1052: Ucrânia, Apagões põem em risco doentes crónicos a ser tratados

– E para quando lançarem umas valentes bojardas de alta precisão sobre Moscovo, S. Petersburgo, Estalinegrado…???

🇷🇺 UBIYTSY! 🇷🇺

🇷🇺 RUSONAZSʹKI VBYVTSI 🇷🇺

🇷🇺 RÚSSIA – ESTADO TERRORISTA 🇷🇺

🇺🇦 UCRÂNIA // APAGÕES // RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

Os apagões causados pelos ataques russos com mísseis e drones contra a infra-estrutura eléctrica civil ucraniana põem em perigo os ucranianos gravemente doentes que dependem do fornecimento ininterrupto de electricidade.

© Getty Images

“Maksym depende de duas coisas. Cuidados permanentes e electricidade”, disse à EFE Liliia Leptso enquanto vigia o seu filho de nove anos, que está a olhar para uns desenhos animados num ‘tablet’ junto à sua cama.

Liliia pode garantir a primeira necessidade, mas preocupa-a a segunda, já que os apagões em Volia-Vysotska, uma povoação próxima da cidade de Zhovkva – no oblast de Lviv, oeste da Ucrânia – onde vive, são cada vez mais frequentes e prolongados.

Maksym tinha cinco meses quando começou a perder a capacidade de respirar por si mesmo e lhe diagnosticaram atrofia muscular espinal de tipo 1, uma doença neurológica que conduz a uma rápida perde de neurónios motores e afecta os músculos de uma forma que pode levar a uma morte precoce.

Graças aos esforços da mãe, assim como de várias fundações de caridade, a criança sobreviveu. Depende de vários dispositivos médicos que necessitam de electricidade, o mais importante dos quais um respirador ao qual está sempre ligado.

Como Maksym também não consegue falar, ouvir ou até mesmo tossir por si mesmo, precisa destes dispositivos que o ajudam nessas funções ou alertam quando precisa de ajuda urgente.

Liliia disse à agência EFE que a noite passada foi especialmente difícil, porque a electricidade foi cortada durante mais de 12 horas. Depois de esgotadas as baterias que alimentam os dois ventiladores ligou um gerador a gasóleo para fornecer energia.

Quer comprar uma bateria maior, mas preocupa-a o que pode acontecer se o gerador se avariar e se os apagões durarem mais tempo.

Apesar de repleto de equipamento médico, o quarto não parece uma unidade hospitalar. Está cheio de desenhos e jogos e a mãe fala frequentemente com o filho.

“Somos os dois muito carinhosos”, disse Liliia, que sublinha que Maksym dispõe de todas as capacidades intelectuais, apesar da doença.

Liliia contou que ficou horrorizada nos primeiros três dias da invasão. Ligava a televisão na cozinha com o volume no máximo e abraçava o filho enquanto ouvia as notícias sem parar. Ao filho explicou como conseguiu que tinha começado uma guerra.

“Não sabes o que isso significa. Dá medo. Mas farei tudo o que puder para te proteger”, disse a mãe, lembrando o que disse ao filho na altura.

Lembrou também que cobriu o filho com mantas para protegê-lo dos vidros partidos quando as janelas estremeciam durante as explosões que se sucediam nas proximidades.

Apesar disso, nunca considerou sair da Ucrânia.

“É a minha casa, o meu país. Além disso, não poderia garantir eu mesma o mesmo nível de cuidados no estrangeiro”, confessou.

Na Ucrânia pode ter a ajuda de uma enfermeira, na qual confia. Consegue água de um poço e os fornos a lenha mantêm quente a casa.

“Se compararmos a nossa situação com o que se passa em outros lugares da Ucrânia, não nos podemos queixar”, disse.

Liliia está em contacto com dezenas de pais cujos filhos têm a mesma doença e, inclusivamente, ofereceu-se para acolher em sua casa uma menina cujo estado se deteriorou depois de dois meses na cidade ocupada de Kherson.

Para estas crianças, explicou, “um momento sem os cuidados adequados pode ter graves consequências”.

Hania Poliak, voluntária que ajuda crianças em condições semelhantes, disse à EFE que foram enviados para a Ucrânia uma dezena de geradores através do ‘Pallium for Ukraine’, uma iniciativa polaca para garantir o fornecimento de energia.

“Os geradores e as baterias são apenas uma solução parcial insuficiente se os apagões durarem semanas”, lamentou, sublinhando a necessidade de armazenas grandes quantidades de combustível ou carregar em algum lado as baterias.

Também há a possibilidade de saída para o estrangeiro, mas as alternativas de alojamento são limitadas, já que estas crianças não podem ficar em albergues ou em grandes instalações sem um quarto individual.

Notícias ao MinutoLusa // Notícias ao Minuto
02/12/22 23:13
por Lusa



 

1031: “A Internet vai deixar de funcionar. É muito provável”

INTERNET / APAGÃO / PROBALIDADES

Autora do livro Error 404 acredita que toda a rede vai abaixo e o planeta vai atravessar uma situação de pânico.

Rawpixel

Esther Paniagua é jornalista e decidiu aproveitar a mensagem frequente do erro 404, que aparece quando um link não funciona, para escrever um livro intitulado precisamente Error 404.

Em resumo, esta obra é uma previsão preocupante: um dia, a Internet vai deixar de funcionar, o caos e o pânico vão espalhar-se pelo planeta e ninguém está preparado para esse cenário.

Em entrevista à BBC, Esther começou por explicar que começou a seguir esta ideia devido a uma frase do neuro-cientista Dan Dennett, que avisou: “A Internet irá abaixo e viveremos ondas de pânico mundial”.

A jornalista acredita que há fundamento nessa frase e avisa: é mesmo “muito provável” que surja uma espécie de apagão na Internet a nível mundial. Mas, claro, ninguém tem uma data específica para isso.

E, como tudo está ligado à Internet, “tudo deixaria de funcionar e seria produzido um efeito em cascata, um efeito dominó, porque afectaria até mesmo os serviços que não estão conectados à rede”.

“Os especialistas dos serviços de inteligência garantem que, 48 horas depois do apagão, começaria a surgir o pânico e as pessoas começariam a temer pela sua sobrevivência”, acrescenta a especialista em ciência e tecnologia.

O processo de “apagar” a Internet é rápido. Esther lembra que, em 1998 – sim, há 24 anos – um grupo de piratas informáticos mostrou nos Senado dos EUA que conseguia derrubar toda a rede em 30 minutos, aproveitando vulnerabilidades num protocolo básico da Internet que, em poucas palavras, faz com que a informação flua da forma mais eficiente possível.

Claro que, entretanto, a segurança na rede é diferente – mas os métodos de pirataria também são outros. Basta lembrar que, há um ano, todas as plataformas da Meta ficaram em baixo. “Já tivemos muitos casos de crianças que, até sem intenção, estavam a brincar e realizaram ciber-ataques”.

Esther Paniagua abordou também o DNS, o sistema de nomes de domínio, que está “nas mãos” de apenas 14 pessoas, de 14 guardiões da rede. São essas pessoas – e só essas – que têm as chaves digitais e físicas do DNS global. Reúnem-se duas vezes por ano.

Há uma preocupação maior para a autora do livro: os cabos submarinos, uma via “muito vulnerável”. Há dois anos o Iémene ficou sem Internet porque um cabo submarino falhou.

Já em 2022 foi a vez de Tonga ficar sem net, depois da erupção vulcânica. Um cabo cortado – acidentalmente ou propositadamente – retira a rede a milhões de pessoas.

Se o apagão geral acontecer, há outro problema: os Governos não estão preparados para reagir rapidamente e da forma mais eficaz.

ZAP //
1 Dezembro, 2022



 

965: Ucrânia pode ficar totalmente às escuras num próximo ataque

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS ☠️卐☠️ FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV ☠️卐☠️
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI ☠️卐☠️ IZ UKRAINY

UCRÂNIA/TERRORISMO RUSSONAZI 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 /ENERGIA

A Ucrânia pode ficar totalmente às escuras num próximo ataque. A Rússia tem concentrado os seus ataques às infra-estruturas energéticas do país.

Sergey Kozlov / EPA

Até sexta-feira, mais de 6 milhões de casas continuavam afectadas por cortes de energia na Ucrânia, dois dias após os ataques em massa da Rússia contra infra-estruturas energéticas do país.

Kiev, com cerca de 600.000 casas sem electricidade à noite, e a sua região, assim como as províncias de Odessa, Lviv, Vinnytsia e Dnipropetrovsk, eram as mais afectadas pelos cortes.

A estratégia de Moscovo de bombardear instalações energéticas, seguida desde Outubro num cenário de recuos militares, é considerada “crime de guerra” pelos aliados ocidentais da Ucrânia e qualificada como um “crime contra a humanidade” pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O conselheiro presidencial da Ucrânia, Mykhailo Podolyak, disse, este domingo, que os ataques russos são “simplesmente de fascismo do século XXI”.

Os ataques são “sobre cirurgias interrompidas, diálises canceladas, ventiladores desligados, ambulâncias que não chegaram” e não apenas sobre a luz, considerou o conselheiro presidencial ucraniano.

A Rússia, por sua vez, afirma visar apenas infra-estruturas militares e atribui os cortes de energia aos disparos das defesas aéreas ucranianas.

As autoridades ucranianas estimam que cerca de 50% das instalações de energia da Ucrânia foram danificadas nos recentes ataques.

Apesar dos mais recentes ataques, a Ucrânia vai recuperando a energia, com 80% do território a ter novamente electricidade e água, segundo a Euronews.

Na CNN Portugal, o major-general Agostinho Costa, especialista em assuntos de segurança, disse que acredita que haverá um novo ataque à Ucrânia que “poderá levar a um apagão geral”.

Com a chegada do inverno e das temperaturas baixíssimas, a Europa poderá estar “à beira de uma nova vaga de refugiados”, sugere Agostinho Costa.

Daniel Costa, ZAP // Lusa
28 Novembro, 2022



 

858: Ucrânia com apagões de energia até Março

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

Organização Mundial de Saúde alertou para as milhões de vidas ucranianas em risco, destacando que que o sistema de saúde do país “atravessa os seus dias mais negros”.

Sergey Dolzhenko / EPA

– Pena esta imagem não ser a de uma rua de Moscovo…

Serguei Kovalenko, director da empresa de energia Yasno, a maior a operar em Kiev, antecipou esta segunda-feira um cenário negro para os habitantes da cidade que, perante os sucessivos ataques que o país tem sofrido por parte das forças russas, terão de enfrentar apagões sucessivos talvez até Março do próximo ano.

De acordo com o responsável, milhões de pessoas poderão ficar sem electricidade ou água ao longo dos próximos meses (ou mais frios), pelo que terão que recorrer a formas alternativas para garantir o seu aquecimento.

Ainda assim, garantiu, os funcionários da empresa estão a acelerar as reparações, de forma a minimizar os impactos junto da população.

O dia de ontem ficou ainda marcado pela entrada em vigor de novas restrições relacionadas com a distribuição de electricidade, o que resultou na desconexão de mais de 950 mil clientes.

Também a empresa estatal Ukrenergo anunciou novos apagões para esta terça-feira, em linha com o que tem acontecido no país nas últimas semanas.

Perante estas limitações no aquecimento das casas e da população, a Organização Mundial de Saúde alertou para as milhões de vidas ucranianas em risco, destacando que que o sistema de saúde do país “atravessa os seus dias mais negros até ao momento”.

De acordo com Hans Kluge, director regional do organismo para a Europa, as temperaturas em algumas regiões do país podem chegar aos -20º, deixando a população “no limiar da sobrevivência“.

ZAP //
22 Novembro, 2022