174: Há um robô a produzir oxigénio respirável em Marte

CIÊNCIA/MARTE/TECNOLOGIA

Marte, para onde os Estados Unidos ambicionam levar astronautas na década de 2030, tem uma atmosfera fina rica em dióxido de carbono, o que o torna num planeta irrespirável.

Há um robô a produzir oxigénio respirável em Marte © NASA

O robô norte-americano Perseverance, que está em Marte há ano e meio, conseguiu produzir oxigénio respirável a partir de dióxido de carbono, numa experiência que perspectiva a possível sobrevivência humana no planeta inóspito, foi divulgado.

Os resultados da experiência, que produziu por sete vezes oxigénio numa quantidade por hora equivalente à gerada por uma árvore pequena na Terra, são descritos num artigo publicado na revista científica Science Advances.

Marte, para onde os Estados Unidos ambicionam levar astronautas na década de 2030, tem uma atmosfera fina rica em dióxido de carbono, o que o torna num planeta irrespirável.

O robô

Um dos instrumentos a bordo do veículo robótico Perseverance (Perseverança), que a agência espacial norte-americana (NASA) fez pousar em Marte em 18 de Fevereiro de 2021, conseguiu produzir oxigénio respirável durante o dia e a noite e durante as várias estações marcianas.

O instrumento, do tamanho de uma lancheira e que tem a designação de Moxie (cujas iniciais da palavra remetem para a experiência), permitiu demonstrar pela primeira vez que é possível usar recursos de um planeta (no caso dióxido de carbono) para produzir ‘in situ’ recursos (oxigénio) que, de outro modo, têm de ser transportados da Terra.

Segundo os cientistas, uma versão melhorada e maior do Moxie poderia ser enviada para Marte, antes de uma missão humana, para produzir continuamente oxigénio equivalente à gerada por várias centenas de árvores.

Com essa capacidade, o instrumento poderia gerar oxigénio suficiente para sustentar uma instalação habitada em Marte e para produzir combustível para o regresso de astronautas à Terra, de acordo com um comunicado do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, que participa na experiência.

O processo

A versão actual do Moxie foi construída para caber no interior do robô Perseverance e para funcionar por curtos períodos de tempo, ligando e desligando em cada experiência.

O instrumento foi ligado remotamente sete vezes ao longo do ano marciano (um ano em Marte tem 687 dias, o correspondente a quase dois anos na Terra).

De cada vez que era ligado, o aparelho levava algumas horas a aquecer e depois uma hora para produzir oxigénio antes de ser desligado.Na experiência, o ar marciano foi filtrado, pressurizado e conduzido para um outro instrumento que divide electro-quimicamente o ar rico em dióxido de carbono em iões de oxigénio e monóxido de carbono.

Os iões de oxigénio foram depois isolados e recombinados para formar oxigénio molecular respirável, que o Moxie mede em quantidade e pureza antes de libertá-lo, sem efeitos nocivos, para o ar, juntamente com monóxido de carbono e outros gases.

Os cientistas pretendem testar as potencialidades do instrumento ao amanhecer e ao anoitecer, quando a temperatura em Marte muda substancialmente, e na primavera, quando a densidade atmosférica e os níveis de dióxido de carbono são elevados.

MSN Notícias
Lusa
31.08.2022

173: Estudo: Núcleo da Terra pode conter uma enorme “fábrica de diamantes”

CIÊNCIA/GEOLOGIA/TERRA

Com o apurar de tecnologias e metodologias de investigação, os cientistas começam a deslindar certos enigmas relacionados com o núcleo do nosso planeta. Assim, segundo um novo estudo, o calor intenso do núcleo da Terra pode ter as condições ideais para a existência de uma enorme “fábrica de diamantes de carbono”.

O núcleo da Terra está cheio de mistérios devido ao seu pequeno tamanho, mas poderá ter materiais a temperaturas superiores a 3.000 °C.

Diamonds are the earth’s best friends

O estudo dos investigadores da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da Universidade do Estado do Arizona centra-se especificamente na relação entre o núcleo metálico da Terra e o magma no manto. Esta colagem pode levar a que o carbono esteja em estado diamantado.

A forma estável de carbono sob as condições de temperatura de pressão da fronteira do manto central da Terra é diamante.

Explicou em declaração Dan Shim, professor na Universidade do Estado do Arizona e co-autor do estudo.

“Fábrica de diamantes” no núcleo da Terra

O núcleo interior é composto de ferro e níquel, sólido e as estimativas indicam que deve ser tão quente como a superfície do Sol. O núcleo exterior é de ferro líquido e tudo à volta é uma enorme camada de rocha derretida.

A temperatura na fronteira entre o manto de silicato e o núcleo metálico atinge cerca de 3.800 graus Celsius, o que é suficientemente elevada para que a maioria dos minerais perca H₂O capturados nas suas estruturas à escala atómica.

Acrescentou o investigador.

A liga de ferro-carbono reagiu com água a alta pressão e condições de alta temperatura relacionadas com o manto profundo da Terra numa célula diamante-anvil.

Conforme é referido, nas pressões esperadas do limite do manto do núcleo da Terra, a ligação de hidrogénio com metal líquido de ferro parece reduzir a solubilidade de outros elementos leves no núcleo. Como resultado, a solubilidade do carbono, que provavelmente existe no núcleo da Terra, diminui localmente onde o hidrogénio entra no núcleo do manto (por desidratação).

Assim, o carbono que escaparia do núcleo externo líquido tornar-se-ia diamante quando entrasse no manto.

O carbono é um elemento essencial para a vida e desempenha um papel importante em muitos processos geológicos. A nova descoberta de um mecanismo de transferência de carbono do núcleo para o manto irá lançar luz sobre a compreensão do ciclo do carbono nas profundezas da Terra.

Acrescentou também Byeongkwan Ko, co-autor do estudo.

A propósito, esta pode ser a origem dos diamantes que temos hoje. São feitos inteiramente de átomos de carbono com uma ligação sólida. Estudos indicam que foram transportados da borda do núcleo da Terra para a superfície por erupções vulcânicas.

Pplware
Autor: Vítor M
31 Ago 2022

172: Incidência de casos de covid-19 pode aumentar no outono. Regresso de férias favorece contágios

– A média diária de casos de infecção a cinco dias também subiu ligeiramente a nível nacional, passando dos 2.716 casos para os 2.769, mas continua a registar um dos valores mais baixos do ano para este indicador.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CONTÁGIOS

A média diária de casos de infecção a cinco dias também subiu ligeiramente a nível nacional. O investigador Miguel Castanho afirma que podem surgir novas variantes.

© Igor Martins / Global Imagens

A incidência de casos de covid-19 pode aumentar a partir do outono e o regresso à escola e ao trabalho, após as férias de verão, resulta num ambiente “mais favorável” aos contágios, alertou esta quarta-feira o investigador Miguel Castanho.

“Atendendo a que se trata de um vírus respiratório e tendo também em conta o que aconteceu ao longo de mais de dois anos de pandemia, diria que é expectável um aumento da incidência a partir do outono”, adiantou à agência Lusa o especialista do Instituto de Medicina Molecular (iMM) da Universidade de Lisboa.

De acordo com o professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, após o verão, o regresso às aulas e aos locais de trabalho e a adopção de um estilo de vida mais concentrado em espaços fechados “determina um contexto mais favorável aos contágios”.

“O próprio tempo frio e o seu impacto nas vias respiratórias talvez favoreça também que se instale a doença, embora este ponto não seja consensual”, referiu Miguel Castanho, ao salientar que, independentemente das razões, a sazonalidade das doenças causadas por vírus respiratórios em Portugal, com aumentos de incidência no período de outono-inverno, “está bem estabelecida”.

De acordo com o relatório de esta quarta-feira do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o índice de transmissibilidade (Rt) do SARS-CoV-2 subiu para 1,02 a nível nacional, depois de ter estado abaixo do limiar de 1 desde o final de maio.

A média diária de casos de infecção a cinco dias também subiu ligeiramente a nível nacional, passando dos 2.716 casos para os 2.769, mas continua a registar um dos valores mais baixos do ano para este indicador.

Relativamente ao comportamento futuro do SARS-CoV-2, que pode levar ao surgimento de novas variantes, Miguel Castanho considerou que esse coronavírus continuará a evoluir, mas o “ritmo dessa evolução pode decrescer”.

“A tendência natural do vírus é que continuem a aparecer variantes e a possibilidade de, ao acaso, uma delas se tornar mais contagiosa pode sempre acontecer”, reconheceu Miguel Castanho, para quem, nesta fase da covid-19, existem alguns aspectos a considerar em relação ao previsível comportamento do SARS-CoV-2.

O primeiro é que, com o aparecimento de novas variantes sucessivas cada vez mais transmissíveis, se vai tornando mais difícil aparecer uma variante que “bata o recorde da transmissibilidade da anterior”, explicou o investigador.

“Quer seja porque a variante Ómicron, sobretudo as sub-variantes BA.4 e BA.5, já têm uma transmissibilidade elevada difícil de superar, quer devido ao efeito global da vacinação, o aparecimento de novas variantes terá tendência a desacelerar”, disse Miguel Castanho.

O especialista sublinhou ser ainda cedo para assegurar que o vírus está com um comportamento mais “estável”, mas considerou “legítima” a expectativa que isso se venha a confirmar.

Quanto à imunização com as vacinas actuais, Miguel Castanho salientou que “está provado” que o seu uso continua a ser eficaz contra casos mais grave de doença e morte, embora considerando que, como era expectável, eficácia tenha decrescido um pouco.

Sobre as vacinas adaptadas às variantes mais recentes, cuja autorização para a sua utilização está em curso em vários países, o investigador do iMM avançou que a sua “segurança não deve ser afectada”, mas sublinhou ser ainda cedo para uma conclusão sobre a sua eficácia, tendo em conta que os “resultados não estão totalmente disponíveis”.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) pode vir a aprovar no outono uma vacina para a covid-19 do laboratório Pfizer contra as linhagens BA.4 e BA.5 da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2.

“A EMA espera receber um pedido [de aprovação] para a vacina adaptada à BA.4/5 desenvolvida por Pfizer/BioNTech que será avaliado para uma potencial aprovação rápida no outono”, indicou recentemente um porta-voz do regulador europeu citado pela agência noticiosa AFP.

Em Portugal, a linhagem BA.5 da variante Ómicron é dominante, sendo responsável por 94% dos casos de infecção pelo SARS-CoV-2.

Diário de Notícias
DN/Lusa
31 Agosto 2022 — 17:46

171: Uma questão de (sobre)vivência (3º. episódio)

3º. Episódio

De acordo com os dois anteriores episódios, aqui publicados EPISÓDIO 1 e EPISÓDIO 2, hoje, dia 31 de Agosto, a minha filha dirigiu-se novamente à loja da Carris de Santo Amaro com novos documentos solicitados ontem por um funcionário, depois de ter informado que os que ela levava (ontem, dia 30) não serviam para solicitar o passe Carris Social+.

– Uma certidão passada pela AT – Autoridade Tributária (vulgo Finanças) em como se encontrava dispensada de apresentar IRS por insuficiência de valores para cálculo do IRS;

– Uma declaração do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional em como se encontrava desempregada;

– Uma declaração da Segurança Social em como não se encontrava a receber subsídio de desemprego;

– Cartão de Cidadão para conferência de identidade.

Ora, ontem esteve SEIS HORAS (três horas da parte da manhã e três horas da parte da tarde) para ser atendida na loja da Carris sendo o desfecho dos documentos que apresentava não serem os indicados para obtenção do passe Carris Social+.

Hoje, dia 31, mais três horas de manhã na fila de espera com os novos documentos obtidos via Internet no Portal das Finanças, no IEFP e na SS Directa, mas levando os que ontem lhe tinham sido negados (espírito de santo orelha).

Conclusão: os que hoje levou não serviam e foram aceites os de ontem que não serviram…

O passe Carris Social+ foi aprovado, pagou os € 22,50 (€ 30,00 o normal) e veio magicando pelo caminho que raio de funcionários são estes que num dia não aceitam documentos oficiais e no outro dia já os aceitam…

Resta agora esperar que a governança, como já efectivou a gratuitidade dos passes sociais aos idosos +65 anos e estudantes, tenha em consideração – porque eles nunca passaram por isso -, que os DESEMPREGADOS não possuem receitas de qualquer espécie, nomeadamente os de longa duração, cujos subsídios de desemprego já não recebem e estão entregues à sua “sorte” ou aos familiares que os ajudam.

Para aligeirar a situação inacreditável deste episódio, incluo uma metáfora já antiga: “apetece-me trepar aos candeeiros e apalpar o cu às lâmpadas…” 🙂

31.08.2022

170: Exército russo enganado com falsos Himars feitos de madeira

– Com bananas e bolos se enganam os tolos… 🙂

GUERRA/INVASÃO DA UCRÂNIA PELA UNIÃO ZOVIÉTICA

Numa guerra vale tudo, mas nem tudo o que parece é! De acordo com informações recentes do campo de batalha, as forças russas estão a ser enganadas com falsos Himars feitos de madeira, levando assim a Rússia a gastar milhões.

As previsões apontam para que a Rússia já tenha gasto mais de 65 milhões de euros a destruir algumas tábuas de madeira em forma de lançador de foguetes.

Desde o início da guerra que os Himars têm sido um dos principais alvos das forças russas. Segundo Volodymyr Zelensky, os mísseis Himars têm mesmo mudado o rumo da guerra contra a Rússia.

Para quem não sabe, o Himars – o M142 High Mobility Artillery Rocket System – é um lançador de mísseis que se encontra montado num camião de cinco toneladas que pode disparar seis mísseis guiados em rápida sucessão.

Estes mísseis, que os ucranianos utilizam habilmente, têm uma enorme eficácia na destruição de inúmeros armazéns e infra-estruturas essenciais à logística das tropas de Vladimir Putin, mas há algo que está a acontecer.

O exército ucraniano está a utilizar uma velha táctica militar para enganar o exército russo e levá-lo a gastar milhões durante o processo. A Ucrânia tem vindo a construiu uma frota de réplicas de HIMARS de madeira com o propósito de confundir os russos segundo revela o Washington Post.

As fotografias analisadas pelo jornal revelam que as tropas ucranianas estão a utilizar réplicas destes sistemas quase indistinguíveis aos olhos dos operadores dos drones russos que são responsáveis por descobrir e abater este tipo de alvos.

Sempre que é detectado um Himar, as tropas russas disparam um míssil cruzeiro de alta precisão para o destruir, desperdiçando milhões de euros no processo. O míssil mais utilizado pelas tropas russas, o Kalibr-M, que é lançado dos navios da frota do Mar Negro, tem um preço estimado em 6,5 milhões de euros.

Após várias semanas de utilização no terreno, estes falsos HIMARS já precipitaram o exército russo a disparar pelo menos 10 Kalibr, o equivalente a 65 milhões de euros, contra algumas tábuas de madeira em forma de lançador de foguetes, revela a CNN.

Esta estratégia é normalmente designada de “guerra assimétrica”, cujo objectivo é o equilíbrio de forças, num conflito em que um dos lados dispõe de um número de recursos e capacidades mais elevado do que o outro.

Pplware
Autor: Pedro Pinto

169: PCP critica ex-líder soviético em texto sem uma palavra de pesar

– As voltas que o Mundo dá…!!! A velha e gasta K7 social-fascista pela voz do cabecilha do PZP! Acusa Mikhail Gorbachev de ter aberto portas ao imperialismo capitalista ocidental, mas é subserviente e apoiante de um oligarca imperialista terrorista, mais que capitalista chamado Vladimir Vladimirovitch Putin!!!

POLÍTICA/PZP/UNIÃO ZOVIÉTICA

“Gorbachev foi um dos principais responsáveis pela destruição da União Soviética e a restauração do capitalismo na Rússia, quando o que se impunha era o aperfeiçoamento do socialismo”, lê-se na abertura do breve comunicado de apenas um parágrafo e 123 palavras.

Jerónimo de Sousa
© PAULO CUNHA/LUSA

O PCP emitiu esta quarta-feira uma nota fortemente crítica do ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, responsabilizando-o pela restauração do capitalismo na Rússia, sem qualquer palavra de pesar pela sua morte na terça-feira.

“Gorbachev foi um dos principais responsáveis pela destruição da União Soviética e a restauração do capitalismo na Rússia, quando o que se impunha era o aperfeiçoamento do socialismo”, lê-se na abertura do breve comunicado de apenas um parágrafo e 123 palavras.

Para os comunistas, a intervenção de Gorbachev “contribuiu para abrir caminho à contra-ofensiva do imperialismo para recuperar as posições perdidas ao longo do século XX e impor a sua hegemonia no plano mundial, com as graves consequências que daí advieram para os direitos dos trabalhadores, a soberania dos povos, a segurança na Europa e a paz no mundo”.

A comprovar esta ideia estão, segundo o PCP, “as guerras da Jugoslávia, do Iraque, da Líbia, da Síria, do Iémen, da Ucrânia, entre outras”.

“O reconhecimento e rasgados elogios que lhe são despendidos pelos responsáveis dos EUA, da UE e da NATO falam por si”, termina o comunicado do PCP.

Mikhail Gorbachev morreu na terça-feira aos 91 anos, adiantaram as agências de notícias russas Tass, RIA Novosti e Interfax, que citaram o Hospital Clínico Central.

O gabinete de Gorbachev havia dito que o ex-chefe de Estado estava em tratamento no hospital, mas, até ao momento, não foram fornecidos mais pormenores.

Como último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev travou uma batalha perdida para salvar um império fragilizado, mas produziu reformas extraordinárias que levaram ao fim da Guerra Fria.

O antigo secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), entre 1985 e 1991, desencadeou uma série de mudanças que resultaram no colapso do Estado soviético autoritário, na libertação das nações do Leste Europeu do domínio russo e no fim de décadas de confronto nuclear Leste-Oeste.

A Tass informou que o ex-chefe de Estado vai ser enterrado no cemitério Novodevichy, em Moscovo, ao lado da sua mulher.

Diário de Notícias
DN/Lusa
31 Agosto 2022 — 11:56

UE vai suspender “o acordo de facilitação de vistos” com a Rússia

– Um país pária, terrorista, genocida, assassino de milhares de civis desde crianças a idosos, que invade um país soberano sob falsos pretextos, bombardeando e destruindo bens desse país (hospitais, escolas, creches, supermercados, residências civis, etc.), não pode sentar-se nem ter direito a veto na Organização das Nações Unidas! EXPULSÃO IMEDIATA!

UE/VISTOS/UNIÃO ZOVIÉTICA

A decisão foi tomada na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, que decorreu em Praga.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho
© EPA/MARTIN DIVISEK

A União Europeia vai suspender com “o acordo de facilitação de vistos”, assinado “na primeira década deste século”, no “quadro de uma parceria estratégica”, com a Rússia. A decisão foi tomada esta quarta-feira numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), que decorreu em Praga.

O chefe da diplomacia português, João Gomes Cravinho, realçou à saída do encontro “a enorme vontade, com sucesso, de se manter a unidade dentro da União Europeia”.

Reconhecendo que “houve momentos mais intensos na discussão”, destaca o facto de ter existido “sempre uma grande vontade de encontrar uma solução partilhada por todos”. “Isso foi possível com o final do acordo de facilitação de vistos”, anunciou.

O ministro dos Negócios estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, citado pela Reuters, referiu que se trata de uma suspensão do acordo com a Rússia e que não será imposta uma proibição geral da concessão de vistos, já que não há unanimidade entre os 27.

João Gomes Cravinho recordou que o acordo que visa a facilitação de vistos foi assinado com a Rússia no âmbito de um quadro de uma parceria estratégica com a UE.

Mas esta parceria estratégica com a Rússia “já não existe”, afirmou. “Não há razão nenhuma para termos em relação à Rússia um mecanismo de facilitação de vistos que nós não temos com outros países do mundo”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros português após a reunião dos ministros da UE.

Esta decisão, refere o chefe da diplomacia português, vai originar “um grau de exigência muito maior, a um crivo mais apertado na verificação da documentação parta quem viaja para a União Europeia”.

Em actualização

Diário de Notícias
DN
31 Agosto 2022 — 14:25

167: Marta Temido. Uma vítima da política de Saúde do governo

OPINIÃO

Não, a política de Saúde do governo não era definida por Marta Temido, mas sim pelo eixo entre o gabinete do primeiro-ministro e o ministério das Finanças.

Marta Temido ia gerindo o melhor que podia e sabia os assuntos da Saúde, mas sem os investimentos que o sector permanentemente requisitava. Temido foi estrela na gestão da pandemia, porque António Costa e as Finanças abriram os cordões à bolsa no combate ao covid-19.

É fácil fazer-se boa figura quando se tem dinheiro. Lembram-se quando o governo foi a correr comprar ventiladores à China, adiantando com dinheiro em cima da mesa, mesmo sem a garantia de que os aparelhos chegavam e quando chegavam. Gastou-se o que foi preciso.

O dinheiro caiu do céu e da Europa. Para máscaras e para o que foi preciso. Um almirante, bem-sucedido, trouxe ao sistema um eficaz exercício de organização e logística. Não faltaram meios e Marta Temido foi premiada com o cartão do PS e figura central no congresso socialista.

Passada a pandemia, tudo voltou ao mesmo. Ao mesmo não é bem assim, porque as fragilidades e deficiências da Saúde vieram ao de cima. A maré baixou e viu-se quem estava nu!

Ministra foi vítima da política restritiva de meios que o governo pratica na Saúde, ainda que afirme o contrário.

No Parlamento o primeiro-ministro iniciou um discurso permanente de investimentos na Saúde que não batia certo com o que o país constatava, diariamente, no sector.

Centenas de milhões de euros para a Saúde, repetia o primeiro-ministro nas suas idas ao Parlamento. Centenas de novas contratações. Mais não sei quantos enfermeiros.

Mais centenas de auxiliares. E muitos, muitos técnicos de diagnóstico. Quanto mais investimento o primeiro-ministro anunciava, mais problemas surgiam nos serviços de Saúde. A bota não batia com a perdigota.

As Urgências davam sinais de falência. Faltavam médicos nos diferentes Serviços de Urgência. Os Serviços de Obstetrícia e Neonatologia colapsavam perante o espanto nacional. Balanço? A morte de dois bebés e de uma mãe que faleceu na transferência de Santa Maria para São Francisco Xavier tornaram o assunto politicamente inadiável.

Durante o verão, Marta Temido desapareceu das televisões e dos holofotes públicos. Reapareceu agora para uma súbita demissão. Fez bem! Assim pode ser que ainda se lhe cole ao corpo algum do sucesso que obteve no combate à pandemia. Não tinha alternativa à demissão.

Marta Temido sabia que daqui para a frente seria uma vítima das cativações do Ministério das Finanças e da política de austeridade do governo na área da Saúde.

Se há assim tanta facilidade e tantos milhões no investimento na Saúde, como afirma o primeiro-ministro, porque não contrataram novos médicos especialistas de Obstetrícia? Porque não colmataram as falhas que se iam verificando nos vários serviços especializados de Obstetrícia? Porque não apareceu dinheiro para isso, como surgiu para a pandemia?

Porque insistiram em esgotar os médicos com um número absurdo de horas extraordinárias? Porque não mexeram nas carreiras médicas, melhorando-as? Marta Temido percebeu que o seu percurso futuro não ia ser fácil. O governo e o Ministério das Finanças não iam dar-lhe mais meios financeiros, nem logísticos, para colmatar as falhas verificadas no sistema.

O governo optou por ter dinheiro para TAP ou para os bancos, mas quanto à Saúde governem-se com o que têm. Paulatinamente a Saúde vai-se transferindo para a lógica privada. Cada vez mais e mais seguros de saúde, deixando para o SNS apenas os casos clínicos de manifesta gravidade.

Este governo optou pela apresentação de contas certinhas perante a Europa. Optou por um excedente orçamental confortável. E o SNS tornou-se num dos principais instrumentos de poupança orçamental deste governo. Na Saúde, como em tudo na vida, sem ovos não se fazem omeletes!

Marta Temido acabou por ser uma vítima da política restritiva de meios que o governo pratica na área da Saúde, ainda que, sistematicamente, afirme o contrário.

Jornalista

Diário de Notícias
António Capinha
31 Agosto 2022 — 00:28

166: Serviço Nacional de Saúde

OPINIÃO

A Ministra Marta Temido demitiu-se.

Não sei as suas razões, nem as próximas nem as longínquas, mas creio poder adivinhá-las. Mas as mesmas, sejam quais forem, não são para aqui chamadas. Já sabemos o que por aí vem, com uns a dizerem cobras e lagartos e outros a adoçarem a pílula sem, nem uns nem outros, discutirem o fundamental.

E o fundamental é o Serviço Nacional de Saúde.

Criado por António Arnaut em 1979, o SNS propunha-se a proporcionar cuidados de saúde tendencialmente gratuitos à população portuguesa, à semelhança do que era feito em muitos países europeus, nos quais a filosofia de um “estado-providência” era, à época, dominante. Cabia ao estado cuidar da saúde da sua população.

Sendo Portugal um país pobre e atrasado em relação aos países do norte europeu onde vingava esta forma de cuidados de saúde, esta viragem trouxe uma substancial melhoria em todos os aspectos dos acessos a cuidados hospitalares diferenciados gratuitos a uma enorme parte da população portuguesa.

Nem que fosse só por isso, já teria valido a pena apostar num Serviço Nacional.

Mas, acompanhando esta importante reforma estrutural, vieram a reboque muitas outras, como a criação das carreiras médicas, das carreiras de enfermagem e de tantos técnicos de diagnóstico e terapêutica, abrindo portas a outros tantos cursos universitários até então inexistentes.

Reforço que o SNS não pode ser olhado só pelo prisma de prestação de cuidados de saúde. Tem de ser olhado como uma porta escancarada ao estudo e à formação de milhares de jovens que viram abrirem-se novas oportunidades e novas carreiras de nível universitário.

Criou-se assim um mundo complexo de oportunidades, mas também um mundo complexo de reivindicações mais ou menos justas, com maior ou menor cariz político, com o respectivo aproveitamento por todos os quadrantes da política portuguesa.

Faltou no entanto ao SNS um fio condutor da sua filosofia geral. Criaram-se estruturas hospitalares, centros de saúde, autónomos na gestão de recursos, sem enquadrá-los numa óptica de Serviço comum a todos quantos têm por obrigação atender os doentes que os procuram, isto é, um paciente de Trás-os-Montes ou do Alentejo deveria ter a mesma qualidade de cuidados que um paciente de Coimbra ou Lisboa.

Na realidade, o que nos apercebemos, é que um profissional, médico ou outro, de uma unidade de saúde, seja de cuidados primários ou diferenciados, sente que em primeiro lugar faz parte daquela unidade que lhe paga o ordenado e só depois se lembra que integra um universo muito maior, grande como o País.

O paradigma deveria ser, em primeiro lugar fazer parte de um Serviço que é nacional, presta serviço numa unidade X, e que por isso vai dar o seu melhor para que a sua unidade seja reconhecida dentro do universo muito mais abrangente que é o Serviço Nacional.

E é aqui, na criação de novos paradigmas gerais, com foco numa relação diferente entre Cuidados Primários e Cuidados Diferenciados, uma relação de proximidade e cumplicidade, numa retoma de formação com nível universitário (há actualmente universidades em todos os cantos de Portugal), numa motivação permanente de serviço público (com ordenados capazes de atrair os jovens em início de carreira mas também os mais velhos com capacidade formativa), fomentando o orgulho de ser e pertencer a um Serviço Nacional que presta os cuidados que foram, em última análise, o que motivou a escolha da profissão.

O Serviço Nacional de Saúde tem de se actualizar passando a ser encarado como um Sistema Nacional que integre todos os agentes públicos e privados e da área social, sob pena de ter sido em vão que a Ministra Marta Temido tenha pedido a demissão. Se o fez foi porque sentiu já não ter capacidade agregadora e é pegando no que ainda não foi feito que o Governo tem de actuar daqui em diante.

Demitir-se em vão, morrer em vão, não é, nunca, uma solução!

P.S. – esta opinião é pessoal e independente de qualquer força político/partidária.

Médico

Diário de Notícias
Pedro Melvill Araújo
31 Agosto 2022 — 00:04

165: NASA anuncia lançamento de novo foguetão lunar no sábado

ESPAÇO/ARTEMIS I/NOVO LANÇAMENTO/NASA

A agência espacial norte-americana (NASA) anunciou na terça-feira que vai tentar lançar o novo foguetão lunar SLS no sábado, após uma primeira tentativa fracassada na segunda-feira devido a um problema técnico.

© EPA/Joel Kowsky

“Concordamos em mudar a nossa data de lançamento para sábado, 03 de Setembro”, disse o director da missão, Mike Sarafin, que deve marcar o início da missão do programa norte-americano de regresso à lua.

Uma autoridade meteorológica disse estar “optimista” sobre o clima no sábado, embora a probabilidade de condições desfavoráveis “seja alta”.

Na segunda-feira, a NASA havia admitido lançar o SLS na sexta-feira caso conseguisse resolver até quinta-feira, na plataforma de lançamento, os problemas técnicos que levaram naquele dia ao seu cancelamento.

Mike Sarafin disse em conferência de imprensa que seria possível o lançamento na sexta-feira – segunda data que tinha sido admitida anteriormente pela NASA caso a descolagem fosse abortada – desde que os problemas técnicos se resolvessem na plataforma de lançamento nas próximas 48 a 72 horas.

Justificando o cancelamento do voo de teste do SLS, sem tripulação e que tem acoplada no topo a nave Orion, que há de orbitar a Lua, a NASA referiu, em comunicado, que um dos quatro motores do módulo central do engenho não atingiu a temperatura adequada para a descolagem.

Esse problema foi provocado por uma “má ligação” num elemento da nave, que já foi “consertada”, disse John Honeycutt, encarregado do programa de foguetes da NASA.

A equipa técnica iria reunir-se hoje para analisar os dados, perceber o que falhou e fazer correcções.

A concretizar-se, o lançamento do SLS, sucessivamente adiado ao longo dos anos, marca o início do programa lunar Artemis, com que os Estados Unidos pretendem regressar à superfície da Lua em 2025, um ano depois do previsto, colocando no solo a primeira astronauta mulher e o primeiro astronauta negro.

Antes disso, a NASA quer levar astronautas novamente para a órbita lunar em 2024.

O SLS é o foguetão mais potente da NASA desde o Saturno V, que levou astronautas norte-americanos à Lua, entre 1969 e 1972.

Diário de Notícias
DN/Lusa
31 Agosto 2022 — 00:31