179: “Publicidade enganosa”. Campanha do Pingo Doce sob fogo por iludir os clientes

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– E os gajos lá se vão safando destes “enganos programados” sem que quem de direito os puna severamente. Onde para a ASAE? Infelizmente tive de deixar de reclamar às entidades competentes sobre a não existência de preços em determinados artigos, o que é ilegal, dado que a coisa continua na mesma!.

🇵🇹 PUB ENGANOSA // PINGO DOCE

A campanha promete produtos a “Preços de 2021”, mas as condições são escritas em letras pequeninas e de difícil legibilidade.

A promoção “Preços de 2021” do Pingo Doce está a ser acusada de conter publicidade enganosa. A campanha, que promete produtos a preços antes da escalada de inflação de 2022, tem várias condições que são apresentadas aos consumidores com letras mais pequenas, de acordo com a NiT.

A publicação dá o exemplo de kiwis comprados numa loja no Porto a 18 de Janeiro. A etiqueta apresentava um preço de 1,99 euros por quilo, um desconto de mais de 35%.

No entanto, por baixo do sinal com o preço, estão escritas as condições da campanha em letra mais pequena — só se aplica a compras superiores a 20 euros e essa compra não pode incluir produtos da campanha “Preços de 2021”.

Ou seja, o cliente que não lê estas letras miudinhas chega à caixa a pensar que vai pagar 1,99 por quilo, mas acaba por pagar o preço original, bastante mais caro.

Os consumidores estão a criticar a campanha na publicação sobre a campanha na página do Pingo Doce, com o termo “publicidade enganosa” a ser uma das principais acusações feitas pelos clientes e com alguns até a dizer que é impossível ler as letras pequenas no expositor.

“Consideramos que tais práticas podem enquadrar-se como práticas comerciais desleais enganosas, na medida em que se entende serem susceptíveis de induzir em erro o consumidor relativamente elementos essenciais — o preço e até a existência de vantagem específica relativamente ao preço — podendo conduzir o consumidor a uma decisão de compra que não teria tomado de outro modo”, considera Ana Sofia Ferreira, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Consumidor da DECO.

Esta não é a primeira vez que o Pingo Doce é acusado de publicidade enganosa.

Em Dezembro, a cadeia lançou uma campanha onde oferecia um cabaz de Natal aos clientes, mas novamente incluiu as condições da campanha em letras pequenas no folheto — o cliente precisava de gastar pelo menos 100 euros e essa compra não podia incluir diversos produtos específicos da época, como bacalhau ou azeite.

A publicação no Facebook sobre a campanha também não continha estes requisitos.

Adriana Peixoto, ZAP //
22 Janeiro, 2023



 

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