas têm acabado a ocupá-lo e a confundir-se com a própria burocracia das administrações, que invadem cada vez que chegam ao poder, distanciando-se dos cidadãos que afirmam representar.

Os partidos dos nossos dias, ou as suas caricaturas, não são um elo entre a sociedade e as instituições. São agências de interesses e relações-públicas para satisfazer clientelas e dedicadas ao controlo de danos.

A acção política profissionalizou-se, e os partidos funcionam cada vez mais como aquelas organizações onde não há diálogo nem democracia interna, e onde os chefes, mais preocupados com a sua reputação e imagem, vendem expectativas quando não ilusões — e à qualidade do seu produto preferem a percepção que se tem dele. Quase tudo tem sabor a tacticismo em vez de estratégia; jogo de poder antes do interesse cidadão.

Daí a crescente erosão na base das formações políticas tradicionais — cá, como em toda a Europa. E quando a desconfiança medra, a construção democrática vacila.

Sabendo-se, desde Aristóteles, que a política tem horror ao vazio, nos últimos anos, o desencanto com os partidos tradicionais deu origem a novas formações.

Resta saber se, de futuro, o descontentamento se manifesta na forma de desinteresse ou alimenta o terreno fértil onde florescem os extremismos. Seremos na Europa o país que menos reformou o seu sistema de governo nas últimas décadas: das leis eleitorais ao financiamento dos partidos.

Ora, se o espaço democrático está doente, é preciso saneá-lo, de nada servindo uma qualquer maioria absoluta se ela não se traduzir em estabilidade e impulso reformista. E se alguma coisa aprendemos com as anteriores é que, ao contrário das artes marciais, na política não se ensina a cair.

Jornalista

Diário de Notícias
Afonso Camões
17 Janeiro 2023 — 00:23



 

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136: Esqueça o mito dos hidratos. Afinal, a massa é saudável

 

🇵🇹 ALIMENTAÇÃO // CONSELHOS

published in: 3 semanas 

Apesar de ser frequentemente associada às dietas numa vertente de perda de peso, a verdade é que a massa é um alimento repleto de outros benefícios para a saúde humana.

Klaus Nielsen / Pexels

Ano novo, novo ‘eu’, nova dieta. É uma frase recorrente e que desagua, muitas vezes, numa lista de alimentos proibidos nos meses que se seguem. Regra geral, os mais calóricos e os que dificultam a perda de peso.

Um bom exemplo são os “carboidratos” ou alimentos embalados, o que pode significar evitar alimentos básicos como a massa.

Mas será que precisamos mesmo de eliminar a massa dos nossos cardápios para melhorar a nossa alimentação? Esta é uma leitura frequentemente chamada de abordagem reducionista à nutrição, onde se descreve um alimento com base apenas num dos seus componentes-chave. A massa, por exemplo, não é apenas hidratos de carbono.

Uma chávena (cerca de 145 gramas) de massa cozinhada tem cerca de 38 g de hidratos de carbono, 7,7 g de proteínas e 0,6 g de gorduras. Além disso, há toda a água que é absorvida pela cozedura e muitas vitaminas e minerais.

“Mas a massa é na sua maioria hidratos de carbono!” ouvem frequentemente os nutricionistas. Isto é verdade, mas a afirmação não conta a história toda. É preciso pensar no contexto.

Existem recomendações sobre a energia (kilojoules ou calorias) que devemos comer num dia. Estas recomendações, conhecidas pela maioria do público, são baseadas no tamanho do corpo, sexo e actividade física.

No entanto, algo que pode escapar aos indivíduos é que existem também recomendações sobre o perfil dos macro-nutrientes — ou tipos de alimentos — que fornecem esta energia.

Gorduras, carboidratos e proteínas são macro-nutrientes. Os macro-nutrientes são decompostos no corpo para produzir energia para o nosso corpo.

Os intervalos de distribuição aceitáveis de macro-nutrientes descrevem a proporção ou percentagem de macro-nutrientes que devem fornecer esta energia. Estas gamas são estabelecidas por especialistas com base em resultados e modelos de alimentação saudável.

O objectivo é garantir que recebemos o suficiente, mas não demasiado, de cada macro-nutriente. Consumir demasiado ou pouco de qualquer tipo de alimento pode ter consequências para a saúde.

Os rácios são também concebidos para nos certificarmos de que obtemos o suficiente das vitaminas e minerais que vêm com a energia dos alimentos que normalmente ingerimos. Devemos obter 45-65% da nossa energia a partir de hidratos de carbono, 10-30% a partir de proteínas, e 20-35% a partir de gorduras.

Os rácios de macro-nutrientes significam que pode ser saudável comer até 1,2 a 6,5 vezes mais hidratos de carbono num dia do que proteínas — uma vez que cada grama de proteína tem a mesma quantidade de energia que um grama de hidratos de carbono.

A proporção de hidratos de carbono em massa é de 38 g a 7,7 g, o que equivale aproximadamente a uma proporção de 5:1, dentro do rácio de distribuição aceitável de macro-nutrientes.

Isto significa que a massa tem, de facto, proteínas suficientes para se equilibrar com os hidratos de carbono. Isto também não se deve apenas aos ovos que muitas vezes são utilizados na confecção da massa. O trigo é outra fonte de proteína, constituindo cerca de 20% das proteínas consumidas globalmente.

Se estiver preocupado com os níveis calóricos e o aumento de peso, as contas também não são assim tão simples. Num contexto de dieta, ficou demonstrado que as pessoas perdem mais peso quando a sua dieta inclui regularmente a massa.

Paralelamente, uma revisão sistemática de 10 estudos diferentes revelou que a massa era melhor para os níveis de glicose no sangue após a refeição do que o pão ou as batatas.

Em vez de deixar o esparguete, deve considerar reduzir o tamanho das porções, ou mudar para massa integral, que tem um maior teor de fibras, o que tem benefícios para a saúde intestinal e pode ajudá-lo a sentir-se mais cheio durante mais tempo.

Já a massa sem glúten tem um pouco menos de proteínas do que a massa de trigo. Assim, apesar de ser mais saudável para as pessoas com intolerância ao glúten, não há maiores benefícios para a saúde ao mudar para massas sem glúten para a maioria da população.

Atenção aos acompanhamentos

A massa também não é tipicamente consumida sem acompanhamentos. Assim, enquanto alguns advertem sobre os perigos dos picos de açúcar no sangue ao comer “carboidratos nus” (o que significa apenas carboidratos sem outros alimentos), isto tipicamente não é um risco para a massa.

Quando a massa fornece a base de uma refeição, pode ser um veículo para ajudar as pessoas a comer mais vegetais, sobretudo no caso das crianças mais esquisitas.

Não comer massa isoladamente também é importante para o perfil proteico. Os alimentos vegetais não são tipicamente proteínas completas, o que significa que é preciso comer combinações delas para obter todos os diferentes tipos de aminoácidos (os blocos de construção das proteínas) de que precisamos para sobreviver.

Mas a massa, apesar de muitas vezes nos concentrarmos nos hidratos de carbono e na energia, constitui um bom cocktail nutricional. Como a maioria dos alimentos, não se trata apenas de macro-nutrientes, também tem micronutrientes.

Uma chávena de massa cozida tem cerca de um quarto das nossas doses diárias recomendadas de vitaminas B1 e B9, metade da dose recomendada de selénio, e 10% das nossas necessidades de ferro.

As notícias são ainda mais animadoras com sobras

Quando a massa é cozinhada e arrefecida, alguns dos hidratos de carbono convertem-se em amido resistente. Este amido recebe o seu nome por ser resistente à digestão, pelo que contribui com menos energia e é melhor para os níveis de açúcar no sangue.

Assim, as sobras de massa, mesmo que a reaquecidas, são mais baixas em calorias do que na noite anterior.

O corte nos hidratos de carbono é frequentemente associado à perda de peso, mas a verdade é que os hidratos de carbono surgem em diferentes forma alimentos. Alguns deles, como as massas, trazem outros benefícios. Outros, como os bolos e as guloseimas, acrescentam muito pouco.

Quando falamos em reduzir a ingestão de hidratos de carbono refinados, é melhor pensar primeiro nos doces, antes de cortar os hidratos de carbono básicos que são frequentemente servidos com vegetais.

ZAP // The Conversation //
16 Janeiro, 2023



 

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135: PS – O que resta de socialista?

 

🇵🇹 OPINIÃO

published in: 3 semanas 

Chocou muitos socialistas de base a vontade do governo de ilegalizar a solidariedade dos professores para com o pessoal não docente das escolas, um grupo profissional muito importante para manter os estabelecimento de ensino em funcionamento mas que são esquecidos pelo Estado em termos de remunerações, de condições de trabalho (muitas vezes ao frio, de pé, atirados para a supervisão das Câmaras).

O STOP procura agrupar no mesmo sindicato todos os profissionais da educação. A ideia de sindicatos verticais não é nova e tem vantagens e desvantagens. Na educação tem evidentes vantagens.

No entanto durante uma greve alguns grevistas conseguem, por múltiplas razões, aguentar mais facilmente a perda de remuneração que outros. Então, nada mais nobre, justo e correto do que organizar a solidariedade através de donativos dos que podem para os que mais precisam.

É sobre este princípio de solidariedade que se ergue o Estado Social europeu, que está construída a nossa Segurança Social, que está, no fundo, assente a nossa Democracia.

Ao procurar ilegalizar a solidariedade entre trabalhares da mesma escola, do mesmo sistema de Ensino, o Governo passa a mensagem à sociedade que a solidariedade é criminosa, que a solidariedade deve ser banida, que a desunião e o individualismo extremo devem predominar, que o individuo isolado face ao poder do Estado deve ser a norma.

Que melhor receita para o desastre social pode haver? Que melhor fórmula para o empobrecimento do país podemos desencantar?

Que têm estas ideias a ver com o socialismo social-democrata de que o PS se reivindica em períodos eleitorais? Que têm estas ideias a ver com a Esquerda que o PS quer liderar?

O acarinhar da solidariedade humana é uma marca indelével da Esquerda (embora não exclusiva da Esquerda), um princípio que vem de longe, dos

primórdios da esquerda, um princípio sustentado por todas as organizações de Esquerda.

A solidariedade humana, incluindo a profissional, é mais do que uma possibilidade ela é um dever moral, um imperativo ético de todo o ser humano. Pretender proibi-la remete para o absurdo, para o ditatorial, para o amoral para a ausência de ética.

Surge, então, a dúvida, a questão, a pergunta: poderá um Partido que, quando no Governo, pretende ilegalizar a solidariedade espontânea entre profissionais ser de Esquerda ou socialista?

Pode um Partido que se propõe impedir a espontânea solidariedade entre pessoas ser de Esquerda? Poderia mesmo reclamar-se de Democrata-Cristão? Dificilmente porque a doutrina cristã tem como dogma que todos os homens são irmãos e que, consequentemente, devem ser solidários.

Retirar a possibilidade às pessoas a liberdade de ser solidário, de apoiar, de ajudar o amigo, o colega, o vizinho, o compatriota, o ser humano que vive noutro país, é um ato despótico que não pode ser tolerado.

Ilegalizar a solidariedade para derrotar uma greve é algo tão monstruoso, tão desproporcional, tão prepotente, tão mesquinho, só próprio de gente que sacrifica princípios universais simplesmente para eliminar um pequeno incómodo, a contrariedade de uma greve limitada e circunscrita a um grupo profissional.

Quem por tão pouco sacrifica os seus princípios fundamentais, que poderá fazer em face de desafios maiores? Que faria face a uma greve geral?

O Governo não se entende com a ética, enclausurado num ambiente de facilitismo, de quero posso e mando agora que tenho a maioria absoluta, de safe-se quem poder, de enriquecer rapidamente através de indemnizações ou empregos que de acordo com o próprio Primeiro-ministro violam as Leis, pretende agora ilegalizar a solidariedade.

Que desvario, que incompetência, que ganância, que enorme vazio de projecto e de estratégia.

E, pasme-se, defende-se agora que “não há alternativa”. Como se fora verdade. Como se já não tivesse sido demonstrado, numa noite eleitoral a um primeiro-ministro sorridente e ilusoriamente triunfante, que há sempre alternativas. No plural.

Diário de Notícias
Jorge Fonseca de Almeida
16 Janeiro 2023 — 15:10



 

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134: El Niño. Cientistas alertam para ondas de calor sem precedentes em 2023

 

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS // AQUECIMENTO GLOBAL // 2023

published in: 3 semanas 

Regresso do fenómeno climático vai fazer disparar os termómetros. Previsões apontam como “muito provável” que o aquecimento global exceda os 1,5° C.

© Photo by Patrick T. FALLON / AFP

O regresso do fenómeno climático El Niño no final deste ano vai fazer disparar os termómetros globais e causar ondas de calor sem precedentes, alertam cientistas.

De acordo com as primeiras previsões, o El Niño deverá retornar em 2023 e traz consigo temperaturas extremas, tornando “muito provável” que o aquecimento global exceda 1,5° C, avança o jornal The Guardian. Recorde-se que 2016 foi ano mais quente registado na história, impulsionado pelo mesmo fenómeno atmosférico.

O El Niño corresponde ao aquecimento anormal de uma gigantesca massa oceânica que cobre uma vasta área do oceano Pacífico Central e Oriental.

Já estava previsto que este ano seria mais quente do que 2022 e dados globais apontam para que seja o quinto ou sexto ano mais quente já registado.

O El Niño acontece durante o inverno do hemisfério norte e o seu efeito de aquecimento leva meses a ser sentido, o que significa que é muito mais provável que em 2024 haja um novo recorde global de temperatura.

Até ao momento, os gases de efeito estufa elevaram a temperatura média global em cerca de 1,2° C, gerando impactos catastróficos em todo o mundo , desde ondas de calor nos EUA e na Europa até às inundações devastadoras no Paquistão e na Nigéria.

Diário de Notícias
DN
16 Janeiro 2023 — 16:53



 

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133: Guterres condena ataque e Kiev inicia operação de charme em Davos

 

– O que é preciso mais para classificar TODOS os ataques, bombardeamentos, assassínios de civis de todas as idades, destruição de infra-estruturas de electricidade, gás e água, escolas, maternidades, hospitais, supermercados, etc., como CRIMES DE GUERRA praticados pelos putinofantoches terroristas russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺? Que a Ucrânia fique reduzida a pó? Que os seus habitantes sejam dizimados? Que esses animais, autênticas Bestas do Leste, possam continuar a bombardear, assassinar, destruir, sem que ninguém mexa uma palha para acabar com este GENOCÍDIO? Tristes figuras fazem estes dirigentes do “Ocidente” neste espectáculo dantesco de morte e destruição! Mais vale darem um abraço ao russonazi terrorista putinofantoche 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 e entregar-lhe a Ucrânia! Topa-se que a destruição mostrada na imagem abaixo é de alvos militares!  “”As forças armadas russas não atingem edifícios residenciais ou infra-estruturas sociais. Atacam alvos militares”, disse o animal russonazi terrorista assassino 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 , porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.”

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

🇺🇳 ONU // HIPOCRISIA // CINISMO

published in: 3 semanas 

Secretário-geral da ONU aponta para possível crime de guerra em Dnipro. Moscovo rejeita qualquer responsabilidade.

O número de mortes do míssil russo em Dnipro ascende a 40.
© VITALII MATOKHA/AFP

O secretário-geral da ONU condenou o ataque com mísseis russos a um edifício de apartamentos na cidade ucraniana de Dnipro, que causou pelo menos 40 mortos, como um possível crime de guerra.

Enquanto o Kremlin rejeita a autoria do mesmo, Kiev prepara uma operação de charme na cimeira de Davos, com o objectivo de conseguir o maior apoio possível para o esforço de guerra.

“Um ataque atingiu um edifício residencial em Dnipro no sábado à noite, num dos ataques mais mortíferos na Ucrânia desde o início da invasão russa em Fevereiro passado”, disse Stephanie Tremblay, porta-voz de António Guterres.

“O secretário-geral condenou este ataque, dizendo que este era mais um exemplo de suspeita de violação das leis da guerra”, prosseguiu. Tremblay disse ainda que a coordenadora das Nações Unidas na Ucrânia, Denise Brown, “apelou a uma investigação eficaz dos suspeitos de crimes de guerra e à adequada acusação dos suspeitos” do ataque em Dnipro que conta com três crianças entre as vítimas mortais e 29 desaparecidos.

Moscovo rejeitou qualquer responsabilidade, tendo insinuado que foram os sistemas de defesa aérea ucranianos a causar o desastre, dando gás a uma teoria sem provas que circula nas redes sociais. “As forças armadas russas não atingem edifícios residenciais ou infra-estruturas sociais. Atacam alvos militares”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Uma equipa de ministros e funcionários ucranianos chefiados pela primeira-dama Olena Zelenska deslocou-se ao Fórum Económico Mundial na cidade suíça de Davos para fazer pressão no sentido de uma maior ajuda ocidental e entrega de armas com características diferentes das que Kiev possui.

“É por isso que estou aqui”, disse o presidente da câmara da capital ucraniana Vitali Klitschko quando questionado sobre a necessidade de mais ajuda. “É por isso que é muito importante falar directamente. É muito importante ter uma ligação pessoal”.

A invasão russa da Ucrânia é um dos maiores temas da cimeira deste ano, que arrancou formalmente na segunda-feira à noite. A reunião anual de Davos, nos Alpes suíços, reúne centenas de chefes de governo, ministros e milhares de líderes empresariais, com a presença amanhã do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

Zelenska vai falar esta terça-feira numa das sessões de abertura, enquanto o seu marido Volodymyr Zelensky vai comunicar por videoconferência em eventos à margem do fórum na quarta-feira e na quinta-feira.

Davos precede a importante reunião dos aliados, na sexta-feira, na base de Ramstein, Alemanha, sobre mais meios a disponibilizar à Ucrânia e a sua coordenação.

Diário de Notícias
DN/AFP
17 Janeiro 2023 — 00:11



 

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