283: Às armas. Pacifistas juntam-se à tendência de investimento na defesa

 

INTERNACIONAL // CORRIDA AO ARMAMENTO

Japão e Alemanha, em resposta à China e à Rússia, revertem décadas de políticas de secundarização das forças de segurança e de defesa motivadas pelo expansionismo que desembocou na Segunda Guerra. Tóquio e Berlim validam máxima do chanceler Bismarck: “A diplomacia sem armas é como uma orquestra sem instrumentos”.

Miniatura de um tanque soviético T-80BV. Indiferente às sanções económicas, Vladimir Putin diz não haver restrições de financiamento aos militares.
© NATALIA KOLESNIKOVA/AFP

Há coisa de 11 meses, dias depois de Vladimir Putin ter dado ordem para a “desmilitarização” e “desnazificação” da Ucrânia, o chanceler alemão proferia um discurso no parlamento sobre os “tempos de mudança” (Zeitenwende) e no qual anunciou cem mil milhões de euros para reequipar o exército.

O Japão, outro país que carrega o peso do militarismo associado a um regime totalitário, respondeu ao fortalecimento militar da China (e à contínua ameaça da Coreia do Norte) com uma nova estratégia de segurança nacional e um orçamento a condizer.

Não por acaso, Zeitenwende foi a palavra de 2022 para os alemães e os monges japoneses do templo de Kioymizu escolheram como ideograma do ano o que significa batalha ou guerra.

Estes são os exemplos de maior simbolismo e que implicam movimentos tectónicos nas respectivas sociedades. Porém, da América do Norte ao Extremo Oriente está em curso, se não uma corrida ao armamento, pelo menos um movimento de investimento militar, que não foi desencadeado com a invasão russa, antes ganha novas dimensões.

Em 2021, os gastos combinados das forças armadas ultrapassaram os 2,1 biliões de dólares, um crescimento de 0,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior e um máximo de sempre, segundo contabilidade do Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (SIPRI). E a tendência é para agravar.

A ascensão da China a potência militar desencadeou uma resposta musculada dos Estados Unidos e do Japão, mas também da Índia, cujos cidadãos veem agora Pequim como a maior ameaça militar e não o arqui-inimigo Paquistão.

O país que mais gasta em defesa, os Estados Unidos, tem um orçamento para 2023 de 858 mil milhões, um aumento de oito pontos percentuais. O seu grande rival económico, a China, aprovou para 2022 um orçamento de 229 mil milhões de dólares, um aumento de 7,1 pontos percentuais.

A desaceleração económica – o produto interno bruto cresceu 3% em 2022, o valor mais baixo desde 1976 se excluirmos 2020, marcado pela pandemia – trará um dilema aos decisores do regime comunista, que por norma fazem acompanhar o crescimento orçamental militar a par do económico.

Nos últimos meses, e em particular depois da visita da então presidente da Câmara dos Representantes dos EUA Nancy Pelosi a Taiwan, Pequim respondeu com uma agressividade inédita.

As demonstrações de poderio militar chinês sucederam-se no estreito de Formosa ou na zona de identificação aérea e o líder chinês Xi Jinping não excluiu o uso da força para tomar a ilha, ao que o presidente norte-americano Joe Biden disse que as forças do seu país apoiariam Taipé.

O contratorpedeiro de mísseis guiados INS Mormugao é o segundo da sua classe da Marinha indiana, construído em Mazagão. O seu nome presta homenagem ao porto de Mormugão, em Goa.
© THOMAS KIENZLE / AFP

A fechar o pódio dos mais gastadores em defesa (e o maior importador de armamento) está a Índia. A maior democracia do mundo, que historicamente olha com desconfiança para o Paquistão, está agora mais preocupada com a China.

É o que revela uma sondagem recente, segundo analisa a Foreign Policy: 43% dos inquiridos veem em Pequim a maior ameaça, e 22% em Washington, ficando Islamabade a par de Moscovo, com 13% de respostas.

A Índia é o país que mais armas adquiriu no estrangeiro entre 2017 e 2021, 11% do bolo total. O PM Modi quer a indústria indiana a produzir tudo e cancelou compras de aviões e helicópteros, mas peritos avisam que o país pode ficar sem equipamento suficiente.

O que leva a estes resultados explica-se em parte com as recentes disputas fronteiriças, ao que não ajudará o facto de a linha ao longo de mais de 3400 quilómetros entre ambos os países não estar definida – o problema que levou à guerra de 1962 e que terminou com uma vitória chinesa.

Por outro lado, Nova Deli vê com preocupação a presença crescente da marinha chinesa no Índico, enquanto Pequim se prepara para ter um terceiro porta-aviões.

A China, uma vez mais, é também o factor decisivo para a viragem histórica do Japão. Nos últimos anos, o primeiro ultrapassou o segundo na vice-liderança económica enquanto os orçamentos militares também acompanharam essa expansão.

Sete décadas de pacifismo não chegam ao fim no papel, uma vez que a Constituição não foi objecto de mudança e mantém-se o princípio de umas forças de defesa e sem recurso a armas nucleares.

Artigo 9.º A Constituição japonesa estipula que “renuncia para sempre à guerra como um direito soberano da nação e à ameaça ou uso da força como meio de resolução de disputas internacionais”.

No entanto, a aprovação da nova estratégia de segurança nacional, que premeia o esforço de anos de Shinzo Abe, o ex-líder japonês assassinado no ano passado, aponta o dedo a Pequim: “um inédito e maior desafio estratégico” para a paz e a segurança do Japão e da região.

Em concreto, Tóquio vê com preocupação as actividades militares chinesas em redor das ilhas Senkaku, que a RPC reclama suas (bem como Taiwan) e o lançamento de mísseis balísticos que caíram em águas próximas do Japão.

O PM japonês Fumio Kishida e o presidente norte-americano Joe Biden na Casa Branca.
© EPA/JIM LO SCALZO

O governo de Fumio Kishida apresentou o orçamento da defesa de 2023 para um recorde de 55 mil milhões de dólares, mais 20% que no ano anterior. Além disso planeia quase duplicar o orçamento dentro de cinco anos.

As prioridades passam por melhorar a cibersegurança e os serviços de informações, e pela aquisição de centenas de mísseis de cruzeiro Tomahawk, que podem ser instalados nos navios e ter capacidade para atingir locais de lançamento de mísseis, seja na China, seja na Coreia do Norte, uma permanente ameaça à paz na região.

500 Tomahawk. Entre outros investimentos, o plano japonês a cinco anos passa pela aquisição de meio milhar de mísseis de longo alcance Tomahawk, de fabrico norte-americano.No final do período, o país deverá ter o terceiro maior orçamento em defesa.

O norte-coreano Kim Jong Un quer um “aumento exponencial” do arsenal de armas nucleares do país já nos próximos meses, e Pyongyang está a construir uma frota de lança-foguetes móveis de grandes dimensões com a capacidade de atingir qualquer ponto do Sul com uma ogiva nuclear.

A febre atómica do ditador pode traduzir-se em até 300 armas nucleares nos próximos anos.

A reacção de Seul não se fez esperar e, pela primeira vez, o presidente Yoon Suk Yeol sugeriu a entrada no clube nuclear, enquanto afirmou que o caminho para prevenir ataques passa por ter uma capacidade para “ripostar cem vezes ou mil vezes mais”.

Contas feitas, o orçamento da defesa para 2023 sofre um aumento de 4,6% em relação a 2022 e situa-se nos 42 mil milhões de dólares.

A Rússia, na sequência do ataque lançado em larga escala à Ucrânia, viu-se na obrigação de rever em alta o orçamento da defesa, que é agora de 84 mil milhões de dólares.

Vladimir Putin, que disse não haver “restrições de financiamento” para os militares, planeia gastar um total de 600 mil milhões de dólares na defesa nacional, segurança e ordem pública entre 2022 e 2025.

O chanceler Scholz, de visita às instalações da empresa Hensoldt, observa um sistema de vigilância.
© THOMAS KIENZLE / AFP

A Alemanha, que desde a reunificação apostou no desenvolvimento de relações económicas com a Rússia como um factor de mudança pró-ocidental, ou pelo menos de estabilidade, em especial com os gasodutos Nord Stream, acordou para a realidade e o chanceler Olaf Scholz denunciou o “imperialismo” de Putin.

Anunciou também um pacote de cem mil milhões de euros para investir em equipamento militar e em cumprir de então em diante, o compromisso de reservar o equivalente a 2% do PIB em despesas de defesa.

67% de apoio. Segundo sondagem publicada em Junho no portal T-online, dois terços dos alemães aprovam o pacote de cem mil milhões para equipar o exército, mas as regiões orientais mostram-se divididas.

Mas é mais fácil de dizer do que fazer num país que carrega às costas o passado nazi, ao que se juntam repetidos escândalos de neonazis infiltrados nas forças armadas.

A isto acrescente-se uma burocracia tão extensa como o nome do departamento responsável pela aquisição (Gabinete Federal de Equipamento, Tecnologias de Informação e Apoio ao Serviço do Exército). Uma encomenda de um artigo como uma mochila tem de passar por 12 repartições, segundo revela a NPR.

Um funcionário da empresa construtora dos tanques Leopard, KMW, diz que nem um euro foi encomendado, o que ajudará a explicar porque nem o orçamento anual de 50 mil milhões foi gasto na totalidade (300 milhões a menos) e que, em consequência, o objectivo de atingir 2% do PIB esteja muito longe de alcançar.

Na sexta-feira, o novo ministro da Defesa, Boris Pistorius, mostrou que quer agitar as águas: disse que o processo de aquisição tem de ser mais rápido, é da opinião que os cem mil milhões não chegam para as encomendas, nem o orçamento.

Na base aérea de Mont-de-Marsan, o presidente Macron anunciou que o orçamento da Defesa vai aumentar em um terço em sete anos.
© EPA/Bob Edme/POOL

O par de Berlim na construção europeia pós-guerra, Paris, não é indiferente aos desafios da Rússia. E estes não se restringem ao continente europeu.

Em África, o presidente Macron anunciou o fim da operação Barkhane, de combate aos grupos jihadistas, com os mercenários russos a preencherem o vazio.

Mais concentradas na Europa, as forças armadas francesas vão receber mais de 400 mil milhões de euros para o período 2024-2030, um aumento de 30% em relação ao período em vigor.

“Depois de repararmos as forças armadas, vamos transformá-las”, prometeu o líder francês, apostando na rapidez de acção e no incremento da força, em paralelo com um maior investimento nas defesas aéreas, na cibersegurança e nos serviços de informações militares.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
29 Janeiro 2023 — 00:12



 

published in: 5 dias 

 

 10 total views

267: Há um hotel onde pode dormir com a cabeça num país e as pernas noutro

 

LAZER // INTERNACIONAL // 🇫🇷 FRANÇA // 🇨🇭 SUÍÇA

“De uma divisão a outra e até de um degrau a outro, irá da França à Suíça sem perceber”. É assim que o Hotel L´Arbézie se apresenta aos seus visitantes como um espaço único, uma vez que está mesmo no traço de fronteira entre aqueles dois países. E tudo começou com a manha de um contrabandista.

DR
Hotel L´Arbézie nasceu em 1863 na fronteira Franco-Suíça.

Construído no Século XIX, o Hotel L´Arbézie tem o típico estilo alpino de tantos outros estabelecimentos procurados por turistas adeptos dos desportos de inverno nas montanhas da Suíça. Mas a sua história é inigualável!

Este hotel único fica situado mesmo em cima da fronteira entre a França e a Suíça, no “coração” do Parque Natural do Haut-Jura e Vaudois, a cerca de duas horas de carro da cidade francesa de Lyon, e próximo do Lago Léman, o maior da Europa ocidental, que banha Genebra, a capital suíça.

Mas “de uma divisão a outra e até de um degrau a outro, irá da França à Suíça sem perceber“, nota-se no site oficial do hotel, sublinhando-se os “quartos pitorescos muito confortáveis”.

Tem também um restaurante com “cozinha de montanha, simples e saborosa, onde a França e a Suíça se unem, por vezes, no prato“, nota-se ainda.

Mas o que distingue, afinal, este hotel dos demais? É essa história que lhe vamos contar…

Contrabando originou hotel único no mundo

Tudo começou com um tal de Ponthus que, em Dezembro de 1862, foi directamente afectado pelas novas fronteiras redesenhadas por Napoleão III de França no âmbito do Tratado de Drappes.

A nova fronteira entre França e Suíça atingiu a propriedade de Ponthus que decidiu construir o seu negócio mesmo em cima do traço divisório.

Uma ideia que tinha más intenções por trás, uma vez que se dedicava ao contrabando – seria, portanto, uma forma de fugir às autoridades dos dois países.

Assim, entre a proposta de Napoleão III e a consumação das novas fronteiras, o que ocorreu em 1863, construiu uma loja no lado suíço e um bar no lado francês, como se relata no site do L´Arbézie.

Foram os descendentes de Ponthus que, mais tarde, transformaram o espaço no Hotel Franco-Suíço.

“Quartel” da resistência contra os nazis

Durante a Segunda Guerra Mundial, o hotel era a divisória entre a zona ocupada pelos alemães e a zona livre. Nesse período, dada essa situação particular, tornou-se num “quartel” da resistência contra os nazis, ajudando a esconder judeus, fugitivos e até pilotos ingleses.

Após a guerra, os donos do estabelecimento foram recompensados pelo General De Gaulle pelos actos de bravura nesse período.

Foi também depois desse conflito mundial que as autoridades suíças e francesas chegaram a “um acordo” – “o hotel será considerado suíço pelos franceses e francês pelos suíços“, como se relata no site oficial do estabelecimento.

A “situação inédita” levou o então dono, Max Arbez, a proclamar, com sentido de humor, o Principado de Arbézie em 1958. E Max até dotou a sua “micro-nação” com uma bandeira própria em formato triangular, tal como a propriedade, e com um brasão.

Em 1962, o local foi palco das negociações que puseram fim à guerra da Argélia, com a posterior assinatura dos Acordos de Evian.

Conta-se no site do Arbézie que foi lá que se realizaram “as preliminares” daquele tratado, com as autoridades francesas a negociarem com representantes da Frente de Libertação Nacional da Argélia que chegavam ao local vindos de Vaud, na Suíça.

Para lá de toda esta história, e da curiosidade de poder passar fronteiras sem sair do quarto, o Hotel L´Arbézie tem até preços acessíveis – pelo menos, para o bolso de alguns.

Um quarto para uma ou duas pessoas custa a partir de 89 euros. Para três pessoas os preços começam nos 109 euros e para uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças, começam nos 129 euros.

Em regime de meia-pensão, os valores começam nos 124 euros por pessoa, ou nos 169 euros por duas pessoas.

Susana Valente, ZAP //
28 Janeiro, 2023



 

published in: 7 dias 

 

 13 total views

238: Mísseis russos na visita da MNE francesa à Ucrânia

 

🇺🇦 A UCRÂNIA É DOS UCRANIANOS 🇺🇦

NÃO É DOS RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

A UCRÂNIA FOI INVADIDA POR TROPAS E MERCENÁRIOS RUSSONAZIS

– Quem está em guerra contra o Ocidente são os russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 putinofantoches e os seus fantoches amestrados, montesdemerda 💩💩💩 putrefacta, humanoides primates, psicopatas altamente perigosos para a paz mundial!

🇺🇦 UCRÂNIA // 🇫🇷 FRANÇA // REUNIÃO // ODESSA

Paris rejeita acusação do Kremlin de que o Ocidente está em “envolvimento directo” na guerra e estuda envio de tanques Leclerc.

Bancos corridos e uma mesa modesta na reunião dos ministros Kuleba e Colonna na cave do Teatro da Ópera de Odessa.
© Twitter Dmytro Kuleba

Moscovo respondeu ao anúncio do envio de carros de combate ocidentais para Kiev com nova salva de mísseis de cruzeiro contra vários pontos da Ucrânia, tendo o Kremlin denunciado o “envolvimento directo” do Ocidente no conflito.

Um dos alvos foi Odessa, a cidade recém designada património mundial, onde os chefes da diplomacia de Kiev e de Parisse viram forçados a reunir-se num abrigo antiaéreo.

Segundo o balanço de Kiev, o ataque russo ficou marcado pelo número 11: foi esse o número de regiões atingidas, bem como o de mortes e de feridos.

O exército ucraniano informou que tinha abatido 47 dos 55 mísseis russos disparados, “incluindo 20 perto da capital”. Também em resultado dos ataques, foram accionados cortes de energia em Kiev e noutras três regiões como medida de precaução.

O objectivo foi “evitar grandes danos nas infra-estruturas eléctricas no caso dos mísseis do inimigo atingirem os seus alvos”, explicou a companhia eléctrica DTEK. Duas infra-estruturas na região de Odessa ficaram danificadas.

Trabalhadores tentam restabelecer as conexões elétricas na região de Kiev, depois de um ataque russo com 55 mísseis de cruzeiro.
© EPA/SERGEY DOLZHENKO

Foi nessa cidade portuária que o ministro dos Negócios Estrangeiros Dmytro Kuleba recebeu a homóloga francesa Catherine Colonna. Depois de um passeio a pé pelo centro histórico, que no dia anterior foi inscrito na lista do património mundial da UNESCO – tendo a organização saudado a “cidade livre, cidade mundial, porto lendário que marcou o cinema, a literatura e as artes” -, os dois viram-se na contingência de realizar a reunião num abrigo antiaéreo, no caso a cave do Teatro da Ópera, devido a mais um ataque.

Um míssil de cruzeiro disparado de um avião de caça russo Su-35 acabou no mar, abatido pela defesa ucraniana, segundo o comando militar.

“Graças a um míssil russo tive a minha primeira reunião diplomática bilateral numa cave. O café estava quente, merci!”, contou a ministra francesa no Twitter.

Também Kuleba se referiu ao encontro de contornos “provavelmente” inéditos. Ambos disseram ter mantido uma conversa sobre todos os tópicos na agenda, o que inclui a assistência militar e humanitária a Kiev.

O tema de que mais se fala é sobre tanques de guerra, depois de Berlim e Washington terem anunciado o envio de Leopard 2 e Abrams. O Kremlin denunciou o “envolvimento directo” do Ocidente na guerra da Ucrânia.

“Em Moscovo, vemos isto como um envolvimento directo no conflito e vemos que está a crescer”, apontou o porta-voz presidencial russo Dmitri Peskov.

– Este fantoche amestrado russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 psicopata apenas sabe cagar merda da matraca para fora Gostava era de ver estes “heróis do bla-bla-bla” de camuflado, kalashnikov nas mãos e na linha da frente! ‘Tá quieto…!!! 🖕🖕

O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês negou este ponto de vista. “Respondemos muito claramente que não estamos em guerra com a Rússia e nenhum dos nossos parceiros está.

A entrega de equipamento militar à Ucrânia, que é efectuada no âmbito do seu exercício de autodefesa ao abrigo do artigo 51.º da carta das Nações Unidas, não constitui co-beligerância”, disse um porta-voz.

Sobre a hipótese de Paris também contribuir com os seus veículos pesados de combate, a ministra realçou que “actualmente a prioridade da Ucrânia continua a ser a aquisição de sistemas adicionais de defesa aérea”, tendo destacado que o ministro da Defesa Reznikov o afirmou na véspera.

“Penso que vamos responder a este pedido”, disse. Aos sistemas LRU e Crotale, já transferidos por Paris, irá juntar-se o novo sistema SAMP/T, de fabrico ítalo-francês.

Sem fugir à questão, Colonna disse que uma decisão positiva “não é impossível”, mas terá de ser tomada depois uma avaliação do Ministério da Defesa que responda de forma positiva a duas questões: fornecer um apoio “real e eficaz”, tendo em conta a manutenção, logística e prazos de formação; e não enfraquecer as próprias capacidades de defesa. A França conta com uns 200 tanques Leclerc, dos quais 160 estarão em prontidão, e outros 200 para servir de reserva de peças, segundo o Le Point.

O Canadá é o mais recente país a a sinalizar que vai enviar os Leopard 2, depois da Polónia, Finlândia e Alemanha o anunciarem e outros como a Noruega, Suécia, Espanha ou Portugal estarem abertos a essa hipótese.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
26 Janeiro 2023 — 23:02



 

published in: 1 semana 

 

 12 total views

182: Macron admite envio de blindados para a Ucrânia, mas impõe condições

 

– Impor condições? Outro que se acobardou ao putinofantoche russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 e seus fantoches amestrados!

… Para que o destacamento dos blindados franceses venha a acontecer, sublinhou Macron, terão que verificar-se três condições: que o mesmo não conduza a uma escalada do conflito, que haja soldados ucranianos em condições de os utilizar e que não afecte as capacidades de defesa francesas.

É pá, o melhor é deixares os teus blindados em casa e não faças mais tristes figuras de submissão aos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 ! Se a França pretende entregar blindados à Ucrânia, como pode impor uma “não escalada do conflito” que foi simplesmente originada por uma invasão de um Estado terrorista assassino russonazi? FDS!!! 🖕 🖕

🇫🇷 FRANÇA // BLINDADOS // MACRON // SUBMISSÃO // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

O Presidente francês, Emmanuel Macron, admitiu hoje o envio de blindados franceses Leclerc para a Ucrânia, exigindo que sejam satisfeitas três condições, incluindo a da não escalada do conflito.

© Lusa

“Pedi ao ministro da Defesa para trabalhar sobre o assunto, nada está excluído”, afirmou Macron numa conferência de imprensa conjunta com o chanceler alemão, Olaf Scholz, no final de um Conselho de Ministros franco-alemão.

Para que o destacamento dos blindados franceses venha a acontecer, sublinhou Macron, terão que verificar-se três condições: que o mesmo não conduza a uma escalada do conflito, que haja soldados ucranianos em condições de os utilizar e que não afecte as capacidades de defesa francesas.

O líder francês disse que o trabalho de coordenação para decidir o que fazer sobre os pedidos ucranianos ao Ocidente de tanques de batalha pesados continuará “nos próximos dias e semanas” com outros aliados, incluindo a Alemanha.

O chanceler alemão expressou o total acordo entre o seu país e a França na vontade de fornecer à Ucrânia “todo o apoio necessário”, desde que “seja necessário” e “com os meios que forem necessários”, sejam eles financeiros, humanitários ou de armamento.

“O objectivo comum é que a Rússia retire as suas tropas da Ucrânia”, disse o líder alemão em declarações proferidas ao lado do Presidente francês após o Conselho de Ministros, e no contexto de pressões da Ucrânia sobre Berlim para enviar blindados alemães “Leopard2”.

Interrogado sobre se esta disponibilidade inclui tais tanques, Scholz insistiu que qualquer decisão sobre entregas de armas deve ser tomada “em estreito consenso com os aliados”, tanto europeus como norte-americanos.

O chanceler alemão recordou que o seu país manteve até agora a regra relativa às suas exportações de armas, segundo o qual estas não devem ser enviadas para países ou regiões em conflito, e que, no caso da Ucrânia, o princípio foi mantido, configurando-se como uma “resposta à guerra de agressão” lançada pela Rússia.

“Fornecemos à Ucrânia tanques Marder e Gepard, bem como sistemas de defesa aérea e baterias Patriot”, disse, insistindo que qualquer decisão sobre futuros destacamentos de armas deve basear-se na coordenação entre os aliados “bem como em critérios como necessidades e disponibilidade”.

O Conselho de Ministros franco-alemão e os eventos que assinalam o 60º aniversário do Tratado do Eliseu chegam três dias após a reunião do Grupo de Contacto para a Ucrânia, realizada esta sexta-feira na base norte-americana em Ramstein (Alemanha), na qual não houve acordo sobre os blindados “Leopardo”.

Relativamente aos blindados franceses, nos últimos dias, várias fontes militares francesas reconheceram aos media locais que se desconhece quantas unidades AMX Leclerc poderão estar disponíveis, uma vez que as cerca de 200 em armazém são utilizadas como fonte de componentes e peças sobressalentes para outros tantos ainda em serviço com o exército francês.

Há também sugestões em França de que, se o Reino Unido enviar como prometido um esquadrão de 14 blindados Challenger 2 e outros países ocidentais continuarem a entregar blindados de diferentes modelos à Ucrânia, os ucranianos poderão enfrentar um grave problema na formação de tripulações e técnicos de manutenção para cada modelo, bem como na gestão da cadeia logística para peças sobressalentes.

Macron recordou que a França já entregou equipamento militar substancial à Ucrânia, incluindo 18 peças de artilharia pesada auto-propulsionada César, munições, mísseis antiaéreos e veículos de combate à infantaria. Paris anunciou ainda que enviará blindados de reconhecimento ligeiro AMX 10 para a Ucrânia.

Numa síntese do dia de hoje, Emmanuel Macron sublinhou o “grande trabalho” realizado com Olaf Scholz, e afirmou que ambos os países têm uma posição convergente sobre a Europa.

“Convergimos na nossa visão da Europa e dos nossos países”, afirmou Macron no Eliseu, numa cimeira franco-alemã marcada pela tentativa de aliviar as tensões entre Paris e Berlim a partir de 2022 sobre como lidar com a guerra na Ucrânia.

“O regresso da guerra ao nosso continente fez-nos compreender como é importante fazer as coisas por nós próprios, como europeus. Temos falado de defesa e estamos determinados a continuar a tomar as medidas necessárias para reforçar as nossas capacidades de defesa europeias”, disse o Presidente francês.

Neste contexto, Macron saudou “os progressos feitos nas últimas semanas”, particularmente em relação ao SCAF, o projecto europeu para a construção de caças, liderado pela França, Alemanha e Espanha.

Macron sublinhou ainda a importância de se acelerarem as decisões a nível europeu, algo com que Scholz concordou.

O chanceler reconheceu que a União Europeia “precisa de melhores mecanismos de tomada de decisão a nível europeu”, por forma a “ganhar influência no mundo”.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
22/01/23 20:03
por Lusa



 

published in: 2 semanas 

 

 14 total views

180: MNE alemã a favor de Kiev receber tanques da Polónia

 

🇩🇪 ALEMANHA // 🇫🇷 FRANÇA // 🇺🇦 UCRÂNIA // LEOPARD 2

Annalena Baerbock não se opõe a que os Leopard 2 alemães sigam para a Ucrânia. PM polaco disse estar a organizar uma “pequena coligação” para enviar tanques.

As chefes da diplomacia da Alemanha, Annalena Baerbock, e de França, Catherine Colonna.
© EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON / POOL

A Alemanha está pronta a autorizar a Polónia a enviar tanques Leopard 2 de fabrico alemão para a Ucrânia se Varsóvia fizer tal pedido, disse a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, em entrevista ao canal LCI.

“Precisamos de garantir que as vidas das pessoas são salvas e o território da Ucrânia é libertado. Se nos fizerem a pergunta, então não nos vamos atravessar no caminho”, afirmou.

O entrevistador ainda perguntou a Baerbock se tinha escutado bem. “Ouviu bem”, confirmou a ministra, na entrevista conjunta com a homóloga francesa Catherine Colonna.

A Polónia foi a primeira a anunciar a intenção do envio dos Leopard 2, no que foi secundada pela Finlândia, Lituânia e, de forma menos explícita, pelo Canadá. No entanto, disse que tal dependeria da autorização da licença de reexportação por parte de Berlim, e que tal deveria acontecer no âmbito de uma coligação internacional.

Entretanto, perante o anúncio do novo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, de que a questão estava a ser avaliada, o governo polaco decidiu não esperar.

O primeiro-ministro Mateusz Morawiecki, que já afirmara que o consentimento alemão era de “importância secundária”, afirmou que está em conversações com 15 países para se organizar uma “pequena coligação” para enviar os tanques, com ou sem Alemanha.

Na ressaca da reunião do grupo de contacto de Ramstein, que na sexta-feira juntou cerca de cinco dezenas de países aliados, o ministro da Defesa da Ucrânia Oleksei Reznikov disse que militares dos seu país iriam em breve para a Polónia receber formação nos referidos veículos de combate.

Em Paris, no encontro entre os líderes da França e da Alemanha, que comemoraram os 60 anos do Tratado do Eliseu, Olaf Scholz voltou a ser questionado quanto à indecisão de Berlim sobre o envio dos veículos de combate.

“Há anos que não entregamos armas a territórios em conflito. Mudámos a nossa posição e vamos continuar a fazê-lo. Estamos a fazer muito, em consulta com os nossos aliados. Entregámos obuses, lançadores de mísseis e, muito recentemente, entregámos blindados ligeiros.

O nosso apoio é muito amplo. Receio que esta guerra dure muito tempo, continuaremos a ajudar a Ucrânia, mas temos um princípio: trabalhamos em conjunto”, afirmou o chanceler alemão, sem dar uma resposta cabal.

Já o presidente francês, cujo país foi o primeiro a quebrar o tabu do envio de viaturas de combate ocidentais, com o anúncio de um número indeterminado de blindados AMX-10, foi questionado sobre os tanques franceses Leclerc, ao que disse: “Nada está excluído.”

E depois disse que uma decisão deve responder a três princípios: “Não ser escalatório; que possa fornecer um apoio real e eficaz à Ucrânia, e não enfraquecer as nossas próprias capacidades de defesa.”

Diário de Notícias
César Avó
22 Janeiro 2023 — 21:25



 

published in: 2 semanas 

 

 12 total views