Tanques britânicos Challenger 2 chegam à Ucrânia “no final de Março”

 

– Com os ataques diários e bombardeamentos constantes dos putinofantoches russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terroristas, penso que estas entregas de tanques, quer ingleses, americanos ou de outra origem, para Março, é bastante tardia.

🇺🇦 A UCRÂNIA É DOS UCRANIANOS 🇺🇦

NÃO É DOS RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

A UCRÂNIA FOI INVADIDA POR TROPAS E MERCENÁRIOS RUSSONAZIS TERRORISTAS

No início deste mês, o país tinha já adiantado que se preparava para enviar 14 destes tanques, bem como sistemas de artilharia, para ajudar Kyiv a combater a invasão russa.

© Getty Images

O Reino Unido disse, esta quinta-feira, estar a trabalhar de modo a que os tanques Challenger 2 que vai disponibilizar às tropas ucranianas cheguem ao país já no final de Março. A informação foi avançada pelo ministro da Defesa, Alex Chalk, aqui citado pela Reuters.

No início deste mês, o país tinha já adiantado que se preparava para enviar 14 destes tanques, bem como sistemas de artilharia, para ajudar Kyiv a combater a invasão russa.

“A intenção é que seja no final de Março”, explicou o governante, em declarações perante o Parlamento. Alex Chalk garantiu ainda que, até lá, as forças ucranianas receberão treino intensivo acerca de como operar e garantir a manutenção destes veículos.

As declarações surgem depois de, na quarta-feira, outras nações aliadas de Kyiv, como a Alemanha e os Estados Unidos, também se terem comprometido a enviar tanques pesados para o país invadido pela Rússia – no seguimento do pedido feito por Kyiv, que alegava precisar dos mesmos para combater a invasão russa.

De facto, o Partido Social Democrata da Alemanha anunciou, durante o dia de ontem, que os aliados da Ucrânia estão a preparar-se para enviar, de facto, dois batalhões de tanques Leopard 2 para a Ucrânia  – o que equivale a cerca de 80 veículos pesados. Segundo os responsáveis do partido, que lidera o governo alemão, os mesmos serão “entregues rapidamente”.

Entretanto, o novo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, garantiu esta quinta-feira que os tanques Leopard vão chegar à Ucrânia “no final de Março, início de Abril” – o que sustenta essa mesma promessa.

Já depois, no mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, revelou que vai ser efectivado a disponibilização de 31 carros de combate M1 Abrams para a Ucrânia.

Recorde-se que, já na manhã desta quinta-feira, um dia depois de todos estes anúncios, sugiram evidências de um novo ataque em larga escala sobre várias regiões ucranianas, nomeadamente sobre Kherson, Odessa e Kyiv, entre muitas outras.

Na capital ucraniana, há já registo de uma vítima mortal e dois feridos na sequência dos ataques russos, segundo confirmou o autarca da cidade de Kyiv, Vitali Klitschko, na rede social Telegram.

A guerra na Ucrânia, que teve início a 24 de Fevereiro, tirou já a vida a mais de sete mil civis, com outros 11 mil a terem ficado feridos, segundo os cálculos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
26/01/23 13:36
por Notícias ao Minuto



 

published in: 2 dias 

 

 9 total views

228: Ataque em Kiev, alerta em toda a Ucrânia. Milhares de tanques russos são inúteis

 

🇺🇦 A UCRÂNIA É DOS UCRANIANOS 🇺🇦

NÃO É DOS RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

A UCRÂNIA FOI INVADIDA POR TROPAS RUSSONAZIS TERRORISTAS

Dia de especial alerta na Ucrânia. Há registo de pelo menos um morto e dois feridos, após ataque à capital.

Ministro da Defesa da Rússia / EPA

Esta quinta-feira é um dia de especial alerta na Ucrânia: pelo menos 30 mísseis russos foram disparados logo nas primeiras horas do dia, anunciou a Força Aérea ucraniana.

Há sirenes de ataque aéreo um pouco por todo o país. “Fiquem em abrigos“, pedem as autoridades.

As sirenes começaram a tocar precisamente pelo receio de um “ataque massivo” com mísseis ao longo do dia, com aeronaves e navios russos.

Depois de Vitali Klitschko, presidente da Câmara Municipal de Kiev, ter confirmado explosões na capital, o mesmo autarca informou que pelo menos uma pessoa morreu e duas ficaram feridas após um ataque de míssil na cidade. O míssil atingiu um “edifício não residencial”.

As autoridades militares ucranianas informaram que 15 mísseis russos tinham sido neutralizados na zona de Kiev.

A Rússia atingiu também, de novo, centrais eléctricas – duas, ambas na região de Odessa.

Tanques inúteis

Entretanto, o jornal Público faz contas aos tanques que a Rússia tem à sua disposição para a guerra.

– Ó Peskov, tu que afirmaste que os Leopard 2 e M1 Abrams quando chegassem à Ucrânia seriam “ardidos” como todos os outros, estavas a referir-te aos teus tanques n’é? Estes putinofantoches russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 são um fartote de imbecilidade!

Na teoria existem milhares que ainda não foram utilizados – e existem mesmo. Mas, na prática, esses tanques estão guardados por um motivo: não estão em condições de serem utilizados a curto prazo.

Desde o início da guerra, as forças armadas russas já terão ficado sem, pelo menos, metade dos tanques que tinha. Alguns até já saíram da reforma (deixaram de ser fabricados em 1975 e agora estão no terreno).

A Rússia começou o conflito, há quase um ano, com cerca de 3 mil carros de combate. Logo nos primeiros meses perdeu praticamente metade.

Ainda tem aproximadamente 1.500 tanques disponíveis (embora os números oficiais sejam dispersos), mas agora a Ucrânia vai ter reforços: os Leopard que vêm da Alemanha e os Abrams que vêm dos EUA.

E outros países devem enviar mais tanques para a Ucrânia, em breve – o que deverá mexer com as contas russas em relação aos meios disponíveis.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //
26 Janeiro, 2023

Tanque russo destruído na região de Chernihiv OLEG PETRASYUK/EPA



 

published in: 2 dias 

 

 9 total views

Envio de tanques é “envolvimento directo” do Ocidente no conflito, diz Kremlin

 

– “… O Kremlin considerou esta quinta-feira que a decisão dos países ocidentais em fornecer tanques modernos à Ucrânia significa que fazem parte do conflito.

Vamos lá tentar explicar a estas Bestas de Leste analfabetas putinofantoches russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 merdosos que a invasão da Ucrânia pela rússianazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 é um acto de guerra e não uma “operação especial”. A Ucrânia é um país soberano e ao ser invadida por outro país, é considerado um acto de guerra. E a Ucrânia não invadiu território russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺, não atacou localidades russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺, apenas está a defender-se de uma invasão terrorista e genocida que destrói bens ucranianos e assassina civis indefesos de todas as idades, desde crianças a idosos com a ajuda de mercenários terroristas assassinos wagnerianos. E, é de toda a legalidade, ter o Ocidente como ajuda para repelir esta invasão que é considerada abjecta e não obedecendo à Carta das Nações Unidas nem ao Direito Internacional. No mínimo, se existissem 🍅🍅 por parte do Ocidente, a federação russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 deveria ser EXPULSA da ONU a não ser que agora sejam permitidos Estados terroristas, com direito a veto, no seio desta organização. E o que o kremlin diz é para despejar na cagadeira 💩💩💩 que é o lugar de todos eles.

🇺🇦 A UCRÂNIA É DOS UCRANIANOS 🇺🇦

NÃO É DOS RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

A UCRÂNIA FOI INVADIDA POR TROPAS RUSSONAZIS TERRORISTAS

A posição da presidência russa surge um dia depois de a Alemanha e dos EUA aprovarem o envio de tanques Leopard 2 e M1 Abrams a Kiev. Os carros de combate de fabrico alemão vão chegar à Ucrânia “no final de Março, início de Abril”.

– E já não será tarde demais nessa altura?

Tanque Leopard 2, de fabrico alemão
© EPA/SASCHA STEINBACH

O Kremlin considerou esta quinta-feira que a decisão dos países ocidentais em fornecer tanques modernos à Ucrânia significa que fazem parte do conflito. A posição da presidência russa surge um dia depois de a Alemanha e dos EUA aprovarem o envio de tanques Leopard 2 e M1 Abrams para Kiev.

“As capitais europeias e Washington dão constantemente declarações de que o envio de vários tipos de armas, incluindo tanques, de forma alguma significa o seu envolvimento nas hostilidades. Discordamos veementemente. Em Moscovo, isso é percebido como envolvimento directo no conflito. Vemos que está a aumentar”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

A Alemanha anunciou na quarta-feira que deu luz verde ao envio de 14 Leopard 2 e autorizou que outros países possam fornecer este tipo de veículos de combate à Ucrânia. Já os EUA, pela voz do presidente Joe Biden, anunciaram o envio de 31 tanques M1 Abrams para as forças ucranianas.

A decisão de autorizar o envio de tanques a Kiev “segue a nossa linha conhecida de apoiar a Ucrânia da melhor maneira possível”, declarou o chanceler alemão, Olaf Scholz, citado pelo seu porta-voz, Steffen Hebestreit. ​​​​”Actuamos internacionalmente de maneira altamente coordenada”, acrescentou.

Tanques Leopard 2 devem chegar à Ucrânia “no final de Março, início de Abril”, diz Alemanha

O Governo alemão declarou, em comunicado, que, inicialmente, fornecerá à Ucrânia 14 dos seus tanques Leopard 2 A6.

Depois foi a vez do presidente norte-americano, Joe Biden, anunciar o envio de 31 M1 Abrams. “Estes tanques são mais uma prova do nosso compromisso duradouro e incansável com a Ucrânia e nossa confiança nas capacidades das forças ucranianas”, afirmou.

Biden disse, no entanto, que esta decisão não é “uma ameaça ofensiva contra a Rússia”.

No Twitter, Zelensky disse estar “sinceramente grato” ao chanceler alemão, Olaf Scholz, e a todos os amigos da Ucrânia na Alemanha, considerando esta decisão de enviar tanques Leopard 2 para o exército ucraniano como “importante e oportuna”.

Após a declaração de Joe Biden, o presidente ucraniano agradeceu a “decisão poderosa” do homólogo norte-americano. “Um passo importante para a vitória, destacou Zelensky.

Já esta quinta-feira, a Alemanha fez saber que pretende entregar os tanques Leopard 2 à Ucrânia “no final de Março, início de Abril”, disse o ministro alemão da Defesa, Boris Pistorius.

“Está previsto que tenhamos a companhia (de tanques) no final de Março, início de Abril”, na Ucrânia, declarou o governante durante uma visita às tropas das Forças Armadas alemãs na Saxónia-Anhalt (leste).

Já o treino de soldados ucranianos na utilização de blindados leves Marders começará “no final de Janeiro” na Alemanha. O treino referente aos tanques Leopard será “um pouco mais tarde”, acrescentou o ministro alemão.

Notícia actualizada às 11:00

Diário de Notícias
DN/AFP
26 Janeiro 2023 — 10:01



 

published in: 2 dias 

 

 10 total views

Ucrânia: Zelensky diz que envio dos Abrams pelos EUA é “passo importante no caminho da vitória”

 

🇺🇦 UCRÂNIA // TANQUES // 🇺🇸 EUA // 🇩🇪 ALEMANHA // APOIO

Presidente da Ucrânia salienta “o mundo livre está unido como nunca por um objectivo comum – a libertação da Ucrânia”.

© EPA/SERGEY DOLZHENKO

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu esta quarta-feira ao homólogo dos EUA, Joe Biden, pela “decisão poderosa” de enviar 31 tanques Abrams para as Forças Armadas ucranianas, considerando este um “passo importante no caminho da vitória”.

“Obrigado [a Joe Biden] por outra decisão poderosa para fornecer os Abrams à Ucrânia. Grato aos norte-americanos pelo apoio”, sublinhou o chefe de Estado ucraniano na rede social Twitter.

Zelensky sublinhou ainda que este “é um passo importante no caminho da vitória” e que “o mundo livre está unido como nunca por um objectivo comum – a libertação da Ucrânia”.

Joe Biden, anunciou esta quarta-feira o envio de 31 tanques Abrams para a Ucrânia, numa comunicação em que garantiu que os aliados “estão totalmente unidos” para ajudar Kiev.

O envio dos carros blindados será acompanhado de outras medidas, como o treino das tropas ucranianas, com o objectivo de “melhorar a sua capacidade de manobra em campo aberto” e as suas capacidades militares a longo prazo, segundo o chefe de Estado norte-americano.

Durante a comunicação, Biden aproveitou para agradecer ao chanceler alemão, Olaf Scholz, pelo envio de tanques Leopard 2 (de fabrico alemão) para a Ucrânia e garantiu que esta medida “não é uma ameaça ofensiva para a Rússia”.

A decisão dos EUA de enviar tanques Abrams ocorre no mesmo dia em que Berlim confirmou o fornecimento de 14 tanques Leopard 2 a Kiev, autorizando ainda outros países a enviarem estes veículos de combate para a Ucrânia. O ministro da Defesa alemão disse que os tanques podem estar operacionais em território ucraniano em cerca de três meses.

Biden explicou que, no total, os aliados europeus concordaram em enviar tanques suficientes para equipar dois batalhões de carros blindados ucranianos, num total de 62 tanques.

“Com a chegada da primavera, as forças ucranianas estão a trabalhar para defender o território que controlam e a preparar-se para contra-ataques”, disse Biden.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.068 civis mortos e 11.415 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Janeiro 2023 — 19:30



 

published in: 3 dias 

 

 10 total views,  1 views today

204: Alemanha autoriza o envio de tanques Leopard para a Ucrânia

 

– Curioso! Antes, os EUA não forneceriam tanques M1 Abrams à Ucrânia porque estes tinham uma manutenção especial e não eram adequados à guerra na Ucrânia. Agora já fornecem? Depois dos alemães libertarem o envio dos Leopard 2? Será que os alemães deixaram de ter medo que os russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 ficassem zangados com eles?

🇩🇪 ALEMANHA // TANQUES LEOPARD 2 // ENVIO //
🇺🇦 UCRÂNIA // 🇺🇸 EUA // M1 ABRAMS

Governo norte-americano está prestes a aprovar a entrega às forças armadas da Ucrânia de tanques M1 Abrams.

© EPA/JAKUB KACZMARCZYK POLAND OUT

A Alemanha aprovou o envio de tanques Leopard 2 para a Ucrânia e está disposta a autorizar a transferência para aquele país de pelo menos uma companhia do modelo Leopard 2A6, avançou esta terça-feira o semanário alemão Der Spiegel.

“Após meses de debate, o chanceler [Olaf] Scholz decidiu entregar tanques de guerra à Ucrânia. Os aliados também parecem querer alinhar. Os tanques Abrams podem vir dos EUA”, lê-se na edição online do jornal alemão.

A agência EFE, citando o Der Spiegel e o canal de televisão NTV, acrescenta que o exército alemão disponibilizará tanques do modelo Leopard 2A6 e que o Governo de Scholz autoriza os outros países a reexportarem unidades dos Leopard 2 comprados à Alemanha.

A pressão sobre a Alemanha para autorizar a reexportação de tanques Leopard 2 de fabrico alemão aumentou nas últimas semanas e esta terça-feira, confrontada com um pedido formal apresentado pela Polónia, Berlim abriu caminho para isso acontecer.

Numa conferência de imprensa em Berlim com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, também esta terça-feira o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius tinha já encorajado os países que pretendem fornecer tanques Leopard à Ucrânia a iniciar o treino dos militares ucranianos que os venham a operar.

Scholz também autorizou o pedido da Polónia para transferir 14 carros blindados Leopard 2 para a Ucrânia, na tentativa de repelir as forças russas que invadiram o território ucraniano em Fevereiro de 2022.

Esses tanques, por serem de fabrico alemão, só podem ser reexportados com uma autorização da Alemanha.

Paralelamente, o governo norte-americano está prestes a aprovar a entrega às forças armadas da Ucrânia de tanques M1 Abrams, adiantaram esta terça-feira autoridades dos EUA, enquanto os aliados debatem o envio deste tipo de equipamento militar.

A decisão, que a confirmar-se representa uma mudança de planos por parte da administração de Joe Biden sobre estes tanques de guerra de fabrico norte-americano, pode ser anunciada esta quarta-feira, embora possa levar meses ou anos até que os M1 Abrams sejam entregues, noticiou a agência Associated Press (AP).

Altos responsáveis dos EUA adiantaram à AP, sob condição de anonimato, que os detalhes ainda estão a ser trabalhados, mas que o anúncio pode ocorrer em coordenação com a autorização da Alemanha ao pedido da Polónia para transferir para Kiev os tanques Leopard 2 de fabrico alemão.

O porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono) disse hoje que “no momento” os EUA não têm nenhum anúncio para fazer sobre as notícias do envio dos Abrams à Ucrânia.

Em conferência de imprensa, Pat Ryder recordou que o seu país continua em contacto “estreito” com os ucranianos e aliados internacionais sobre os requisitos de segurança mais urgentes para Kiev.

Uma das fontes oficiais referiu à AP que a compra destes tanques será integrada num próximo pacote da Iniciativa de Assistência à Segurança da Ucrânia, que fornece financiamento de longo alcance para armas e equipamentos a serem comprados a fornecedores comerciais.

As armas fornecidas através desta iniciativa podem levar muitos meses ou vários anos para chegarem ao campo de batalha, sendo que grande parte da ajuda foi enviada até agora através de um programa separado que utiliza as reservas do Pentágono para enviar armas mais rapidamente para a Ucrânia.

Também não foram imediatamente divulgados quantos tanques podem ser enviados.

Até agora, os Estados Unidos resistiram a aprovar o fornecimento dos seus próprios tanques M1 Abrams para a Ucrânia, apontando para a necessidade de manutenção extensa e complexa ou desafios logísticos com estes veículos altamente tecnológicos.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de Fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

em actualização

Diário de Notícias
DN
24 Janeiro 2023 — 18:58



 

published in: 4 dias 

 

 9 total views

144: Kissinger defende integração da Ucrânia na NATO

 

– Agora já vai tarde! A adesão a ter acontecido deveria ter sido logo no início da invasão dos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terroristas sociopatas putinofantoches! O Ocidente acagaçou-se com uma rússianazi miserável e terrorista!

🇺🇸 EUA // KISSINGER // 🇺🇦 UCRÂNIA // Flag of NATO.svg NATO

“Agora, a ideia de uma Ucrânia neutra já não tem significado”, defendeu antigo conselheiro de Segurança Nacional dos EUA.

Kissinger, com 99 anos, participou no Fórum Económico Mundial por videoconferência.
© EPA/GIAN EHRENZELLER

Henry Kissinger, antigo conselheiro de Segurança Nacional e antigo chefe da diplomacia dos Estados Unidos, defendeu esta terça-feira que a guerra acabou completamente com a ideia da Ucrânia como país neutro e que agora o melhor seria entrar na NATO.

Figura mítica das relações internacionais, Kissinger, de 99 anos, fez uma análise da situação geopolítica para os participantes no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, embora de forma virtual, devido a dificuldades de deslocação relacionadas com a idade avançada.

O facto de ser por videoconferência não dissuadiu uma grande quantidade de participantes de formar uma longa fila para conseguir um lugar na sala onde foi transmitida a sua intervenção e onde se encontrava o politólogo norte-americano Graham Allison, que fez o papel de moderador.

Kissinger sustentou que antes da invasão russa, a 24 de Fevereiro de 2022, discordava da entrada da Ucrânia na NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental), mas que “agora, a ideia de uma Ucrânia neutra já não tem significado” e que a Aliança Atlântica deveria oferecer ao país algum tipo de garantia de segurança.

“A entrada da Ucrânia na NATO é um resultado apropriado” à situação actual, sublinhou.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro do ano passado pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 328.º dia, 7.031 civis mortos e 11.327 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Janeiro 2023 — 21:01



 

 14 total views

125: Em 1983, uma tragédia mudou o mundo: deu-nos o GPS, grátis e para sempre

 

– “… No dia 1 de Setembro de 1983, um Boeing 747-200B da Korean Airlines, que tinha partido de Nova Iorque com destino a Seul, desviou-se da sua rota, e violou o espaço aéreo da então União Soviética.
O avião foi abatido pela força aérea da União Soviética. Levava a bordo 269 passageiros e tripulantes, incluindo o congressista norte-americano, Lawrence McDonald; ninguém sobreviveu.”

A eterna e maléfica paranóia terrorista psicopata dos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 não é de agora, sempre existiu com a finalidade de tentarem justificar as suas acções assassinas e terroristas contra quem eles consideram “hostis”…

🇺🇸 TECNOLOGIA // GPS

published in: 2 semanas 

Depois de comprarmos um novo telemóvel, é necessário pagar para usar alguns serviços, como as chamadas telefónicas e o acesso à Internet. Mas uma função essencial destes dispositivos está sempre disponível, e gratuitamente: o sinal de GPS.

USAF / Wikipedia

Mesmo quando estamos offline, é possível abrir uma aplicação que use GPS e receber a nossa posição exacta no mapa.

Aplicações como o Google Maps e o Waze precisam de uma ligação à Internet para actualizar rotas e dar informações em tempo real, mas mostram sempre a posição exacta em que se encontra o dispositivo.

O sinal de GPS está assim sempre disponível, e é sempre gratuito. Mas porquê?

A razão é histórica e está ligada a um trágico evento, que em 1983 ceifou a vida a 269 pessoas.

O Sistema de Posicionamento Global, ou GPS, originalmente designado Navstar GPS, é um sistema de navegação por satélite desenvolvido pelo exército dos Estados Unidos — inicialmente, exclusivamente para uso militar.

O sistema permite triangular sinais de um conjunto de satélites em órbita para  receber informações precisas sobre alvos militares, e a tecnologia era restrita aos organismos militares e de defesa do país.

Mas, em 1983, em plena Guerra Fria, tudo mudou.

No dia 1 de Setembro desse ano, um Boeing 747-200B da Korean Airlines, que tinha partido de Nova Iorque com destino a Seul, desviou-se da sua rota, e violou o espaço aéreo da então União Soviética.

O avião foi abatido pela força aérea da União Soviética. Levava a bordo 269 passageiros e tripulantes, incluindo o congressista norte-americano, Lawrence McDonald; ninguém sobreviveu.

A União Soviética alegou que não sabia que o avião era civil, que tinha entrado no espaço aéreo soviético, e que acharam ter sido uma provocação deliberada dos Estados Unidos.

A tragédia poderia ter sido evitada se o sistema de GPS não fosse na altura restrito a uso militar. E, apenas 15 dias depois, o então presidente Ronald Reagan determinou que o sinal de GPS passasse a estar disponível para uso civil.

Inicialmente, o sistema foi disponibilizado com uma ressalva: a precisão da versão pública do serviço seria restrita a 100 metros da posição exacta, o que ainda daria uma vantagem táctica ao exército dos EUA.

Em 2000, o presidente Bill Clinton removeu essa limitação da versão pública do GPS e melhorou a precisão até aos 15 metros.

Após esta medida, a produção de dispositivos com sistemas de localização aumentou exponencialmente, e nos nossos dias o GPS tornou-se omnipresente — para grande satisfação e alívio de quem não se pode gabar de ter um bom sentido de orientação.

Embora esteja disponível para uso em todos os países do mundo, a tecnologia e os satélites que suportam o sistema de GPS pertencem aos Estados Unidos.

Para evitar eventuais falhas nos satélites ou qualquer tipo de bloqueio, diversos países desenvolvem os próprios sistemas independentes de GNSS, ou “Sistema Global de Navegação por Satélite”.

É o caso da Rússia, que criou o seu GLONASS, e da China, que criou o BeiDou como alternativa própria ao GPS norte americano. Em ambos os casos, os sistemas são restritos a uso militar.

Um dos mais promissores sistemas alternativos ao GPS é o Galileo, o sistema de navegação por satélite desenvolvido pela União Europeia.

Concebido desde o início como um projecto civil, o Galileo prometia revolucionar a navegação por satélite com um sistema com maior precisão, maior segurança, e menos sujeito a problemas — sendo além disso compatível com os outro sistemas já existentes, permitindo uma maior cobertura de satélites.

No entanto, o Galileo foi sendo afectado por falhas e problemas de funcionamento, que retardaram a sua implantação como verdadeira alternativa ao GPS norte americano.

Mas enquanto não temos o nosso Galileo 100% operacional, não estamos propriamente mal servidos com o GPS — que funciona bem e é gratuito.

ZAP // CanalTech
15 Janeiro, 2023



 

 14 total views,  1 views today

99: Em 1977, Exxon sabia do aquecimento global… e não avisou ninguém

 

🇺🇸 AQUECIMENTO GLOBAL // EXXON // OCULTAÇÃO

published in: 2 semanas 

Empresa elaborou documentos científicos com “capacidade e precisão impressionantes”. Mas a sua administração decidiu manter segredo.

jeepersmedia / Flickr

Tal como no caso do aeroporto de Lisboa (mantendo as devidas distâncias), em 1977 já se falava sobre o aquecimento global.

Um assunto tão repetido nos dias que correm – tal como o aeroporto lisboeta.

A diferença é que, em 1977, os primeiros documentos sobre o aquecimento global foram mantidos em segredo.

A revelação surge num estudo publicado na revista Science, nesta quinta-feira: a Exxon já previa o aquecimento global há 46 anos.

A empresa petrolífera andou a elaborar estudos sobre o assunto durante 26 anos. Mais concretamente entre 1977 e 2003.

Durante esse período “os cientistas da Exxon modelaram e previram o aquecimento global com uma capacidade e precisão impressionantes“, segundo uma autora do estudo, Naomi Oreskes.

Mas a sua administração decidiu não revelar as suas conclusões a ninguém. A empresa “passou décadas a negar essa descoberta”.

Refira-se que a Exxon passou a ser ExxonMobil em 1999, quando comprou a Mobil.

A CNN detalha que, desde cedo, os investigadores ligados à Exxon avisaram que a temperatura global do planeta iria subir 0,2.ºC em cada 10 anos.

São estimativas antigas que coincidem com as mais recentes: há previsões consensuais que apontam para um aumento de 0,19.ºC em cada década.

O estudo divulgado agora confirma as notícias que circularam há oito anos, que sugeriam exactamente isto: a empresa tinha dados concretos sobre o aquecimento global mas preferiu manter segredo.

Sendo uma empresa petrolífera, a Exxon começou cedo a estudar o impacto causado pelos combustíveis fósseis nas alterações climáticas.

Mas esta é a “primeira avaliação quantitativa e sistemática das projecções climáticas da indústria dos combustíveis fósseis”, disse Naomi Oreskes.

E outras empresas ligadas a combustíveis fósseis terão feito o mesmo: “Temos provas de que todas as empresas de combustíveis fósseis estavam cientes da ameaça dos gases de efeito estufa produzidos pelo uso normal dos seus produtos desde os anos 1970 e até mesmo os anos 1960″.

“Também temos provas de que outros sectores relacionados aos combustíveis fósseis – como os fabricantes de automóveis – já estavam conscientes do problema desde a década de 1960.

E sabemos que outras empresas financiaram investigações académicas sobre o assunto, em universidades importantes como a Columbia, em Nova Iorque, nas décadas de 1970 e 1980″, anunciou a responsável pela análise.

ZAP //
13 Janeiro, 2023



 

 17 total views

62: TikTok. Demasiado grande para banir? Ascensão meteórica embate nos receios de espionagem e segurança

 

🇺🇸 TIKTOK // 🇨🇳 ESPIONAGEM CHINESA // SEGURANÇA

published in: 3 semanas 

Governo dos Estados Unidos baniu rede social detida pela empresa chinesa ByteDance dos dispositivos federais. Há um coro de vozes que pede proibição total no mercado norte-americano.

© LOIC VENANCE / AFP

No tempo que demorou a ler a entrada deste artigo, milhões de utilizadores pegaram no telemóvel, abriram a aplicação TikTok e começaram a ver vídeos. A maioria deles pertence à Geração Z, tem entre 10 e 29 anos e passa mais de uma hora por dia na plataforma.

É um fenómeno de popularidade, mas a rede social detida pela empresa chinesa ByteDance está ameaçada pelos receios de espionagem e segurança que crescem no mercado internacional.

“No final do dia, o TikTok é o fentanil digital da China”, disse o comissário do regulador das comunicações (FCC) nos Estados Unidos, Brendan Carr, em Novembro.

“Muitas pessoas olham para o TikTok e acham que é apenas uma aplicação divertida para partilhar vídeos de dança ou outros vídeos engraçados”, afirmou o responsável. “Mas esse é o lobo disfarçado de carneiro.

Por baixo disso, opera como uma aplicação de vigilância muito sofisticada”, alegou. “Não é pelos vídeos, é por recolher tudo desde o histórico de pesquisa e navegação, potencialmente padrões de uso das teclas, dados biométricos, incluindo cara e voz.”

A comparação com o fentanil, o opiáceo de uso médico mais potente do mercado, voltou a ser feita esta semana por Mike Gallagher, o congressista que vai liderar a comissão da Câmara dos Representantes sobre a China.

“É altamente viciante e destrutiva e estamos a ver dados muito preocupantes sobre o impacto corrosivo da utilização constante de redes sociais”, afirmou o republicano na NBC. A informação partilhada na app, argumentou, “vai efectivamente para o Partido Comunista Chinês.”

Esta é a grande questão que ameaça limitar a ascensão meteórica do TikTok, app que surgiu em meados de 2018 e em pouco tempo tornou-se na mais descarregada em todo o mundo.

Conhecida pelos vídeos curtos – inicialmente virados para o lip synch (sincronização labial) com músicas – tem mil milhões de utilizadores activos e capta uma fatia enorme de atenção: os utilizadores consomem, em média, 95 minutos de TikTok por dia. Está abaixo apenas do YouTube e com fortes indícios de que o poderá ultrapassar em breve.

Mas não se os legisladores norte-americanos o puderem evitar. Depois de anos de controvérsia, Joe Biden assinou no final de Dezembro um pacote legislativo que inclui a proibição do TikTok nos dispositivos móveis dos funcionários federais.

Antes disso, já vários governos estaduais tinham agido contra a app e pelo menos 14 estados emitiram proibições nas últimas semanas, desde o Texas à Virgínia, Luisiana e Kansas.

Em reacção, uma porta-voz do TikTok disse à CNN que lamentava estas políticas “não fundamentadas” e “baseadas em falsidades politicamente motivadas” contra o TikTok.

O que está em causa

As iniciativas ocorrem depois de anos de escrutínio e dúvidas levantadas ainda durante a presidência de Donald Trump, que ordenou sanções às transacções no TikTok e WeChat mas viu as directivas bloqueadas em tribunal.

Os receios focam-se no poder que o Partido Comunista Chinês (PCC) terá sobre a rede social. O argumento é de que Pequim pode obrigar a ByteDance a dar acesso a todo o tipo de dados, a usar o TikTok como um canal de operações de influência obscuras e a censurar conteúdos importantes.

Sabe-se que, pelo menos ao nível da censura, isso já aconteceu: o TikTok baniu contas que publicaram informações sobre os campos de detenção de cidadãos da minoria uigur.

Outros conteúdos sensíveis para o executivo de Xi Jinping podem ser eliminados. Há também preocupação com falhas ao nível da moderação, protecção da privacidade e efeitos nos utilizadores mais jovens.

“Tendo em conta a política do governo chinês de exigir que as empresas que operam no país entreguem dados a seu pedido, e também a capacidade de manipular os utilizadores por parte do mecanismo de recomendação, há grandes preocupações sobre como o TikTok poderia ser utilizado pela China para espiar locais e actividades, bem como apresentar informações de uma forma que poderia manipular as pessoas, como um método de propaganda”, explica ao DN Chester Wisniewski, principal cientista de pesquisa da empresa de cibersegurança Sophos.

Em Novembro, o director do FBI Chris Wray disse à comissão de Segurança Nacional da Câmara dos Representantes que a agência está preocupada com a exposição de dados pessoais a um potencial acesso chinês.

O superintendente de Educação no estado do Luisiana, Cade Brumley, enviou um memorando às escolas urgindo-as a remover a app dos dispositivos escolares. “A falta de medidas de privacidade de dados do TikTok é extremamente preocupante”, escreveu.

Mike Gallagher aludiu ainda à possibilidade de censura de notícias e de mexer no algoritmo conforme o que o governo chinês considera publicável.

“Temos de nos questionar se queremos que o PCC controle aquilo que está à beira de se tornar na empresa de média mais poderosa da América.”

O facto de não haver provas de que o Partido Comunista Chinês tenha acedido ou pedido para aceder a dados de utilizadores não demove os avisos. Porque também não há certeza de que isso não aconteceu e alguns desenvolvimentos nos últimos meses aprofundaram as suspeitas.

Em Dezembro, a ByteDance confirmou que funcionários do TikTok usaram a aplicação para monitorizar a localização de jornalistas da Forbes. Isto aconteceu meses depois de uma investigação da revista ter descoberto que pelo menos 300 funcionários da ByteDance eram ex-empregados de empresas de comunicação estatal da China, sendo que quinze operavam em simultâneo na ByteDance e em órgãos de comunicação do regime comunista e 50 trabalhavam no TikTok.

Em Junho passado, o BuzzFeed reportou que a informação de utilizadores nos EUA estava a ser “repetidamente” acedida na China.

Preocupações de espionagem estiveram na origem da proibição na Índia, que foi o primeiro país a banir a rede social, em 2020, alegando que o TikTok representava uma ameaça para a sua integridade e segurança nacional.

Com 200 milhões de utilizadores, a Índia era o maior mercado internacional da app e a sua proibição estabeleceu um precedente.

Mas Chester Wisniewski refere que uma proibição de descarregar a app nos dispositivos do governo ou da empresa “pode não servir de nada.”

O especialista indica que a maioria dos utilizadores recorre a dispositivos pessoais quando um dispositivo da empresa bloqueia aplicações populares, “portanto proibir a utilização pode não resolver nenhum problema, principalmente de rastreamento e actividade.”

O cientista da Sophos sublinha que “não há provas de roubo de dados”, que seria o que mais se evitaria ao bloquear a app.

Demasiado grande para banir?

O CEO do Tik Tok, Shou Chew, numa cimeira organizada pelo New York Times.
© Michael M. Santiago/Getty Images/AFP

Com 100 milhões de utilizadores nos Estados Unidos e enorme influência na Geração Z, a rede social é a que cresce mais rapidamente e está a desviar investimento em publicidade de outras gigantes.

A sua importância explica as negociações que protagonizou nos últimos anos, à porta fechada, com o Comité de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos, um painel com individualidades de várias agências que tem como missão avaliar negócios estrangeiros que levantem riscos de segurança nacional. Há a noção de que o TikTok é demasiado grande para banir mas não pode continuar a operar como até agora.

A empresa disse que ia migrar os dados dos utilizadores americanos para a nuvem da Oracle e reestruturar a moderação de conteúdos. Tal não parece ser, neste momento, remédio suficiente.

É que a entrada no novo ano traz também uma nova composição do congresso, agora dividido entre republicanos na Câmara dos Representantes e democratas no Senado.

Não está posta de parte a possibilidade de que mesmo este congresso dividido venha a tomar novas medidas, algo que o republicano Mike Gallagher sublinhou dizendo que as preocupações são bipartidárias.

O congressista é um dos autores de uma proposta de lei para banir totalmente o TikTok dos EUA. Há também pressões sobre a Apple e a Google para retirarem a app das suas lojas de aplicações.

No entanto, tais medidas seriam muito controversas num país em que a liberdade de expressão goza de protecções excepcionais. Além disso, o TikTok é muito popular na Geração Z e tem sido palco de lançamento de negócios, produtos e fortunas individuais.

Será mesmo demasiado grande para banir? E haverá provas que justifiquem uma medida tão drástica?

As opiniões dividem-se. A American Civil Liberties Union (ACLU) considera que, para endereçar problemas relacionados com as redes sociais, é preciso que o Congresso aprove reformas e legislação que proteja a privacidade dos dados dos utilizadores.

A organização assumiu-se contra a proibição logo no mandato de Donald Trump, quando o então presidente ordenou sanções às transacções envolvendo o TikTok e o WeChat.

Segundo disse a directora do Projecto de Segurança Nacional da organização, Hina Shamsi, tal proibição “viola os direitos de Primeira Emenda das pessoas nos Estados Unidos ao restringir a sua capacidade de comunicar e conduzir transacções importantes”, considerando tratar-se de um “abuso” que debilita os direitos e privacidade.

Por outro lado, sublinha Chester Wisniewski, “não há nada que impeça o Facebook, o Twitter ou qualquer outra aplicação de redes sociais nos nossos telefones de fazer o mesmo.”

O especialista não usa aplicações de redes sociais que são propriedade dos EUA, apenas a versão web, para limitar a capacidade de rastrearem as suas actividades físicas e online.

Mas muitas empresas não se importariam de ver uma proibição total a acontecer, como diz ao DN Hans Hartman, principal investigador da Suite 48 Analytics, uma firma de pesquisa de mercado para a indústria do vídeo e fotografia.

“As maiores redes sociais sediadas nos EUA, como Meta, Snap, Google, expressaram preocupações porque o TikTok está a comer as suas fatias de receitas publicitárias”, indicou.

“Não é, por isso, surpreendente que estejam a copiar agressivamente algumas das suas funcionalidades, em particular o YouTube com Shorts e Facebook/Instagram com Reels”, continuou. “Uma proibição do TikTok nos EUA seria certamente bem recebida por estas redes.”

Seria diferente para outro tipo de empresas que têm usado a rede social para chegarem a alvos demográficos que já abandonaram redes mais maduras como o Facebook.

“Pelo contrário, os grandes anunciantes não gostariam de ter menos soluções competitivas para promoverem as suas marcas junto de uma faixa etária mais jovem”, frisou Hartman.

Para quem está envolvido na indústria, a questão de segurança nacional cai fora das suas competências, até porque não há certezas sobre quão realistas são os perigos alegados por legisladores e reguladores.

O que lhes interessa é o impacto no seu negócio e no mercado, e aí os interesses divergem. Se grandes anunciantes perderiam uma boa plataforma para anunciar, criadores de outras apps poderiam gostar da medida.

“Para o ecossistema alargado de programadores de apps de fotografia e vídeo, um desaparecimento do TikTok seria geralmente bem-vindo”, afirmou Hans Hartman.

“O TikTok não tem estado focado em construir um ecossistema de programadores para se ligarem à sua app, ao contrário do que a Snap fez, por isso para eles não haveria muito a perder se fosse banido nos EUA.”

Hartman, que é também chairman da Visual 1st, disse que a vantagem de uma proibição seria poder atrair “uma porção dos seus utilizadores que estariam à procura de soluções alternativas para ver ou partilhar vídeos curtos.”

E aí, há medidas comuns que devem ser adoptadas por todos os que se preocupam com a privacidade. “Os utilizadores devem assumir que todos os dados que partilham com qualquer rede social são públicos”, avisa Wisniewski, o cientista da Sophos.

“O rastreamento e a venda de informações, mesmo nos EUA, são sempre uma possibilidade para qualquer pessoa que tenha dinheiro para os pagar, pelo que assumir que algo é privado quando partilhado nas redes sociais é insensato.”

A questão específica com o TikTok, sublinha, é que é “claramente mais preocupante para os jornalistas que cobrem a actualidade do país e temas que a China considera controversos, e também para dissidentes, expatriados e pessoas com acesso a propriedade intelectual que acreditem ser do interesse do governo chinês.”

P&R

Chester Wisniewski, principal cientista de pesquisa da empresa de cibersegurança Sophos

Há uma preocupação de cibersegurança relacionada especificamente com o TikTok, ou apenas os riscos habituais de qualquer plataforma de redes sociais com posts virais?
Suspeito que, neste caso, as duas coisas sejam verdade. Tendo em conta a política do governo chinês de exigir que as empresas que operam no país entreguem dados a seu pedido, e também a capacidade de manipular os utilizadores por parte do mecanismo de recomendação, há grandes preocupações sobre como o TikTok poderia ser utilizado pela China para espiar locais e actividades, bem como apresentar informações de uma forma que poderia manipular as pessoas, como um método de propaganda.

Não há nada que impeça o Facebook, o Twitter ou qualquer outra aplicação de redes sociais nos nossos telefones de fazer o mesmo, mas parece haver um escrutínio adicional do TikTok, especialmente após terem surgido notícias de que este estaria a ser utilizado para espiar jornalistas.

Pessoalmente, partilho destas preocupações também quanto à utilização desta mesma forma das aplicações de redes sociais que são propriedade dos EUA, e, como resultado, não as utilizo ou não as instalo (utilizo-as apenas na versão web), para limitar a sua capacidade de rastrear as minhas actividades físicas e online.

O governo dos EUA demonstrou a preocupação de que a aplicação possa ser uma backdoor que torna os dados dos utilizadores acessíveis na China. Quão preocupados devem estar os utilizadores?
Os utilizadores devem assumir que todos os dados que partilham com qualquer rede social são públicos.

O rastreamento e a venda de informações, mesmo no EUA, são sempre uma possibilidade para qualquer pessoa que tenha dinheiro para os pagar, pelo que assumir que algo é privado quando partilhado nas redes sociais é insensato.

Especificamente no que diz respeito ao TikTok e à China, é claramente mais preocupante para os jornalistas que cobrem a actualidade do país e temas que a China considera controversos, e também para dissidentes, expatriados e pessoas com acesso a propriedade intelectual que acreditem ser do interesse do governo chinês.

As empresas devem proibir o uso da aplicação nos seus dispositivos?
Pode não servir de nada. A maioria dos utilizadores recorre a dispositivos pessoais quando um dispositivo da empresa bloqueia aplicações populares, portanto proibir a utilização pode não resolver nenhum problema, principalmente de rastreamento e actividade.

Que eu saiba, não há provas de roubo de dados, que seria o que mais se evitaria ao bloquear a utilização da aplicação.

Quais são algumas dicas para os utilizadores garantirem que estão a utilizar a aplicação com segurança?
Com aplicações como o TikTok, a utilização é uma espécie de “tudo ou nada”.

Obviamente, não divulgar detalhes pessoais e a localização em vídeos é uma boa prática, mas se se está preocupado com o rastreamento da aplicação e dos nossos comportamentos online, a única resposta possível é removê-la e não voltar a utilizá-la.

dnot@dn.pt

Diário de Notícias
Ana Rita Guerra, Los Angeles
08 Janeiro 2023 — 00:15



 

 23 total views,  2 views today