1000: A missão Artemis pode ser a última dos astronautas da NASA

POST Nº. 1.000 DESTE BLOGUE

CIÊNCIA / TECNOLOGIA / ESPAÇO / ARTEMIS 1

Neil Armstrong deu o seu histórico “pequeno passo” na Lua em 1969. E apenas três anos depois, os últimos astronautas da Apollo deixaram o nosso vizinho celestial.

NASA

Desde então, centenas de astronautas foram lançados ao Espaço, mas principalmente para a Estação Espacial Internacional que orbita a Terra. Nenhum, de facto, se aventurou mais do que algumas centenas de quilómetros da Terra.

O programa Artemis liderado pelos EUA, no entanto, visa devolver os humanos à Lua nesta década – com o Artemis I voltando para a Terra como parte do seu primeiro voo de teste, girando ao redor da Lua.

As diferenças mais relevantes entre a era Apollo e meados da década de 2020 são uma melhoria incrível no poder do computador e na robótica. Além disso, a rivalidade das super-potências não pode mais justificar gastos massivos, como na competição da Guerra Fria com a União Soviética.

A missão Artemis está a usar o novo Sistema de Lançamento Espacial da NASA, que é o foguete mais poderoso de todos os tempos – semelhante em design aos foguetes Saturn V que enviaram uma dúzia de astronautas da Apollo para a Lua.

Como os seus antecessores, o propulsor Artemis combina hidrogénio líquido e oxigénio para criar um enorme poder de elevação antes de cair no oceano, para nunca mais ser usado. Cada lançamento, portanto, tem um custo estimado entre dois e quatro mil milhões de dólares.

Isto é diferente do seu concorrente da SpaceX, “Starship”, que permite à empresa recuperar e reutilizar o primeiro estágio.

Os benefícios da robótica

Os avanços na exploração robótica são exemplificados pelo conjunto de rovers em Marte, onde o Perseverance, o mais recente prospector da NASA, pode conduzir-se por terrenos rochosos com orientação limitada da Terra.

Melhorias em sensores e inteligência artificial (IA) permitirão ainda que os próprios robôs identifiquem locais particularmente interessantes onde devem recolher amostras para trazer à Terra.

Nas próximas uma ou duas décadas, a exploração robótica da superfície marciana poderá ser quase totalmente autónoma, com a presença humana a oferecer poucas vantagens.

Da mesma forma, projectos de engenharia – como o sonho dos astrónomos de construir um radiotelescópio no outro lado da Lua, livre de interferências da Terra – não requerem intervenção humana. Tais projectos podem ser construídos por robôs.

Em vez dos astronautas, que precisam de um local bem equipado para morar se forem necessários para fins de construção, os robôs podem permanecer permanentemente no seu local de trabalho.

Da mesma forma, se a mineração de solo lunar ou asteróides para materiais raros se tornasse economicamente viável, isso também poderia ser feito de forma mais barata e segura com robôs.

Os robôs também poderiam explorar Júpiter, Saturno e as suas fascinantes luas diversas com poucos gastos adicionais, já que viagens de vários anos apresentam pouco mais desafios para um robô do que a viagem de seis meses a Marte. Algumas dessas luas poderiam, de facto, abrigar vida nos seus oceanos subterrâneos.

Mesmo que pudéssemos enviar humanos para lá, seria uma má ideia, pois poderiam contaminar esses mundos com micróbios da Terra.

Gestão de riscos

Os astronautas da Apollo foram heróis. Aceitaram altos riscos e levaram a tecnologia ao limite. Em comparação, viagens curtas à Lua na década de 2020, apesar do custo de 90 mil milhões de dólares do programa Artemis, parecerão quase rotineiras.

Algo mais ambicioso, como um pouso em Marte, poderia custar à NASA um bilião de dólares – gasto questionável quando estamos a lidar com uma crise climática e pobreza na Terra.

O alto preço é resultado de uma “cultura de segurança” desenvolvida pela NASA nos últimos anos em resposta às atitudes do público.

Isto reflecte o trauma e consequentes atrasos no programa que se seguiram aos desastres do space shuttle em 1986 e 2003, cada um dos quais matou os sete civis a bordo.

Dito isso, o space shuttle, que teve 135 lançamentos no total, alcançou uma taxa de falhas abaixo de dois por cento. Seria irreal esperar uma taxa tão baixa quanto esta para o fracasso de uma viagem de regresso a Marte – afinal, a missão duraria dois anos inteiros.

Os astronautas também precisam de muito mais “manutenção” do que os robôs – as suas jornadas e operações de superfície requerem ar, água, comida, espaço para viverem e protecção contra radiação nociva, especialmente de tempestades solares.

Já substancial para uma viagem à Lua, as diferenças de custo entre viagens humanas e robóticas cresceriam muito mais para qualquer estadia de longo prazo.

Uma viagem a Marte, centenas de vezes mais longe do que a Lua, não apenas exporia os astronautas a riscos muito maiores, mas também tornaria o apoio de emergência muito menos viável. Mesmo os entusiastas dos astronautas aceitam que podem decorrer quase duas décadas antes da primeira viagem tripulada a Marte.

Certamente haverá caçadores de emoção e aventureiros que aceitariam de bom grado riscos muito maiores – alguns até se inscreveram para uma proposta de viagem só de ida no passado.

Isso sinaliza uma diferença fundamental entre a era Apollo e hoje: o surgimento de um forte sector privado de tecnologia espacial, que agora abrange voos espaciais tripulados.

As empresas do sector privado competem agora com a NASA, de modo que viagens de alto risco e preços reduzidos a Marte, financiadas por bilionários e patrocinadores privados, podem ser tripuladas por voluntários dispostos. Em última análise, o público poderia animar estes aventureiros sem pagar por eles.

Dado que é altamente provável que o voo espacial humano além da órbita baixa seja totalmente transferido para missões com financiamento privado preparadas para aceitar altos riscos, é questionável se o projecto Artemis de vários milhares de milhões de dólares da NASA é uma boa maneira de gastar o dinheiro do governo.

ZAP // The Conversation
30 Novembro, 2022



 

913: Artemis 1: Hoje é um dia especial, a nave Orion entra na órbita lunar (vídeo)

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/NASA/LUA/ARTEMIS 1

A nave espacial Orion da missão Artemis 1 DA ASA chegará à órbita da Lua hoje, sexta-feira dia 25 de Novembro, e poderá assistir ao momento marcante ao vivo. O evento, que acontecerá pelas 21:52 hora de Lisboa, irá por à prova a cápsula, dado que o caminho até lá chegar é sinuoso.

Com mais esta etapa, a nave não tripulada atinge com sucesso o seu objectivo principal. A entrada em órbita será acompanhada da Terra e poderá assistir a tudo em directo. Veja como.

Artemis 1: Hoje será batido um novo recorde

Hoje, pelas 21:52 horas de Portugal continental, a Orion está programado para ligar o motor que irá atirar a nave espacial numa órbita retrógrada distante à volta da Lua.

A cápsula irá utilizar o Módulo de Serviço Europeu, projectado e implantado pela Agência Espacial Europeia (ESA), que realizará uma manobra com suporte da gravidade da Lua. É esse movimento que é chamado de “órbita retrógrada distante” (DRO).

Segundo informações a DRO levará Orion cerca de 64.000 quilómetros para além da lua no seu ponto mais distante. Ao percorrer este caminho, a cápsula estabelecerá um novo recorde, afastando-se mais da Terra do que qualquer outra nave espacial anterior de classificação humana.

A actual marca de 400.171 km é mantida pela missão Apollo 13 da NASA, que não se destinava a viajar tão longe. A Apollo 13 deu a volta à Lua em vez de aterrar no solo lunar, depois da explosão de um tanque de oxigénio no módulo de serviço da nave espacial.

Orion vai chegar, cumprimentar a Lua e vir embora

A Orion passará um pouco menos de uma semana na DRO. A cápsula deixará a órbita lunar com o impulso gerado após ligar o motor no dia 1 de Dezembro, depois começará a viagem para casa, para a Terra.

A nave chegará aqui no dia 11 de Dezembro com um mergulho no Oceano Pacífico ao largo da costa da Califórnia, se tudo correr como planeado.

A missão Artemis 1 de quase 26 dias foi concebida para testar a Orion e o enorme foguetão, o SLS (Sistema de Lançamento Espacial), que enviou a cápsula para o céu na semana passada, antes das missões planeadas da tripulação para a Lua.

O primeiro desses voos dos astronautas, Artemis 2, enviará a Orion à volta da Lua em 2024. A missão Artemis 3 vai então aterrar no solo lunar perto do Polo Sul da Lua em 2025 ou 2026. Seguir-se-ão outras missões de alunagem, à medida que a NASA constrói um posto de investigação da tripulação na região polar sul – um objectivo-chave do seu programa Artemis.

Veja aqui em directo a entrada da Orion na órbita retrógrada distante da Lua:

Pplware
Autor: Vítor M
25 Nov 2022



 

847: Homem vai viver na Lua antes de 2030

ESPAÇO/LUA/VIDA HUMANA

Previsão reforçada por chefe da NASA, poucos dias depois do lançamento da Artemis.

NASA

Artemis. Mesmo muita gente que não costuma estar atento a notícias sobre a Lua, ou o Espaço, deve ter ouvido este nome na semana passada.

O foguetão lunar de 98 metros, sem tripulantes, é o mais poderoso alguma vez construído pela NASA. Foi lançado na quarta-feira.

Faz parte do processo de os EUA tentarem voltar a colocar o Homem na Lua, pela primeira vez desde o fim do programa Apollo, há 50 anos.

Este regresso (concretizado) às explorações lunares deixou um chefe da NASA “a viver um sonho” e com uma sensação “inacreditável”.

Em entrevista à BBC, Howard Hu, chefe do programa de espaço-naves lunares Orion da NASA, disse que este é o primeiro passo de uma exploração espacial profunda, não só para os EUA, como também para todo o planeta.

“Acho que foi um dia histórico para a NASA, para todos que gostam do Espaço e da exploração espacial. Quer dizer, vamos voltar à Lua“, continuou.

A ideia é mesmo o Homem voltar à Lua. Não apenas de passagem; o objectivo é mesmo o Homem viver e trabalhar na Lua antes de 2030.

“Certamente, nesta década, teremos pessoas a viver na Lua durante umas temporadas, dependendo de quanto tempo estaremos na superfície. Terão habitats e rovers no solo”, afirmou.

Para já, a cápsula está a cumprir o previsto, na sua viagem. Deverá voltar à Terra no dia 11 de Dezembro.

A NASA quer colocar uma nave com pessoas, ao redor da Lua, em 2024. Pousar na Lua fica para o ano seguinte, ou 2026.

ZAP //
22 Novembro, 2022



 

843: Artemis 1: Cápsula Orion, da NASA, completa com sucesso o seu voo próximo à Lua

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/ARTEMIS 1/LUA/NASA

A missão Artemis 1 continua no espaço e a decorrer como a NASA e os seus parceiros esperavam. Agora que a cápsula Orion está próxima da Lua, é hora de realizar algumas manobras mais críticas e que vão avaliar o futuro desta missão.

Esta cápsula da NASA atingiu um novo momento crítico e chegou ao pronto mais próximo da Lua. Voou a 130 km do satélite natural da Terra durante o voo mais próximo, enquanto realizava um teste ao seu sistema de propulsão.

Cápsula Orion passou a rasar a Lua

Foi durante dois minutos e 20 segundos que o motor principal da cápsula Orion este activo para corrigir a sua trajectória. Esta acção foi criada para testar mais uma das várias fases que esta cápsula terá de realizar nas futuras missões que vão acontecer.

No momento do teste, a Orion viajava 528 quilómetros acima da Lua e deslocava-se a 8.064 km por hora. No seu momento mais próximo da Lua passou a apenas 130 km desta, marcando a aproximação lunar mais próxima da missão Artemis 1. A cápsula acabou por ficar a viajar a velocidades que chegam a 8.211 km/h, agora que se afasta da Lua.

Artemis 1 vai continuar a sua missão

Esta foi a primeira de duas manobras necessárias para entrar na órbita retrógrada distante à volta da Lua. Na próxima sexta feita, dia 25, a Orion irá realizará a queima de inserção em órbita retrógrada distante, usando o Módulo de Serviço Europeu. A cápsula Orion vai permanecer nesta órbita por cerca de uma semana para testar os sistemas da espaço-nave.

A órbita retrógrada distante é conhecida como tal porque as naves nesta órbita viajam muito longe da Lua nos seus pontos mais distantes. Também o é porque viajam à volta da Lua em direcção oposta à direcção em que a o satélite natural orbita a Terra. Esta “altamente estável” e “permite que uma nave reduza o consumo de combustível e permaneça em posição enquanto viaja à volta da Lua”.

NASA vê esta missão como um sucesso

As estações terrestres na Terra perderam temporariamente o contacto com a Orion, quando a cápsula passou atrás da Lua. A Deep Space Network da NASA restabeleceu o contacto 34 minutos depois. Caso pretenda seguir este voo, a NASA tem disponível um site com toda a informação em tempo real.

Na informação partilhada, a NASA revelou que a Artemis 1 tem sido uma missão muito limpa”. A equipe trabalhou em 13 anomalias, a maioria das quais são “relativamente benignas”. A cápsula Orion está a “superar as expectativas” e é esperada que volte à Terra no dia 11 de Dezembro.

Pplware
Autor: Pedro Simões
22 Nov 2022



 

826: NASA: Teremos seres humanos a viver na Lua ainda esta década

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/VIDA/LUA

Quando será poderemos viver na Lua? Esta é uma questão que se tem colocado, face aos avanços que têm acontecido na área espacial. Howard Hu, considerado o “pai” da missão Artemis e responsável do projecto aeroespacial Orion da NASA referiu que em breve teremos seres humanos a viver na Lua.

O passo seguinte? Marte.

Seres humanos a viver na Lua: devem ser criados habitats

Até 2030 a NASA tem intenções de ter astronautas a viver e a trabalhar na Lua. Tal afirmação foi proferida por Howard Hu, líder do projecto aeroespacial Orion, da agência americana, ao programa de Laura Kuenssberg, da BBC. Para que tal aconteça deverão ser criados habitats específicos e aeronaves destinadas a apoiar o seu trabalho.

“Certamente, nesta década, teremos seres humanos a viver lá por alguns períodos. Terão habitats e rovers no solo”, afirmou, acrescentando que os astronautas enviados para a superfície da Lua estarão lá a fazer “fazer ciência”.

“É o primeiro passo que estamos a dar rumo à exploração profunda do Espaço a longo prazo, não apenas para os EUA mas para o Mundo. É um dia histórico para a NASA mas também para todos aqueles que amam o voo espacial humano”, referiu, durante a entrevista. Howard Hu disse ainda que a missão Artemis representa o início do regresso do ser humano à Lua.

Se tudo correr bem com a missão, o próximo voo já será tripulado. É provável que esse voo leve astronautas a pousarem na Lua, o que não acontece desde a Apollo 17, em Dezembro de 1972.

A missão Artemis 1, é a primeira etapa para a NASA voltar a colocar a humanidade em solo lunar, que deverá acontecer em 2024. A caminho do satélite natural, a viagem da cápsula poderá ser acompanhada por todos nós na Terra.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
20 Nov 2022



 

810: Artemis 1: Siga a nave Orion da NASA no seu caminho até à Lua

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/ARTEMIS/LUA

Após vários adiamentos, no passado dia 16 de Novembro, o foguetão SLS da NASA, que carregava a nave Orion, finalmente disparou até ao espaço com o objectivo de chegar à Lua.

A missão Artemis 1, é a primeira etapa para a NASA voltar a colocar a humanidade em solo lunar, que deverá acontecer em 2024. A caminho do nosso satélite natural, a viagem da cápsula poderá ser acompanhada por todos nós na Terra.

A agência espacial norte-americana disponibiliza um site com informação em tempo real, assim como imagens, que nos faz sentir como se estivéssemos na parte de fora da nave.

A Artemis 1, o primeiro voo do programa Artemis, lançado no início da manhã de quarta-feira passada. Um foguete do Sistema de Lançamento Espacial (SLS), na sua primeira missão de sempre, enviou com sucesso uma nave espacial Orion não tripulada em direcção à Lua.

Embora o lançamento tenha terminado, podemos continuar a acompanhar em tempo real a missão de quase um mês neste website da NASA. E, se quiser, pode descarregar os dados da trajectória para criar as suas próprias aplicações, conforme sugeriu a agência.

Acompanha em directo o caminho da Orion até à Lua

O website mostra uma animação da Orion no espaço com o tempo decorrido da missão, a velocidade da cápsula e a sua distância da Terra e da Lua.

Podemos mudar a vista da nave espacial girando a câmara, assim como podemos mesmo escolher a perspectiva entre quatro câmaras da matriz solar, ou alternar entre as vistas da rota da missão até agora. Também é possível olhar para a nave espacial de perto.

Os dados da efeméride podem ser utilizados para seguir o Orion com a sua própria aplicação de software de voo espacial ou telescópio. Pode também ser usado para criar um modelo de física, animação, visualização, aplicação de monitorização ou outros projectos concebíveis.

Disse Erika Peters, editora do blog da NASA sobre este serviço.

A viagem “nos olhos” da Artemis 1

Os vectores de estado disponíveis, ou dados que descrevem a localização e movimentos da Orion no espaço, poderão também ser usados para aplicações de monitorização e visualização de dados abrindo uma janela de mais informação sobre esta viagem da NASA e também mais informação sobre o projecto.

Os dados visíveis online são os mesmos que são gerados por um grupo dentro do controlo da missão da NASA no Johnson Space Center em Houston.

O grupo, chamado operações de dinâmica de voo (FDO), é responsável por “manter um registo da localização da nave espacial e de onde ela vai estar.

O FDO ganha informação ao seguir a Orion na Rede do Espaço Profundo, que é um trio de enormes antenas parabólicas na Terra que permitem a comunicação com as missões da NASA através do sistema solar. Entre a informação de rastreio recebida e os modelos que a FDO gera, a equipa pretende fornecer precisão no caminho da Orion para alimentar os controladores de voo da Artemis.

Imagem: NASA
Fonte: NASA

Pplware
Autor: Vítor M
19 Nov 2022



 

782: Programa Artemis: Lançamento do SLS; nave espacial Orion a caminho da Lua

CIÊNCIA/ARTEMIS/LUA/NASA

O foguetão SLS (Space Launch System) da NASA, transportando a nave espacial Orion, foi lançado no teste de voo Artemis I, quarta-feira, 16 de Novembro de 2022, a partir da plataforma de lançamento 39B do Centro Espacial Kennedy da NASA, na Florida. A missão Artemis I da NASA é o primeiro teste de voo integrado dos sistemas de exploração de espaço profundo da agência: a nave espacial Orion, o foguetão SLS e os sistemas terrestres.
Crédito: NASA/Bill Ingalls

Após um lançamento bem-sucedido do SLS (Space Launch System) da NASA, o foguetão mais poderoso do mundo, a nave espacial Orion da agência está a caminho da Lua como parte do programa Artemis.

Sem tripulação, o SLS descolou no seu primeiro teste de voo às 06:47 (hora portuguesa) da manhã de quarta-feira passada a partir da plataforma de lançamento 39B do Centro de Voo Espacial Kennedy da NASA no estado norte-americano da Florida.

O lançamento é a primeira etapa de uma missão na qual a Orion vai viajar aproximadamente 64.000 quilómetros para lá da Lua e regressar à Terra ao longo de 25,5 dias.

Conhecida como Artemis I, a missão é uma parte crítica da abordagem de exploração da Lua e de Marte pela NASA. É um teste importante para a agência antes de transportar astronautas na missão Artemis II.

“Que visão incrível ver o foguetão SLS da NASA e a nave Orion lançarem juntos pela primeira vez. Este teste de voo não tripulado vai empurrar a Orion até aos limites dos rigores do espaço profundo, ajudando-nos a preparar para a exploração humana da Lua e, em última instância, de Marte”, disse o Administrador da NASA, Bill Nelson.

Depois de atingir a sua órbita inicial, a Orion abriu os seus painéis solares e os engenheiros começaram a fazer testes dos sistemas da nave espacial. Após cerca de 1,5 horas de voo, o estágio superior do foguetão disparou com sucesso aproximadamente 18 minutos para dar à Orion o grande impulso necessário para a enviar para fora da órbita da Terra e em direcção à Lua.

A Orion separou-se do seu estágio superior e dirige-se para a Lua graças ao módulo de serviço, que é o propulsor central fornecido pela ESA através de uma colaboração internacional.

“Foi preciso muito para chegar até aqui, mas a Orion está agora a caminho da Lua”, disse Jim Free, administrador adjunto associado da NASA. “Este lançamento bem-sucedido significa que a NASA e os nossos parceiros estão num percurso para explorar mais longe no espaço do que nunca, em benefício da humanidade”.

Nas horas seguintes, uma série de 10 pequenas investigações científicas e demonstrações tecnológicas, denominadas CubeSats, foram lançados a partir de um anel que ligava o estágio superior do foguetão à nave.

Cada CubeSat tem a sua própria missão com o potencial de preencher lacunas no nosso conhecimento do Sistema Solar ou demonstrar tecnologias que possam beneficiar o desenvolvimento de futuras missões para explorar a Lua e para lá dela.

O módulo de serviço Orion também realizou o primeiro de uma série de queimas de combustível para manter a nave na rota para a Lua. Nos dias que se seguem, os controladores da missão no Centro Espacial Johnson da NASA em Houston vão realizar testes adicionais e correcções de rota, conforme necessário.

A Orion deverá passar pela Lua no dia 21 de Novembro, realizando uma aproximação próxima da superfície lunar a caminho de uma órbita retrógrada distante, uma órbita altamente estável milhares de quilómetros para lá da Lua.

“O foguetão SLS forneceu a potência e o desempenho para enviar a Orion a caminho da Lua”, disse Mike Sarafin, gestor da missão Artemis I. “Com a realização do primeiro grande marco da missão, a Orion vai agora embarcar na fase seguinte para testar os seus sistemas e preparar-se para missões futuras com tripulação”.

O foguetão SLS e a nave espacial Orion chegaram à rampa de lançamento 39B do Centro Kennedy no dia 4 de Novembro, onde aguentaram a passagem do furacão Nicole.

Após a tempestade, as equipas realizaram avaliações exaustivas do foguetão, da nave espacial e dos sistemas terrestres associados e confirmaram que não houve impactos significativos devido às condições meteorológicas severas.

Os engenheiros já tinham colocado o foguetão novamente no edifício VAB (Vehicle Assembly Building) dia 26 de Setembro antes do furacão Ian e depois de cancelarem duas tentativas de lançamento, uma no dia 29 de Agosto devido a um sensor de temperatura defeituoso, e a outra a 4 de Setembro devido a uma fuga de hidrogénio líquido numa interface entre o foguetão e o lançador móvel.

Antes de regressar ao VAB, as equipas repararam com sucesso a fuga e demonstraram procedimentos actualizados de tancagem.

Enquanto estava no VAB, as equipas efectuaram manutenção normal para reparar pequenos danos na espuma e na cortiça do sistema de protecção térmica e recarregaram ou substituíram baterias em todo o sistema.

A Artemis I é apoiada por milhares de pessoas em todo o mundo, desde empreiteiros que construíram a Orion e o SLS, às infra-estruturas terrestres necessárias para o seu lançamento, a parceiros internacionais e universitários, a pequenas empresas fornecedoras de subsistemas e componentes.

Através das missões Artemis, a NASA vai aterrar a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na superfície da Lua, preparando o caminho para uma presença lunar a longo prazo e servindo de pedra angular para uma viagem humana a Marte.

Astronomia On-line
18 de Novembro de 2022



 

743: A humanidade está mais próxima da Lua! Lançamento do Artemis da NASA foi um sucesso

CIÊNCIA/NASA/ARTEMIS

Depois de inúmeros contratempos, a Missão Artemis 1 foi finalmente lançada. Inicialmente marcado para 29 de Agosto, o lançamento do foguetão que será o primeiro passo para voltar a levar terráqueos à Lua.

Está assim marcado oficialmente o início do programa Artemis da NASA.

A primeira parte da Missão da NASA está concluída

Foram fugas de combustíveis, depois tempestades tropicais e furacões. O universo parecia que estava a conspirar contra a missão da NASA, mas depois de um investimento na ordem dos quatro mil milhões de dólares, eis que o programa Artemis I arrancou oficialmente.

Este voo de teste destina-se a colocar uma cápsula de tripulação na órbita da Lua pela primeira vez em 50 anos. O foguetão, de 98 metros de altura, é o mais poderoso de sempre construído pela NASA, ultrapassando o Saturn V que levou os astronautas à Lua há meio século.

Depois do sucesso de Artemis I…

O lançamento destina-se a colocar em órbita lunar a cápsula Orion, que em vez de astronautas transporta três manequins de teste. A missão de órbita lunar tem uma duração prevista de seis semanas.

Além disso, ao longo do caminho, a cápsula implantará 10 CubeSats projectados para realizar as suas próprias investigações científicas destinadas a ajudar futuras missões no espaço profundo.

O Artemis I irá fornecer à NASA os dados necessários para garantir que os astronautas possam voar com segurança para a Lua a bordo da cápsula Orion.

Dará também a oportunidade de verificar se o escudo térmico do veículo pode proteger adequadamente os astronautas a bordo quando ele reentrar na nossa atmosfera e cair no Oceano Pacífico.

Se tudo correr como esperado, a NASA poderá começar a planear a missão Artemis II, que será a primeira missão tripulada da Orion e enviará astronautas num sobrevoo lunar.

Antes mesmo desta última tentativa bem sucedida, a equipa da Space Force dos EUA teve que enfrentar mais uma fuga de hidrogénio e ainda um problema num radar de monitorização do foguetão. Tudo contratempos resolvidos a tempo do lançamento, ainda que tenha sido adiado por 1 hora, algo que já estava de certa forma nos planos.

Pplware
Autor: Maria Inês Coelho
16 Nov 2022



 

742: Será que é desta que a NASA consegue? Vai tentar lançar agora a missão Artemis 1

CIÊNCIA/ESPAÇO/NASA/ARTEMIS 1

A NASA quer voltar a pisar a Lua e assim retomar os seus planos para explorar o nosso satélite natural. Os planos estão definidos e o momento para serem iniciados estão já atrasados face ao que era a ideia original.

Tudo vai começar com a missão Artemis 1, que irá testar todos os elementos necessários, ainda sem a presença de qualquer astronauta. Depois de vários problemas, tudo aponta para que seja hoje que esta missão vai rumar à Lua e assim dar início a este projecto gigantesco. Assim, assista aqui a mais um momento único na história da humanidade.

A NASA vai tentar novamente

Foram já várias as vezes que a missão Artemis 1 esteve na plataforma de lançamento para rumar ao espaço. Em todas estas vezes existiram problemas associados ao tempo, que obrigaram a adiar o lançamento deste conjunto que será capaz de levar o Homem até à Lua.

A NASA vai tentar novamente um lançamento com sucesso, tendo já iniciado a contagem rumo a esse momento. Tudo deverá acontecer esta madrugada, perto das 6 da manhã (6:04 UTC), mas com a transmissão de todos os momentos de preparação a ter lugar antes.

Missão Artemis 1 vai rumar à Lua

O programa Artemis quer devolver o Homem à Lua durante a década actual. Antes deste passo gigante, a missão Artemis I terá de abrir caminho até ao satélite natural da Terra. O objectivo desta missão é levar uma cápsula Orion, não tripulada, para a órbita da Lua e avaliar todo o processo.

A viagem actual terá uma duração de 25 dias e irá orbitar a Lua, sendo depois seguida por uma tripulada, com o objectivo de também orbitar nosso satélite. A alunagem chegará com a missão Artemis III, algo que se espera vir a acontecer durante a segunda metade da década actual.

Mais do que a cápsula Orion neste voo

A Artemis I não será a única missão a bordo do enorme SLS. O lançamento servirá para colocar em órbita uma dezena de cubesats, missões secundárias como o BioSentinel, a primeira experiência de biologia no espaço profundo, que estudará os efeitos da radiação em seres vivos.

Está assim aberta a porta para que a Artemis 1 rume à Lua e que mostre que todo o trabalho realizado nos últimos anos pela NASA e os seus parceiros. Depois de vários problemas, a janela é a ideal e tudo estará pronto para este voo único.

Pplware
Autor: Pedro Simões
16 Nov 2022



 

679: NASA: Foguetão lunar resistiu ao furacão e está pronto para 1.º voo de teste

CIÊNCIA/NASA/FOGUETÃO LUNAR

A missão Artemis está já em curso e dela fazem parte vários ensaios até ao dia em que a cápsula Orion aterrará na Lua. Até lá, a NASA terá de enviar a Artemis I, que tem como objectivo chegar a orbitar o nosso satélite natural sem tripulação e regressar.

Contudo, o lançamento do SLS, o foguetão que levará a nave Orion para o espaço, tem sofrido vários atrasos. O último deveu-se a um novo furação que passou pela plataforma.

Com uma tempestade que ainda atingiu o foguetão, a equipa queixou-se que não foi avisada antecipadamente de mais este evento meteorológico que atingiu o SLS. Ao que parece está tudo OK com o veículo que está de novo pronto a voar. A data parece já ter sido marcada!

Missão Artemis I está de novo a mexer

O foguetão lunar da NASA necessita apenas de pequenas reparações após ter sofrido um furacão no bloco e está no bom caminho para o seu primeiro voo de ensaio na próxima semana, disse um alto funcionário na sexta-feira.

Neste momento, nada nos impede” de tentar um lançamento na quarta-feira.

Disse Jim Free, administrador da NASA.

Segundo Free, o vento nunca ultrapassou os limites do projecto do foguetão, pois o furacão Nicole varreu o Kennedy Space Center na quinta-feira. Mas o responsável da NASA reconheceu que se a equipa de lançamento tivesse sabido antecipadamente que um furacão iria atingir, provavelmente teriam mantido o foguete dentro de casa.

O foguete foi transferido para a plataforma no final da semana passada para a sua missão de demonstração de 4,1 mil milhões de dólares.

As rajadas atingiram os 160 km/h no topo da torre de lançamento, mas não foram tão fortes quanto no foguete. Os modelos de computador indicam que não deve haver problemas de força ou fadiga devido à tempestade, mesmo no interior do foguetão, referiu Free.

A NASA tinha como objectivo um lançamento antecipado na segunda-feira, mas colocou-o em espera durante dois dias por causa da tempestade.

Foguetão da NASA mais poderoso alguma vez construído

O foguete de 98 metros (que pesa 2.608 toneladas), conhecido como SLS (Space Launch System), é o mais poderoso alguma vez construído pela NASA. Uma cápsula da tripulação no topo do foguetão, com três manequins de teste a bordo, disparará para a Lua – o primeiro voo deste tipo em 50 anos, quando os astronautas da Apollo visitaram o nosso satélite pela última vez.

A NASA quer testar todos os sistemas antes de colocar os astronautas a bordo em 2024 para uma viagem à volta da lua.

Duas tentativas anteriores de lançamento, no final do verão, foram frustradas por fugas de combustível. O furacão Ian também forçou um regresso ao hangar no final de Setembro.

Pplware
Autor: Vítor M.
12 Nov 2022