Charles Michel: “Nós ouvimos a vossa mensagem” sobre a urgência de mais armamento

 

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O presidente do Conselho Europeu esteve em Kiev para um encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

© EPA/SERGEY DOLZHENKO

O presidente do Conselho Europeu assegurou esta quinta-feira, em Kiev, que o Ocidente está consciente da urgência da Ucrânia receber armamento cada vez mais pesado, a começar pelo envio de tanques, e que “as próximas semanas e meses serão decisivos”.

“As próximas semanas e meses serão decisivos. Vocês precisam de mais. Mais sistemas de defesa aérea, mais mísseis de longo alcance e munições, e, sobretudo, precisam de tanques. Agora mesmo”, afirmou Charles Michel perante o parlamento da Ucrânia, numa declaração divulgada pelo seu gabinete.

O presidente do Conselho Europeu viajou esta quinta-feira de manhã para a capital ucraniana, no contexto do conflito em curso na Ucrânia após a invasão das forças russas.

A viagem foi anunciada com um vídeo do próprio divulgado na rede social Twitter e apenas quando Charles Michel já se encontrava a caminho de Kiev para um encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Na mesma intervenção, o presidente do Conselho recordou que, pela primeira vez na história da União Europeia (UE), os 27 Estados-membros concordaram em enviar “equipamento militar letal para um país terceiro”, afirmando: “Estamos determinados em continuar a ajudar-vos no campo de batalha”.

Já no Twitter, e também numa mensagem dirigida a Kiev e em especial ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, com quem se encontrou, o representante comunitário acrescentou: “Nós ouvimos a vossa mensagem. (…) Acredito firmemente que os tanques devem ser entregues”.

O Reino Unido já prometeu 14 tanques pesados Challenger 2 e 600 mísseis Brimstone e a Polónia diz estar pronta a enviar 14 tanques Leopard 2 de fabrico alemão, se Berlim permitir o seu envio para a Ucrânia.

A pressão tem vindo a aumentar para que o chanceler alemão, Olaf Scholz, dê ‘luz verde’ para que os tanques Leopard 2, que estão ao serviço de vários exércitos da NATO, sejam libertados e enviados para solo ucraniano.

Ainda na intervenção no parlamento ucraniano, Charles Michel lembrou que até esta quinta-feira os países da UE “mobilizaram um total de 11 mil milhões de euros em apoio militar” e que estão a treinar 15 mil soldados.

Mas, segundo sustentou o líder comunitário, o apoio a Kiev também ocorre “internacionalmente, além das fronteiras da Ucrânia”, com a tentativa de “isolar a Rússia” e com pacotes de “sanções contundentes”, até à data um total de nove, deixando a promessa de que mais estão a caminho.

“Também estamos a trabalhar arduamente para reunir o apoio internacional mais alargado possível para o vosso país. Em África, na Ásia, China e na América Latina, em qualquer reunião que tenhamos com líderes estrangeiros, o apoio ao vosso país é o primeiro assunto que discutimos”, referiu.

Charles Michel lembrou também que dentro de poucos dias vai realizar-se a cimeira entre a UE e a Ucrânia, em Kiev, na qual serão abordadas todas as formas de apoio possíveis daqui para a frente, “tanto na corajosa resistência contra a Rússia, como no caminho em direcção à UE”.

“Não é possível haver uma Europa independente e segura sem uma Ucrânia independente e segura. Não há uma Europa livre sem uma Ucrânia livre. Os nossos futuros estão unidos”, finalizou.

A cimeira UE-Ucrânia irá decorrer em 03 de Fevereiro em Kiev, com a participação do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, mas sem a presença dos chefes de Estado e de Governo dos Estados-membros.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de Fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Janeiro 2023 — 17:35



 

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152: PE exige criação de tribunal especial para julgar líderes políticos e militares russos

 

– Ontem, já era tarde! O Ocidente está a acagaçar-se perante um estado terrorista, chefiado por uma horda de neandertais da mais baixa classe primata que nem para limpar retretes tem capacidade.

🇪🇺 PE // TRIBUNAL INTERNACIONAL //  🇺🇦 UCRÂNIA // CRIMES DE GUERRA // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

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Os eurodeputados aprovaram uma resolução que exige a criação de um tribunal “para julgar a liderança política e militar da Rússia” com 472 votos favoráveis, 19 contra e 33 abstenções.

© Igor Martins / Global Imagens

O Parlamento Europeu (PE) aprovou esta quinta-feira uma resolução que exige a criação de um tribunal especial para responsabilizar e julgar os líderes políticos e militares da Rússia pelos crimes cometidos na guerra na Ucrânia.

No texto, aprovado com 472 votos favoráveis, 19 contra e 33 abstenções, os eurodeputados exortam a União Europeia (UE) para que “em estreita cooperação com a Ucrânia e a comunidade internacional, insista na criação de um tribunal especial para julgar a liderança política e militar da Rússia”, assim como os aliados de Moscovo.

A criação desta instância judicial internacional preencheria, de acordo com os eurodeputados, “um vazio na justiça penal internacional e complementaria os esforços de investigação do Tribunal Penal Internacional”, que actualmente está impossibilitado de investigar na totalidade as suspeitas de crimes de guerra perpetrados pela Rússia em território ucraniano desde o início da guerra, a 24 de Fevereiro do ano passado.

O PE quer que este tribunal responsabilize não só o Kremlin (Presidência russa) e os líderes militares russos, mas também o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e outros dirigentes bielorrussos por auxiliarem Moscovo.

A criação deste tribunal deve “começar de imediato”, acrescentam os deputados na resolução, e “as autoridades ucranianas e internacionais devem ser apoiadas na obtenção de provas a utilizar no futuro”.

“O Parlamento Europeu está firmemente convicto de que a criação de um tribunal especial enviaria um sinal muito claro à sociedade russa e à comunidade internacional de que o Presidente Vladimir Putin e os dirigentes russos em geral podem ser condenados pelo crime de agressão na Ucrânia”, refere um comunicado que foi divulgado depois da votação em plenário

A mesma nota acrescenta: “Os deputados salientam que já não é possível que a Federação Russa, sob a liderança de Putin, volte a trabalhar ‘como de costume’ com o Ocidente”.

Em outra resolução, o PE também exigiu esta quinta-feira coordenação de todos os Estados-membros da UE para aumentar as sanções contra o regime do Irão.

Na óptica dos eurodeputados, Teerão continua a restringir as liberdades dos seus cidadãos, em particular de mulheres, pratica sentenças de morte e execuções de manifestantes pacíficos – acção condenada pelo hemiciclo em Estrasburgo “nos termos mais veementes” — e impõe uma repressão contra os seus próprios cidadãos.

A resolução adoptada pelo PE propõe um regime de sanções mais apertado e que englobe não só instituições responsáveis pela violação dos direitos humanos, como também a pessoas individuais no centro destas decisões, como o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o Presidente do Irão, Ebrahim Raisi, o procurador-geral Mohammad Jafar Montazeri e outros directamente associados ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRCG).

Os eurodeputados também querem que os Estados-membros acrescentem o IRGC e as suas forças subsidiárias, incluindo a milícia paramilitar Basij e a força Quds, à lista de entidades consideradas grupos terroristas pela UE.

Os eurodeputados exigem ainda o julgamento das pessoas responsáveis pela repressão das manifestações e pelas execuções sumárias, bem como querem a condenação do Irão pelo apoio fornecido à Rússia na invasão à Ucrânia.

Diário de Notícias
DN/Lusa
19 Janeiro 2023 — 13:07



 

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