Zelensky pede que Bielorrússia não entre em guerra “absolutamente vergonhosa”

 

– As manobras propagandísticas que estes russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 bielorrussos produzem para desestabilizarem a região! Este Lukashenko está bem sintonizado com o putinofantoche terrorista russonazi!

🇺🇦 UCRÂNIA // 🇧🇾 BIELORRÚSSIA // GUERRA VERGONHOSA

“Não temos a intenção de atacar a Bielorrússia”, afirmou o presidente ucraniano, apelando ao país vizinho para “não perder a independência”.

Volodomyr Zelensky, presidente da Ucrânia
© EPA/SERGEY DOLZHENKO

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu esta terça-feira que Kiev nunca teve a intenção de atacar a Bielorrússia, apelando a que o país-vizinho não entre numa guerra “absolutamente vergonhosa” ao lado do invasor russo.

Segundo a agência noticiosa bielorrussa Belta, o Presidente ucraniano reagia às declarações do homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko, que sugeriu que a Ucrânia continua a treinar “militares e extremistas”, ao mesmo tempo que “sugere a assinatura de um pacto de não-agressão”.

“Não temos a intenção de atacar a Bielorrússia. Este é o principal sinal que todo o povo ucraniano envia ao povo bielorrusso”, disse Zelensky, que apelou ao país vizinho para “não perder a independência” .

Zelensky exortou as autoridades bielorrussas a “respeitar a Ucrânia” e a impedir que militares de países terceiros – numa alusão à Rússia – entrem no território ucraniano, segundo a agência noticiosa ucraniana Ukrinform.

As autoridades ucranianas alertaram recentemente para a possibilidade de a Rússia lançar uma ofensiva terrestre através da Bielorrússia, embora tenham descartado que o próprio Exército bielorrusso esteja envolvido nisso.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Minsk e com a imposição de sanções políticas e económicas a Moscovo.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.068 civis mortos e 11.415 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Janeiro 2023 — 16:25



 

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205: Deputados aprovam subida de cinco para 20 dias de falta em caso de morte de cônjuge

 

– Os “revolucionários” burgueses do BE, com a abstenção a esta medida mais que justa, mostram bem ao que vêem! Confiar nesta gajada? Chiça!

🇵🇹 LUTO // FALTAS

A medida resulta de uma proposta do PS aprovada com os votos a favor do PS, PSD e PCP e a abstenção do BE.

© Leonardo Negrão / Global Imagens

Os trabalhadores passam a poder faltar durante 20 dias, em vez dos actuais cinco dias, em caso de morte de cônjuge, segundo uma alteração ao Código do Trabalho aprovada esta terça-feira na especialidade pelos deputados.

A medida resulta de uma proposta do PS aprovada com os votos a favor do PS, PSD e PCP e a abstenção do BE no grupo de trabalho da Comissão do Trabalho, Segurança Social e Inclusão sobre as alterações à legislação laboral no âmbito da Agenda do Trabalho Digno.

O Código do Trabalho, na versão em vigor, determina que o trabalhador pode faltar justificadamente “até 20 dias consecutivos por falecimento de descendente ou afim no 1.º grau na linha recta” e ” até cinco dias consecutivos, por falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente ou afim ascendente no 1.º grau na linha recta”.

A proposta agora aprovada aumenta de cinco para 20 dias de faltas em caso de morte de cônjuge. Além disso clarifica os tipos de parentesco incluídos nos 20 dias, detalhando que se aplicam por “falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens, filho ou entidade”.

Com esta alteração, a lei passa a prever, no caso dos cinco dias de faltas que estas são aplicáveis em caso de morte “de parente ou afim no 1.º grau na linha recta”.

Para o Bloco de Esquerda a nova redacção acaba por reduzir o período de faltas em caso de morte de genro ou nora, por exemplo, o que motivou que os deputados bloquistas optassem pela abstenção.

Também esta terça-feira, os deputados aprovaram uma proposta do PS de aditamento Código do Trabalho, que prevê a possibilidade de falta em caso de luto gestacional atribuindo três dias aos pais nesta situação.

O Código do Trabalho já prevê um regime de faltas por motivo de morte de cônjuge, parente ou afim, determinando que o trabalhador pode faltar justificadamente “até 20 dias consecutivos, por falecimento de descendente ou afim no 1.º grau na linha recta” ou “até cinco dias consecutivos, por falecimento de cônjuge não separado de pessoas e bens ou de parente ou afim ascendente no 1.º grau na linha recta”.

O novo texto vem prever que nos casos em que não haja lugar a esta “a trabalhadora pode faltar ao trabalho por motivo de luto gestacional até três dias consecutivos”, sendo dado o mesmo número de dias consecutivos também ao pai.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Janeiro 2023 — 18:13



 

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204: Alemanha autoriza o envio de tanques Leopard para a Ucrânia

 

– Curioso! Antes, os EUA não forneceriam tanques M1 Abrams à Ucrânia porque estes tinham uma manutenção especial e não eram adequados à guerra na Ucrânia. Agora já fornecem? Depois dos alemães libertarem o envio dos Leopard 2? Será que os alemães deixaram de ter medo que os russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 ficassem zangados com eles?

🇩🇪 ALEMANHA // TANQUES LEOPARD 2 // ENVIO //
🇺🇦 UCRÂNIA // 🇺🇸 EUA // M1 ABRAMS

Governo norte-americano está prestes a aprovar a entrega às forças armadas da Ucrânia de tanques M1 Abrams.

© EPA/JAKUB KACZMARCZYK POLAND OUT

A Alemanha aprovou o envio de tanques Leopard 2 para a Ucrânia e está disposta a autorizar a transferência para aquele país de pelo menos uma companhia do modelo Leopard 2A6, avançou esta terça-feira o semanário alemão Der Spiegel.

“Após meses de debate, o chanceler [Olaf] Scholz decidiu entregar tanques de guerra à Ucrânia. Os aliados também parecem querer alinhar. Os tanques Abrams podem vir dos EUA”, lê-se na edição online do jornal alemão.

A agência EFE, citando o Der Spiegel e o canal de televisão NTV, acrescenta que o exército alemão disponibilizará tanques do modelo Leopard 2A6 e que o Governo de Scholz autoriza os outros países a reexportarem unidades dos Leopard 2 comprados à Alemanha.

A pressão sobre a Alemanha para autorizar a reexportação de tanques Leopard 2 de fabrico alemão aumentou nas últimas semanas e esta terça-feira, confrontada com um pedido formal apresentado pela Polónia, Berlim abriu caminho para isso acontecer.

Numa conferência de imprensa em Berlim com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, também esta terça-feira o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius tinha já encorajado os países que pretendem fornecer tanques Leopard à Ucrânia a iniciar o treino dos militares ucranianos que os venham a operar.

Scholz também autorizou o pedido da Polónia para transferir 14 carros blindados Leopard 2 para a Ucrânia, na tentativa de repelir as forças russas que invadiram o território ucraniano em Fevereiro de 2022.

Esses tanques, por serem de fabrico alemão, só podem ser reexportados com uma autorização da Alemanha.

Paralelamente, o governo norte-americano está prestes a aprovar a entrega às forças armadas da Ucrânia de tanques M1 Abrams, adiantaram esta terça-feira autoridades dos EUA, enquanto os aliados debatem o envio deste tipo de equipamento militar.

A decisão, que a confirmar-se representa uma mudança de planos por parte da administração de Joe Biden sobre estes tanques de guerra de fabrico norte-americano, pode ser anunciada esta quarta-feira, embora possa levar meses ou anos até que os M1 Abrams sejam entregues, noticiou a agência Associated Press (AP).

Altos responsáveis dos EUA adiantaram à AP, sob condição de anonimato, que os detalhes ainda estão a ser trabalhados, mas que o anúncio pode ocorrer em coordenação com a autorização da Alemanha ao pedido da Polónia para transferir para Kiev os tanques Leopard 2 de fabrico alemão.

O porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono) disse hoje que “no momento” os EUA não têm nenhum anúncio para fazer sobre as notícias do envio dos Abrams à Ucrânia.

Em conferência de imprensa, Pat Ryder recordou que o seu país continua em contacto “estreito” com os ucranianos e aliados internacionais sobre os requisitos de segurança mais urgentes para Kiev.

Uma das fontes oficiais referiu à AP que a compra destes tanques será integrada num próximo pacote da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, que fornece financiamento de longo alcance para armas e equipamentos a serem comprados a fornecedores comerciais.

As armas fornecidas através desta iniciativa podem levar muitos meses ou vários anos para chegarem ao campo de batalha, sendo que grande parte da ajuda foi enviada até agora através de um programa separado que utiliza as reservas do Pentágono para enviar armas mais rapidamente para a Ucrânia.

Também não foram imediatamente divulgados quantos tanques podem ser enviados.

Até agora, os Estados Unidos resistiram a aprovar o fornecimento dos seus próprios tanques M1 Abrams para a Ucrânia, apontando para a necessidade de manutenção extensa e complexa ou desafios logísticos com estes veículos altamente tecnológicos.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de Fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

em actualização

Diário de Notícias
DN
24 Janeiro 2023 — 18:58



 

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203: Altar do Papa vai custar 4,2 milhões à Câmara de Lisboa em ajuste directo

 

– FABULÁSTICO!!! FANTÁSTICO!!! 4,2 MILHÕES DE €UROS PARA UM ALTAR-PALCO DESTINADO AO PAPA! Entretanto onde para a ajuda aos sem abrigo, aos pedintes de Lisboa? FDS!!! Segundo rezam os livros, cristo andava de sandálias. Os Papas ornamentam-se com ouro e vestes luxuosas! Que raio de religião é esta? E para os receber, gastam-se mais de QUATRO MILHÕES DE €UROS apenas para um palco? É por estas e muitas outras que sou ATEU!

🇵🇹 ALTAR DO PAPA // JMJ // LISBOA // C.M.L.

Orçamento de Estado para 2023 abre uma excepção à Jornada Mundial da Juventude, o que permitiu que a obra fosse adjudicada por ajuste directo, apesar do elevado valor.

A obra de construção do altar-palco onde o Papa Francisco vai celebrar a missa da Jornada Mundial da Juventude 2023, em Lisboa, vai custar 4,2 milhões de euros à Câmara de Lisboa, por ajuste directo.

De acordo com o contrato publicado no Portal Base, a obra foi adjudicada pela SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana à construtora Mota-Engil por 4.240.000 euros, sem IVA. A construtora tem agora 150 dias para executar o projecto após a consignação da obra.

O Orçamento de Estado para 2023 abre uma excepção em relação à Jornada Mundial da Juventude, o que permitiu que a obra fosse adjudicada por ajuste directo, apesar do elevado valor.

“Para a celebração de contratos que tenham por objecto a locação ou aquisição de bens móveis, a aquisição de serviços ou a realização de empreitadas de obras públicas e que se destinem à organização, programação, concepção e implementação da Jornada Mundial da Juventude 2023, incluindo as intervenções necessárias nos locais dos eventos e a eventual relocalização de instalações existentes, as entidades adjudicantes podem adoptar procedimentos de ajuste directo quando o valor do contrato for inferior aos limiares referidos nos n.os 3 ou 4 do artigo 474.º do CCP, consoante o caso”, pode ler-se no artigo. O limiar em causa é de 5,35 milhões de euros.

A Câmara Municipal de Lisboa enviou ao Observador um esclarecimento no qual justifica o custo do palco salientando que “a complexidade desta obra não é comparável a nada que tenha sido feito em Portugal”.

Segundo a autarquia “a obra do palco ficará para a cidade e será de fruição dos Lisboetas após a JMJ. A cobertura do palco manter-se-á e será rebaixada para poder ser usada em múltiplos eventos que passem a ter por palco o Parque Tejo, que servirá para acolher os maiores eventos do mundo ao ar livre”.

Diário de Notícias
DN
24 Janeiro 2023 — 15:25



 

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201: Governo da Ucrânia em rebuliço: corrupção na guerra, demissões e proibição de Zelensky

 

– Como em muitos outros lados do planeta, a corrupção existe porque a carne é fraca e o dinheiro muito forte. No entanto, uma limpeza nunca fez mal a ninguém, torna o ambiente mais saudável e previne certo tipo de vírus maléficos que se podem instalar sem pedir licença a ninguém. E na Ucrânia devem existir, a vários níveis, muitos pró-russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 que vão desestabilizando a ordem interna e transmitindo informações que o inimigo aproveita em seu benefício. Como se os “especialistas” russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 não fossem exímios executantes desse tipo de situações!

🇺🇦 UCRÂNIA // GOVERNO // DEMISSÕES

Entre outras, há suspeitas de compras de alimentos a preços duas ou três vezes superiores. Zelensky proíbe viagens para o estrangeiro (e vêm aí mais demissões).

Sergey Dolzhenko/EPA
Volodymyr Zelensky

agitação visível no Governo da Ucrânia, nesta semana.

Kyrylo Tymoshenko, vice-chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, foi o primeiro a apresentar a sua demissão, na segunda-feira.

O decreto já foi assinado por Volodymyr Zelenskyy, que confirma a saída de Tymoshenko, acusado de conduzir um carro (Chevrolet) que era destinado para outros fins.

A viatura foi cedida pela General Motors ao Governo ucraniano, para o transporte de cidadãos em zona de guerra e para missões humanitárias. Kyrylo Tymoshenko confirmou mas explicou que conduz o carro em áreas que estão ocupadas pela Rússia. Mais tarde, deixou de conduzir o Chevrolet.

Durante a lei marcial, o agora ex-governante também foi visto a conduzir um carro, um Porsche, de 100 mil dólares.

Kyrylo Tymoshenko deverá ser substituído por Oleksiy Kuleba, chefe da administração militar em Kiev.

Já nesta terça-feira, mais demissões de vários altos funcionários do Estado ucranianos. Entre eles o vice-ministro da Defesa (e responsável pelo apoio logístico às Forças Armadas), Vyacheslav Shapovalov.

Shapovalov está envolvido num escândalo relacionado com a compra de alimentos, a preços inflacionados, para militares ucranianos.

O portal ZN relatou, apresentando documentos, que o Ministério da Defesa ucraniano compra comida para militares duas a três vezes mais cara do que o preço que se verifica nas lojas da capital Kiev. Em causa estarão favores à empresa Active Company LLC.

Três dias depois da divulgação dessa investigação, o ministro pediu a demissão “para não ameaçar a estabilidade das Forças Armadas da Ucrânia”, lê-se no comunicado oficial. Embora Shapovalov assegure que estas acusações são “infundadas”.

O vice-Procurador-Geral, Oleksiy Symonenko, também demitiu-se. Symonenko terá ido de férias para Espanha, no mês passado.

E nas próximas horas deve haver mais demissões: o Pravda avança que o Gabinete de Ministros prevê a demissão de cinco chefes de administrações regionais: Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia, Sumy, Kherson e da capital Kiev.

Uma reformulação no Governo da Ucrânia aliada a um decreto assinado por Zelensky, que proíbe viagens para o estrangeiro – a não ser que as viagens sejam oficiais, com objectivos governamentais.

Todos os funcionários do governo central, vários outros níveis do governo local, agentes da lei, deputados populares, procuradores e todos aqueles que trabalharam para o Estado e no Estado estão proibidos de sair para férias, por exemplo.

“Se quiserem descansar agora, vão descansar para fora da função pública”, afirmou Volodymyr Zelensky.

E o presidente da Ucrânia deixou outro aviso: haverá outras “decisões de pessoal” ao longo desta terça-feira.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //
24 Janeiro, 2023



 

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200: Cientistas descobrem que núcleo interno da Terra estará a parar e a inverter-se

 

SISMOLOGIA // GEOFÍSICA // TERRA

A “paralisação” do núcleo interno da Terra traz implicações na forma como o nosso planeta funciona. Segundo um estudo apresentado pelos sismólogos Yang e Song, esta alteração poderá significar mudanças nos campos gravitacionais e magnéticos da Terra e trazer consequências geofísicas mais amplas.

O artigo científico foi publicado pela revista “Nature Geoscience“, e o resultado foi uma surpresa para os próprios autores. A dupla de investigadores estuda o fenómeno desde 1995.

Rotação do núcleo interno da Terra pode estar a inverter-se?

O núcleo da Terra parou de girar mais rápido do que o próprio planeta e poderá mesmo estar a inverter o seu sentido. Este é o resultado apresentado num estudo feito a partir de dados de sismos, realizado por Yi Yang e Xiaodong Song, sismólogos da Universidade de Pequim.

A descoberta aponta para que este abrandamento leve a alterações nos campos gravitacionais e magnéticos da Terra e trará consequências geofísicas mais amplas, como a alteração na duração de um dia completo nalgumas fracções de segundo.

Isso porque a duração de um dia está directamente ligada ao movimento de rotação da Terra em torno do próprio eixo (que dura 23 horas, 56 minutos, 4 segundos e 0,9 décimos de segundo).

Assim, a mudança na forma como o núcleo gira poderá estar a ter impacto no movimento de rotação em si e, consequentemente, na duração de um dia.

Outras possíveis alterações seriam relativamente ao nível do mar e à temperatura da Terra.

Nos últimos anos, os dias estão a ficar mais curtos e pode ser que haja relação com esta mudança [na forma como o núcleo gira].

A alteração na rotação também pode modificar o campo gravitacional como um todo e causar deformações na superfície, o que alteraria também o nível do mar e, por sua vez, a temperatura global do planeta.

Explicou Song numa entrevista ao jornal espanhol El País.

E como iremos perceber estas alterações no núcleo?

Numa entrevista à Nature, o John Vidale, sismólogo da Universidade da Carolina do Sul, refere que os potenciais impactos precisam de mais tempo para serem devidamente avaliados. Como tal, temos de esperar.

Para já, percebe-se que milhares de quilómetros abaixo dos nossos pés, o interior da Terra estará a preparar algo muito estranho. Mas ainda requer mais investigação para conhecer melhor o nosso planeta e as suas entranhas.

Só em 1936 é que foi descoberto o núcleo interno, após os investigadores estudarem a forma como as ondas sísmicas dos terramotos viajam pelo planeta.

As mudanças na velocidade das ondas revelaram que o núcleo do planeta, que tem cerca de 7.000 quilómetros de largura, consiste num centro sólido, feito principalmente de ferro, dentro de uma casca de ferro líquido e outros elementos.

O núcleo externo, de 2.400 quilómetros de largura, separa o núcleo interno do restante do planeta. Era este isolamento que permitia que o núcleo interno pudesse girar num ritmo próprio.

Os autores concluem que esta oscilação na rotação do núcleo interno, coincidindo com mudanças periódicas no sistema de superfície da Terra, demonstra a interacção entre as diferentes camadas da Terra.

Pplware
Autor: Vítor M
24 Jan 2023



 

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199: Como é que isto aconteceu?

 

🇵🇹 OPINIÃO

A última sondagem da TSF, DN e JN tem vários indicadores a que, sobretudo, PS e PSD deveriam estar atentos.

Uma sondagem não é uma eleição. Nem substitui o voto em urna, decidido diante das circunstâncias e no momento exacto em que se vota.

Mas há décadas que as sondagens regulares e fora dos períodos eleitorais revelam tendências, perscrutam a opinião e sensibilidade do eleitorado e deveriam ser tidas em conta como indicadores da forma como a sociedade olha para o estado da nação.

À habitual pergunta “se as eleições legislativas fossem hoje…?” e, repito, não são, mas “se fossem hoje”, PS e PSD, juntos, teriam apenas 55% dos votos. Há outros dados relevantes e que merecem análise mais profunda e fina.

Mas só este dado bastaria – ou deveria bastar – para que os dois grandes partidos de Governo fizessem uma reflexão sobre o estado da democracia ou, noutra vertente, o que pensam os eleitores do estado da democracia.

Nos quase 50 anos de regime democrático, PS e PSD foram sendo, sucessivamente e em alternância, chamados a governar. O chamado “centrão”, que teve expoente máximo no governo do chamado “Bloco Central”, é visto como algo indiferenciado e invertebrado. Não creio.

Durante quase meio século, estes dois partidos reuniram quase 80 por cento dos votos expressos. O número foi descendo, mas manteve-se sempre ou quase sempre acima dos 70 por cento.

O lado moderado, conciliador, europeísta, foi sempre mais forte do que as franjas, ditas revolucionárias, ou os arremedos de fascismos ou populismos.

Quando, nesta altura, PS e PSD, juntos, conseguem apenas um pouco mais de metade das intenções de voto, estamos a assistir a um fenómeno que, como sempre, chega atrasado a Portugal e que já aconteceu em vários países europeus. França, Grécia e Itália, por exemplo, assistiram ao declínio dos seus grandes partidos tradicionais.

Foram substituídos por movimentos, muitas vezes uni-pessoais, que se desagregam depois de um ato eleitoral, que não têm substância ideológica ou cultura política, apenas oportunismo e marketing.

PS e PSD não serão sempre os partidos de governação. Sê-lo-ão apenas e enquanto os eleitores quiserem. A democracia é isto. A livre escolha dos eleitores. Há várias explicações para a perda de relevância dos dois maiores partidos.

No caso do PSD, a longa travessia no deserto, a dificuldade em apresentar-se como verdadeira alternativa, a incapacidade de convencer os eleitores que perdeu de que um programa social democrata, humanista e reformista é capaz de dar resposta aos problemas da sociedade.

Do lado do PS, o desgaste de sete anos de governação, a desilusão do eleitorado, que outorgou uma maioria absoluta a um governo que parece não saber o que fazer com ela e a sensação de que o governo não governa, limita-se a gerir os casos que vão surgindo, numa dança de cadeiras de governantes nunca antes vista, não por causa da oposição, mas por crises que surgem de dentro do próprio executivo.

“Os partidos tornaram-se apenas máquinas de poder”, disse na TSF e no DN, a semana passada, David Justino, ex-ministro, antigo deputado do PSD e número dois de Rui Rio nos seus quatro anos de liderança do partido.

O mesmo diagnóstico é feito por “senadores” socialistas, preocupados exactamente com o mesmo fenómeno no PS.

As sondagens, entre outros méritos, vão dando indicações. Pelo menos não podem dizer que não foram avisados. E se um dia destes acordarmos depois de uma eleição e tivermos um governo radical, por favor dispensem-nos da cara de espanto e da pergunta: “Como é que isto aconteceu?”

Jornalista

Diário de Notícias
Pedro Cruz
24 Janeiro 2023 — 00:27



 

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198: Pensionistas manifestam-se hoje contra aumento do custo de vida

 

– A governança está-se 💩💩💩 para que os pensionistas de baixos recursos sofram com o aumento do custo de vida. A eles, políticos, não lhes falta o essencial para sobreviverem, os outros, os pensionistas, desempregados & Companhia, que se lixem! 🖕🖕

🇵🇹 PENSIONISTAS // MANIFESTAÇÃO // CUSTO DE VIDA

Exigem uma actualização de 60 euros em todas as reformas e que o Governo trave a escalada dos preços de bens essenciais como o leite, a carne e o peixe.

© Pedro Granadeiro/Global Imagens (Arquivo)

Centenas de reformados prometem sair esta terça-feira às ruas nas principais cidades do país para exigir uma actualização de 60 euros em todas as reformas, bem como medidas do Governo para travar a inflação nos bens essenciais.

Para as principais avenidas e praças do país estão marcadas concentrações, manifestações e distribuição de informação à população, disse à Lusa a presidente do MURPI — Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos, Isabel Gomes.

Estão previstas acções para Lisboa, Porto, Coimbra, Leiria, Braga, Guimarães, Aveiro, Viseu, Guarda, Entroncamento, Almada, Setúbal, Barreiro, Beja, Évora, Grândola, Portalegre e Faro, numa iniciativa do MURPI e da Inter-Reformados (CGTP-In).

Os pensionistas exigem que o Governo trave a escalada dos preços de bens essenciais como o leite, a carne e o peixe.

De acordo com a dirigente do MURPI, mesmo os pensionistas com reformas iguais ou superiores a mil euros estão a enfrentar dificuldades para pagarem os medicamentos e os custos das rendas na habitação, havendo casos de pessoas que foram obrigadas a trocar a casa por um quarto.

“Os pensionistas receberam no início deste mês a sua reforma com um valor que ficou muito aquém do que lhes é devido.

Com o malabarismo de meia pensão em Outubro, a pensão deste mês que deveria trazer um aumento na ordem dos 7% a 8%, veio apenas com 3,5% e 4,8%”, referem em comunicado os organizadores do protesto.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Janeiro 2023 — 08:23



 

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197: Um icebergue com mais de 1.500 Km2 destaca-se da Antárctida

 

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS // GLACIOLOGIA //  ANTÁRCTIDA

O bloco de gelo, que totaliza 1.550 quilómetros quadrados, destacou-se do bloco de gelo no domingo, durante uma maré que aumentou uma fissura existente, detalhou a British Antarctic Survey.

© Twitter / NASA

Um imenso icebergue, com uma área equivalente a 15 vezes a de Paris, destacou-se da Antárctida no domingo, indicaram na segunda-feira cientistas britânicos.

O bloco de gelo, que totaliza 1.550 quilómetros quadrados, destacou-se do bloco de gelo no domingo, entre as 19:00 e as 20:00 horas de Lisboa, durante uma maré que aumentou uma fissura existente, detalhou a British Antarctic Survey (BAS), um organismo de investigação sobre as zonas polares, em comunicado.

Há dois anos, um icebergue de dimensão praticamente idêntica tinha-se formado na mesma zona, baptizada Barreira de Brunt, sobre a qual está instalada a estação de investigação britânica Halley VI.

Os glaciólogos, que estão no terreno de Novembro a Março, constatam desde há uma década o aumento de vastas fissuras no gelo.

Em 2016, o BAS tinha decidido deslocar a sua estação em 20 quilómetros, por receio de acabar por ficar em um icebergue à deriva, devido à fusão dos gelos.

“O destaque era esperado e constitui um comportamento natural da Barreira de Brunt. Não está ligado às alterações climáticas”, disse o glaciólogo Dominic Hodgson, citado no texto.

Porém, o continente sofre o impacto do aquecimento global, com temperaturas inéditas registadas em 2022, como de resto no conjunto do planeta.

A extensão do gelo atingiu em Fevereiro de 2022 o mínimo de 44 anos de registos via satélite, indicou recentemente o relatório anual do programa europeu sobre as alterações climáticas, o Copernicus.

Em 2021, o degelo total de um icebergue, a quatro mil quilómetros do local de onde se destacou do bloco de gelo, em 2017, tinha libertado mais de 150 mil milhões de toneladas de água doce misturada com nutrientes e reforçado a inquietação dos cientistas quanto ao impacto do fenómeno em um ecossistema frágil.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Janeiro 2023 — 08:39



 

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