1056: Passes e bilhetes da Carris Metropolitana sem aumentos em 2023 na região de Lisboa

– Seria excelente que o sr. Carlos Moedas não se “esquecesse” e agisse rapidamente no sentido de conceder GRATUITIDADE de passes aos DESEMPREGADOS DE LONGA DURAÇÃO que, já sem subsídios de qualquer espécie por parte da “Segurança” Social, têm de (sobre)viver à custa de familiares (enquanto estes puderem e/ou forem vivos!). Esta gratuitidade apenas foi concedida a >65 anos e a estudantes. Os DESEMPREGADOS não são seres humanos?

CARRIS  // TRANSPORTES PÚBLICOS // PASSES E BILHETES

Preços não mudam “mesmo tendo em conta que a Taxa de Actualização Tarifária permitida pela Autoridade de Mobilidade e Transportes para os títulos de transporte ocasionais (bilhetes) em 2023 é de 6,11%, e que essa mesma taxa irá ser aplicada, com grande probabilidade, na generalidade do país”, declarou a Área Metropolitana de Lisboa (AML)

© (Câmara Municipal da Moita)

Os passes do tarifário “Navegante” e os bilhetes ocasionais da Carris Metropolitana vão manter em 2023 os preços que são praticados este ano, anunciou esta sexta-feira a Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Numa nota, a AML, que é autoridade de transporte, revela que tomou a decisão de manter os valores de 2022 dos títulos ocasionais da Carris Metropolitana para, entre outros objectivos, promover a utilização dos transportes públicos colectivos em toda a região.

Esta decisão acontece “mesmo tendo em conta que a Taxa de Actualização Tarifária permitida pela Autoridade de Mobilidade e Transportes para os títulos de transporte ocasionais (bilhetes) em 2023 é de 6,11%, e que essa mesma taxa irá ser aplicada, com grande probabilidade, na generalidade do país”, salientou a AML.

A Carris Metropolitana gere as redes municipais de 15 dos 18 municípios (uma vez que dentro dos concelhos do Barreiro, Cascais e Lisboa mantém-se tudo como está) e a totalidade da operação intermunicipal dos 18 concelhos metropolitanos.

A marca única Carris Metropolitana passa, em 01 de Janeiro de 2023, a assegurar o transporte de passageiros dentro de cada um dos concelhos de Amadora, Oeiras, Sintra, Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira, todos na margem norte do Tejo, onde deixam de operar as actuais empresas de transporte.

Desde 01 de Junho já é responsável pelo transporte de passageiros dentro dos municípios de Almada, Seixal, Sesimbra, Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, na margem sul.

Na rede municipal do Barreiro, o transporte continua a ser feito pelo operador interno Transportes Colectivos do Barreiro (TCB), em Cascais pela Mobi Cascais e em Lisboa pela Carris.

Para quem se desloca de um concelho para outro (incluindo Barreiro, Cascais e Lisboa), o transporte público rodoviário intermunicipal será sempre feito pela Carris Metropolitana.

A operação na margem norte deveria ter sido iniciada em Setembro, mas os problemas verificados na margem sul fez com que fosse adiada para 01 de Janeiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Dezembro 2022 — 18:38



 

917: Quase 200 centros de saúde já têm horário alargado

SAÚDE PÚBLICA/CENTROS DE SAÚDE/HORÁRIO ALARGADO

Este aumento da capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários pretende responder à maior procura da população nos meses de outono e inverno, e diminuir a afluência aos serviços de urgência em situações não emergentes.

© Global Imagens

Quase duas centenas de centros de saúde estão já a funcionar em todo o país com horário alargado, disponível para consulta no portal do SNS, uma medida que visa diminuir a pressão sobre as urgências hospitalares.

De acordo com um comunicado do Ministério da Saúde, divulgado hoje, “de norte a sul do país, são 176 os centros de saúde a funcionar com horários de atendimento alargado (dias úteis) ou complementar (fim de semana e feriados), disponibilizando uma resposta de proximidade à comunidade em situações de saúde não emergente”.

Este aumento da capacidade de resposta dos cuidados de saúde primários pretende responder à maior procura da população nos meses de outono e inverno, e diminuir a afluência aos serviços de urgência em situações não emergentes.

Na última semana, registou-se uma procura mais elevada das urgências hospitalares, sobretudo nas do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde os doentes urgentes (pulseira amarela) tiveram de esperar, na terça-feira de manhã, uma média de 14 horas para serem atendidos, quando o tempo recomendado é de 60 minutos.

Na quarta-feira, o ministro Manuel Pizarro apresentou o Plano Estratégico do Ministério da Saúde: Resposta Sazonal em Saúde – Inverno 2022-2023, dando conta que os centros de saúde iriam ter horário alargado ou com atendimentos suplementares e que o portal do SNS (Serviço Nacional de Saúde) disponibilizaria essa informação actualizada diariamente.

A ideia é que as pessoas tenham um acesso fácil à informação de que serviços de saúde estão abertos e possam acorrer a esses locais, evitando a sobrelotação das urgências hospitalares.

Na altura da apresentação do plano, o governante indicou que estavam abertos 36 centros de saúde com horário alargado na região de Lisboa e Vale do Tejo, e mais “quatro ou cinco” na região Norte.

Hoje são já 176 as unidades de cuidados de saúde primários com horário alargado, cuja informação está em constante actualização na área dedicada ao plano de inverno no portal do SNS.

A nota do Ministério da Saúde destaca ainda a importância de os utentes ligarem primeiro o serviço SNS 24 (808 24 24 24), para uma triagem e encaminhamento adequado de cada situação, para uma resposta mais célere e também para o melhor planeamento da actividade do SNS.

Segundo a tutela, está também em curso a operacionalização da “Via Verde ACeS” nos Serviços de Urgência (SU), existindo já protocolo celebrado com 24 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS), de um total de 55, em articulação com unidades hospitalares.

Esta resposta permite que os utentes não urgentes — ou seja, pulseira branca, azul ou verde — sejam encaminhados dos hospitais para os centros de saúde, com data e hora previamente definidas, sendo atendidos, no máximo, em 24 horas.

A caminho do inverno, o Ministério da Saúde pede a todos os cidadãos elegíveis, que se vacinem contra a gripe sazonal e COVID-19. A modalidade casa aberta, que dispensa marcação, está desde esta semana disponível para maiores de 65 anos.

Diário de Notícias
Lusa/DN
26 Novembro 2022 — 11:11



 

431: 26,8% das pessoas com 65 ou mais anos já se vacinaram

SAÚDE PÚBLICA/VACINAÇÃO/GRIPE/ >65 ANOS

A vacinação contra a gripe, que teve início em Setembro é recomendável, segundo a DGS, para quem tem idade igual ou acima dos 65 anos, crianças com seis ou mais meses que apresentem patologias crónicas associadas, doentes crónicos, imunodeprimidos e grávidas.

26,8% das pessoas com 65 ou mais anos já se vacinaram

© Global Imagens

Mais de um em cada quatro portugueses com 65 ou mais anos de idade já terão sido vacinados contra a gripe desde o início da vacinação deste grupo prioritário, indicam os dados da primeira vaga do vacinómetro.

Segundo os primeiros resultados do vacinómetro para a época gripal 2022/2023, a que a agência Lusa teve acesso, terá sido vacinada 26,8% desta população.

O vacinómetro, promovido pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) e pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), com o apoio da empresa biofarmacêutica Sanofi Pasteur, acompanha a vacinação contra a gripe ao longo da época gripal em tempo real, através de questionários.

Os dados revelam que, desde o início da época gripal 2022/2023, da população incluída nas recomendações da Direcção-Geral da Saúde (DGS), já terão sido vacinadas 22,3% das pessoas com doença crónica — 22,3% das pessoas com diabetes e 22,5% da população com doença cardiovascular — e 21% dos profissionais de saúde em contacto directo com doentes.

Quanto ao grupo etário entre os 60 e os 64 anos, os dados apontam para uma vacinação de 11,3%, sendo que 41,3% se vacinou por iniciativa própria.

A vacinação contra a gripe, que teve início em Setembro é recomendável, segundo a DGS, para quem tem idade igual ou acima dos 65 anos, crianças com seis ou mais meses que apresentem patologias crónicas associadas, doentes crónicos, imunodeprimidos e grávidas.

No grupo etário dos 80 anos de idade ou mais, 56,0% afirmou já ter sido vacinada.

Na protecção das grávidas com a vacina da gripe, o vacinómetro indica uma cobertura de 42,0%, sendo que 39,7% das mulheres grávidas inquiridas não vacinadas disseram que ainda tencionam fazê-lo.

Em relação à população entre os 18-59 anos de idade, o relatório mostra uma taxa de vacinação de 2,2%.

Da população vacinada com 65 ou mais anos de idade (recomendação da DGS), 35,8% é do Algarve, 31,4% da área metropolitana de Lisboa, 20,3% da região Centro e 28,0% da região Norte.

Os dados do vacinómetro indicam igualmente que 9,1% dos vacinados no grupo dos 65 ou mais anos de idade fizeram-no pela primeira vez este ano.

Dos doentes crónicos vacinados, 10,4 % fizeram-no pela primeira vez este ano e 69,1% das pessoas não vacinadas pertencentes a este grupo pretendem ainda vacinar-se nesta época gripal.

Quanto aos profissionais de saúde, 14,9% foram vacinados pela primeira vez este ano e 49,8% das pessoas inquiridas neste grupo e que ainda não estão vacinadas pretendem fazê-lo.

Na amostra estudada, do total de vacinados, 42,2% fê-lo por recomendação médica, 19,5% por iniciativa própria, porque procuram estar sempre protegidos, 18,6 % porque foram notificados para agendamento pelo SNS e 15% no contexto de uma iniciativa laboral.

A vacinação para os grupos recomendados e com gratuitidade decorre em cinco fases, através de convocatória por SMS para a administração em simultâneo das vacinas contra a gripe e contra a covid-19 ou apenas para a vacina contra a gripe (se não forem elegíveis para covid-19).

A 1.ª fase, iniciada a 07 de Setembro, abrangia as pessoas com 80 ou mais anos de idade ou com comorbilidades, a 2.ª fase, que arrancou no dia 15 de Setembro, incluía os residentes em lares, a 3.ª (desde 21 Setembro) incluía os profissionais de saúde, a 4.ª (07 Outubro) pessoas com 70 ou mais anos de idade e a 5.ª fase, irá arrancar a 12 de Novembro, vai incluir as pessoas com 60 ou mais anos de idade.

Diário de Notícias
Lusa/DN
14 Outubro 2022 — 08:33