616: Elon Musk volta atrás. Pede a funcionários despedidos para voltar ao Twitter

– Esta “notícia” merece apenas um

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Empresa alegou a várias dezenas de funcionários que foram despedidos por engano e frisou que os mesmos são muito essenciais para as mudanças que Musk quer implementar.

© Angela Weiss / AFP

Elon Musk voltou atrás nos despedimentos que levou a cabo no Twitter e está a pedir a alguns dos 3700 funcionários despedidos na semana passada para que voltem ao trabalho, adianta o Bloomberg.

A empresa alegou a várias dezenas de funcionários que foram despedidos por engano e frisou que os mesmos são muito essenciais para as mudanças que o multimilionário de nacionalidade sul-africana e canadiana quer implementar.

Na semana passada, Musk disse que o Twitter perde quatro milhões de dólares (cerca de quatro milhões de euros) por dia, o que justifica o despedimento de pessoal.

Sem especificar o número total de despedimentos, Musk justificou a decisão na altura, numa mensagem publicada naquela rede: “não há escolha quando a empresa está a perder cerca de quatro milhões por dia”.

Na sexta-feira, Musk já tinha indicado que o Twitter tinha registado uma queda drástica nas receitas, devido à saída de vários anunciantes por causa de “grupos activistas” que alegadamente pressionavam as empresas a fazer publicidade.

Quanto aos empregados despedidos, Musk disse que a todos foi oferecida uma compensação equivalente a três meses de salário, ou “50% mais do que legalmente exigido”.

No entanto, alguns trabalhadores já denunciaram a empresa por despedimento abusivo, uma vez que não receberam um pré-aviso de 60 dias, exigido pela lei laboral em vigor em São Francisco, onde o Twitter tem a sede.

Sobre a política de moderação de conteúdo, Musk disse “permanecer absolutamente inalterada”, acrescentando: “ao contrário do que se pode ler na imprensa, vimos em certos momentos da semana que o discurso do ódio caiu abaixo dos nossos padrões anteriores”.

O empresário tem defendido uma visão absolutista da liberdade de expressão, a qual, na opinião de críticos, pode levar ao ressurgimento de abusos, como assédio, discurso de ódio, ou desinformação.

Vários grupos já decidiram suspender publicidade no Twitter, como a gigante norte-americana agro-alimentar General Mills, a fabricante automóvel norte-americana General Motors e a concorrente alemã Volkswagen.

Diário de Notícias
DN
07 Novembro 2022 — 22:34



 

Elon Musk despede “cerca de 50%” dos trabalhadores do Twitter em todo o mundo

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A plataforma, que tinha cerca de 7500 funcionários no final de Outubro, notificou milhares de pessoas por e-mail, explicando que o objectivo é “melhorar a saúde da empresa”.

© Odd ANDERSEN / AFP

Uma semana depois de ter sido comprado por Elon Musk, o Twitter comprometeu-se a despedir metade dos trabalhadores, ao mesmo tempo que lança grandes projectos e luta contra usuários, anunciantes e associações preocupadas com a transformação da influente rede social.

“Cerca de 50% dos funcionários serão afectados” pelos despedimentos em andamento no Twitter, segundo um documento enviado esta sexta-feira aos funcionários da rede social, a que a France-Presse (AFP) teve acesso.

A empresa californiana, que tinha cerca de 7.500 funcionários no final de Outubro, notificou milhares de pessoas por e-mail, explicando que o objectivo é “melhorar a saúde da empresa”.

O Twitter anunciou também o encerramento temporário dos escritórios, para “garantir a segurança de cada funcionário, bem como dos sistemas e dados do Twitter”.

“Acordei e descobri que não vou trabalhar mais no Twitter. De coração partido. Não posso acreditar”, publicou a directora de Reclamações para os EUA e Canadá, Michele Austin, na sua conta do Twitter.

“Os meus pensamentos, o meu respeito, a minha energia e o meu amor estão com os tweeps [nome dado aos funcionários do Twitter] em todo o mundo hoje. Juntos construímos a plataforma mais incrível do planeta“, escreveu o director-geral do Twitter em França, Damien Viel.

Na quinta-feira passada, quando Elon Musk assumiu o controle da empresa, o novo proprietário dissolveu o Conselho de Administração, demitiu executivos, assumindo o cargo de presidente executivo e retirando a empresa da bolsa.

Gerentes e departamentos de marketing e design parecem particularmente afectados, de acordo com um funcionário recentemente despedido, que preferiu permanecer anónimo.

Aquele funcionário teme que a nova gestão tente encontrar maneiras de reter as indemnizações, encontrando desculpas para acusá-los de má conduta profissional.

Entretanto, cinco funcionários do Twitter recentemente despedidos entraram com uma acção colectiva contra a empresa, por não terem recebido o aviso prévio de 60 dias exigido pela lei norte-americana para despedimentos colectivos.

Um deles, o francês Emmanuel Cornet, foi demitido por má conduta profissional sem explicação, apesar de estar entre os 5-10% dos melhores engenheiros da empresa, segundo listas compiladas esta semana.

“Estamos a testemunhar a destruição em tempo real de um dos sistemas de comunicação mais poderosos do mundo. Elon Musk é um bilionário imprevisível e inconsistente, ele representa um perigo para esta plataforma, que ele não está qualificado para liderar”, respondeu Nicole Gill, cofundadora da Accountable Tech, uma das organizações não governamentais que convocou os anunciantes para pressionar o novo chefe.

O empresário defende uma visão absolutista da liberdade de expressão, que, segundo os seus críticos, corre o risco de abrir as portas para o ressurgimento de abusos, como assédio, discurso de ódio, ou desinformação.

Vários grupos já decidiram suspender os gastos com publicidade no Twitter, incluindo a gigante americana agro-alimentar General Mills, a fabricante automóvel americana General Motors e a sua concorrente alemã Volkswagen.

Adicionalmente, mais de um milhão de usuários parecem ter deixado a plataforma desde a última quinta-feira, segundo estimativas do Bot Sentinel, especialista em análise de contas de redes sociais.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Novembro 2022 — 00:17



 

583: Twitter dá início a processo de demissão de funcionários

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Email enviado aos funcionários não especifica quantas pessoas serão demitidas.

© Chris DELMAS / AFP

O Twitter vai começar a demitir funcionários hoje, disse a rede social num email enviado aos trabalhadores, uma semana depois de ter sido adquirida pelo empresário Elon Musk.

“Começaremos o difícil processo de redução de nossa força de trabalho global na sexta-feira [hoje]”, disse o Twitter na quinta-feira, num e-mail visto pela agência de notícias France-Presse.

A mensagem indicou que todos os funcionários vão receber informações ainda esta manhã, assim que abrir o escritório do Twitter na Califórnia, no oeste dos Estados Unidos, mas não especifica quantas pessoas serão demitidas.

“Reconhecemos que vários indivíduos que fizeram contribuições notáveis para o Twitter serão afectados, mas essa acção infelizmente é necessária para garantir o sucesso da empresa no futuro”, disse a empresa aos funcionários.

Horas antes, o jornal Financial Times (FT) tinha dito que Musk pretendia demitir até metade dos 7.500 funcionários do Twitter, de acordo com fontes ligadas à compra da empresa digital, como parte do corte planeado de custos.

Como parte desses planos, o bilionário pretende cortar cerca de 3.700 postos de trabalho da empresa digital adquirida por 44 mil milhões de dólares (45,3 mil milhões de euros), indicaram fontes próximas do projecto.

“O processo de demissão em andamento é uma farsa e uma desgraça. Os lacaios da Tesla tomam decisões sobre pessoas sobre as quais não sabem nada, excepto o número de linhas de código produzidas. Isso é um completo absurdo”, disse, no domingo, Taylor Leese, director de uma equipa de engenharia do Twitter, que disse ter sido demitido.

De acordo com o jornal britânico, Musk também pretende exigir o trabalho presencial nos escritórios a partir de segunda-feira, revertendo a actual política do Twitter, que permite aos funcionários trabalhar remotamente.

O FT acrescentou que Musk já deixou a marca no Twitter, desde que finalizou a aquisição, pedindo aos funcionários que trabalhem em tempo integral em projectos seleccionados.

No final da semana passada, Musk reformulou a equipa, demitindo executivos, incluindo o responsável do Twitter, Parag Agrawal, enquanto levou para a empresa um pequeno grupo de conselheiros de confiança, incluindo o advogado pessoal Alex Spiro.

Publicidade a fugir

Entretanto, a ‘gigante’ agro-alimentar norte-americana General Mills suspendeu a publicidade no Twitter, naquele que é mais um sinal da preocupação das marcas com a visão do novo proprietário da rede social, Elon Musk, sobre moderar os conteúdos digitais.

“Suspendemos a publicidade no Twitter”, confirmou à France-Presse (AFP) a porta-voz da General Mills, Kelsey Roemhildt.

O grupo, que inclui as marcas Cheerios e Häagen-Dazs disse ainda que vai continuar a “monitorizar a evolução da situação e avaliar os gastos com marketing”.

Na sexta-feira, um dia após a aquisição do Twitter pelo chefe da Tesla, a fabricante General Motors informou que tinha suspendido temporariamente o pagamento por anúncios no Twitter.

Na quinta-feira, o Wall Street Journal afirmou que a Mondelez International (fabricante dos biscoitos Oreo), a Pfizer e a Audi (Volkswagen) tomaram decisões semelhantes.

Os anunciantes, que respondem por 90% da receita do Twitter, temem que a liberalização dos regulamentos de moderação de conteúdo, defendida por Elon Musk, torne a plataforma inóspita, com a maioria das marcas a preferir evitar a associação com conteúdo não consensual.

Desde quinta-feira, o empresário tem tentado tranquilizar as marcas, tendo escrito uma mensagem onde prometia que o Twitter não se tornaria numa plataforma “infernal”, “onde qualquer coisa pode ser dita sem consequências”.

Musk prometeu também formar um conselho de moderação de conteúdo e levar algumas semanas antes de, eventualmente, autorizar o regresso de pessoas banidas da plataforma, como o ex-Presidente norte-americano, Donald Trump.

No entanto, nem as marcas, nem várias organizações não-governamentais (ONG) parecem estar convencidas.

Diário de Notícias
Lusa/DN
04 Novembro 2022 — 08:15



 

567: Afinal, Musk quer despedir metade dos funcionários do Twitter

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jurvetson / Flickr
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

Novos relatos adiantam que, afinal, Elon Musk quer despedir metade da força laboral do Twitter. O objectivo é cortar custos da empresa.

Após meses de avanços e recuos, alguns dos quais pareceram mesmo definitivos, Elon Musk tornou-se oficialmente dono da rede social Twitter num negócio que envolveu qualquer coisa como 44 mil milhões de euros.

Desde então, muito se tem falado de despedimentos na empresa. A vaga de demissões parece praticamente certa, embora ainda se esteja a ultimar os detalhes. Falou-se num despedimento de 25% dos funcionários, depois 75% e agora fala-se numa eventual demissão de 50% dos trabalhadores da rede social.

A notícia é avançada pela Bloomberg, que cita fontes próximas da matéria. Elon Musk quererá eliminar cerca de 3.700 postos de trabalho. O objectivo é reduzir os custos depois de uma aquisição que saiu cara ao dono de empresas como a Tesla e SpaceX.

O anúncio será feito aos funcionários que vão perder o emprego esta sexta-feira, segundo as fontes da Bloomberg.

Depois dos engenheiros, alguns dos funcionários mais bem pagos do Twitter trabalham em vendas, onde vários ganham mais de 300.000 dólares, de acordo com documentos consultados pelo The Washington Post.

Até agora foram despedidos o director executivo, Parag Agrawal, o director financeiro, Ned Segal, e a directora do departamento jurídico e de políticas, Vijaya Gadde.

A nova posição de Musk na empresa abre portas a um regresso, mas também de outros utilizadores cujo acesso foi restringido por violações nas directrizes do discurso de ódio.

Ao longo dos últimos meses, Musk fez saber que um dos seus objectivos com a compra do Twitter seria aumentar a base de utilizadores e, consequentemente, o número de utilizadores, mas também eliminar os bots responsáveis pelo spam.

Outras promessas têm que ver com a disponibilização ao grande público dos algoritmos que determinam a forma como o conteúdo é apresentado aos e a criação de novos produtos, de forma a construir uma “super app”, da qual façam parte serviços de pagamento, comércio e mensagens directas.

De forma semelhante à Tesla, Elon Musk quer ainda acabar com o teletrabalho no Twitter, obrigado os funcionários a regressar aos escritórios.

Daniel Costa, ZAP //
3 Novembro, 2022