264: SNS24 passa a emitir baixas médicas

 

🇵🇹 SAÚDE PÚBLICA // SNS 24 // BAIXAS MÉDICAS

Proposta do Partido Socialista prevê a simplificação dos pedidos de baixa mais curtas, até três dias. E com limite anual.

António Cotrim / Lusa

Passar uma baixa médica vai deixar de ser possível apenas por declaração de estabelecimento hospitalar, ou centro de saúde, ou ainda por atestado médico.

A partir de Abril, em princípio, os pedidos de baixas médicas de, no máximo, três dias de duração, poderão ser pedidas através do SNS24.

Estas baixas, sem vencimento, são as mais requisitadas, lembrou Fernando Araújo, director-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na SIC.

“Trata-se apenas de justificar a ausência ao trabalho e é nessas que vamos apostar, que são aquelas que são mais requisitadas”, comentou o responsável.

A ideia é criar um mecanismo “equilibrado” em articulação com o Ministério do Trabalho, que evite o recurso ao médico de família, mas que evite também “abusos“.

O Partido Socialista vai apresentar uma proposta para que essas baixas de curta duração sejam pedidas e confirmadas por via digital.

A “via digital” é o portal SNS24 (não a linha de telefone), o balcão digital do Serviço Nacional de Saúde onde o cidadão pode aceder a informações e serviços de saúde.

Não será necessário ir ao centro de saúde ou hospital, ou contactar o médico de família. Mas haverá um limite de 6 dias de baixa por ano neste sistema, avisou o deputado socialista Fernando José, no Jornal de Negócios.

Fernando José justifica esta medida com uma tentativa de “desburocratização do Serviço Nacional de Saúde” e “facilitar a vida” dos trabalhadores.

A proposta vai ser apresentada na reunião do grupo de trabalho, na próxima quarta-feira.

ZAP //
28 Janeiro, 2023



 

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Campanha de “phishing” que usa logótipo do Supremo

 

🇵🇹 FRAUDES // PISHING // STJ

O STJ recomenda que os utilizadores de plataformas digitais nunca acedam a links ou anexos de emails desconhecidos ou suspeitos.

© Gerardo Santos / Global Imagens

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) alertou este sábado para uma mensagem de ‘phishing’ que está a circular nas plataformas electrónicas, simulando uma pretensa comunicação, e que usa abusivamente um logótipo oficial antigo do STJ.

“A mensagem é falsa, está inserida numa campanha de ‘phishing’ e constitui uma quebra de segurança para os utilizadores da Internet e do correio electrónico que a ela respondam.

A mensagem tem como único propósito a prática de crime de acesso ilegítimo e a possível captura de dados pessoais das vítimas”, adverte o STJ, em comunicado.

Segundo adianta o STJ, a intrusão passa pela infecção com vírus ou software malicioso (malware) ou até usando a recolha de dados pessoais aquando da resposta e pode ocorrer em qualquer sistema informático (PC, Tablet ou Telemóvel).

“Aconselham-se os destinatários deste email fraudulento a não executar qualquer comando que a mensagem proponha, a bloquear imediatamente o remetente, a reportar o spam e a apagar a mensagem.

Não devem clicar em `links´ dela constantes ou abrir qualquer anexo remetido com este tipo de emails nem efectuar qualquer tipo de resposta”, diz ainda o STJ.

De acordo com as boas práticas e de forma a não ser vítima de ‘phishing‘, o STJ recomenda, assim, que os utilizadores de plataformas digitais nunca acedam a links ou anexos de emails que se vislumbrem desconhecidos ou suspeitos.

Lembra ainda que observando as características da mensagem (aspecto, eventuais erros ortográficos, argumentos persuasivos, que contenham ofertas generosas e despropositadas, entre outras pouco reais), os utilizadores digitais reconhecerão a possibilidade de a mensagem ser falsa.

“Cuidado com notícias e ofertas sensacionalistas que são usualmente usadas para captar atenção! Não se deixe guiar pelo tom ameaçador ou alarmista da mensagem!

Se não participou em concursos não é normal receber prémios ou produtos! Em regra, ninguém oferece produtos abaixo do preço que é praticado pelo mercado!

As instituições credíveis e sérias não utilizam estes meios/formas para comunicar com os seus clientes, privilegiando sempre uma comunicação mais directa e personalizada!”, são outros conselhos deixados pelo STJ face aos perigos decorrentes do ‘phishing‘.

Em caso de dúvida, o STJ aconselha ainda as pessoas a contactar previamente, por telefone, a empresa ou instituição cujo nome está a ser utilizado e a passar este alerta a familiares, amigos e outras pessoas próximas, para evitar que também elas sejam vítimas.

Diário de Notícias
Lusa
28 Janeiro 2023 — 12:06



 

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262: O homem que salvou o mundo

 

🇵🇹 OPINIÃO

Quase duas gerações depois do fim da guerra-fria, eis-nos de regresso a uma escalada bélica que tem como limite a sombria possibilidade de uma hecatombe nuclear.

Num artigo recente no Financial Times, John Tornhill analisava o debate que está a ser travado nos EUA para dar mais tempo aos decisores que sejam confrontados com um aviso, eventualmente falso, de ataque com mísseis balísticos, de modo a evitar o risco de uma guerra por acidente.

Tornhill recordou, a propósito, a decisão do tenente-coronel soviético Stanislav Petrov (1939-2017), que em 26 de Setembro de 1983 terá evitado a morte violenta de centenas de milhões de pessoas.

Em 1983 as tensões entre o Ocidente, liderado pelos EUA do vigoroso Reagan, e a URSS do debilitado Yuri Andropov estavam num pico de tensão alarmante.

Como se não bastasse a corrida aos armamentos na Europa – a chamada crise dos euro-mísseis – a 1 de Setembro o voo 007 das Korean Air Lines, depois de ter violado o espaço aéreo soviético, acabou por ser abatido pela aviação de Moscovo.

Os erros de navegação do avião civil e a precipitação do piloto do SU-15 transformaram um incidente menor numa tragédia em que pereceram 269 pessoas.

É neste enquadramento explosivo que Stanislav Petrov é chamado a substituir um camarada doente no comando de um centro de alerta precoce da Força Aérea soviética, que havia sofrido uma recente modernização informática.

O que sucedeu depois pode ser visto com pormenor num documentário disponível no Youtube – The Man Who Saved the World – realizado em 2013 pelo cineasta dinamarquês Peter Anthony, sobre a vida e personalidade de Petrov.

No painel de controlo, Petrov recebe a informação, veiculada por um sistema de satélites geo-estacionários soviéticos, de que um míssil balístico norte-americano se dirigia para a URSS. Resolve ignorar o aviso, atribuindo-o a um erro do novo sistema.

O problema é que, nos minutos seguintes, o painel indicou mais 5 mísseis norte-americanos em rumo para alvos soviéticos. Petrov depara-se com um dilema dilacerante. Se respeitasse o protocolo em vigor, tanto nos EUA como na URSS, ele deveria informar os superiores, para que estes iniciassem um contra-ataque nuclear ainda antes dos mísseis inimigos atingirem os seus alvos (launch-on-warning). Essa informação, de veracidade duvidosa, poderia desencadear uma catástrofe sem paralelo.

Por outro lado, a sua formação militar inclinava-o a considerar que um ataque nuclear inicial (first strike) seria absurdo se efectuado por um número tão limitado de mísseis.

Por isso, apesar da imensa pressão para dar o alerta, Petrov resolveu aguardar pela confirmação por radar, mesmo perdendo nessa espera a janela temporal para a resposta rápida.

A coragem de colocar a sua avaliação racional à frente de uma disciplina protocolar, terá, com alta probabilidade, evitado uma guerra planetária por acidente.

Petrov não foi, contudo, acarinhado no seu país. A sua notável decisão, divulgada muitos anos depois, foi reconhecida pelo meio cultural dos EUA, que o acolheu calorosamente em duas visitas. Vale a pena ver o filme de Peter Anthony sobre um homem que, nas suas palavras, se limitou a estar “no sítio certo, na hora certa”.

Felizmente para todos nós. Agora que (quase) todos nos sentimentos impotentes perante a enormidade de eventos que nos ultrapassam, a lição de Petrov deveria incitar-nos a nunca desistir do papel, mesmo modesto, que cada um pode desempenhar para contrariar a corrida para o abismo.

Professor universitário

Diário de Notícias
Viriato Soromenho-Marques
28 Janeiro 2023 — 00:19



 

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258: Transportes públicos gratuitos em Lisboa com adesão de 70 mil pessoas

 

– O Moedas da C.M.L. “esqueceu-se” das tremendas dificuldades por que passam os DESEMPREGADOS de longa duração, SEM QUAISQUER TIPOS DE SUBSÍDIOS, dado que já foram ultrapassados os prazos dessas concessões sociais. Por isso, COLOCOU DE FORA os desempregados neste “auxílio” de gratuitidade de passes sociais, privando-os de se deslocarem à procura de trabalho já que o IEFP-Instituto do Emprego e Formação Profissional não ajuda nas colocações. Mas existem MILHÕES DE €UROS para construirem altares-palcos para eventos católicos!

🇵🇹 LISBOA // CML // MOEDAS // TRANSPORTES GRATUITOS

Carlos Moedas diz que gratuitidade nos transportes públicos para jovens e idosos residentes em Lisboa “não terá recuo” e “ficará para sempre”.

© RUI MINDERICO/LUSA

A gratuitidade nos transportes públicos para jovens e idosos residentes em Lisboa conta já com 70.000 adesões, revelou esta sexta-feira o presidente da câmara municipal, Carlos Moedas (PSD), afirmando que esta medida “não terá recuo” e “ficará para sempre”.

“Hoje temos 70.000 pessoas em Lisboa que não pagam transportes públicos, 70.000 pessoas é mais de 10% da nossa população [545.796 habitantes, segundo os resultados definitivos dos Censos de 2021]”, declarou Carlos Moedas.

Conversa da treta! Faltam ser beneficiados por esta medida todos os DESEMPREGADOS DE LONGA DURAÇÃO que (sobre)vivem à custa de familiares e que não foram beneficiados com esta medida… Para quando sr. Moedas? Existem MILHÕES para os altares-palcos e não para dar gratuitidade de passes aos DESEMPREGADOS? Para poderem continuar a procurarem trabalho? É só bla-bla-bla…

O autarca de Lisboa falava numa cerimónia de celebração do 75.º aniversário do Metropolitano de Lisboa, que contou com presença do primeiro-ministro, António Costa (PS), e que decorreu no Terreiro do Paço, onde foi inaugurada a exposição “O Metro dá vida à cidade”, patente numa carruagem instalada nesse espaço.

Foi também lançado o concurso público para o prolongamento da linha Vermelha entre São Sebastião e Alcântara.

Recordando o surgimento da empresa pública Metropolitano de Lisboa, que se constituiu formalmente em 26 de Janeiro de 1948, Carlos Moedas realçou o desígnio para o qual foi criada: “Era para servir Lisboa, era para conceber e explorar um sistema de transportes colectivos, fundado no aproveitamento do subsolo da nossa cidade, e tinha o município como um pilar fundamental.”

“Os trabalhos de construção iniciaram-se em 07 de Agosto de 1955. Quatro anos depois, em 29 de Setembro de 1959, o novo sistema de transporte foi inaugurado e a cidade mudou, a cidade mudou para melhor, foi a grande obra desta cidade”, sublinhou, agradecendo aos profissionais do Metropolitano de Lisboa pelo “trabalho à cidade” e afirmando que, “75 anos depois, o metro continua a ser estratégico”.

Enquanto presidente da autarquia, desde Outubro de 2021, Carlos Moedas destacou o objectivo de ter transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos, que conseguiu alcançar “com a ajuda de muitos”, inclusive do presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, Vítor Santos, da presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, Carla Tavares (PS), que é também presidente da Câmara da Amadora, e do presidente da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), Faustino Gomes.

“Foi uma ajuda extraordinária, para uma medida que ficará para sempre”, apontou o autarca do PSD, indicando que Lisboa é hoje uma “das poucas cidades na Europa capitais que têm transportes públicos gratuitos”, seguindo os exemplos de Luxemburgo, Tallinn e Malta, cuja dimensão do território “não se compara” com a capital portuguesa.

Disponíveis desde o verão de 2022, os passes gratuitos para os transportes públicos em Lisboa são para jovens entre os 13 e os 18 anos, estudantes do ensino superior até aos 23 anos, incluindo uma excepção para inscritos nos cursos de Medicina e Arquitectura até aos 24 anos, e para cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos, em que o requisito comum para todos é terem residência fiscal no concelho.

Desde 2017, as crianças até aos 12 anos já beneficiam de transportes públicos gratuitos em Lisboa nas redes do Metropolitano e da rodoviária Carris.

“Esta medida não terá recuo, esta medida é para o futuro, é uma medida de descarbonização da nossa cidade e essa medida não terá recuo, porque os investimentos estão a ser feitos, estão a ser feitos para que os transportes públicos gratuitos sejam cada vez mais e melhores para a nossa cidade”, assegurou Carlos Moedas, recusando as críticas de que não haveria investimento nas empresas Carris e Metropolitano de Lisboa para a concretização deste objectivo, que foi também um compromisso eleitoral.

O autarca garantiu que esse investimento vai continuar “todos os dias”, inclusive no Metropolitano, que “está em franca expansão”, e ressalvou que há “certas opções” que não mereceram a sua concordância.

“Mas também todos sabem aqui, e hoje sabem-no bem, que o presidente da Câmara de Lisboa assume as responsabilidades e assume essas responsabilidades por inteiro, assim como fiz ontem [quinta-feira] sobre a Jornada Mundial da Juventude”, referiu, deixando o compromisso de apoiar os investimentos do Metropolitano (detido pelo Estado), para “ir para a frente” com as obras e fazer com que o metro percorra os eixos vitais da cidade.

Carlos Moedas aproveitou para pedir directamente e em público ao primeiro-ministro, António Costa, que considere, “no curto prazo”, a possibilidade de ter um representante da câmara municipal no executivo da administração do Metropolitano, tendo em conta o desígnio comum de “servir Lisboa”.

Em 21 de Abril de 2022, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a proposta de transportes públicos gratuitos na cidade, que prevê um acordo entre o município e a empresa TML, válido até 31 de Dezembro de 2025, com uma despesa anual de até 14,9 milhões de euros.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27 Janeiro 2023 — 16:25



 

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256: O palco que continua sem reunir consenso. Nem com o Vaticano

 

🇵🇹 LISBOA // CML // SUMPTUOSIDADE // JMJ 2023

O altar-palco continua no centro da polémica e o Vaticano já se demarcou afirmando que não interferiu nas decisões relacionadas com a infra-estrutura.

O valor do altar-palco da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – 4,2 milhões de euros – tem provocado tal polémica que o Vaticano já se demarcou do tema, afirmando que não interferiu em nenhuma decisão relacionada com este assunto.

O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni afirmou que “a organização do evento é local” e que por isso qualquer decisão relacionada com os custos cabe à Câmara de Lisboa.

O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, após uma visita à sede da fundação organizadora da JMJ, escusou-se a comentar o valor do palco, que ascende quase aos cinco milhões de euros, e acredita que esta polémica não mancha “de forma nenhuma” o país.

“Não vejo nenhuma contestação social à realização da JMJ, vejo um grande júbilo em todo o país desde que foi anunciado pelo Papa Francisco que esta JMJ se realizava em Lisboa”, frisou.

O Bloco de Esquerda e a Iniciativa Liberal criticaram os valores divulgados, enquanto o CDS relativizou a situação e comparou-os com a indemnização a Alexandra Reis ou ao investimento na Web Summit.

Catarina Martins criticou “os milhões” de investimento da JMJ e a “absoluta opacidade” da forma como são decididos.

“O que está a acontecer podia ter sido evitado? Sim. E o choque que tem com os números só acontece porque se andou a esconder os números até agora”, disse a coordenadora do Bloco de Esquerda.

A Iniciativa Liberal (IL) questionou se a JMJ não será a “Jornada Mundial do Esbanjamento”, considerando os valores envolvidos, apesar de não colocar em causa a sua realização.

Para a concelhia de Lisboa da IL “a falta de organização e planeamento está à vista de todos e por isso, agora, à última da hora, andam a correr e a fazer sucessivos ajustes directos de vários milhões de euros”.

A concelhia do partido criticou ainda o “passa-culpas entre os vários envolvidos no projecto”. Durante o dia de quinta-feira o Presidente da República afirmou que não tinha conhecimento sobre o valor do palco.

O presidente da Fundação JMJ e bispo auxiliar de Lisboa, Américo Aguiar, também afirmou que apenas teve conhecimento do valor quando o viu na comunicação social e que “o magoou”.

No entanto, garantiu que da parte da Fundação serão feitos todos os esforços para diminuir os custos com esta estrutura.

A IL refere que “não põe em causa a realização do evento” e lembra que, a bem da imagem da cidade, “é necessário garantir o sucesso deste evento, mas apela a que todos os envolvidos tenham a noção de que este evento se realiza em Portugal”.

O presidente do CDS, Nuno Melo, relativizou os cinco milhões para a “infra-estrutura” usada pela Papa na JMJ. “Eu acho extraordinário que de repente ninguém sabe de nada. Não tenho nenhum tipo de problema em falar do tema. Em primeiro lugar não é um palco, é uma infra-estrutura. Acho muito bem que seja notícia, não desvalorizo a circunstância”, disse Nuno Melo.

No entanto, segundo o líder do CDP-PP está a falar-se de “cinco milhões gastos numa infra-estrutura que o Papa vai utilizar no acolhimento de mais de um milhão de jovens em todo o mundo, durante seis dias e que depois será utilizada em ocasiões futuras, multiplicando-se em receitas” em Portugal.

O bispo auxiliar Lisboa reforçou novamente que vai reunir-se com a Câmara de Lisboa , a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), e eventualmente a Mota Engil, empresa responsável pelo projecto, para entender o que é ou não essencial para o palco.

Os custos com a Jornada Mundial da Juventude já ascendem aos 160 milhões de euros, com 80 milhões a serem da responsabilidades do Estado e das autarquias, e os outros 80 milhões da responsabilidade da Igreja, que ainda não revelou qual será o orçamento final.

sara.a.santos@dn.pt

Diário de Notícias
Sara Azevedo Santos
27 Janeiro 2023 — 22:53



 

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255: O altar-palco que a Igreja propôs para o Parque Eduardo VII e que a CML rejeitou

 

– Um país pobre como Portugal a gastar milhões de €uros com altares-palcos para um evento essencialmente religioso (católico), onde os políticos intervenientes se “esqueceram” que Portugal é uma sociedade laica onde cada um tem a liberdade de professar a religião que melhor se adapte às suas convicções e que não tem de gastar estas verbas astronómicas ao fim que se destinam, separando igreja da política e onde existem tantos mendigos, sem-abrigo, famílias com privações sócio-económicas, etc. Considero isto uma autêntica leviandade e uma afronta a quem luta diariamente pela sua sobrevivência sem ajudas de ninguém!

🇵🇹 LISBOA // ALTARES-PALCOS // JMJ 2023 // CUSTOS

O altar do Parque Eduardo VII tem um custo estimado de cerca de dois milhões de euros.

Observador

Observador

O Observador divulgou esta sexta-feira a imagem daquele que poderá ser o segundo palco da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no parque Eduardo VII, em Lisboa.

Segundo a SIC, a proposta da imagem que está a ser avançada, um palco de grandes dimensões com uma longa escadaria e várias torres brancas, foi rejeitado por quatro vezes pela Câmara de Lisboa, não só pelo tamanho da estrutura mas também por causa do preço. Contudo, ainda nada está adjudicado.

O altar do Parque Eduardo VII, refira-se, tem um custo estimado de cerca de dois milhões de euros.

Face aos custos do primeiro palco, no Parque Tejo, o Presidente da República já havia alertado sobre este segundo palco, tendo pedido um “altarzinho”.

Deverá ser neste local que será dado o pontapé de saída da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, a 1 de Agosto, com a missa presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa.

A Jornada Mundial da Juventude, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, vai realizar-se este ano em Lisboa, entre 01 e 06 de Agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

Este evento nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Diário de Notícias
DN
27 Janeiro 2023 — 23:22



 

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246: A jornada das contradições. A crónica do dia em que a Igreja desmentiu Marcelo — e Moedas acabou isolado

 

🇵🇹 LISBOA // CML // JMJ2023 // CONTRADIÇÕES A +

Em conferência de imprensa, D. Américo Aguiar revelou que o orçamento da Igreja para a Jornada Mundial da Juventude de 2023 é de 80 milhões de euros.

Desde que assumiu funções como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa nunca escondeu o seu perfil de católico praticante, mostrando-se próximo das principais instâncias da organismo em Portugal — algo que já lhe valeu dissabores no passado.

A atribuição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) a Lisboa foi publicamente celebrada pelo chefe de Estado, que desde cedo assumiu o fato de “embaixador não oficial” do evento.

No entanto, as notícias recentes que apontam para custos avultados para a concretização das JMJ — pelo menos 4,6 milhões de euros para o altar-palco que vai receber o Papa Francisco — parecem marcar um distanciamento entre o Presidente da República e a Igreja Católica, a julgar pelas declarações contraditórias que as duas partes fizeram desde que o preço da estrutura, e o facto de a sua concretização ter sido atribuída à Mota-Engil por ajuste directo.

Depois de ter pedido mais informações à Câmara de Lisboa sobre a preparação do evento, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ontem, em declarações aos jornalistas, que o altar-palco devia ser construído à imagem das ideias e pensamentos do Papa Francisco.

Como tal, esperava um projecto que correspondesse ao “pensamento do Papa que se caracteriza por uma visão simples, pobre, não triunfalista“.

“Seria muito estranho um Papa que quer dar imagem de pobreza austeridade e contra o espavento viesse a não ter um acolhimento correspondente ao que é o seu pensamento”, defendeu o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou ainda que esta solução seria o que “a sociedade espera” e confessou esperar que “a solução encontrada no final” consiga “tentar tirar proveito do que é interesse nacional e respeitar o período em que nos encontramos e a própria maneira de ser do Papa que é contrário ao que é espaventoso“.

Interrogado sobre se a Igreja Católica Portuguesa já devia ter prestado esclarecimentos sobre esta matéria, o chefe de Estado remeteu essa responsabilidade para todos os envolvidos na organização da Jornada Mundial da Juventude: autarquias, Estado e Igreja Católica. “Eu acho que os três, em tempo oportuno, darão certamente esclarecimentos“, disse.

Minutos após estas declarações, surgia o primeiro contraditório da tarde. Citando o Patriarcado de Lisboa, a SIC Notícias avançava que, ao contrário do que havia sido dito pelo Presidente da República, este havia sido informado dos custos que envolviam a construção e instalação do altar-palco, já que as decisões teriam sido tomadas por várias entidades.

A Igreja defendeu-se ainda das declarações de Carlos Moedas, quando o autarca atribuiu a dimensão do palco às exigências desta entidade, dizendo que nunca impôs quaisquer condições.

A resposta de Marcelo Rebelo de Sousa não se fez esperar e, através do mesmo canal de informação, fez saber que apenas soube dos valores em causa “informalmente“, ou seja, através de jornalistas, e nunca pelo Patriarcado.

O Presidente da República acrescentou ainda que só na semana passada teve conhecimento das dimensões do altar-palco e que, no seu entender,  “ainda é possível diminuir” os custos do projecto.

Esta possibilidade foi confirmada, horas mais tarde, numa conferência de imprensa que contou com a presença de D. Américo Aguiar, coordenador da JMJ 2023, e que serviu para dar resposta a muitas das questões que se levantaram nos últimos dias — e terminar com o pingue-pongue de declarações em espaço público. Segundo o responsável, o orçamento da Igreja para a jornada cifra-se nos 80 milhões.

Esta foi a primeira posição da Igreja em relação ao valor que está disposta a despender, ao qual se juntam outros 80 milhões, divididos entre a autarquia de Lisboa, de Loures e o Governo, o que já eleva os custos do evento para 160 milhões de euros.

“As coisas que puderem ser eliminadas por não serem essenciais, pediremos para serem eliminadas“, garantiu D. Américo Aguiar. “Nada é dogmático até que aconteça e esteja feito.”

Sobre o custo do altar-palco, o presidente das Jornadas disse estar “magoado“, garantindo também que só teve conhecimento do valor inerente à estrutura pela comunicação social. “É um número que magoa porque vivemos tempos em que todos sentimos as dificuldades de todos“, começou por explicar.

Tratou ainda de esclarecer a polémica em torno das alegadas exigências feitas pela Igreja. “O papel da Igreja é pedir às autoridades que respondam àquilo que temos de providenciar.

Nós sabemos o que precisamos que aconteça no palco, mas se ele é rectangular, quadrado, redondo, curvo, mais alto ou mais baixo, não é nossa preocupação.”

“Não sou o empreiteiro e também não sou o dono da obra (…) e é nossa obrigação sentarmo-nos com o autor do projecto, com os nossos técnicos, para irmos ver porque é que custa 4,2 milhões de euros e vermos o que é que, sendo da nossa responsabilidade, pode ser eliminado para que os custos não sejam o que são.”

D. Américo Aguiar aproveitou ainda a conferência de imprensa para garantir um escrutínio público das contas “até ao cêntimo“. Comprometeu-se, ainda, a investir possíveis lucros em projectos para a juventude nos dois municípios mais envolvidos na preparação do evento.

Sobre o envolvimento do Presidente da República na preparação do evento e o pedido para que as entidades fossem contidas nos custos, o responsável da Igreja lembrou a forma como Marcelo Rebelo de Sousa “festejou no Panamá que trouxéssemos as jornadas para Portugal“.

Poucos minutos depois de terminada a conferência de imprensa, Marcelo Rebelo de Sousa entendeu que a verdade dos factos havia sido reposta por D. Américo Aguiar e que ficou claro que o Presidente da República não sabia dos custos do altar-palco.

“Está esclarecido, D. Américo Aguiar acabou de dizer, desmentindo a nota do Patriarcado, que o Presidente da República não sabia o valor do altar. E, portanto, a Igreja, e bem, desmentiu aquilo que tinha vindo numa nota do Patriarcado e que tinha provocado a minha estupefacção“, disse o chefe de Estado.

O Presidente da República saudou ainda a posição “sensível à compatibilização de dois objectivos: um, que a jornada seja uma projecção de Portugal no mundo; segundo, que tenha uma linha de contas as circunstâncias económicas e sociais vividas neste momento”.

Moedas, o isolado

No meio de várias contradições, uma figura surgia cada vez mais isolada, a de Carlos Moedas.

O autarca, que num primeiro momento atribuiu a dimensão do altar-palco às exigências da Igreja, viu-se desmentido pela instituição, que negou as suas declarações, e desautorizado pelo Presidente da República, que defendeu a possibilidade de uma alternativa mais em conta.

No entanto, em declarações aos jornalistas, reforçou a sua ideia de investir até “35 milhões de euros”  no evento — o qual espera que tenha um “retorno enorme“.

“O retorno vai ser multiplicado, tudo isto que vamos investir, vai ser multiplicado por 10 ou por 20.” O autarca justificou ainda a necessidade de recorrer a ajustes directos com o pouco tempo que dista até ao evento e com o facto de o seu executivo ter começado “do zero” porque “nada estava feito“.

“Nós tínhamos que ir para um processo que seria uma adjudicação directa, mas eu fui muito mais longe. Eu disse: eu não vou fazer uma adjudicação directa pura. Vamos consultar várias empresas” e “assim foi”, justificou o presidente da Câmara lisboeta.

Perante a polémica instalada, Moedas admitiu “rever o projecto e melhorar. Mas temos e fazer. Eventualmente ainda tentando reduzir custos. Não sei se é possível reduzir custos, o que sei é que é possível continuar a trabalhar.”

De seguida, o autarca dirigiu-se às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa e da Igreja, dando nota das preocupações levantadas, mas priorizando a imagem da cidade e do país durante o evento.

“Eu farei aquilo que entenderem tanto do lado da Igreja como do senhor Presidente da República. Respeito as opiniões. Faço o que for necessário. Aquilo que digo é que faltam 186 dias e temos de ir para a frente. Vamos ter 100 hectares em que estará um milhão e meio de pessoas.

Nós vamos ter um palco em que vão estar mais de 190 países a olhar para Portugal. Naquele momento, Lisboa vai ser o centro do mundo. E isso tem um valor enorme para nós“, continuou.

Finalmente, chamou a si todas as responsabilidades das decisões, escudando-se na necessidade de mostrar obra — e um evento — feita a tempo. “Dou o corpo às balas. Tudo o que podemos fazer é melhor, mas tem de ser feito. Temos de fazer.”

“É um momento tão único, tão importante para Lisboa. Estou muito bem com a minha consciência. Todos os eventos da JMJ transformaram sociedades. Eu quero que a JMJ transforme Lisboa.”

Ana Rita Moutinho // ZAP
27 Janeiro, 2023



 

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245: Comité Olímpico de Portugal apoia a reintegração de atletas russos e bielorrussos

 

– Será uma piada de mau gosto?

“… Tudo o que tem sido feito – não no sentido de encontrar soluções equilibradas e pacíficas, mas de armar uma das partes contra a outra – não me parece que deva resultar. E está à vista o que está a acontecer…”, avaliou o presidente do COP.

Armar uma das partes (Ucrânia) contra a outra (russonazis) é precisamente para defender a Ucrânia da invasão terrorista efectuada por ordem do putinofantoche terrorista! Na perspectiva deste cavalheiro do COP, deixava-se a rússianazi entrar por ali adentro e anexar um país soberano (Ucrânia), ao estilo da Idade Média? FDS!!! VERGONHA!!!🖕🖕

🇵🇹 COMITÉ OLÍMPICO PORTUGUÊS (COP)

“O desporto deve dar é uma mensagem para que as partes se entendam, não deve dar apoio a uma parte contra a outra”, defende o presidente do Comité Olímpico de Portugal, numa altura em que se debatem as presenças nos Jogos Olímpicos de Paris2024.

O presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino
© Álvaro Isidoro / Global Imagens

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) manifestou-se esta sexta-feira favorável à reintegração dos atletas russos e bielorrussos nas competições internacionais, de acordo com a orientação assumida pelo Comité Olímpico Internacional (COI), que deseja “explorar” vias para o fazer.

“Acho que sim. A posição do COI é a mais razoável. Os termos, as condições e modalidades de o fazer é assunto que tem de ser discutido, avaliado, considerado”, resumiu, em declarações à Lusa, José Manuel Constantino

O presidente do COP defende que “o desporto deve dar é uma mensagem para que as partes se entendam, não deve dar apoio a uma parte contra a outra”, numa altura em que se debatem as presenças nos Jogos Olímpicos de Paris2024.

“O desporto deve ser um factor de pacificação e aproximação entre as partes desavindas. Tudo o que tem sido feito – não no sentido de encontrar soluções equilibradas e pacíficas, mas de armar uma das partes contra a outra – não me parece que deva resultar. E está à vista o que está a acontecer…”, avaliou.

Constantino recorda que “faz parte do histórico” do desporto dar sinais que levem à “aproximação e pacificação das relações das partes em conflito”, independentemente dos países e governos “entenderem isso ou não”.

O facto de a Ucrânia admitir boicotar Paris2024 em caso de reintegração de russos e bielorrussos e de vários países já se terem manifestado contrários à orientação de abertura do COI, entre eles o Reino Unido e a Dinamarca, que criticam a mudança de opinião do presidente do COI, Thomas Bach, foi assumido pelo dirigente luso como normal, “uma vez que no passado já houve situações similares” no maior evento do planeta.

Constantino revela que o tema nunca foi abordado entre o COP e o Governo português, assegurando a “posição completamente autónoma e independente” do organismo que dirige, com o seu rumo a ser “alinhado” pelas organizações desportivas.

“Há um sinal de abertura do COI e os desenvolvimentos ainda são difíceis de definir, prever, nomeadamente qual será a reacção de muitos países que, porventura, vão tentar condicionar o posicionamento dos seus comités olímpicos nacionais”, admitiu.

José Manuel Constantino advoga que é melhor “aguardar pelos novos desenvolvimentos” quanto aos sinais do COI, assumindo que neste momento “é prematuro fechar qualquer cenário, pois todos estão em aberto”.

A autarca de Paris, Anne Hidalgo, está em sintonia com o COI, enquanto o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensnky, exigiu ao seu homólogo francês que interdite a presença de atletas dos países cúmplices na agressão militar, que começou em 24 de Fevereiro de 2022.

O comité organizador de Paris2024 não tem poder de decisão e o COI recordou, na quarta-feira, que a “autoridade única” na matéria cabe às federações internacionais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
27 Janeiro 2023 — 09:02



 

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243: Drones israelitas em Marrocos

 

🇵🇹 OPINIÃO

O site marroquino maghreb-intelligence, deu nota esta semana de “um vento de pânico em Argel”, aquando da realização da última reunião de trabalho do Alto Conselho de Segurança de 18 de Janeiro.

Porquê? Porque, de acordo com o referido site, o relatório de informações apresentado ao presidente Tebboune, refere a vontade marroquina em picotar a longa fronteira leste com a vizinha Argélia com os drones recentemente adquiridos a Israel, a partir de Fevereiro.

Há notícias da compra recente de 150 destes zangões (a tradução correcta de drone para português) e também de um acordo com empresas de defesa israelitas, para a instalação de duas unidades de produção em Marrocos, o que fará do Reino Cherifiano o primeiro país africano a produzir este tipo de tecnologia de ponta.

Abro aqui um parágrafo à parte para dar alguns exemplos da postura dos marroquinos, quanto ao seu plano de desenvolvimento económico, comparativo ao português, em semana que foi notícia DN “Portugal continua a ser promovido como destino barato para americanos”.

Aquando da pandemia, momento de dúvida mundial sobre a duração do fenómeno e da necessidade de vacinação massiva da população planetária, Marrocos comprou vacinas a todos os produtores, China, Rússia e Índia, sob condição destes futuramente instalarem unidades de produção em solo marroquino.

Ou seja, o Palácio precaveu-se perante a incerteza do futuro da pandemia e dos Homens e garantiu a sua própria sobrevivência, dependendo menos dos outros, ao mesmo tempo que projectava a criação de novos postos de trabalho e se colocava na “cabeça de África” para a produção e distribuição da vacina para o continente. É este projectar que dá aos marroquinos o optimismo ao acordar que nos falta!

O Acordo de Comércio Livre em vigor entre Marrocos e Estados Unidos da América (EUA) criou uma ideia nos empresários europeus que bastaria deslocalizar as suas mercadorias para Marrocos, local de onde exportariam directamente para os EUA, livre dos impostos que pagariam a partir da Europa. Errado, já que por decisão marroquina, pelo menos 70% da produção a exportar tem que ser feita em terras de Sua Majestade.

Depois, o embalamento e envio ficarão a cargo da empresa exportadora, isenta do pagamento das taxas aduaneiras. Ou seja, Marrocos, tem plano e vende-se caro enquanto por cá continuamos “milionários de calças nas mãos”!

De regresso aos drones, o surgimento desta tecnologia veio alterar o paradigma dos conflitos e das guerras, por todas as razões.

Esta “cavalaria ligeira” avança no terreno inimigo sem baixas, fornece informações em tempo real e pode também atacar cirurgicamente os alvos pré-definidos, ou que surjam na superfície do momento.

Também permite horas de sono e descanso aos destacamentos na linha da frente ou para além das linhas inimigas, já que fica de atalaia lá no alto, enquanto o soldado pode dormir descansado em terra.

Os drones são aliás o presente e o futuro do conflito sahraoui, já que servem de instrumento de dissuasão às vontades alheias. Podem atacar (os drones)? Podem. Então porque não o fazem? Porque quem tem a mão no joystick tem a noção clara da escalada e descontrolo que tais ataques provocariam.

Por isso mesmo a Argélia não fornece drones à Polisário, nem Marrocos iniciará qualquer tipo de ataques, mesmo que se venha a confirmar a instalação dos mesmos ao longo da fronteira Marrocos/Argélia. A guerra é racional e neste caso específico, o racional é fazer bluff e ficar de atalaia, não vá o diabo tecê-las!

Politólogo/Arabista
www.maghreb-machrek.pt (em reparação)
Escreve de acordo com a antiga ortografia

Diário de Notícias
Raúl M. Braga Pires
27 Janeiro 2023 — 00:43



 

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242: Apoiar a legítima defesa da Ucrânia é o melhor caminho para a paz

 

– Outro excelente artigo de opinião. O problema é que o putinofantoche russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terrorista e todos os seus fantoches amestrados, encontram-se possuídos do espírito imperialista da antiga URSS. Não vai ser nada fácil convencê-los a dialogarem a paz pois como Zelensky já afirmou, Putin não conta para nada nessas conversações. Ele, Peskov, Lavrov, Medvedev e outros terroristas da seita putinofantoche. Não passam de mercenários terroristas engravatados que deveriam vestir camuflado, pegar numa kalashnikov e irem todos para a linha da frente combater com a carne para canhão que eles próprios enviam. Ficam-se pelas palavras obscenas, pelo ódio ao Ocidente, por sonhos irrealizáveis de renascimento de um regime nazi do qual fazem parte.

🇵🇹 OPINIÃO

A decisão de Olaf Scholz relativa aos tanques Leopard 2 marca um ponto de viragem na guerra de Vladimir Putin. Foi uma decisão difícil, sobretudo porque os serviços secretos alemães lhe diziam que Moscovo considerava a questão como uma linha vermelha especialmente relevante, que implicaria uma reacção significativa.

Para reforçar o argumento, Scholz era avisado que o círculo do poder russo enfatizava a possibilidade de utilização do seu vasto armamento nuclear.

Nem as lideranças na Europa nem nos EUA, ninguém quer agravar o conflito com os russos. Isso é particularmente verdade no caso de Scholz, que vê a Rússia como um parceiro fundamental da economia alemã, quer como fonte de recursos energéticos quer ainda como um mercado importante.

Mais do que isso, ninguém quer ter uma desavença permanente com um vizinho poderoso. Scholz parece acreditar que mais tarde ou mais cedo haverá um acordo de paz e que será mais fácil chegar a esse ponto se não houver uma escalada das tensões entre todas as partes.

Tem razão em ambos os casos, como todos os que querem que também a Europa seja um exemplo de respeito pelas normas internacionais. Mas isso só poderá acontecer se houver uma mudança radical no Kremlin, que retire do poder Putin e todos os que pensam que é possível fazer renascer, numa cópia mal tirada e absurda, a Rússia imperial ou a influência que a URSS tinha.

Quem tem uma visão clara, sabe que a resolução da crise actual passa por dois marcos: a restauração das fronteiras da Ucrânia, de acordo com a ordem internacional, e o restabelecimento das relações de cooperação com o povo russo.

O Ocidente não quer nem derrotar nem humilhar a Rússia. O que está em jogo é punir os criminosos de guerra e ajudar aquele grande país a construir a sua forma de democracia, que tenha em conta a multiplicidade étnica do seu imenso território e as liberdades fundamentais dos cidadãos.

Não podemos ter à frente de grandes potências aventureiros irresponsáveis como Putin e outros do género. Essas são personalidades do passado, nalguns casos criminosos de guerra, déspotas fora de prazo.

O mundo de amanhã, interconectado como estará, precisa da cooperação de todos, sobretudo entre os Estados mais fortes. E a cooperação tem de obedecer a regras viradas para o bem comum, para a salvaguarda da vida e da natureza, e respeitadas por todos.

Scholz conseguiu ainda uma outra vitória: levar os americanos a aceitar o envio de tanques altamente sofisticados, do tipo Abrams.

É verdade que são máquinas muito complicadas, com exigências logísticas enormes, mas a sua presença no terreno envia um sinal muito forte, que confirma uma vez mais que os EUA estão dispostos a apoiar seriamente a recuperação da soberania ucraniana.

O Presidente Biden estava muito reticente, mas acabou por ceder à pressão vinda de Berlim. Scholz mostrou ter uma habilidade diplomática que lhe era desconhecida.

Todo este material tem de chegar à Ucrânia tão rapidamente quanto possível, o que vai exigir um empenho excepcional, mas absolutamente necessário. A pressão política sobre os líderes ocidentais deve concentrar-se nessa urgência.

Entretanto, é fundamental reforçar os sistemas de defesa antiaérea ucranianos, disponibilizar mais lança-foguetes, grandes quantidades de munições e milhares de peças sobressalentes. Tudo isto pode ser entregue sem demoras.

Qual será a resposta de Putin a todo este novo pacote de ajuda? Para já, e no essencial, vai com uma mão aproveitar a ocasião para continuar a atacar politicamente os norte-americanos e a NATO junto da sua opinião pública, e simultaneamente intensificar os ataques com mísseis contra tudo o que é infra-estrutura civil na Ucrânia.

E prosseguir na preparação de uma nova grande ofensiva no terreno contra o Leste da Ucrânia, que deverá ter lugar na primavera. Continuará a utilizar Lavrov para tentar ganhar apoios diplomáticos.

E bem precisará deles, se pensarmos que até o próprio ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão disse, a 19 de Janeiro, pasme-se, que o seu país não reconhece a anexação pela Rússia da Península da Crimeia, nem das regiões de Lugansk e de Donetsk.

Isto mostra que Putin precisa de pensar muito a sério numa saída da crise que criou.

Conselheiro em segurança internacional.
Ex-secretário-geral-adjunto da ONU

Diário de Notícias
Victor Ângelo
27 Janeiro 2023 — 00:47



 

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