221: Joe Biden vai enviar 31 tanques M1 Abrams para a Ucrânia

 

🇺🇦 UCRÂNIA // M1 ABRAMS // AJUDA // 🇺🇸 EUA

O anúncio acontece no mesmo dia em que a Alemanha informou ter autorizado o envio de tanques Leopard 2, de fabrico alemão, para Kiev.

© EPA/Chris Kleponis / POOL

Joe Biden anunciou esta quarta-feira que o governo norte-americano aprovou a entrega às forças armadas da Ucrânia de 31 tanques M1 Abrams.

“Os tanques são a prova do compromisso à Ucrânia. A Europa e os Estados Unidos estão unidos na ajuda à Ucrânia. Putin estava errado, estamos todos unidos”, afirmou na Casa Branca, numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas.

O envio dos carros blindados será acompanhado de outras medidas, como o treino das tropas ucranianas, com o objectivo de “melhorar a sua capacidade de manobra em campo aberto” e as suas capacidades militares a longo prazo, segundo o chefe de Estado norte-americano.

Durante a comunicação, Biden aproveitou para agradecer ao chanceler alemão, Olaf Scholz, pelo envio de tanques Leopard 2 (de fabrico alemão) para a Ucrânia e garantiu que esta medida “não é uma ameaça ofensiva para a Rússia”.

“A Alemanha cumpriu. O chanceler defendeu a unidade (ocidental) em todos os momentos”, acrescentou o líder norte-americano que durante a comunicação esteve acompanhado pelo secretário de Estado, Antony Blinken, e pelo secretário da Defesa, Lloyd Austin.

“Não se trata de uma ameaça ofensiva à Rússia”, esclareceu o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), que conversou esta quarta-feira por telefone com Scholz, bem como com o Presidente francês, Emmanuel Macron, e com os primeiros-ministros de Itália e do Reino Unido, Giorgia Meloni e Rishi Sunak, respectivamente.

A decisão dos EUA de enviar tanques Abrams ocorre no mesmo dia em que Berlim confirmou o fornecimento de 14 tanques Leopard 2 a Kiev, autorizando ainda outros países a enviarem estes veículos de combate para a Ucrânia.

O ministro da Defesa alemão disse que os tanques podem estar operacionais em território ucraniano em cerca de três meses.

A Alemanha tinha dito que os tanques Leopard 2 não seriam enviados a menos que os EUA colocassem os seus Abrams na Ucrânia.

Biden explicou que, no total, os aliados europeus concordaram em enviar tanques suficientes para equipar dois batalhões de carros blindados ucranianos, num total de 62 tanques.

“Com a chegada da primavera, as forças ucranianas estão a trabalhar para defender o território que controlam e a preparar-se para contra-ataques”, disse Biden.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de Fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

Diário de Notícias
DN
25 Janeiro 2023 — 18:34



 

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220: Rússia excluída de comemorações da libertação de Auschwitz

 

🇷🇺 A RÚSSIA ☠️卐☠️ É UM ESTADO PÁRIA, TERRORISTA, ASSASSINO, LADRÃO, GENOCIDA, VIOLADOR 🇷🇺

AUSCHWITZ // COMEMORAÇÕES // EXCLUSÃO RUSSONAZIS

No dia da invasão da Ucrânia pela Rússia, o museu classificou a ofensiva russa como “um ato de barbárie” que “será julgado pela história” e “os seus autores pelo Tribunal Internacional de Justiça”.

Campo de Concentração de Auschwitz
© JANEK SKARZYNSKI / AFP

A Rússia não foi convidada para as comemorações do 78.º aniversário da libertação, pelo Exército Vermelho, do campo de morte nazi de Auschwitz-Birkenau, devido à invasão e guerra russas na Ucrânia, anunciou esta quarta-feira o museu do local.

Tendo em conta a agressão a uma Ucrânia livre e independente, os representantes da Federação da Rússia não foram convidados para participar na comemoração do aniversário da libertação de Auschwitz deste ano“, que decorrerá na próxima sexta-feira, disse o porta-voz do museu, Piotr Sawicki, citado pela agência de notícias francesa AFP.

Até agora, a Rússia sempre participou nas cerimónias que se realizam anualmente a 27 de Janeiro, discursando o seu representante sempre na cerimónia principal.

O director do museu, Piotr Cywinski, considerou “evidente” que não podia “assinar qualquer carta ao embaixador russo em tom de convite” no contexto da guerra russa na Ucrânia, iniciada a 24 de Fevereiro de 2022, há quase um ano.

“Espero que isso mude no futuro, mas temos um longo caminho a percorrer (…). A Rússia precisará de um período extremamente longo e de uma introspecção muito profunda após este conflito, para voltar aos salões do mundo civilizado“, declarou, citado pela agência polaca PAP.

Construído na Polónia ocupada durante a Segunda Guerra Mundial, Auschwitz-Birkenau é o símbolo do genocídio perpetrado pela Alemanha nazi de seis milhões de judeus europeus, um milhão dos quais foi morto naquele campo entre 1940 e 1945, juntamente com mais de 100 mil não-judeus.

Este campo onde cerca de 80.000 polacos não-judeus, 25.000 ciganos e 20.000 soldados soviéticos foram também mortos foi libertado pelo Exército Vermelho a 27 de Janeiro de 1945

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Janeiro 2023 — 18:51



 

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219: Altar da discórdia. Moedas culpa Igreja pelo custo do palco da JMJ. Marcelo pede explicações

 

– Ó Moedas, então agora a culpa é da igreja? jesus cristo que segundo reza a bíblia andava humildemente vestido e calçado, não vai gostar destes luxos faraónicos…

🇵🇹 CML // ALTAR-PALCO // DISCÓRDIA

Autarca de Lisboa garante que a estrutura foi pensada com o intuito de uma utilização futura, para além da Jornada Mundial da Juventude. 

António Cotrim / Lusa
Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa

Desde que a notícia do preço do altar-palco para as Jornadas Mundiais da Juventude, agendadas para o início de Julho em Lisboa, se tornou público que os diferentes responsáveis políticos se desdobraram em declarações na tentativa de justificar os 4,2 milhões de euros.

A verba, noticiou ontem o Observador, resulta de um ajuste-directo acordado entre a Câmara de Lisboa e a Mota Engil, havendo ainda mais cerca de um milhão de euros, destinadas às fundações da estrutura .

Num primeiro momento, Carlos Moedas justificou o preço da estrutura com a possibilidade de esta vir a ser usada em eventos futuros na capital.

“Queremos que esse palco, essa infra-estrutura, fique para o futuro e que muitas dessas infra-estruturas fiquem para o futuro. Eu sabia que isto ia ser muito caro, que era um investimento muito grande para a cidade”, justificou o autarca.

“Não podemos como cidade, como país, não acolher o Papa, respeitando aquilo que é a regra de um evento que nunca se fez em Portugal. Qualquer comparação de preço, qualquer comparação de custos não se consegue comparar, porque nunca tivemos algo desta dimensão“, disse Moedas, aludindo às comparações que muitos meios e comunicação faziam face ao preço do altar usado pelo papa Bento XVI aquando da sua visita a Portugal em 2010, que custou entre 200 e 300 mil euros.

De seguida, Carlos Moedas responsabilizou a Igreja Católica pelo preço da estrutura, em função das suas especificidades.

“As especificações daquele palco foram definidas em reuniões que tivemos com a Jornada Mundial da Juventude, com a Igreja e com a Santa Sé [Vaticano]. Nós estamos na Câmara a executar essas especificações para um palco de 1,5 milhões de pessoas”, lembrou o presidente da Câmara.

Já sobre a atribuição da obra à Mota Engil, garantiu que foram consultados “variadíssimos promotores“. “Consultámos preços que eram o dobro desse preço e fomos reduzindo o preço até encontrar aquele que fazia mais barato…

isto foi feito com total transparência“, explicou. “Aquilo que eu pedi aos engenheiros e arquitectos é que, desde início, essa infra-estrutura pudesse ficar para o futuro.”

Marcelo “gostaria de ouvir mais explicações”

Também o Presidente da República, que ao longo de todo o processo de preparação para o acolhimento das Jornadas se mostrou muito interventivo, se pronunciou sobre o assunto, dizendo que “gostaria de ouvir mais explicações” sobre o preço da estrutura. “Quem está a preparar esses projectos tem de dar a razão de ser desses projectos”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Precisamente, o Chefe de Estado disse querer ter mais informações sobre a “intervenção das entidades públicas” e o seu “financiamento”. “Eu gostaria de ouvir mais as explicações para depois me pronunciar”.

“Por aquilo que percebi apenas é o custo de uma das componentes”, afirmou Marcelo, dizendo que gostaria de ser informado dos “custos totais“.

– Até ver e se não existirem “derrapagens” na obra, o total investido será de € 6.172.000 (seis milhões cento e setenta e dois mil euros), altar-palco + IVA + fundações da cobertura.

Mais tarde, Marcelo Rebelo de Sousa, embalado pela justificação de Moedas, sugeriu que a estrutura poderia ser usada, por exemplo, na Web Summit.

“O presidente da Câmara avançou com ideias em termos estruturais para o futuro e aproveitamento do espaço para o futuro mas multi-funcional, para outro tipo de eventos.”

Para o Presidente da República, o evento tecnológico “implica estruturas relativamente permanentes”, pelo que “pode ser que seja uma solução“.

Na passada quinta-feira, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo, até ao montante de 15,3 milhões de euros, para financiar investimentos no âmbito da JMJ.

Ana Rita Moutinho // ZAP
25 Janeiro, 2023



 

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218: Angola insiste em cessar-fogo na Ucrânia. MNE (russo) culpa Kiev pelo conflito

🇷🇺 A RÚSSIA ☠️卐☠️ É UM ESTADO PÁRIA, TERRORISTA, ASSASSINO, LADRÃO, GENOCIDA, VIOLADOR 🇷🇺

– Esta Besta do Leste, um anti-semita, “Lavrov, que está em Luanda, lembrou a solidariedade de Moscovo a Angola e culpou a Ucrânia pelo conflito”. A “solidariedade” deste russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 foi a de armar e municiar os terroristas na luta armada contra Portugal, fazendo o mesmo a Moçambique e Guiné-Bissau! Culpar a Ucrânia pelo “conflito”, além de ridículo, demonstra o espírito animalesco desta horda de assassinos que invadiram a Ucrânia, um país soberano, destruindo tudo o que lhes aparece pela frente e assassinando civis de todas as idades, sem qualquer remorso! FDS!!!

🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺  RUSSONAZIS // LAVROV // 🇦🇴 ANGOLA

Serguei Lavrov está em Luanda, onde comparou conflito actual na Ucrânia com guerra em Angola.

O ministro das Relações Exteriores angolano pediu esta quarta-feira ao seu homólogo russo um cessar-fogo com a Ucrânia, enquanto Lavrov, que está em Luanda, lembrou a solidariedade de Moscovo a Angola e culpou a Ucrânia pelo conflito.

Téte Antonio e Serguei Lavrov encabeçam as delegações dos dois países, que mantêm esta quarta-feira o primeiro encontro bilateral enquadrado na visita do chefe da diplomacia russo ao país, inserida numa série de contactos com parceiros africanos.

Num discurso que antecedeu o encontro entre as duas delegações Téte António reafirmou o compromisso no fortalecimento e aperfeiçoamento nos laços de amizade e cooperação que unem os dois países, mas falou da ameaça que o conflito russo-ucraniano representa para a paz mundial e insistiu na procura de uma solução através do diálogo

“Teremos ainda oportunidade de continuar a abordar essa questão, tendo em conta a sua experiência estaremos muito atento a escutar a sua análise sobre este diferendo”, disse Téte António a Serguei Lavrov, encorajando as autoridades russas a “dar uma chance para o resgate do estatuto e do prestígio do país, estabelecendo, como defendeu o Presidente angolano, um cessar-fogo definitivo que possa restabelecer um clima de paz mundial”.

A Rússia foi um dos principais apoiantes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder) na guerra civil angolana.

O ministro angolano afirmou que a visita de Lavrov “é mais uma oportunidade para o reforço das relações entre os dois países” e aprofundar a cooperação nas áreas existente e identificar novas áreas como agricultura, agro-indústria e indústria transformadora entre outros, lembrando que a prioridade do executivo é a diversificação da economia.

“Os dois países estão conectados por relações tradicionalmente amigáveis”, o que constitui também uma garantia para um diálogo franco, de amigos tradicionais sobre as nossas relações e outras questões de interesse, sublinhou.

Enquanto discursava o ministro russo, os jornalistas que acompanhavam o encontro foram informados que teriam de abandonar a sala, uma situação que fez com que Lavrov questionasse a retirada da imprensa.

Segundo funcionários do Mirex, Téte Antonio terá indicado que os jornalistas se poderiam manter na sala, mas o ‘staff’ da embaixada russa contrariou a orientação, pelo que todos os profissionais de comunicação acabaram mesmo por abandonar a sala onde decorre ainda o encontro bilateral, que deverá ser seguido por uma conferência de imprensa.

Lavrov compara conflito actual com guerra em Angola

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov fez uma comparação entre o conflito na Ucrânia e a guerra em Angola.

Em causa, explicou o ministro russo no encontro com o seu homólogo angolano, está o facto de Kiev estar a prejudicar os russófonos do país, levando Moscovo a ter de intervir para proteger essa parte da população.

“O mesmo conflito baseado na vontade da população de defender os seus direitos deflagrou na Ucrânia depois do golpe inconstitucional, depois do golpe de Estado militar e sangrento chegaram ao poder os nazis, neonazis declarados inclusive que apelavam a matar os russos, os judeus, os polacos”, disse Lavrov, numa referência à deposição, em 2014, do Presidente eleito, Viktor Yanukovytch.

Na ocasião, a Rússia ocupou a península da Crimeia e o leste da Ucrânia, um conflito que continuou em Fevereiro 2022 com uma invasão russa do resto do país, classificada por Moscovo como uma operação especial.

Lavrov disse que Rússia tentou por vários meios acabar com esse conflito, mas apesar disso o regime de Kiev optou pela deflagração deste conflito, proibindo a língua e cultura russas e convidando os que associam a ela a abandonar o país.

“O Ocidente não reagiu as essas declarações racistas e colonialistas. Mais ainda, os EUA e seus aliados fizeram tudo para cultivar esse ódio e transformar a Ucrânia numa praça de armas tendo objectivo de colocar lá bases militares e criar ameaça a toda a região”, disse Lavrov.

O “objectivo declarado” dessa estratégia era “envolver e atrair a Ucrânia para a NATO”, afirmou, recordando o apoio da então União Soviética ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder) na sua guerra contra Portugal e depois na guerra civil, contra a União para a Independência Total de Angola (UNITA), apoiada pelos Estados Unidos e pelo regime do ‘apartheid’ da África do Sul.

“O povo angolano sabe bem qual é o preço da independência, qual o preço do livre exercício dos direitos tradicionais dos direitos de cada angolano e, da mesma maneira, Angola participa (agora) activamente no esforço do estabelecimento da paz noutros países para segurança, paz e prosperidade nesses países”, vincou, fazendo uma comparação entre os dois conflitos.

As relações entre Moscovo e o partido no poder em Angola têm as relações que “remontam a longos anos atrás, ao período da guerra da libertação”, realçando o objectivo de chegar a uma parceria estratégica entre os dois países.

Lavrov elogiou também a posição “equilibrada” de Angola nas Nações Unidas sobre decisões, “que dividem a comunidade internacional, nomeadamente as resoluções relativas ao conflito na Ucrânia”.

Diário de Notícias
Lusa/DN
25 Janeiro 2023 — 10:23



 

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“Decisão extremamente perigosa” da Alemanha leva a guerra a “um novo nível”, diz embaixador russo

 

– Um russonazi  a acusar quem está a ajudar a invasão russonazi à Ucrânia! Já não admira a desfaçatez destes terroristas – que se aliam a outros terroristas – para levarem a cabo as suas pretensiosas conquistas em países soberanos! O ADN da guerra está no sangue destes nazis que já não disfarçam a ridícula “justificação” de desnazificarem e desmilitarizarem a Ucrânia, um país soberano, quando o regime deles é puro nazismo, apoiados por uma horda selvagem de mercenários assassinos wagnerianos! As declarações destes gajos demonstram que emborcam Stolichnaya a mais…

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

RUSSONAZIS // PROPAGANDA // TERRORISMO

Para o embaixador russo em Berlim, “a Alemanha, tal como os seus aliados mais próximos, não está interessada numa solução diplomática para a crise na Ucrânia”.

Embaixador da Rússia em Berlim, Sergey Nechaev
© Tobias SCHWARZ / AFP

A decisão do governo alemão em autorizar, esta quarta-feira, o envio de tanques Leopard 2 à Ucrânia mereceu de imediato críticas do embaixador da Rússia em Berlim.

Sergey Nechaev acusou a Alemanha de ter levado a guerra para um novo nível de confrontação e de ter renunciado às suas responsabilidades na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

“A decisão de Berlim significa a renúncia final da República Federal da Alemanha em reconhecer a responsabilidade histórica perante o nosso povo pelos terríveis crimes do nazismo durante a Grande Guerra Patriótica que não estão prescritos”, disse o diplomata num comunicado.

Nechaev considerou que Berlim está a pôr de lado o “difícil caminho da reconciliação entre russos e alemães no período do pós-guerra”.

Segundo o embaixador russo, esta é uma “decisão extremamente perigosa” que leva a guerra a “um novo nível de confrontação e contradiz as declarações dos políticos alemães” sobre a intenção de não se envolver no conflito.

“Estamos novamente convencidos de que a Alemanha, tal como os seus aliados mais próximos, não está interessada numa solução diplomática para a crise na Ucrânia, está preparada para a escalar constantemente e para encher ilimitadamente o regime de Kiev com armas cada vez mais mortíferas”, acrescentou, citado pela EFE.

O Kremlin (presidência russa) já tinha advertido, na terça-feira, que o envio de tanques Leopard 2 para a Ucrânia teria um impacto nas relações entre a Rússia e a Alemanha.

“Estas relações já estão num ponto muito baixo e não existe um diálogo substantivo nem com a Alemanha nem com outros países da NATO”, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, na terça-feira.

Peskov acrescentou que o envio de tanques Leopard 2 para a Ucrânia não augurava nada de bom para as relações entre os dois países e deixaria “inevitavelmente uma marca” em laços futuros.

Alemanha vai enviar 14 tanques Leopard 2 para a Ucrânia

A Alemanha autorizou o envio de carros de combate ‘Leopard 2’, de fabrico alemão, para os militares ucranianos combaterem a invasão russa e aprovou os pedidos de outros países no mesmo sentido, segundo o porta-voz do executivo de Berlim.

“Esta decisão segue a nossa linha conhecida de apoiar a Ucrânia da melhor maneira possível. Actuamos internacionalmente de maneira altamente coordenada”, declarou o chanceler alemão, Olaf Scholz, citado por Hebestreit.

Num comunicado, o Governo alemão declarou que, inicialmente, fornecerá à Ucrânia 14 dos seus tanques ‘Leopard 2 A6’. A Alemanha e respectivos aliados deverão fornecer ao exército ucraniano um total de 88 tanques.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de Fevereiro do ano passado, desencadeando uma guerra que prossegue sem perspectiva de um acordo que permita suspender os combates.

Sem se envolverem directamente nos combates, os aliados ocidentais de Kiev têm fornecido armamento às forças ucranianas.

Além da destruição de infra-estruturas na Ucrânia, a guerra tem provocado baixas dos dois lados ainda por contabilizar, mas que diversas fontes, incluindo a ONU, admitem ser elevadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Janeiro 2023 — 13:34



 

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216: Alemanha confirma entrega de tanques Leopard à Ucrânia

 

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇩🇪 ALEMANHA // 🇺🇦 UCRÂNIA // LEOPARD 2

Berlim vai fornecer 14 tanques Leopard 2 a Kiev e concede autorização a outros países para que possam enviar este tipo veículos à Ucrânia. Ministro da Defesa alemão disse que os tanques podem estar operacionais em território ucraniano em cerca de três meses.

Um tanque Leopard 2 do exército alemão durante um exercício militar da NATO
© EPA/FOCKE STRANGMANN

Alemanha aprovou esta quarta-feira a entrega de tanques Leopard 2 à Ucrânia, após semanas de pressão para autorizar esta ajuda militar a Kiev no combate às forças russas.

Berlim vai fornecer 14 tanques Leopard 2 A6 ao exército ucraniano e concede autorização para que outros países europeus possam enviar este tipo de veículos a Kiev, disse o porta-voz do governo alemão, Steffen Hebestreit, em comunicado.

“O objectivo é reunir rapidamente dois batalhões com tanques Leopard 2 para a Ucrânia”, informou.

“Esta decisão segue a nossa linha conhecida de apoiar a Ucrânia da melhor maneira possível. Actuamos internacionalmente de maneira altamente coordenada”, declarou o chanceler alemão, Olaf Scholz, citado pelo porta-voz Steffen Hebestreit.

Em comunicado, o governo alemão declarou que, inicialmente, fornecerá à Ucrânia 14 dos seus tanques Leopard 2 A6. A Alemanha e os seus aliados deverão fornecer ao exército ucraniano um total de 88 tanques.

O ministro da Defesa alemão, citado pela CNN International, disse que os tanques Leopard 2 podem estar operacionais na Ucrânia dentro de cerca três meses.

Boris Pistorius considerou que a decisão da Alemanha de enviar estes carros de combate foi “histórica”. É importante, no entanto, que “não nos tornemos parte da guerra”, alertou o ministro alemão.

Zelensky está “sinceramente grato” a Scholz e a “todos os amigos na Alemanha”

A decisão de Berlim surgiu após as autoridades dos EUA anunciarem que foi fechado um acordo preliminar para enviar tanques M1 Abrams a Kiev para ajudar a repelir as forças russas entrincheiradas no leste da Ucrânia.

Scholz insistiu que qualquer movimento para fornecer à Ucrânia os poderosos tanques Leopard 2 precisaria ser coordenado com os aliados da Alemanha, principalmente os Estados Unidos.

Ao conseguir que Washington comprometa alguns dos seus próprios tanques, Berlim espera dissipar o risco de qualquer reacção da Rússia.

O treino de soldados ucranianos começará rapidamente na Alemanha. Além disso, a Ucrânia receberá também um pacote que incluirá logística, munição e manutenção do sistema, acrescenta-se no comunicado.

O porta-voz alemão especificou ainda que a Alemanha emitirá as licenças de transferência correspondentes para os países parceiros que desejem entregar rapidamente os tanques Leopard 2 das suas reservas para a Ucrânia.

O presidente ucraniano manifestou-se “sinceramente grato” a Olaf Scholz e a “todos os amigos na Alemanha” pela decisão de autorizar o envio de tanques Leopard 2 a Kiev.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, Volodymyr Zelensky afirmou que foi o próprio chanceler alemão quem lhe comunicou a decisão de autorizar o envio de tanques Leopard para o território ucraniano. “É uma decisão importante e oportuna”, considerou o presidente da Ucrânia.

“O primeiro passo sobre os tanques foi dado. A seguir a coligação de tanques. Precisamos de muitos Leopards “, afirmou, anteriormente, o chefe da administração presidencial da Ucrânia, Andriy Yermak, nas redes sociais, referindo-se a outros países que disseram que iriam também enviar os tanques com a aprovação de Berlim.

O primeiro-ministro da Polónia, Mateusz Morawiecki, também aplaudiu a decisão da Alemanha. Recorde-se que o país já tinha feito um pedido formal a Berlim para fornecer estes veículos de combate, de fabrico alemão, a Kiev.

“É um grande passo para deter a Rússia”, considerou o chefe de Governo polaco.

Rishi Sunak, primeiro-ministro britânico, considerou que o envio de tanques, de fabrico alemão, ao exército ucraniano é uma “decisão certa” dos aliados e parceiros da NATO.

Os tanques Leopard 2 vão “fortalecer o poder de fogo defensivo da Ucrânia”, sublinhou.

“Juntos, estamos a acelerar os nossos esforços para garantir que a Ucrânia vença esta guerra e assegure uma paz duradoura”, destacou o primeiro-ministro britânico nas mensagem divulgada no Twitter.

Tanques ocidentais “vão arder, como todos os outros”, diz Kremlin

Já esta quarta-feira o Kremlin fez saber que os tanques ocidentais “vão arder” se forem entregues à Ucrânia, tal como acontece com todos os outros. Uma posição tornada pública antes de a Alemanha confirmar a entrega dos tanques Leopard a Kiev.

– Ó basófias, refere-te aos teus tanques que foram destruídos na Ucrânia. Olha só: um inventário de 5.549 itens militares russos perdidos, 3.614 deles destruídos de forma definitiva. Foram capturados para uso, segundo o Oryx, 1.500 armamentos diversos. Só do modelo de tanque mais usado na guerra por Moscovo, versões do T-72, foram 555 baixas.11/09/2022“. E esta hein?

O Ocidente “super-estima o potencial que (os tanques) podem dar ao Exército ucraniano”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “Esses tanques vão arder, como todos os outros. São muito caros”, frisou.

Esta semana, Peskov afirmou que um eventual fornecimento de tanques alemães à Ucrânia – agora confirmado – não traria “nada de bom” quanto ao futuro da relação entre Berlim e Moscovo.

O porta-voz do Kremlin disse, anteriormente, que as armas ocidentais entregues à Ucrânia vão servir apenas para prolongar o conflito e o sofrimento dos civis ucranianos.

Diário de Notícias
DN/AFP/Lusa
25 Janeiro 2023 — 12:17



 

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215: Primeira imagem do altar do Papa que vai custar 4,2 milhões de euros à Câmara de Lisboa

 

– Se bem percebi (ou não?) pelo texto abaixo, esta coisa vai custar: altar-palco € 4,2 milhões + IVA € 966.000 + fundações indirectas da cobertura € 1.06 milhões. Ou seja, o total investido será de € 6.172.000 (seis milhões cento e setenta e dois mil). País rico este Portugal dos pequeninos…

🇵🇹 C.M.L. // ALTAR-PALCO // JMJ 2023

Projecto do palco milionário foi mostrado na conferência de imprensa desta manhã, onde esteve presente o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Filipe Anacoreta Correia.

Jornada Mundial da Juventude

Foi revelada esta quarta-feira a primeira imagem do altar-palco onde o Papa Francisco vai presidir às celebrações finais da Jornada Mundial da Juventude 2023.

O projecto do palco milionário foi mostrado na conferência de imprensa desta manhã, onde esteve presente o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Filipe Anacoreta Correia, a falar sobre o plano de investimentos da autarquia para a JMJ.

Ao que o DN apurou, já terão sido confirmados pedidos por parte de promotores de eventos internacionais para usar o palco-altar para eventos de grande dimensão no futuro.

A construção do palco foi alvo de críticas depois de ter vindo a público que obra vai custar 4,2 milhões de euros à Câmara de Lisboa, por ajuste directo.

Segundo a informação disponibilizada no Portal Base da contratação pública, “a construção foi adjudicada por 4,24 milhões de euros (mais IVA)”, somando-se a esse valor “1,06 milhões de euros para as fundações indirectas da cobertura”.

Diário de Notícias
DN
25 Janeiro 2023 — 12:45



 

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214: Rússia propõe apoiar regime de Essuatíni após assassínio de oposicionista

 

– É normal estes russonazis   terroristas apoiarem terroristas nazis de outros países. A irmandade terrorista é flagrante neste tipo de “amizades” por conveniência. É mais fácil apanhar um aldrabão que um coxo. Este Lavrov e os demais fantoches kremlianos, a cada declaração, cada contradição. Vejamos esta: “… “Por uma questão de princípio, não interferimos na situação política de qualquer país”, respondeu (Lavrov), limitando-se a afirmar que se deslocou a Essuatíni para “promover boas relações bilaterais”.” Então se não interferem na situação política de cada país, porque razão interferiram na siuação política da Ucrânia, país soberano que foi invadido e continuam a destruir e a assassinar civis inocentes?

🇸🇿 ESSUATÍNI // RUSSONAZIS  // IRMANDADE TERRORISTA

A Rússia disponibilizou-se hoje para treinar e formar as forças de segurança de Essuatíni, poucos dias após o assassínio do advogado e activista dos direitos humanos Thulani Maseko, num crime que indignou a comunidade internacional.

“A Rússia está pronta a ajudar Essuatíni a treinar o seu pessoal de segurança e a aumentar a sua produção de alimentos”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, que iniciou uma visita ao país, a última monarquia absoluta de África.

Cinquenta membros do pessoal de segurança do reino já estão a receber formação em universidades russas, avançou Lavrov após uma reunião com o primeiro-ministro.

O eminente advogado e respeitado defensor dos direitos humanos Thulani Maseko foi morto a tiro no sábado em sua casa, a cerca de 50 quilómetros da capital, Mbabane.

Fundador de uma coligação de partidos, associações e igrejas da oposição (Multi-Stakeholder Forum, MSF), Maseko foi detido em 2014 por criticar o regime e libertado um ano depois.

Poucas horas antes do assassínio, o rei Mswati III havia desafiado os seus críticos: “As pessoas não deveriam reclamar dos mercenários que os matam. Essas pessoas começaram a violência primeiro”.

Em Junho de 2021, as manifestações pró-democracia redundaram em actos de violência dos quais resultaram vários mortos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu uma investigação ao assassínio de Maseko e a União Europeia expressou “grande preocupação” com o sucedido, tendo a Comissão Africana dos Direitos do Homem condenado igualmente o que classificou como “brutal assassínio”, exigindo uma investigação rigorosa e imparcial.

A este respeito Lavrov absteve-se de fazer comentários, quando questionado sobre o assassínio de Maseko.

“Por uma questão de princípio, não interferimos na situação política de qualquer país”, respondeu, limitando-se a afirmar que se deslocou a Essuatíni para “promover boas relações bilaterais”.

O rei tem o poder de dissolver o parlamento e o governo, nomeia os juízes e comanda a polícia e o Exército. Os partidos políticos, teoricamente autorizados, não podem participar em eleições, com a próxima consulta ao eleitorado marcada para este ano.

O pequeno país sem litoral e encravado em território sul-africano é governado desde 1986 por Mswati III, criticado por levar um estilo de vida extravagante e violar regularmente os direitos humanos.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto // MSN Notícias
Lusa
24.01.2023 às 18:24



 

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213: Cruéis e descartáveis: relatório secreto revela táticas brutais do Grupo Wagner na Ucrânia (e porque são uma ameaça única)

 

_ Este grupo wagner. como muitos pró-russos, não passam de nazis certificados, começando pelo regime nazi kremliano dos putinofantoches.

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RUSSONAZIS // GRUPO MERCENÁRIOS WAGNER // TERRORISTAS

Os combatentes do Grupo Wagner tornaram-se na infantaria descartável da ofensiva russa no leste da Ucrânia, mas um documento dos serviços secretos ucranianos, obtido pela CNN, mostra o quão eficazes têm sido em redor da cidade de Bakhmut – e quão difícil é lutar com eles.

Cruéis e descartáveis: relatório secreto revela tácticas brutais do Grupo Wagner na Ucrânia (e porque são uma ameaça única) © TVI24

O Grupo Wagner é uma empresa militar privada, também conhecidos como mercenários, dirigida pelo oligarca russo Yevgeny Prigozhin, que tem sido muito visto na linha da frente nas últimas semanas – e sempre rápido a reivindicar o crédito pelos avanços russos.

Os combatentes do grupo estiveram fortemente envolvidos na tomada de Soledar, a alguns quilómetros a nordeste de Bakhmut, e noutras áreas ao redor da cidade.

O relatório ucraniano – datado de Dezembro – conclui que o Grupo Wagner representa uma ameaça única em combate de proximidade, como o combate urbano, mesmo sofrendo baixas extraordinárias. “A morte de milhares de soldados da Wagner não interessa à sociedade russa”, afirma o documento.

“Os grupos de ataque não se retiram sem uma ordem. A retirada não autorizada de uma equipa ou sem serem feridos é punível com execução no local.”

Os telefonemas interceptados pela inteligência ucraniana e partilhados com a CNN indicam também uma atitude impiedosa no campo de batalha. Num deles, ouve-se um soldado falar de outro que tentou render-se aos ucranianos.

Os wagnerianos apanharam-no e cortaram-lhe os testículos”, diz.

A CNN não conseguiu autenticar de forma independente a chamada, que alegadamente terá tido lugar em Novembro.

Yevgeny Prigozhin afirmou na semana passada que o Grupo Wagner era, provavelmente, “o exército mais experiente do mundo”. Créditos: AP © Fornecido por TVI

Os combatentes feridos do Grupo Wagner são muitas vezes deixados no campo de batalha durante horas, de acordo com a análise ucraniana. “A infantaria não está autorizada a transportar os feridos para fora do campo de batalha, uma vez que a sua tarefa principal é continuar o ataque até que o objectivo seja alcançado. Se o ataque falhar, a retirada só é permitida de noite.”

Apesar de uma indiferença brutal pelas baixas – demonstrada pelo próprio Prigozhin – o relatório diz que as tácticas do grupo “são as únicas eficazes para as tropas mobilizadas mal treinadas que constituem a maioria das forças terrestres russas”.

O documento sugere mesmo que o exército russo pode estar a adaptar as suas tácticas para se tornar mais parecido com o Grupo Wagner: “Em vez dos clássicos grupos tácticos de batalhão das Forças Armadas russas, são propostas unidades de ataque.”

Isto seria uma mudança significativa na tradicional dependência russa de grandes unidades mecanizadas.

No terreno, de acordo com os telefonemas interceptados pelos serviços secretos ucranianos, algumas tropas mobilizadas dizem estar a pensar mudar para o Grupo Wagner. Numa dessas chamadas, um soldado compara o Grupo Wagner com a sua unidade e afirma: “É como o céu e a terra. Por isso, se é para ser f….., é melhor ser f….. lá.”

O estilo de guerra do Grupo Wagner

O relatório ucraniano diz que o Grupo Wagner emprega as suas forças em grupos móveis de cerca de uma dúzia ou menos, utilizando lançadores de granadas (RPG) e explorando a capacidade de vigilância em tempo real dos drones, que o relatório descreve como “elemento chave”.

Outra ferramenta ao serviço dos mercenários da Wagner é a utilização de equipamentos de comunicação da Motorola, de acordo com o documento.

A Motorola, empresa de telecomunicações norte-americana, garantiu à CNN que suspendeu todas as vendas para a Rússia e encerrou as suas operações no país.

Os condenados – dezenas de milhares recrutados pela Wagner – formam frequentemente a primeira linha de ataque e sofrem as baixas mais pesadas – até 80%, de acordo com o documento.

Seguem-se os combatentes mais experientes, com equipamento de visão nocturna e câmaras térmicas.

Também para os ucranianos os drones são fundamentais para evitar que as suas trincheiras sejam atacadas. O relatório dá conta de um incidente em Dezembro no qual um drone avistou uma unidade Wagner a avançar, permitindo que as defesas ucranianas a eliminassem antes de esta conseguir lançar granadas.

Se uma unidade Wagner conseguir tomar uma posição, o apoio da artilharia permite-lhes cavar trincheiras e consolidar os seus ganhos, mas essas trincheiras são muito vulneráveis a ataques em terreno aberto.

E mais uma vez – de acordo com as ligações interceptadas – a coordenação entre as equipas da Wagner e os militares russos é muitas vezes inexistente. Numa das chamadas – mais uma vez não autenticada pela CNN – um soldado disse ao seu pai que a sua unidade tinha levado, por engano, um veículo Wagner.

Prigozhin insistiu repetidamente que os seus combatentes foram responsáveis, na última semana, pela captura da cidade de Soledar e das povoações próximas, os primeiros ganhos russos em meses. “Nenhuma outra unidade para além da Wagner esteve envolvida no ataque a Soledar”, sublinhou.

O desempenho da Wagner é a forma de Prigozhin poder conseguir mais recursos e é fundamental na sua batalha contínua contra a teoria militar russa, que diz ser inepta e podre.

Segundo os serviços secretos britânicos, o chefe do Estado-maior militar russo, Valery Gerasimov, deu ordens para que os soldados russos fossem mais bem preparados. Prigozhin respondeu que “a guerra é dos diligentes e corajosos, não dos penteadinhos”.

Sede do Grupo Wagner em São Petersburgo, na Rússia. Créditos: Maksim Konstantinov/SOPA Images/SIPA/AP © Fornecido por TVI

Comentando as novas direcções de Gerasimov, o Ministério da Defesa do Reino Unido disse na segunda-feira que “a força russa continua a enfrentar um impasse operacional e pesadas baixas”.

“A prioridade que Gerasimov dá a ordens consideradas menores é susceptível de confirmar os receios dos seus muitos cépticos na Rússia”.

Gerasimov foi nomeado o comandante geral da “operação militar especial” da Rússia na Ucrânia no início do mês, após crescentes críticas ao progresso vacilante de Moscovo.

E enquanto o Ministério da Defesa russo apresentar um resultado abaixo do esperado, Prigozhin irá morder nos seus calcanhares e exigir mais recursos para a Wagner.

O grupo parece também ser capaz de obter armas por outros meios. Autoridades norte-americanas disseram na semana passada que a Wagner tinha obtido armas da Coreia do Norte. “No mês passado, a Coreia do Norte entregou foguetes e mísseis à Rússia para utilização da Wagner”, disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby.

O novo Rasputin?

Prigozhin não tem falta de ambição. Ao apresentar-se em Soledar na semana passada, afirmou que a Wagner era provavelmente “o exército mais experiente do mundo”.

Disse também que as suas forças já tinham vários sistemas de lançamento de mísseis, as próprias defesas antiaéreas e artilharia.

Prigozhin fez ainda uma comparação subtil entre a Wagner e a rigidez de comando do exército russo, dizendo que “todos os que estão no terreno são ouvidos”. “Os comandantes consultam os combatentes, e a liderança da Wagner consulta os comandantes. É por isso que o Grupo Wagner avançou e continuará a avançar.”

Há dois meses, Andrei Kolesnikov, do Carnegie Endowment for International Peace, um think-thank de política externa, comparou a crescente influência de Prigozhin à de Grigori Rasputin na corte do czar Nicolau II. “Putin precisa de eficácia militar a qualquer custo”, disse à Current Time TV.

“Há um carisma diabólico em [Prigozhin] e, de certa forma, esse carisma pode competir com o de Putin. Mas Putin agora precisa dele.”

Rasputin, figura mística, tratou o filho do czar que tinha hemofilia, uma doença no sangue que causa hemorragias. Prigozhin respondeu à comparação, segundo uma declaração divulgada pela empresa do oligarca, a Concord, no último fim de semana.

“Infelizmente, eu não estanco sangue. Eu sangro os inimigos da nossa pátria. E não por actos divinos, mas por contacto directo com eles.”

TVI
CNN
MSN Notícias
25.01.2023



 

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212: Relógio do Juízo Final aproxima-se da meia-noite, a hora do fim do mundo

 

RELÓGIO DO JUÍZO FINAL

O Relógio do Juízo Final, que mede simbolicamente o fim dos tempos, marcou, nesta terça-feira (24), que a humanidade jamais esteve tão perto do cataclismo planetário devido à guerra na Ucrânia, às tensões nucleares e à crise climática.

O Boletim dos Cientistas Atómicos, que descreve o relógio como uma “metáfora do quão próxima está a humanidade da auto-aniquilação”, moveu os ponteiros de 100 segundos para 90 segundos para a meia-noite.

A cada ano, a junta de ciência e segurança do Boletim e seus patrocinadores, entre os quais figuram 11 prémios Nobel, tomam a decisão de reposicionar os ponteiros deste relógio simbólico.

Até agora, o mais próximo que esteve da meia-noite, a hora fatídica que esperam que nunca chegue, tinha sido 100 segundos. O relógio permaneceu nessa posição por dois anos, desde Janeiro de 2020.

Mas as coisas pioraram. Num comunicado, o Boletim afirma que, neste ano, adianta os ponteiros “devido, em grande parte, mas não exclusivamente, à invasão da Ucrânia por parte da Rússia e ao maior risco de uma escalada nuclear”.

Também pesam “as ameaças contínuas representadas pela crise climática e o colapso das normas e instituições globais necessárias para mitigar os riscos associados com o avanço das tecnologias e as ameaças biológicas como a covid-19”, acrescentou.

Quando o Relógio do Juízo Final foi criado, em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial, faltavam sete minutos para a meia-noite. O relógio chegou a ficar a 17 minutos para o horário do apocalipse depois do fim da Guerra Fria, em 1991.

O Boletim dos Cientistas Atómicos foi fundado em 1945 por Albert Einstein, J. Robert Oppenheimer e outros cientistas que trabalharam no Projecto Manhattan, que produziu as primeiras armas nucleares.

IstoÉ IstoÉ
24.01.2023



 

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