275: Negacionistas das mudanças climáticas são vítimas, não vilões

 

– São estes das alterações climáticas e os tais de “terraplanistas” que juram a pés juntos que a Terra é plana… Demência psicótica, alucinações, delírios… Sugere-se tratamento urgente!

NEGACIONISTAS // ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Muitos deles são robots automatizados. Outros são “homens raivosos presos em ciclos de comunicação social polarizadores”.

Markus Spiske / Pexels

As alterações climáticas são um dos motivos que têm originado mais protestos, mais alertas, a nível mundial nos últimos anos.

Aliás, se excluirmos os contextos específicos de cada país, se pensarmos apenas em assuntos globais, este será o assunto mais frequente em manifestações – sobretudo entre os jovens.

Mas há quem negue. Há quem insista que as alterações climáticas. Talvez inspirados por campanhas de desinformação impulsionadas por empresas de combustíveis fósseis.

Noutro nível, os governos aceitam doações generosas de cépticos e interesses em combustíveis fósseis e subsidiam as indústrias de gás e petróleo.

Por isso, e não só, multiplicam-se as declarações de pessoas que asseguram que a conversa das alterações climáticas são uma “treta”, que é tudo uma fraude.

No canal Euronews a psicóloga Jessica Kleczka, que encontra negacionistas “a toda a hora” nas redes sociais, avisa que estas pessoas “são vítimas, não vilões”.

“Muitos deles são bots automatizados. Outros são homens raivosos presos em ciclos de comunicação social polarizadores, muitos com interesses e afiliações da indústria, que veem a defesa de um planeta habitável como propaganda desperta”, justifica.

São “minorias vocais e não vale a pena gastar muita energia com eles”.

Negacionistas “desconsiderados” são aqueles que sabem que as mudanças climáticas existem mas não se importam.

Outros negacionistas pertencem, curiosamente, a grupos que serão fortemente afectados pelo aumento das temperaturas.

Justificação

É mais por aqui: “A negação climática geralmente decorre do medo da mudança e do que a crise climática significará para as nossas vidas, meios de subsistência e estilos de vida”.

Ou seja: as pessoas recusam acreditar que a vida delas pode mesmo piorar. E, por isso, “viram-se” para quem está a alertar sobre o assunto.

Quando o ser humano sente que está ameaçado, a reacção habitual é uma destas: luta contra o que pode acontecer, fuga do tema ou congelamento (medo e incapacidade de agir).

Mas, avisa a psicóloga e também activista, não se deve demonizar quem não acredita nestas alterações. Aliás, deve-se falar com compaixão – algo que pode ajudar bastante os negacionistas a “libertarem-se da negação”.

“Muitas pessoas são vítimas da sua própria resposta emocional à crise climática, e não vilões. Como ameaça final, a crise climática desencadeia um profundo medo da mudança”, reforça Jéssica.

A chave é ajudar as pessoas a entender que a mudança climática descontrolada representa um risco muito maior do que praticamente qualquer outra alternativa.

“Embora devamos aprender a validar os nossos sentimentos relacionados com o clima, é crucial entender que ceder ao pessimismo significa trair pessoas um pouco por todo o mundo, para quem a mudança climática é um perigo agudo e que ameaça a vida”, indica a psicóloga e activista.

ZAP //
28 Janeiro, 2023



 

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“Quando os soldados ucranianos chegarem tenho de me ajoelhar?”

 

🇺🇦 UCRÂNIA // RUSSONAZIS  // RENDIÇÕES

Mais de 6.500 russos já usaram a linha especial de rendição para fugirem à guerra. Conselheiros de Zelensky dizem esperar para breve a entrega de mísseis de longo alcance.

© EPA/OLEG PETRASYUK

A linha telefónica especial “Eu quero viver” criada em Setembro do ano passado já recebeu, até 20 de Janeiro – a garantia é de Vitaly Matvienko, porta-voz do Departamento Ucraniano de Prisioneiros de Guerra -, mais de 6500 pedidos de rendição de russos que “muitas vezes estão na linha da frente”.

Para garantir a veracidade deste serviço foram ontem divulgadas gravações das chamadas telefónicas. Numa delas, um homem, cuja voz foi distorcida, explica que lhe deram aquele número e disseram que podia ligar para se “render voluntariamente”.

Quem atende a chamada, uma mulher, pergunta se já foi mobilizado ou se já está no Exército. A resposta é afirmativa: “Sim, fui mobilizado. Em breve vou ser enviado para Kherson”. A seguir é-lhe pedido que vá ao Telegram, procure o chatbot “Eu quero viver” e responda ao que lhe é pedido.

Há um silêncio e o homem pergunta: “Quando os soldados ucranianos chegarem tenho de me ajoelhar? Como me rendo?”. A pergunta é ignorada.

A “telefonista” diz-lhe para ligar de novo “quando estiver na linha da frente”. “Não estou sozinho”, diz o homem. “Estou com um grupo de soldados que se querem render, mas dizem que podemos ser presos na Ucrânia por dez anos”.

A explicação é simples e a mulher em momento algum altera o tom de voz: “Os que se renderem voluntariamente serão registados como tendo sido capturados no campo de batalha”. O homem pede garantias de que “não serão filmados nem agredidos”.

A resposta aponta dois caminhos: “Asilo político na Ucrânia, Alemanha ou Países Baixos” ou dar “entrevistas” que sejam vistas na Rússia para que possam integrar as “trocas de prisioneiros” e assim regressar a casa.

Mísseis de longo alcance?

Mykhailo Podolyak, conselheiro de Zelensky, citado pela AP, assegurou este sábado que Kiev e os “aliados ocidentais” estão envolvidos em negociações que classificou de “rápidas” sobre a possibilidade de fornecer à Ucrânia “mísseis de longo alcance” e “aeronaves militares” que garantem protecção aos veículos blindados prometidos por Estados Unidos e Alemanha, entre outros.

Yuriy Sak, conselheiro do Ministério da Defesa da Ucrânia, entrevistado pela Lusa, diz esperar que não se repita a demora no entendimento para o envio de tanques nem impedimentos burocráticos e refere que “esta é a maior guerra a que o mundo assistiu desde o fim da II Guerra Mundial, em que “todo o tipo de armamento é usado muito, muito intensamente”.

É por isso que insiste no pedido de Kiev de “intensificar o apoio” e no envio de aviões de combate: “Vamos começar o treino de pilotos ucranianos em F-16 e outras versões de aeronaves de quarta geração. Isso garantirá que a guerra possa ser terminada mais cedo ou mais tarde”.

Diário de Notícias
Artur Cassiano
28 Janeiro 2023 — 21:25

O anti-Cristo chegou à Terra



 

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O relato de uma criança de Mariupol: “Todos os meus amigos morreram”

 

🇺🇦 UCRÂNIA // INVASÃO // GUERRA // ASSASSINOS
RUSSONAZIS  // MORTE

Uma menina que vivia na cidade portuária de Mariupol, que esteve durante meses cercada pelas tropas russas, contou sobre como foi viver no local e ver todos os seus amigos morrer.

© Reuters

Uma criança relatou como foi perder todos os amigos em Mariupol, na Ucrânia, devido à guerra, e o relato foi registado e partilhado, este sábado, nas redes sociais.

“Todos os meus amigos morreram”, explica a jovem rapariga, contando que um dos seus colegas estava num jardim quando viu algo a brilhar e pegou no objecto, sem saber que era uma mina. “Pegou-lhe  explodiu-lhe nas mãos”, refere.

Ainda quanto ao barulho das explosões, a rapariga conta que houve vezes em que pensou que seria uma espécie de explosão, mas que não associou a uma bomba.

“Eu disse: ‘Avô, olha explosivos’. Ele olhou e havia uma casa já a arder”, recordou, explicando que isto aconteceu a alguma distância. Quando o familiar viu o que se passava, assim como algumas coisas no céu, pediu a todos: “‘Vão depressa para debaixo da mesa no corredor'”.

A criança diz que “passaram toda noite” nesse abrigo improvisado com cobertores e almofadas e que esteve sempre muito frio. “Ele era como um pai para mim”, referiu, não especificando se o avô ainda está vivo ou não.

Voltando aos amigos, a criança conta que tinha uma chamada Polina. “Ela tinha um irmão mais velho e outro mais novo, e uma irmã mais velha. Pai e mãe. Alguma coisa voou até à casa deles. Morreram todos”, apontou.

Também o prédio de uma amiga, Anya, foi atingido. O edifício de nove andares foi atingido por uma bomba e caiu, tendo todos sido afectados explosão e atingidos pelos detritos.

“A guerra mudou bastante. Estou muito cansada. Sorrio muito menos. Se alguém me tenta fazer rir, normalmente, não resulta”, rematou.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
28/01/23 17:28
por Notícias ao Minuto

O anti-Cristo desceu à Terra



 

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272: Zelensky critica COI sobre participação de atletas russos em competições

 

– Não só a não participação de atletas russos e bielorrussos em competições internacionais, como a expulsão da federação russa nazi da ONU! Esta organização não deve ter membros nazis, terroristas e assassinos no seu seio.

COI // ATLETAS // RUSSONAZIS

🇷🇺 A RÚSSIA ☠️☠️ É UM ESTADO PÁRIA, TERRORISTA, ASSASSINO, LADRÃO, GENOCIDA, VIOLADOR 🇷🇺

A Associação dos Comités Olímpicos Nacionais (ANOC) apoiou a declaração do COI, que recomenda a readmissão de atletas russos e bielorrussos sob bandeira neutra e caso não tenham apoiado “activamente” a guerra na Ucrânia.

© EPA/SERGEY DOLZHENKO

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, opôs-se este sábado à participação de atletas russos e bielorrussos em competições internacionais, conforme recomendado pelo Comité Olímpico Internacional (COI) esta semana.

“Os princípios olímpicos e a guerra são opostos fundamentais. A Rússia deve parar a agressão e o terror e, só então, será possível falar sobre a participação russa no contexto do movimento olímpico”, escreveu o presidente no Telegram.

Por sua vez, o conselheiro do presidente ucraniano, Mikhailo Podolyak, criticou no Twitter a decisão: “O COI propõe ao mundo promover a violência, o assassinato em massa, a destruição. Por isso insiste que os atletas russos participem nas competições como verdadeiros ’embaixadores da morte'”, escreveu.

Podolyak enfatizou não ser possível separar desporto e política, considerando que a decisão do COI promove “políticas anti-humanas russas”.

A Associação dos Comités Olímpicos Nacionais (ANOC) apoiou a declaração do COI, que recomenda a readmissão de atletas russos e bielorrussos sob bandeira neutra e caso não tenham apoiado “activamente” a guerra na Ucrânia.

“Compartilhamos a firme convicção, dentro do Movimento Olímpico”, afirma a ANOC em nota divulgada, “de que os atletas não devem ser impedidos de competir com base no passaporte que possuem e que deve ser explorado um caminho para o retorno de atletas russos e bielorrussos à competição sob condições”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Janeiro 2023 — 14:07

O anti-Cristo desceu à Terra



 

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271: Moscovo diz que 14 pessoas morreram em ataque ucraniano a hospital de Lugansk

 

🇺🇦 A UCRÂNIA É DOS UCRANIANOS 🇺🇦

NÃO É DOS RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

A UCRÂNIA FOI INVADIDA POR TROPAS E MERCENÁRIOS

RUSSONAZIS

– “… “Um ataque de mísseis deliberado numa instalação médica activa conhecida é, sem dúvida, um grave crime de guerra do regime de Kiev”, acrescentou o ministério.

Desconheço se esta informação é verdadeira dado que a propaganda nazi russa é extremamente competente neste tipo de acções. Contudo, a forma como estes russonazis 🇷🇺☠️☠️🇷🇺 psicopatas terroristas informam, é de perguntar-lhes o que é que eles têm feito, ao longo de um ano de invasão a um país soberano – 🇺🇦 UCRÂNIA -, senão destruir, bombardeando com mísseis de “alta precisão” e artilharia pesada, escolas, hospitais, creches, residências civis, infra-estruturas de abastecimento de electricidade, gás e água, além de TORTURAREM e ASSASSINAREM milhares de civis inocentes de todas as idades, desde crianças a idosos? Este tipo de propaganda nazi apenas serve para “justificarem” a continuação dos bombardeamentos de mísseis e artilharia pesada a aldeias, vilas e cidades ucranianas, até à sua total destruição! Que moral possuem estes russonazis psicopatas assassinos de merda 💩💩💩 para efectuarem esta acusação – a ser verídica – e que carece de confirmação?

RUSSONAZIS // ACUSAÇÕES //
🇺🇦 UCRÂNIA // ATAQUES

Segundo o ministério da Defesa russo, as forças armadas ucranianas atacaram deliberadamente o prédio de um hospital com foguetes de um sistema de foguetes de lançamento múltiplo HIMARS fabricado nos Estados Unidos.

Moscovo diz que terá sido utilizado um sistema de foguetes de lançamento múltiplo (HIMARS) fabricado nos Estados Unidos
© EPA/HANNIBAL HANSCHKE

O Ministério da Defesa da Rússia acusou este sábado o exército ucraniano de atacar um hospital na região leste de Lugansk, deixando 14 mortos e 24 feridos.

Na manhã de sábado, na cidade de Novoaidar, “as forças armadas ucranianas atacaram deliberadamente o prédio de um hospital distrital com foguetes de um sistema de foguetes de lançamento múltiplo HIMARS fabricado nos Estados Unidos”, disse o ministério em comunicado.

O ministério acrescentou que 14 pessoas morreram e 24 ficaram feridas de entre os “pacientes do hospital e equipa médica”.

Disse ainda que o hospital tem fornecido “assistência médica necessária à população local e aos militares há vários meses”.

“Um ataque de mísseis deliberado numa instalação médica activa conhecida é, sem dúvida, um grave crime de guerra do regime de Kiev”, acrescentou o ministério.

Diário de Notícias
DN/AFP
28 Janeiro 2023 — 15:38

– O que os nazis do kremlin deveriam anunciar, era a destruição e o assassínio de milhares de civis inocentes de todas as idades, num GENOCÍDIO terrorista ao povo ucraniano!

O anti-Cristo desceu à Terra



 

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270: Fóssil de espécie extinta de ganso descoberto em Portugal

 

BIOLOGIA MARINHA // PALEONTOLOGIA // ESPÉCIES EXTINTAS

O fóssil atribuído a Morus sp. foi encontrado em 1996 nos leitos basais da falésia da Praia do Penedo Norte, na Península de Setúbal.

Andreas Trepte
Espécie Morus bassanus

Os alcatrazes são graves aves marinhas que vivem em zonas costeiras e que, regra geral, se reproduzem em grandes colónias. Integram o género Morus da família Sulidae. Este grupo inclui três espécies vivas: Morus bassanus, Morus capensis e Morus serrator. Após a época de reprodução, estas aves tendem a dispersar-se por uma vasta área.

“Actualmente, o Morus bassanus vive nos dois lados do Atlântico Norte, a cadeia de Morus capensis estende-se desde as águas costeiras ao largo do Golfo da Guiné, na costa ocidental de África, até Moçambique, na costa oriental”, explicou Silvério Figueiredo, um paleontólogo do Instituto Politécnico de Tomar, da Universidade de Coimbra, do Centro Português de Geo-História e Pré-História, e principal autor do artigo.

“O Morus serrator vive na Austrália Ocidental, e nas Ilhas do Norte e do Sul da Nova Zelândia. Em todo o mundo existem onze espécies de Morus descritas no registo fóssil da América e da Europa”, acrescentou.

No entanto, os gansos-patola também passaram pela Península Ibérica, com um estudo científico a relatar “outra presença de Morus na Europa e a primeira a ser relatada no Mioceno da Península Ibérica”.

O fóssil atribuído a Morus sp. foi encontrado em 1996 nos leitos basais da falésia da Praia do Penedo Norte, na Península de Setúbal.

“A presença de aves marinhas no Mioceno da Praia do Penedo Norte é consistente com o registo fóssil deste sítio paleontológico, onde abundam os restos de vertebrados marinhos”, contextualiza o artigo científico.

“Os paleo-ambientes marinhos sobre a plataforma continental, como indicam os nano-fósseis calcários encontrados na sequência Praia do Penedo Norte, estão também de acordo com os ambientes frequentados por aves do género Morus”.

“O quadro nano-fóssil calcário biostratigráfico data este espécime como Langhian, Mioceno Médio, há 16 a 14 milhões de anos atrás”.

ZAP //
28 Janeiro, 2023



 

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269: Segurança Social com excedente de 4 mil milhões (muito maior do que o previsto)

 

🇵🇹 SEGURANÇA SOCIAL // EXCEDENTE

4.065,9 milhões de euros no ano passado. Saldo previsto no Orçamento do Estado para 2022 era de 2.6 milhões de euros.

António Cotrim / Lusa
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

A Segurança Social terminou o ano de 2022 com um excedente de 4.065,9 milhões de euros, anunciou hoje o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Num comunicado sobre a Síntese de Execução Orçamental divulgada hoje pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), o ministério liderado por Ana Mendes Godinho diz que o saldo atingido em Dezembro resulta “da evolução positiva do emprego em 2022″.

O excedente de mais de quatro mil milhões de euros registado compara com o saldo de 2.596,0 milhões de euros previsto no Orçamento do Estado para 2022.

Este resultado reflecte o aumento da receita efectiva da Segurança Social de 5,8% face a Dezembro de 2021, para um total de 35.522,8 milhões de euros.

“Esta variação decorre, essencialmente, do acréscimo das contribuições e quotizações em 2.356,9 milhões de euros (a que corresponde uma variação de 11,8 %)”, refere o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Já a despesa efectiva ascendeu a 31.456,9 milhões de euros, mais 0,7% (218,7 milhões de euros) do que no período homólogo de 2021.

Entre as rubricas que contribuíram para o aumento da despesa estiveram o aumento da despesa com pensões e complementos em 1.260,9 milhões de euros (+6,8% do que em Dezembro de 2021), “incluindo o complemento excepcional a pensionistas, no montante de 647,9 milhões de euros, pago no mês de Outubro”.

Ainda do lado da despesa, o Ministério da Segurança Social destaca o pagamento do apoio extraordinário a titulares de rendimentos e prestações sociais e do apoio extraordinário por pessoa dependente, no âmbito das medidas de apoio às famílias, no montante global de 138,1 milhões de euros; o apoio extraordinário às pessoas mais vulneráveis, no montante total de 368,2 milhões de euros ou a despesa com o apoio Garantia para a Infância, no valor de 25,1 milhões de euros (valor que inclui retroactivos a Julho de 2022).

A contribuir para o aumento da despesa efectiva, esteve ainda a subida homóloga de 10,9% (mais 223,6 milhões de euros) da despesa com programas e prestações de acção social, incluindo o pagamento, em Dezembro, de medidas para mitigar os efeitos da inflação e a antecipação parte da actualização relativa a 2023 de acordos de cooperação junto das instituições particulares de solidariedade social.

Inversamente, a despesa com prestações de desemprego fechou o ano a registar um decréscimo de 19,9% (-316,2 milhões de euros) face ao final de 2021.

A evolução da situação pandémica ao longo de 2022 teve um impacto positivo do lado da execução tendo despesa com as medidas de combate, da prevenção e reposição da normalidade da responsabilidade da Segurança Social ascendido a 599,2 milhões, o que traduz uma redução da despesa em 1.320,8 milhões de euros, face ao período homólogo.

“Do lado da receita, estima-se que a perda da receita contributiva associada à isenção de pagamento de Taxa Social Única, ascende a 8,1 milhões de euros”, salienta o ministério liderado por Ana Mendes Godinho, sublinhando que as restantes medidas com impacto na receita não se traduzem em perda de receita mas no seu deferimento.

Do lado da despesa, o isolamento profiláctico foi a medida com maior impacto, totalizando 245,8 milhões de euros, seguindo-se a despesa com o incentivo extraordinário à normalização da actividade empresarial (129,0 milhões de euros), com os apoios extraordinários ao rendimento dos trabalhadores (78,0 milhões de euros) e com o subsídio de doença (66,9 milhões de euros).

“Também o apoio extraordinário à retoma progressiva da actividade, o subsídio de assistência a neto e filho e o ‘lay-off’ simplificado apresentaram um impacto significativo que ascendeu a 45,3 milhões, 15,3 milhões de euros e 9,3 milhões de euros, respectivamente”, assinala a mesma informação.

Lusa // ZAP
28 Janeiro, 2023



 

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268: “PSD queixa-se dos casos no Governo e depois gasta 5 milhões num altar”

 

🇵🇹 POLÍTICA // LISBOA // JMJ 2023 // GASTOS // CASOS E CASINHOS

Estado conseguiu reduzir para metade as estimativas da Câmara de Lisboa: “O problema da megalomania vem mesmo da Câmara Municipal”.

António Pedro Santos/LUSA
António Costa e Carlos Moedas

O altar-palco para a Jornada Mundial da Juventude, Lisboa 2023, foi mesmo o assunto da semana.

Os 5 milhões de euros previstos para a estrutura têm sido motivo de críticas, no meio de uma jornada de contradições.

O altar da discórdia tem um custo elevado, de acordo com Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, porque foi preciso aceder aos pedidos da Igreja Católica – embora o Vaticano já tenha negado essa versão.

“Mas a Igreja parece ter um pouco mais de juízo nas despesas”, defendeu o comentador Daniel Oliveira.

Na SIC Notícias, o comentador descreveu: “Moedas alega que foi o primeiro a querer limitar os custos. O palco é, e sempre foi, da responsabilidade exclusiva da Câmara Municipal de Lisboa”.

“Já havia um projecto e Moedas é que quis uma coisa mais megalómana, para todos os bispos ficarem à sombra”, com fundações que considera desnecessárias.

Daniel reforça que o problema é mesmo da Câmara Municipal de Lisboa: “O Estado conseguiu reduzir para metade as estimativas da Câmara. O problema da megalomania vem mesmo da Câmara Municipal”.

Depois o comentador recordou outro caso: o PSD pede demissão de João Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros, devido a uma derrapagem nas obras do Hospital Militar de Belém – custaram 3.2 milhões de euros em vez dos 750 mil euros previstos.

Uma diferença de quase 2.5 milhões de euros, no caso do hospital: “O valor dessa derrapagem só dava para construir meio altar”.

“Se o PSD quer fazer toda a sua oposição com base em casos e casinhos, talvez não seja boa ideia gastar 5 milhões num altar para uma missa”, apontou o comentador.

Pedro Mexia, noutro programa do mesmo canal, indicou: “Estas coisas parece que têm uma espécie de via verde quando estão relacionadas com a Igreja”.

O comentador percebe que o evento é enorme mas há que pensar no futuro: “É muita gente, tem que haver condições para receber muita gente, mas tem que se pensar o que faz com aquilo depois”.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //
28 Janeiro, 2023



 

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267: Há um hotel onde pode dormir com a cabeça num país e as pernas noutro

 

LAZER // INTERNACIONAL // 🇫🇷 FRANÇA // 🇨🇭 SUÍÇA

“De uma divisão a outra e até de um degrau a outro, irá da França à Suíça sem perceber”. É assim que o Hotel L´Arbézie se apresenta aos seus visitantes como um espaço único, uma vez que está mesmo no traço de fronteira entre aqueles dois países. E tudo começou com a manha de um contrabandista.

DR
Hotel L´Arbézie nasceu em 1863 na fronteira Franco-Suíça.

Construído no Século XIX, o Hotel L´Arbézie tem o típico estilo alpino de tantos outros estabelecimentos procurados por turistas adeptos dos desportos de inverno nas montanhas da Suíça. Mas a sua história é inigualável!

Este hotel único fica situado mesmo em cima da fronteira entre a França e a Suíça, no “coração” do Parque Natural do Haut-Jura e Vaudois, a cerca de duas horas de carro da cidade francesa de Lyon, e próximo do Lago Léman, o maior da Europa ocidental, que banha Genebra, a capital suíça.

Mas “de uma divisão a outra e até de um degrau a outro, irá da França à Suíça sem perceber“, nota-se no site oficial do hotel, sublinhando-se os “quartos pitorescos muito confortáveis”.

Tem também um restaurante com “cozinha de montanha, simples e saborosa, onde a França e a Suíça se unem, por vezes, no prato“, nota-se ainda.

Mas o que distingue, afinal, este hotel dos demais? É essa história que lhe vamos contar…

Contrabando originou hotel único no mundo

Tudo começou com um tal de Ponthus que, em Dezembro de 1862, foi directamente afectado pelas novas fronteiras redesenhadas por Napoleão III de França no âmbito do Tratado de Drappes.

A nova fronteira entre França e Suíça atingiu a propriedade de Ponthus que decidiu construir o seu negócio mesmo em cima do traço divisório.

Uma ideia que tinha más intenções por trás, uma vez que se dedicava ao contrabando – seria, portanto, uma forma de fugir às autoridades dos dois países.

Assim, entre a proposta de Napoleão III e a consumação das novas fronteiras, o que ocorreu em 1863, construiu uma loja no lado suíço e um bar no lado francês, como se relata no site do L´Arbézie.

Foram os descendentes de Ponthus que, mais tarde, transformaram o espaço no Hotel Franco-Suíço.

“Quartel” da resistência contra os nazis

Durante a Segunda Guerra Mundial, o hotel era a divisória entre a zona ocupada pelos alemães e a zona livre. Nesse período, dada essa situação particular, tornou-se num “quartel” da resistência contra os nazis, ajudando a esconder judeus, fugitivos e até pilotos ingleses.

Após a guerra, os donos do estabelecimento foram recompensados pelo General De Gaulle pelos actos de bravura nesse período.

Foi também depois desse conflito mundial que as autoridades suíças e francesas chegaram a “um acordo” – “o hotel será considerado suíço pelos franceses e francês pelos suíços“, como se relata no site oficial do estabelecimento.

A “situação inédita” levou o então dono, Max Arbez, a proclamar, com sentido de humor, o Principado de Arbézie em 1958. E Max até dotou a sua “micro-nação” com uma bandeira própria em formato triangular, tal como a propriedade, e com um brasão.

Em 1962, o local foi palco das negociações que puseram fim à guerra da Argélia, com a posterior assinatura dos Acordos de Evian.

Conta-se no site do Arbézie que foi lá que se realizaram “as preliminares” daquele tratado, com as autoridades francesas a negociarem com representantes da Frente de Libertação Nacional da Argélia que chegavam ao local vindos de Vaud, na Suíça.

Para lá de toda esta história, e da curiosidade de poder passar fronteiras sem sair do quarto, o Hotel L´Arbézie tem até preços acessíveis – pelo menos, para o bolso de alguns.

Um quarto para uma ou duas pessoas custa a partir de 89 euros. Para três pessoas os preços começam nos 109 euros e para uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças, começam nos 129 euros.

Em regime de meia-pensão, os valores começam nos 124 euros por pessoa, ou nos 169 euros por duas pessoas.

Susana Valente, ZAP //
28 Janeiro, 2023



 

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266: Câmara trava projecto do (outro) altar-palco da JMJ: “É enorme e caro”

 

🇵🇹 LISBOA // ALTAR-PALCO // JMJ 2023
A segunda estrutura iria custar 2 milhões de euros mas deverá sofrer alterações. Houve um projecto de 1.5 milhões para o maior palco.

Adam W / Flickr
Parque Eduardo VII, Lisboa

O altar-palco, já muito famoso, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, chegou a ter um plano mais barato.

O primeiro projecto para esse palco no Parque Tejo previa gastar cerca de 1.5 milhões de euros, em vez dos já revelados 5 milhões de euros.

Era um plano “muito simples, pragmático, pouco ostensivo e alinhado com os ideais do Papa Francisco”, indica o Jornal de Notícias.

As ideias mudaram quando os arquitectos responsáveis pela obra também mudaram. E tudo começou do zero.

Apareceu depois uma segunda versão – também rejeitada porque a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) quis fazer “uma cobertura muito maior”.

José Sá Fernandes, coordenador do projecto, explicou ao jornal que o que tornam o palco mais caro são sobretudo o redimensionamento da estrutura e as fundações.

O Vaticano já se tinha afastado deste aumento de custos no evento, assegurando que “a organização do evento é local”. Américo Aguiar, bispo auxiliar em Lisboa, reforçou: “A Santa Sé não tem absolutamente nada a ver com nenhum dos palcos nem adjudicações”.

Outro palco, outros milhões

Entretanto, surgiram imagens e maqueta de outro altar-palco que vai ser construído para a Jornada Mundial da Juventude, em Agosto.

O jornal Observador mostra uma longa escadaria, vários metros de altura e um cenário composto por um conjunto de torres brancas.

Este vai ficar no topo do Parque Eduardo VII e vai ser o palco de três grandes eventos: a missa de abertura da JMJ, cerimónia de acolhimento ao Papa Francisco e Via-Sacra com o Papa.

A estrutura ainda não conta com um desenho final e pode ser alterada em relação ao projecto inicial – por causa da polémica à volta do maior palco. O assunto foi discutido nesta sexta-feira, em reunião na Câmara Municipal de Lisboa.

O JN indica que este segundo altar-palco deverá custar entre 1.5 e 2 milhões de euros.

Além disso, como já anunciou o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Anacoreta Correia, este segundo palco não vai ficar em Lisboa. Não vai permanecer depois da Jornada, não vai servir para outros eventos na capital.

Marcelo Rebelo de Sousa já tinha pedido para que se tente baixar as despesas para este evento. O presidente da República sugeriu repensar o maior altar-palco: “Este Papa é como é, dando uma imagem de pobreza e austeridade”.

Entretanto, já ao início desta tarde, o semanário Expresso informou que a Câmara Municipal de Lisboa vai travar o projecto do segundo altar-palco. “É enorme e caro”, revelou fonte da autarquia.

E por isso é que ainda não há desenho final; a Câmara recusou os quatro esboços apresentados até agora.

(artigo actualizado às 13h20)

ZAP //
28 Janeiro, 2023



 

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