527: Milhares de famílias arriscam pagar duas facturas de gás num mês

– O habitual e normal no Portugal do faz-de-conta que é um Estado de Direito e uma democracia plena…

GÁS/LIBERALIZAÇÃO/FACTURAS/FAMÍLIAS

KWON JUNHO / Unsplash

A demora na validação dos pedidos de mudança para o mercado regulado pode levar a que as famílias tenham de pagar a factura normal pelo consumo de gás e ainda a factura final para a rescisão do contrato com o anterior fornecedor do mercado liberalizado.

Há várias semanas que milhares de famílias estão à espera da mudança para o mercado regulado do gás, mas os comerciantes continuam sem dar resposta nem prazos para se concluir o processo.

A DECO alerta para o risco de muitas famílias terem de pagar duas facturas de gás no próximo mês devido a esta demora, dado que os clientes continuam vinculados ao contrato anterior e têm também de pagar a conta, assim como a factura final de rescisão do contrato.

“Esta incerteza começa a criar ansiedade nos consumidores, preocupados com o facto de virem a ser confrontados com o pagamento de duas facturas, que podem chegar muito próximas uma da outra.

À DECO, têm chegado muitas dúvidas e pedidos de apoio. Alguns consumidores já pediram a mudança há bastante tempo e continuam sem resposta”, explica a jurista Ana Sofia Ferreira ao JN.

A especialista lembra ainda que a mudança foi autorizada pelo Governo devido a uma “necessidade social” e, por isso, “as medidas de apoio têm de ser rápidas e eficazes”. “Há pessoas para quem a mudança é fundamental para cumprir outros compromissos”, acrescenta.

Desde 7 de Setembro, já foram feitos 103 341 pedidos de mudança para o mercado regulado, que têm de aguardar pela validação da ADENE – Agência para a Energia. Já foram aceites 88 mil pedidos e que 14 996 estão pendentes.

A EDP Gás Serviço Universal também admite estar a sofrer constrangimentos devido à enorme onda de pedidos, que é superior ao número de clientes que a empresa tinha antes da possibilidade da mudança para o mercado regulado.

  ZAP //
30 Outubro, 2022



 

211: Preço da electricidade: Atenção à nova parcela adicional

ELECTRICIDADE/PARCElA ADICIONAL/MIBEL

As notícias dos últimos tempos são claras! O preço da electricidade vai subir e há contratos que já estão a ser renovados e os consumidores vão ter de pagar a nova parcela adicional.

Mas sabia que esta nova parcela muda consoante a data da factura e o período da contagem? Perceba melhor o que está em causa.

Electricidade: afinal quanto é que vai pagar com a nova parcela adicional?

A factura da electricidade vai subir nos próximos meses para todos os consumidores e alguns deles estão já a sentir o aumento da despesa, pois as alterações são feitas em todos os contratos celebrados ou renovados após 26 de Abril, como refere a Associação do Consumidor (Deco).

A legislação prevê uma cobrança de uma parcela adicional, que deverá repetir-se em todas as facturas até maio de 2023. Mas afinal quanto é que vai pagar com a nova parcela adicional?

Não se sabe, pois cada consumidor terá uma parcela adicional diferente a pagar, em função da data de emissão da sua factura e do período de contagem a que ela se refere. Além disso, a fórmula é desconhecida.

De referir também que, apesar de ser um valor adicional a pagar, esta nova parcela adicional permitirá ter aumentos menos “bruscos” na factura mensal.

A DECO PROTESTE considera inaceitável que os consumidores recebam, nas suas novas facturas, tão pouca informação sobre a forma como está a ser calculada a parcela adicional de ajuste. Ao que tudo indica, os operadores limitam-se a apresentar uma multiplicação do número de kWH consumidos por um preço unitário que não está fixado em qualquer preçário público e que resulta de um cálculo interno, a que só a operadora tem acesso.

A DECO PROTESTE teve acesso, à nova parcela surge na factura com a designação “Ajuste MIBEL” e não há nenhuma dúvida de que está a representar um encarecimento muito significativo do custo da energia. Mas o consumidor não recebe nenhum esclarecimento adicional sobre este cálculo.

Acresce ainda que o valor da parcela adicional está sujeito à taxa máxima de IVA (23%), agravando a despesa final.

Pplware
Autor: Pedro Pinto
05 Set 2022