162: IPMA com modelos melhorados de previsões a partir desta sexta-feira

 

🇵🇹 METEOROLOGIA // IPMA

Financiado pelo PRR, o novo sistema melhora “significativamente a qualidade das previsões dos modelos utilizados para a emissão de avisos meteorológicos, nas previsões para a meteorologia marítima, no suporte à meteorologia aeronáutica” bem como “nos índices meteorológicos de risco de incêndio”.

Novo sistema de super-computação do IPMA vai permitir modelos de previsão mais precisos em áreas como a meteorologia marítima
© Artur Machado/Global Imagens (Arquivo)

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tem a partir desta sexta-feira um novo sistema de super-computação que vai permitir modelos de previsão mais precisos em áreas como a meteorologia marítima.

O novo “Sistema de Modelação Oceano Atmosfera de Alta Resolução Espacial e Temporal – ´Atlântico´”, multiplica por 20 a capacidade computacional do IPMA e é hoje inaugurado pelo ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, e pelo secretário de Estado do Mar, José Maria Costa.

Financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o sistema melhora “significativamente a qualidade das previsões dos modelos utilizados para a emissão de avisos meteorológicos, nas previsões para a meteorologia marítima, no suporte à meteorologia aeronáutica, nos índices meteorológicos de risco de incêndio bem como em muitos outros sectores”, diz o IPMA na página na Internet.

O novo sistema envolve um investimento superior a um milhão de euros e permite aumentar a resolução dos modelos numéricos de previsão do tempo, a sua velocidade de execução e área geográfica coberta.

“Vai permitir melhor integração com os modelos globais, tanto no que diz respeito ao mar como no que se refere à atmosfera, e beneficiará do aumento da cobertura permitida pelos novos sensores e sistemas, possibilitando o alargamento do domínio geográfico operacional que passará a englobar Portugal Continental, área Atlântica adjacente e Arquipélago da Madeira, que representa a zona atlântica de responsabilidade nacional”, diz ainda o IPMA na sua página oficial.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Janeiro 2023 — 07:45



 

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161: Maiores de 45 anos já podem agendar dia e local de vacinação no Portal SNS 24

 

🇵🇹 SAÚDE PÚBLICA // VACINAÇÃO // COVID-19 // >45 ANOS

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O agendamento para a vacina sazonal contra a covid-19 deve ser feito com três dias de antecedência e “é enviada uma mensagem SMS ao cidadão, com informação do dia, hora e local de vacinação”.

© MIGUEL A. LOPES / LUSA

Os utentes com 45 ou mais anos já podem escolher no portal do SNS 24 o dia e o local para receberem a vacina sazonal contra a covid-19, anunciaram esta sexta-feira os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

“O agendamento é feito com, pelo menos, três dias de antecedência, e é enviada uma mensagem SMS ao cidadão, com informação do dia, hora e local de vacinação”, adiantam os SPMS em comunicado.

A mensagem deve ser respondida pelo cidadão com “SNS.Número de utente.SIM” para confirmação da hora proposta, à semelhança do que aconteceu em outras fases de vacinação.

No dia anterior à vacinação, o cidadão receberá uma mensagem recordatória com data, hora e local agendados, referem os SPMS, anunciando que, posteriormente, será aberta a possibilidade de agendamento a outras faixas etárias.

Desde Setembro, já foram vacinadas mais de três milhões de pessoas contra a covid-19.

O reforço sazonal da vacina contra a covid-19 decorre em vários centros de vacinação do país.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Janeiro 2023 — 10:34



 

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160: Quem faz a escola é o professor

 

– “… Afinal, por onde anda a sensibilidade social do Executivo socialista. Ou tudo isto não passa de uma questão de incompetência?

Na esfera civil, ou seja, dos contribuintes que alimentam o aparelho do Estado, a insensibilidade desta – e de anteriores – governanças, é simplesmente deplorável! Tudo junto – incompetência, insensibilidade, desconhecimento, favorecimentos, compadrios, etc. -, contribuem para que os que menos defesa têm no conjunto sócio-económico do País, tenham de sofrer todas as manobras menos claras dos políticos, não só dos que nos (des)governam, como nos que assentam o cu no Parlamento e contribuem para a mesma desgraça colectiva. Tudo o resto, não passa de conversa da treta… 💩

🇵🇹 OPINIÃO

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Não é difícil imaginar a vida de uma professora ou de um professor que habite em Lisboa e seja colocado numa escola em Cabeceiras de Basto.

Com um vencimento médio líquido de 1.600 euros, um docente terá de enfrentar despesas de deslocação, duas rendas de casa, o que fazer aos filhos se os tiver, e o afastamento do seu núcleo familiar.

É isto a que todos chamam de professor “com a casa às costas”, situação que ao fim de sete anos o governo promete agora (sempre as promessas tardias) resolver.

Foi preciso lenços brancos e uma manifestação que juntou várias dezenas de milhares de professores para o que Executivo despertasse para o problema da situação do docente e da escola, um dos pilares sociais mais importantes do Estado de Direito e a mais velha instituição da Humanidade.

Tal como acontece na saúde, o actual Executivo, durante anos, deixou ao abandono as questões da Educação, possibilitando a instalação do caos nas várias vertentes do modelo educacional.

Os professores ganham mal, estão sobrecarregados de tarefas burocráticas que não lhes deixam tempo livre para se dedicarem, convenientemente, aos seus alunos.

As escolas, ao longo dos anos, não viram criadas as condições para que nos seus quadros tivessem o número de professores que lhes possibilitasse enfrentar cada ano lectivo com tranquilidade.

Com a progressão nas suas carreiras congeladas durante nove anos, quatro meses e dezoito dias, os professores viram, pela segunda vez, fechar-se-lhes as portas para a recuperação desse tempo de serviço.

Primeiro, em Maio de 2019, quando o primeiro-ministro ameaçou demitir-se caso avançasse no Parlamento a alteração ao decreto governamental que ia possibilitar a contagem integral do tempo de serviço dos professores.

E agora, pela segunda vez, pelo voz de Fernando Medina, que não quer “fazer despesa estrutural” e, também, por António Costa que diz não poder resolver os problemas do passado, como se ele não fosse protagonista político desse mesmo passado.

Com três sindicatos lançados em greves de diferentes matizes o Executivo foi, finalmente, forçado a apresentar propostas para o que poderia e deveria ter feito vários anos atrás.

A criação de 63 zonas pedagógicas reduzirá para cerca de 50 Km a distância máxima para colocação de um professor, um dos elementos fundamentais para trazer algum conforto e operacionalidade na colocação dos professores.

Por agora, seguem as negociações que, temos esperança, cheguem a bom porto.

O professor é um dos protagonistas mais decisivos no desenvolvimento do país. A escola tem, actualmente, um papel vital na sociedade portuguesa.

Ela é decisiva para ajudar nas dificuldades que os pais, por vezes, enfrentam devido a empregos que lhes ocupam grande parte do dia, não lhes possibilitando dar a devida atenção aos filhos.

Os professores precisam, assim, de tranquilidade, vinculação em vez de precariedade, apoios nas deslocações para longe das suas residências, tempo para se dedicarem aos seus alunos.

Os professores são um eixo essencial na formação da personalidade dos mais jovens, onde está depositado o nosso futuro.

É lamentável que este governo não tenha na sua actuação uma aspiração reformista que dê prioridade ao que precisa de ser modernizado. Por vezes, nem tudo é apenas uma questão de dinheiro que sabemos escassear.

Muita coisa há a fazer no domínio da gestão, da reorganização, dos pequenos acertos pontuais, que tem sido descurado ao longo dos anos. O governo parece viver no torpor dos gabinetes ignorando os problemas que se vão acumulando.

É assim na educação. Tem sido assim na saúde. Afinal, por onde anda a sensibilidade social do Executivo socialista. Ou tudo isto não passa de uma questão de incompetência?

Jornalista

Diário de Notícias
António Capinha
20 Janeiro 2023 — 01:07



 

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159: Davos e as múltiplas crises: é a conversar que a gente se entende

 

🇵🇹 OPINIÃO

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A secretária do Tesouro norte-americana Janet Yellen, uma política sénior que exerce um conjunto de funções próprias de um ministro das finanças, esteve esta semana em Zurique. Mas não foi à conferência anual do Fórum Económico Mundial, que estava a decorrer a dois passos, em Davos.

A deslocação a Zurique foi para se reunir com o vice-primeiro ministro chinês, Liu He — esse sim, esteve em Davos –, e depois seguir viagem para o Senegal, a Zâmbia e a África do Sul. Vejo nessa decisão vários indícios.

Primeiro, está em curso a aproximação entre os EUA e a China, em particular a intensificação das consultas de alto nível, decidida por Joe Biden e Xi Jinping durante a cimeira do G20 em Bali, em Novembro de 2022. Liu é o principal responsável político da economia chinesa.

Ao discutir com Yellen estava sobretudo interessado nas questões de estabilidade económica ao nível internacional e na melhoria das relações comerciais entre o seu país e os EUA. Essas eram igualmente as preocupações de Yellen. É mais um sinal de uma viragem positiva que se espera que continue.

Segundo, os EUA vão apostar mais no relacionamento com África. Joe Biden deverá visitar o continente este ano. Há cerca de um mês reuniu em Washington com 49 chefes de Estado e de governo africanos. A cimeira foi considerada um sucesso.

A intenção última é não deixar o terreno livre para uma ainda maior expansão chinesa em África, que tem sido enorme nos últimos quinze anos. Mas existem outras razões que justificam o interesse americano.

Com a adopção em 2021 da Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA, na sigla em inglês), a região passou a ser o maior espaço de comércio livre do globo. Ainda existem muitos impedimentos burocráticos aduaneiros entre vários Estados, mas a tendência para a facilitação comercial vai no bom sentido.

O potencial económico do continente é vastíssimo, nomeadamente na área agro-industrial, e está por explorar a sério. Por outro lado, o reforço das alianças políticas com certos países africanos faz parte da estratégia geopolítica americana.

Nas Nações Unidas e no terreno, é fundamental contar com o maior número possível de aliados. E, igualmente, Biden precisa dos votos dos afro-americanos, que serão mais fáceis de mobilizar se a sua administração conseguir reforçar o relacionamento com África.

Terceiro, ficou claro que o governo americano não mostrou grande interesse na reunião deste ano em Davos. Ao nível sénior, apenas John Kerry marcou presença e com uma agenda limitada às questões do clima.

O lado americano esteve sobretudo representado pelos patrões das grandes multinacionais, o que reforçou a ideia de que são eles quem define uma boa parte do quadro político internacional dos EUA e do Ocidente.

Ao contrário da administração norte-americana, a parte oficial da China esteve bem presente. Beijing tem uma ligação muito forte com Klaus Schwab, o fundador do fórum há 52 anos e o senhor absoluto da máquina intelectual e administrativa que o assegura.

Além disso, os líderes chineses procuram aproveitar todas as oportunidades de relacionamento com as multinacionais presentes em Davos, quer por motivos de negócios quer para recolher tudo o que é informações.

Já os europeus focaram-se, como não podia deixar de ser, na situação na Ucrânia, nomeadamente na necessidade de apoio militar adicional e urgente, que permita aos ucranianos repelir a agressão russa. Pareceu-me adequado dar tamanho relevo ao assunto.

O que considerei errado foi o alinhamento acrítico da presidente da Comissão Europeia com os EUA nas referências à competição económica com a China. Na realidade, há agora mais rivalidade e entraves vindos dos EUA que do lado chinês.

Basta pensar na nova lei de Biden sobre os apoios financeiros aos investimentos tecnológicos que sejam feitos nos EUA, o chamado Inflation Reduction Act de 2022.

Von der Leyen e os outros dirigentes europeus não devem transformar mecanismos como o de Davos em plataformas de ataque contra tudo o que não venha da esfera de influência ocidental.

Davos pode ter muitos defeitos, mas tem oferecido a vantagem de ser um ponto de encontro e de facilitar o diálogo entre os poderosos provenientes das diferentes partes do mundo. E esse diálogo, num tempo de policrises, para utilizar a expressão de Schwab, faz hoje mais falta que nunca.

Conselheiro em segurança internacional.
Ex-secretário-geral-adjunto da ONU

Diário de Notícias
Victor Ângelo
20 Janeiro 2023 — 01:17



 

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158: O Chega, esse partido do sistema

 

🇵🇹 OPINIÃO

O Chega é provavelmente o partido mais sistémico do nosso panorama político e do nosso sistema parlamentar. É absurdo dizer-se isto? Sob uma fina capa de indignação e de grito anti-sistema e antipolíticos, aqui o que está em causa é, ainda e sempre, a estrutura identitária do nosso colectivo, por uma larga maioria.

Porquê? Porque a cultura de delação, a nossa pequena inveja e mesquinhez, um quase transe místico ao verdascar os outros e ao vê-los em queda, haja ou não razão objectiva para isso, ou o voyeurismo embasbacado sobre o poder e os seus exercitantes, são, infelizmente, traços estruturais da nossa relação com os demais à nossa volta.

Tudo para mais recoberto com uma patine abeatada, salvífica, purificadora, pela miséria de gosto e pelo ressentimento que infelizmente toda a pobreza traz.

O poder dos populismos nasce de coisas simples: o medo do estrangeiro, do outro, do diferente; a sensação de injustiça perante um outro; uma percepção de insegurança, até nos gestos mais simples do quotidiano; a falta de crença no homem político “habitual” e na resposta das instituições públicas.

Os populismos só podem ser minorados nos seus efeitos e no seu sucesso com uma mistura entre redução dos sentimentos de injustiça e de desigualdade e a oferta de factos contra meras opiniões ou simples mentiras. Não quer isso dizer que sejam travados.

Veja-se qual é a realidade das democracias do norte da Europa, os países mais ricos e menos desiguais do mundo, e onde partidos extremistas ou de protesto têm ganho peso.

Mas sem uma demonstração clara do que é factual, contra os discursos da mentira conveniente, e sem a redução da injustiça subjectiva, aquela que cada um sente, devida ou indevidamente, no seu quotidiano, nada pode funcionar, pelo menos, como parte da solução.

A censura simples ou a exaltação moralista da superioridade dos generosos contra os mesquinhos não funcionam e até são contraproducentes, já que permitem e exacerbam a vitimização e o discurso da vitimização, que se associa bem ao que muitos sentem também.

É necessário, por outro lado, credibilizar o discurso e a prática do exercício do poder, de modo a que uma proposta tolerante, solidária e feita para o futuro e não apenas nascida do ressentimento e do oportunismo, possa continuar a ser uma hipótese de poder.

Ao contrário do que possa ser uma opinião dominante e da moda, provavelmente já temos demasiados registos públicos, mecanismos, instituições…

Talvez o que falte mesmo sejam regras que limitem adicionalmente um exercício ilimitado em cargos públicos, já que o decurso de tempo exagerado no poder, num qualquer poder, parece trazer sempre uma dose elevada de impunidade e uma convicção de excepcionalismo.

Banalizar o exercício do poder é melhor do que torná-lo num tema de coscuvilhice permanente e de vingança à mesa do café pelos nossos insucessos pessoais e dramas colectivos.

Transparência nos números e nos factos, instituições a funcionarem bem e políticos mais credíveis e com mais desapego ao exercício continuado do poder seriam assim bons elementos de preservação das democracias.

Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Diário de Notícias
Miguel Romão
20 Janeiro 2023 — 01:11



 

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Infarmed ordena retirada do mercado de cosméticos da L’Óreal com ingrediente proibido

 

🇵🇹 SAÚDE PÚBLICA // L’ORÉAL // INFARMED

published in: 2 semanas 

O Infarmed ordenou a suspensão da venda e retirada do mercado de produtos cosméticos da marca L’Oréal que contêm um ingrediente proibido desde Março de 2022, lê-se numa informação publicada pelo organismo.

© DR

Segundo uma circular informativa publicada no site oficial do Infarmed — Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, o organismo “no âmbito de uma acção de fiscalização de mercado, constatou a existência no mercado nacional de produtos cosméticos distribuídos pela empresa L’Oréal Portugal, Unipessoal, Lda. que continham na sua composição o ingrediente Butylphenyl methylpropional”.

“Apesar da L’Oréal Portugal, Unipessoal, Lda. ter informado o INFARMED, I.P. das medidas para a recolha e retirada do mercado nacional dos produtos cosméticos que continham na sua composição o ingrediente Butylphenyl methylpropional, da análise da informação disponibilizada até à presente data, constata-se que a referida empresa não conseguiu demonstrar a recolha na totalidade do mercado nacional dos produtos cosméticos não conformes”, adianta a circular.

A entidade reguladora do medicamento refere na comunicação que a marca “evidenciou ao INFARMED, I.P. que procedeu à alteração/reformulação atempada dos produtos cosméticos de forma a não conterem na sua composição o ingrediente” proibido em cosméticos desde 01 de Março de 2022, no entanto, “as entidades que possam ainda dispor destes produtos não os podem disponibilizar”.

O Infarmed pede ainda aos comerciantes que possuam ainda produtos com este ingrediente para contactar a marca e sublinha que “os consumidores que ainda possuam estes produtos não os devem utilizar”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Janeiro 2023 — 18:40



 

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156: Zelensky diz que Portugal está entre países prontos a enviar tanques à Ucrânia

 

– Quando a Ucrânia estiver reduzida apenas a pó e repleta de cadáveres de civis inocentes, destruídos e assassinados pelos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terroristas psicopatas, montes de merda putrefacta 💩, o “Ocidente” oferecem-vos os Leopard 2, artilharia pesada, ligeira, munições, etc.. Entretanto, os montes de merda 💩 russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 vão atacando e destruindo impunemente o vosso País e continuando a assassinar civis de todas as idades desde crianças a idosos, sem que o Ocidente pare com este genocídio!

🇷🇺 A RÚSSIA ☠️卐☠️ É UM ESTADO PÁRIA, TERRORISTA, ASSASSINO, LADRÃO, GENOCIDA, VIOLADOR 🇷🇺

🇺🇦 A UCRÂNIA É DOS UCRANIANOS 🇺🇦,
NÃO É DOS RUSSONAZIS
🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

🇺🇦 UCRÂNIA // DEFESA // INVASÃO // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

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Presidente ucraniano instou Alemanha a permitir o fornecimento à Ucrânia de tanques de guerra ocidentais, como o ‘Leopard 2’.

© EPA/SERGEY DOLZHENKO

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, instou esta quinta-feira a Alemanha a permitir o fornecimento à Ucrânia de tanques de guerra ocidentais, como o ‘Leopard 2’, assegurando que vários países europeus, incluindo Portugal, estão disponíveis para os fornecer.

“Muitos países estão preparados para nos entregar tanques, estão motivados e apoiam-nos, mas estão à espera dos documentos relevantes dos países que têm o direito de autorizar (…)

Estamos todos à espera do consentimento do país [fabricante] que detém os direitos sobre as respectivas licenças”, afirmou o chefe de Estado ucraniano, citado pela agência Interfax-Ukraine.

Zelensky citou, em particular, Portugal, Espanha, Polónia e Finlândia como países que estão dispostos a enviar tanques de guerra, alguns deles “até um pequeno número dos tanques que têm”.

Numa conferência de imprensa em Kiev com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, o Presidente ucraniano reconheceu que esta é uma questão “muito delicada”, que “depende de muitas razões” e não apenas da “vontade da Ucrânia”.

Horas antes, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, e o Ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, emitiram um comunicado conjunto a apelar “aos Estados que dispõem de tanques Leopard 2 em serviço, incluindo o Canadá, a Dinamarca, a Finlândia, a Alemanha, a Grécia, os Países Baixos, a Noruega, a Polónia, Portugal, Espanha, a Suécia e a Turquia”, para que os enviassem para solo ucraniano.

“Garantimos que utilizaremos estas armas de forma responsável e exclusiva para proteger a integridade territorial da Ucrânia dentro das nossas fronteiras internacionalmente reconhecidas”, afirmaram os governantes.

“Apelamos a todos estes e a todos os outros países que possuem capacidades adequadas para se juntarem à iniciativa de criação de uma coligação internacional de tanques em apoio à Ucrânia e que dêem os seus contributos práticos para esta causa.

Exortamos-vos a fazê-lo em nome dos milhões de cidadãos pacíficos da Ucrânia, que permanecerão sob perigo mortal perante a Rússia, Estado-agressor e Estado-terrorista, se as Forças Armadas da Ucrânia não receberem os reforços necessários em tempo útil.

Exortamos-vos a fazê-lo em nome dos vossos cidadãos, que exigem que o Estado-terrorista seja detido, para que os crimes que comete não cheguem até às suas terras e às suas casas”, escreveram Kuleba e Reznikov.

O fornecimento de tanques de guerra ocidentais como o ‘Leopard 2’ alemão será um dos tópicos de discussão desta sexta-feira na reunião do Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia, em Ramstein, na Alemanha.

Questionada sobre a possibilidade de fornecimento de carros de combate à Ucrânia, fonte do Ministério da Defesa referiu à agência Lusa que a ministra da Defesa, Helena Carreiras, participará na reunião do Grupo de Contacto de Defesa e que apenas após a reunião entre parceiros e aliados é que serão divulgados os próximos passos no apoio a Kiev.

Qualquer remessa de veículos blindados de fabrico alemão para um terceiro país deve ser autorizada pelo governo de Berlim, mas a Alemanha até agora recusou-se a autorizar a sua entrega a Kiev, pretendendo que a decisão seja tomada em coordenação com os aliados.

Sobre a reunião de Ramstein, o Presidente ucraniano sublinhou esta quinta-feira que serão abordadas questões que nesta altura são “prioritárias” para Kiev, porque “o resultado do combate depende das decisões” tomadas, realçando que as expectativas do seu governo sobre o mesmo eles são “positivos”.

A Alemanha tem estado sob forte pressão de vários dos seus aliados para fornecer a Kiev tanques Leopard 2, depois de já ter fornecido blindados do tipo Gepard (viatura alemãs de combate antiaéreo de alta tecnologia) e de se ter comprometido a enviar Marder (veículos de combate de infantaria da Alemanha, usados na Guerra Fria), enquanto na segunda-feira começou a levar baterias do sistema Patriot para a Polónia.

O Reino Unido já prometeu 14 tanques pesados Challenger 2 e 600 mísseis Brimstone e a Polónia diz estar pronta a enviar 14 tanques Leopard 2 de fabrico alemão, se Berlim permitir o seu envio para a Ucrânia.

Os Estados Unidos já forneceram tanques de guerra Bradley para Ucrânia e continuarão a enviar equipamento militar para as forças de Kiev.

Os Bradleys são tanques de batalha com blindagem mais leve e um canhão menor, normalmente de 25 mm em comparação com os Abrams, de 120 mm, que os EUA consideram inapropriados para o conflito na Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.031 civis mortos e 11.327 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Janeiro 2023 — 22:13



 

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