Kiev avança para os Leopard 2 e pede a Berlim: “Pensem mais rápido”

 

🇩🇪 ALEMANHA // LEOPARD 2 // ATRASOS // MEDOS // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

Polónia vai treinar ucranianos a manusear os tanques alemães enquanto a pressão para o governo alemão se decidir prossegue. Moldávia discute fim da neutralidade.

Kiev não vai esperar pela decisão de Berlim e vai ter militares na Polónia a receber formação para poderem manobrar os Leopard 2.
© Wojtek RADWANSKI / AFP

Os dirigentes ucranianos e os seus aliados mais próximos digeriram com dificuldade a indecisão de Berlim em avançar com os seus veículos de combate Leopard 2 para a guerra na Ucrânia durante a reunião de sexta-feira na base de Ramstein, Alemanha, que juntou cerca de 50 aliados e países parceiros.

O novo ministro da Defesa alemão Boris Pistorius disse não saber quando poderá Berlim responder e em que sentido sobre os tanques de guerra. O ministro da Defesa ucraniano Olekseii Reznikov contornou a questão ao anunciar que militares ucranianos vão receber formação na Polónia.

“Os países que já têm tanques Leopard podem iniciar missões de treino para as nossas tripulações de tanques”, comentou.

Ainda assim, mostrou-se satisfeito com o resultado do oitavo encontro do grupo de contacto presidido pelo secretário da Defesa norte-americano Lloyd Austin, tendo destacado o fortalecimento da defesa antiaérea.

“Falámos em Ramstein não só sobre os Patriot, mas também sobre outros sistemas. Estamos a falar de sistemas de curto, médio e longo alcance, inclusive em termos de amplitude de altitude”, disse Reznikov.

Sobre a questão mais badalada, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Andriy Melnyk, que ficou bem conhecido junto dos alemães enquanto embaixador em Berlim, não escondeu estar “desapontado” e disse ser “ridículo” que o exército e a indústria da Alemanha, “após 331 dias de guerra brutal ainda esteja a fazer um inventário das existências para verificar se têm algo a enviar para a Ucrânia”, disse à CNN.

– Os alemães não querem “ofender” o putinofantoche russonazi

Por fim, o conselheiro do presidente Zelensky – que participou nas cerimónias fúnebres dos 14 mortos da queda do helicóptero que vitimou o ministro do Interior e dois subalternos – criticou a “indecisão global” que irá, de qualquer modo, acabar na ajuda à Ucrânia “com as armas necessárias”, disse Mikhailo Podolyak.

“Mas a indecisão de hoje está a matar mais pessoas. Cada dia de atraso é a morte de ucranianos. Pensem mais rápido.” Apelo similar foi subscrito pelos chefes da diplomacia da Estónia, Letónia e Lituânia.

No terreno, a Rússia está a anunciar avanços, quer em Donetsk, em especial em redor de Bakhmut, quer em Zaporíjia, embora em termos gerais o conflito esteja “em ponto morto”, segundo a avaliação dos serviços de informações da Defesa britânicos.

Chisinau move-se

A invasão russa da Ucrânia teve outras consequências geopolíticas. A Suécia e a Finlândia abandonaram a neutralidade e juntaram-se à NATO, mas apesar de um processo rápido de adesão, estão dependentes da ratificação dos parlamentos da Hungria e da Turquia.

O líder turco Erdogan tem explorado o dossier ao máximo para consumo doméstico e para perseguição aos seus opositores, sejam curdos, sejam do movimento gulenista.

Ancara obteve concessões de Estocolmo: o parlamento sueco aprovou uma emenda constitucional que abre o caminho para perseguir organizações terroristas, caso do PKK.

No entanto, os turcos dizem que a ratificação depende agora da extradição de pessoas que acusa de terrorismo ou de ter desempenhado um papel na tentativa de golpe de Estado de 2016, algo que não depende do governo.

– A escola deste turco é a mesma do putinofantoche russonazi

Com eleições presidenciais em Maio como pano de fundo, o governo turco cancelou uma visita do ministro da Defesa sueco porque as autoridades suecas permitiram uma manifestação de um activista anti-islâmico em Estocolmo.

Rasmus Paludan, um político de direita sueco-dinamarquês liderou um protesto em frente à embaixada da Turquia, no qual criticou o islão e ateou fogo a um exemplar do Alcorão.

Outro país que planeia abandonar a neutralidade é a Moldávia. A presidente Maia Sandu, em declarações ao Político, disse que decorre um debate nacional sobre se o pequeno país tem condições para se defender ou “se deve fazer parte de uma aliança maior”, sem nomear a NATO.

Além de ter uma base russa em seu território contra vontade, no território separatista da Transnístria, a Moldávia tem sido um dos países mais afectados pela agressão russa: é o estado que mais refugiados recebeu per capita e sofre consequências directas dos bombardeamentos às infra-estruturas ucranianas, uma vez que o seu sistema energético depende do ucraniano.

Como antigo estado soviético, Chisinau tem sido advertido pelo regime de Putin sobre as consequências de se aproximar do Ocidente.

“A propaganda russa conseguiu convencer parte da população de que a neutralidade significa que não é necessário investir no sector de defesa, que a neutralidade significa que não se faz nada e que há capacidade de se defender, o que é errado”, disse Sandu.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
21 Janeiro 2023 — 23:38



 

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163: Alemanha bate o pé e não acelera decisão sobre tanques para Kiev

 

– A política e certos políticos são autênticas cagadeiras portáteis! Qual o motivo ou a razão da Alemanha não fornecer os Leopard 2 ou deixar que os países que já se disponibilizaram a fornecê-los o façam? Os russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 vão-se aproveitando destes impasses sem nexo e vão destruindo o que resta da Ucrânia, assassinando tudo o que mexe na frente deles, não importa que sejam crianças, jovens ou idosos – são todos nazis na óptica psicopata deles – e quando estiver tudo destruído é que vão dar luz verde para os Leopard 2 avançarem? “Analistas dizem que Alemanha bloqueia entrega de tanques por receio da reacção russa” Serão ainda reflexos do Merkelreich?💩💩💩 para esta gente!

🇩🇪 ALEMANHA // RAMSTEIN // 🇺🇦 UCRÂNIA

Apesar dos apelos da Ucrânia e da pressão dos aliados, Berlim não tomou ainda ​​​​​​​a decisão de fornecer os Leopard ou deixar que outros forneçam os que têm nos seus arsenais.

Os titulares da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, dos EUA, Lloyd Austin, e da Ucrânia, Olsksii Reznikov.
© EPA/RONALD WITTEK

A reunião do Grupo de Contacto da Ucrânia terminou com promessas de um “potente” pacote de ajuda militar a Kiev, mas nenhuma decisão em relação ao envio de tanques pesados de fabrico alemão aos ucranianos.

Berlim não cedeu às pressões dos últimos dias dos aliados para fornecer os seus Leopard, nem desbloqueou a hipótese de outros países enviarem aqueles que têm no seu arsenal (eles têm que dar luz verde a essa eventual transferência).

“O tempo continua a ser uma arma russa”, lembrou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, dizendo que “não há alternativa” ao envio dos tanques.

“Hoje ainda não podemos dizer quando uma decisão será tomada, e qual será essa decisão, em relação aos tanques Leopard”, afirmou o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, há menos de uma semana no cargo.

Num intervalo da reunião na base aérea norte-americana de Ramstein, na Alemanha, onde estiveram representantes de 50 países, o ministro lembrou que a ideia de que “há uma coligação unida” e que Berlim “está a meter-se no caminho é errada”, alegando que “há muitos aliados que dizem partilhar a visão” alemã.

A Polónia, um dos países que já mostrou disponibilidade para fornecer os seus próprios Leopard à Ucrânia (Zelensky diz que Portugal é outro), está convencida de que os aliados acabarão por formar essa coligação para ceder os tanques pedidos por Kiev.

“Estou convencido que a formação desta coligação será um sucesso”, indicou o ministro da Defesa polaco, Mariusz Blaszczak. Mas a decisão ainda não foi tomada em Ramstein.

“Há boas razões a favor da entrega e há boas razões contra”, tinha referido o alemão Pistorius, dizendo que é preciso pesar os prós e contras.

O secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, considera que “todos podemos fazer mais” pela Ucrânia, mas em relação à posição alemã reiterou que Berlim é um “aliado confiável”.

Os próprios EUA não têm em cima da mesa o envio dos seus tanques pesados Abrams, com os alemães a rejeitar a notícia de que o envio dos Leopard estaria dependente de Washington decidir também enviar os seus Abrams.

Austin lembrou que a Alemanha vai enviar blindados Marder e que o sucesso ucraniano “não depende de uma única plataforma”, mas de um “esforço combinado” de todos.

O Pentágono, que admitiu que será “muito difícil” expulsar as tropas russas da Ucrânia este ano, anunciou na véspera da reunião um novo pacote de ajuda militar no valor de 2,5 mil milhões de dólares para Kiev, que inclui 90 veículos de combate Stryker e mais 59 blindados Bradley. Zelensky agradeceu esta “poderosa” ajuda, tal como o 12.º pacote de apoio da Finlândia, no valor de 400 milhões de euros.

Alemanha e Países Baixos vão enviar sistemas de mísseis Patriot. Portugal vai enviar mais 14 viaturas blindadas M113 e, sobre os Leopard, está disponível para treinar os militares para os usar e “identificar, de forma coordenada com os seus parceiros, formas de apoiar a Ucrânia com esta capacidade”.

O Kremlin mostrou-se convencido de que a entrega de tanques à Ucrânia “não mudará em nada” a situação no terreno, acusando o Ocidente de manter a “dramática ilusão” de que é possível uma vitória militar de Kiev.

“É preciso não exagerar a importância da entrega de tais armas, nem a sua capacidade em mudar alguma coisa. Não mudarão nada no que diz respeito ao progresso do lado russo no cumprimento dos seus objectivos”, referiu o porta-voz, Dmitry Peskov.

susana.f.salvador@dn.pt

Diário de Notícias
Susana Salvador
20 Janeiro 2023 — 23:15



 

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