909: Alemanha e França prometem ajudar Kiev até ao fim do conflito

– Eu só leio que todo o mundo ajuda Kiev e os ucranianos, mas o putinocrata assassino terrorista russonazi ☠️卐☠️ continua impávido, sereno e impunemente a bombardear, destruir, assassinar civis inocentes, sem qualquer peso de consciência – que não a tem. Para quando uma resposta de força bruta contra este terrorista e os seus terroristas da seita?

🇷🇺 UBIYTSA! 🇷🇺

🇷🇺 SMERTʹ RUSONAZAM 🇷🇺

FRANÇA/ALEMANHA/APOIO/UCRÂNIA

Olaf Scholz indicou que a Alemanha e a França estão a trabalhar para ajudar a Ucrânia a “reconstruir as suas infra-estruturas energéticas”, parcialmente destruídas.

Primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, e o chanceler alemão, Olaf Scholz
© EPA/FILIP SINGER

A Alemanha e a França comprometeram-se esta sexta-feira a apoiar a Ucrânia até ao fim do conflito desencadeado pela invasão russa, numa declaração feita pelos respectivos chefes de Governo após uma reunião em Berlim.

“Desde o primeiro dia desta brutal guerra, os nossos dois países têm dado um apoio inabalável à Ucrânia… estamos, chanceler, totalmente alinhados: continuaremos a fazê-lo, apoiaremos a Ucrânia até ao fim deste conflito”, disse a primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, acrescentou que “a Rússia deve pôr fim a esta guerra e retirar as suas tropas imediatamente”.

“A política russa de terror através de bombas contra infra-estruturas civis na Ucrânia tem de acabar”, sublinhou o chefe do Governo alemão.

Olaf Scholz indicou que a Alemanha e a França estão a trabalhar para ajudar a Ucrânia a “reconstruir as suas infra-estruturas energéticas”, parcialmente destruídas.

Enfrentando já temperaturas próximas de zero, quase metade dos residentes de Kiev continuavam sem electricidade esta sexta-feira, dois dias depois dos ataques russos terem voltado a visar infra-estruturas críticas.

A estratégia de Moscovo de bombardear instalações energéticas, seguida desde Outubro num cenário de recuos militares, constitui “crime de guerra” para os aliados ocidentais da Ucrânia e foi qualificada como um “crime contra a humanidade” pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Novembro 2022 — 17:26



 

891: Varsóvia rejeita sistema anti-mísseis de Berlim e diz que deveria ir para Kiev

POLÓNIA/BERLIM/ANTI-MÍSSEIS

O Governo polaco rejeitou um sistema anti-mísseis oferecido pela Alemanha, dizendo que deveria ser dado à Ucrânia, uma proposta que não é válida para Berlim, porque aumentaria o envolvimento da NATO no conflito russo-ucraniano.

© EPA/Tytus Zmijewski

A resposta da Polónia à oferta alemã foi recebida pela Ucrânia, que está desesperada para proteger o seu espaço aéreo, enquanto bombardeamentos russos danificam as estruturas de energia em todo o país.

Mas, entretanto, a ministra da Defesa da Alemanha, Christine Lambrecht, salientou que a utilização dos sistemas de defesa da NATO fora do seu território precisa ser acordada por todos os Estados-membros.

“É importante para nós que a Polónia possa contar com aliados para que haja apoio entre todos, mesmo em tempos difíceis”, disse Lambrecht à imprensa em Berlim.

“É por isso que nos oferecemos para apoiar o policiamento aéreo e os [mísseis] Patriot, que fazem parte de uma defesa aérea integrada da NATO, ou seja, destinam-se ao território da NATO. Se foram usados fora da área da NATO, isso deve ser previamente acordado com a NATO e com os aliados”, acrescentou.

Na Polónia, os críticos do partido populista no poder acusaram-no de sacrificar a segurança do país com uma guerra vizinha na Ucrânia em prol de um combate político doméstico que explora o sentimento anti-alemão para lucros de curto prazo.

“Esta proposta afecta a credibilidade da Polónia e, pior de tudo, a sua segurança. Os alemães recebem um sinal claro de que não queremos a ajuda deles, o potencial de defesa do céu polaco vai ser menor.

Na pior guerra na Europa desde 1945, este é um erro imperdoável”, escreveu o vice-editor diário Rzeczpospolita, Michal Szuldrzynski.

O partido populista no poder da Polónia, que vai enfrentar eleições no próximo outono e que vê a sua popularidade prejudicada devido a uma inflação de 18%, vem a intensificar a sua mensagem anti-alemã — que há muito faz parte da sua retórica.

Após a invasão russa da Ucrânia, a NATO reforçou as suas defesas ao longo do seu flanco oriental, incluindo a Polónia, enquanto Varsóvia trabalhou para fortalecer as suas forças armadas com a aquisição de armas.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Novembro 2022 — 22:13



 

829: Bares alemães boicotam jogos do mundial

MUNDIAL/FUTEBOL/BARES ALEMÃES/BOICOTE

Para o dono de um bar em Colónia era mais importante tomar posição sobre o Qatar do que lucrar à custa do torneio. O boicote ganhou adeptos entre outros bares da cidade.

“Cartão vermelho para o Qatar” lê-se num protesto junto à Porta de Brandemburgo, Berlim.
© John MACDOUGALL / AFP

O Lotta tem as portas abertas há 27 anos e incontáveis jogos de futebol transmitidos nos dois ecrãs gigantes. Mas quando o Campeonato do Mundo iniciou, o seu proprietário decidiu que o bar estaria fechado.

Na segunda-feira, à hora dos Estados Unidos-País de Gales, os clientes vão estar a jogar um concurso de cultura geral. E na terça-feira, enquanto a França joga contra a Austrália, o pub dá voz a um painel que vai discutir a situação no Qatar, a FIFA e o boicote.

Peter Zimmermann, um dos proprietários do espaço, nada tem contra o futebol, bem pelo contrário. É sócio do Colónia (ou FC Köln) e acha que não pode valer tudo no negócio do futebol.

“Queremos dar o exemplo contra este sistema completamente corrupto da FIFA, onde o que realmente importa é o dinheiro e os direitos humanos e a cultura futebolística não interessam”, disse Zimmermann à Deutsche Welle. “E claro que o Qatar supera tudo: a opressão das mulheres, a discriminação contra os homossexuais e as chocantes condições de trabalho”, prosseguiu.

“Claro que o Campeonato do Mundo de futebol é sempre um bom negócio adicional, especialmente quando a Alemanha está a jogar. Mas temos os nossos clientes regulares e espero que outras pessoas venham aqui para a nossa programação alternativa”, disse.

Instalação num estádio em Herne, cidade na Renânia do Norte-Vestefália, em memória dos que morreram na construção dos estádios no Qatar..
© Roberto Pfeil / afp

A iniciativa de Zimmermann foi decidida em Abril, altura em que pendurou uma faixa com os dizeres “Boicote Qatar”. À medida que o tempo passou outros bares em Colónia associaram-se à iniciativa.

A DW realça que o sentimento geral alemão é, senão de boicote, pelo menos de indiferença perante o torneio. Numa recente sondagem Infratest Dimap, quase metade dos inquiridos considerava passar totalmente ao lado do mundial.

O sentido crítico alemão ressente-se no comércio, com as cadeias de lojas a registarem uma quebra nas vendas de camisolas do Campeonato do Mundo até 50% em comparação com o último mundial de 2018.

Diário de Notícias
DN
21 Novembro 2022 — 00:17