1036: Lavrov defende ataques às infra-estruturas, um crime de guerra segundo a ONU

– Este gajo é outro demente psicopata em estado terminal. Diz ele, o psicopata, que “centrais eléctricas ajudam a “matar russos””. E a destruição dessas centrais eléctricas, pelos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺, que levam electricidade às populações e que ajudam a matar civis inocentes? Esta escumalha causa-me o mais profundo desprezo e nojo absoluto. Nem têm noção do que dizem! A puta da Stolichnaya é lixada!

🇷🇺 RUSONAZSʹKI VBYVTSI 🇷🇺

🇷🇺 RÚSSIA – ESTADO TERRORISTA 🇷🇺

ORCS RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 / LAVROV / DESTRUIÇÃO / ASSASSÍNIOS

Ministro dos Negócios Estrangeiros alega que centrais eléctricas ajudam a “matar russos” e compara a situação nos territórios ucranianos a Estalinegrado.

Lavrov é chefe da diplomacia de Putin desde 2004.
© EPA/MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS DA RÚSSIA

Impedido pelo governo polaco de participar na conferência ministerial da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que decorre até esta sexta-feira em Lodz, o chefe da diplomacia russo dedicou uma conferência de imprensa a alvejar a Ucrânia, o Ocidente e até o Papa Francisco, justificou os ataques às infra-estruturas energéticas e comparou a situação que se vive em território ucraniano à Batalha de Estalinegrado.

Sergei Lavrov justificou os ataques russos a centrais eléctricas e outras infra-estruturas civis, alegando que estas “fornecem potencial de combate às Forças Armadas da Ucrânia, aos batalhões nacionalistas, e delas depende a entrega de uma grande quantidade de armas com as quais o Ocidente está a inundar a Ucrânia para matar russos”.

Uma explicação pouco clara, mas sem dúvida ao arrepio das leis da guerra. “Temos de salientar que dirigir intencionalmente ataques contra civis e alvos civis, ou seja, alvos que não são objectivos militares, equivale a um crime de guerra”, disse a porta-voz do gabinete do alto comissário para os Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani, quando a Rússia começou, em 10 de Outubro, a onda de ataques à rede de produção de energia.

O porta-voz do MNE ucraniano respondeu às declarações do ministro russo acenando com o tribunal de crimes de guerra, cuja criação havia sido defendida na véspera pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

“Será que Lavrov vai negar a sua participação nos crimes do regime de Putin no tribunal internacional, ou vai admitir a culpa de imediato, para não sofrer durante muito tempo?”, escreveu Oleg Nikolenko.

No mesmo dia em que Lavrov se mostrou favorável à destruição do sector energético da Ucrânia, a cidade de Kherson voltou a ficar sem electricidade devido a ataques da outra margem do Dniepre.

Os serviços da empresa eléctrica haviam retomado o fornecimento da corrente a 20% da cidade, libertada no passado dia 11, mas agora voltou ao ponto zero. Além destas pessoas, há seis dias cerca de seis milhões de ucranianos estavam sem acesso a electricidade, tinha dito o presidente Zelensky.

Ainda perante os jornalistas, Lavrov não se deteve e defendeu igualmente os ataques do Exército russo em regiões que Moscovo disse ter anexado, como Kherson ou Zaporíjia, traçando uma comparação com Estalinegrado.

“Era também nosso território e lá derrotámos de tal forma os alemães que eles fugiram”, disse. A cidade que hoje se chama Volgogrado foi arrasada numa das batalhas mais mortíferas da Segunda Guerra Mundial.

O ministro há mais anos no mesmo cargo no regime de Putin negou que a estratégia de bombardeamento de infra-estruturas tenha como objectivo levar Kiev à mesa de negociações.

“Nunca pedimos negociações.” No entanto, caso essas se materializassem, o Ocidente teria de aceder à exigência de que todos os países a leste da Alemanha teriam de abandonar a NATO.

Lavrov deixou ainda palavras de censura ao pontífice. Francisco havia dito em entrevista que as minorias tchetchena e buriate são “as mais cruéis” entre os soldados na Ucrânia, ao que o ministro russo aproveitou para dizer que o “Papa fez declarações incompreensíveis e nada cristãs”.

E ainda…

Mais cartas armadilhadas

A polícia espanhola está a investigar uma série de correspondência armadilhada enviada a diversos altos cargos políticos, incluindo ao primeiro-ministro Pedro Sánchez, à ministra da Defesa Margarita Robles e à Embaixada dos EUA, semelhante à que explodiu na embaixada ucraniana, ferindo um funcionário de uma empresa de segurança.

Dos cinco pacotes, quatro foram detonados de forma controlada e um foi neutralizado, o que permitiu recuperar todo o seu conteúdo para análise.

A Justiça anunciou ter alargado a investigação inicial de um possível delito de terrorismo – a carta enviada à Embaixada da Ucrânia -, para cobrir todos os outros incidentes.

Xi e Modi apelam para a paz

O presidente chinês e o primeiro-ministro indiano, que não condenam a invasão russa, fizeram apelos à paz, em declarações separadas. “Resolver a crise ucraniana através de meios políticos é do maior interesse da Europa e do interesse comum de todos os países da Eurásia”, disse Xi Jinping num encontro com o presidente do Conselho Europeu Charles Michel.

O belga, por sua vez, voltou a instar Xi a “usar a sua influência” junto de Vladimir Putin. “Hoje não precisamos lutar pela nossa sobrevivência, o nosso tempo não deveria ser o da guerra”, escreveu Narendra Modi num artigo ao assumir a presidência do G20.

Sanções à indústria dos mísseis

O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros pediu ao alto-representante da UE que inclua a indústria russa de mísseis no futuro pacote de sanções, após os bombardeamentos terem danificado as infra-estruturas energéticas da Ucrânia. O encontro entre Dmytro Kuleba e Josep Borrell decorreu à margem de uma reunião da OSCE, em Lodz, Polónia.

Nova troca de prisioneiros

Após mais uma troca de 50 prisioneiros de guerra, ocorrida na quinta-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que o número de “heróis” postos em liberdade se cifra agora em 1319. “Não vamos parar enquanto não recuperarmos todos os nossos”, proclamou.

cesar.avo@dn.pt

Diário de Notícias
César Avó
01 Dezembro 2022 — 23:06



 

954: 3% dos ataques a instalações militares; 87 mil russos mortos

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ORCS/RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 /ATAQUES/TERRORISTAS/MERCENÁRIOS NAZIS/ASSASSINOS

A neve deverá voltar a cair em Kyiv a partir deste domingo, com as temperaturas a cair abaixo dos 0ºC quer de dia, quer de noite, numa altura em que milhões de pessoas permanecem sem electricidade ou aquecimento.

© Chris McGrath/Getty Images

As autoridades ucranianas denunciaram também ter havido pelo menos 13 feridos em novos ataques com mísseis russos em Dinpro, no sul do país.

Além de Dnipro, também a pequena cidade de Chasiv, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, foi atacada este fim de semana.

Naquela cidade, sob controlo ucraniano, foi atingido um edifício de apartamentos, tendo três pessoas ficado feridas, segundo o governador militar da região, Pavlo Kirilenko.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
08:16 – 27/11/22



 

911: Ucrânia: Milhões em Kiev ainda sem luz e aquecimento dois dias após ataques russos

– Estes ORCS russonazis terroristas assassinos ☠️卐☠️ putinocratas de merda, não passam de uma seita de cobardolas que, não conseguindo ganhar no terreno e tendo de recuar fugindo dos ucranianos, atacam cobardemente e assassinam civis indefesos de todas as idades.

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🇷🇺 UBIYTSA! 🇷🇺

🇷🇺 SMERTʹ RUSONAZAM 🇷🇺

TERRORISTAS/ASSASSINOS/ORCS RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /PUTINOCRATAS/COBARDOLAS

O presidente do conselho de administração da empresa estatal de electricidade Ukrenergo referiu que o sistema energético ucraniano passou agora “a fase mais difícil” após o ataque.

© EPA/OLEG PETRASYUK

Quase metade dos habitantes de Kiev continuavam esta sexta-feira sem electricidade e dois terços sem aquecimento, dois dias depois dos ataques russos terem voltado a visar infra-estruturas críticas, numa altura em que as temperaturas negativas chegam à região.

“Um terço das casas em Kiev já tem aquecimento, os especialistas continuam a trabalhar para restaurar o abastecimento de energia. Metade dos utilizadores ainda estão sem electricidade”, disse Vitaly Klitschko, o presidente da câmara da capital ucraniana, onde residem cerca de três milhões de pessoas.

“Durante o dia, as empresas de energia planeiam ligar a electricidade a todos os utilizadores”, disse, numa altura em que as temperaturas na região estão próximas de zero graus.

O presidente do conselho de administração da empresa estatal de electricidade Ukrenergo, Volodymyr Kudrytsky, referiu que o sistema energético ucraniano passou agora “a fase mais difícil” após o ataque.

A electricidade está parcialmente restaurada e “o sistema energético está mais uma vez ligado ao sistema energético da União Europeia”,explicou.

A estratégia de Moscovo de bombardear instalações energéticas, seguida desde Outubro num cenário de recuos militares, é considerada “crime de guerra” pelos aliados ocidentais da Ucrânia e qualificada como um “crime contra a humanidade” pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Temos de aguentar este inverno – um inverno que todos vão recordar”, disse na sexta-feira no Facebook.

Por seu lado, o governador da região sul de Kherson, Yaroslav Yanushevich, anunciou a retirada de todos os pacientes de hospitais da cidade, de onde as tropas de Moscovo se retiraram há duas semanas, devido a “constantes bombardeamentos russos”.

A Rússia, por seu lado, afirma visar apenas infra-estruturas militares e atribui os cortes de energia aos disparos das defesas aéreas ucranianas.

Na frente, os combates continuaram em várias áreas e um ataque russo na noite de quinta-feira em Kherson matou 11 pessoas e feriu quase 50, de acordo com a Presidência ucraniana.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou pelo menos 6.595 mortes de civis e 10.189 feridos, segundo a ONU, que sublinhando que estes são os números que foi possível confirmar mas estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Novembro 2022 — 16:07




 

888: Três centrais nucleares religadas à rede eléctrica ucraniana

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UCRÂNIA/ORCS RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /ENERGIA

A Rússia disparou mais de 70 mísseis de cruzeiro contra a Ucrânia na quarta-feira. Segundo o Ministério da Energia, estes ataques deixaram sem electricidade “a grande maioria dos consumidores” do país.

A central nuclear de Zaporíjia, em Enerhodar.
© STRINGER/AFP

As três centrais nucleares ucranianas sob controlo de Kiev foram esta quinta-feira religadas à rede eléctrica, depois de a conexão ter sido interrompida na quarta-feira, após ataques massivos da Rússia, anunciou o Ministério da Energia ucraniano.

“Após os bombardeamentos massivos de quarta-feira, os trabalhadores do sector da energia conseguiram (…) religar três centrais nucleares à rede eléctrica durante a manhã” de hoje, declarou o ministério na rede social Telegram, acrescentando que estas instalações devem começar a fornecer electricidade “até a noite de hoje”.

As centrais nucleares em causa são Khmelnytsky e Rivne (oeste) e a de Pivdennooukraïnsk (sul), que foram desligadas pelo sistema de proteção automática após os ataques russos que atingiram várias infra-estruturas eléctricas ucranianas.

“Se não houver novos ataques, conseguiremos reduzir consideravelmente a falta [de electricidade] no sistema energético até ao final do dia”, referiu o ministro da Energia ucraniano, Guerman Galouchtchenko, citado no comunicado do seu ministério.

Em todo o país, “a situação em geral é difícil”, mas em algumas regiões “o fornecimento de electricidade já aumentou”, garantiu Galushchenko, sublinhando ainda que “as infra-estruturas críticas em todo o país” podem ser religadas à rede eléctrica.

O autarca de Kiev, Vitaly Klitschko, anunciou no Telegram que cerca de “70 por cento da capital permaneceu sem electricidade na manhã de hoje”.

O abastecimento de água, interrompido na quarta-feira em quase toda a cidade após os cortes de energia, foi restabelecido nos bairros situados na margem esquerda do rio Dnieper, precisou o autarca. Klitschko espera que o resto de Kiev seja abastecida com água durante o dia desta quinta-feira..

A Rússia disparou mais de 70 mísseis de cruzeiro contra a Ucrânia na quarta-feira, aprofundando a crise energética após semanas de bombardeamentos que atingiram particularmente a infra-estrutura de energia.

Segundo o Ministério da Energia, estes ataques deixaram sem electricidade “a grande maioria dos consumidores” do país, que contava com cerca de 40 milhões de habitantes antes do início da invasão russa lançada a 24 de Fevereiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Novembro 2022 — 11:53



 

752: Entre espancamentos e electrocussões, o cativeiro de um ucraniano na ocupação russa de Kherson

– Dirão os russonazis ☠️卐☠️ Lavrov, Peskov, Medvedev, Prighozin & companhia, que tudo isto é mentira, culpando o ocidente satânico de falsas informações. Os presos dos russonazis ☠️卐☠️ até são tratados com carinho, humanismo, blá, blá, blá…

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TERRORISMO/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /ASSASSINOS

Anatoli Stozki foi preso duas vezes pelas forças russas e na segunda foi espancado de tal forma que chegou a urinar sangue.

Foto International Observers Ukraine

Foto International Observers Ukraine

Detido duas vezes em Kherson, cidade no sul da Ucrânia que esteve sob ocupação russa durante oito meses, Anatoli Stozki relatou à AFP os interrogatórios a que foi submetido pelos serviços russos e pró-russos, pontuados por espancamentos e choques eléctricos.

Anatoli que, armado com uma metralhadora, entrou numa unidade da força de defesa territorial ucraniana a 24 de Fevereiro, no início da invasão russa, estava em Kherson a 2 de Março quando as forças de Moscovo entraram na cidade. Ele foi ordenado a ficar em casa com a sua arma e aguardar instruções.

“Depois de duas ou três semanas, os russos encontraram a lista daqueles que havíamos recrutados para a defesa territorial e começaram a prender-nos”, contou a repórteres da AFP na sua casa no centro da cidade, alguns dias depois da libertação de Kherson, a 11 de Novembro.

A 25 de Abril, “eles chegaram”. “Eu estava com a minha esposa e a minha filha de 3 anos. Dei-lhes a minha arma porque ameaçaram matar a minha família”, explicou.

Anatoli Stozki foi então levado, encapuçado, para o que acredita ser uma esquadra de polícia próxima. Foi colocado numa cela e “amarrado a uma cadeira”.

“Três ou quatro pessoas interrogaram-me. Bateram-me com um bastão e colocaram uma pistola, ou uma espingarda na minha cabeça. Bateram dos dois lados da cabeça, em cima e nas orelhas, mas não deixaram marcas”, disse.

Segundo ele, homens encapuçados – dos serviços de segurança russos – questionaram-no sobre a sua arma. “Eles perguntaram-me onde é que eu a consegui, quem me a deu e por que não a entreguei” depois de os russos terem entrado na cidade.

Ficaram com o seu passaporte, tiraram as suas impressões digitais e amostras de ADN e disseram que agora estava numa base de dados, que deveria ficar na cidade e colaborar com os russos.

Foi libertado a 4 de Maio, na rua, com a cabeça tapada.

Coberto de hematomas

“Quando cheguei a casa, estava coberto de hematomas”, contou Anatoli. “Pensei em sair da cidade, mas tive medo”, acrescentou.

Em vez disso, enviou a sua esposa e filha para um posto de controlo em Zaporizhzhia, 300 quilómetros a nordeste de Kherson.

Foi então preso pela segunda vez a 6 de Julho. Desta vez, por homens do Ministério da Segurança do Estado da República Popular de Donetsk, região anexada por Moscovo no final de Setembro.

“Vieram à minha casa e disseram-me: ‘sabemos que já foi preso, mas o interrogatório foi incompleto. Agora vai dizer-nos quem conhece e onde estão os depósitos de armas'”, relatou.

“Nos primeiros cinco ou seis dias espancaram-me. À noite, não me deixavam dormir. A cada duas horas, entravam na minha cela e obrigavam-me a levantar e a dizer o meu nome.

Ficava algemado a um cano”, afirmou. Cada vez que os seus captores entravam na cela, devia colocar um saco na cabeça para não os ver. Um dia, foi levado para outra cela para interrogatório.

Descargas eléctricas

“Amarraram as minhas mãos e pés, atiraram-me ao chão e electrocutar-me”, relatou Anatoli, acreditando que foi electrocutado com “um dispositivo especial, porque a energia vinha de uma caixa”.

Segundo ele, raramente era permitido ir à casa de banho. Urinava em garrafas vazias entregues na cela.

“Durante as duas primeiras semanas eu urinava sangue. Os meus rins estavam em mau estado. Nas celas havia buracos na parede, e eu conseguia comunicar-me com outros presos. Isso permitiu-me não perder a minha sanidade”, acrescentou, especificando que era alimentado uma vez a cada três dias.

No final, foi libertado a 20 de agosto, após um mês e meio de detenção. Não voltou para casa e escondeu-se com parentes, temendo ser preso novamente. Perdeu 25 quilos durante o cativeiro.

Segundo ele, o segundo local de detenção foi um antigo prédio comercial no centro da cidade. De lá, podia ver as bandeiras do Japão, dos Estados Unidos e da Ucrânia caídas no chão na entrada. O prédio de quatro andares está localizado na rua Pylypa Orlyk.

Os jornalistas da AFP tentaram entrar, sem sucesso, porque “está a decorrer uma investigação”, disseram no acesso ao local.

“Pensei em suicídio”, comentou Anatoli, que completou 50 anos na prisão. “Mas pensar na minha família me deu forças para suportar tudo isso”, desabafou.

Diário de Notícias
DN/AFP
16 Novembro 2022 — 17:33



 

738: Chuva de mísseis russos atinge várias cidades ucranianas e mata civis

– Se estes terroristas russonazis ☠️卐☠️ estão a atacar a Ucrânia a partir de território russo, porque razão os russonazis ☠️卐☠️ não são atacados no seu território? Porque não dar-lhes a beber do mesmo veneno e destruição com uns “foguetes” a caírem em Moscovo e S. Petersburgo? Já está a ser insustentável esta situação de destruição ou estão à espera que os russonazis ☠️卐☠️ terroristas assassinem mais uns milhares de ucranianos e destruam todas as suas cidades? Porra, pá!

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TERRORISMO/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /UCRÂNIA/BOMBARDEAMENTOS

O presidente da câmara de Kiev, Vitaly Klitschko, indicou que pelo menos três mísseis russos atingiram edifícios residenciais.

Alkis Konstantinidis / Reuters

“No bairro de Petchersk, num dos prédios atingidos, as equipas de salvamento encontraram o cadáver de uma pessoa”, lamentou, na plataforma digital Telegram. “As operações de busca e resgate prosseguem”, acrescentou Klitschko.

Entretanto, após os bombardeamentos russos, a situação da rede eléctrica no país “é crítica”, lamentou a Presidência ucraniana, na sequência dos ataques a infra-estruturas de produção de energia eléctrica em diversas regiões. O fornecimento de Internet também está a sofrer interrupções.

“Os terroristas russos levaram a cabo um novo ataque planeado contra as infra-estruturas energéticas. A situação é crítica”, escreveu no Telegram o chefe-adjunto do gabinete da Presidência ucraniana, Kyrylo Tymochenko.

Segundo o responsável, a situação em Kiev, atingida por vários mísseis, está “extremamente difícil”. “Foram impostos horários específicos para cortes de [energia eléctrica] de emergência”, acrescentou.

De acordo com um porta-voz da Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou hoje “cerca de” 100 mísseis sobre a Ucrânia, destruindo várias infra-estruturas energéticas essenciais em diversas regiões. Metade da capital estará sem energia devido ao ataque russo.

“Cerca de 100 mísseis foram disparados (…) a partir do mar Cáspio, a região [russa] de Rostov”, e também “a partir do mar Negro”, indicou Iuri Ignat em directo na televisão ucraniana, precisando que “até agora, não se registou a utilização de ‘drones’ (aeronaves não-tripuladas) de ataque”.

As cidades ucranianas de Lviv (oeste) e Kharkiv (nordeste) também foram alvo de bombardeamentos russos, indicaram os respectivos presidentes da câmara, sem fornecer ainda dados sobre vítimas.

“Estão a ouvir-se explosões em Lviv. Mantenham-se abrigados!”, exortou na plataforma digital Telegram o autarca de Lviv, Andriï Sadovy, precisando que “uma parte da cidade está sem electricidade”. “Ataque com mísseis à zona de Industrialniï, em Kharkiv”, indicou, por sua vez, o seu homólogo da segunda cidade da Ucrânia, Igor Terekhov.

Os responsáveis das administrações regionais de Kryvyi Rih, Oleksandr Vilkul, e de Mykolaiv, Vitaly Kim, assim como o governador de Chernihiv, Vyacheslav Chaus, também pediram aos civis para se protegerem.

“Vamos sobreviver”

Este é o primeiro ataque deste género desde a retirada das tropas russas de Kherson, há mais de uma semana, e ocorre na altura em que os líderes mundiais estão reunidos em Bali, para a reunião do G20, para onde a Ucrânia foi convidada a participar.

O ataque acontece horas depois de Zelenskyy ter defendido que “é tempo” de acabar com a guerra “destrutiva” da Rússia. Para o representante permanente da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, a Rússia “cuspiu na cara” dos participantes do G20 com estes ataques às cidades.

“Está claro o que o inimigo quer. Não atingirá o seu objectivo. Eu sei que os ataques desligaram a energia em muitos lugares… Estamos a trabalhar, vamos restaurar tudo, vamos sobreviver“, assegurou Volodymyr Zelensky, num vídeo no Telegram onde reage à situação.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

ZAP // Lusa
15 Novembro, 2022



 

664: Kremlin considera Kherson como região russa, apesar da retirada militar

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RETIRADA DOS ORCS RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /UCRÂNIA/KHERSON

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov recusou-se a comentar a decisão dos comandantes militares sobre Kherson, depois da sua retirada e acrescentou que a presidência russa “não lamenta” a grande cerimónia organizada para a anexação das quatro cidades.

© EPA/STANISLAV KOZLIUK

A região ucraniana de Kherson, incluindo a capital com o mesmo nome, continua a fazer parte da Rússia, apesar da retirada das tropas russas devido à contra-ofensiva das forças de Kiev, declarou esta sexta-feira o Kremlin (Presidência).

A região de Kherson “é um assunto da Federação Russa”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pela agência francesa AFP.

“Não pode haver mudança”, acrescentou Peskov, no primeiro comentário da Presidência russa sobre a retirada das suas forças de Kherson, que foi concluída hoje.

“Às 5:00, hora de Moscovo [2:00 em Lisboa], foi concluída a redistribuição das tropas russas para a margem esquerda do rio Dniepre”, disse o Ministério da Defesa russo, assegurando que a operação decorreu sem registo de vítimas.

A agência Ukrinform noticiou esta quarta-feira, com a publicação de uma fotografia, que “patriotas ucranianos” içaram a bandeira da Ucrânia na Praça da Liberdade, no centro de Kherson, segundo a agência espanhola EFE.

As autoridades ucranianas têm apelado para a prudência por receio de que o anúncio da retirada possa ser uma estratégia para atrair as suas tropas para uma armadilha.

Sete meses depois de ter invadido a Ucrânia, a Rússia anexou Kherson (sul) em 30 de Setembro, juntamente com as regiões de Zaporijia (sudeste) e as de Donetsk e Lugansk, que constituem o Donbass (leste).

A anexação das quatro regiões, que correspondem a 18 por cento do território da Ucrânia, foi considerada ilegal por Kiev e pela generalidade da comunidade internacional.

Peskov acrescentou que a presidência russa “não lamenta” a grande cerimónia organizada para a anexação realizada em Setembro.

A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

Kherson foi ocupada pelo exército russo pouco depois de ter invadido a Ucrânia, em 24 de Fevereiro.

A cidade de Kherson era mesmo a única capital regional ucraniana conquistada pelas tropas russas em quase nove meses de guerra.

Nos últimos meses, as forças ucranianas lançaram uma contra-ofensiva em várias zonas do país, que forçaram à retirada das tropas russas de Kherson.

A contra-ofensiva foi possível com o fornecimento de armamento a Kiev pelos seus aliados ocidentais, incluindo o sistema de lançamento de foguetes de alta precisão Himars.

Com as novas armas, as forças ucranianas destruíram linhas de abastecimento russas, o que terá forçado o exército de Moscovo a retirar-se de Kherson.

Peskov recusou-se a comentar a decisão dos comandantes militares sobre Kherson, um novo revés na campanha militar ordenada pelo Presidente Vladimir Putin.

O anúncio da retirada de Kherson vem juntar-se à da região de Kharkiv (nordeste), em Setembro, e ao falhanço da conquista de outras regiões mais a norte, incluindo a da capital, Kiev.

A retirada é ainda mais significativa depois de Putin ter ordenado, em 21 de Setembro, a mobilização de 300.000 reservistas para consolidar as linhas russas em dificuldade perante a contra-ofensiva ucraniana.

Putin também tinha avisado que Moscovo iria defender o que agora considera o seu território “por todos os meios”, incluindo a possibilidade de utilização de armas nucleares, por estar em causa uma ameaça à integridade territorial da Rússia, do ponto de vista russo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Novembro 2022 — 11:29