887: EUA receiam que Rússia possa usar armas químicas na Ucrânia

🇷🇺 SMERTʹ RUSONAZAM 🇷🇺

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🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦

🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS ☠️卐☠️ FROM UKRAINE
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🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI ☠️卐☠️ IZ UKRAINY

UCRÂNIA/ORCS RUSSONAZIS ☠️卐☠️ /GUERRA QUÍMICA

Oficiais norte-americanos consideram que esta pode ser uma hipótese de Moscovo caso as forças russas continuem a perder terreno na Ucrânia, avança o Politico. Não há, no entanto, uma ameaça iminente.

© EPA/RUSSIAN DEFENCE MINISTRY

Os Estados Unidos temem que a Rússia possa usar armas químicas na guerra contra a Ucrânia, que começou há nove meses. A notícia está a ser avançada pelo site Politico, que cita seis fontes que têm conhecimento sobre a matéria. Oficiais norte-americanos consideram que esta pode ser uma hipótese para o Kremlin caso as forças russas continuem a perder terreno na Ucrânia.

De acordo com o Politico, as autoridades norte-americanas não acreditam, no entanto, que haja uma ameaça iminente de um ataque químico na Ucrânia.

Oficiais da administração de Joe Biden consideram, porém, que o presidente russo, Vladimir Putin, pode recorrer a armas químicas antes “de um confronto nuclear com a NATO se as suas tropas continuarem a perder terreno”, na Ucrânia, escreve a publicação.

Os EUA querem assegurar que os aliados estão preparados para esta eventualidade e que possam mobilizar recursos e investimento para sistemas de detecção destas armas químicas.

As pessoas ouvidas pelo Político, que preferiram o anonimato, algumas das quais são funcionários do departamento de Defesa, indicam que Moscovo pode recorrer a armas químicas na guerra na Ucrânia caso haja de perdas contínuas no campo de batalha.

Armas essas que são mais difíceis de detectar e mais fáceis de esconder. “Alguns produtos químicos podem ser transformados em aerossóis ou usados ​​em munições para infligir danos a um grande grupo de pessoas”, refere a publicação, dando o exemplo de um ataque em massa. O Conselho de Segurança Nacional dos EUA não teceu comentários sobre o assunto.

“Sempre estivemos cientes de que eles têm os meios e a capacidade de usar esse tipos de armas”, disse um funcionário do Pentágono. “A nossa avaliação continua a mesma. Mantemos uma observação atenta deste conflito, mas não vimos nada que nos fizesse mudar de postura”, afirmou a fonte.

É recordado que a Rússia afirmou publicamente que os EUA tinham um programa secreto de armas biológicas, mas sem apresentar evidências.

Acrescenta ainda o Politico que os EUA já forneceram à Ucrânia equipamentos de protecção química, biológica e nuclear como parte do pacote de ajuda de Washington a Kiev.

Diário de Notícias
DN
24 Novembro 2022 — 11:07



 

424: Monkeypox: Continente americano registou 90% dos casos na última semana

SAÚDE PÚBLICA/VÍRUS/MONKEYPOX/EUA

Um primeiro surto desta doença em países não endémicos foi detectado em maio na Europa, em países como Portugal e Espanha, mas desde então o vírus espalhou-se para outras regiões, principalmente na América Latina e nos EUA.

© Joe Raedle/Getty Images/AFP

Cerca de 90 por cento dos casos de infecção pelo vírus Monkeypox registados na última semana ocorreram no continente americano, revelou esta quarta-feira o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A nível global, os casos notificados foram mais de 70.000, entre os quais se registaram 26 mortes.

Um primeiro surto desta doença em países não endémicos foi detectado em Maio na Europa, em países como Portugal e Espanha, mas desde então o vírus espalhou-se para outras regiões, principalmente na América Latina e nos Estados Unidos.

O grupo de maior risco sãos homens que fazem sexo com homens, mas em geral qualquer pessoa pode ser infectada com varíola, que se espalha pelo contacto com lesões ou fluidos de uma pessoa infectada ou com objectos contaminados.

Nas últimas semanas, o declínio dos casos globais tem sido contínuo, embora na última semana 21 países tenham relatado um aumento, principalmente no continente americano, que registou 90% dos casos nos últimos sete dias, segundo a OMS.

“Mais uma vez, alertamos que um surto em declínio pode ser o surto mais perigoso, porque nos faz pensar que a crise acabou e baixar a guarda”, alertou Tedros.

O responsável da OMS sublinhou que esta organização está a trabalhar com países de todo o mundo para aumentar a capacidade de diagnóstico e acompanhar a evolução do surto.

Tedros Adhanom Ghebreyesus referiu que existe preocupação com casos que foram relatados no Sudão, particularmente num campo de refugiados perto da fronteira com a Etiópia.

O Monkeypox é considerado pela OMS uma emergência de saúde pública internacional, da mesma forma que a covid-19.

Os sintomas mais comuns da infecção por Monkeypox são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Outubro 2022 — 08:02



 

253: 21 anos depois, o 11 de Setembro é menos presente e mais histórico

– A minha singela e sincera homenagem aos mortos do 11 de Setembro, representada na imagem que hoje encabeça este meu Blogue. Paz às suas almas.

SOCIEDADE/EUA/11 DE SETEMBRO

Finda a “guerra ao terror” e com Al-Zawahiri morto, há também toda uma geração que nasceu depois dos ataques terroristas às Torres Gémeas.

Em Nova Iorque, como acontece nos últimos 21 anos, serão lidos os nomes de todas as vítimas das Torres Gémeas.
© Spencer Platt/Getty Images/AFP

Quando o sol nascer hoje em Arlington, Virgínia, a bandeira dos Estados Unidos será desfraldada ao lado do Pentágono para sinalizar o início de uma cerimónia solene.

Passarão exactamente 21 anos desde o 11 de Setembro de 2001, dia em que o pior ataque terrorista em solo norte-americano matou quase três mil pessoas, de Nova Iorque ao Pentágono.

A sessão junto ao Memorial do Pentágono, onde morreram 184 pessoas nesse dia, terá a presença do presidente Joe Biden, do secretário da Defesa Lloyd J. Austin III e do chefe do Estado-Maior, general Mark A. Milley. Serão honrados aqueles que caíram e confortados os que ficaram.

Mas não haverá muito mais do que isso. Pela primeira vez desde que os ataques chocaram a América e o mundo, o 11 de Setembro parece ter perdido o lugar central que ocupou durante tanto tempo na memória colectiva.

Não é que tenha deixado de ser recordado. Simplesmente agora isso acontece num formato diferente. “A dor diminuiu, mas o dia será sempre recordado com arte e testemunhos”, disse ao DN Byron Burton, escritor e gestor de talento que cresceu num meio conservador no centro oeste dos Estados Unidos. “Um exemplo é o recente filme de Michael Keaton, Worth, que foi produzido pelos Obamas”, salientou.

Este filme, Valor da Vida em Portugal, conta a luta contra a burocracia que decorreu depois dos ataques para conseguir compensação para as vítimas. “Mostra um novo lado da tragédia e dos heróis que se levantaram”, frisou Burton. O filme está disponível na Netflix.

Para muitos, documentários e filmes que dramatizam os eventos do 11 de Setembro são a única referência dos ataques. “Passaram 21 anos desde o 11 de Setembro e temos uma geração inteira que nasceu depois dos ataques”, disse ao DN o cientista político Thomas Holyoke, professor na Universidade Estadual da Califórnia em Fresno.

“Não ouvi ainda qualquer pessoa falar do 11 de Setembro este ano, de todo”, reconheceu. “Questiono como é que o 11 de Setembro será lembrado à medida que se torna em algo do passado e não da história recente.”

Holyoke referiu que, tirando as pessoas que estavam em Nova Iorque ou no Pentágono, esta já não é uma memória vívida. “Passou tempo suficiente e é algo que as pessoas lembram mas que não é parte do nosso quotidiano”, frisou. “Mesmo as repercussões desvaneceram, com o fim da guerra no Afeganistão. Já não é relevante para as nossas vidas. É mais um evento histórico.”

Byron Burton acrescenta que a falta de atenção que se nota este ano é “um sintoma dos ciclos noticiosos de 24 horas” que se tornaram prementes na última década.

A atenção diminui e os temas são triturados pelo ciclo noticioso mais rapidamente. “Como a situação na Ucrânia”, notou. O 11 de Setembro agora “é como se fosse o Pearl Harbor para as pessoas.”

Holyoke também usou essa referência. “Talvez seja uma combinação do fim da guerra, o desaparecimento do último líder da Al-Qaeda envolvido, e as pessoas estarem mentalmente preparadas para deixarem que o 11 de Setembro se torne num evento histórico, como Pearl Harbor.”

Um reflexo do efeito desta passagem do tempo é, por exemplo, o anúncio de que uma das organizações ligadas ao 11 de Setembro vai fechar. A Never Forget 9-11 Foundation, uma organização sem fins lucrativos, anunciou o encerramento no final do ano.

A fundação angariou fundos com donativos e a venda de itens e foi criada para honrar os heróis do 11 de Setembro e ajudar as suas famílias. Vai liquidar o inventário até 31 de Dezembro de 2022.

Longe da vista e do campo de batalha

Há muito que a invasão do Iraque e as suas consequências saíram da memória na sociedade norte-americana, e a retirada do Afeganistão completou a dissociação do pós-11 de Setembro. Isto apesar dos efeitos que perduram na política e nas estruturas de segurança internacionais.

“O 11 de Setembro deu-nos o Departamento de Segurança Interna, as verificações de segurança nos aeroportos, e não me parece que isso vá desaparecer”, salientou Thomas Holyoke. “Nem deve desaparecer, dado que a ameaça terrorista continua a existir, se não for a Al-Qaeda é com outros.”

Há ainda a questão de que as autoridades habituaram-se a ter recursos como os que foram estabelecidos na sequência dos ataques, especialmente o Patriot Act. “São ferramentas institucionalizadas.”

No fundo, o 11 de Setembro ainda é relevante mas de uma forma mais subtil e menos directa. “Para melhor e pior, as guerras que surgiram dos ataques acabaram.”

Nem a morte do líder da Al-Qaeda Ayman al-Zawahiri em Agosto, por um ataque de drone ordenado por Joe Biden, reacendeu a conversa em torno do 11 de Setembro.

Al-Zawahiri era um dos terroristas mais procurados pelos Estados Unidos e o último grande responsável pelo planeamento dos ataques que permanecia em fuga. A sua morte fechou este capítulo da história dos Estados Unidos e da guerra ao terror.

“Quando Al-Zawahiri foi morto, Joe Biden falou disso como uma espécie de encerramento”, anuiu Thomas Holyoke. “Foi a última pessoa de que temos conhecimento que esteve profundamente envolvida no planeamento dos ataques. E por isso, num certo sentido, foi um encerrar das coisas.”

O especialista salientou que Biden não quis alongar-se na dissecação do feito pelo seu exército porque tal poderia chamar a atenção para a saída desastrosa das tropas norte-americanas do Afeganistão, em Agosto de 2021, o que resultou na queda do país para as mãos dos extremistas talibãs. Biden acenou com a vitória e depois “seguiu em frente para outras coisas que não estão tão maculadas.”

O desastre na retirada das tropas norte-americanas e a consequente queda de Cabul foi o ponto de inversão a partir do qual Joe Biden perdeu o estado de graça como novo presidente e a sua popularidade começou a cair. No entanto, isso parece ter sido colocado de parte.

Mesmo com a utilização do desaire na saída do Afeganistão pelos republicanos nalguns anúncios, estes temas estão longe de ocuparem um lugar central e não deverão ter relevância na campanha para as próximas eleições, em Novembro.

“Não me parece que a guerra no Afeganistão vá ter um grande papel nas intercalares”, sentenciou Thomas Holyoke. “Joe Biden não está no boletim de voto.”

É possível que voltemos a ouvir falar mais disso depois, quando a atenção começar a virar-se para a próxima eleição presidencial. Mesmo isso vai depender do que Joe Biden decidir fazer, se irá recandidatar-se ou não.

Do outro lado da barricada, os republicanos perderam o domínio da retórica do patriotismo e defesa dos militares, numa altura em que Donald Trump está consumido por inúmeros problemas legais.

“Para os republicanos personificados por Donald Trump e aqueles associados à insurreição do 6 de Janeiro”, frisou Holyoke, “é um pouco difícil serem verdadeiros patriotas americanos, se estão a tentar subverter uma eleição democrática. Isso manchou-os um pouco”, analisou o cientista político.

“Se metade destas questões de Donald Trump e os segredos de segurança nacional estarem espalhados por Mar-a-Lago forem verdade, ele realmente pôs em causa a segurança dos Estados Unidos”, continuou Holyoke. “Por isso, será difícil pintarem-se como o partido dos patriotas quando o líder fez coisas deste calibre.”

Por outro lado, o presidente Biden e os democratas aprovaram legislação muito importante para a saúde dos veteranos e essa vitória legislativa trouxe-lhes reconhecimento.

Quem não esqueceu

Várias associações continuam a manter viva a memória dos ataques e inclusive a pedir responsabilização. É o caso da organização 9/11 Families United, que quer ver a coroa da Arábia Saudita responsabilizada pelo papel que teve no ataque terrorista após a revelação de dados incriminatórios para o reino.

A recente desclassificação de um relatório de inteligência mostrou que a coroa saudita deu assistência aos terroristas que desviaram os aviões e os fizeram explodir no World Trade Center.

“Uma vez que o presidente Biden foi fundamental para a divulgação dos documentos, é seu dever ajudar a comunidade 11/9 a responsabilizar o reino na nossa busca por justiça pelo assassinato dos nossos entes queridos e sobreviventes feridos”, escreveu a chair Terry Strada, num texto dirigido ao presidente.

A associação já se tinha manifestado com veemência contra a “lavagem desportiva” que acusou a coroa saudita de fazer com a criação do torneio de golfe LIV, alegando que o mesmo está a servir para limpar a sua imagem no panorama internacional. Uma das paragens do torneio foi albergada por Donald Trump no seu National Golf Club Bedminster, em Nova Jersey, a cerca de 80 quilómetros do ground zero onde as torres caíram.

Aqui, serão observados hoje quatro momentos de silêncio, para assinalar os momentos em que os dois aviões embateram contra as torres e as torres caíram. Serão lidos os nomes das 2.983 pessoas que morreram ali. E um tributo de 44 lâmpadas organizadas na forma das duas torres será cumprido na baixa de Manhattan: acendem no pôr-do-sol de 11 de Setembro e apagam-se ao nascer do sol de dia 12.

dnot@dn.pt

Diário de Notícias
Ana Rita Guerra, Los Angeles
11 Setembro 2022 — 00:00