1070: É estupidamente fácil ganhar a III Guerra Mundial, não era?

III GUERRA MUNDIAL // INTERNET // ANÁLISES

Graças à nossa dependência da Internet e tendo em conta que estamos numa época de guerras cibernéticas, uma possível Terceira Guerra Mundial seria “estupidamente fácil de ganhar”.

(dr) Policy Exchange
Submarino militar nas proximidades de um cabo submarino de comunicações

Ganhar uma eventual III Guerra Mundial seria estupidamente fácil: bastaria cortar a Internet ao mundo.

E se há país bem colocado para o fazer, mantendo a sua própria Internet “local” a funcionar, é a Rússia, que em 2019 se desligou, com sucesso, da internet mundial.

O impacto de um apagão mundial da Internet seria catastrófico para a humanidade e lançaria o pânico em todo o planeta, assegurou a semana passada Esther Paniagua, autora do livro Error 404 em entrevista à BBC.

Tal apagão mundial poderia ser facilmente causado por um ataque de hackers que provocasse uma disrupção dos protocolos de comunicação em que se baseia a Internet, diz a autora.

Mas Paniagua tem outra preocupação: a fragilidade dos gigantescos cabos submarinos que ligam continentes, através dos quais flui a maior parte da informação que circula na Internet.

Assim, na eventualidade de uma III Guerra Mundial, um país que tivesse interesse táctico num apagão mundial poderia atacar estes cabos, provocando graves perturbações no fluxo de informação em todo o mundo.

O analista Steve Weintz explicou em 2018 no  The National Interest que bastaria cortar os cabos de fibra óptica que passam pelo fundo do oceano para causar uma séria destruição nas comunidades inimigas.

A maioria dos dados são transferidos através destes cabos de fibra submarinos, explica o autor, apontando que, na realidade, só uma pequena parte dos dados passa pelos sistemas de satélite.

Para exemplificar os efeitos devastadores recorrentes da perda da Internet e das demais comunicações, o colunista menciona um acontecimento nas ilhas Marianas, no oceano Pacífico. Naquela altura, uma queda acidental de rochas rompeu o único cabo de fibra óptica que conectava o arquipélago com a rede internacional.

Como consequência, todos o voos foram cancelados, os terminais multibanco não funcionavam nos estabelecimentos e não havia qualquer conexão via Internet ou telemóvel.

Posteriormente, um navio especializado em Taiwan reparou o cabo, mas o incidente mostrou os inúmeros problemas que uma perda de conexão pode causar.

Por tudo isto, Weintz está convencido de que, em caso de um conflito, um dos lados pode vencer o inimigo cortando os cabos de alta velocidade. Esta ruptura pode ser feita nas profundezas no mar ou nos lugares onde estes cabos passam na costa, tornando-os assim especialmente vulneráveis.

Telegeography.com / Asia Times
Mapa da rede mundial de cabos submarinos de telecomunicações

Segundo o colunista, para fazer o corte apenas são necessários submarinos que cheguem às profundezas do oceano. E nesse aspecto, a União Soviética trabalhou arduamente para desenvolver a sua capacidade de desenvolver operações em águas profundas. Consequentemente, a Rússia herdou as suas conquistas.

Steve Weintz nota que a Rússia tem a maior frota de águas profundas do mundo. “Juntamente com a sua crescente frota de resgate submarino e forças especiais marítimas, a Rússia agora tem uma capacidade de guerra submarina híbrida muito poderosa”, concluiu.

Não é a primeira vez que uma suposta ameaça russa aos cabos de Internet é discutida. No entanto, e apesar das declarações alarmistas, os especialistas em comunicações dizem que a possibilidade disto acontecer acaba por ser muito menos aterrorizante do que o imaginário militar.

Cortar cabos submarinos parece ser assim uma forma estupidamente simples de ganhar uma Guerra Mundial. Ou assim parecia, em 2018.

Recentemente, um novo agente entrou em campo nos jogos de guerra: a Starlink. Em 2020, a empresa de Elon Musk lançou os primeiros dos seus 42 mil satélites — com os quais construiu uma rede capaz de fornecer acesso por satélite à Internet em qualquer parte do mundo.

O objectivo da Starlink é comercial — é mais um fornecedor de acesso à Internet, a competir no mercado com uma oferta diferenciada das tradicionais plataformas baseadas em comunicações terrestres.

Mas a verdade é que a sua rede de satélites tem aplicações militares óbvias — como acaba de o provar a Ucrânia, que, em plena guerra com a Rússia, dispunha do “melhor e mais resistente serviço de Internet“.

Além de ajudar o país a manter as comunicações e o contacto com o mundo exterior, a Starlink ajudou também os drones ucranianos a atingir e destruir tanques russos.

Assim, actualmente, ganhar uma III Guerra Mundial poderia não ser tão simples quanto parecia há uns anos. Além de cortar os cabos submarinos, seria necessário deitar abaixo os satélites de Elon Musk.

No que parece ser uma resposta à intervenção da Starlink na Guerra da Ucrânia, a Rússia lançou recentemente o Projecto Kalina, uma arma laser anti-satélite gigante que estará a ser construída perto do radiotelescópio RATAN-600, em Zelenchukskaya, na zona sudoeste do país.

Mas isso parece não preocupar Elon Musk — que garante que a sua empresa consegue colocar satélites em órbita mais rapidamente do que um adversário os poderia derrubar.

Sim, era estupidamente fácil ganhar a III Guerra Mundial…

ZAP //
4 Dezembro, 2022



 

874: Site do Parlamento Europeu alvo de ciber-ataque

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦

🇷🇺SMERTʹ RUSONAZAM🇷🇺

 

TERRORISMO/ORCS RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /CIBER-ATAQUE/PARLAMENTO EUROPEU

Ciber-ataque acontece no dia em que a instituição aprovou uma resolução em que reconhece a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo.

A página de Internet do Parlamento Europeu foi esta quarta-feira alvo de um ciber-ataque, no dia em que a instituição aprovou uma resolução em que reconhece a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, confirmou fonte oficial.

Fonte da assembleia europeia disse à agência Lusa que “o site do Parlamento Europeu foi alvo de um ciber-ataque”, levando a que a página da Internet da instituição esteja inacessível.

O porta-voz do Parlamento Europeu, Jaume Duch, escreveu na rede social Twitter que “a disponibilidade do site do Parlamento Europeu está actualmente afectada por elevados níveis de tráfego de rede externa”, garantindo tratar-se de um “ataque” cibernético.

A presidente da instituição, Roberta Metsola, acusou através do Twitter um grupo ligado à Presidência russa (Kremlin), de ter cometido “um ciber-ataque sofisticado” e respondeu escrevendo “Glória à Ucrânia”.

“O Parlamento está a ser alvo de um ciber-ataque sofisticado. Um grupo pró-Kremlin reivindicou a responsabilidade, [mas] os nossos peritos em tecnologias de informação estão a combatê-lo e a proteger os nossos sistemas”, referiu Roberta Metsola.

“Isto, depois de termos proclamado a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo”, lembrou a responsável.

E adiantou: “A minha resposta é ‘Slava Ukraini [Glória à Ucrânia]'”.

Outra fonte do Parlamento Europeu, sob a condição de anonimato, disse que o ataque informático foi o “mais sofisticado da história recente” contra a instituição.

O eurodeputado do Partido Pirata Europeu, Mikulas Peksa, disse que “há relatos de que o grupo de hackers pró-Rússia Killnet reivindicou a responsabilidade pelo ataque”. “Se isso for verdade, este é um ataque maciço à democracia europeia e que exigirá mais acções”, afirmou.

Nos últimos meses, a Killnet reivindicou ataques a sites do governo dos EUA e disse que tomou medidas contra outros países que se opõem à invasão da Ucrânia pela Rússia.

O eurodeputado alemão Rasmus Andresen disse ainda não saber se o ataque está relacionado com a resolução sobre a Rússia, mas insistiu que os sistemas do parlamento “não estão suficientemente preparados”.

“Espero que os acontecimentos de hoje nos levem a proteger melhor nossos dados e as nossas democracias, porque certamente não será a última vez que seremos vítimas de tais ataques”, afirmou.

O anúncio surge no dia em que o Parlamento Europeu aprovou uma resolução em que reconhece a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, apresentada pelo grupo político dos Conservadores e Reformistas Europeus (centro-direita).

Os eurodeputados aprovaram, na sessão plenária em Estrasburgo (França), uma resolução que denuncia como “actos de terror e crimes de guerra” os ataques de Moscovo à Ucrânia, nomeadamente a alvos e infra-estruturas civis, informou a instituição em comunicado.

Assim, o Parlamento Europeu classifica a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo que “utiliza métodos de terrorismo”, apelando ainda à adopção de um nono pacote de sanções a Moscovo.

A resolução foi aprovada por 494 votos a favor, 58 contra e 44 abstenções.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Novembro 2022 — 17:11



 

Preços das comunicações “excessivamente alinhados” penalizam consumidores

CONSUMIDORES/COMUNICAÇÕES/PREÇOS ALINHADOS

Deco Proteste defende clarificação da origem das actualizações de preços. Situação actual é “condenável”, diz organismo.

A Altice já confirmou que vai aumentar os preços a partir de Fevereiro de 2023, mas a NOS e a Vodafone continuam sem abrir o jogo – também a Nowo nada fez saber ainda.

A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) já pediu contenção às telecom e a Deco Proteste afirma, agora, ao Dinheiro Vivo que preços das ofertas demasiado idênticos penalizam os consumidores, pelo que seria positivo uma clarificação quanto à origem das actualizações de preços.

Os contratos que se firmam com os operadores de telecomunicações incluem cláusulas que prevêem actualizações anuais das mensalidades ou “com base no Índice de Preços no Consumidor (IPC) ou na taxa de inflação”, lembra António Alves, especialista em sociedade digital da Deco Proteste.

No caso da Altice, as actualizações anuais têm mesmo um valor mínimo de 50 cêntimos (e ocorrem mesmo quando não há uma escalada da inflação).

Para a associação de defesa do consumidor, se os contratos prevêem actualizações de preços “os indexantes devem ser objectivos e inequívocos”. “Para ser o IPC, há que identificar a fonte, o tipo (há vários) e a data do indicador, à semelhança do que já é feito com, por exemplo, o crédito à habitação. Optar por uma referência pouco clara ou sujeita a interpretação é condenável”, lamenta António Alves.

A Deco Proteste defende, por exemplo, que os operadores especifiquem nos contratos “o que pode o cliente fazer sempre que a alteração de preço não estiver de acordo com o indexante definido”.

E, “embora neste contexto de inflação elevada, tal não tenha impacto”, António Alves considera que “aplicar um aumento mínimo a nível contratual, independentemente do indexante, não é aceitável”.

Além disso, prossegue o responsável, “se a mensalidade proposta num contrato de fidelização puder variar, os operadores devem, de forma clara e inequívoca, indicar essa possibilidade ao consumidor”, bem como assegurar que é comunicado ao consumidor (o que nem sempre tem acontecido) a actualização das mensalidades, “com uma antecedência de 30 dias, mesmo que o aumento de preços conste do contrato”.

“Por se tratar de uma alteração que tem impacto no orçamento das famílias e que poderá não estar presente na mente do consumidor, é necessário e importante avisar”, explica especialista da Deco Proteste.

Ora, o histórico no sector, nesta matéria, faz temer o pior em 2023, segundo este responsável. “O mais importante é que as actualizações de preços observadas nos últimos anos, pelos principais operadores, estão excessivamente alinhadas, e isso condiciona, e muito, a escolha do consumidor”, adianta.

A “excepção”, recorda António Alves, tem sido a Nowo – mas os serviços deste operador não cobrem todo o território e ainda não se sabem quais os efeitos da sua aquisição pela Vodafone.

“Se a este factor acrescentarmos os custos de rescisão antecipada que se mantêm elevados até à data, temos o cocktail perfeito para os consumidores se manterem no mesmo operador, ainda que insatisfeitos, tentando negociar a sua oferta o melhor que podem nos momentos de final de contrato”, argumenta.

Ou seja, para a Deco Proteste, os consumidores estão numa posição difícil: assumindo que os aumentos das mensalidades serão idênticos e que a maioria está “presa” pelas fidelizações, os consumidores ficam com opções muito limitadas.

António Alves não acredita que, perante o actual contexto de agravamento generalizado de preços, os clientes dos operadores decidam cancelar em massa contratos caso os aumentos das mensalidades sejam demasiado elevados. “Isso não é expectável, visto que se trata de um serviço público essencial”, refere.

A Deco também não acredita numa intervenção do governo, tal como aconteceu com as rendas.

Os valores definitivos dos aumentos nos contratos das comunicações só deverão ser conhecidos no início de 2023. Não obstante, António Alves, da Deco Proteste, espera que os operadores “tenham em consideração a situação económica, cada vez mais frágil em que se encontram inúmeras famílias e que prevejam soluções para estas, visto estarmos a falar de um serviço público essencial”.

“Existem inúmeros mecanismos que podem ser ponderados, como seja, a possibilidade de determinadas famílias poderem optar por um downgrade do pacote contratado (acompanhado de diminuição de preço proporcional), ou mesmo o prescindir de alguma das componentes do pacote, por exemplo do telefone fixo”, conclui.

Leia mais em Dinheiro Vivo.

Diário de Notícias
José Varela Rodrigues/Dinheiro Vivo
14 Novembro 2022 — 07:01



 

553: Inteligência Artificial já consegue falar com animais. Há quem tema as consequências

CIÊNCIA/INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL/ANIMAIS

baluda / Flickr

Cientistas estão a usar Inteligência Artificial para comunicar com abelhas, golfinhos e elefantes. Karen Bakker teme as consequências.

A capacidade de comunicar com animais é certamente algo que poucos de nós rejeitariam. Hoje em dia, a ciência já esteve mais longe do tornar esse sonho uma realidade.

Karen Bakker, professora da University of British Columbia, revelou recentemente que a tecnologia de Inteligência Artificial está a ser usada para comunicar com abelhas, golfinhos e elefantes.

“As tecnologias digitais, tão frequentemente associadas à nossa alienação da natureza, estão a oferecer-nos uma oportunidade de ouvir os não-humanos de maneiras poderosas, revivendo a nossa conexão com o mundo natural”, escreve Karen Bakker no seu novo livro, “The Sounds of Life: How Digital Technology Is Bringing Us Closer to the Worlds of Animals and Plants”.

“Agora, isto levanta uma questão ética muito séria, porque a capacidade de falar com outras espécies parece intrigante e fascinante, mas pode ser usada para criar um senso de parentesco mais profundo ou um senso de domínio e capacidade de manipulação para domesticar espécies selvagens que nós nunca, como humanos, fomos capazes de controlar anteriormente”, disse Bakker numa entrevista à Vox.

Bakker falou sobre o caso de uma equipa de investigadores alemães que codificou sinais de abelha num robô, que depois enviaram para uma colmeia.

“Esse robô é capaz de usar a comunicação de dança das abelhas para dizer às abelhas para parar de se moverem, e é capaz de dizer a essas abelhas para voarem para uma fonte específica de néctar”, explicou Bakker à Vox.

Bakker reitera as suas preocupações de que estes avanços científicos levem ao uso abusivo de animais.

Todavia, “a esperança é que, com essa ética em vigor, no futuro, nós – você e eu, pessoas comuns – tenhamos muito mais capacidade de sintonizar os sons da natureza e entender o que estamos a ouvir”, argumentou a investigadora.

O processo usado pela Inteligência Artificial para falar com os animais é muito diferente daquele que os humanos testaram até agora.

Bakker explicou que o processo começa com a gravação de sons que animais e plantas fazem para detectar padrões e “associá-los a comportamentos e tentar determinar se há informações complexas a serem transmitidas pelos sons”.

“O que estão a fazer não é tentar ensinar a linguagem humana a essas espécies, mas compilar, essencialmente, dicionários de sinais e depois tentar entender o que esses sinais significam nessas espécies”, explicou à Vox.

  Daniel Costa, ZAP //
2 Novembro, 2022



 

285: Há um novo satélite gigantesco em órbita. Os astrónomos estão perplexos

CIÊNCIA/TECNOLOGIA/SATÉLITES

Não é boa a convivência entre os astrónomos e o projecto Starlink. Aliás, esta relação acabou de levar um novo sopapo depois do último lançamento do Falcon 9 da SpaceX.

No fim de semana passado, o foguetão transportou para o espaço mais satélites da sua rede Starlink. A rede tem já 2.200 em órbita. Contudo, foi também colocado em órbita o BlueWalker 3, um satélite de comunicações muito especial.

O BlueWalker 3 é, na verdade, um protótipo criado pela empresa americana AST SpaceMobile. O que está a deixar furiosos os astrónomos, é que quando estiver totalmente aberto e operacional, este gigante de 1.500 kg terá uma área de 64 metros quadrados. Mas o tamanho não é tudo… há pior!

Astrónomos estupefactos com o satélite

A empresa AST SpaceMobile lançou este prototipo para dar início ao que virá a ser num futuro próximo uma constelação de satélites de comunicações.

Segundo o projecto, alguns dos modelos finais (os ‘Bluebirds’) poderão mesmo ter o dobro do tamanho do Bluewalker 3. Portanto, poderão ocupar uma área de mais de 120 metros quadrados por cima da Terra.

Estamos a fala de um gigante. Segundo os seus criadores, este satélite é tão grande porque “para comunicar com um telefone de baixa potência e baixa força de sinal, é preciso uma antena grande numa ponta com muita potência, por isso é uma parte crítica da nossa infra-estrutura”.

A ideia, explicaram, é que a sua plataforma pode funcionar com os actuais smartphones sem que tenham de actualizar para novos componentes ou desenhos.

No entanto, numa órbita baixa da Terra um “mostro” destes com uma antena igualmente enorme… faz mossa!

O protótipo BlueWalker e as versões finais dos satélites 5G, chamados Bluebirds, serão colocados em órbita baixa terrestre (entre 220 e 340 km). A mudança é necessária para minimizar a distância que os utilizadores têm para ligarem os seus smartphones.

É uma estrela? É um planeta? Não, é o Bluewalker 3

Apesar de termos visto que o caminho das comunicações dos smartphones passarem pelos satélites, sejam para já só as de SOS, sejam no futuro mais algumas (ou até todas as comunicações), a verdade é que está aberta a caixa de Pandora.

Como tal, estes satélites precisam de estrutura e esse tamanho pode fazer com que seja confundido com corpos celestiais. Isso tem preocupado os astrónomos. John Barentine, astrónomo da Dark Sky Consulting, explicou à New Scientist que este satélite “poderá ser o objecto mais brilhante do céu, potencialmente mais brilhante do que o planeta Vénus”.

E parece ainda pior para os astrónomos. Não é apenas o seu tamanho, mas o poder das ondas de rádio que enviará para tais comunicações. Os astrónomos acreditam que poderá interferir com instrumentos que estudam o universo, mas este satélite é apenas o primeiro de muitos naquela constelação.

Se no passado recente houve já queixas sobre o que a constelação de SpaceX, porque os pequenos satélites Starlink brilhavam muito e criaram ruído que interferia com as observações dos astrónomos, imaginemos então uma constelação de gigantes de 120 metros quadrados a espelhar a luz!

Devemos limitar o tamanho dos satélites? Chris Johnson, um consultor sobre questões espaciais, disse que não existe qualquer regulamento que limite a dimensão máxima dos satélites, este lançamento poderia iniciar um debate sobre a questão.

Barentine, entretanto, explica que a comunidade astronómica aceita que haverá logicamente mais destes ao longo do tempo. O que eles querem, explica, “é uma coexistência pacífica”.

Pplware
Autor: Vítor M
16 Set 2022



 

125: Governo aprova decreto sobre instalação de telefones fixos em celas prisionais

… “Este decreto-lei, que altera o Regulamento Geral dos Estabelecimentos Prisionais, visa reforçar os contactos dos reclusos “com a família e com pessoas com quem mantenham relação pessoal significativa, em condições mais dignas, com mais privacidade e nos horários após o trabalho e a escola dos filhos”. Esqueceram-se foi de mencionar que também vai permitir aos criminosos, a continuação dos contactos com os seus gangues e organizar melhor os seus crimes…

PRISÕES/BENEFÍCIOS/COMUNICAÇÕES

Trata-se de um sistema já experimentado em Portugal, no âmbito dos projectos-piloto implementados em 2020 e 2021 nos Estabelecimentos Prisionais do Linhó, Odemira, Leiria, Santa Cruz do Bispo/Feminino e Caldas da Rainha.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira o decreto-lei que vai permitir a instalação de telefones fixos nos espaços de alojamento das prisões e estabelecer o respectivo regime de utilização.

Este decreto-lei, que altera o Regulamento Geral dos Estabelecimentos Prisionais, visa reforçar os contactos dos reclusos “com a família e com pessoas com quem mantenham relação pessoal significativa, em condições mais dignas, com mais privacidade e nos horários após o trabalho e a escola dos filhos”.

Conforme refere o comunicado do Conselho de Ministros, trata-se de um sistema já experimentado em Portugal, no âmbito dos projectos-piloto implementados em 2020 e 2021 nos Estabelecimentos Prisionais do Linhó, de Odemira, de Leiria, de Santa Cruz do Bispo/Feminino e de Caldas da Rainha, que abrangeram a instalação de 846 telefones fixos.

“A avaliação muito positiva destes projectos-piloto aponta para o seu alargamento a todos os estabelecimentos prisionais”, conclui a nota da reunião do Governo.

Na mesma reunião, foi aprovada a resolução que nomeia o jurista e mestre em Direito Olívio Mota Amador para o cargo de vice-Presidente do Mecanismo Nacional Anti-corrupção (MENAC), entidade dedicada à prevenção da corrupção na administração pública e que é presidido pelo magistrado jubilado António Pires Henriques da Graça.

O MENAC tem por missão a promoção da transparência e da integridade na acção pública e a garantia da efectividade de políticas de prevenção da corrupção e tem poderes sancionatórios (multas) em relação a entidades, públicas e privadas, que não cumpram o que está previsto na lei para prevenir este crime.

A organização da informação relacionada com a criminalidade económico-financeira é também uma missão desta agência, incluindo “criar bancos de informação e operar uma plataforma comunicacional que facilite a troca de informações sobre estratégias e boas práticas de prevenção, detecção e repressão da corrupção”.

Destina-se ainda a “instituir, em articulação com a Procuradoria-Geral da República, um procedimento de análise retrospectiva de processos penais findos referentes a corrupção e infracções conexas, com o objectivo de reforçar o conhecimento sobre estas infracções e de melhorar práticas de prevenção, detecção e repressão”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
25 Agosto 2022 — 16:32