Falta de energia em Kyiv pode continuar “até à primavera”

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UCRÂNIA/KIEV/FALTA DE ENERGIA/RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺

A afirmação foi feita pelo autarca de Kyiv, que também falou sobre a possível deslocação dos moradores para os subúrbios, pedindo aos habitação que acumulem comida e água.

© John Moore/Getty Images

O autarca de Kyiv, Vitali Klitschko pôs a hipótese de a falta de energia em Kyiv poder continuar até à primavera.

“Estamos a tentar restaurar tudo o mais rápido possível, mudar para horários claros [os cortes de energia] para que não haja surpresas e, em seguida, mudar para um fornecimento ininterrupto de electricidade.

Mas devemos estar preparados para o facto de que pode haver interrupções até à primavera”, disse Klitschko, numa entrevista à RBC-Ucrânia, esta segunda-feira.

Vitali também falou sobre a possível deslocação dos moradores de Kyiv para os subúrbios, pedindo aos habitantes que acumulem comida e água.

“Temos que estar preparados para diversos cenários. Não haverá uma evacuação total – talvez parcial, mas não pode ser chamada de evacuação. É uma realocação temporária de pessoas de determinadas categorias para os subúrbios […]”, referiu.

“Por favor, tenham em casa água potável e para outros usos, mantimentos de alimentos que possam ser cozidos ou consumidos sem electricidade, roupas quentes, computadores carregados e bancos de energia, façam download dos mapas para os vossos telemóveis”, acrescentou.

A Rússia tem lançado regularmente ataques em larga escala contra a infra-estrutura de energia da Ucrânia. Como resultado, as cidades ucranianas muitas vezes ficam sem luz, calor ou água.

Lançada a 24 de Fevereiro, a ofensiva russa na Ucrânia já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A entidade confirmou ainda que já morreram 6.595 civis desde o início da guerra e 10.189 ficaram feridos, sublinhando, contudo, que estes números estão muito aquém dos reais.

Notícias ao MinutoNotícias ao Minuto
28/11/22 16:39
por Marta Amorim



 

939: Ucrânia: Maioria dos residentes de Kiev volta a ter água e luz

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UCRÂNIA/KIEV/RESTABELECIMENTO DE ÁGUA E ELECTRICIDADE

O restabelecimento da energia na capital ucraniana é feito num dia em que é esperada a queda de neve e que as temperaturas baixem até aos dois graus Celsius negativos durante o dia e cinco graus Celsius negativos à noite.

Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o primeiro-ministro britânico Rishi Sunak há dias em Kiev e já com neve na capital
© UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE

A maioria dos residentes de Kiev voltou a ter acesso ao fornecimento de energia eléctrica e a outros serviços básicos, assegurou este sábado a administração militar da capital ucraniana.

“Na capital, a electricidade, a água, o aquecimento e as comunicações foram quase totalmente restabelecidos”, informou a instituição através da respectiva conta na rede social Telegram.

“Tudo funciona normalmente. Só há poucas situações de emergência, que estão localizadas”, informou a administração militar, referindo que as obras de reparação da rede estão na sua “fase final”.

A notícia chega num dia em que é esperada a queda de neve em Kiev e que as temperaturas baixem até aos dois graus Celsius negativos durante o dia e cinco graus Celsius negativos à noite.

Em 23 deste mês, a onda de ataques russos à infra-estrutura de energia ucraniana causou apagões generalizados em todo o país, já que a rede eléctrica sofreu grandes danos e a maioria das centrais teve de ser desligada.

O abastecimento foi gradualmente restabelecido nos últimos dias, mas o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou na noite de sábado o apelo para que os cidadãos economizem energia.

Em 14 regiões do país ainda existem restrições, que atingem pelo menos 100 mil consumidores em cada uma delas, acrescentou Zelensky.

O abastecimento de energia eléctrica também foi restabelecido na cidade de Kherson, no sul do país, que ficou sem serviços básicos após a retirada russa em 09 de Novembro.

O chefe da administração militar regional, Yaroslav Yanushevich, anunciou no sábado que a principal estação de tratamento de esgotos e outras instalações já possuem electricidade.

“A seguir, a electricidade será gradualmente fornecida às áreas residenciais da cidade. Isso acontecerá nos próximos dias”, assegurou.

Diário de Notícias
Lusa
27 Novembro 2022 — 09:59


No Facebook não se pode falar mal da Besta de Leste, um russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terrorista, assassino e psicopata demente!



 

Zelensky denuncia “muitas queixas” nos pontos de invencibilidade de Kyiv

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UCRÂNIA/QUEIXAS/PONTOS DE INVENCIBILIDADE

O presidente ucraniano apelou ainda a que os cidadãos se comprometam a “poupar energia”.

© Getty Images

Face aos ataques por parte do exército de Moscovo, que têm atingido a rede eléctrica da Ucrânia e provocado apagões no país, o presidente Volodymyr Zelensky voltou, esta sexta-feira, a apelar para que os cidadãos usem electricidade de forma moderada, de modo a “poupar energia”.

O chefe de Estado apontou também o dedo à administração local de Kyiv, devido às “várias queixas” recebidas pela gestão dos pontos de invencibilidade na região, pedindo mais seriedade.

No seu habitual discurso nocturno, o responsável começou por dizer que já foi possível reestabelecer a electricidade para cerca de metade dos afectados após o ataque de quarta-feira, no qual 12 mil pessoas ficaram serem energia, na capital ucraniana.

Na verdade, Zelensky apontou que Kyiv continua a ser o local mais afectado, assim como os seus arredores, e ainda a região de Odessa, Lviv, Vinnytsia e Dnipropetrovsk.

Por favor, é necessário continuar a consumir electricidade de forma moderada em todas as regiões, como antes. Se não houver quedas de energia, não significa que o problema acabou.

Por favor, se tiver electricidade, não significa que pode ligar vários aparelhos eléctricos ao mesmo tempo”, apelou, reiterando que é “necessário poupar energia”.

O presidente ucraniano recordou que foram criados mais de quatro mil “pontos de invencibilidade” no país para que os cidadãos possam ter serviços básicos em caso de apagões mas, “infelizmente, o governo local não fez um bom trabalho em todas as cidades”, revelou. Há, particularmente, “muitas queixas” em Kyiv, pelo que o responsável apelou a uma “maior atenção”.

Os residentes de Kyiv precisam de mais protecção”, disse, indicando que, até esta sexta-feira, mais de 600 mil subscritores estavam desconectados da rede eléctrica, e muitos não tinham electricidade há mais de 20 ou 30 horas.

Espero um trabalho de qualidade por parte do gabinete do presidente da Câmara. Ninguém perdoará ninguém por profanar os pontos de invencibilidade de Kyiv. Por favor, sejam mais sérios”, reforçou.

O chefe de Estado mencionou também a sua conversa com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que assegurou ao presidente ucraniano que o bloco europeu estava a “intensificar” esforços e a trabalhar para “proporcionar a ajuda de emergência que a Ucrânia precisa”, para “restabelecer e manter a electricidade e o aquecimento para a população civil“.

De notar que quase metade dos habitantes de Kyiv continuavam, esta sexta-feira, sem electricidade, e dois terços sem aquecimento, dois dias depois dos ataques russos terem voltado a visar infra-estruturas críticas, numa altura em que as temperaturas negativas chegam à região.

A estratégia de Moscovo de bombardear instalações energéticas, seguida desde Outubro num cenário de recuos militares, é considerada “crime de guerra” pelos aliados ocidentais da Ucrânia e qualificada como um “crime contra a humanidade” pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

A Rússia, por seu lado, afirma visar apenas infra-estruturas militares e atribui os cortes de energia aos disparos das defesas aéreas ucranianas.

Lançada a 24 de Fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, segundo os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

De acordo com a entidade, já morreram 6.595 civis desde o brotar do conflito, que feriu 10.189 pessoas, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Notícias ao Minuto Notícias ao Minuto
25/11/22 22:10
por Daniela Filipe



 

888: Três centrais nucleares religadas à rede eléctrica ucraniana

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UCRÂNIA/ORCS RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /ENERGIA

A Rússia disparou mais de 70 mísseis de cruzeiro contra a Ucrânia na quarta-feira. Segundo o Ministério da Energia, estes ataques deixaram sem electricidade “a grande maioria dos consumidores” do país.

A central nuclear de Zaporíjia, em Enerhodar.
© STRINGER/AFP

As três centrais nucleares ucranianas sob controlo de Kiev foram esta quinta-feira religadas à rede eléctrica, depois de a conexão ter sido interrompida na quarta-feira, após ataques massivos da Rússia, anunciou o Ministério da Energia ucraniano.

“Após os bombardeamentos massivos de quarta-feira, os trabalhadores do sector da energia conseguiram (…) religar três centrais nucleares à rede eléctrica durante a manhã” de hoje, declarou o ministério na rede social Telegram, acrescentando que estas instalações devem começar a fornecer electricidade “até a noite de hoje”.

As centrais nucleares em causa são Khmelnytsky e Rivne (oeste) e a de Pivdennooukraïnsk (sul), que foram desligadas pelo sistema de proteção automática após os ataques russos que atingiram várias infra-estruturas eléctricas ucranianas.

“Se não houver novos ataques, conseguiremos reduzir consideravelmente a falta [de electricidade] no sistema energético até ao final do dia”, referiu o ministro da Energia ucraniano, Guerman Galouchtchenko, citado no comunicado do seu ministério.

Em todo o país, “a situação em geral é difícil”, mas em algumas regiões “o fornecimento de electricidade já aumentou”, garantiu Galushchenko, sublinhando ainda que “as infra-estruturas críticas em todo o país” podem ser religadas à rede eléctrica.

O autarca de Kiev, Vitaly Klitschko, anunciou no Telegram que cerca de “70 por cento da capital permaneceu sem electricidade na manhã de hoje”.

O abastecimento de água, interrompido na quarta-feira em quase toda a cidade após os cortes de energia, foi restabelecido nos bairros situados na margem esquerda do rio Dnieper, precisou o autarca. Klitschko espera que o resto de Kiev seja abastecida com água durante o dia desta quinta-feira..

A Rússia disparou mais de 70 mísseis de cruzeiro contra a Ucrânia na quarta-feira, aprofundando a crise energética após semanas de bombardeamentos que atingiram particularmente a infra-estrutura de energia.

Segundo o Ministério da Energia, estes ataques deixaram sem electricidade “a grande maioria dos consumidores” do país, que contava com cerca de 40 milhões de habitantes antes do início da invasão russa lançada a 24 de Fevereiro.

Diário de Notícias
DN/Lusa
24 Novembro 2022 — 11:53



 

Freguesias “asfixiadas” pelo aumento do custo da energia

ENERGIA/CUSTOS/FREGUESIAS

Juntas de freguesia queixam-se da subida exponencial dos gastos com vários equipamentos municipais, em particular piscinas e escolas, com facturas que triplicam e aumentos na ordem das dezenas de milhares de euros. Há quem exija mais apoio da câmara e do Governo. Executivo de Moedas promete apresentar plano antes do orçamento.

Juntas de freguesia queixam-se de um enorme acréscimo de custos em vários equipamentos municipais, devido ao aumento do gás e electricidade. Piscinas são o exemplo mais flagrante.
© Paulo Spranger/Global Imagens

As freguesias de Lisboa viram disparar a factura de pagamento de gás e electricidade, sobretudo em equipamentos como piscinas e escolas, e queixam-se que o acréscimo de custos ameaça atingir valores incomportáveis.

José António Videira, presidente da Junta de Freguesia de Marvila, diz ao DN que o aumento tem sido exponencial ao longo deste ano: considerando os gastos já efectuados nos primeiros nove meses e a estimativa para o último trimestre, o autarca prevê chegar ao final do ano com um acréscimo de despesas da factura energética na ordem dos 400 mil euros, face aos custos suportados em 2021.

Grande parte deste desvio é explicado pela factura energética das piscinas municipais que, segundo os valores apontados pelo autarca, deverá superar em 240 mil euros os valores do ano passado, um acréscimo que se deve, em larga medida, ao pagamento do gás.

Já quanto às escolas – “temos oito escolas de 1º ciclo com Jardim de Infância e a única escola da cidade com duas cozinhas, em dois edifícios distintos” – o aumento estimado é na ordem dos 160 mil euros.

José António Videira conta que o aumento da factura “começou a sentir-se logo a partir de Abril”, no caso das escolas teve algum alívio durante os meses de verão, por força das férias escolares, mas deverá agora ganhar maior dimensão, com a chegada do Inverno e a necessidade de recorrer a aquecimento. “Estamos a falar de valores cinco a seis vezes superiores, por cada equipamento, ao que costumávamos ter.

Custos que eram de 300 euros estão agora na ordem dos 1500, os que tinham valores de 800 euros agora chegam aos 2.100.” Até agora, a junta fez frente aos custos porque “tem poupanças”, mas isto é “impossível de gerir a 2/3 anos” – “Vamos apresentar prejuízos que começam a ser preocupantes”.

Com o aumento generalizado de preços a afectar as famílias, devido à inflação, o autarca do PS fala numa “tempestade perfeita”, numa altura em que “as pessoas estão a recorrer mais à junta à procura de respostas sociais”.

Do outro lado da cidade, na freguesia de Belém, Fernando Ribeiro Rosa também se vê a braços com o aumento da factura da energia das muito concorridas piscinas do Restelo.

O custo de manter este equipamento em pleno funcionamento aumentou “muitas dezenas de milhares de euros” e o presidente da junta prepara-se para fechar o ano com despesas de cerca de meio milhão.

“Não há orçamento que resista a uma coisa destas”, diz o autarca social-democrata, à frente da freguesia desde 2013: “Já cá estou há muitos anos e nunca estive tão atrapalhado”.

O problema assume maiores dimensões por surgir após dois anos de pandemia. As piscinas – que são também uma fonte de receitas – estiveram fechadas durante aquele período, com a junta a manter os trabalhadores, mesmo os que estavam a prazo, e a custear as despesas de manutenção: “Perdemos um milhão e 300 mil euros em dois anos. Tínhamos algumas reservas, mas nestes dois anos ficámos sem boa parte da almofada que tínhamos”.

Fernando Ribeiro Rosa diz que já actualizou “ligeiramente” as taxas de utilização da piscina e tem tentado cortar custos noutras áreas e aumentar receitas, mas não é fácil compensar despesas, fundamentalmente com o gás e a electricidade, que “saem para lá de qualquer previsão orçamental”.

Até porque, sendo mais expressivo nas piscinas, o aumento se estende a outros equipamentos, como as escolas, e mesmo à contratação de serviços. O aluguer de autocarros para transportar as crianças nos programas de férias, por exemplo, “disparou”.

Ribeiro Rosa defende que, face a este cenário, tem de haver “um pouco mais de responsabilidade da câmara e maior complementaridade com as juntas de freguesia”, e diz acreditar que Carlos Moedas estará disponível para ajudar a resolver o problema.

Se as queixas com o aumento de custos não se distinguem por cores partidárias é na acção da câmara que as posições entre os autarcas socialistas e sociais-democratas da capital se dividem: “A Câmara Municipal de Lisboa melhorou muito com Carlos Moedas”, diz Fernando Ribeiro Rosa. Mas para acrescentar a seguir: “Vai ter que melhorar ainda mais”.

Governo e câmara municipal devem ajudar freguesias

Ricardo Mexia, independente eleito pela coligação Novos Tempos na freguesia do Lumiar, também já identificou uma subida muito acentuada nos custos suportados pela junta, que no caso se reportam sobretudo às escolas – “Não tenho piscinas. Imagino a situação das freguesias que têm”.

O médico de saúde pública, agora no papel de autarca, argumenta que o Governo, tal como lançou um pacote de ajuda às famílias e outro às empresas (“e bem”) deve fazer o mesmo com as instituições públicas, que têm visto os custos disparar.

“Imagino que noutras áreas da Administração Pública não seja diferente”, sublinha Ricardo Mexia, defendendo que deve ser feito um “reforço do financiamento às autarquias” e, por decorrência, às juntas.

Um ponto em comum entre os vários autarcas é o destaque dado ao facto de as dotações orçamentais às freguesias não terem sofrido grandes alterações, decorrida uma década sobre a reforma administrativa da cidade, o que deixa os valores desajustados aos tempos actuais.

Sofia Oliveira Dias, socialista que preside à Penha de França, defende que “face aos valores definidos pela reorganização administrativa da capital, em particular no actual contexto de aumento da inflação provocado pela guerra na Ucrânia” se deve avançar para um “acordo entre juntas, Câmara de Lisboa e Governo para aumentar as transferências financeiras relativas a recursos humanos e equipamentos”.

Um acordo que deve “ter tradução” já no Orçamento do Estado para 2023, actualmente em sede de debate na especialidade, na Assembleia da República.

Também a gerir uma piscina na freguesia, Sofia Oliveira Dias diz que o organismo que dirige, “dentro das suas possibilidades, tem vindo a desenvolver todos os esforços para manter os compromissos assumidos na área do desporto e educação”.

Das várias juntas contactadas pelo DN, a de São Vicente, pela voz da presidente Natalina Moura (PS), afirmou que os custos aumentaram, mas têm sido controlados com algumas medidas de contenção nos gastos da energia: “Até agora temos conseguido. Estamos numa situação de desconforto, mas que ainda é suportável”.

Já o gabinete da presidência da Junta de Freguesia de São Domingos (liderada por José da Câmara, eleito pela coligação Novos Tempos) diz não ter sentido, até agora, os efeitos da subida dos custos da energia.

Há uma explicação para isso. Nos Olivais, a presidente da junta, Rute Lima, também diz que a subida de preços se fez sentir “ligeiramente” até agora, dado que os contratos são feitos através dos serviços partilhados da Administração Pública, com preços que são “concursados”.

Mas este cenário vai mudar: “Já fomos notificados de que, a partir de Janeiro, vamos ter um aumento na ordem dos 30%”. As projecções feitas pelos serviços da junta para 2023 evidenciam a dimensão da diferença de valores.

Com uma previsão de gastos de cerca de 140 mil euros em electricidade até ao final deste ano, a junta prepara-se agora para uma factura que poderá ascender aos 415 mi euros em 2023; os 25 mil euros em gás natural deverão passar para 95 mil; e os cerca de 40 mil euros afectos aos transportes, ao longo deste ano, deverão ultrapassar os 67 mil euros em 2023.

Em Alcântara, que gere as piscinas do Alvito, o presidente da junta, Davide Amado, fala também num acréscimo significativo de custos, que se estende a outro equipamento, o balneário público da freguesia.

O autarca socialista diz ter alertado a câmara em Julho para o aumento dos custos da energia, que pode “pôr em causa o funcionamento de equipamentos municipais”.

Sem resposta até agora, diz ao DN, defendendo que “a câmara tem de ser um parceiro” das freguesias e “comparticipar” os custos com instalações que são municipais. “Tem mais que obrigação de o fazer, a câmara não se pode demitir deste problema”, argumenta Davide Amado.

CML promete apoio antes do orçamento

A Câmara Municipal de Lisboa promete apoiar as Juntas de Freguesia – e outras instituições – com medidas que deverão ir a reunião do executivo antes da apresentação do orçamento para 2023.

Questionada pelo DN sobre se está a ponderar medidas de apoio às freguesias, face a este aumento dos custos energéticos, a autarquia respondeu que o gabinete do vice-presidente, Filipe Anacoreta Correia, “está a preparar uma proposta que será apresentada em reunião de Câmara, ainda antes da proposta do Orçamento” e “que visa apoiar não só as juntas de freguesia, mas também outras instituições da cidade”. De que forma, a autarquia não especifica ainda.

susete.francisco@dn.pt

Diário de Notícias
Susete Francisco
09 Novembro 2022 — 00:15



 

386: Preços do gás e electricidade para as famílias sobem este sábado

PREÇOS/AUMENTOS/GÁS/ELECTRICIDADE

Os clientes da EDP Comercial vão passar a pagar pelo gás natural, em média, mais 30 euros mensais. Na Goldenergy os preços vão sofrer aumentos médios de 10 euros e no mercado regulado passam a pagar mais cinco euros por megawatt-hora.

© João Silva/Global Imagens

Os aumentos de preços do gás natural e da electricidade para os clientes domésticos, no mercado regulado e no liberalizado, entram este sábado em vigor, o que, em alguns casos, vai pesar quase mais 40 euros na factura mensal.

Os anúncios dos aumentos foram sendo feitos um a um pelos comercializadores, durante o verão, mas a entrada em vigor dos novos preços acontece agora ao mesmo tempo para todos os clientes domésticos e também alguns pequenos negócios.

Quem for cliente da EDP Comercial vai passar a pagar pelo gás natural, em média, mais 30 euros mensais, acrescidos de cinco a sete euros de taxas e impostos, uma subida que a empresa justificou com a escalada de preços nos mercados internacionais, após um ano sem fazer actualizações de tarifário.

Os novos preços vão estar em vigor durante três meses, e não durante um ano, como habitual, estando sujeitos a revisões em alta ou em baixa, no final daquele período.

A empresa descartou, no entanto, “mais alterações até ao final do ano no preço da electricidade”, a menos que haja “situações excepcionais no decorrer dos próximos meses”.

Já no caso da Galp, a subida da factura do gás natural rondará os oito euros, para o escalão mais representativo de clientes.

A empresa justificou a subida também com o “custo de aquisição em linha” com os preços no mercado internacional.

A Galp tinha actualizado o preço do gás natural em 01 de Julho, com um aumento de cerca de 3,60 euros para o escalão mais representativo.

Por sua vez, os clientes da Goldenergy vão sofrer aumentos médios de 10 euros nas facturas de gás mensais, que abrangem tanto famílias, como pequenos negócios.

A energética justificou esta subida com os custos dos acessos regulados, a volatilidade do mercado e a escalada de preços do gás.

O novo tarifário será aplicado até ao final do ano, sendo revisto face às alterações do mercado.

Estes anúncios levaram o Governo a aprovar uma medida que permite o regresso ao mercado regulado de gás dos consumidores no mercado liberalizado, tal como já acontecia no caso da electricidade.

O mercado regulado oferece tarifas mais baratas, no entanto, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou um novo aumento do preço da energia no mercado regulado de gás natural e no de electricidade.

Assim, naquele mercado, entra hoje em vigor uma subida de 3,9% face ao mês anterior e, uma vez que foram sendo feitas actualizações ao longo do ano, o aumento é de 8,2% para o ano 2022-2023, face ao ano anterior (2021-2022).

Já no caso da electricidade, os clientes no mercado regulado passam a pagar mais cinco euros por megawatt-hora (MWh), equivalente a uma subida média de 3% na factura mensal.

Sem subidas mantêm-se os clientes da Endesa, que se comprometeu a manter os preços contratuais até Dezembro e a cumprir os compromissos estabelecidos no mecanismo ibérico, depois de o presidente da empresa ter afirmado que a electricidade iria subir 40% em Agosto.

A Iberdrola também não anunciou aumentos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Outubro 2022 — 12:35



 

277: Afinal 100 kWh de consumo de electricidade dá para quê?

ELECTRICIDADE/CONSUMOS

Nunca se falou tanto sobre energia/electricidade como actualmente. Os preços estão a disparar, muito por culpa da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, e os governos têm implementado medidas para ajudar os contribuintes.

Em Portugal, de acordo com as medidas do Governo, só os primeiros 100 kWh de consumo é que estão abrangidos pela redução do IVA da electricidade para 6%. O que dá para ter ligado?

electricidade: 100 kWh como potência contratada não superior a 6,9 kVA

De acordo com a Deco Proteste e da Associação dos Comercializadores de Energia no Mercado Liberalizado (ACEMEL), o desconto no IVA deverá traduz-se numa poupança por mês na ordem dos 1,08 euros a 1,62 euros, para um casal com dois filhos.

Ainda de acordo com a Deco Proteste, 100 kWh de consumo de electricidade não corresponde a muito. Se um casal tiver um contrato cuja potência contratada não seja superior aos 6,9 kVA, é possível ter um frigorífico a funcionar 24 horas por dia, uma máquina da louça e uma máquina da roupa, cada uma a fazer três lavagens por semana, uma televisão ligada quatro horas por dia e a iluminação da casa resultante de cinco lâmpadas com 10W de potência, durante seis horas por dia, são suficientes para alcançar um consumo de 99,08 kWh por mês.

O canal ECO/Capital Verde produziu uma pequena tabela onde é possível ver o tipo de electrodomésticos e o respectivo consumo mensal,ao nível de electricidade, para atingir os 100 kWh de consumo de electricidade. No caso de uma família usar uma placa de indução para cozinhar e um computador, o consumo mensal já dispara para os quase 150 kWh.

De referir que a partir de 1 de Outubro e até ao final do ano, todos os consumidores, cuja potência contratada não supere os 6,9 kVA ( ue corresponde a cerca de 5,3 milhões de consumidores) pagam apenas 6% de IVA ao nível da electricidade.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
15 Set 2022



 

240: Energia: Governo quer reduzir luzes decorativas no Natal

ENERGIA/GOVERNO/LUZES DE NATAL

Todos nós assistimos à escala de preços da energia devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Nesse sentido, são necessárias políticas extraordinárias para tempos incertos e difíceis.

O Governo português quer reduzir luzes decorativas no Natal e edifícios menos quentes, para poupar luz e gás.

Energia: Governante diz que se tratam de “medidas simples e intuitivas”…

O ministro Duarte Cordeiro garantiu que até ao final do ano será possível uma poupança energética adicional de 5% com as medidas aprovadas em Conselho de Ministros. No entanto, o governante diz que se tratam de “medidas simples e intuitivas”.

Segundo refere o Jornal de Negócios, fazem parte medidas como “desligar a iluminação interior e exterior quando os estabelecimentos não estão a funcionar, reduzir as luzes decorativas em épocas festivas, como o Natal que se aproxima, e em horários tardios, a partir das 24h por exemplo, e também a redução das temperaturas a partir do uso de gás natural nos edifícios”.

Duarte Cordeiro deu como exemplo as piscinas municipais e outros equipamentos que são fortemente aquecidos.

Quanto à limitação de horários para os estabelecimentos comerciais, o governante disse que não há para já nenhuma decisão nesse sentido neste pacote de medidas.

Portugal já reduziu 20% do consumo de gás (excluindo a produção de energia eléctrica) desde o início do ano, sendo uma das metas deste plano de poupança energética reduzir ainda mais 5% até ao final do ano.

O governante, frisou, no entanto, que para já o objectivo é chegar a “compromissos” e só se necessário haverá uma decisão coerciva de redução dos 7% acordados com a Comissão Europeia, revelou o ministro.

Para apresentar estas medidas, o Governo pediu à Agência para a Energia (ADENE) para reunir um conjunto de sugestões de várias entidades, que resultou depois na proposta de Plano de Poupança de Energia e Eficiência Hídrica apresentada hoje ao Governo e sujeita a aprovação em Conselho de Ministros.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
08 Set 2022



 

229: A Minha Cozinha

DICAS P’RÁ COZINHA

Em tempos recentes tive vários blogues dedicados à culinária, sendo um deles o Dicas p’rá Cozinha e onde dava umas dicas em várias áreas.

Dado o desinteresse demonstrado, a queda de visitas, o espaço e o trabalho desenvolvido, cheguei à conclusão que não valia a pena continuar.

Neste Blogue, vou dando umas receitas, umas dicas e hoje trago uma relacionada com a economia de energia que parece estar na moda não só pelos exorbitantes preços da energia – electricidade e gás -, como pela contracção delas.

Comecemos então pela economia no consumo de electricidade ou de gás, dependendo de como se cozinha em placa de indução ou em fogão a gás.

Actualmente, trabalho mais com placa de indução porque é mais económica dado que ao atingir a temperatura programada desliga e volta a ligar depois para atingir novamente a temperatura. No gás, a queima é constante.

Assim, hoje preparei um Esparguete com Juliana de Legumes muito saboroso e que nunca tinha experimentado, incluindo o teste de economia.

Primeiro, preparei a Juliana de Legumes, colocando um fio de azeite numa frigideira anti-aderente, uma colher de sopa de alho picado e deixei o alho amolecer.

Depois, introduzi a Juliana de Legumes (congelada), deixei amolecer, temperei com molho de soja e envolvi tudo muito bem até os legumes ficarem bem salteados. Retirei da placa e reservei.

Num tacho com água quente (saída directamente da misturadora do lava-louça), temperei com uma pitada de sal marinho, um fio de azeite e um cubo tempero para massas. Coloquei na placa, programando temperatura 3 (depende da marca e tipo de placas utilizadas).

E aqui começa a economia de energia. Deixei a água levantar fervura, inseri o esparguete, baixei a temperatura para 2 e deixei ferver durante apenas DOIS MINUTOS (geralmente a massa leva 7 a 9 minutos a cozer), mexendo de vez em quando.

Terminados os dois minutos, desliguei a placa, tapei o tacho e deixei a massa acabar de cozinhar durante DEZ MINUTOS, aproveitando o vapor gerado e a temperatura da água.

Este tempo depende do tipo de massa empregue, sendo que na massa de trigo duro, deverá aumentar o tempo para ±15 minutos.

Depois de escorrer a massa, juntei a Juliana de Legumes com o molho gerado na cozedura, envolvi muito bem e não é que ficou um esparguete bem cozido como se gastasse mais 7 minutos de energia? Ora vejam:

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Este esparguete com Juliana de Legumes pode servir de guarnição para outros pratos. Hoje, serviu para acompanhar uma pernoca de Frango Assado.

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08.09.2022



 

211: Preço da electricidade: Atenção à nova parcela adicional

ELECTRICIDADE/PARCElA ADICIONAL/MIBEL

As notícias dos últimos tempos são claras! O preço da electricidade vai subir e há contratos que já estão a ser renovados e os consumidores vão ter de pagar a nova parcela adicional.

Mas sabia que esta nova parcela muda consoante a data da factura e o período da contagem? Perceba melhor o que está em causa.

Electricidade: afinal quanto é que vai pagar com a nova parcela adicional?

A factura da electricidade vai subir nos próximos meses para todos os consumidores e alguns deles estão já a sentir o aumento da despesa, pois as alterações são feitas em todos os contratos celebrados ou renovados após 26 de Abril, como refere a Associação do Consumidor (Deco).

A legislação prevê uma cobrança de uma parcela adicional, que deverá repetir-se em todas as facturas até maio de 2023. Mas afinal quanto é que vai pagar com a nova parcela adicional?

Não se sabe, pois cada consumidor terá uma parcela adicional diferente a pagar, em função da data de emissão da sua factura e do período de contagem a que ela se refere. Além disso, a fórmula é desconhecida.

De referir também que, apesar de ser um valor adicional a pagar, esta nova parcela adicional permitirá ter aumentos menos “bruscos” na factura mensal.

A DECO PROTESTE considera inaceitável que os consumidores recebam, nas suas novas facturas, tão pouca informação sobre a forma como está a ser calculada a parcela adicional de ajuste. Ao que tudo indica, os operadores limitam-se a apresentar uma multiplicação do número de kWH consumidos por um preço unitário que não está fixado em qualquer preçário público e que resulta de um cálculo interno, a que só a operadora tem acesso.

A DECO PROTESTE teve acesso, à nova parcela surge na factura com a designação “Ajuste MIBEL” e não há nenhuma dúvida de que está a representar um encarecimento muito significativo do custo da energia. Mas o consumidor não recebe nenhum esclarecimento adicional sobre este cálculo.

Acresce ainda que o valor da parcela adicional está sujeito à taxa máxima de IVA (23%), agravando a despesa final.

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Autor: Pedro Pinto
05 Set 2022