885: Lisboa vai ter limites no número de trotinetes

“… não é possível conseguir uma monitorização a 100% das trotinetes por parte da polícia, “porque obviamente a polícia tem muitas outras coisas com que se preocupar, esta é apenas uma das coisas que a polícia tem como preocupação”“.

As “muitas outras coisas” que a polícia tem como preocupação mas não actua convenientemente contra os infractores, é o estacionamento selvagem e ilegal em cima dos passeios, obrigando as pessoas a circularem pela estrada com risco de vida; é o estacionamento ilegal em cima das passadeiras; é o estacionamento ilegal nas zonas de paragem dos transportes públicos; é o estacionamento ilegal em cima do passeio com bloqueio de portas de prédios. Muito mais preocupante que o caso das trotinetes.

LISBOA/C.M.L./TROTINETES

No início de Junho, a Câmara de Lisboa revelou que existiam na altura na capital portuguesa 11.000 trotinetas e bicicletas partilhadas sem doca.

Tim Evanson / Flickr

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa disse esta terça-feira que o memorando de entendimento com os operadores de trotinetes será assinado em breve e terá “aspectos muito claros” relativamente à redução da velocidade e limitação do número de veículos.

“Estou a semanas de assinar um memorando com aqueles que são os promotores das trotinetes, em que espero que todos assinem esse memorando, um memorando que virá antes de um regulamento”, declarou Carlos Moedas (PSD), na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa.

Considerando que o memorando de entendimento é “um bom sinal à cidade”, o autarca de Lisboa disse que o acordo com os operadores destes veículos eléctricos terá “aspectos muito claros, o primeiro é uma redução da velocidade das trotinetes”.

“Temos velocidades que vão acima dos 20 quilómetros por hora e sabemos que em cidades europeias, como é o caso de Paris, tem havido limitações”, indicou o presidente da Câmara de Lisboa, referindo que na capital francesa a velocidade das trotinetes foi limitada para “oito quilómetros por hora, o que tem reduzido muito os acidentes”.

Além desse aspecto, Carlos Moedas disse pretender ter “um comprometimento do lado destes promotores numa limitação do número de trotinetes”, relembrando que Lisboa tem “o dobro ou o triplo das trotinetes que existem numa cidade como Madrid e isso não é normal”.

“Vai ter que haver um acordo nesse sentido e, depois, um acordo também naquilo que é o comportamento em relação a andar em cima dos passeios, andar em contra-mão, e temos hoje sistemas tecnológicos que permitem evitar que isso aconteça”, acrescentou.

O autarca de Lisboa ressalvou que não é possível conseguir uma monitorização a 100% das trotinetes por parte da polícia, “porque obviamente a polícia tem muitas outras coisas com que se preocupar, esta é apenas uma das coisas que a polícia tem como preocupação”.

“Temos que ter sistemas tecnológicos em que as trotinetes não andem nos sítios errados, em que quando estão em cima do passeio não conseguem andar, que são estacionadas em pontos específicos da cidade”, explicou.

Sem anunciar a data concreta da assinatura do memorando de entendimento, Carlos Moedas disse que é preciso saber se “todos vão assinar”.

“Se assinarem esse memorando, já ficam comprometidos para aquilo que vai ser o próprio regulamento e penso que isso seria muito positivo na cidade”, defendeu o presidente da Câmara de Lisboa.

O autarca referiu ainda os casos de acidentes com trotinetes, em que “hoje, pela primeira vez, há uma preocupação de muitos médicos em relação a este assunto”.

Em Setembro, Moedas revelou que o Executivo camarário já tinha tido uma primeira reunião com alguns operadores, na qual perguntou quantas trotinetes é que cada um tinha no mercado: “contámos 15 mil trotinetes”, adiantou.

Na reunião, Carlos Moedas ficou também a saber, por parte de um operador espanhol, que a cidade de Madrid, com cinco vezes mais população e tamanho do que Lisboa, tem seis mil trotinetes.

A elaboração do Regulamento Municipal da Mobilidade Partilhada (RMMP) da cidade de Lisboa está em processo de participação dos cidadãos, fase que se iniciou em 30 de Setembro e termina na sexta-feira, para entrar em vigor em 2023.

No início de Junho, em resposta à agência Lusa, a Câmara de Lisboa revelou que existiam na altura na capital portuguesa 11.000 trotinetas e bicicletas partilhadas sem doca (não necessitam de serem arrumadas e os clientes podem deixá-las em qualquer lugar das ruas da cidade) e quatro operadoras.

O município adiantou, então, que estava a estudar a forma de “melhor regular a actividade” e que pretendia ter um regulamento em vigor tão brevemente quanto possível, para permitir a monitorização e controlo efectivo da actividade de partilha de trotinetas e bicicletas sem docas.

Lusa // ZAP
23 Novembro, 2022



 

518: Passe gratuito em Lisboa pode ser recarregado no Multibanco a partir de 2.ª feira

“… De fora deste apoio ficam os alunos de cursos profissionais não contemplados numa lista de estabelecimentos de ensino definidos no ‘site’ da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e repetentes do secundário com mais de 18 anos, devido aos critérios definidos numa portaria do Governo.”

Pobres dos DESEMPREGADOS que ficam sempre “esquecidos” destas magnânimas ofertas sociais! Ainda ninguém responsável pelo sector, incluindo o sr. Moedas, se lembrou dos DESEMPREGADOS que não possuem qualquer tipo de rendimento, pelo menos os de longa duração, cujos subsídios de desemprego já terminaram e que continuam a ter de pagar (com o dinheiro de quem os apoia, se tiverem essa felicidade) o passe social de transporte.

TRANSPORTES PÚBLICOS GRATUITOS/CARREGAMENTOS

De acordo com a Câmara de Lisboa, o carregamento tem de ser feito mensalmente, à semelhança do que acontece com os outros títulos de transporte.

© André Luís Alves / Global Imagens

O recarregamento do passe gratuito para Lisboa poderá, a partir de segunda-feira, ser realizado através do Multibanco pelos maiores de 65 anos e jovens estudantes entre os 13 e 23 anos abrangidos, anunciou este sábado a Câmara Municipal.

“A partir de segunda-feira, 31 de Outubro, os lisboetas elegíveis para a gratuitidade do passe Navegante urbano (maiores de 65 anos) e do Navegante municipal Lisboa (jovens estudantes aderentes ao 4_18 ou ao sub23) passam a poder recarregar o título no Multibanco, evitando assim quaisquer deslocações aos espaços de atendimento ao cliente dos operadores”, avançou a autarquia lisboeta em comunicado.

Apesar de o passe ser gratuito, a Câmara de Lisboa salienta que “o carregamento é indispensável, sendo necessário fazê-lo mensalmente, à semelhança dos demais títulos de transporte”.

“Na prática, se, até aqui, os maiores de 65 anos e os jovens com idades entre os 13 e 23 anos se viam obrigados a proceder ao carregamento do passe Navegante num espaço de atendimento ao cliente, a introdução desta possibilidade na rede SIBS, vem somar aos mais de 300 agentes Payshop cerca de 12.000 caixas Multibanco, alargando massivamente a rede de carregamento”, destaca.

De acordo com a autarquia, “a disponibilização destes novos serviços de carregamento com assinatura Navegante, desenvolvidos em parceria com a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) enquadram-se na promoção de uma mobilidade cada vez mais eficiente, seja em termos ecológicos, seja em termos económicos e sociais”.

Para este ano, prevê-se que a medida represente uma despesa no montante máximo de 6,266 milhões de euros e, para os anos económicos de 2023, 2024 e 2025, uma verba de até 14,9 milhões de euros para cada ano.

Em 21 de Abril, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a proposta de transportes públicos gratuitos na cidade, que prevê um acordo entre o município e a empresa TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, válido até 31 de Dezembro de 2025, e que estabelece a gratuitidade para jovens entre os 13 e os 18 anos, estudantes do ensino superior até aos 23 anos, incluindo a excepção dos inscritos nos cursos de medicina e arquitectura até aos 24 anos, e maiores de 65 anos, em que o requisito comum para todos é terem residência fiscal no concelho.

A medida começou por estar disponível para os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos a partir de 25 de Julho deste ano e alguns dias depois, em 16 de Agosto, abriram as inscrições para os estudantes entre 13 e 23 anos, para que pudessem beneficiar dos passes gratuitos a partir do mês de Setembro.

De fora deste apoio ficam os alunos de cursos profissionais não contemplados numa lista de estabelecimentos de ensino definidos no ‘site’ da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e repetentes do secundário com mais de 18 anos, devido aos critérios definidos numa portaria do Governo.

Relativamente aos maiores de 65 anos, a gratuitidade nos transportes colectivos aplica-se nas redes da Carris, Metropolitano de Lisboa e CP – Comboios de Portugal, “em que seja válido o título Navegante Urbano na modalidade ‘3.ª idade'”.

Para estudantes entre 13 e 23 anos, abrange as redes das empresas Carris, Metropolitano de Lisboa, CP e Fertagus, através dos títulos Navegante Municipal nas modalidades 4_18 e sub23, e adesão é para quem tem domicílio fiscal no concelho de Lisboa e que apresentem também a declaração de matrícula emitida pelo estabelecimento de ensino na cidade.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Outubro 2022 — 11:34



 

459: Moedas lança plano de saúde gratuito para lisboetas com mais de 65 anos

– Aqui está um plano que apoio incondicionalmente. No tempo da “outra senhora” e até 1974, existia a Caixa de Previdência, cujos médicos vinham ao domicílio se o utente estivesse com febre ou em estado de não ser recomendado sair de casa para se deslocar ao “posto”. Esse médico trazia o livro das receitas e o da baixa se entendesse ser necessário emiti-la. Os “postos” da caixa, hoje designados de USF’s ou centro de saúde, possuíam vários especialistas. O meu, tinha estomatologia, cardiologia, psiquiatria, medicina geral, enfermagem, Raios X, que me recorde, especialidades estas que hoje apenas são possíveis num hospital. Um bravo para esta iniciativa.

PLANO DE SAÚDE PÚBLICA/C.M.L.

Presidente da Câmara de Lisboa diz querer apostar num “estado social local” para suprir dificuldades a que o Estado não dá resposta. A ser aprovada na câmara, medida entrará em vigor no início do próximo ano.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Carlos Moedas aponta-a como a grande medida para o segundo ano de mandato. O presidente da Câmara de Lisboa apresentou na manhã desta quinta-feira as linhas gerais do plano de saúde “Lisboa 65+”, que vai abranger 130 mil lisboetas com mais de 65 anos, que passarão a ter acesso a tele-consultas e consultas de medicina geral e familiar ao domicílio, gratuitas.

Um leque de serviços que é alargado no caso de beneficiários do Complemento Solidário para Idosos, que terão também acesso gratuito a consultas de optometria e higiene oral, bem como óculos e próteses dentárias.

De acordo com os números avançados pela autarquia, este regime mais alargado de benefícios abrangerá um total de 5000 residentes na capital.

Com um investimento previsto de 1,5 milhões de euros/ano (4,5 milhões na totalidade do mandato), a proposta de criação do plano será levada a reunião do executivo camarário na próxima segunda-feira.

Sendo aprovada, terá de ir ainda à Assembleia Municipal. Moedas apontou a entrada em vigor da medida – uma das principais promessas eleitorais das últimas autárquicas – para 1 de Janeiro de 2023.

Sublinhando que este plano pretende ser “um complemento” ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa altura em que há “1,5 milhões [de portugueses] que não têm médico de família” ,

Carlos Moedas garantiu que este não será um processo burocrático, explicando que, para aceder ao plano, os beneficiários terão que dirigir-se a uma farmácia e inscrever-se, após o que terão acesso aos cuidados médicos previstos no plano: “As pessoas só precisam de ir à farmácia, inscrever-se, levar o BI e está feito”.

Depois, através de um contacto telefónico, terão acesso a um médico, para uma tele-consulta ou uma consulta ao domicílio – um serviço contratado pela câmara a privados, segundo avançou o autarca.

O plano prevê também a prescrição e entrega gratuita de medicamentos ao domicílio. Em caso de urgência hospitalar, ou para consultas de especialidade, os doentes serão reencaminhados para o Serviço Nacional de Saúde.

Para concretizar o plano apresentado hoje, a câmara de Lisboa firmou – ou está a firmar – protocolos com a Associação Nacional de Farmácias, a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, a Santa Casa da Misericórdia, os Serviços Sociais da câmara, a Segurança Social e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Para Carlos Moedas, este plano insere-se na prioridade que pretende dar à componente social, em Lisboa. O autarca aponta à criação de um “estado social local” que permita, com “pragmatismo”, suprir as falhas do sistema nacional.

“Numa câmara com 1,2 mil milhões de orçamento há escolhas que para mim são claras”, referiu Carlos Moedas, defendendo que esta é uma medida sem paralelo na Europa: “Não encontrei nenhuma capital europeia que tenha um plano desta dimensão”.

Em conferência de imprensa, Moedas disse também que já falou com os restantes partidos do executivo camarário e mostrou-se confiante na aprovação do plano, apesar de”alguns quererem olhar para isto de uma maneira ideológica”.

Diário de Notícias
Susete Francisco
20 Outubro 2022 — 12:48



 

426: Câmara de Lisboa cancela marcha “Pobre Pride” após chuva de críticas

– Se fosse só isto que a C.M.L. e o Moedas fazem…

SOCIEDADE/C.M.L./MARCHA “POBRE PRIDE”/CANCELAMENTO

Rui Duarte / Flickr

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) resolveu cancelar a iniciativa que pretendia assinalar o Dia Internacional para Erradicação da Pobreza com uma marcha pela Avenida da Liberdade, uma espécie de “Pobre Pride” como dizem os críticos.

Foi com espanto que algumas Juntas de Freguesia de Lisboa receberam a informação da CML de que seriam organizados um piquenique e uma marcha pela Avenida da Liberdade, em Lisboa, para pessoas em situação de vulnerabilidade no próximo dia 17 de Outubro. O momento deveria assinalar o Dia Internacional para Erradicação da Pobreza, mas foi cancelado.

A iniciativa da autarquia proposta pela vereadora dos Direitos Humanos e Sociais, Laurinda Alves, vai ser reduzida a um “momento simbólico” na Rua Augusta, em Lisboa, como avança o Jornal de Notícias na sua edição impressa desta quinta-feira.

Esta informação é confirmada ao jornal pelo presidente da Impossible, a parceira da CML na iniciativa.

Vários presidentes de Juntas de Freguesia de Lisboa criticaram o evento. Um deles foi Miguel Coelho de Santa Maria Maior que escreve no seu perfil no Facebook, que “a pobreza não se combate com ”marchas e pique-niques”, mas sim com medidas concretas”.

“Se o Presidente Moedas em vez de se associar à insólita ”marcha dos pobrezinhos” dedicasse os cerca de 8 milhões de euros que a Câmara decidiu não receber do IRS – o que dará uma média de devolução a cada lisboeta de 12 euros por ano – a ajudar directamente os mais desfavorecidos, esses 8 milhões de euros dariam para 750.000 refeições durante todo o ano, o que corresponderia a 2050 refeições diárias”, acrescenta Miguel Coelho, concluindo que “isso sim, seria uma forma eficaz de combater a pobreza”.

Nas redes sociais, a realização do evento também foi muito criticada com algumas pessoas a considerarem que se trataria de uma espécie de “Pobre Pride” numa referência às paradas que têm sido feitos para assinalar as lutas pelos direitos homossexuais.

  Susana Valente, ZAP //
13 Outubro, 2022



 

310: Moedas confirma tentativa de estender passes grátis a estudantes sem domicílio fiscal em Lisboa

“… é “um orgulho dizer que Lisboa conseguiu e pode realmente liderar naquilo que é a mudança da transição energética através dos transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos”, quando “muito poucas capitais na Europa o fizeram””… Estes políticos são uns autênticos mentecaptos! Ó senhor Moedas, Vexa “esqueceu-se” que os DESEMPREGADOS que já não têm subsídio de desemprego por ter terminado a duração do mesmo, não possuem MOEDAS na algibeira para comprar um passe social de € 30,00!!! E ainda diz que é um “orgulho” para Lisboa? Gostava de o ver na mesma situação…!!! Mas eu ainda vou tentar elucidar Vexa que apesar das miseráveis pensões de reforma, os idosos pagavam pelo passe social 3ª. idade metade do custo de um normal; os estudantes que de um modo geral estão adstritos às famílias, possuem mais facilidade de adquirirem o passe social; agora, os DESEMPREGADOS não possuem RENDIMENTOS de qualquer espécie, mormente os que já terminaram a duração do seu subsídio de desemprego e onde vão conseguir MOEDAS para pagar € 30,00 pelo passe? Acha isto humanamente aceitável?

PASSES GRATUITOS/C.M.L.

O autarca lisboeta acredita que foi importante “dar o passo” na tendência para a gratuitidade dos transportes e que é “um orgulho dizer que Lisboa conseguiu e pode realmente liderar naquilo que é a mudança da transição energética através dos transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos”, quando “muito poucas capitais na Europa o fizeram”.

Carlos Moedas
© Rodrigo Antunes/Lusa

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou esta terça-feira que está a tentar resolver o problema dos estudantes deslocados que, por não terem morada fiscal na cidade, não têm acesso a passes gratuitos.

O autarca, que falava esta terça-feira na conferência “Os desafios da mobilidade na Área Metropolitana”, organizada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), disse ainda que já 40.000 residentes em Lisboa aderiram aos passes gratuitos, 30.000 dos quais pessoas com mais de 65 anos e 10.000 estudantes.

Carlos Moedas destacou que um dos problemas detectados foi precisamente o dos jovens que vêm para Lisboa estudar, tal como ele veio de Beja, e que não têm direito a transportes públicos gratuitos porque não querem mudar a morada, “sobretudo aqueles que vêm das ilhas, que se mudarem a morada de casa mudam o agregado familiar”.

“Queria dizer aos jovens que estou a trabalhar para resolver esse problema, que estamos a trabalhar com a Área Metropolitana [de Lisboa] para que esses jovens que vêm de fora possam ter também essa capacidade”, afirmou.

As declarações do presidente da Câmara de Lisboa seguem-se a uma carta aberta de estudantes da Universidade de Lisboa, na qual defenderam a eliminação da obrigatoriedade de se ter domicílio fiscal na capital para se beneficiar da gratuitidade nos transportes públicos, de forma a “incluir todos os estudantes” matriculados em instituições de ensino superior na cidade.

Carlos Moedas afirmou, contudo, que “o importante foi dar o passo” na tendência para a gratuitidade dos transportes e que é “um orgulho dizer que Lisboa conseguiu e pode realmente liderar naquilo que é a mudança da transição energética através dos transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos”, quando “muito poucas capitais na Europa o fizeram”.

“Se nós conseguirmos ter essa política integrada na Área Metropolitana de Lisboa, se nós conseguirmos ser o exemplo que fomos com os transportes públicos gratuitos, daqui a cinco anos ou dez anos, a área metropolitana vai ser muito diferente.

Com a ajuda do Governo, vamos ser diferentes. Vamos conseguir dar este passo de ter transportes públicos gratuitos para os mais novos e para os mais velhos.

E, quem sabe, um dia o sonho que eu sei que muitos temos que isso seja possível para todos. Mas, não podemos também às vezes em Portugal ter a ideia que podemos fazer tudo logo. Não conseguimos fazer tudo logo. Vamos dar passos”, disse.

O presidente da Câmara de Lisboa destacou ainda a necessidade de utilização dos dados disponíveis e os novos desafios tecnológicos, nomeadamente as trotinetes, “estacionadas em todo o lado”.

“Nós não temos capacidade com GPS de as travar e de as por estacionadas num local próprio? Tecnologicamente não o conseguimos fazer? Temos que conseguir. Precisamos de um regulamento? Precisamos. Mas, antes do regulamento precisamos de ter com os operadores uma conversa séria sobre aquilo que se está a passar em Lisboa ao nível das trotinetes.

As trotinetes não podem estar paradas e caídas em todo o lado e as pessoas a caírem em cima das trotinetes. Não temos nada contra as trotinetes, mas elas têm que estar reguladas de uma maneira que hoje não estão. E essa regulação pode vir muito da tecnologia”, acrescentou.

TSF
Por Lusa
20 Setembro, 2022 • 13:45



 

144: Oposição propõe suspensão de novos AL em Lisboa por mais seis meses

…”Carlos Moedas mostrou-se, aliás, muito crítico da medida. “A suspensão imediata de novos registos de alojamento local que os partidos de esquerda e a vereadora independente aprovaram revela um sinal muito negativo para o turismo, para a economia local e, acima de tudo, para milhares de famílias que veem aqui um entrave aos seus rendimentos”“. Nota-se que no local de residência do sr. Moedas, os AL’s não lhe colocam o lixo à sua porta… E que tal uma fiscalização aos AL’s clandestinos?

SOCIEDADE/AL

Prazo de interdição actualmente em vigor, aprovado com o voto contra de PSD e CDS, termina em Outubro. PS avança com nova proposta, também subscrita por BE e Livre.

Suspensão abrange as freguesias em que o número de fogos afectos ao alojamento local exceda os 2,5% do parque habitacional.
© Álvaro Isidoro/Global Imagens

A oposição na Câmara de Lisboa – PS, Bloco de Esquerda e Livre – quer prorrogar por mais seis meses a proibição de abertura de novos alojamentos locais (AL) em 14 freguesias da cidade.

A interdição que está actualmente em vigor termina no próximo mês de Outubro, pelo que os vereadores socialistas, a que se juntam a vereadora do BE e a do Livre, vão avançar com uma proposta para que a suspensão se mantenha até Março do próximo ano, até que haja um novo regulamento municipal para o AL.

A proposta que será apresentada para discussão e votação do executivo camarário (e que terá de ir depois à Assembleia Municipal) prevê que não sejam aceites novas licenças nas freguesias onde o número de fogos afectos ao alojamento local exceda os 2,5% do parque habitacional.

Uma medida que abrange a Ajuda, Alcântara, Areeiro, Arroios, Avenidas Novas, Belém, Campo de Ourique, Estrela, Misericórdia, Parque das Nações, Penha de França, Santa Maria Maior, Santo António e São Vicente. Ficam fora da suspensão as freguesias de Alvalade, Beato, Benfica, Campolide, Carnide, Lumiar, Marvila, Olivais, Santa Clara e São Domingos de Benfica.

O documento, a que o DN teve acesso, prevê ainda que a Direcção Municipal de Urbanismo apresente à câmara um estudo urbanístico do turismo na cidade, até 10 de Outubro, numa análise que (entre outros pontos) especifique o rácio do alojamento local face aos imóveis disponíveis para habitação nas várias freguesias.

No texto que vai propor a votação, o PS sublinha que este estudo já era pedido na proposta inicial que ditou a suspensão de novos AL – que foi aprovada na câmara em Dezembro de 2021 e depois, em Março, na Assembleia Municipal – e que “ainda não foi elaborado, nem apresentado à Câmara Municipal”.

Na defesa de que esta é uma medida com resultados efectivos na regulação do mercado da habitação em Lisboa, a proposta cita um estudo apresentado pela Fundação Francisco Manuel do Santos, que “confirma que a suspensão que agora se prorroga levou à “contracção nas vendas e nos preços””, concluindo que “após a implementação da proibição parcial de novos registos em Lisboa, venderam-se menos cerca de 20% de casas e houve uma redução de 9% dos preços dos imóveis nas zonas onde a proibição entrou em vigor”.

“Evitar que as pessoas sejam empurradas para fora da cidade”

Para a vereadora socialista Inês Drummond, a extensão do prazo de interdição de novos AL é essencial para evitar um interregno da medida que abra as portas a “uma corrida brutal” à abertura de novas unidades em zonas da cidade que já têm uma sobrecarga deste tipo de alojamento turístico.

Para isso é preciso que a proposta seja aprovada até meados de Outubro, altura em que expira a decisão anterior. O objectivo último é que a proibição se mantenha enquanto é elaborado um novo regulamento municipal para o AL, um processo necessariamente moroso.

“Há aqui um tempo burocrático que pode demorar três, quatro meses”, diz a coordenadora da vereação socialista. O novo regulamento terá de ir à câmara, depois a consulta pública, submetido novamente ao executivo camarário e depois à Assembleia Municipal.

A restrição inicial que está agora em vigor foi aprovada, na câmara e na Assembleia Municipal, pelos partidos da oposição, à revelia da coligação “Novos Tempos”, que votou contra.

Carlos Moedas mostrou-se, aliás, muito crítico da medida. “A suspensão imediata de novos registos de alojamento local que os partidos de esquerda e a vereadora independente aprovaram revela um sinal muito negativo para o turismo, para a economia local e, acima de tudo, para milhares de famílias que veem aqui um entrave aos seus rendimentos”, afirmou então o líder da autarquia, manifestando-se contra “propostas radicais”.

“O que prejudica a economia da cidade é os lisboetas não conseguirem viver em Lisboa”, contrapõe Inês Drummond, defendendo que a câmara deve recorrer a “todos os instrumentos” disponíveis para “evitar que as pessoas sejam empurradas para fora da cidade” por falta de habitação a preços comportáveis. “Nós não somos contra o AL, também tem lugar em Lisboa.

Não pode é comprometer a vivência da cidade, de repente termos zonas onde os lisboetas não conseguem viver”, argumenta a antiga presidente da Junta de Freguesia de Benfica, que espera uma posição favorável dos vereadores à esquerda, nomeadamente do PCP, que votou favoravelmente a interdição inicial.

susete.francisco@dn.pt

Diário de Notícias
Susete Francisco
29 Agosto 2022 — 00:00