“A guerra na Ucrânia poderá em breve ficar muito pior”

 

– Se o Ocidente continuar a deixar o putinofantoche russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terrorista e os seus fantoches amestrados psicopatas destruir o que resta da Ucrânia, assassinar civis de todas as idades, então o melhor – se é esse o interesse final – entreguem a Ucrânia ao invasor e aguardem por novas invasões aos territórios que já pertenceram à união zoviética nazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺… Mas depois não venham cantar a canção do bandido: nós ajudámos… FDS!!! 🖕🖕 É demais!

🇺🇦 UCRÂNIA // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 // APOIO INTERNACIONAL

Nota do editor: Frida Ghitis, antiga produtora e correspondente da CNN, é colunista para assuntos mundiais. É colaboradora semanal da CNN, colunista colaboradora do The Washington Post e colunista da World Politics Review. As opiniões expressas neste comentário são as suas próprias.

“A guerra na Ucrânia poderá em breve ficar muito pior” © TVI24

Rússia pode em breve tornar a guerra na Ucrânia ainda mais sangrenta

A guerra na Ucrânia poderá em breve ficar muito pior.

A Rússia pode estar a preparar-se para lançar uma grande ofensiva na Primavera, e ela poderá vir mesmo antes de a neve do Inverno começar a derreter.

O momento de dar à Ucrânia o que ela precisa para se defender e expulsar os invasores russos é agora. Mas apesar de um compromisso notavelmente unificado, alguns dos apoiantes da Ucrânia no Ocidente estão a deitar areia na engrenagem.

A Ucrânia acredita que o Kremlin poderá fazer outro esforço para tomar a capital, Kiev, e antecipa que o Presidente russo, Vladimir Putin, irá mobilizar mais cerca de 500 mil soldados, para lá dos 300 mil mobilizados no final do ano passado.

Moscovo nega estar a planear uma segunda mobilização, mas o noticiário russo independente Volya, citando fontes militares da Rússia, informou que Moscovo planeia recrutar mais 700 mil tropas. Além disso, a Ucrânia também enfrenta mais de 50 mil mercenários do exército privado, a maioria dos quais prisioneiros russos libertados em troca de combates.

Na sexta-feira, o secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, declarou que “este é um momento decisivo para a Ucrânia numa década decisiva para o mundo”, após uma reunião crucial dos principais aliados ocidentais da Ucrânia na Base Aérea de Ramstein, na Alemanha.

Bloquear a transferência das armas necessárias para a Ucrânia não é, digamos, a Alemanha no seu melhor.

Os apoiantes da Ucrânia da Europa Oriental, que foram invadidos pela Rússia durante a Guerra Fria e anteriormente, ficaram a fumegar.

O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco arrasou a Alemanha, recordando a Berlim que isto não é apenas um exercício, “o sangue ucraniano derramado é verdadeiro”. Os três Estados bálticos – Letónia, Estónia e Lituânia – exigiram que a Alemanha actue “agora”.

Um frustrado Volodymyr Zelensky afirmou: “Não há nenhuma razão racional para a Ucrânia ainda não ter sido abastecida com tanques ocidentais”.

Ao combater soldados e mercenários russos, a Ucrânia tem outra preocupação. Uma fonte ucraniana disse à CNN que Kiev está preocupada com a mudança no equilíbrio político em Washington, agora que os republicanos – alguns dos quais não apoiam totalmente a Ucrânia – assumiram o controlo da Câmara dos Representantes dos EUA. Os ucranianos exigem o apoio constante e enérgico que receberam de Washington.

Observando de longe, é fácil ter a impressão de que Putin poderá em breve pôr fim à sua infeliz guerra com a Ucrânia. Afinal, este conflito tem sido um desastre total para a Rússia, mesmo que continue a matar dezenas de civis ao bombardear blocos de apartamentos, e apesar de um avanço simbólico ocasional.

Putin não tem a intenção de parar. Ele silenciou os seus críticos liberais em casa, mas está sob pressão de nacionalistas de extrema-direita, incluindo alguns que possuem exércitos mercenários e estão a exibir as suas proezas enquanto zombam do exército russo que lhes obedece, tal como Yevgeny Prigozhin, que dirige o Grupo Wagner.

Além disso, Putin, que se vê a si próprio como um inteligente estudante de história, pode estar a olhar para algumas das maiores vitórias da Rússia, arrancadas das garras da derrota.

A Rússia conseguiu repelir as invasões de Napoleão e dos nazis, mas o actual Presidente russo pode ter colhido a lição errada das proezas dos seus antecessores. Napoleão e Hitler foram os invasores. O império russo, e mais tarde a União Soviética, estava a defender-se a si próprio.

Desta vez, a Rússia é o agressor. A Ucrânia tem a vantagem do campo de batalha, incluindo a determinação inesgotável de derrotar o odiado invasor.

Na verdade, a história ensina-nos outra coisa: em 2008, Putin invadiu a vizinha Geórgia e escapou com a captura de parte do seu território. Em 2014, invadiu a Península da Crimeia da Ucrânia e também conseguiu escapar. Depois, no ano passado, decidiu tomar toda a Ucrânia.

A lição é que quando as aventuras militares expansionistas do Kremlin são bem sucedidas, são seguidas de mais agressões, mais guerras, mais confiscação ilegal de território dos seus vizinhos. As vitórias de Moscovo parecem produzir mais guerras de agressão russa.

Derrotar este ataque é a melhor forma de assegurar a paz futura, de reafirmar a noção de que um país ganancioso não pode simplesmente engolir um vizinho pacífico – uma noção que pensávamos ter terminado após a Segunda Guerra Mundial.

Compreensivelmente, a Alemanha emergiu dessa guerra com uma inclinação pacifista. Mas a lição da Segunda Guerra Mundial é sobre o perigo de permitir que déspotas agressivos vão ganhando.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, pode hesitar em enviar tanques para combater a Rússia, como a Alemanha fez nos anos 40, mas também ele pode estar a destilar as lições erradas da história. Nessa altura, os tanques alemães invadiram um país soberano. Desta vez, eles estariam a defender um.

Alguns, na verdade, argumentam que a experiência da Segunda Guerra Mundial confere à Alemanha uma responsabilidade moral única para fornecer a Kiev o que ela precisa. (Já agora, quando os nazis invadiram a União Soviética, invadiram a Ucrânia, uma das suas repúblicas).

Depois de os ministros da defesa em Ramstein terem anunciado que não tinham decidido enviar tanques, Zelensky, claramente desapontado, reafirmou que a Ucrânia precisa urgentemente de tanques, mas acrescentou um comentário intrigante sobre o que tinha acontecido. “Nem tudo”, disse ele, “pode ser anunciado em público”.

Tenho poucas dúvidas, mais cedo ou mais tarde os tanques virão. Já o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, encomendou um inventário dos Leopards e sugeriu que outros países que os possuem comecem a fazer preparativos para o caso de a Alemanha autorizar a transferência.

Mais tarde é melhor do que nunca, mas não há nenhuma razão, nenhuma desculpa, para adiar. Porque a Rússia está prestes a tornar a guerra na Ucrânia ainda mais mortífera. A janela para evitar uma guerra muito mais longa pode fechar-se em breve.

TVI
MSN Notícias
23.01.2023



 

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Podolyak pede que se olhe para cidades libertadas: “Nem um civil vivo”

 

🇺🇦 UCRÂNIA // GUERRA // DESTRUIÇÃO // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

Mykhaylo Podolyak insiste que não é possível falar de paz com Moscovo e alerta para a destruição deixada pelas tropas russas nos territórios ucranianos que estas ocuparam.

© Getty Images

O principal conselheiro presidencial ucraniano, Mykhaylo Podolyak, alertou, esta segunda-feira, para a “destruição” deixada pela Rússia na Ucrânia, nomeadamente nas cidades recentemente libertadas.

Através do Twitter, o conselheiro de Volodymyr Zelensky sublinhou que as tropas russas têm destruído todas as casas e matado todos os civis por ontem têm passado, não havendo condições para falar de paz com Moscovo.

“Ainda têm dúvidas sobre o tipo de guerra que a Federação da Rússia está a travar? Ainda esperam que possamos falar sobre ‘paz’ com a Federação da Rússia?” questionou.

“Vejam as cidades ‘libertadas’ do Donbass. Terra arrasada. Nenhuma coisa. Nem uma única casa ou civil vivo. O único objectivo real da Federação da Rússia é a destruição total da Ucrânia, cidades e pessoas”, rematou.

Recorde-se que a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de Fevereiro de 2022, tendo provocado, segundo a ONU, a fuga de mais de 14 milhões de pessoas. Além disso, a organização também confirmou que já morreram, pelo menos, 7.031 civis e 11.327 ficaram feridos – números muito aquém dos reais.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
23/01/23 08:35
por Notícias ao Minuto



 

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Bielorrússia fala em “situação complexa” com forças nos países vizinhos

 

– Estes montesdemerda 💩💩💩 russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 podem fazer o que muito bem entenderem mas acusam os outros (inimigos) se fizerem o mesmo que eles! FDS!!! 🖕 🖕

… Moscovo e Minsk decidiram formar uma força regional conjunta e a Rússia enviou mais tropas para a Bielorrússia recentemente, mas disse que participam apenas em exercícios militares regulares.

Os putinofantoches também afirmaram o ano passado que não iriam invadir a Ucrânia! Mas ainda existe gente que acredita nestes terroristas assassinos?

🇧🇾 BIELORRÚSSIA // 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 RUSSONAZIS //
🇺🇦 UCRÂNIA

O Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, alertou hoje para uma “situação complexa” na fronteira do país, com a concentração de cerca de 23.500 militares da Ucrânia e de Estados-membros da União Europeia (UE).

“A peculiaridade deste ano é que, como nunca antes, a situação em torno da Bielorrússia é complexa”, disse Lukashenko durante uma reunião com representantes do Conselho de Segurança, do exército e do Serviço de Guarda de Fronteiras (SBC) do país, citado pela agência oficial Belta.

Lukashenko, o principal aliado da Rússia na guerra na Ucrânia, disse que a protecção da fronteira bielorrussa envolve também a “polícia e as autoridades locais”, além de uma força própria, segundo a agência espanhola EFE.

Referiu ainda o apoio dado por unidades das forças armadas, depois de ter ouvido um relatório do presidente do Comité de Fronteiras do Estado, tenente-general Anatoli Lappo, sobre a situação fronteiriça.

“As formações militares mais numerosas estão concentradas na Ucrânia, 17.200, e na Polónia, 3.700”, disse o SBC no relatório, segundo o portal “SB Bielorus Today”, citado pela agência russa TASS.

O comité fronteiriço referiu que os países vizinhos continuam a construir uma “cortina de ferro” ao longo da fronteira bielorrussa, “não só a partir de estruturas e barreiras de engenharia estacionárias, mas também de campos minados no sul”.

A Bielorrússia tem uma fronteira de cerca de 3.600 quilómetros (km) de extensão que partilha com cinco países: Rússia (1.312 km), Ucrânia (1.111 km), Lituânia (640 km), Polónia (375 km) e Letónia (161 km).

O SBC disse que “mais de 980 km de barreiras de engenharia de vários tipos foram erguidos” desde 01 de Janeiro, dos quais 553 km pela Lituânia, 202 km pela Polónia, 141 km pela Ucrânia e 86 km pela Letónia.

Polónia, Letónia e Lituânia são membros da UE e da NATO (sigla em inglês da Organização do Tratado do Atlântico Norte), organizações a que a Ucrânia pediu a adesão.

A possibilidade de a Ucrânia aderir à NATO foi uma das razões citadas pela Rússia para ter invadido o país, exactamente há 11 meses.

A força fronteiriça informou também Lukashenko de que o território bielorrusso tem sido alvo de reconhecimento aéreo por ‘drones’ (aeronaves não tripuladas), com o registo de 463 voos desde a invasão da Ucrânia.

Num encontro que manteve em Minsk com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, na quinta-feira, Lukashenko acusou o Ocidente de tentar utilizar a Ucrânia contra a Bielorrússia e disse estar “agradavelmente surpreendido” com a resistência de Kiev a essas pressões.

“Conhece as intenções dos nossos vizinhos ocidentais, não apenas as da Ucrânia. Eles estão a tentar usar a Ucrânia contra a Bielorrússia”, disse a Lavrov, segundo uma transcrição disponibilizada no ‘site’ da Presidência bielorrussa.

“Mas o que me surpreende, e surpreende agradavelmente, é que a Ucrânia tem conseguido resistir até agora. Ainda não se envolveu em provocações contra a Bielorrússia, embora seja activamente encorajada pelos nossos vizinhos ocidentais”, acrescentou.

A Ucrânia tem manifestado o receio de que a Rússia use a Bielorrússia para atacar o país pelo norte.

Moscovo e Minsk decidiram formar uma força regional conjunta e a Rússia enviou mais tropas para a Bielorrússia recentemente, mas disse que participam apenas em exercícios militares regulares.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
23/01/23 13:27
por Lusa



 

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188: Uma erupção vulcânica no Estreito de Malaca pode mergulhar o mundo no caos total

 

CIÊNCIA // GEOLOGIA // VULCANOLOGIA // ESTREITO DE MALACA

Todos os anos, cerca de 90 000 navios passam pela estreita rota marítima do Estreito de Malaca, que liga o Oceano Índico ao Pacífico.

Diego Delso / Wikimedia

A sua carga compreende cerca de 40% do comércio global. Por cima destes navios está uma das rotas aéreas mais movimentadas do mundo, e por baixo deles, a correr ao longo do fundo do mar, está uma densa rede de cabos submarinos de Internet que mantêm o mundo online.

Juntos, estes factores fazem do Estreito de Malaca uma das artérias mais vitais da economia global, que foi classificado como um ponto de estrangulamento comercial nos relatórios da Organização Mundial do Comércio

Tudo isso é para dizer: belo estreito que têm aí. Seria uma pena se algo… lhe acontecesse.

Os investigadores estão a alertar que é apenas uma questão de tempo até que um desastre natural, como um terramoto ou uma erupção de um vulcão, atinja a região – e quando isso acontecer, podemos esperar consequências globais.

A interrupção das principais rotas comerciais é um problema bem estabelecido, devido a crime ou erro humano. A pirataria há muito atormenta a área, mas o estreito, policiado cooperativamente pela Indonésia, Malásia, Singapura e Tailândia, está geralmente sob controle.

As maiores ameaças ao Estreito de Malaca, que separa a Península Malaia da ilha indonésia de Sumatra, estão no mundo natural. Dos muitos mapas intrigantes de actividade na região, o mais impressionante é aquele que compara os vulcões activos do mundo e os terramotos recentes.

Em 2018, cientistas do Centro de Estudos de Risco da Universidade de Cambridge previram os efeitos de cenários, incluindo uma erupção do VEI6 em Marapi.

A erupção, sugeriram, pode produzir nuvens de cinzas e finos tephra – fragmentos de rocha ejetados no ar – que flutuam pelo Estreito de Malaca em direcção a Singapura e à Malásia.

Os danos resultantes na infra-estrutura local e nas cadeias de abastecimento, com a aviação particularmente afectada, combinar-se-iam com uma queda de temperatura global de 1°C para eliminar 2,3 biliões de euros do PIB global num período de cinco anos.

Esse número supera os estimados 4,6 mil milhões de euros que a erupção VEI4 do Eyjafjallajökull, na Islândia, varreu da economia global.

A última erupção VEI4 de Marapi foi em 2010. Uma erupção VEI6 em Marapi é de menor probabilidade: o seu período de retorno é de 750 anos. No entanto, as apostas são altas o suficiente para merecer levar a sério a perspectiva, diz Lara Mani, vulcanologista do Centro para o Estudo do Risco Existencial da Universidade de Cambridge. E o Marapi é um dos vários vulcões activos da região.

As erupções VEI4, VEI5 e VEI6, diz Mani, “ainda podem realmente atrapalhar o estreito. E o problema é que, quando um vulcão começa, ele não diz quando vai parar“.

Vamos imaginar que um desses vulcões activos – como o Semeru em Java, na Indonésia – produza uma erupção que se qualificaria como VEI5 ou VEI6.

O magma irrompe da cratera. Ash arrota para o céu. Tremores abalam as cidades locais. Se o vento for de sudoeste, todo o tráfego aéreo no Estreito de Malaca é interrompido. As cinzas caem no próprio estreito. Na superfície do mar acumulam-se jangadas de pedra-pomes.

Um terremoto grande e relativamente próximo seria uma ameaça de escala semelhante. Isso poderia fazer com que um tsunami atingisse o estreito, como o tsunami do Boxing Day em 2004.

Também causaria correntes de turbidez – nuvens de sedimentos agitados e em movimento rápido – que rasgariam o fundo do mar. “Isto é normalmente o que corta os cabos”, refere Mani. As correntes de turbidez também enterram esses cabos, tornando sua recuperação ainda mais difícil.

No lado positivo, estes desastres naturais causariam menos interrupções no transporte marítimo global do que o Ever Given, diz Tristan Smith, da University College London.

Smith, um especialista em navegação do instituto de energia de sua universidade, diz que a maquinaria dos navios deve ser capaz de lidar com as cinzas e que um tsunami é mais perigoso para as pessoas em terra, onde a onda quebra e é maior, do que no mar.

E presumivelmente no caso de uma erupção, seria declarada uma zona de exclusão, obrigando os navios a seguir uma rota diferente. O redireccionamento de navios teria um efeito no comércio global, diz Smith, mas o sistema deveria ser capaz de lidar com isso.

“Se há um navio que fica parado por três dias, porque tem que contornar a Indonésia, tudo o que o navio precisa fazer é aumentar a sua velocidade em um ou dois nós e esse atraso é compensado.”

Ainda haveria a questão dos aviões aterrados. A erupção do Eyjafjallajökull provocou uma proibição do espaço aéreo de seis dias, resultando em perturbações para milhões de pessoas.

Pior ainda, o corte nas rotas causaria um pandemónio económico. Mani destaca a quebra de vários cabos submarinos de Internet causada por um terremoto perto de Taiwan em 2006, deixando um único cabo a conectar Hong Kong ao resto do mundo.

“Foram precisos 45 dias para se reparar os outros cabos e foi uma sorte que um deles tenha sobrevivido. Imagine 45 dias sem nada para Hong Kong e toda a região.”

Teria sido catastrófico, ela continua, não apenas para Hong Kong, mas para o resto do mundo. Hong Kong, como Singapura, é um centro financeiro cujo desaparecimento efectivo causaria um caos económico mundial.

Como fortalecer o estreito?

Então, como pode o estreito pode ser menos vulnerável? Não há nada que possamos fazer para impedir os terremotos. A Comissão Oceanográfica Intergovernamental e a UNESCO criaram sistemas de alerta precoce para eventos como tsunamis, e existe um serviço existente (o Serviço Mundial de Alerta de Navegação) que avisa o transporte marítimo de desastres meteorológicos ou geológicos. A guarda costeira japonesa é a coordenadora designada da área que inclui o Estreito de Malaca.

Quanto aos vulcões, um dia pode ser possível evitar erupções manipulando o magma abaixo deles, mas ainda faltam muitos anos para que isso seja uma possibilidade realista.

Por enquanto, devemos melhorar não apenas na monitorização  de vulcões – até mesmo algumas horas de antecedência fazem uma grande diferença – mas também em localizá-los. Como adverte Mani, a Indonésia tem “mais vulcões do que podemos imaginar, e muitos deles nós” – os vulcanólogos do mundo – “nunca examinamos adequadamente”.

Noutros lugares, a melhor preparação é a diversificação. Mais satélites de Internet ajudariam. Os países locais também reforçariam a sua resiliência estabelecendo novos cabos submarinos que seguem uma rota diferente dos existentes. A China parece estar a adoptar essa abordagem para o transporte marítimo.

Encontrar maneiras de diminuir sua dependência de pontos de estrangulamento como o Estreito, diz Ben Bland, diretor do programa Ásia-Pacífico da Chatham House, é “definitivamente algo que tem estado na mente de muitos governos na Ásia“.

ZAP // BBC
23 Janeiro, 2023



 

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187: Rússia substitui Google Pay e Apple Pay com adesivos. Embaixador expulso

 

– Estes russonazis 🇷🇺☠️☠️🇷🇺 são mesmo uma raça pseudo-humana de animalóides psicopatas que padecem de fobia generalizada onde vêm em tudo e em todos os que não acatam as suas “normas” políticas, como hostis ou inimigos. Para estes montesdemerda 💩💩💩 não existem limites!

🇷🇺☠️☠️🇷🇺 RUSSONAZIS // 🇪🇪 ESTÓNIA // GUERRA DIPLOMÁTICA

Uma forma diferente de contornar sanções. Entretanto há outro tipo de guerra entre Rússia e Estónia.

(dr) Tinkoff

A Rússia está noutro tipo de guerra com a Estónia. Uma guerra diplomática – sem comparação com a guerra na Ucrânia.

Há duas semanas, o Governo da Estónia anunciou que metade dos funcionários iria sair da embaixada russa em Tallin.

A explicação oficial remete para a necessidade de “alcançar paridade ou equivalência no número de postos” nas missões diplomáticas dos países.

Vários diplomatas russos têm sido expulsos da Estónia, desde que a guerra começou.

Agora o Kremlin reage: corte nas relações diplomáticas e expulsão do embaixador da Estónia na Rússia tem de deixar Moscovo até ao dia 7 de Fevereiro.

O aviso foi dado nesta segunda-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.

“Nos últimos anos a Estónia tem destruído propositadamente as relações com a Rússia. A russofobia total e o cultivo da hostilidade em relação ao nosso país foram elevados por Tallin ao nível de política de Estado”, justifica o ministério, em comunicado.

Adesivos no telemóvel

Entre as centenas de sanções aplicadas à Rússia desde o dia 24 de Fevereiro, estão o fim dos sistemas de pagamento Visa e Mastercard.

Como consequência, os cartões bancários emitidos por bancos russos deixaram de ser aceites noutros países e nas contas Apple Pay e Google Pay.

Agora há uma alternativa: adesivos colados ao telemóvel. Adesivos que têm um chip NFC, avança o portal Meduza.

A medida já está a ser tratada pelos bancos russos. Os adesivos vão ser semelhantes a cartões bancários, mas mais pequenos. E são colados na parte de trás do telemóvel.

Diversos bancos já apresentaram as suas propostas e, por exemplo, o Tinkoff já anuncia a “nova forma de pagar através do telemóvel”.

O adesivo, tal como um cartão, pode ser utilizado em qualquer estabelecimento que tenha um terminar e também levanta dinheiro em caixas multibanco que tenham sistema de autorização sem contacto.

O novo método não tem qualquer comissão associada e há reembolso até 30% em certas compras em parceiros do banco.

Outro banco, o Alfa-Bank, já começou a entregar os primeiros adesivos aos seus clientes.

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Jan 23 at 06:34



 

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186: Microsoft está a bloquear as actualizações para versões mais antigas do Windows 10

 

– No actual contexto sócio-económico, quem possui €€€ para adquirir um novo PC ou o hardware que a M$ OBRIGA a comprar para poder instalar o W11? Estes gajos pensam que todos estão disponíveis para abrirem os cordões à bolsa segundo as suas exigências? Fico com o W10, com o hardware que disponho – que até nem é nada mau – mas ter de comprar nova board, memórias e CPU nem pensar! 🖕🖕

TECNOLOGIA // SOFTWARE // MICRO$OFT

Com o seu foco no Windows 11, a Microsoft mantém ainda o Windows 10 como alternativa para quem não pode ou não quer actualizar para a nova versão. As novidades abrandaram, mas são mantidas ainda as actualizações de segurança e correcções necessárias.

Para ter esta versão actualizada, a Microsoft vê-se obrigada a tomar algumas decisões. Para isso, vai começar a bloquear as actualizações para versões mais antigas do Windows 10.

A cada nova actualização de peso que é lançada, a Microsoft tenta que os utilizadores acompanhem a nova versão.

Só desta forma as novidades são disponibilizadas e todas as correcções necessárias aplicadas nos sistemas que estão já a ser usados.

Dado que nem sempre consegue esse passo seja dado, a Microsoft tem de tomar algumas medidas mais impopulares junto dos utilizadores. A forma mais simples, e mais usada, é o fim do suporte e tornar obrigatória a actualização. Agora parece que vai tomar novas medidas, também pouco populares.

Após Março de 2023, não há mais preview releases não relacionadas com a segurança para as edições com suporte do Windows 10, versão 20H2 e versão 21H2. Apenas as actualizações de segurança mensais cumulativas (conhecidas como versão “B” ou Update Tuesday) continuarão para essas versões. O Windows 10, versão 22H2 continuará a receber actualizações de segurança e versões opcionais.

Do que pode ser lido no changelog da última actualização, para lá de novas correcções, há uma nova regra que vai ser colocada em prática. As versões mais antigas, e falados de 20H1 e 21H2, perdem parte das actualizações destas versões mais antigas do Windows 10.

Esta mudança vem passar a limitar o que vai ser disponibilizado para estas versões mais antigas do Windows 10. Vai limitar-se a apresentar as normais correcções de segurança mensais, ficando a versão 22H2 a ser mantida de forma completa e com todas as novidades, se existirem.

Importa destacar que o Windows 10 versão 20H2 já está sem suporte para a maioria das edições, mas é compatível com clientes Enterprise, Education e IoT Enterprise até 9 de Maio de 2023.

Por outro lado, o Windows 10 versão 21H2 é compatível com Home, Pro, Pro Education e Pro para SKUs de estações de trabalho até 13 de Junho de 2023 e até 11 de Junho de 2024 para clientes Enterprise, Education e IoT Enterprise.

Estas são as duas versões do Windows 10 afectadas por este anúncio e não vão receber as actualizações opcionais de visualização da Microsoft a partir de Março deste ano. Ainda recebem actualizações de segurança cumulativas até o final do seu ciclo de vida.

Pplware
23 Jan 2023



 

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Mais de 83% das pessoas com 65 ou mais anos vacinadas contra a gripe – Vacinómetro

 

🇵🇹 SAÚDE PÚBLICA // VACINAÇÃO // GRIPE // >65 ANOS

Portugal ultrapassou a meta de 75% de taxa de vacinação contra a gripe proposta pela Organização Mundial da Saúde, indicam os dados finais do vacinómetro.

© Global Imagens

Mais de 83% das pessoas com 65 anos ou mais e mais de metade dos profissionais de saúde terão sido vacinados contra a gripe na época gripal 2022/2023, indicam os dados finais do vacinómetro.

De acordo com os dados finais, a que a Lusa teve acesso, à semelhança do ano passado, Portugal ultrapassou a meta de 75% de taxa de vacinação contra a gripe proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o vacinómetro, 83,2% das pessoas com 65 ou mais anos de idade terá sido vacinada – mais 3,8 pontos percentuais em comparação com os resultados da 3.ª vaga do vacinómetro -, o mesmo acontecendo com 52,6% dos profissionais de saúde em contacto directo com doentes, um valor que baixou relativamente à anterior época gripal (64,4%).

No grupo dos mais velhos – com 80 anos ou mais – 87,5% das pessoas já terão sido vacinados, sendo que 58,3% o terão feito por recomendação do médico.

A informação hoje divulgada mostra igualmente que 33,4% dos portugueses com idades entre os 60 e os 64 anos (mais 6,3 pontos percentuais) estão já protegidos pela vacina contra a gripe. A cobertura vacinal das mulheres grávidas é de 69,2%.

Os dados finais do vacinómetro, que monitoriza a vacinação contra a gripe durante a época gripal através de questionários, mostram ainda uma taxa de vacinação de 6% relativamente à população entre os 18 e os 59 anos de idade.

Quanto aos doentes crónicos, terão sido vacinados 90,5% dos que têm diabetes e 85,6% dos que têm doença cardiovascular. No grupo das pessoas com diabetes, 52,3% vacinou-se por ter recebido uma notificação de agendamento pelo SNS.

Segundo os dados finais do vacinómetro, promovido pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), com o apoio da empresa biofarmacêutica Sanofi, os principais motivos que levaram as pessoas a vacinarem-se foram a recomendação médica (29,2%) e a notificação para agendamento pelo SNS (28,3%).

Houve 22,3% das pessoas que se vacinaram no contexto de uma iniciativa laboral e 16,6% por iniciativa própria, porque procuram estar sempre protegidos.

Citado em comunicado, o presidente da APMGF, Nuno Jacinto, considera estes dados “muitíssimo satisfatórios”, sublinhando que, “pelo quarto ano consecutivo, os resultados mostram que Portugal atingiu e superou a meta definida pela OMS para a cobertura vacinal das pessoas com mais de 65 anos de idade”.

“Também nos doentes crónicos e nas grávidas os valores obtidos são bastante positivos. No seu conjunto, estes resultados indicam que os portugueses confiam na vacinação anti-gripal e reconhecem a sua importância e o seu valor, em particular no que toca aos grupos vulneráveis e de risco”, afirmou.

Nuno Jacinto lembra ainda que “a elevada cobertura vacinal obtida tem impacto directo na protecção contra a gripe, diminuindo a incidência e impedindo cadeias de transmissão, mas tem também enormes benefícios na diminuição de complicações da gripe, por exemplo prevenindo a ocorrência de eventos cardiovasculares ou a descompensação de doenças crónicas”.

Lançado em 2009, o vacinómetro monitoriza a vacinação contra a gripe durante a época gripal através de questionários realizados a uma amostra populacional definida para determinados grupos estabelecidos de acordo com as recomendações da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

A vacinação contra a gripe, que teve início em Setembro, é recomendável, segundo a DGS, para quem tem idade igual ou acima dos 65 anos, crianças com seis ou mais meses que apresentem patologias crónicas associadas, doentes crónicos, imunodeprimidos e grávidas, além dos profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Janeiro 2023 — 07:21



 

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184: A única coisa boa da extrema-direita chegar ao poder

 

🇵🇹 OPINIÃO

As sucessivas polémicas, com diferentes níveis de gravidade, não têm estado apenas a fragilizar o Partido Socialista, estão também a levar a Democracia para um estado catatónico.

O eleitorado, cérebro do sistema democrático, está a receber informação que o induz a tomar decisões que, só na aparência, ajudam a salvar a Democracia de si própria.

Dar força ao Chega é a forma mais fácil de paralisar o sistema, na esperança de que ele não continue a reproduzir a corrupção, o nepotismo, a difícil relação com a verdade. A sondagem publicada ontem pelo DN mostra que o partido de André Ventura é o que mais cresce.

E ninguém se espanta, porque a consequência natural de “eles serem todos iguais” é os populistas tirarem benefício do lamaçal em que se transformou o noticiário político.

Discutir o país passou a ser discutir a legalidade dos comportamentos, a ética republicana, a capacidade política. Discute-se o que nos parece estar em falta e alimenta-se a ideia de que o país não tem solução.

É penoso ver a forma como muitos governantes, deputados e autarcas desistiram de lutar por um país mais justo e se renderam às carreiras rápidas, às portas giratórias entre público e privado, tirando benefício pessoal de decisões que tomaram em nome de todos.

É desolador que a grande maioria se dê por satisfeita por não ser como eles e não sinta a obrigação de desmascarar os aldrabões que se aproveitam das falhas do sistema e vivem à custa do trabalho dos outros. Ajudam a alimentar o monstro do populismo que cresce igualmente com jornalistas distraídos e procuradores vingativos.

Por estes dias, sem operações de grande envergadura e sem arguidos da primeira divisão mediática, o desgastaste da classe política, em geral, e do governo, em particular, faz-se pela acumulação de casos e casinhos.

Mas nada nos diz tanto sobre a vontade de atingir intencionalmente a Democracia como o levantamento de suspeitas a partir de nada (veja-se o caso Montenegro) e a abertura de inquéritos que nunca saem do sítio (veja-se o caso Cafôfo).

É também com isto que o Chega cresce. Não apenas pela natural revolta de cidadãos a quem tudo falta e para quem nunca há solução, mas também porque existe uma estratégia deliberada de convencer a opinião pública de que eles são todos iguais, a podridão na política é generalizada e só a extrema-direita tem a solução.

Não tem, como é óbvio, nem aqui, nem em lado nenhum. O país caminha perigosamente para um cenário em que um partido que tem um líder racista e xenófobo pode chegar ao governo.

A única coisa boa da chegada deles ao poder é que nos anos seguintes, muitos anos, não quereremos aturar essa gente. Eu, por mim, nem preciso de experimentar para saber como a Democracia vai sofrer, mas se o povo fizer essa opção também é democracia.

É como injectar o vírus em quantidades pequenas, procurando criar memórias para uma defesa mais eficaz num ataque futuro. Esperemos que seja uma vacina de efeito rápido e não demoremos muito a correr com eles.

Jornalista

Diário de Notícias
Paulo Baldaia
23 Janeiro 2023 — 00:25



 

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183: Famílias pagam até mais 84 euros este ano com aumentos nas comunicações

 

– Paga-se mais mas a merda dos serviços fornecidos continua ad aeternum… O meu contrato de velocidade Internet é de 120 Mbps e nunca atingi os 95 Mbps; frequentes situações, quase diárias, de não ter informação da programação dos canais TV, tendo de efectuar um reset ao sistema; reclamações foram feitas mas sendo o router e a box propriedade da operadora, se quiser substituir esses equipamentos, ou ficou fidelizado mais 24 meses ou pago € 70,00 ao técnico (da operadora)… Onde param as entidades “reguladoras”? Desconheço se é que existem realmente para “regularem” as operadoras que saem da “linha”…

🇵🇹 COMUNICAÇÕES // AUMENTOS

Altice já revelou nova tabela de preços a aplicar a partir de 1 de Fevereiro. NOS e Vodafone seguirão os mesmos passos. Nowo não mexe nos preços. Forma como consumidores estão a ser informados dos aumentos levanta dúvidas.

© Nicolas TUCAT/AFP

A Altice, a NOS e a Vodafone ignoraram por completo o apelo da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) – evitar aumentos “disruptivos” este ano – e vão actualizar os preços dos serviços até 7,8%, em linha com o Índice de Preços do Consumidor anual de 2022.

A decisão representará para as famílias um agravamento até 84 euros na factura de telecomunicações, no conjunto dos próximos 12 meses.

A Altice Portugal, dona da Meo, foi o primeiro operador a revelar as novas condições a aplicar a partir de 1 de Fevereiro. De acordo com a tabela de preços actualizada para o segmento consumo, que o Dinheiro Vivo consultou, os serviços vão encarecer entre um euro a sete euros mensais (inclui o IVA a 23%).

Por exemplo, entre os clientes móveis pós-pagos da Meo, quem paga 28,99 euros/mês por 250 megabytes (MB) de dados móveis, 500 minutos em chamadas e 500 mensagens (SMS) – o tarifário mais em conta -, dentro de dez dias, passará a pagar 29,99 euros. No final dos próximos 12 meses terá pago mais 12 euros do que no ano anterior pelo mesmo serviço.

Já a mensalidade do tarifário móvel pós-pago mais dispendioso, que dá acesso ilimitado a dados móveis, chamadas e SMS, passará dos actuais 63,99 euros para 65,99 euros – mais dois euros mensais, ou seja, um acréscimo de 24 euros num ano.

Entre os serviços em pacotes, onde se encontram a maioria dos consumidores de telecomunicações, vão verificar-se aumentos mais significativos. Tudo dependerá do número de serviços subscritos e do tipo de ligação que existe na residência (fibra, ADSL ou satélite).

Quem tiver em casa apenas televisão e telefone fixo (pacote residencial M2) por fibra óptica passará a pagar mais 3,5 euros por mês (de 45,99 euros passará para 49,49 euros), mais 42 euros num ano.

Se o mesmo pacote for assegurado por ligação ADSL a mensalidade crescerá na mesma proporção, mas se TV e telefone fixo forem suportados por satélite a mensalidade encarece 2,70 euros (32,40 euros num ano).

O pacote M3 mais barato (TV, Internet com 30 Mbps de velocidade e telefone fixo) suportado em fibra óptica vai passar de 43,49 euros mensais, para 46,79 euros. Mais 3,30 euros, o que equivale a pagar mais 39,60 euros nos próximos 12 meses.

Se o mesmo pacote for suportado por ADSL, o encarecimento da factura mensal será de 3,90 euros (de 50,99 euros para 54,89), mais 46,80 euros num ano. Mas se o pacote M3 subscrito for via satélite, a mensalidade agravar-se-á em 4,60 euros (de 58,99 euros, para 63,59), mais 55,2 euros num ano.

É nos pacotes de serviços convergentes (M4) – televisão, Internet, telefone fixo e dados móveis no telemóvel – que se verificarão os maiores aumentos.

O M4 mais exclusivo (TV premium, Internet com mil Mbps de velocidade, telefone fixo e dados móveis ilimitados), suportado em fibra óptica, terá uma subida mensal de sete euros (de 101,49 euros para 108,49 euros), um disparo de 84 euros na factura global dos próximos 12 meses.

Se a modalidade mais cara do M4 for suportado por ADSL ou por satélite a subida será de 6,30 euros mensais (mais 75,60 euros num ano).

Segundo a dona da Meo, no caso dos serviços fixos e convergentes, a actualização de preços é válida “para adesões a serviços em pacote que tenham ocorrido entre 1 de Março de 2018 e 30 de Novembro de 2022 ou com actualização contratual a 1 de Janeiro de 2020”.

Escapam a estes aumentos os cerca de 100 mil clientes da Altice que ou só têm telefone fixo ou beneficiam do plano de reformados.

Aumentam os preços porquê?

Também a NOS vai encarecer os preços dos serviços a partir de 1 de Fevereiro, mas, ao contrário da Meo, só a partir desta segunda-feira é que revelará os valores concretos das actualizações.

A Vodafone Portugal, por sua vez, vai aplicar novos preços a partir de 1 de Março, começando a comunicar as novas condições a 30 de Janeiro.

Considerando o histórico do sector – Altice, NOS e Vodafone apresentam tipologias de serviços e preços em tudo semelhantes -, o novo preçário da NOS e da Vodafone deverá ser idêntico aos valores que a dona da Meo já anunciou.

Por que motivo os operadores aumentam os preços? Porque podem, essencialmente. A maioria dos contratos de telecomunicações está indexada à evolução da inflação do ano anterior. Mesmo em anos de inflação muito baixa ou sem uma escalada como a que se assistiu em 2022, tem sido prática das telecom actualizar os valores das mensalidades no início de cada ano.

Subida de preços levanta dúvidas legais para a Deco

Para a Deco – Associação de Defesa do Consumidor, a Altice, a NOS e a Vodafone estão a encarecer os serviços “de forma pouco transparente e de legalidade duvidosa”. A entidade já se queixou junto da Anacom.

A lei das comunicações electrónicas diz que “qualquer alteração das condições contratuais”, tem de ser comunicada aos consumidores “de forma clara, compreensível e em suporte duradouro, com pelo menos um mês de antecedência”.

A mesma notificação tem de informar, “sempre que aplicável”, o consumidor do “seu direito de resolver o contrato sem encargos, caso não aceite as novas condições”.

A dona da Meo e a NOS comunicaram, primeiro, a subida de preços até 7,8% nos repetitivos sites. Só muito depois é que surgiram comunicações por e-mail, SMS ou factura.

A Vodafone fê-lo apenas na última semana. Todavia, “nenhuma delas” – defende a Deco – comunicou devidamente o “valor [concreto] desse aumento e o preço futuro a pagar por cada cliente”.

Estarão os três principais operadores a incumprir a lei? “A lei é clara ao impor aos operadores que qualquer alteração das condições contratuais deve ser notificada a cada cliente, de forma clara, compreensível e em suporte duradouro, com pelo menos um mês de antecedência”, responde ao Dinheiro Vivo Luís Neto Galvão. sócio da SRS Legal e especialista na área prática do Direito que abrange as telecomunicações.

O advogado adianta que os operadores também “devem informar o cliente de que poderá resolver o contrato sem encargos se não aceitar as novas condições”, sendo que essa informação pode ser enviada, “por exemplo, por e-mail, onde [os operadores] devem identificar o valor concreto do novo tarifário”.

“Havendo desconformidade [com o que a lei diz], os operadores poderão ser alvo de sanções por parte da Anacom e os clientes têm à sua disposição os meios de resolução extrajudicial de litígios e, em última instância, os tribunais”, conclui Luís Neto Galvão.

A lei das comunicações electrónicas pretende que a comunicação de alterações contratuais seja de tal forma clara que permita ao consumidor ajuizar livremente se aceita ou se pretende rescindir o contrato, acautelando igualmente a segurança jurídica e as expectativas dos consumidores face ao valor mensal devido pelo serviço.

Caso a reclamação da Deco seja aprofundada e o regulador sectorial verifique desconformidades na forma como os aumentos de preços foram anunciados, tal não deverá traduzir-se num recuo dos operadores ou num adiamento da decisão de actualizar os valores dos serviços.

O incumprimento do dever de comunicação só constitui uma contra-ordenação que poderá resultar numa coima.

Em Novembro de 2022, a Anacom anunciou ter aplicado uma multa superior a 15 milhões de euros à Meo, NOS, Vodafone e Nowo, por não terem informado devidamente os respectivos clientes sobre subidas de preços entre 2016 e 2017. A decisão está a ser contestada judicialmente pelos operadores.

Alternativas, existem?

O regulador, em Outubro de 2022, quando os operadores ainda resistiam em confirmar que iriam mexer nos preços, recomendou às telecom que ponderassem “o impacto das suas políticas de preços sobre as famílias, que enfrentam um aumento do custo de vida sem precedentes na história recente”. Mas Altice, NOS e Vodafone não fizeram caso.

Apenas o governo poderia intervir em matéria de preços. Contactado, o Ministério das Infra-estruturas, que tutela as telecomunicações, não respondeu às questões do Dinheiro Vivo até à publicação deste artigo.

Os preços dos serviços dos principais operadores vão mesmo subir, pressionando ainda mais os orçamentos das famílias. Existem alternativas? Sim, mas as opções são muito limitadas e restritas a um perfil específico de consumidor.

E antes de procurar uma alternativa há que saber se o período de fidelização ainda decorre para evitar encargos inesperados.

A Nowo pode ser uma opção, pois decidiu manter os preços inalteráveis. Contudo, os serviços não cobrem todo o território e o operador está num processo de aquisição por parte da Vodafone. Ou seja, a medida de não mexer nos preços este ano pode ser temporária.

Outra possibilidade poderia passar pela Tarifa Social de Internet, mas esta só está disponível para quem tem baixos rendimentos ou necessidades sociais especiais, além de que a oferta só contempla acesso à Internet.

De resto, os três principais operadores dizem estar disponíveis para apoiar consumidores vulneráveis economicamente em diferentes cenários (por exemplo, desemprego, quebra de rendimentos).

A situação é desafiante. Os aumentos das mensalidades serão idênticos entre os principais players e os períodos de fidelização, se ainda decorrerem, condicionam a opção de trocar de operador ou de cancelar serviços.

No final de Setembro de 2022, as receitas do sector totalizavam mais de 1,3 mil milhões de euros. A receita média mensal por subscritor era de 34,76 euros. Contabilizavam-se 4,5 milhões de assinantes de serviços em pacote (91 em cada cem famílias).

José Varela Rodrigues é jornalista do Dinheiro Vivo

Diário de Notícias
José Varela Rodrigues
23 Janeiro 2023 — 07:00



 

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182: Macron admite envio de blindados para a Ucrânia, mas impõe condições

 

– Impor condições? Outro que se acobardou ao putinofantoche russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 e seus fantoches amestrados!

… Para que o destacamento dos blindados franceses venha a acontecer, sublinhou Macron, terão que verificar-se três condições: que o mesmo não conduza a uma escalada do conflito, que haja soldados ucranianos em condições de os utilizar e que não afecte as capacidades de defesa francesas.

É pá, o melhor é deixares os teus blindados em casa e não faças mais tristes figuras de submissão aos russonazis 🇷🇺☠️☠️🇷🇺 ! Se a França pretende entregar blindados à Ucrânia, como pode impor uma “não escalada do conflito” que foi simplesmente originada por uma invasão de um Estado terrorista assassino russonazi? FDS!!! 🖕 🖕

🇫🇷 FRANÇA // BLINDADOS // MACRON // SUBMISSÃO // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

O Presidente francês, Emmanuel Macron, admitiu hoje o envio de blindados franceses Leclerc para a Ucrânia, exigindo que sejam satisfeitas três condições, incluindo a da não escalada do conflito.

© Lusa

“Pedi ao ministro da Defesa para trabalhar sobre o assunto, nada está excluído”, afirmou Macron numa conferência de imprensa conjunta com o chanceler alemão, Olaf Scholz, no final de um Conselho de Ministros franco-alemão.

Para que o destacamento dos blindados franceses venha a acontecer, sublinhou Macron, terão que verificar-se três condições: que o mesmo não conduza a uma escalada do conflito, que haja soldados ucranianos em condições de os utilizar e que não afecte as capacidades de defesa francesas.

O líder francês disse que o trabalho de coordenação para decidir o que fazer sobre os pedidos ucranianos ao Ocidente de tanques de batalha pesados continuará “nos próximos dias e semanas” com outros aliados, incluindo a Alemanha.

O chanceler alemão expressou o total acordo entre o seu país e a França na vontade de fornecer à Ucrânia “todo o apoio necessário”, desde que “seja necessário” e “com os meios que forem necessários”, sejam eles financeiros, humanitários ou de armamento.

“O objectivo comum é que a Rússia retire as suas tropas da Ucrânia”, disse o líder alemão em declarações proferidas ao lado do Presidente francês após o Conselho de Ministros, e no contexto de pressões da Ucrânia sobre Berlim para enviar blindados alemães “Leopard2”.

Interrogado sobre se esta disponibilidade inclui tais tanques, Scholz insistiu que qualquer decisão sobre entregas de armas deve ser tomada “em estreito consenso com os aliados”, tanto europeus como norte-americanos.

O chanceler alemão recordou que o seu país manteve até agora a regra relativa às suas exportações de armas, segundo o qual estas não devem ser enviadas para países ou regiões em conflito, e que, no caso da Ucrânia, o princípio foi mantido, configurando-se como uma “resposta à guerra de agressão” lançada pela Rússia.

“Fornecemos à Ucrânia tanques Marder e Gepard, bem como sistemas de defesa aérea e baterias Patriot”, disse, insistindo que qualquer decisão sobre futuros destacamentos de armas deve basear-se na coordenação entre os aliados “bem como em critérios como necessidades e disponibilidade”.

O Conselho de Ministros franco-alemão e os eventos que assinalam o 60º aniversário do Tratado do Eliseu chegam três dias após a reunião do Grupo de Contacto para a Ucrânia, realizada esta sexta-feira na base norte-americana em Ramstein (Alemanha), na qual não houve acordo sobre os blindados “Leopardo”.

Relativamente aos blindados franceses, nos últimos dias, várias fontes militares francesas reconheceram aos media locais que se desconhece quantas unidades AMX Leclerc poderão estar disponíveis, uma vez que as cerca de 200 em armazém são utilizadas como fonte de componentes e peças sobressalentes para outros tantos ainda em serviço com o exército francês.

Há também sugestões em França de que, se o Reino Unido enviar como prometido um esquadrão de 14 blindados Challenger 2 e outros países ocidentais continuarem a entregar blindados de diferentes modelos à Ucrânia, os ucranianos poderão enfrentar um grave problema na formação de tripulações e técnicos de manutenção para cada modelo, bem como na gestão da cadeia logística para peças sobressalentes.

Macron recordou que a França já entregou equipamento militar substancial à Ucrânia, incluindo 18 peças de artilharia pesada auto-propulsionada César, munições, mísseis antiaéreos e veículos de combate à infantaria. Paris anunciou ainda que enviará blindados de reconhecimento ligeiro AMX 10 para a Ucrânia.

Numa síntese do dia de hoje, Emmanuel Macron sublinhou o “grande trabalho” realizado com Olaf Scholz, e afirmou que ambos os países têm uma posição convergente sobre a Europa.

“Convergimos na nossa visão da Europa e dos nossos países”, afirmou Macron no Eliseu, numa cimeira franco-alemã marcada pela tentativa de aliviar as tensões entre Paris e Berlim a partir de 2022 sobre como lidar com a guerra na Ucrânia.

“O regresso da guerra ao nosso continente fez-nos compreender como é importante fazer as coisas por nós próprios, como europeus. Temos falado de defesa e estamos determinados a continuar a tomar as medidas necessárias para reforçar as nossas capacidades de defesa europeias”, disse o Presidente francês.

Neste contexto, Macron saudou “os progressos feitos nas últimas semanas”, particularmente em relação ao SCAF, o projecto europeu para a construção de caças, liderado pela França, Alemanha e Espanha.

Macron sublinhou ainda a importância de se acelerarem as decisões a nível europeu, algo com que Scholz concordou.

O chanceler reconheceu que a União Europeia “precisa de melhores mecanismos de tomada de decisão a nível europeu”, por forma a “ganhar influência no mundo”.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
22/01/23 20:03
por Lusa



 

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