803: Comissário europeu acusa Orban de chantagem ao bloquear ajuda para a Ucrânia

HUNGRIA/BOICOTE/UCRÂNIA

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, que está a negociar com Bruxelas o desbloqueio de fundos europeus em seu favor, foi acusado de “chantagear” a União Europeia, ao opor-se à atribuição de uma ajuda financeira à Ucrânia.

EU Council meeting in Brussels © Fornecido por Lusa

O nacionalista húngaro recordou hoje que recusa a proposta da Comissão Europeia de conceder à Ucrânia uma ajuda de 18 mil milhões de euros em 2023, sob a forma de empréstimo, cujos juros seriam suportados pelos Estados-membros.

Mas manifestou-se disposto a a avançar de forma unilateral uma subvenção à Ucrânia de 170 milhões de euros.

Este bloqueio é “pura chantagem política”, afirmou hoje o comissário europeu do Orçamento, Johannes Hahn, no Parlamento Europeu.

Este comissário tem a responsabilidade de avaliar as reformas anti-corrupção anunciadas por Budapeste, para escapar à ameaça de congelamento de 7,5 mil milhões de euros de fundos europeus.

Desde Abril que os dirigentes de Budapeste são visados por um procedimento a União Europeia (mecanismo de condicionalidade), desencadeado devido aos problemas de corrupção e atribuição de mercados públicos no país.

Johannes Hahn assegurou que o “comportamento ridículo” de Budapeste “não teria impacto na avaliação”, que deve estar feita até ao final do mês.

RN // RBF
Bruxelas, 18 nov 2022
(Lusa)



 

273: Ursula von der Leyen

COMISSÃO EUROPEIA

Vestida de casaco amarelo e blusa azul, as cores da bandeira ucraniana, Ursula von der Leyen não esteve com rodeios e começou o discurso a falar sobre a guerra e a resposta solidária da Europa.

Para a presidente da Comissão, a “coragem tem um rosto”, o rosto das mulheres e homens ucranianos. E quem melhor do que a mulher do presidente Volodymyr Zelensky para simbolizar essa bravura?

Olena Zelenska foi a “convidada de honra” e teve direito à primeira ovação do dia, numa altura em que muitos deputados ainda estavam fora do hemiciclo.

14.09.2022



 

189: Bruxelas apela Estados-membros para evitarem surtos no outono e inverno

– Por cá, como somos um povo inteligente, as máscaras deixaram de ser obrigatórias nos transportes públicos e nas farmácias, locais onde a contaminação é maior que nas ruas. Mas enfim, vamos cantando e rindo que o pagode quer é festa!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/GRIPE/VACINAS

A Comissão Europeia instou esta sexta-feira os Estados-membros da União Europeia (UE) a agir para evitar surtos de covid-19 no outono e inverno, preparando planos de vacinação para incluir vacinas adaptadas e de reforço e equacionando reintrodução das restrições.

“Hoje [sexta, 2 de Setembro], a Comissão propõe medidas concretas para evitar um surto de casos de covid-19 na próxima época de outono e inverno.

A Comissão insta os Estados-membros a criarem as estratégias e estruturas necessárias, incluindo para a vacinação e vigilância da covid-19, para responder a futuros surtos de uma forma rápida e sustentada”, anunciou o executivo comunitário em comunicado.

Vincando que “o principal objectivo das acções propostas pela Comissão é aumentar a utilização de vacinas, incluindo vacinas adaptadas e novas e assegurar que todos os cidadãos estejam bem protegidos”, Bruxelas pede que os países “desenvolvam estratégias nacionais de vacinação” e assegurem capacidades logísticas suficientes “para administrar as vacinas logo que as vacinas novas e adaptadas sejam entregues”.

Para o executivo comunitário, é necessário que as autoridades nacionais melhorem a adesão ao curso de vacinação primária e à primeira dose de reforço entre os elegíveis, dêem prioridade à administração de doses de reforço adicionais para grupos populacionais específicos, como pessoas acima de 60 anos ou doentes graves, combinem a vacinação anticovid-19 com a contra gripe e ainda que façam uma “comunicação clara aos cidadãos sobre os benefícios da vacinação”.

Além da vacinação, a Comissão Europeia pede a “vigilância de vírus respiratórios como a gripe” e destaca que medidas restritivas como a utilização de máscaras faciais ou a limitação da dimensão das concentrações “continuam a ser uma parte crucial da caixa de ferramentas dos Estados-membros” para limitar a propagação.

“É importante que todos os Estados-membros estejam preparados para reintroduzir medidas de saúde pública com base em limiares claros”, sendo que “quaisquer medidas implementadas nas escolas devem ser adaptadas ao contexto educativo e ao grupo etário e mantidas num nível mínimo para evitar qualquer perturbação da educação”, adianta Bruxelas.

No caso da livre circulação de pessoas e mercadorias, a instituição avança que irá, no que toca a viagens de países terceiros, “propor brevemente uma revisão da recomendação do Conselho a fim de ter em conta a alteração da situação epidemiológica, o aumento da vacinação em todo o mundo e a evolução dos requisitos de entrada nos Estados-membros”.

Além disso, Bruxelas pede “sistemas e capacidades fortes em matéria de saúde em todos os Estados-membros”.

Citada na nota, a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, assinala que “a pandemia ainda está muito presente”, avisando que esta será uma “nova época de desafios”.

“Devemos agir agora, em conjunto, de uma forma coordenada e sustentada para ajudar a evitar outro surto de casos graves de covid-19”, conclui a responsável europeia pela tutela.

A posição surge um dia depois de a Agência Europeia de Medicamentos ter recomendado a autorização de duas vacinas adaptadas para reforçar a protecção contra a covid-19, nomeadamente contra a variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2.

Diário de Notícias
DN/Lusa
02 Setembro 2022 — 15:12