219: Altar da discórdia. Moedas culpa Igreja pelo custo do palco da JMJ. Marcelo pede explicações

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– Ó Moedas, então agora a culpa é da igreja? jesus cristo que segundo reza a bíblia andava humildemente vestido e calçado, não vai gostar destes luxos faraónicos…

🇵🇹 CML // ALTAR-PALCO // DISCÓRDIA

Autarca de Lisboa garante que a estrutura foi pensada com o intuito de uma utilização futura, para além da Jornada Mundial da Juventude. 

António Cotrim / Lusa
Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa

Desde que a notícia do preço do altar-palco para as Jornadas Mundiais da Juventude, agendadas para o início de Julho em Lisboa, se tornou público que os diferentes responsáveis políticos se desdobraram em declarações na tentativa de justificar os 4,2 milhões de euros.

A verba, noticiou ontem o Observador, resulta de um ajuste-directo acordado entre a Câmara de Lisboa e a Mota Engil, havendo ainda mais cerca de um milhão de euros, destinadas às fundações da estrutura .

Num primeiro momento, Carlos Moedas justificou o preço da estrutura com a possibilidade de esta vir a ser usada em eventos futuros na capital.

“Queremos que esse palco, essa infra-estrutura, fique para o futuro e que muitas dessas infra-estruturas fiquem para o futuro. Eu sabia que isto ia ser muito caro, que era um investimento muito grande para a cidade”, justificou o autarca.

“Não podemos como cidade, como país, não acolher o Papa, respeitando aquilo que é a regra de um evento que nunca se fez em Portugal. Qualquer comparação de preço, qualquer comparação de custos não se consegue comparar, porque nunca tivemos algo desta dimensão“, disse Moedas, aludindo às comparações que muitos meios e comunicação faziam face ao preço do altar usado pelo papa Bento XVI aquando da sua visita a Portugal em 2010, que custou entre 200 e 300 mil euros.

De seguida, Carlos Moedas responsabilizou a Igreja Católica pelo preço da estrutura, em função das suas especificidades.

“As especificações daquele palco foram definidas em reuniões que tivemos com a Jornada Mundial da Juventude, com a Igreja e com a Santa Sé [Vaticano]. Nós estamos na Câmara a executar essas especificações para um palco de 1,5 milhões de pessoas”, lembrou o presidente da Câmara.

Já sobre a atribuição da obra à Mota Engil, garantiu que foram consultados “variadíssimos promotores“. “Consultámos preços que eram o dobro desse preço e fomos reduzindo o preço até encontrar aquele que fazia mais barato…

isto foi feito com total transparência“, explicou. “Aquilo que eu pedi aos engenheiros e arquitectos é que, desde início, essa infra-estrutura pudesse ficar para o futuro.”

Marcelo “gostaria de ouvir mais explicações”

Também o Presidente da República, que ao longo de todo o processo de preparação para o acolhimento das Jornadas se mostrou muito interventivo, se pronunciou sobre o assunto, dizendo que “gostaria de ouvir mais explicações” sobre o preço da estrutura. “Quem está a preparar esses projectos tem de dar a razão de ser desses projectos”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Precisamente, o Chefe de Estado disse querer ter mais informações sobre a “intervenção das entidades públicas” e o seu “financiamento”. “Eu gostaria de ouvir mais as explicações para depois me pronunciar”.

“Por aquilo que percebi apenas é o custo de uma das componentes”, afirmou Marcelo, dizendo que gostaria de ser informado dos “custos totais“.

– Até ver e se não existirem “derrapagens” na obra, o total investido será de € 6.172.000 (seis milhões cento e setenta e dois mil euros), altar-palco + IVA + fundações da cobertura.

Mais tarde, Marcelo Rebelo de Sousa, embalado pela justificação de Moedas, sugeriu que a estrutura poderia ser usada, por exemplo, na Web Summit.

“O presidente da Câmara avançou com ideias em termos estruturais para o futuro e aproveitamento do espaço para o futuro mas multi-funcional, para outro tipo de eventos.”

Para o Presidente da República, o evento tecnológico “implica estruturas relativamente permanentes”, pelo que “pode ser que seja uma solução“.

Na passada quinta-feira, a Câmara Municipal de Lisboa aprovou a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo, até ao montante de 15,3 milhões de euros, para financiar investimentos no âmbito da JMJ.

Ana Rita Moutinho // ZAP
25 Janeiro, 2023



 

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