939: Ucrânia: Maioria dos residentes de Kiev volta a ter água e luz

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UCRÂNIA/KIEV/RESTABELECIMENTO DE ÁGUA E ELECTRICIDADE

O restabelecimento da energia na capital ucraniana é feito num dia em que é esperada a queda de neve e que as temperaturas baixem até aos dois graus Celsius negativos durante o dia e cinco graus Celsius negativos à noite.

Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o primeiro-ministro britânico Rishi Sunak há dias em Kiev e já com neve na capital
© UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE

A maioria dos residentes de Kiev voltou a ter acesso ao fornecimento de energia eléctrica e a outros serviços básicos, assegurou este sábado a administração militar da capital ucraniana.

“Na capital, a electricidade, a água, o aquecimento e as comunicações foram quase totalmente restabelecidos”, informou a instituição através da respectiva conta na rede social Telegram.

“Tudo funciona normalmente. Só há poucas situações de emergência, que estão localizadas”, informou a administração militar, referindo que as obras de reparação da rede estão na sua “fase final”.

A notícia chega num dia em que é esperada a queda de neve em Kiev e que as temperaturas baixem até aos dois graus Celsius negativos durante o dia e cinco graus Celsius negativos à noite.

Em 23 deste mês, a onda de ataques russos à infra-estrutura de energia ucraniana causou apagões generalizados em todo o país, já que a rede eléctrica sofreu grandes danos e a maioria das centrais teve de ser desligada.

O abastecimento foi gradualmente restabelecido nos últimos dias, mas o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou na noite de sábado o apelo para que os cidadãos economizem energia.

Em 14 regiões do país ainda existem restrições, que atingem pelo menos 100 mil consumidores em cada uma delas, acrescentou Zelensky.

O abastecimento de energia eléctrica também foi restabelecido na cidade de Kherson, no sul do país, que ficou sem serviços básicos após a retirada russa em 09 de Novembro.

O chefe da administração militar regional, Yaroslav Yanushevich, anunciou no sábado que a principal estação de tratamento de esgotos e outras instalações já possuem electricidade.

“A seguir, a electricidade será gradualmente fornecida às áreas residenciais da cidade. Isso acontecerá nos próximos dias”, assegurou.

Diário de Notícias
Lusa
27 Novembro 2022 — 09:59


No Facebook não se pode falar mal da Besta de Leste, um russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terrorista, assassino e psicopata demente!



 

893: Meteorito reforça a tese de que a água da Terra veio do Espaço

CIÊNCIA/ESPAÇO/ÁGUA

Um meteorito que caiu na cidade de Winchcombe, no sudeste da Inglaterra, no ano passado, continha água que correspondia quase perfeitamente com a existente na Terra.

Museu de História Natural
Um dos fragmentos recuperados do meteorito Winchcombe.

Isso reforça a ideia de que rochas do Espaço podem ter trazido componentes químicos importantes, incluindo água, para o nosso planeta no início da sua história, há mil milhões de anos. Este meteorito é considerado o mais importante alguma vez recuperado no Reino Unido.

Os cientistas, que acabaram de publicar a primeira análise detalhada, dizem que o objecto rendeu informações fascinantes.

Mais de 500g de detritos escuros foram recolhidos de jardins residenciais, calçadas e campos depois de uma bola de fogo gigante iluminar o céu nocturno de Winchcombe.

Os restos fragmentados foram cuidadosamente catalogados no Museu de História Natural de Londres e depois emprestados a equipas de toda a Europa para serem investigados.

A água representava até 11% do peso do meteorito — e continha uma proporção muito semelhante de átomos de hidrogénio à da água na Terra.

Alguns cientistas dizem que quando a Terra era jovem era tão quente que teria expelido grande parte do seu conteúdo volátil, incluindo água.

O facto de a Terra ter tanta água hoje — 70% da sua superfície é coberta por oceanos — sugere que deve ter havido um acréscimo posterior.

Alguns afirmam que isso pode ser proveniente de um bombardeio de cometas gelados — mas a composição química deles não coincide tanto. Mas os condritos carbonáceos — meteoritos como o de Winchcombe — certamente coincidem. E o facto de ter sido recuperado menos de 12 horas após a queda significa que absorveu muito pouca água terrestre, ou até mesmo quaisquer contaminantes.

“Todos os outros meteoritos foram comprometidos de alguma forma pelo ambiente terrestre”, diz Ashley King, co-autor principal do estudo, do Museu de História Natural de Londres, à BBC News. “Mas o de Winchcombe é diferente por causa da rapidez com que foi recolhido”.

“Isso significa que, quando analisamos (o meteorito), sabemos que a composição que estamos a ver leva-nos de volta à composição no início do Sistema Solar, há 4,6 mil milhões de anos”.

“Fora buscar amostras de rocha de um asteróide com uma nave espacial, não poderíamos ter um espécime mais intocado”.

Trajectória precisa

Os cientistas que examinaram os compostos orgânicos que continham carbono e azoto do meteorito, incluindo os seus aminoácidos, tiveram uma imagem igualmente nítida. É o tipo de química que poderia ter sido matéria-prima para a biologia começar nos primórdios da Terra. A nova análise também confirma a origem do meteorito.

As imagens dos vídeos da bola de fogo permitiram que os investigadores elaborassem uma trajectória muito precisa. Um cálculo retroactivo indica que o meteorito veio da parte externa do cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.

Outros estudos revelam que se desprendeu da parte superior de um asteróide maior possivelmente devido a uma colisão.

De seguida, levou apenas de 200 mil a 300 mil anos para chegar à Terra, conforme revela o número de átomos específicos, como o néon, criados na matéria do meteorito através da irradiação constante de partículas espaciais de alta velocidade, ou raios cósmicos.

“0,2 a 0,3 milhão de anos parece muito tempo — mas, do ponto de vista geológico, é realmente muito rápido”, explica Helena Bates, do Museu de História Natural de Londres.

“Os condritos carbonáceos precisam chegar rapidamente aqui ou não sobrevivem, porque são tão quebradiços, tão frágeis que simplesmente se desintegram”.

“Mais segredos”

A primeira análise dos cientistas, publicada na edição desta semana da revista Science Advances, é apenas uma visão geral das propriedades do meteorito de Winchcombe.

Mais uma dúzia de artigos sobre temas mais específicos devem ser publicados em breve em uma edição da revista Meteoritics & Planetary Science.

E não deve parar por aí.

“Os investigadores vão continuar a estudar este espécime nos próximos anos, desvendando mais segredos sobre as origens do nosso Sistema Solar”, afirmou Luke Daly, co-autor do estudo, da Universidade de Glasgow, na Escócia.

ZAP // BBC
23 Novembro, 2022



 

“A seca é um dos problemas políticos mais complexos das próximas décadas”

– Mesmo sabendo destes problemas, existem grunhos labregos irracionais que mantêm as suas piscinas e piscinazinhas desmontáveis a funcionar…

AMBIENTE/ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS/SECA

Depois de um verão quente e seco, os próximos meses podem não ser fáceis. Em Espanha, os agricultores já pediram, inclusive, que o governo trave a cedência de água a Portugal prevista nos acordos de Albufeira. Ao DN, o presidente da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas diz não compreender a falta de discussão do tema a nível ibérico.

Presidente da APDA: “Falta de água vai ser a próxima pandemia.”
© Nuno Veiga / Lusa

Em seca severa (55,2%) ou extrema (44,8%): Esta era a situação a nível nacional, no início do mês de Agosto, depois daquele que foi o Julho mais quente desde que há registo. Os dados do mais recente Relatório de Monitorização Agro-meteorológica e Hidrológica, feito pelo Grupo de Trabalho de assessoria técnica à Comissão de Acompanhamento dos Efeitos da Seca mostram de forma objectiva a difícil situação que o país atravessa devido à escassez de água.

Depois do verão mais quente desde 1932, os próximos meses podem não ser fáceis. Quem o diz é o presidente da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas, Rui Godinho. “Gostava de ter uma expectativa mais positiva em relação a este assunto, mas a verdade é que se pensa que a situação será grave”, alerta o responsável, apesar de não ter dados “a médio/longo prazo”.

O que leva, então, a esta forma de pensamento? “O relatório é feito mensalmente desde 2017, um ano gravíssimo em termos de seca porque foi muito além do verão. E cada vez mais vemos que a seca é uma questão sistémica”, diz Rui Godinho, acrescentando: “A seca é um dos problemas políticos mais complexos das próximas décadas”, não só a nível nacional.

“A seca é um dos problemas políticos mais complexos das próximas décadas”

Depois de um verão quente e seco, os próximos meses podem não ser fáceis. Em Espanha, os agricultores já pediram, inclusive, que o governo trave a cedência de água a Portugal prevista nos acordos de Albufeira. Ao DN, o presidente da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas diz não compreender a falta de discussão do tema a nível ibérico.

Em seca severa (55,2%) ou extrema (44,8%): Esta era a situação a nível nacional, no início do mês de Agosto, depois daquele que foi o Julho mais quente desde que há registo. Os dados do mais recente Relatório de Monitorização Agro-meteorológica e Hidrológica, feito pelo Grupo de Trabalho de assessoria técnica à Comissão de Acompanhamento dos Efeitos da Seca mostram de forma objectiva a difícil situação que o país atravessa devido à escassez de água.

Depois do verão mais quente desde 1932, os próximos meses podem não ser fáceis. Quem o diz é o presidente da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas, Rui Godinho. “Gostava de ter uma expectativa mais positiva em relação a este assunto, mas a verdade é que se pensa que a situação será grave”, alerta o responsável, apesar de não ter dados “a médio/longo prazo”.

O que leva, então, a esta forma de pensamento? “O relatório é feito mensalmente desde 2017, um ano gravíssimo em termos de seca porque foi muito além do verão. E cada vez mais vemos que a seca é uma questão sistémica”, diz Rui Godinho, acrescentando: “A seca é um dos problemas políticos mais complexos das próximas décadas”, não só a nível nacional.

Na passada segunda-feira, cerca de três mil agricultores espanhóis das províncias de León, Zamora e Salamanca manifestaram-se para exigirem o fim do Acordo de Albufeira. Assinado em 1998 (e em vigor desde 2000), este compromisso prevê a gestão conjunta e o uso de água das cinco bacias hidrográficas comuns, entre as quais a do Douro, por força do qual terão de chegar a Portugal 870 hectómetros cúbicos de água (650 dos quais de duas barragens espanholas, o que equivale a mais de metade da água armazenada).

“Há muitos dados técnicos sobre o assunto, não falta informação técnica. O que falta? Decisões políticas fortes, de continuidade.”

Esta situação, para Rui Godinho, “é um exemplo concreto” de que faltam “soluções políticas concretas” para resolver o problema da seca na Península Ibérica – até porque pertence à bacia do Mediterrâneo, uma das regiões que será mais afectada pela seca no futuro.

“Não se entende como é que o tema da água, e da seca em concreto, não se discute ao nível das cimeiras ibéricas que se realizam”, considera o presidente da APDA, para quem ainda há “muito a fazer” nesta área, sobretudo ao nível das políticas públicas, para resolver o problema. “Há muitos dados técnicos sobre o assunto, não falta informação técnica. O que falta então? Decisão políticas fortes, de continuidade.”

Diálogo ibérico “é mais do que bem-vindo”

Neste sentido, o governo anunciou na quarta-feira, pela voz do ministro do Ambiente e da Acção Climática, Duarte Cordeiro, que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) está em contacto permanente com os congéneres espanhóis para procurar encontrar soluções. As declarações do ministro foram feitas numa audição parlamentar na Comissão de Ambiente e Energia, em resposta a uma pergunta do líder parlamentar do Bloco de Esquerda sobre a gestão da água e escassez em Portugal.

Para o presidente da APDA, “todas as iniciativas de diálogo entre ambas as partes são mais do que bem-vindas. Este é ou devia ser o caminho”. E deixa o alerta: “Apesar disso, e de serem dados passos mais técnicos para certas situações – como o foco em soluções para compensar a falta de volume nos caudais -, é importante que haja um diálogo institucional nas esferas mais altas também, não apenas ao nível das associações.”

Do ponto de vista de Rui Godinho, “o custo de não tomar medidas concretas é muito maior do que qualquer investimento que se faça para prevenir e combater a seca. Já para não falar dos custos económicos e humanos associados à seca”, diz o presidente da APDA, para quem “a falta de água vai ser, seguramente, a próxima pandemia em termos de baixas humanas”.

Esta perspectiva foi, de resto, confirmada pelo relatório Drought 21 (Seca 21), organizado pela Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres, apresentado na última COP21. “É cada vez mais um problema sistémico, como prova o relatório”, considera o responsável.

Conferência pretende chegar a soluções concretas

Tendo em conta a “premência e criticidade do tema”, a APDA decidiu organizar uma conferência “para tentar chegar a soluções e medidas concretas para apresentar ao governo”, diz o presidente.

A Conferência A Urgência da Água: do Ambiente à Economia decorre esta quinta-feira no Pavilhão do Conhecimento e João Galamba, secretário de Estado do Ambiente e da Energia, estará presente.

“A falta de água vai ser, seguramente, a próxima pandemia em termos de baixas humanas.”

Sobre esta iniciativa, Rui Godinho diz que a intenção é “mesmo a de organizar mais no futuro”. “Queremos ser parte da solução e dar soluções para aquele que é um problema cada vez mais sistémico. Há que mobilizar o país para discutir este tema que muitas vezes é esquecido nos debates no espaço público”, afirma Rui Godinho.

Ao longo do dia, serão discutidos temas como “o stress hídrico, a arquitectura institucional da gestão de água” ou os “problemas pendentes nos serviços de águas”, anuncia APDA em comunicado. Com a intenção a ser a realização de conferências semelhantes no futuro, Rui Godinho dá já pistas para uma eventual próxima edição: “Há que discutir também a evolução tecnológica e a aplicação destas ferramentas ao serviço da gestão de águas.”

rui.godinho@dn.pt

Diário de Notícias
Rui Miguel Godinho
22 Setembro 2022 — 00:14



 

Estudo mostra que “mundos de água” podem ser tão comuns como as Terras

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTROFÍSICA

Impressão de artista de uma estranha paisagem de um mundo de água.
Crédito: Pilar Montañés – @pilar.monro

Uma investigação liderada pela Universidade de Chicago e pelo IAC (Instituto de Astrofísica das Canárias) mostrou a existência de exoplanetas com água e rocha em torno de estrelas anãs do tipo M, que são as mais comuns na Galáxia. Os resultados foram publicados na prestigiada revista Science.

Uma análise detalhada das massas e dos raios de todos os 43 exoplanetas conhecidos em torno de estrelas M, que constituem 80% das estrelas da Via Láctea, levou a uma descoberta surpreendente, inteiramente liderada pelos investigadores Rafael Luque, da Universidade de Chicago e do IAC, e Enric Pallé, do IAC e da Universidade de La Laguna.

“Descobrimos a primeira prova experimental de que existe uma população de mundos de água e que na realidade são quase tão abundantes como os planetas semelhantes à Terra”, explica Luque. O estudo mostrou que muitos mais planetas do que se pensava anteriormente podem ter grandes quantidades de água, que podem atingir até 50% da massa total do planeta.

Quando os investigadores analisaram a amostra encontraram algo inesperado: as densidades de uma elevada percentagem dos planetas sugeriram que são demasiado leves em relação ao seu tamanho para serem formados inteiramente de rocha.

Por este motivo, pensam que devem ser formados por metade rocha e por metade água, ou outras moléculas mais leves. “Descobrimos que é a densidade de um planeta e não o seu raio, como se pensava anteriormente, que separa os planetas secos dos húmidos”, explica Luque.

No entanto, estes planetas estão tão próximos das suas estrelas que qualquer água à sua superfície deverá existir numa fase super-crítica de gás, o que aumentaria as suas dimensões.

Assim, os cientistas pensam que, nesta população, a água está provavelmente ligada à rocha, ou em volumes fechados abaixo da superfície, em vez de fluir como nos oceanos ou rios. Estas condições seriam semelhantes às do satélite Europa de Júpiter, mas muito diferentes das que ocorrem no nosso próprio planeta.

“A Terra é um planeta seco, ainda que a sua superfície esteja maioritariamente coberta de água, o que lhe confere um aspecto muito húmido. A água na Terra perfaz apenas 0,02% da sua massa total, enquanto nestes mundos de água corresponde a 50% da massa do planeta”, observa Pallé.

Com esta descoberta, confirma-se, pela primeira vez, a existência de um novo tipo de exoplaneta. “Descobrimos que os pequenos planetas que orbitam este tipo de estrela podem ser classificados em três famílias distintas: planetas rochosos muito semelhantes à Terra, planetas com metade da sua massa constituídos por água que chamamos mundos de água e mini-Neptunos com grandes atmosferas de hidrogénio e/ou hélio”, descreve Pallé.

Este achado contradiz a ideia amplamente defendida de que estes mundos ou são muito secos e rochosos, ou têm uma atmosfera muito extensa e ténue de hidrogénio e/ou hélio.

Ao invés, este estudo sugere que, ao contrário dos planetas rochosos, estes mundos ricos em água formaram-se fora da chamada “linha da neve”, ou seja, suficientemente longe da estrela para que a temperatura seja baixa o suficiente para que todos os compostos leves como a água solidificassem e formassem grãos de gelo sólido, e que depois migraram para mais perto da estrela.

“A distribuição de tamanhos e densidades dos exoplanetas é uma consequência da formação de planetas a diferentes distâncias da estrela, e não da presença ou ausência de uma atmosfera”, comenta Pallé.

Uma análise inovadora e um futuro promissor

Tal como a observação da população de uma cidade inteira pode revelar tendências que são difíceis de ver a nível individual, o estudo de uma população de planetas ajudou os cientistas a identificar padrões até agora desconhecidos.

“Devido às incertezas nas massas e raios das nossas medições, um planeta individual pode por vezes enquadrar-se em mais do que uma categoria (terrestre, mundo de água, etc.). É quando observamos uma população de planetas, como fizemos aqui, que podemos trazer à tona os padrões de composições distintas e diferentes”, explica Luque.

De acordo com os investigadores, os próximos passos a dar são compreender a estrutura interna dos mundos de água, o que significa descobrir onde a água está armazenada, e se estes planetas podem ter uma pequena atmosfera super-crítica e detectável de vapor de água.

“Apenas os planetas nas zonas habitáveis em torno das estrelas M podem ser explorados atmosfericamente pelo Telescópio Espacial James Webb e pelos futuros telescópios terrestres extremamente grandes”, explica Pallé.

“É também fundamental compreender se a nossa descoberta também se aplica às populações de pequenos planetas em torno de outros tipos de estrelas”, sublinha Luque. “É mais difícil medir as massas exactas de pequenos planetas em torno de estrelas maiores, mas os dados deverão em breve ficar disponíveis utilizando a mais recente geração de espectrógrafos ultra-estáveis”, salienta.

O reino das novas descobertas exoplanetárias em torno de estrelas M pelo TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA, complementadas por medições das suas massas pelo espectrógrafo CARMENES no telescópio de 3,5 m em Calar Alto, Amería (Espanha), foram cruciais para que este trabalho se tornasse possível.

Astronomia On-line
13 de Setembro de 2022



 

86: Cientistas confirmam que a Lua se originou da colisão de um corpo celeste contra a Terra

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Um estudo publicado na edição de Agosto da revista científica Science Advances confirma a teoria de que nossa Lua teria se originado de uma colisão da Terra com um corpo celeste de dimensões semelhantes às de Marte. Conhecida como “impacto gigante”, essa afirmação diz que o satélite natural teria sido criado a partir da fusão de detritos provenientes do manto terrestre.

© Reprodução/Pixabay Os pesquisadores acreditam que nosso satélite natural foi nutrido por elementos como olivina e apatita, dois tipos de minerais rochosos presentes na Terra Reprodução/Pixabay

A pesquisa foi realizada pelo Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH Zurich) a partir da análise de seis amostras (vidros vulcânicos) de meteoritos lunares obtidas pela NASA na Antárctida em meados dos anos 2000.

O material ajudou os cientistas a entenderem como o impacto da Terra com o objecto espacial, semelhante a Marte, criou um “ disco circum-terrestre”, também conhecido como “sinestia”, cujos materiais serviram de base para a formação da Lua, que cresceu e se condensou rapidamente, segundo o site americano Science Daily.

Durante sua formação, os pesquisadores acreditam que nosso satélite natural foi nutrido por elementos como olivina e apatita, dois tipos de minerais rochosos presentes na Terra e que também estavam nas amostras lunares usadas no estudo.

Os cientistas descobriram ainda que a água existente na Lua seria proveniente de meteoritos do tipo condrito, não metálicos, que faziam parte do disco de detritos (sinestia).

Segundo Patrizia Will, principal autora do estudo, citada pelo Science Daily, a vantagem de trabalhar com vidros vulcânicos lunares é que foi possível identificar as impressões químicas, ou assinaturas isotópicas, dos gases hélio e néon, materiais formados pelo Sol, nativos do nosso planeta, e que foram herdados pela Lua.

“Encontrar gases solares, pela primeira vez, em materiais basálticos na Lua que não estão relacionados a nenhuma exposição na superfície lunar foi um resultado muito emocionante”, diz a cientista.

Como mostra o site americano, só foi possível chegar a essas conclusões porque os fragmentos analisados no estudo, os vidros vulcânicos lunares, foram colectados na Antárctida e não na superfície da Lua, que sofre as consequências da exposição constante à radiação solar, por não ter atmosfera para protegê-la.

De acordo com os pesquisadores, a hipótese do “impacto gigante” se mostra bastante viável e o próximo passo será desvendar como o nosso planeta obteve os gases que herdou da Lua. Por enquanto, eles acreditam que tenham surgido de cometas e asteróides do Sistema Solar.

MSN Notícias
IstoÉ Dinheiro
Diego Ferron
20.08.2022

66: Estudo diz que risco de falta de água atingirá 17% dos europeus até 2050

FALTA DE ÁGUA/RISCOS

Os dados do Water Risk Filter apontam para a necessidade de serem tomadas medidas urgentes pelos governos e empresas.

© Arquivo Global Imagens

Cerca de 17% da população europeia está em grande risco de escassez de água até 2050, o que poderá afectar 13% do PIB da Europa, indica uma análise esta quarta-feira divulgada pela organização “World Wide Fund for Nature” (WWF).

A nova análise “mostra que a Europa será cada vez mais propensa a secas e escassez de água”, alerta um comunicado divulgado pela Associação Natureza Portugal (ANP), que trabalha em associação com a WWF.

Os dados do “Water Risk Filter” apontam para a necessidade, segundo o comunicado, “de tomada de medidas urgentes pelos governos e empresas para aumentar a resiliência das sociedades e economia, particularmente através de soluções baseadas na natureza”.

“As secas na Europa não devem chocar ninguém: os mapas de risco da água há muito que apontam para um agravamento da escassez em todo o continente. O que nos deve chocar é que os governos, empresas e investidores europeus continuam a fechar os olhos aos riscos de escassez da água, como se estes riscos se resolvessem sozinhos”, diz, citado no comunicado, Alexis Morgan, da WWF.

Ruben Rocha, da ANP/WWF, também citado no documento, lembra que em Portugal, como nos restantes países de clima mediterrânico, a situação de seca meteorológica é cada vez mais intensa devido às alterações climáticas.

“Sabemos que a agricultura é responsável por cerca de 75% do consumo de água em Portugal, valor muito superior à média europeia (aproximadamente 25%) e maior do que a média mundial (70%), devido a práticas agrícolas insustentáveis, que exigem medidas urgentes e muitas vezes impopulares do ponto de vista político”, diz.

O estudo recorda que os rios da Europa estão actualmente a sofrer as consequências do calor, com quatro dos rios mais importantes do continente – Danúbio, Pó, Reno e Vístula – a enfrentarem recordes nos seus níveis mínimos, ameaçando os negócios, indústria, agricultura e mesmo o consumo de água pelas pessoas.

Lamentavelmente 60% dos rios da Europa estão hoje “pouco saudáveis”, diz a organização ambientalista.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Agosto 2022 — 15:58

59: Espaço: Existe uma reserva de água do tamanho de 140 biliões de oceanos

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A Terra tem muita água, mesmo muita! Aliás, a quantidade é tanta que é complicado contabilizar e traduzir em números o valor. Segundo estimativas, a Terra terá 1.260.000.000.000.000.000.000 de litros de água. Contudo, apenas 2% de toda esta água é potável. Mesmo assim, é uma grande quantidade que não está bem distribuída. E se um dia precisássemos de mais água?

Não se vislumbra um acontecimento que nos faça perder este líquido precioso para o espaço. No entanto, nesse mesmo espaço, a alguns mil milhões anos luz, existe um lugar que tem mais 140 biliões de vezes mais água que a que temos aqui no nosso planeta. Portanto, 140 biliões de vezes mil duzentos e sessenta triliões de litros.

Água em forma de vapor que é 140 biliões mais do que a que temos na Terra

Bom, pode não ser fácil perceber estes números de litros à escala com que lidamos. Contudo, os astrónomos encontraram esta reserva à espreita num longínquo buraco negro super-massivo. Dizem ser o maior depósito de água do universo e que tem 4.000 vezes a quantidade encontrada na Via Láctea.

Esta quantidade de água foi descoberta por duas equipas de astrónomos a 48 mil milhões de biliões de quilómetros, onde aparece como vapor disperso por centenas de anos-luz.

Ilustração do quasar APM 08279+5255: CXC/M.Weiss; Raio-X: NASA/CXC/PSU/G.Chartas

O reservatório foi encontrado numa área gasosa de um quasar, que é uma região brilhante e compacta no coração de uma galáxia alimentada por um buraco negro. Esta descoberta demonstra que a água pode estar presente em todo o universo, mesmo no início.

Embora este acontecimento não seja surpreendente para os especialistas, a água nunca tinha sido descoberta tão longe. A luz do quasar (especificamente, o quasar APM 08279+5255 na constelação Lince) levou 12 mil milhões de anos-luz a chegar à Terra, o que implica que esta massa de água já existisse quando o universo tinha apenas 1,6 mil milhões de anos.

Um grupo de investigadores começou em 2009 a utilizar o instrumento Z-Spec no Observatório de Submilímetros Caltech no Hawaii, enquanto outro utilizou o Interferómetro Plateau de Bure nos Alpes franceses.

Estes sensores detectam comprimentos de onda milimétricos e submilimétricos, permitindo a detecção de gases vestigiais (ou vastos reservatórios de vapor de água) no cosmos primitivo. A descoberta de muitas impressões digitais espectrais de água no quasar forneceu aos investigadores os dados de que necessitavam para calcular a vasta magnitude do reservatório.

Pplware
Autor: Vítor M