922: Marte está a destruir a sua maior lua

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/MARTE

Força de maré: novo estudo sugere que a gravidade do “planeta vermelho” está a destruir Fobos, o seu maior satélite.

jihemD / Wikimedia
Marte e Fobos

Imagine a Terra a destruir a Lua.

Agora imagine Marte a destruir a sua maior lua.

É o que está mesmo a acontecer, de acordo com um estudo divulgado no The Planetary Science Journal.

Têm-se visto uns sulcos paralelos, invulgares, na superfície de Fobos, a maior lua de Marte.

Os sulcos eram vistos como consequências de um impacto de asteróide, há milhares ou milhões de anos.

Mas afinal são quase desfiladeiros cheios de poeira que têm vindo a ficar cada vez maiores, à medida que a lua se estende por forças gravitacionais.

Esta análise sugere que esses sulcos são sinais de uma destruição que a gravidade Marte está a causar no seu principal satélite. Destruição lenta, mas está a acontecer.

O portal Space.com explica que esse satélite está a ser dilacerado pelas forças gravitacionais extremas exercidas por Marte.

Com diâmetro máximo de 27 quilómetros, Fobos faz três rotações completas por dia, à volta de Marte, a uma distância de 6 mil quilómetros.

Mas como o seu movimento de rotação não é constante, não tem uma órbita estável, e devido à gravidade do quarto planeta do Sistema Solar, está a “cair” lentamente (1,8 metros em cada 100 anos) em direcção a Marte. Está presa numa espécie de “espiral da morte”.

O estudo lembra que, à medida que Fobos (corpo menor) se aproxima de Marte (corpo maior), Fobos estica-se cada vez mais numa linha em direcção a Marte. É a força de maré. Um dos lados do corpo tem uma maior aceleração do que o seu centro de massa; o outro lado do corpo tem uma menor aceleração.

Se nada se alterar, daqui a 40 milhões de anos a força de maré será maior do que a gravidade de Fobos (que a mantém). E aí, ou até antes, Fobos será completamente destruída.

Consequência provável: os detritos de Fobos vão criar um pequeno anel ao redor de Marte, tal como os anéis de Saturno.

A tensão das marés pode criar “fissuras paralelas com espaçamento regular”, lê-se no estudo, o que pode antecipar – lentamente, sim – a destruição do satélite.

ZAP //
26 Novembro, 2022



 

738: Chuva de mísseis russos atinge várias cidades ucranianas e mata civis

– Se estes terroristas russonazis ☠️卐☠️ estão a atacar a Ucrânia a partir de território russo, porque razão os russonazis ☠️卐☠️ não são atacados no seu território? Porque não dar-lhes a beber do mesmo veneno e destruição com uns “foguetes” a caírem em Moscovo e S. Petersburgo? Já está a ser insustentável esta situação de destruição ou estão à espera que os russonazis ☠️卐☠️ terroristas assassinem mais uns milhares de ucranianos e destruam todas as suas cidades? Porra, pá!

🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦

🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI IZ UKRAINY

TERRORISMO/RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /UCRÂNIA/BOMBARDEAMENTOS

O presidente da câmara de Kiev, Vitaly Klitschko, indicou que pelo menos três mísseis russos atingiram edifícios residenciais.

Alkis Konstantinidis / Reuters

“No bairro de Petchersk, num dos prédios atingidos, as equipas de salvamento encontraram o cadáver de uma pessoa”, lamentou, na plataforma digital Telegram. “As operações de busca e resgate prosseguem”, acrescentou Klitschko.

Entretanto, após os bombardeamentos russos, a situação da rede eléctrica no país “é crítica”, lamentou a Presidência ucraniana, na sequência dos ataques a infra-estruturas de produção de energia eléctrica em diversas regiões. O fornecimento de Internet também está a sofrer interrupções.

“Os terroristas russos levaram a cabo um novo ataque planeado contra as infra-estruturas energéticas. A situação é crítica”, escreveu no Telegram o chefe-adjunto do gabinete da Presidência ucraniana, Kyrylo Tymochenko.

Segundo o responsável, a situação em Kiev, atingida por vários mísseis, está “extremamente difícil”. “Foram impostos horários específicos para cortes de [energia eléctrica] de emergência”, acrescentou.

De acordo com um porta-voz da Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou hoje “cerca de” 100 mísseis sobre a Ucrânia, destruindo várias infra-estruturas energéticas essenciais em diversas regiões. Metade da capital estará sem energia devido ao ataque russo.

“Cerca de 100 mísseis foram disparados (…) a partir do mar Cáspio, a região [russa] de Rostov”, e também “a partir do mar Negro”, indicou Iuri Ignat em directo na televisão ucraniana, precisando que “até agora, não se registou a utilização de ‘drones’ (aeronaves não-tripuladas) de ataque”.

As cidades ucranianas de Lviv (oeste) e Kharkiv (nordeste) também foram alvo de bombardeamentos russos, indicaram os respectivos presidentes da câmara, sem fornecer ainda dados sobre vítimas.

“Estão a ouvir-se explosões em Lviv. Mantenham-se abrigados!”, exortou na plataforma digital Telegram o autarca de Lviv, Andriï Sadovy, precisando que “uma parte da cidade está sem electricidade”. “Ataque com mísseis à zona de Industrialniï, em Kharkiv”, indicou, por sua vez, o seu homólogo da segunda cidade da Ucrânia, Igor Terekhov.

Os responsáveis das administrações regionais de Kryvyi Rih, Oleksandr Vilkul, e de Mykolaiv, Vitaly Kim, assim como o governador de Chernihiv, Vyacheslav Chaus, também pediram aos civis para se protegerem.

“Vamos sobreviver”

Este é o primeiro ataque deste género desde a retirada das tropas russas de Kherson, há mais de uma semana, e ocorre na altura em que os líderes mundiais estão reunidos em Bali, para a reunião do G20, para onde a Ucrânia foi convidada a participar.

O ataque acontece horas depois de Zelenskyy ter defendido que “é tempo” de acabar com a guerra “destrutiva” da Rússia. Para o representante permanente da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, a Rússia “cuspiu na cara” dos participantes do G20 com estes ataques às cidades.

“Está claro o que o inimigo quer. Não atingirá o seu objectivo. Eu sei que os ataques desligaram a energia em muitos lugares… Estamos a trabalhar, vamos restaurar tudo, vamos sobreviver“, assegurou Volodymyr Zelensky, num vídeo no Telegram onde reage à situação.

A ofensiva militar lançada a 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

ZAP // Lusa
15 Novembro, 2022



 

178: A Terra poderá ser expulsa do nosso sistema solar?

CIÊNCIA/ASTROFÍSICA

Vivemos hoje num momento muito especial no que toca à exploração espacial e à compreensão do Universo. Contudo, já no passado havia quem teorizasse sobre um futuro incerto do ponto de vista cósmico, que obrigasse os humanos a tomar medidas radicais, embora impossíveis aos olhos da actualidade.

No conto de Liu Cixin “The Wandering Earth“, Cixin retrata um cenário em que os líderes do planeta concordam em expulsar a Terra do sistema solar para escapar de uma explosão solar iminente que iria dizimar tudo no planeta.

Esta história é, claro, baseada no reino da ficção, mas será que a Terra alguma vez poderá realmente deixar o sistema solar?

E se um dia a Terra fosse expulsa do sistema solar?

Numa visão micro, de dentro para fora em relação ao planeta no universo, esta conversa parece até absurda. Aliás, Matteo Ceriotti, engenheiro aeroespacial e professor de engenharia de sistemas espaciais na Universidade de Glasgow no Reino Unido, disse mesmo que este cenário “é muito improvável”.

No entanto, como Ceriotti explicou, “improvável” não significa que seja “impossível”, e sugeriu uma forma de o fazer teoricamente.

A Terra poderia ser afastada da sua órbita através da acção de um enorme objecto interestelar, que ao voar através do espaço interestelar, entrasse no sistema solar e passasse perto da Terra.

Referiu o engenheiro aeroespacial.

Esta realidade seria possível, pois neste encontro próximo, conhecido como “flyby”, a Terra e o objecto trocariam energia e impulso, e a órbita da Terra seria perturbada. Se o objecto fosse suficientemente rápido, massivo e próximo, poderia projectar a Terra para uma órbita de fuga dirigida para fora do sistema solar.

Timothy Davis, um professor superior de física e astronomia na Universidade de Cardiff no Reino Unido, concordou que a Terra poderia ser teoricamente expulsa do sistema solar, e tem a sua própria hipótese sobre como isto poderia acontecer.

Os planetas, tal como existem neste momento, estão em órbitas estáveis à volta do Sol. Contudo, se o Sol tivesse um encontro próximo com outra estrela, então as interacções gravitacionais destes corpos poderiam perturbar estas órbitas, e potencialmente causar a expulsão da Terra do sistema solar.

Explicou Davis num comentário à Live Science.

No entanto, Davis observou que, embora este cenário seja viável, é incrivelmente duvidoso que venha a acontecer – pelo menos, num futuro previsível.

Tais encontros estelares são bastante raros. Por exemplo, sabemos que se espera que a estrela Gliese 710 se aproxime bastante, em termos astronómicos, do Sol dentro de cerca de um milhão de anos – mas mesmo este “flyby” é pouco provável que perturbe os planetas.

Referiu o investigador de física e astronomia da Universidade de Cardiff.

E se um dia tivéssemos mesmo que “fugir” para longe do nosso Sol?

Em cenários apocalípticos, na orça da ficção, um dia poderíamos ter de fugir de onde estamos. Embora seja improvável que forças externas forcem a Terra a sair do sistema solar em breve, poderá a humanidade construir maquinaria capaz de deslocar o planeta a tal ponto que este acabe por ser ejectado?

A energia necessária para remover a Terra da sua órbita e expulsá-la do sistema solar é tão maciça – equivalente a mil triliões (um 1 com 21 zeros depois dele) de bombas nucleares mega-toneladas a explodirem de uma só vez – que isto parece improvável.

Disse Davis.

Embora tal evento esteja longe de ser provável, o que aconteceria se a Terra se separasse do sistema solar? Que impactos ocorreriam se o nosso planeta natal acabasse por ser permanentemente arrancado para as profundezas do universo?

A Terra voaria para o espaço interestelar até ser capturada ou engolida por outra estrela ou por um buraco negro. Além disso, se a Terra deixasse o sistema solar, provavelmente resultaria na dizimação de muita – se não de toda – a vida do planeta.

Explicou Ceriotti.

O investigador referiu que nesse cenário seria improvável que a atmosfera permanecesse: O clima global da Terra é muito delicado devido a um fino equilíbrio entre a radiação que chega do sol e a energia dissipada para o espaço profundo. Se isto viesse a variar, as temperaturas mudariam imediata e dramaticamente.

Portanto, a maioria da vida na Terra não sobreviveria a este movimento cataclísmico de afastamento do sistema solar.

Se a Terra abandonasse o sistema solar, é muito provável que a grande maioria da vida tal como a conhecemos desaparecesse. Quase toda a energia utilizada pelos organismos vivos da Terra tem origem no Sol, quer directamente (por exemplo, plantas que foto-sintetizam), quer indirectamente (por exemplo, herbívoros que comem as plantas, e carnívoros que comem os herbívoros).

Neste cenário, quanto mais a Terra se afastasse do Sol, mais baixa seria a sua temperatura. Acabaria por congelar por completo. A única fonte natural de calor restante seria o decaimento dos elementos radioactivos na crosta terrestre remanescentes da formação do sistema solar.

Concluiu Timothy Davis.

Olhando para o futuro, os investigadores concordam que o nosso sistema solar acabará por ser gravemente perturbado, que a Terra ou será arrasada, ou será inteiramente destruída.

Pplware
Autor: Vítor M
01 Set 2022


 

138: Kiev denuncia 379 crianças mortas e 733 feridas por ataques russos

– Adolf Hitler não fez melhor que este nazi terrorista zoviético está a fazer a um país soberano que apenas se defende conforme pode e com a ajuda do Ocidente. A injecção atrás da orelha causa graves perturbações psicológicas a quem a levou.

GUERRA/UCRÂNIA/GENOCÍDIO/TERRORISMO ZOVIÉTICO

A maioria das vítimas infantis, contando mortes e ferimentos, foi registada na região de Donetsk.

© EPA/SERGEY KOZLOV

A Procuradoria para a Infância da Ucrânia denunciou este domingo que, pelo menos, 379 crianças morreram e cerca de 733 ficaram feridas em ataques realizados pela Rússia desde o início da invasão da Ucrânia, no final de Fevereiro.

A maioria das vítimas infantis, contando mortes e ferimentos, foi registada na região de Donetsk, com 388; Kharkov, com 202; a região da capital, Kiev, com 116; Chernigov (68); região de Lugansk (61); Kherson (55); Mikolaiv (67); Zaporijia (44); Sumy (17) e Zhytomyr (15).

O Ministério Público denunciou que os ataques russos também destruíram 2.328 estabelecimentos de ensino, das quais 289 ficaram completamente destruídos.

De acordo com o mais recente balanço do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, divulgado na passada segunda-feira, quase 5.600 civis ucranianos morreram e quase 7.900 ficaram feridos como resultado da invasão russa.

Nesse mesmo balanço, a ONU contabilizou 362 crianças mortas e 610 feridas, desde o início da guerra, mas tanto as Nações Unidas como o Ministério Público ucraniano temem que esses dados sejam inferiores aos números reais, dada a dificuldade de coligir informações durante o conflito.

A ofensiva militar lançada em 24 de Fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os sectores, da banca à energia e ao desporto.

Diário de Notícias
DN / Lusa
28 Agosto 2022 — 19:27