342: Tempestade Ian obriga NASA a adiar outra vez missão de regresso à Lua

CIÊNCIA/NASA/LUA

A NASA cancelou o lançamento, programado para terça-feira, da sua missão histórica sem tripulação à Lua, devido a uma tempestade tropical que deve fortalecer-se à medida que se aproxima da Florida.

© CHANDAN KHANNA / AFP

“A NASA está a abrir mão de uma oportunidade de lançamento… e preparando-se para a reversão (da plataforma de lançamento), enquanto continua a observar a previsão do tempo associada à tempestade tropical Ian”, disse a NASA neste sábado.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA reportou que a Ian deve “intensificar-se rapidamente” neste fim de semana, enquanto se move em direcção à Florida, lar do Centro Espacial Kennedy, de onde o foguetão deve ser lançado.

A decisão de fazer regressar o foguetão gigante do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) ao Edifício de Montagem de Veículos deve ser tomada pela equipe Artemis 1 no domingo.

Na plataforma de lançamento, o foguetão SLS laranja e branco pode suportar rajadas de vento de até 137 quilómetros (85 milhas) por hora. Mas se tiver que ser protegido da tempestade, a actual janela de lançamento, que vai até 4 de Outubro, será perdida.

A próxima janela de lançamento será de 17 a 31 de Outubro, com uma possibilidade de descolagem por dia, excepto de 24 a 26 e 28 de Outubro.

A missão espacial Artemis 1 espera testar o SLS, bem como a cápsula não tripulada Orion que fica no topo, em preparação para futuras viagens à Lua com humanos a bordo.

Este novo revés para a NASA surge depois de duas tentativas anteriores de lançamento terem sido descartadas devido ao foguetão ter sofrido falhas técnicas, incluindo uma fuga de combustível.

Diário de Notícias
DN/AFP
24 Setembro 2022 — 16:57



 

199: NASA volta a adiar lançamento de foguetão à Lua devido a fuga de combustível

ESPAÇO/NASA/ARTEMIS/ADIAMENTO

Não foi anunciada nenhuma nova data para outra tentativa

© EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH

A NASA cancelou este sábado o lançamento do foguetão que deveria orbitar a Lua, alegando que uma fuga de combustível atrasou a missão pela segunda vez.

A fuga ocorreu quando o hidrogénio líquido estava a ser bombeado para o foguetão. Nenhuma nova data para outra tentativa foi anunciada pela NASA.

O lançamento do foguetão lunar laranja e branco, que será o primeiro da plataforma de lançamento 39B no Centro Espacial Kennedy, na Florida, estava previsto para uma “janela de oportunidade” de duas horas que se abria a partir das 19:17 em Lisboa.

Pouco antes das 11 da manhã de Lisboa, o director de lançamento, Charlie Blackwell-Thompson, deu luz verde para começar a encher os depósitos do foguetão com combustível, mas cerca de uma hora depois foi detectado uma fuga na base.

O fluxo foi interrompido enquanto as equipas procuravam uma solução, mas a NASA acabou por voltar a cancelar a tentativa de lançamento do foguetão.

Na última segunda-feira o voo de teste do SLS, que tem acoplada no topo a nave Orion, que irá orbitar a Lua com três manequins a bordo, tinha já sido adiado devido a uma fuga de combustível, a uma falha numa válvula e ao insuficiente arrefecimento de um dos quatro motores principais.

A concretizar-se, o lançamento do SLS, sucessivamente adiado ao longo dos anos, marca o início do programa lunar Artemis, com que os Estados Unidos pretendem regressar à superfície da Lua em 2025, um ano depois do previsto, colocando no solo a primeira astronauta mulher e o primeiro astronauta negro. A última alunagem foi há cerca de 50 anos, em Dezembro de 1972.

Em 2024, a NASA quer levar astronautas novamente para a órbita lunar.

O SLS, de 98 metros de altura, é o foguetão mais potente da NASA desde o Saturno V, que levou astronautas à Lua, entre 1969 e 1972, no âmbito do programa Apollo. Apenas astronautas norte-americanos, 12 ao todo, estiveram na Lua.

Tal como o Saturno V, o SLS não é reutilizável, pelo que terão de ser construídas novas unidades para novas missões.

O novo foguetão, que tem o dobro da altura do Elevador de Santa Justa, em Lisboa, transportará, na primeira missão, dez micro-satélites científicos (do tamanho de uma caixa de sapatos) que, depois de largados no espaço, permitirão estudar os efeitos da radiação, um asteróide ou a superfície gelada da Lua.

Parcialmente reutilizável, a nave Orion permanecerá no espaço mais tempo que qualquer outra nave para astronautas, sem acoplar a uma estação espacial, e regressará à Terra mais rápido e mais quente. O seu escudo térmico é o maior alguma vez construído.

A Orion tem um módulo europeu (da Agência Espacial Europeia, ESA) que a levará ao seu destino e de regresso a “casa”, permitindo aos astronautas de missões futuras terem luz, água, oxigénio, nitrogénio e controlo de temperatura.

Os manequins que seguem a bordo na primeira missão têm sensores para testar os efeitos da radiação, aceleração e vibração.

A nave irá voar em redor da Lua, depois de se separar do foguetão SLS, numa órbita distante durante algumas semanas antes de regressar à Terra e amarar no oceano Pacífico.

A primeira missão do programa Artemis tem a duração de mês e meio e serve para testar o desempenho e a segurança do voo do SLS e da Orion.

Com o novo programa lunar, a NASA espera “estabelecer missões sustentáveis” na Lua a partir de 2028 com o intuito de enviar posteriormente astronautas para Marte. A partida para estas missões lunares ou para Marte será feita de uma estação espacial a instalar na órbita da Lua, a Gateway.

Na mitologia grega, Artemis (Ártemis em português) era irmã gémea de Apollo (Apolo) e deusa da caça e da Lua.

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Diário de Notícias
Lusa/DN
03 Setembro 2022 — 16:40