Charles Michel: “Nós ouvimos a vossa mensagem” sobre a urgência de mais armamento

 

🇪🇺 UE // CONSELHO EUROPEU // 🇺🇦 UCRÂNIA // AJUDA

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O presidente do Conselho Europeu esteve em Kiev para um encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

© EPA/SERGEY DOLZHENKO

O presidente do Conselho Europeu assegurou esta quinta-feira, em Kiev, que o Ocidente está consciente da urgência da Ucrânia receber armamento cada vez mais pesado, a começar pelo envio de tanques, e que “as próximas semanas e meses serão decisivos”.

“As próximas semanas e meses serão decisivos. Vocês precisam de mais. Mais sistemas de defesa aérea, mais mísseis de longo alcance e munições, e, sobretudo, precisam de tanques. Agora mesmo”, afirmou Charles Michel perante o parlamento da Ucrânia, numa declaração divulgada pelo seu gabinete.

O presidente do Conselho Europeu viajou esta quinta-feira de manhã para a capital ucraniana, no contexto do conflito em curso na Ucrânia após a invasão das forças russas.

A viagem foi anunciada com um vídeo do próprio divulgado na rede social Twitter e apenas quando Charles Michel já se encontrava a caminho de Kiev para um encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Na mesma intervenção, o presidente do Conselho recordou que, pela primeira vez na história da União Europeia (UE), os 27 Estados-membros concordaram em enviar “equipamento militar letal para um país terceiro”, afirmando: “Estamos determinados em continuar a ajudar-vos no campo de batalha”.

Já no Twitter, e também numa mensagem dirigida a Kiev e em especial ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, com quem se encontrou, o representante comunitário acrescentou: “Nós ouvimos a vossa mensagem. (…) Acredito firmemente que os tanques devem ser entregues”.

O Reino Unido já prometeu 14 tanques pesados Challenger 2 e 600 mísseis Brimstone e a Polónia diz estar pronta a enviar 14 tanques Leopard 2 de fabrico alemão, se Berlim permitir o seu envio para a Ucrânia.

A pressão tem vindo a aumentar para que o chanceler alemão, Olaf Scholz, dê ‘luz verde’ para que os tanques Leopard 2, que estão ao serviço de vários exércitos da NATO, sejam libertados e enviados para solo ucraniano.

Ainda na intervenção no parlamento ucraniano, Charles Michel lembrou que até esta quinta-feira os países da UE “mobilizaram um total de 11 mil milhões de euros em apoio militar” e que estão a treinar 15 mil soldados.

Mas, segundo sustentou o líder comunitário, o apoio a Kiev também ocorre “internacionalmente, além das fronteiras da Ucrânia”, com a tentativa de “isolar a Rússia” e com pacotes de “sanções contundentes”, até à data um total de nove, deixando a promessa de que mais estão a caminho.

“Também estamos a trabalhar arduamente para reunir o apoio internacional mais alargado possível para o vosso país. Em África, na Ásia, China e na América Latina, em qualquer reunião que tenhamos com líderes estrangeiros, o apoio ao vosso país é o primeiro assunto que discutimos”, referiu.

Charles Michel lembrou também que dentro de poucos dias vai realizar-se a cimeira entre a UE e a Ucrânia, em Kiev, na qual serão abordadas todas as formas de apoio possíveis daqui para a frente, “tanto na corajosa resistência contra a Rússia, como no caminho em direcção à UE”.

“Não é possível haver uma Europa independente e segura sem uma Ucrânia independente e segura. Não há uma Europa livre sem uma Ucrânia livre. Os nossos futuros estão unidos”, finalizou.

A cimeira UE-Ucrânia irá decorrer em 03 de Fevereiro em Kiev, com a participação do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, mas sem a presença dos chefes de Estado e de Governo dos Estados-membros.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de Fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Janeiro 2023 — 17:35



 

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154: Antiga administradora da TAP recebeu mais de um milhão de euros para sair em 2020

 

🇵🇹 TAP // INDEMNIZAÇÕES MILIONÁRIAS

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Teresa Lopes, antiga administradora financeira da transportadora aérea, fechou um acordo com a TAP em 2017, para a sua saída, que lhe valeu 1,2 milhões de euros.

Alexandra Reis não foi a única administradora da TAP a sair da empresa com uma indemnização milionária. Em 2020, a na altura administradora financeira Teresa Lopes, recebeu da TAP um pagamento de superior a um milhão de euros, avança a CNN, ou seja, o dobro da indemnização paga a Alexandra Reis.

Segundo o canal, o acordo para a saída da administradora foi fechado no final de 2017, altura em que a empresa ainda era gerida pelos privados, mas era já detida a 50% pelo Estado português.

A TAP pagou, adianta a CNN, 1,2 milhões de euros a Teresa Lopes, que manteve funções na TAP até Março de 2020 como consultora.

A administradora somou uma carreira de três décadas na empresa de aviação, tendo ascendido à administração da TAP no final de 2014, como administradora financeira (CFO), cargo que exerceu durante um ano com um salário de 15 mil euros.

A presidente da comissão executiva da TAP garantiu ontem, em audição no parlamento, desconhecer que tenham existido outras indemnizações pagas aos gestores da empresa, à semelhança do que aconteceu com Alexandra Reis, durante a sua liderança.

“Desde que assumi funções, não estou ciente de qualquer compensação paga a qualquer membro do conselho de administração. Mas sei que houve uma paga ao meu antecessor, quando a empresa era privada ainda”, esclareceu Christine Ourmières-Widener.

A gestora francesa adiantou ainda que “a equipa de topo de administração custa menos 40% [face ao privado]”.

O meu salário é público, não há questões sobre o meu salário. É 37% menos do que o salário do meu antecessor”, detalhou. “Quando esta equipa se juntou ao projecto, em Junho de 2021, o corte aplicou-se de imediato, desde o primeiro dia em que assumimos funções”, adiantou ainda.

A ex secretária de Estado do Tesouro, Alexandra Reis, recebeu uma indemnização no valor de 500 mil euros por deixar o cargo de administradora executiva da TAP, a dois anos do fim do seu contrato.

Segundo Christine Ourmières-Widener, Alexandra Reis “saiu por razões profissionais, havia um desajuste com plano de reestruturação”, adiantou ontem.

“O meu papel é garantir que temos um plano de reestruturação que é bem sucedido. A companhia estava em mau estado, está muito melhor mas há mais a ser feito, precisamos de estar todos a remar para o mesmo lado”, apontou.

Diário de Notícias
Dinheiro Vivo
19 Janeiro 2023 — 14:21



 

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153: Quando 1% é mais do que 99%

 

🇵🇹 OPINIÃO

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Em 2020 e 2021, quase dois terços da riqueza acumulada no mundo ficou para o conjunto dos 1% mais ricos. Dito de outro modo, ficaram com quase o dobro da riqueza dos restantes 99% da população mundial.

Os números, divulgados esta semana num relatório da Oxfam, são verdadeiramente assombrosos e traduzem o retrato da dimensão real das desigualdades, evidenciando a incapacidade crescente da economia moderna em distribuir o rendimento e riqueza de forma equitativa.

Para mitigar essas desigualdades, o modelo social europeu – que de várias formas se tornou orientação em muitas outras geografias – atribuiu ao Estado uma função redistributiva (da qual apenas os mais liberais discordam), nomeadamente através da progressividade fiscal, cobrando taxas mais altas de impostos a quem ganha mais.

Porém, essa função redistributiva dos Estados tem vindo a ser minada de duas formas em particular.

Por um lado, pela concorrência fiscal. Face à inexistência de critérios mínimos, a distribuição de benefícios e isenções fiscais, ou as reduções constantes nas taxas de imposto (para captar empresas, investimento e receita fiscal dos países vizinhos), gerou-se uma “corrida para o fundo” para ver quem oferece taxas mais baixas.

A título de exemplo, a taxa média de imposto sobre os lucros das empresas (IRC) na União Europeia desceu de 32% em 2000 para, aproximadamente, 21% em 2022.

Por outro lado, assistimos à proliferação de esquemas fiscais, com o desenvolvimento de uma verdadeira indústria especializada em reduzir as obrigações tributárias dos contribuintes mais poderosos, como multinacionais ou detentores de grandes fortunas.

Nos últimos anos não faltaram escândalos sobre activos alojados em paraísos fiscais, multimilionários que pagam menos impostos em termos relativos do que os seus trabalhadores, ou milhares de milhões de receita fiscal perdida. Sempre apoiados por consultores e advogados especializados em montar estes esquemas.

Mas é preciso dizer que estes esquemas, mesmo quando são legais, são profundamente imorais. Os milionários empurram assim os encargos com o Estado Social para cima dos outros contribuintes: os trabalhadores, as classes médias e as PME.

Assim se explica como é que um sistema económico tão capaz de gerar riqueza, ainda não conseguiu extinguir a pobreza – nem sequer nos países mais desenvolvidos.

Insistir numa versão desregulada da economia global arrisca fazer aumentar o número de cidadãos que já se sentem frustrados ou “deixados para trás”.

Precisamente por isso, era bom que os participantes na conferência anual do Fórum Económico Mundial, que decorre esta semana em Davos, percebessem que crescimento económico não pode continuar a ser sinónimo de mais desigualdades.

Foi isso que alguns milionários foram dizer, eles próprios, a Davos, pedindo para serem mais tributados. A economia tem de funcionar para todos e não só para 1%.

Não há países capazes de corrigir o problema de forma individual. Qualquer resposta séria e pragmática necessita de uma concertação entre Estados.

Felizmente, há provas de vida na UE, como o acordo recente para implementar uma taxa mínima de 15% (ainda bloqueado pela Hungria) sobre as multinacionais – bom exemplo de critério mínimo para combater a concorrência fiscal – ou para que todos os Estados Membros taxem os lucros extraordinários do sector energético.

Só este reformismo ambicioso, apenas ao alcance dos moderados, permitirá que 1% deixe de ser mais de 99%.

15 valores
Andebol nacional

O andebol é o segundo desporto com maior número de federados em Portugal, a seguir ao futebol. A nossa selecção, apesar de ontem não ter ganho ao Brasil (empatou já depois do jogo ter terminado), está a brilhar no Mundial da modalidade. Um orgulho e uma inspiração para todos nós.

Eurodeputado
(Partido Socialista)

Diário de Notícias
Pedro Marques
19 Janeiro 2023 — 00:43



 

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152: PE exige criação de tribunal especial para julgar líderes políticos e militares russos

 

– Ontem, já era tarde! O Ocidente está a acagaçar-se perante um estado terrorista, chefiado por uma horda de neandertais da mais baixa classe primata que nem para limpar retretes tem capacidade.

🇪🇺 PE // TRIBUNAL INTERNACIONAL //  🇺🇦 UCRÂNIA // CRIMES DE GUERRA // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

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Os eurodeputados aprovaram uma resolução que exige a criação de um tribunal “para julgar a liderança política e militar da Rússia” com 472 votos favoráveis, 19 contra e 33 abstenções.

© Igor Martins / Global Imagens

O Parlamento Europeu (PE) aprovou esta quinta-feira uma resolução que exige a criação de um tribunal especial para responsabilizar e julgar os líderes políticos e militares da Rússia pelos crimes cometidos na guerra na Ucrânia.

No texto, aprovado com 472 votos favoráveis, 19 contra e 33 abstenções, os eurodeputados exortam a União Europeia (UE) para que “em estreita cooperação com a Ucrânia e a comunidade internacional, insista na criação de um tribunal especial para julgar a liderança política e militar da Rússia”, assim como os aliados de Moscovo.

A criação desta instância judicial internacional preencheria, de acordo com os eurodeputados, “um vazio na justiça penal internacional e complementaria os esforços de investigação do Tribunal Penal Internacional”, que actualmente está impossibilitado de investigar na totalidade as suspeitas de crimes de guerra perpetrados pela Rússia em território ucraniano desde o início da guerra, a 24 de Fevereiro do ano passado.

O PE quer que este tribunal responsabilize não só o Kremlin (Presidência russa) e os líderes militares russos, mas também o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e outros dirigentes bielorrussos por auxiliarem Moscovo.

A criação deste tribunal deve “começar de imediato”, acrescentam os deputados na resolução, e “as autoridades ucranianas e internacionais devem ser apoiadas na obtenção de provas a utilizar no futuro”.

“O Parlamento Europeu está firmemente convicto de que a criação de um tribunal especial enviaria um sinal muito claro à sociedade russa e à comunidade internacional de que o Presidente Vladimir Putin e os dirigentes russos em geral podem ser condenados pelo crime de agressão na Ucrânia”, refere um comunicado que foi divulgado depois da votação em plenário

A mesma nota acrescenta: “Os deputados salientam que já não é possível que a Federação Russa, sob a liderança de Putin, volte a trabalhar ‘como de costume’ com o Ocidente”.

Em outra resolução, o PE também exigiu esta quinta-feira coordenação de todos os Estados-membros da UE para aumentar as sanções contra o regime do Irão.

Na óptica dos eurodeputados, Teerão continua a restringir as liberdades dos seus cidadãos, em particular de mulheres, pratica sentenças de morte e execuções de manifestantes pacíficos – acção condenada pelo hemiciclo em Estrasburgo “nos termos mais veementes” — e impõe uma repressão contra os seus próprios cidadãos.

A resolução adoptada pelo PE propõe um regime de sanções mais apertado e que englobe não só instituições responsáveis pela violação dos direitos humanos, como também a pessoas individuais no centro destas decisões, como o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o Presidente do Irão, Ebrahim Raisi, o procurador-geral Mohammad Jafar Montazeri e outros directamente associados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRCG).

Os eurodeputados também querem que os Estados-membros acrescentem o IRGC e as suas forças subsidiárias, incluindo a milícia paramilitar Basij e a força Quds, à lista de entidades consideradas grupos terroristas pela UE.

Os eurodeputados exigem ainda o julgamento das pessoas responsáveis pela repressão das manifestações e pelas execuções sumárias, bem como querem a condenação do Irão pelo apoio fornecido à Rússia na invasão à Ucrânia.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Janeiro 2023 — 13:07



 

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Poluição do ar na Av. da Liberdade em Lisboa “12,5% acima” do limite legal durante 2022

 

🇵🇹 LISBOA // AMBIENTE // POLUIÇÃO

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Associação ambientalista ZERO indica que a poluição do ar em Portugal “é responsável pela morte prematura de cerca de seis mil pessoas todos os anos”.

© Orlando Almeida / Global Imagens

A poluição do ar na Avenida da Liberdade, em Lisboa, continuou acima do limite legal durante 2022, com uma concentração de dióxido de azoto “superior em cerca de 12,5% ao valor máximo”, alertou esta quinta-feira a associação ambientalista ZERO.

“Os valores de dióxido de azoto (NO2) na Avenida da Liberdade apresentaram uma média anual de 45 µg/m3 (micrograma por metro cúbico), uma concentração superior em cerca de 12,5% ao valor máximo de 40 µg/m3 exigido na legislação nacional (Decreto-Lei nº 102/2010) e Directiva Europeia da Qualidade do Ar, e com alguns dias (dois) a excederem uma concentração média de 200 µg/m3”, revela em comunicado a ZERO — Associação Sistema Terrestre Sustentável, apresentando dados provisórios de 2022.

Os dados resultam do trabalho da ZERO de acompanhamento da qualidade do ar em Lisboa, através da concentração de poluentes medida nas estações de monitorização da qualidade do ar que são geridas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

A ZERO vai agora solicitar a validação dos dados e posteriormente irá comunicar o incumprimento à Comissão Europeia”, informa a associação ambientalista, referindo que, “nos últimos anos, tem havido inúmeras situações de incumprimento de valores mínimos da qualidade do ar exigidos por lei em várias regiões do país”.

Nesse âmbito, o Tribunal Europeu de Justiça tem já uma queixa contra Portugal (processo C-220/22), “que poderá implicar o pagamento de uma multa substancial por parte do país”, indica a ZERO.

De acordo com a associação, a poluição do ar em Portugal “é responsável pela morte prematura de cerca de seis mil pessoas todos os anos”, estando associada ao surgimento ou agravamento de doenças como acidentes vasculares cerebrais, problemas de coração, cancro do pulmão e doenças respiratórias.

A nível mundial, a poluição do ar é responsável por “cerca de uma em cada oito mortes”, diz a ZERO, reforçando que se trata de “uma ameaça tanto para a saúde humana como para os ecossistemas naturais”.

“Além dos incumprimentos serem recorrentes, revelando um problema de qualidade do ar crónico, não são visíveis medidas para melhorar o ar que todos respiramos”, aponta a associação, lembrando que, entre 2011 e 2014, houve várias situações de incumprimento aos valores limite dos poluentes dióxido de azoto e partículas PM10 (inaláveis, de diâmetro inferior a 10 micrómetros, um considerável risco para a saúde dado que penetram profundamente no organismo através dos alvéolos pulmonares).

Como consequência, o Governo aprovou o Plano de Melhoria da Qualidade do Ar da Região de Lisboa e Vale do Tejo, elaborado pela CCDR-LVT e publicado no Diário da República em Fevereiro de 2019, “no entanto, quase quatro anos após a elaboração do referido plano, o seu programa de execução não foi ainda sequer aprovado”, critica a ZERO.

Segundo os Censos 2021, o uso do automóvel aumentou na última década na Área Metropolitana de Lisboa, sendo o principal meio de transporte para a maior parte das pessoas, com uma representação superior à do transporte público, a pé e de bicicleta todos combinados.

“O trânsito já supera os níveis de 2019 (índice TomTom), colocando o tráfego automóvel em níveis caóticos”, acrescenta a associação ambientalista, considerando “absolutamente urgente” a criação de um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável para a cidade de Lisboa, uma vez que é “a única capital dos países do sul da Europa sem um plano deste tipo”.

No comunicado, a ZERO alerta que com a revisão em curso da actual legislação europeia da qualidade do ar, em que se prevê que o valor limite anual para o dióxido de azoto passará a ser de 20 µg/m3, a Avenida da Liberdade e “muitos outros locais da cidade de Lisboa e do país” estarão em violação desses parâmetros.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Janeiro 2023 — 07:17



 

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150: Mulheres que não querem ser mães e homens que não querem ser pais

 

🇵🇹 OPINIÃO

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As crianças são o melhor do mundo”. Esta é uma frase feita que muito tem de verdade, é um facto. No entanto, muitas mulheres e homens não querem ter crianças.

Não querem ser pais. E têm esse direito. Mas, então, porque são sistematicamente olhados de lado, condenados e recriminados pela sociedade? Teremos nós esse direito?

Muitos homens e mulheres sentem um enorme desejo de ser pais e investem num projecto de parentalidade que os realize e preencha. Estes pais são acarinhados pela sociedade, que entende a sua vontade e se identifica com a mesma, legitimando (e bem) as diversas formas como este projecto pode vir a concretizar-se.

Outros não sentem esta vontade e decidem, em consciência, não ter filhos. Sentem-se realizados de muitas outras formas e aquele é um projecto que não faz sentido para eles.

Mas, ao contrário dos anteriores, não se sentem aceites e compreendidos pelos demais. Ouvem críticas, comentários depreciativos e são, muitas vezes, compelidos a guardar para si mesmos esta sua forma de pensar e sentir.

Ao mesmo tempo, e à medida que o tempo vai passando, sobretudo as mulheres sentem a pressão social que recorda a cada momento o tic-tac do relógio biológico e os riscos de uma parentalidade mais tardia.

Não raramente, estas pessoas experienciam um conflito interno – fazer aquilo que faz sentido para si e que é coerente com o que desejam versus ceder à pressão social, que dita as regras de “estudar, casar e ter filhos”.

Uma pressão por vezes demasiado esmagadora, que potencia sentimentos de culpa e de estigmatização, levando a que estas pessoas se questionem mesmo em que medida serão diferentes daqueles que as rodeiam.

Ser-se pai ou mãe, na verdadeira acepção da palavra, não implica apenas gerar uma vida e satisfazer as suas necessidades mais básicas. Desejam-se pais sensíveis e responsivos, capazes de reconhecer e satisfazer todas as necessidades da criança.

Para tal, é fundamental que exista uma motivação interna para o projecto de parentalidade, e que este não assente apenas na tentativa de corresponder às expectativas da sociedade.

Dito de outra forma, na ausência de uma real motivação e desejo em ser-se pai ou mãe, é, pois, preferível que não se seja, a bem das crianças que iriam crescer num contexto, à partida, desfavorável. E a bem destes adultos, que ver-se-iam presos numa realidade indesejada e não-gratificante.

É fundamental reconhecer que querer, ou não, ser pai ou mãe é um direito que assiste a cada um de nós. Um direito legítimo que importa respeitar. Por isso, acabemos com as críticas destrutivas, a culpabilização e a quase marginalização de quem prefere dizer “não” à maternidade e à paternidade.

Psicóloga clínica e forense, terapeuta familiar e de casal

Diário de Notícias
Rute Agulhas
19 Janeiro 2023 — 01:47



 

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“Não há acidentes em tempo de guerra”, diz Zelensky sobre a morte de três governantes

 

“… “O tempo que o mundo livre usa para pensar é usado pelo estado terrorista para matar”, disse Volodymyr Zelensky.”

Palavras certas!

🇺🇦 UCRÂNIA // BROVARY // ACIDENTE // HELI // MORTES

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Queda de helicóptero junto de infantário mata ministro do Interior e dois adjuntos. Líder ucraniano apela para os aliados não perderem mais tempo na decisão de apoio.

Destroços do helicóptero acidentado junto de um automóvel em Brovary, arredores da capital ucraniana.
© EPA/SERGEY DOLZHENKO

A queda de um helicóptero com seis funcionários do Ministério do Interior e três tripulantes em Brovary, localidade na região de Kiev, causou a morte a todos os ocupantes e ainda a mais cinco pessoas, uma criança incluída.

O ministro do Interior Denys Monastyrskyi, o primeiro vice-ministro Yevhenii Yenin e o secretário de Estado do ministério Yurii Lubkovych contam-se entre os mortos do acidente que atingiu um edifício residencial junto de um jardim-de-infância.

Ao discursar para o Fórum Económico Mundial de Davos em videoconferência, o presidente ucraniano afirmou que “isto não é um acidente, porque se deveu à guerra, e a guerra tem muitas dimensões, não apenas nos campos de batalha”. Ou seja, “não há acidentes em tempo de guerra, são todos resultado da guerra””.

O helicóptero estava a voar em direcção à linha da frente no leste da Ucrânia. “O objectivo do voo de helicóptero era desenvolver trabalho num dos pontos quentes do nosso país onde as hostilidades estão em curso”, disse o vice-chefe do gabinete presidencial, Kyrylo Tymo- shenko. Além dos 14 mortos, 29 pessoas ficaram feridas, incluindo 15 crianças.

À AFP, Dmytro Serbyn contou que estava em casa a tomar o pequeno-almoço quando ouviu um zumbido invulgar. Quando se apercebeu de que estavam a deflagrar chamas sobre o infantário correu em direcção ao edifício, tendo saltado a sua cerca e quebrado janelas para retirar as crianças para um lugar seguro.

“Dois polícias e outro homem estavam comigo. Levámos as crianças até ao pátio e daí para um local seguro, passámos algumas delas por cima da vedação”, relatou Serbyn. Uma das crianças estava ferida na cara. “Os seus ferimentos eram tão graves que o seu pai não a reconheceu imediatamente.”

As autoridades disseram que a causa do acidente está a ser investigada. Segundo um comunicado de imprensa dos serviços secretos da Ucrânia (SBU) há três hipóteses em análise: ou o piloto não cumpriu os regulamentos de segurança durante o voo, ou uma avaria causou um acidente ou houve “uma acção deliberada para destruir a aeronave”.

A Alemanha, pela pena da ministra do Interior, Nancy Faeser, ofereceu ao governo ucraniano apoio para a identificação das causas da queda do helicóptero.

Com o Ministério do Interior decapitado, o chefe da polícia nacional Ihor Klymenko foi designado ministro interino. Além da supervisão da polícia, guarda nacional e guarda fronteiriça, bem como dos serviços de emergência, incluindo desminagem, Denys Monastyrsky estava pessoalmente envolvido na troca de prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia.

Um ministro sem escândalos

Denys Monastyrsky.
© EPA/ZURAB KURTSIKIDZE

Nascido há 42 anos em Khmelnytsky, no oeste do país, Denys Monastyrsky foi advogado e professor antes de ser eleito deputado em 2019 pelo partido Servo do Povo. Dois anos depois foi nomeado ministro do Interior.

“Honesto e decente”, caracterizou a deputada Oleksandra Ustinova, de um partido da oposição. “Uma pessoa muito modesta e corajosa. Com ele não houve escândalos”, elogiou Serhiy Leshchenko, conselheiro do chefe de gabinete de Zelensky. “Um grande tesouro para a Ucrânia”, disse o autarca de Kiev Vitali Klitschko.

Tempo para pensar, tempo para matar

Depois de numa primeira reacção ter falado numa “terrível tragédia” cuja “dor não se pode expressar com palavras”, Volodymyr Zelensky, dirigindo-se ao Fórum Económico Mundial, homenageou os mortos com um minuto de silêncio e depois implorou aos aliados da Ucrânia que não perdessem mais tempo para decidir renovado apoio.

“O tempo que o mundo livre usa para pensar é usado pelo estado terrorista para matar”, disse.

O chanceler alemão, que também discursou em Davos em inglês, mas presencialmente, elogiou a capacidade de adaptação do seu país para se tornar “completamente independente” dos combustíveis russos e criticou Moscovo. “A Rússia já falhou completamente na obtenção dos seus objectivos imperialistas.

A Ucrânia está a defender-se com uma coragem impressionante”, disse Olaf Scholz, que disse ainda que para a guerra acabar, “a Rússia tem de perder”.

O discurso do chefe do governo alemão era muito aguardado porque tem sido pressionado por vários líderes para se decidir pela autorização da exportação dos tanques Leopard 2 que vários peritos consideram poder fazer a diferença no campo de batalha. Porém, sobre esse tema, nem uma palavra.

Também presente na cidade alpina, o secretário-geral da NATO disse que os países da aliança estão prontos a anunciar “armas mais pesadas” para a Ucrânia no final da reunião que decorre amanhã na base militar de Ramstein, na Alemanha.

“A mensagem principal será mais apoio e apoio mais avançado, armas mais pesadas e armas mais modernas, porque esta é uma luta pelos nossos valores”, afirmou Jens Stoltenberg.

A reunião de Ramstein, dirigida pelo secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, inclui os as três dezenas de ministros da Defesa da NATO e ainda representantes de outros 20 países. Antes ainda da reunião, o Canadá anunciou o envio de 200 veículos blindados de transporte.

Numa visita a Kiev, a ministra da Defesa Anita Anand disse que os veículos Senator, de fabrico canadiano, fazem parte do pacote de assistência militar de mais de 350 milhões de euros. O Canadá é um dos países que poderá enviar tanques Leopard 2 para a Ucrânia.

Lavrov e a “solução final” contra a Rússia

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia voltou a exprimir a sua visão muito própria da História ao comparar o apoio do Ocidente a Kiev à campanha de Napoleão em terras russas e à invasão nazi.

Sergei Lavrov usou a conferência de imprensa de início de ano para voltar a usar a figura de Adolf Hitler para denegrir. Em Maio do ano passado o chefe da Diplomacia Russa pegou numa teoria da conspiração antissemita segundo a qual Hitler tinha “sangue judeu” para criticar o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que é judeu. Tais declarações levaram-no a pedir desculpas a Israel.

Desta feita o alvo foi Washington e os seus aliados. “Tal como Napoleão mobilizou praticamente toda a Europa contra o Império Russo, tal como Hitler mobilizou e capturou a maioria dos países europeus e os enviou contra a União Soviética, agora os Estados Unidos organizaram uma coligação”, disse Lavrov.

“Os Estados Unidos, por intermédio da Ucrânia por procuração, estão a travar uma guerra contra o nosso país com a mesma tarefa: a solução final da questão russa. Tal como Hitler queria finalmente resolver a questão judaica”, prosseguiu.

A “solução final” foi o programa de extermínio dos judeus decidido em 1942 pelo regime nazi e levado à prática até à derrota militar, algo que não encontra qualquer paralelo com a actualidade.

Lavrov defendeu ainda os objectivos do Kremlin na sua ofensiva na Ucrânia, que incluíam a “desnazificação” do país invadido, mas que agora não se sabe quais são. “Não são inventados, não são tirados do nada, mas são objectivos determinados por interesses de segurança fundamentais e legítimos da Federação Russa”.

Já o presidente Vladimir Putin, de visita a uma fábrica de armamento em São Petersburgo, disse “não ter quaisquer dúvidas de que a vitória está garantida” ante o “regime neonazi” ucraniano. “Tudo segue conforme os planos do Ministério da Defesa e do Estado-Maior.”

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
18 Janeiro 2023 — 23:29

Uma oferta para todos os propagandistas da merda russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺



 

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