167: Tempo frio para Portugal com mínimas entre 5ºC e -6ºC na próxima semana

 

🇵🇹 METEOROLOGIA // FRIO

As temperaturas vão descer em Portugal a partir de segunda-feira, com mínimas entre os 5º e -6º, mantendo-se tempo frio até ao final da semana.

(CC0/PD) Kristin Vogt / pexels

O tempo frio é causado por um anticiclone localizado no norte da Europa, que se estende, “em crista até ao Atlântico” e “transportará uma massa de ar frio continental para a Península Ibérica”, explica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Esta “descida acentuada dos valores de temperatura até segunda-feira, dia 23″, deve manter-se “sem alterações significativas até ao final da semana” e não há previsão de chuva, acrescenta.

Na segunda-feira, de acordo com o IPMA, a “temperatura mínima deverá variar aproximadamente entre 0º e 5° C, sendo inferior no interior Norte e Centro, onde irá baixar até valores entre 0 e -6° C”, prevendo-se igualmente a formação de geada.

A temperatura máxima também vai descer, “prevendo-se na generalidade do território valores entre 10º e 15°C e, no interior Norte e Centro, valores entre 5º e 10° C”.

Lusa // ZAP
21 Janeiro, 2023



 

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166: Na sombra do inverno nuclear

 

🇵🇹 OPINIÃO

A tragédia da imperfeição humana reside no contraste entre a tendência para criar problemas bicudos e a escassez do talento para os resolver de modo satisfatório. O chanceler Konrad Adenauer tinha uma formulação menos lisonjeira para esta incómoda característica da condição humana.

Dizia ele: “Tendo em vista que Deus limitou a inteligência do homem, parece injusto que Ele não tenha também limitado a sua estupidez”. Na verdade, a desmesura da ignorância e da imprudência abundam na situação de ameaça permanente em que vivemos desde o início da invasão russa da Ucrânia, há quase um ano.

O factor central, que mesmo responsáveis políticos e militares tendem a subestimar, é a entrada de toda a comunidade internacional num território novo, com perigosas ameaças sem precedente.

Nem no tempo da guerra-fria – quando existia muito mais gente em lugares de decisão com uma cultura dos riscos associados a uma guerra entre potências nucleares – vivemos um período tão longo de conflito envolvendo, directamente (Rússia) e indirectamente (EUA, Reino Unido e França), potências equipadas com arsenais nucleares. O caso mais dramático durante a guerra-fria durou 12 dias (a crise dos mísseis de Cuba, de 16 a 28 de Outubro de 1962).

A enorme tensão foi então desfeita através de um compromisso, sem mortandade. Na Ucrânia, pelo contrário, todos os dias morrem centenas de jovens soldados e civis, sem qualquer perspectiva de termo das hostilidades.

Se o comportamento passado é o maior preditor do comportamento futuro, então escasseiam as razões para confiarmos em que haverá talento, no derradeiro segundo antes da meia-noite, para evitar o mergulho no abismo.

Esta guerra não teve geração espontânea, mas foi, pelo contrário, preparada por décadas de incompetência diplomática, surdez estratégica, e miopia política em grau extremo.

Quem não soube manter a paz quando tal era fácil, dificilmente será capaz de a restaurar quando em ambos os lados da barricada são os tambores de guerra que se impõem.

A escalada do patamar convencional para o nuclear táctico, e deste para o nuclear intermédio, ou até estratégico, pode ser decidida num par de horas em que o ardor da raiva venceria a frieza do cálculo.

De acordo com dados actualizados a16 de Janeiro pela Federation of American Scientists, a Rússia e os EUA possuem 90% das ogivas nucleares mundiais, respectivamente, 4.447 e 3.708.

Em Agosto, a revista Nature Food elaborou um cenário sobre as consequências de uma guerra aberta entre Washington e Moscovo. O resultado seria diabólico: 360 milhões de pessoas morreriam pelo impacto directo das bombas de hidrogénio (fusão nuclear) sobre as capitais e cidades mais importantes.

O pior chegaria depois através do “inverno nuclear”, que poderia matar nos dois anos seguintes até 5 mil milhões de pessoas em todo o globo (mesmo nos países não envolvidos directamente no conflito), em consequência do arrefecimento planetário brusco e duradouro provocado pela concentração, nas camadas mais altas da troposfera e mais baixas da estratosfera, de 150 milhões de toneladas de fuligem, gerada pelas destruições maciças.

Os sobreviventes enfrentariam a fome decorrente do fracasso das colheitas e das pescas, o frio, as doenças, o caos decorrente do colapso dos sistemas e serviços complexos e interdependentes em que assenta a vida civilizada. Nesta guerra o que está em causa não é a vitória ou a derrota de uma das partes, mas evitar que todos percamos tudo.

Professor universitário

Diário de Notícias
Viriato Soromenho-Marques
21 Janeiro 2023 — 00:19



 

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Tanques Leopard 2? Polónia pronta para tomar medidas “fora do normal”

 

🇵🇱 POLÓNIA // TANQUES LEOPARD 2 // 🇺🇦 UCRÂNIA

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia admitiu que há “um risco sério” de a Rússia atacar outras partes da Ucrânia, uma vez que “está constantemente a mobilizar recrutas”. Assim, na sua óptica, “quanto mais cedo transferirmos mais tanques para a Ucrânia, mais segura também ficará a Polónia”.

© Getty Images

Face à indecisão da Alemanha, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Paweł Jabłoński, apontou, esta sexta-feira, que o país poderá “tomar decisões fora do normal” e fornecer os tanques Leopard 2 à Ucrânia, mesmo sem a luz verde alemã.

Se houver forte resistência, estaremos prontos para tomar acções fora do normal, mesmo que alguém se ofenda com isso, mas não vamos antecipar-nos aos factos. Vamos tentar garantir que o maior número possível de países, juntamente connosco, tem um impacto efectivo na Alemanha”, disse, em entrevista à rádio polaca RMF FM.

Na óptica do responsável, “é disso que se trata a diplomacia”.

“Às vezes, os nossos parceiros nem sempre querem realizar certas acções, mas se forem submetidos a vários tipos de persuasão, pressão, podem mudar de ideias, como já aconteceu”, considerou.

Questionado quanto à possibilidade de o aumento de ajuda militar à Ucrânia significar que o Ocidente dispõe de informações sobre um eventual ataque a Kyiv, Jabłoński foi taxativo: “Daquilo que posso dizer publicamente, uma coisa deve ficar clara – não podemos descartar absolutamente nada”, salientou.

“A Rússia tem, certamente, intenções muito agressivas. Se permitirmos que tenha uma vantagem sobre a Ucrânia e possa atacar, certamente que o vai fazer. Não acho que facto de os tanques serem entregues seja motivo de preocupação.

Se há algo que nos preocupa é a indecisão de fornecer equipamento. Mas é bom que comece a surgir essa mobilização, porque quanto mais cedo transferirmos mais tanques para a Ucrânia, mais segura também ficará a Polónia”, esclareceu.

Ainda assim, o vice-ministro admitiu que há “um risco sério” de a Rússia atacar outras partes da Ucrânia, uma vez que “está constantemente a mobilizar recrutas”.

“Embora todos consigamos ver que a qualidade do exército russo não é das melhores, os números são grandes e, com esses números, a Rússia pode simplesmente compensar as suas deficiências técnicas”, apontou, considerando que a indecisão da Alemanha quanto ao fornecimento de tanques Leopard 2 passa por “questões de simpatia”.

Muitas pessoas têm muita vergonha disso mas, na realidade, agem de forma a não causar muito dano à Rússia”, por o país ter “influenciado as esferas política, industrial, e empresarial” daquele país.

Contudo, o responsável considerou que o presidente russo, Vladimir Putin, “não precisa de provocações”.

Se alguma coisa provoca Putin, é a fraqueza. Vimos isso nestes 11 meses. Putin atacou a Ucrânia, convencido de que a Ucrânia era fraca, e que não receberia apoio. Contava com a sorte. No entanto, age de tal forma que apenas a força pode detê-lo”, disse, rematando que “a Ucrânia está a defender-se e tem todo o direito”.

De notar que o primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, indicou, na quinta-feira, que o país poderia enviar os tanques Leopard 2, que são fabricados na Alemanha, sem a aprovação daquele país.

“O consentimento é de importância secundária, ou obtemos esse consentimento rapidamente ou faremos o que for necessário”, reforçou, citado pela agência Reuters.

Recorde-se ainda que o Grupo de Contacto para a Ucrânia criado e liderado pelos Estados Unidos e que integra cerca de 50 países reúne-se, esta sexta-feira, na base aérea norte-americana de Ramstein, na Alemanha, para coordenar o fornecimento de mais ajuda a Kyiv.

A questão dos tanques Leopard 2 pesa sobre o novo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, que tomou posse esta semana e reuniu-se na quinta-feira, pela primeira vez, com o seu homólogo norte-americano. Após o encontro, Boris Pistorius insistiu que não haveria “decisões unilaterais” do lado alemão.

Lançada a 24 de Fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já provocou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas, segundo os dados mais recentes da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A entidade confirmou ainda que já morreram 6.952 civis desde o início da guerra e 11.144 ficaram feridos, sublinhando, contudo, que estes números estão muito aquém dos reais.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
20/01/23 09:31
por Daniela Filipe



 

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164: EUA designam Grupo Wagner como organização criminosa internacional

 

🇺🇸 EUA // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 // GRUPO WAGNER // TERRORISTAS

Os Estados Unidos designaram o grupo paramilitar russo Wagner como uma organização criminosa internacional, anunciou a Casa Branca, denunciando as suas actividades na Ucrânia.

Homem com roupa militar em frente ao edifício PMC Wagner Centre, em são Petersburgo, associado ao fundador do grupo paramilitar Wagner Group, Yevgeny Prigozhin
© Olga MALTSEVA / AFP

“O Grupo Wagner é uma organização criminosa que comete atrocidades generalizadas e abusos dos direitos humanos”, disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, aos jornalistas.

Washington adiantou que “o grupo paramilitar tem cerca de 50.000” elementos destacados na Ucrânia.

O mesmo porta-voz avançou que ainda esta sexta-feira (20) o Departamento do Tesouro (equivalente ao Ministério das Finanças) vai anunciar novas sanções contra o grupo paramilitar russo pelo seu envolvimento na guerra na Ucrânia.

Kirby explicou que a designação do Grupo Wagner como uma organização criminosa transnacional abre uma série de possibilidades para continuar a sancionar este grupo e os seus aliados no mundo.

O porta-voz assegurou que o Presidente russo, Vladimir Putin, está cada vez mais a apoiar-se nos mercenários do Grupo Wagner na Ucrânia e que Washington vê “indícios” de crescentes tensões com o Ministério da Defesa russo.

“O Grupo Wagner está a tornar-se um centro de poder rival face às forças armadas russas e a outros ministérios russos”, disse Kirby, referindo que os Estados Unidos estimam que entre os cerca de 50 mil operacionais destacados na Ucrânia, cerca de 40 mil são ex-condenados.

O porta-voz norte-americano explicou que o Grupo Wagner, empresa paramilitar privada, recruta guerrilheiros nas prisões russas.

Por outro lado, Kirby afirmou que a Coreia do Norte está a ajudar a Rússia nas suas actividades militares contra a Ucrânia, fornecendo armas e munições através de organizações como o Grupo Wagner.

Como tal, os Estados Unidos vão partilhar ainda hoje informações sobre as “violações” cometidas pelo regime de Pyongyang ao comité de sanções da Coreia do Norte do Conselho de Segurança da ONU.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Janeiro 2023 — 20:00



 

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163: Alemanha bate o pé e não acelera decisão sobre tanques para Kiev

 

– A política e certos políticos são autênticas cagadeiras portáteis! Qual o motivo ou a razão da Alemanha não fornecer os Leopard 2 ou deixar que os países que já se disponibilizaram a fornecê-los o façam? Os russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 vão-se aproveitando destes impasses sem nexo e vão destruindo o que resta da Ucrânia, assassinando tudo o que mexe na frente deles, não importa que sejam crianças, jovens ou idosos – são todos nazis na óptica psicopata deles – e quando estiver tudo destruído é que vão dar luz verde para os Leopard 2 avançarem? “Analistas dizem que Alemanha bloqueia entrega de tanques por receio da reacção russa” Serão ainda reflexos do Merkelreich?💩💩💩 para esta gente!

🇩🇪 ALEMANHA // RAMSTEIN // 🇺🇦 UCRÂNIA

Apesar dos apelos da Ucrânia e da pressão dos aliados, Berlim não tomou ainda ​​​​​​​a decisão de fornecer os Leopard ou deixar que outros forneçam os que têm nos seus arsenais.

Os titulares da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, dos EUA, Lloyd Austin, e da Ucrânia, Olsksii Reznikov.
© EPA/RONALD WITTEK

A reunião do Grupo de Contacto da Ucrânia terminou com promessas de um “potente” pacote de ajuda militar a Kiev, mas nenhuma decisão em relação ao envio de tanques pesados de fabrico alemão aos ucranianos.

Berlim não cedeu às pressões dos últimos dias dos aliados para fornecer os seus Leopard, nem desbloqueou a hipótese de outros países enviarem aqueles que têm no seu arsenal (eles têm que dar luz verde a essa eventual transferência).

“O tempo continua a ser uma arma russa”, lembrou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, dizendo que “não há alternativa” ao envio dos tanques.

“Hoje ainda não podemos dizer quando uma decisão será tomada, e qual será essa decisão, em relação aos tanques Leopard”, afirmou o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, há menos de uma semana no cargo.

Num intervalo da reunião na base aérea norte-americana de Ramstein, na Alemanha, onde estiveram representantes de 50 países, o ministro lembrou que a ideia de que “há uma coligação unida” e que Berlim “está a meter-se no caminho é errada”, alegando que “há muitos aliados que dizem partilhar a visão” alemã.

A Polónia, um dos países que já mostrou disponibilidade para fornecer os seus próprios Leopard à Ucrânia (Zelensky diz que Portugal é outro), está convencida de que os aliados acabarão por formar essa coligação para ceder os tanques pedidos por Kiev.

“Estou convencido que a formação desta coligação será um sucesso”, indicou o ministro da Defesa polaco, Mariusz Blaszczak. Mas a decisão ainda não foi tomada em Ramstein.

“Há boas razões a favor da entrega e há boas razões contra”, tinha referido o alemão Pistorius, dizendo que é preciso pesar os prós e contras.

O secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, considera que “todos podemos fazer mais” pela Ucrânia, mas em relação à posição alemã reiterou que Berlim é um “aliado confiável”.

Os próprios EUA não têm em cima da mesa o envio dos seus tanques pesados Abrams, com os alemães a rejeitar a notícia de que o envio dos Leopard estaria dependente de Washington decidir também enviar os seus Abrams.

Austin lembrou que a Alemanha vai enviar blindados Marder e que o sucesso ucraniano “não depende de uma única plataforma”, mas de um “esforço combinado” de todos.

O Pentágono, que admitiu que será “muito difícil” expulsar as tropas russas da Ucrânia este ano, anunciou na véspera da reunião um novo pacote de ajuda militar no valor de 2,5 mil milhões de dólares para Kiev, que inclui 90 veículos de combate Stryker e mais 59 blindados Bradley. Zelensky agradeceu esta “poderosa” ajuda, tal como o 12.º pacote de apoio da Finlândia, no valor de 400 milhões de euros.

Alemanha e Países Baixos vão enviar sistemas de mísseis Patriot. Portugal vai enviar mais 14 viaturas blindadas M113 e, sobre os Leopard, está disponível para treinar os militares para os usar e “identificar, de forma coordenada com os seus parceiros, formas de apoiar a Ucrânia com esta capacidade”.

O Kremlin mostrou-se convencido de que a entrega de tanques à Ucrânia “não mudará em nada” a situação no terreno, acusando o Ocidente de manter a “dramática ilusão” de que é possível uma vitória militar de Kiev.

“É preciso não exagerar a importância da entrega de tais armas, nem a sua capacidade em mudar alguma coisa. Não mudarão nada no que diz respeito ao progresso do lado russo no cumprimento dos seus objectivos”, referiu o porta-voz, Dmitry Peskov.

susana.f.salvador@dn.pt

Diário de Notícias
Susana Salvador
20 Janeiro 2023 — 23:15



 

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