801: No Egipto, os escravos eram tratados como animais. As marcas no corpo confirmam

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA/EGIPTO/ESCRAVOS

Ferros em chamas eram utilizados para marcar os escravos, como sinal de propriedade do faraó.

Johann Moritz Rugendas / Wikimedia
Pintura mostra cenário de um navio que transportava escravos para as Américas

O Egipto ficou na história como um local de grandes avanços, de grandes pirâmides, de inovações significativas.

Mas, tal como em quase todo o lado – recordemos os ‘Descobrimentos’ feitos pelos portugueses – há registos igualmente marcantes, mas menos positivos.

“Marcantes” é uma palavra adequada para o estudo revelado no The Journal of Egyptian Archaeology, citado pelo portal The Jerusalem Post.

A investigação demonstra – ou confirma – que os escravos eram literalmente marcados, tal como gado, no antigo Egipto.

As marcas eram feitas para identificar aquelas pessoas como propriedade de um determinado faraó.

As marcas realizadas com ferro em chamas serviam, não só para sinalizar a propriedade, mas também para mostrar que os escravos estavam ao nível do gado, naquela sociedade.

Os escravos tinham no corpo marcas diferentes das outras pessoas da época. Não eram uma espécie de tatuagem ou “arte corporal” daquela altura. Seriam mesmo marcas propositadas.

A descoberta de diversos ferros que eram demasiado pequenos para marcar gado originou esta associação por parte dos investigadores.

Foram 10 ferros descobertos, que datam aproximadamente do período entre o ano 1292 a.C. até 656 a.C..

Ou seja, mais de 600 anos a marcar pessoas.

Os séculos passaram e houve coisas que não mudaram: no século XIX, há tão “pouco” tempo, foram utilizados ferros semelhantes para marcar escravos na Europa.

ZAP //
19 Novembro, 2022



 

563: Já se dorme no chão do Twitter para conseguir cumprir as metas impostas por Elon Musk

– Voltámos ao tempo da escravatura! Mas cada um é livre para pensar neste acto de escravidão laboral. O Twitter para mim… já foi…

TWITTER/ESCRAVATURA/ELON MUSK

Depois de comprar o Twitter, Elon Musk rapidamente começou a mudar esta rede social. Para o conseguir está a impor metas quase impossíveis aos seus funcionários, que aparentemente já estão a fazer de tudo para o conseguir, incluindo dormir no chão para não se gastar tempo e estar sempre disponível.

A pressão é grande e muitos consideram que é desnecessária. Elon Musk tem uma ideia bem diferente e quer as suas equipas produzam o máximo, mesmo que isso traga problemas. Em causa estão os empregos e o seu futuro no Twitter.

Elon Musk deixou dois desafios aos programadores do Twitter. Em primeiro lugar quer criar uma paywall eficiente e funcional para começar a cobrar por outras funcionalidades. Em segundo, quer que as verificações e outros elementos sejam mudados e passem a ser pagos.

A acompanhar estas duas ideias, deixou um recado importante. A data para entregar destas mudanças está definida e se falharem não vão ficar a trabalhar no Twitter. Isso levou agora à situação caricata de haver quem durma nos escritórios do Twitter para estar sempre disponível.

Foi a directora de gestão de produtos do Twitter, Esther Crawford, que foi apanhada a dormir no chão, dentro de um saco-cama e com um tapa olhos. Esta sua acção é para estar sempre disponível para a sua equipa e ajudar em todos os momentos.

Esta publicação criou uma onda de críticas no Twitter, em especial por ser algo incomum, ainda mais nos EUA. Isso levou a que Esther Crawford viesse responder que este seu sacrifício serve apenas para conseguir corresponder às expectativas da sua equipa que está a realizar um esforço para cumprirem as metas de Elon Musk.

A expectativa criada é que literalmente se trabalhe 24 horas por dia, 7 dias por semana, para conseguir ultrapassar os desafios apresentados ao Twitter. Ainda assim, muitos comentam que não pode haver este tipo de práticas e que os programadores e restante equipa devem ser protegidos.

Na verdade, esta é uma prática que o próprio Elon Musk praticava na Tesla. Quando a empresa lutava para conseguir aumentar os seus níveis de produção, o seu CEO dormia no chão da fábrica para estar sempre presente e ajudar nas decisões que precisavam ser tomadas.

Pplware
Autor: Pedro Simões
03 Nov 2022