180: MNE alemã a favor de Kiev receber tanques da Polónia

 

🇩🇪 ALEMANHA // 🇫🇷 FRANÇA // 🇺🇦 UCRÂNIA // LEOPARD 2

Annalena Baerbock não se opõe a que os Leopard 2 alemães sigam para a Ucrânia. PM polaco disse estar a organizar uma “pequena coligação” para enviar tanques.

As chefes da diplomacia da Alemanha, Annalena Baerbock, e de França, Catherine Colonna.
© EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON / POOL

A Alemanha está pronta a autorizar a Polónia a enviar tanques Leopard 2 de fabrico alemão para a Ucrânia se Varsóvia fizer tal pedido, disse a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, em entrevista ao canal LCI.

“Precisamos de garantir que as vidas das pessoas são salvas e o território da Ucrânia é libertado. Se nos fizerem a pergunta, então não nos vamos atravessar no caminho”, afirmou.

O entrevistador ainda perguntou a Baerbock se tinha escutado bem. “Ouviu bem”, confirmou a ministra, na entrevista conjunta com a homóloga francesa Catherine Colonna.

A Polónia foi a primeira a anunciar a intenção do envio dos Leopard 2, no que foi secundada pela Finlândia, Lituânia e, de forma menos explícita, pelo Canadá. No entanto, disse que tal dependeria da autorização da licença de reexportação por parte de Berlim, e que tal deveria acontecer no âmbito de uma coligação internacional.

Entretanto, perante o anúncio do novo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, de que a questão estava a ser avaliada, o governo polaco decidiu não esperar.

O primeiro-ministro Mateusz Morawiecki, que já afirmara que o consentimento alemão era de “importância secundária”, afirmou que está em conversações com 15 países para se organizar uma “pequena coligação” para enviar os tanques, com ou sem Alemanha.

Na ressaca da reunião do grupo de contacto de Ramstein, que na sexta-feira juntou cerca de cinco dezenas de países aliados, o ministro da Defesa da Ucrânia Oleksei Reznikov disse que militares dos seu país iriam em breve para a Polónia receber formação nos referidos veículos de combate.

Em Paris, no encontro entre os líderes da França e da Alemanha, que comemoraram os 60 anos do Tratado do Eliseu, Olaf Scholz voltou a ser questionado quanto à indecisão de Berlim sobre o envio dos veículos de combate.

“Há anos que não entregamos armas a territórios em conflito. Mudámos a nossa posição e vamos continuar a fazê-lo. Estamos a fazer muito, em consulta com os nossos aliados. Entregámos obuses, lançadores de mísseis e, muito recentemente, entregámos blindados ligeiros.

O nosso apoio é muito amplo. Receio que esta guerra dure muito tempo, continuaremos a ajudar a Ucrânia, mas temos um princípio: trabalhamos em conjunto”, afirmou o chanceler alemão, sem dar uma resposta cabal.

Já o presidente francês, cujo país foi o primeiro a quebrar o tabu do envio de viaturas de combate ocidentais, com o anúncio de um número indeterminado de blindados AMX-10, foi questionado sobre os tanques franceses Leclerc, ao que disse: “Nada está excluído.”

E depois disse que uma decisão deve responder a três princípios: “Não ser escalatório; que possa fornecer um apoio real e eficaz à Ucrânia, e não enfraquecer as nossas próprias capacidades de defesa.”

Diário de Notícias
César Avó
22 Janeiro 2023 — 21:25



 

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