268: “PSD queixa-se dos casos no Governo e depois gasta 5 milhões num altar”

 

🇵🇹 POLÍTICA // LISBOA // JMJ 2023 // GASTOS // CASOS E CASINHOS

Estado conseguiu reduzir para metade as estimativas da Câmara de Lisboa: “O problema da megalomania vem mesmo da Câmara Municipal”.

António Pedro Santos/LUSA
António Costa e Carlos Moedas

O altar-palco para a Jornada Mundial da Juventude, Lisboa 2023, foi mesmo o assunto da semana.

Os 5 milhões de euros previstos para a estrutura têm sido motivo de críticas, no meio de uma jornada de contradições.

O altar da discórdia tem um custo elevado, de acordo com Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, porque foi preciso aceder aos pedidos da Igreja Católica – embora o Vaticano já tenha negado essa versão.

“Mas a Igreja parece ter um pouco mais de juízo nas despesas”, defendeu o comentador Daniel Oliveira.

Na SIC Notícias, o comentador descreveu: “Moedas alega que foi o primeiro a querer limitar os custos. O palco é, e sempre foi, da responsabilidade exclusiva da Câmara Municipal de Lisboa”.

“Já havia um projecto e Moedas é que quis uma coisa mais megalómana, para todos os bispos ficarem à sombra”, com fundações que considera desnecessárias.

Daniel reforça que o problema é mesmo da Câmara Municipal de Lisboa: “O Estado conseguiu reduzir para metade as estimativas da Câmara. O problema da megalomania vem mesmo da Câmara Municipal”.

Depois o comentador recordou outro caso: o PSD pede demissão de João Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros, devido a uma derrapagem nas obras do Hospital Militar de Belém – custaram 3.2 milhões de euros em vez dos 750 mil euros previstos.

Uma diferença de quase 2.5 milhões de euros, no caso do hospital: “O valor dessa derrapagem só dava para construir meio altar”.

“Se o PSD quer fazer toda a sua oposição com base em casos e casinhos, talvez não seja boa ideia gastar 5 milhões num altar para uma missa”, apontou o comentador.

Pedro Mexia, noutro programa do mesmo canal, indicou: “Estas coisas parece que têm uma espécie de via verde quando estão relacionadas com a Igreja”.

O comentador percebe que o evento é enorme mas há que pensar no futuro: “É muita gente, tem que haver condições para receber muita gente, mas tem que se pensar o que faz com aquilo depois”.

Nuno Teixeira da Silva, ZAP //
28 Janeiro, 2023



 

published in: 7 dias 

 

 11 total views

223: Quanto custam aos contribuintes as Jornadas com o Papa? Ninguém sabe (nem quanto paga a Igreja)

 

– As entidades organizadoras deste evento católico, gastam milhões; os pobres contam os cêntimos para sobreviverem… Que raio de doutrina e de religião é esta?

🇵🇹 JMJ 2023 // CML // CUSTOS ASTRONÓMICOS

Está lançada a polémica com o custo do altar-palco que vai acolher o Papa Francisco durante as Jornadas Mundiais da Juventude em Lisboa. Mas, na verdade, não se conhece a totalidade dos custos do evento, nem quanto será pago pelos contribuintes e pela Igreja Católica.

As Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) são o maior encontro de jovens católicos de todo o mundo, contando com a participação do Papa. Neste ano, vão ser em Lisboa, mas a preparação do evento está a gerar polémica devido aos elevados custos envolvidos.

Nesta semana, “rebentou” a polémica com o custo do altar-palco que vai acolher o Papa, uma obra que foi adjudicada por 4,24 milhões de euros (mais IVA), segundo dados do Portal Base da contratação pública. Mas a este valor somam-se ainda 1,06 milhões de euros para as fundações indirectas da cobertura.

Estas duas obras foram entregues, em ajustes directos, às empresas Mota-Engil e Oliveiras, respectivamente.

Vai ser a Câmara Municipal de Lisboa (CML) a pagar este altar-palco de 9 metros de altura, com três plataformas e onde cabem 2 mil pessoas. Terá também dois elevadores para pessoas com mobilidade reduzida e uma escadaria.

Carlos Moedas, presidente da CML, já veio culpar a Igreja pelo elevado custo da obra, notando que é preciso responder às exigências da Fundação que organiza as JMJ e que foi criada pelo Patriarcado de Lisboa para o efeito.

Este altar-palco vai custar 18 vezes mais do que aquele que foi erguido em 2010, para a visita do então Papa Bento XVI a Lisboa, e que custou 300 mil euros.

CM Lisboa
Projecto do altar-palco das Jornadas Mundiais da Juventude em Lisboa.

Governo pode gastar mais de 36 milhões de euros

Mas os gastos das JMJ não se ficam por aqui. A SIC Notícias avança que a organização do evento tem um custo previsto superior a 36 milhões de euros.

Contudo, em Outubro de 2022, o Correio da Manhã (CM) avançou que esse valor respeitaria apenas aos gastos assumidos pelo Governo, sem contar com as questões da segurança, mobilidade e saúde.

O jornal sublinhava ainda que a CML previa gastar entre 30 e 35 milhões de euros com o evento.

Já a Câmara de Loures seria responsável por arcar com 16 milhões de euros dos custos, ainda de acordo com o CM.

Entre as obras que estão a ser feitas para acolher o evento, uma das mais importantes é a criação do Parque Urbano Tejo-Trancão no antigo aterro junto ao rio Trancão, entre Lisboa e Loures. Será neste local que vai decorrer a Missa Final de encerramento das JMJ e onde vai também nascer o altar da discórdia.

Só estas obras exigem um investimento total de 21,5 milhões de euros, incluindo a recuperação do Aterro Sanitário de Beirolas, a criação de redes de saneamento, de água e de energia, e ainda a construção de uma ponte pedonal sobre o Rio Trancão.

Não se sabe quanto vai gastar a Igreja Católica

“O Governo deixou ao encargo das Câmaras as obras dos principais recintos, mas as autarquias asseguram que a Igreja também está envolvida no custo da organização”, avança a SIC Notícias.

Só que ninguém sabe quanto é que a Igreja Católica, que organiza o evento, vai gastar ao certo, nem que fatia dos custos das obras vai suportar.

O que se sabe é que a inscrição para toda a semana das JMJ custa 235 euros.

São esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas no evento, esperando-se que gastem algo como 400 milhões de euros.

Susana Valente, ZAP //
25 Janeiro, 2023



 

published in: 1 semana 

 

 19 total views

Marcelo justifica ida ao funeral de Bento XVI. “Sou chefe de Estado. Se fosse cidadão não ia”

– Nada de cãofusões MRS! Tanto quanto sei, o texto é mais que claro! “… Apenas as delegações do Governo e da Presidência de Itália e da Alemanha, país de onde Bento XVI era natural, participarão oficialmente da cerimónia.” E tanto quanto sei, qual foi a parte que não percebeu MRS?

🇮🇹 🇻🇦 VATICANO // FUNERAL // BENTO XVI

Publicado há 1 mês 

As cerimónias fúnebres do Papa emérito Bento XVI estão marcadas para esta quinta-feira, no Vaticano.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, confirmou esta terça-feira que vai estar nas cerimónias fúnebres do Papa emérito Bento XVI “em representação do Estado português” e não a título pessoal.

“Tanto quanto sei a Santa Sé trata em pé pela igualdade todos os chefes de Estado. Sou chefe de Estado, sou tratado como chefe de Estado. Não é o cidadão que lá vai. Se fosse o cidadão, não iria lá, obviamente”, justificou à chegada a Portugal, oriundo de Brasília, onde assistiu à tomada de posse do novo presente do Brasil, Lula da Silva.

Marcelo Rebelo de Sousa também considerou importante representar Portugal nas cerimónias fúnebres de Bento XVI, uma vez que Lisboa recebe, já em Agosto, a Jornada Mundial da Juventude.

“Terá de se representar o Estado português por uma razão muito simples: Portugal vai organizar cá a Jornada Mundial da Juventude. Esse é um facto muito relevante nas relações com a Igreja Católica e a Santa Sé, e tem uma projecção universal. Só por si, esse facto justifica que eu lá vá”, considerou.

As cerimónias fúnebres de Bento XVI estão marcadas para esta quinta-feira, na Praça de São Pedro, no Vaticano, às 9:30 locais (08:30 em Lisboa). Cabe ao Papa Francisco presidir às cerimónias.

Apenas as delegações do Governo e da Presidência de Itália e da Alemanha, país de onde Bento XVI era natural, participarão oficialmente da cerimónia.

O Papa emérito Bento XVI, que morreu a 31 de Dezembro, aos 95 anos, será sepultado no túmulo ocupado por João Paulo II na cripta destinada aos pontífices sob a basílica de São Pedro, segundo informou o porta-voz do Vaticano.

Matteo Bruni explicou que Bento XVI deixou escrito – como relatou o seu biógrafo, Peter Seewald – o desejo de ser sepultado naquele local dos subterrâneos do Vaticano ocupado pelos restos mortais do seu antecessor, João Paulo II, até maio de 2011, quando a sua urna foi de novo exposta na basílica de São Pedro, depois de ser beatificado pelo pontífice alemão.

Aquele que será o túmulo do Papa emérito pertenceu também ao Papa João XXIII e situa-se a poucos metros do de São Pedro e em frente às sepulturas de duas rainhas, Cristina da Suécia e Carlota de Chipre.

Bento XVI terá, tal como João Paulo II, uma simples lápide de mármore branco com a inscrição dos anos do seu pontificado (2005-2013) em latim.

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
03 Janeiro 2023 — 11:32



 

 20 total views