1066: Iluminação de Natal em Lisboa arranca oficialmente segunda-feira

🇵🇹 LISBOA // ILUMINAÇÃO NATAL

As iluminações de Natal este ano estarão com um horário reduzido, decisão da Câmara Municipal de Lisboa para garantir poupanças de 50% no consumo de energia.

© Gerardo Santos / Global Imagens

O arranque oficial das iluminações de Natal em Lisboa está marcado para esta segunda-feira, dia 5 de Dezembro, às 19h na Praça do Comércio. O evento irá contar com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e a União de Associações de Comércio e Serviços.

As iluminações de Natal este ano estarão com um horário reduzido, decisão da Câmara Municipal de Lisboa para garantir poupanças de 50% no consumo de energia. As luzes vão estar nos habituais locais da cidade, mas com recurso a lâmpadas de baixo consumo com tecnologia LED”.

Segundo o comunicado enviado às redacções, a CML “já tinha informado que as tradicionais iluminações de Natal em Lisboa só iriam entrar em funcionamento mais tarde do que o habitual, e decidiu também reduzir o período em que as mesmas estarão em funcionamento”

“A poupança dos recursos do planeta é algo que nos preocupa verdadeiramente. E com isso em mente procuramos sempre optar por garantias na utilização das mais recentes técnicas de poupança”, lê-se em comunicado da CML, acrescentado ainda que as iluminações “têm sido um dos pontos altos de estímulo ao comércio em Lisboa e constituem uma tradição fortemente enraizada por todos”.

As luzes vão estar acesas das 18h às 23h de domingo a quinta-feira. Sextas e sábado as luzes vão estar ligadas até à meia-noite. Na noite de Natal e de passagem de ano ficarão ligadas até à 1 da manhã.

Diário de Notícias
DN
03 Dezembro 2022 — 16:18



 

1056: Passes e bilhetes da Carris Metropolitana sem aumentos em 2023 na região de Lisboa

– Seria excelente que o sr. Carlos Moedas não se “esquecesse” e agisse rapidamente no sentido de conceder GRATUITIDADE de passes aos DESEMPREGADOS DE LONGA DURAÇÃO que, já sem subsídios de qualquer espécie por parte da “Segurança” Social, têm de (sobre)viver à custa de familiares (enquanto estes puderem e/ou forem vivos!). Esta gratuitidade apenas foi concedida a >65 anos e a estudantes. Os DESEMPREGADOS não são seres humanos?

CARRIS  // TRANSPORTES PÚBLICOS // PASSES E BILHETES

Preços não mudam “mesmo tendo em conta que a Taxa de Actualização Tarifária permitida pela Autoridade de Mobilidade e Transportes para os títulos de transporte ocasionais (bilhetes) em 2023 é de 6,11%, e que essa mesma taxa irá ser aplicada, com grande probabilidade, na generalidade do país”, declarou a Área Metropolitana de Lisboa (AML)

© (Câmara Municipal da Moita)

Os passes do tarifário “Navegante” e os bilhetes ocasionais da Carris Metropolitana vão manter em 2023 os preços que são praticados este ano, anunciou esta sexta-feira a Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Numa nota, a AML, que é autoridade de transporte, revela que tomou a decisão de manter os valores de 2022 dos títulos ocasionais da Carris Metropolitana para, entre outros objectivos, promover a utilização dos transportes públicos colectivos em toda a região.

Esta decisão acontece “mesmo tendo em conta que a Taxa de Actualização Tarifária permitida pela Autoridade de Mobilidade e Transportes para os títulos de transporte ocasionais (bilhetes) em 2023 é de 6,11%, e que essa mesma taxa irá ser aplicada, com grande probabilidade, na generalidade do país”, salientou a AML.

A Carris Metropolitana gere as redes municipais de 15 dos 18 municípios (uma vez que dentro dos concelhos do Barreiro, Cascais e Lisboa mantém-se tudo como está) e a totalidade da operação intermunicipal dos 18 concelhos metropolitanos.

A marca única Carris Metropolitana passa, em 01 de Janeiro de 2023, a assegurar o transporte de passageiros dentro de cada um dos concelhos de Amadora, Oeiras, Sintra, Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira, todos na margem norte do Tejo, onde deixam de operar as actuais empresas de transporte.

Desde 01 de Junho já é responsável pelo transporte de passageiros dentro dos municípios de Almada, Seixal, Sesimbra, Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, na margem sul.

Na rede municipal do Barreiro, o transporte continua a ser feito pelo operador interno Transportes Colectivos do Barreiro (TCB), em Cascais pela Mobi Cascais e em Lisboa pela Carris.

Para quem se desloca de um concelho para outro (incluindo Barreiro, Cascais e Lisboa), o transporte público rodoviário intermunicipal será sempre feito pela Carris Metropolitana.

A operação na margem norte deveria ter sido iniciada em Setembro, mas os problemas verificados na margem sul fez com que fosse adiada para 01 de Janeiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Dezembro 2022 — 18:38



 

885: Lisboa vai ter limites no número de trotinetes

“… não é possível conseguir uma monitorização a 100% das trotinetes por parte da polícia, “porque obviamente a polícia tem muitas outras coisas com que se preocupar, esta é apenas uma das coisas que a polícia tem como preocupação”“.

As “muitas outras coisas” que a polícia tem como preocupação mas não actua convenientemente contra os infractores, é o estacionamento selvagem e ilegal em cima dos passeios, obrigando as pessoas a circularem pela estrada com risco de vida; é o estacionamento ilegal em cima das passadeiras; é o estacionamento ilegal nas zonas de paragem dos transportes públicos; é o estacionamento ilegal em cima do passeio com bloqueio de portas de prédios. Muito mais preocupante que o caso das trotinetes.

LISBOA/C.M.L./TROTINETES

No início de Junho, a Câmara de Lisboa revelou que existiam na altura na capital portuguesa 11.000 trotinetas e bicicletas partilhadas sem doca.

Tim Evanson / Flickr

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa disse esta terça-feira que o memorando de entendimento com os operadores de trotinetes será assinado em breve e terá “aspectos muito claros” relativamente à redução da velocidade e limitação do número de veículos.

“Estou a semanas de assinar um memorando com aqueles que são os promotores das trotinetes, em que espero que todos assinem esse memorando, um memorando que virá antes de um regulamento”, declarou Carlos Moedas (PSD), na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa.

Considerando que o memorando de entendimento é “um bom sinal à cidade”, o autarca de Lisboa disse que o acordo com os operadores destes veículos eléctricos terá “aspectos muito claros, o primeiro é uma redução da velocidade das trotinetes”.

“Temos velocidades que vão acima dos 20 quilómetros por hora e sabemos que em cidades europeias, como é o caso de Paris, tem havido limitações”, indicou o presidente da Câmara de Lisboa, referindo que na capital francesa a velocidade das trotinetes foi limitada para “oito quilómetros por hora, o que tem reduzido muito os acidentes”.

Além desse aspecto, Carlos Moedas disse pretender ter “um comprometimento do lado destes promotores numa limitação do número de trotinetes”, relembrando que Lisboa tem “o dobro ou o triplo das trotinetes que existem numa cidade como Madrid e isso não é normal”.

“Vai ter que haver um acordo nesse sentido e, depois, um acordo também naquilo que é o comportamento em relação a andar em cima dos passeios, andar em contra-mão, e temos hoje sistemas tecnológicos que permitem evitar que isso aconteça”, acrescentou.

O autarca de Lisboa ressalvou que não é possível conseguir uma monitorização a 100% das trotinetes por parte da polícia, “porque obviamente a polícia tem muitas outras coisas com que se preocupar, esta é apenas uma das coisas que a polícia tem como preocupação”.

“Temos que ter sistemas tecnológicos em que as trotinetes não andem nos sítios errados, em que quando estão em cima do passeio não conseguem andar, que são estacionadas em pontos específicos da cidade”, explicou.

Sem anunciar a data concreta da assinatura do memorando de entendimento, Carlos Moedas disse que é preciso saber se “todos vão assinar”.

“Se assinarem esse memorando, já ficam comprometidos para aquilo que vai ser o próprio regulamento e penso que isso seria muito positivo na cidade”, defendeu o presidente da Câmara de Lisboa.

O autarca referiu ainda os casos de acidentes com trotinetes, em que “hoje, pela primeira vez, há uma preocupação de muitos médicos em relação a este assunto”.

Em Setembro, Moedas revelou que o Executivo camarário já tinha tido uma primeira reunião com alguns operadores, na qual perguntou quantas trotinetes é que cada um tinha no mercado: “contámos 15 mil trotinetes”, adiantou.

Na reunião, Carlos Moedas ficou também a saber, por parte de um operador espanhol, que a cidade de Madrid, com cinco vezes mais população e tamanho do que Lisboa, tem seis mil trotinetes.

A elaboração do Regulamento Municipal da Mobilidade Partilhada (RMMP) da cidade de Lisboa está em processo de participação dos cidadãos, fase que se iniciou em 30 de Setembro e termina na sexta-feira, para entrar em vigor em 2023.

No início de Junho, em resposta à agência Lusa, a Câmara de Lisboa revelou que existiam na altura na capital portuguesa 11.000 trotinetas e bicicletas partilhadas sem doca (não necessitam de serem arrumadas e os clientes podem deixá-las em qualquer lugar das ruas da cidade) e quatro operadoras.

O município adiantou, então, que estava a estudar a forma de “melhor regular a actividade” e que pretendia ter um regulamento em vigor tão brevemente quanto possível, para permitir a monitorização e controlo efectivo da actividade de partilha de trotinetas e bicicletas sem docas.

Lusa // ZAP
23 Novembro, 2022



 

Lisboa “está cheia de alojamento local ilegal” e “há descontrolo” na abertura de bares

– Lisboa é terra de “xicos espertos”, onde a trafulhice, o oportunismo & outras coisas mais se juntam para lixar o parceiro em benefício próprio, onde o estacionamento selvagem em cima dos passeios, passadeiras, paragens de transportes públicos é Rei e a polícia nada faz para combater os infractores. Onde o lixo impera sem ser recolhido nos dias programados. Onde as ruas apenas são lavadas quando chove, etc., etc., etc..

LISBOA/ALOJAMENTO LOCAL/ILEGALIDADES

Vereadora do Urbanismo na Câmara Municipal de Lisboa diz que “descontrolo” na abertura de bares, inclusive no Bairro Alto, que prejudica o descanso dos moradores.

A vereadora do Urbanismo na Câmara Municipal de Lisboa disse esta quarta-feira que a cidade “está cheia de alojamento local ilegal” e que “há um descontrolo” na abertura de bares, inclusive no Bairro Alto, que prejudica o descanso dos moradores.

“Nas zonas de contenção, obviamente que, a partir do momento que não se aceita mais alojamento local, como há procura, aparece o alojamento local ilegal e estamos cheios de alojamento local ilegal pela cidade”, declarou a vereadora Joana Almeida (independente eleita pela coligação ‘Novos Tempos’ PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), sem apresentar dados concretos.

A vereadora falava no âmbito de uma audição na Assembleia Municipal de Lisboa sobre a proposta de orçamento para 2023, em que revelou que a verba total para o pelouro do Urbanismo, prevista para o próximo ano, é de 3.587.842 euros, que se reparte por 2.481.976 euros para a Direcção Municipal de Urbanismo, 726.954 euros para obras de urbanização e 378.912 euros para o ReSist, programa municipal de promoção da resiliência sísmica do parque edificado, privado e municipal e infra-estruturas urbanas municipais.

Entre as prioridades assumidas na proposta de orçamento de Lisboa para 2023 está a revisão do Regulamento Municipal para o Alojamento Local (RMAL), indicou Joana Almeida, referindo que o executivo terminou na semana passada uma fase de auscultação prévia com as 24 juntas de freguesia da cidade e com as associações do sector, assim como com representantes dos proprietários e dos inquilinos.

Na audição, o tema do alojamento local motivou questões dos deputados municipais Vasco Barata (BE), Jorge Marques (PS), Isabel Mendes Lopes (Livre) e Jorge Nuno Sá (Aliança), nomeadamente sobre qual a posição da liderança PSD/CDS-PP na Câmara de Lisboa relativamente a esta área, se é a favor ou contra que as licenças tenham um prazo e caduquem e sobre qual a estratégia para identificar o alojamento turístico ilegal.

Ressalvando que o alojamento local ilegal é da responsabilidade da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a vereadora disse que o pelouro do Urbanismo está a actuar no âmbito das suas competências, começando por fazer vistorias, o que “não se fazia no passado”, verificando que existem obras ilegais no alojamento local, assim como situações de incumprimento dos requisitos para funcionamento.

Joana Almeida disse que há “várias frentes possíveis” para prevenir o alojamento local ilegal, nomeadamente através de dados das plataformas de reservas, como a Airbnb e o Booking, assim como “através da taxa turística ou do contador de água”.

Sobre a posição da liderança PSD/CDS-PP relativamente à revisão do RMAL, Joana Almeida defendeu a necessidade de um equilíbrio entre o alojamento local e a habitação, “exactamente por se constatar que na zona central, na zona histórica da cidade, esse equilíbrio não existe”, apoiando a existência de zonas de contenção, mas ressalvando que é importante considerar o perfil do titular do alojamento local.

Em relação à abertura de bares em zonas residenciais, o problema foi levantado por Angélique da Teresa (IL), que disse existir “quase uma guerra entre residentes e interesses comerciais” e defendeu “zonas amigas de diversão nocturna e zonas inimigas desses locais de diversão nocturna”, e por Jorge Nuno Sá (Aliança), que pediu um levantamento da abertura de bares.

A presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, Carla Madeira (PS), propôs a regulamentação dos horários dos estabelecimentos locais e alertou que, apesar de o Plano de Urbanização do Núcleo Histórico do Bairro Alto e Bica proibir a abertura de bares, as casas de ferragens e tabacarias “viraram bares”, ao abrigo do Licenciamento Zero, porque procederam a alteração das licenças, inclusive para casas de chá, mas “não vendem chá, vendem muita cerveja, muito álcool”.

“Esses estabelecimentos estão a funcionar ilegalmente. Esses estabelecimentos deviam ser imediatamente encerrados”, apelou Carla Madeira.

Em resposta, a vereadora do Urbanismo reconheceu que os bares são “um problema transversal” na cidade de Lisboa, referindo que, “neste momento, há um descontrolo” em resultado do Licenciamento Zero, em que “um proprietário pode mudar de restaurante para bar”, sem passar por um novo licenciamento urbanístico.

“Julgo que chegou a altura de trabalhar num regulamento para minimizar este tipo de conflitos”, expôs Joana Almeida, apontando a necessidade de controlar os horários dos estabelecimentos e de limitar o ruído, o que deve passar, também, por um reforço da fiscalização, possivelmente com o apoio das juntas de freguesia.

A proposta de orçamento municipal de Lisboa para 2023 prevê uma despesa de 1.305 milhões de euros, superior à calculada para este ano (1,16 mil milhões), esperando a câmara ter um crescimento de 15% nas receitas correntes, bem como um investimento de 138 milhões financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Este é o segundo orçamento municipal de Lisboa do actual mandato, 2021-2025, sob a presidência do social-democrata Carlos Moedas, que governa sem maioria absoluta, com sete eleitos da coligação “Novos Tempos” (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) entre os 17 elementos que compõe o executivo camarário.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Novembro 2022 — 18:47



 

518: Passe gratuito em Lisboa pode ser recarregado no Multibanco a partir de 2.ª feira

“… De fora deste apoio ficam os alunos de cursos profissionais não contemplados numa lista de estabelecimentos de ensino definidos no ‘site’ da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e repetentes do secundário com mais de 18 anos, devido aos critérios definidos numa portaria do Governo.”

Pobres dos DESEMPREGADOS que ficam sempre “esquecidos” destas magnânimas ofertas sociais! Ainda ninguém responsável pelo sector, incluindo o sr. Moedas, se lembrou dos DESEMPREGADOS que não possuem qualquer tipo de rendimento, pelo menos os de longa duração, cujos subsídios de desemprego já terminaram e que continuam a ter de pagar (com o dinheiro de quem os apoia, se tiverem essa felicidade) o passe social de transporte.

TRANSPORTES PÚBLICOS GRATUITOS/CARREGAMENTOS

De acordo com a Câmara de Lisboa, o carregamento tem de ser feito mensalmente, à semelhança do que acontece com os outros títulos de transporte.

© André Luís Alves / Global Imagens

O recarregamento do passe gratuito para Lisboa poderá, a partir de segunda-feira, ser realizado através do Multibanco pelos maiores de 65 anos e jovens estudantes entre os 13 e 23 anos abrangidos, anunciou este sábado a Câmara Municipal.

“A partir de segunda-feira, 31 de Outubro, os lisboetas elegíveis para a gratuitidade do passe Navegante urbano (maiores de 65 anos) e do Navegante municipal Lisboa (jovens estudantes aderentes ao 4_18 ou ao sub23) passam a poder recarregar o título no Multibanco, evitando assim quaisquer deslocações aos espaços de atendimento ao cliente dos operadores”, avançou a autarquia lisboeta em comunicado.

Apesar de o passe ser gratuito, a Câmara de Lisboa salienta que “o carregamento é indispensável, sendo necessário fazê-lo mensalmente, à semelhança dos demais títulos de transporte”.

“Na prática, se, até aqui, os maiores de 65 anos e os jovens com idades entre os 13 e 23 anos se viam obrigados a proceder ao carregamento do passe Navegante num espaço de atendimento ao cliente, a introdução desta possibilidade na rede SIBS, vem somar aos mais de 300 agentes Payshop cerca de 12.000 caixas Multibanco, alargando massivamente a rede de carregamento”, destaca.

De acordo com a autarquia, “a disponibilização destes novos serviços de carregamento com assinatura Navegante, desenvolvidos em parceria com a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) enquadram-se na promoção de uma mobilidade cada vez mais eficiente, seja em termos ecológicos, seja em termos económicos e sociais”.

Para este ano, prevê-se que a medida represente uma despesa no montante máximo de 6,266 milhões de euros e, para os anos económicos de 2023, 2024 e 2025, uma verba de até 14,9 milhões de euros para cada ano.

Em 21 de Abril, a Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a proposta de transportes públicos gratuitos na cidade, que prevê um acordo entre o município e a empresa TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, válido até 31 de Dezembro de 2025, e que estabelece a gratuitidade para jovens entre os 13 e os 18 anos, estudantes do ensino superior até aos 23 anos, incluindo a excepção dos inscritos nos cursos de medicina e arquitectura até aos 24 anos, e maiores de 65 anos, em que o requisito comum para todos é terem residência fiscal no concelho.

A medida começou por estar disponível para os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos a partir de 25 de Julho deste ano e alguns dias depois, em 16 de Agosto, abriram as inscrições para os estudantes entre 13 e 23 anos, para que pudessem beneficiar dos passes gratuitos a partir do mês de Setembro.

De fora deste apoio ficam os alunos de cursos profissionais não contemplados numa lista de estabelecimentos de ensino definidos no ‘site’ da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e repetentes do secundário com mais de 18 anos, devido aos critérios definidos numa portaria do Governo.

Relativamente aos maiores de 65 anos, a gratuitidade nos transportes colectivos aplica-se nas redes da Carris, Metropolitano de Lisboa e CP – Comboios de Portugal, “em que seja válido o título Navegante Urbano na modalidade ‘3.ª idade'”.

Para estudantes entre 13 e 23 anos, abrange as redes das empresas Carris, Metropolitano de Lisboa, CP e Fertagus, através dos títulos Navegante Municipal nas modalidades 4_18 e sub23, e adesão é para quem tem domicílio fiscal no concelho de Lisboa e que apresentem também a declaração de matrícula emitida pelo estabelecimento de ensino na cidade.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Outubro 2022 — 11:34



 

426: Câmara de Lisboa cancela marcha “Pobre Pride” após chuva de críticas

– Se fosse só isto que a C.M.L. e o Moedas fazem…

SOCIEDADE/C.M.L./MARCHA “POBRE PRIDE”/CANCELAMENTO

Rui Duarte / Flickr

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) resolveu cancelar a iniciativa que pretendia assinalar o Dia Internacional para Erradicação da Pobreza com uma marcha pela Avenida da Liberdade, uma espécie de “Pobre Pride” como dizem os críticos.

Foi com espanto que algumas Juntas de Freguesia de Lisboa receberam a informação da CML de que seriam organizados um piquenique e uma marcha pela Avenida da Liberdade, em Lisboa, para pessoas em situação de vulnerabilidade no próximo dia 17 de Outubro. O momento deveria assinalar o Dia Internacional para Erradicação da Pobreza, mas foi cancelado.

A iniciativa da autarquia proposta pela vereadora dos Direitos Humanos e Sociais, Laurinda Alves, vai ser reduzida a um “momento simbólico” na Rua Augusta, em Lisboa, como avança o Jornal de Notícias na sua edição impressa desta quinta-feira.

Esta informação é confirmada ao jornal pelo presidente da Impossible, a parceira da CML na iniciativa.

Vários presidentes de Juntas de Freguesia de Lisboa criticaram o evento. Um deles foi Miguel Coelho de Santa Maria Maior que escreve no seu perfil no Facebook, que “a pobreza não se combate com ”marchas e pique-niques”, mas sim com medidas concretas”.

“Se o Presidente Moedas em vez de se associar à insólita ”marcha dos pobrezinhos” dedicasse os cerca de 8 milhões de euros que a Câmara decidiu não receber do IRS – o que dará uma média de devolução a cada lisboeta de 12 euros por ano – a ajudar directamente os mais desfavorecidos, esses 8 milhões de euros dariam para 750.000 refeições durante todo o ano, o que corresponderia a 2050 refeições diárias”, acrescenta Miguel Coelho, concluindo que “isso sim, seria uma forma eficaz de combater a pobreza”.

Nas redes sociais, a realização do evento também foi muito criticada com algumas pessoas a considerarem que se trataria de uma espécie de “Pobre Pride” numa referência às paradas que têm sido feitos para assinalar as lutas pelos direitos homossexuais.

  Susana Valente, ZAP //
13 Outubro, 2022



 

421: Câmara de Lisboa quer fazer marcha com pessoas em situação de vulnerabilidade

– É tão grande a intenção por pessoas em situação de vulnerabilidade que chegou ao meu conhecimento quem pedisse ajuda ao BANCO ALIMENTAR há mais de três semanas e nem resposta obteve!

C.M.L./CARIDADEZINHA

jad99 / Wikimedia
Edifício da Câmara Municipal de Lisboa

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a organizar um piquenique e uma marcha pela Avenida da Liberdade com “pessoas em situação de vulnerabilidade”. Um evento que está a causar indignação, com acusações de que é “um atentado à dignidade” humana.

A vereadora para os Direitos Humanos e Sociais da CML, Laurinda Alves, enviou um e-mail às Juntas de Freguesia para divulgarem a realização de um “almoço em formato piquenique” e de uma “caminhada/marcha” entre a Avenida da Liberdade e o Arco da Rua Augusta, destinados a “pessoas em situação de vulnerabilidade”.

A TSF teve acesso a este e-mail que apela à “colaboração” e à “participação das Juntas de Freguesia” para esta iniciativa que se realizará no próximo dia 17 de Outubro.

Mas das 24 freguesias de Lisboa, “mais de metade não vão alinhar no desfile” que se assinala no Dia Internacional para Erradicação da Pobreza, como avança a TSF.

“Expõe pessoas que devem ser protegidas”

“Este convite, tal como vem descrito no e-mail, expõe pessoas que devem ser protegidas por nós. Acima de tudo isto é um atentado à dignidade das pessoas“, lamenta em declarações a esta Rádio a presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, Carla Madeira (PS).

“Este trabalho de combate à pobreza faz-se todos os dias, caso a caso e protegendo também a privacidade das pessoas“, reforça na TSF o presidente da Junta de Carnide, Fábio Sousa (CDU).

Já o presidente da Junta de Campo de Ourique, Pedro Costa (PS), nota à Rádio que a iniciativa reflecte “exclusão” e não “o trabalho da inclusão” que é preciso fazer nesta área.

“As propostas de combate à pobreza não são bondosas, são investimentos sociais, com vista à erradicação da pobreza e é nesse debate que devemos concentrar os nossos esforços nesse dia, e não em celebrar“, acrescenta Pedro Costa.

Para o presidente da Junta de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, a iniciativa é colocar “as estruturas do Estado [a] fazerem manifestações contra si próprias“.

A iniciativa prevê também actividades culturais e um discurso de Marcelo Rebelo de Sousa. A participação implica a inscrição prévia que dá acesso a uma senha de refeição no momento da chegada.

  ZAP //
12 Outubro, 2022