994: China está a tornar-se um regime totalitário mais repressivo

– Nada de espantar. China, Rússia, Coreia do Norte & outros similares, pertencem à mesma família de mafiosos oligarcas terroristas sociais.

🇨🇳  CHINA / REPRESSÃO / TERRORISMO / FASCISMO

Relatório sobre o Estado Global das Democracias, relativo ao ano de 2021, mostra que apenas 54% das pessoas na Ásia e Pacífico vivem numa democracia e quase 85% dessas pessoas vivem numa democracia frágil ou em regressão.

© EPA/MARK R. CRISTINO

Um relatório sobre o estado das democracias a nível global revela que a China está a tornar-se um regime cada vez mais repressivo, numa região do planeta onde o totalitarismo tem vindo a consolidar-se.

O mais recente relatório sobre o Estado Global das Democracias, relativo ao ano de 2021, do Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (IDEA), que vai ser esta quarta-feira apresentado num evento público, mostra que apenas 54% das pessoas na Ásia e Pacífico vivem numa democracia e quase 85% dessas pessoas vivem numa democracia frágil ou em regressão.

O documento deste instituto com sede em Estocolmo — que analisa o desempenho democrático de 173 países desde 1975 e procura fornecer um diagnóstico sobre o estado das democracias em todo o mundo — diz ainda que os regimes totalitários, de que o chinês é exemplo destacado, se estão a tornar progressivamente mais repressivos.

“Os regimes autoritários estão a ficar cada vez mais repressivos. Estão a enterrar as garras de forma cada vez mais agressiva e mais profunda”, explicou à Lusa o secretário-geral do IDEA, Kevin Casas-Zamora.

A China ilustra bem esta tendência de os regimes autoritários se consolidarem e de aprofundarem os valores totalitários e ditatoriais, revelando uma completa falta de representatividade do seu Governo ou de participação dos cidadãos nas decisões políticas.

Na China, todos os 11 parâmetros relativos à representatividade governativa, à participação cívica ou ao escrutínio do executivo apresentam valores negativos, comparando-se muito abaixo dos níveis mesmo de outros regimes totalitários.

Liberdade de expressão na China em níveis muito próximos do zero

Com valores intermédios, aparecem parâmetros como o acesso à Justiça ou os direitos sociais e igualdade, bem como a igualdade de género ou a ausência de corrupção, mas mesmo assim em níveis abaixo das médias globais recomendadas.

O único parâmetro onde a China se compara favoravelmente com outros dos 173 países é o do sistema de segurança social, onde o desempenho está acima da média global.

A liberdade de expressão — que está agora a ser testada com as manifestações contra a estratégia do regime de Pequim para lidar com a pandemia de covid-19 — aparece em níveis muito próximos do zero, tal com a liberdade religiosa ou a liberdade de movimento, num país que tem intensificado as suas políticas de controlo sobre os cidadãos.

“Vamos assistir a muita instabilidade política. Vai haver muitos movimentos sociais reagindo ao descontentamento social e isso pode provocar uma mais severa reacção política por parte dos regimes autoritários”, avisou Casas-Zamora, em declarações à Lusa feitas ainda antes dos protestos, e da resposta repressiva do regime de Pequim, que se verificam agora na China.

Metade dos regimes democráticos em todo o mundo em declínio

Um em cada dois regimes democráticos em todo o mundo está em declínio, fragilizado por problemas de legitimidade, limitações de liberdades essenciais ou por ausência de transparência, revela ainda o relatório.

Documento indica que o número de países democráticos em regressão é o mais elevado da última década.

“O número de países a nível mundial que avançam na direcção do autoritarismo excede o dobro do número de países que avançam numa direcção democrática”, acrescenta o relatório, que mostra que mesmo democracias estabelecidas, como a norte-americana, estão hoje a braços com problemas que minam a sua credibilidade junto dos eleitores.

Nos últimos cinco anos, o progresso das democracias a nível global tem estagnando nos índices destes relatórios do IDEA, verificando-se mesmo algumas regressões e, em vários parâmetros, não estão melhores do que em 1990.

O relatório do IDEA mede o desempenho democrático de 173 países desde 1975 e procura fornecer um diagnóstico sobre o estado das democracias em todo o mundo.

“Estamos perante uma situação muito grave. Mesmo países com sistemáticos bons resultados nos índices reflectem quedas, provando que há um problema global com as democracias”, disse à Lusa o secretário-geral do IDEA, Kevin Casas-Zamora.

O declínio da democracia global reflecte-se em diferentes parâmetros, incluindo a credibilidade dos resultados eleitorais, restrições às liberdades cívicas e de expressão, a desilusão dos jovens com a actividade política.

Quando os investigadores do IDEA procuram encontrar causas para o declínio dos regimes democráticos detectam explicações no afastamento dos eleitos perante os problemas reais dos eleitores, o aumento da corrupção e a ascensão de partidos demagógicos e populistas que polarizam e radicalizam a actividade política.

Ao mesmo tempo, o relatório deste ano mostra que os regimes autoritários são cada vez mais numerosos e estão a aprofundar a sua actividade repressiva, tendo 2021 sido o pior ano de que há registo.

“Mais de dois terços da população mundial vivem agora em democracias em regressão ou sob regimes autoritários e híbridos”, conclui o relatório, que ainda assim deixa alguns sinais de optimismo, relativamente ao cenário político global.

“As pessoas estão a unir esforços de forma inovadora, para renegociar os termos dos contratos sociais, pressionando os seus governos a satisfazer as exigências do século XXI, desde a criação de estruturas comunitárias de cuidados infantis, na Ásia, até às liberdades reprodutivas na América Latina”, conclui o estudo do IDEA.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral deste instituto com sede em Estocolmo reconheceu que há muitos casos interessantes de actividade cívica, como os movimentos ambientais, as manifestações a favor dos direitos das mulheres no Irão ou os protestos políticos na Tailândia, revelando que “os cidadãos mostram vontade de ultrapassar os limites do politicamente possível”.

“Os próximos anos vão ser desafiantes”, garante Casas-Zamora, lembrando que “ao contrário do que os pessimistas democráticos podem sugerir, os regimes autoritários e os sistemas alternativos de governação não superaram o desempenho dos seus pares democráticos”.

Ainda assim, o relatório sobre a saúde das democracias no planeta apresenta indicadores preocupantes para quem acredita nesta forma de regime político, como o facto de, no final de 2021, metade dos 173 países avaliados terem revelado declínio em pelo menos um dos atributos democráticos.

Na Europa, por exemplo quase metade de todas as democracias, num total de 17 países, sofreram erosão nos últimos cinco anos, e Portugal não foi excepção, depois de, em 2020, ter registado uma queda em três dos parâmetros que medem a qualidade das democracias.

Portugal, apesar de tudo, mantém-se como uma democracia saudável e partilha com outros países europeus algum défice na componente da corrupção e na falta de maior abertura à participação dos cidadãos nas decisões governativas.

Nos continentes asiático, africano e sul-americano persistem problemas sistémicos e históricos de graves défices democráticos, com países como Afeganistão, Bielorrússia, Comores ou Nicarágua a repetir desempenhos de declínio dos parâmetros democráticos.

“A democracia não parece estar a evoluir de uma forma que reflicta a rápida evolução das necessidades e das prioridades. As melhorias são pouco significativas, mesmo nas democracias em que se regista um desempenho de médio ou alto nível”, conclui o relatório.

O documento do IDEA recomenda uma série de medidas políticas para renovar e reactivar os regimes democráticos, nomeadamente com a adopção de contratos sociais mais equitativos e sustentáveis, com reformas das instituições políticas e com o fortalecimento das defesas contra o autoritarismo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Novembro 2022 — 01:00



 

947: CENSURADO, DE NOVO, NO FACEBOOK

Em destaque

No Facebook não se pode falar mal da Besta de Leste, um russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terrorista, assassino e psicopata demente!

ACTUALIZAÇÃO EM 27.11.2022

A 4 meses de fazer 77 anos de vida, fui “castigado” por uns fedelhos do Facebook, tal e qual como na era fascista de salazar e da PIDE/DGS.

Não é em vão que por vezes me interrogo se realmente existe em Portugal LIBERDADE DE EXPRESSÃO e, pelo menos, um mínimo daquilo a que chamam de DEMOCRACIA, a fim de as pessoas poderem lavrar as suas opiniões LIVREMENTE, sem terem uns fedelhos a controlar o que escrevem e a CORTAR-LHES A OPINIÃO!

Os fedelhos CENSORES do Facebook, não gostaram dos artigos que escrevo sobre a guerra na Ucrânia, imposta pelos russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺putinofantoches que bombardeiam tudo o que são aldeias, vila e cidades da Ucrânia, assassinando civis de todas as idades, destruindo os seus lares, as suas infra-estruturas de electricidade, gás e água, provocando-lhes uma sobrevivência destruidora já que começou o Inverno naquelas paragens com temperaturas abaixo de zero.

Se estas acções da Besta do Leste putinofantoche não constituem CRIMES DE GUERRA e CONTRA A HUMANIDADE; se vamos deixar passar em branco este GENOCÍDIO, estas atrocidades, sem as DENUNCIAR publicamente, não vale a pena auto-apelidar-mo-nos de seres humanos sensientes.

Não só o planeta Terra se encontra em estado acelerado de destruição, como a maior parte da Humanidade se encontra em estado degenerativo e caminha para a sua extinção.

27.11.2022


FUI NOVAMENTE CENSURADO PELO LÁPIS AZUL FASCISTA DO CENSOR DO FACEBOOK.

PORQUE AS NOTÍCIAS QUE INSIRO SOBRE A GUERRA NA UCRÂNIA, NÃO É DO GOSTO DOS CENSORES DO FACEBOOK E ATIRAM-ME COM JUSTIFICAÇÕES SOBRE AS NORMAS DELES, COMPLETAMENTE INJUSTIFICÁVEIS.

ISTO É UM ATENTADO CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO. NÃO CONCORDEI COMO SERIA DE ESPERAR.

E NÃO SEI SE VOU REGRESSAR A ESTA MERDA DE REDE QUE NADA TEM DE SOCIAL POIS CENSURA FASCISTA JÁ CHEGOU A DO SALAZAR E DA PIDE/DGS.

NEM MUDAR A IMAGEM DO CABEÇALHO DEIXARAM, DADO QUE ESTÁ BLOQUEADA. BARDAMERDA! ISTO FOI O QUE ME DISSERAM:

27.11.2022

Houve várias restrições na tua conta.
Isto aconteceu porque publicaste algo anteriormente que desrespeitava os nossos Padrões da Comunidade. Também não poderás transmitir em direto ou publicitar durante 30 dias.
Esta publicação desrespeita as nossas normas sobre pessoas e organizações perigosas, pelo que só tu a podes ver.
Francisco Gomes
3 h · Conteúdo partilhado com: Público
O incidente com o míssil na Polónia é um aviso do que está para vir da guerra na Ucrânia
🇺🇦 SLAVA UKRAYINI 🇺🇦
🇺🇦 UKRAYINA NE ROSIYSʹKA 🇺🇦
🇺🇦 UKRAINA – NE ROSSIYA 🇺🇦
🇺🇦 HEROYAM SLAVA 🇺🇦
🇬🇧 DROP ALL RUSONAZI ORCS ☠️☠️ FROM UKRAINE
🇺🇦 VYHNITʹ Z UKRAYINY VSIKH RUSONAZIVSʹKYKH ORKOV ☠️☠️
🇷🇺 VYBROSITE VSEKH ORKOV RUSONAZI ☠️☠️ IZ UKRAINY
POLÓNIA/MÍSSIL/UCRÂNIA/RUSSONAZIS 🇷🇺☠️☠️🇷🇺

https://omeublogue.eu/2022/11/26/o-incidente-com-o-missil-na-polonia-e-um-aviso-do-que-esta-para-vir-da-guerra-na-ucrania/

Roman Pilipey / EPA

As nossas normas sobre pessoas e organizações perigosas
Não permitimos símbolos, apoio ou suporte de pessoas ou organizações perigosas no Facebook.
Definimos coisas perigosas como:

• Atividade terrorista; ???
• Incentivo ao ódio organizado ou violência; ???
• Assassínio em massa ou em série; ???
• Tráfico humano; ???
• Atividade criminosa ou prejudicial. ???

O que pretendes fazer?
A tua publicação desrespeita os nossos Padrões da Comunidade sobre as pessoas e organizações perigosas, pelo que mais ninguém a pode ver.

Discordaste da decisão
Agradecemos o teu feedback. Vamos usá-lo para melhorar as nossas decisões no futuro.

– ESTES GAJOS CHAMAM ACTIVIDADE TERRORISTA AOS UCRANIANOS?
– ESTES GAJOS DIZEM QUE É UM INCENTIVO AO ÓDIO E À VIOLÊNCIA?
– ESTES GAJOS DIZEM QUE É INCENTIVO AO ÓDIO ORGANIZADO OU VIOLÊNCIA?
– ESTES GAJOS DIZEM QUE É UM ASSASSÍNIO EM MASSA OU EM SÉRIE?
– ESTES GAJOS DIZEM QUE É TRÁFICO HUMANO?
– ESTES GAJOS DIZEM QUE É ACTIVIDADE CRIMINOSA OU PREJUDICIAL?

ESTES GAJOS SÓ PODEM SER PRÓ-RUSSONAZIS 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 DE CERTEZA ABSOLUTA E COMO NA RÚSSIA, ESTÁ VEDADA TODA A VERDADE, CORTAM E CENSURAM QUEM INFORMA EM PORTUGAL.

27.11.2022



 

27.11.2022 – wallpaper

No Facebook não se pode falar mal da Besta de Leste, um russonazi 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 terrorista, assassino e psicopata demente!

Dado que fui BLOQUEADO pelos CENSORES FASCISTAS do facebook, porque não gostaram das notícias sobre os russonazis 🇷🇺☠️卐☠️🇷🇺 que publico neste meu Blogue, penso que vou deixar mesmo aquela pseudo rede “social”, que atenta contra a LIBERDADE DE EXPRESSÃO dos utilizadores.

Nem sequer deixaram inserir a imagem do cabeçalho que publico diariamente que vai em seguida. PQOP! 💩💩💩

27.11.2022



 

784: Nazismo e Fascismo

Apesar das semelhanças, o nazismo e o fascismo são diferentes. O nazismo foi um movimento ideológico que nasceu na Alemanha e esteve sob o comando de Adolf Hitler de 1933 a 1945.

Já o fascismo foi um sistema político e surgiu primeiro, na Itália, tendo aumentado a sua influência na Europa entre 1919 e 1939.

O nazismo tem carácter nacionalista, imperialista e belicista (que tende a se envolver activamente em guerras). O fascismo também tem carácter nacionalista e é anti-socialista.

Nazismo Fascismo
Definição Movimento ideológico que misturava dogmas e preconceitos baseados na ideia de que a “raça ariana” (alemã) era superior a todas as outras. Regime ou movimento político e ideológico em que o conceito de “nação” e “raça” está acima do indivíduo e seus valores.
Principais líderes Adolf Hitler, Henrich Himmler, Martin Borman, Joseph Goebbels, Hermann Goering, Klaus Barbi. Benito Mussolini, Francisco Franco, Hideki Tojo.
Características
  • Racismo
  • Totalitarismo
  • Nacionalismo
  • Anti-comunismo
  • Antiliberalismo
  • Totalitarismo
  • Nacionalismo
  • Populismo
  • Antiliberalismo
  • Anti-socialismo

O que é nazismo?

O nazismo foi um movimento ideológico surgido na Alemanha e é comummente associado ao Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, comandado por Adolf Hitler de 1933 a 1945.

Apesar de muitos o considerarem uma versão “extrema” do fascismo, a principal diferença é que o movimento nazista acreditava no “racismo científico”.

O “racismo científico” é a crença em uma pseudociência de que existem raças de seres humanos superiores e inferiores.

O conceito de “raça” entre seres humanos tem sido debatido. Actualmente, “etnia” é o termo mais utilizado para referenciar grupos distintos, já que aspectos socioculturais são considerados mais relevantes que factores genéticos.

No entanto, os alemães, sob influência do Partido Nazista, passaram a acreditar que a “raça ariana” era superior a todos os outros grupos humanos, sendo os judeus o alvo principal de seus preconceitos e dogmas. Por isso, os nazistas são anti-semitas.

A origem da palavra “nazismo” está ancorada na junção das palavras Nacional-Socialismo. Neste caso, o socialismo foi redefinido pelos nazistas para distingui-lo do socialismo marxista, fortemente rechaçado pelo movimento.

Extremamente rígidos no que tocava a sua superioridade em relação a outras “raças”, os nazistas contrastavam no quesito “luta de classes”, sobre o qual eram contra. Isto fazia frente ao capitalismo, que passava a dominar o ocidente.

Principais características do nazismo

Racismo

Os nazistas praticaram o “racismo científico”, termo actualmente usado com carga pejorativa e uma vertente ideológica baseada em uma pseudociência para justificar actos racistas.

De acordo com a crença alemã da época, os seres humanos eram divididos por “raça”, sendo a “raça ariana” superior a todas as outras. Neste sentido, consideravam os judeus a raça mais inferior, aversão chamada de “anti-semitismo”.

Para todos os efeitos, os alemães sob influência do nazismo acreditavam que não deveriam se misturar a outras “raças”, sendo o povo que deveria liderar o mundo.

Totalitarismo

O cidadão que vivia na Alemanha nazista deveria seguir os preceitos ordenados pelo Estado, não tendo liberdades (como de expressão) garantidas.

As acções e medidas adoptadas pelo Führer (líder nazista) eram inquestionáveis, uma vez que era cultuado quase como uma divindade.

No totalitarismo, o governo tenta comandar todos os aspectos sociais, sejam de ordem pública ou privada.

Desta forma, é um sistema político autoritário, geralmente com o poder concentrado em uma única pessoa como líder, sem partidos políticos e parlamentos.

Nacionalismo

O nazismo defendia um nacionalismo revolucionário. Isto quer dizer que acreditavam em uma sociedade alemã “superior”, o que deu origem às acções preconceituosas e radicais do movimento.

Para os nazistas, era preciso construir uma “Grande Alemanha”, anexando territórios de povos com origem germânica, como a Áustria.

Esta construção era chamada de “Espaço Vital” e devia incorporar os países de população ariana. Depois, deveriam se expandir para o oeste.

Anti-comunismo

Por extinguir a propriedade privada, o comunismo era visto como um perigo para a sociedade alemã. Para o nazismo, as classes deveriam ser bem definidas, assim como a ascensão social se daria através do mérito e do talento.

No entanto, a ideia era que fosse criado um sentimento de solidariedade entre as classes, algo que, para os nazistas, faria que a distinção fosse superada.

Vale ressaltar que o socialismo embutido na palavra “nazismo” (Nacional-Socialismo) não teria ligações claras com o socialismo defendido por Karl Marx, que era judeu.

Outro ponto considerado perigoso pelos nazistas era a questão religiosa. No socialismo e comunismo, a religião deve ser algo privado e que, aos poucos, seria eliminada da sociedade.

O Partido Nazista era veementemente contra esta ideia, pois toleravam a religião desde que fosse controlada pelo Estado nazista.

Antiliberalismo

Hitler era contra o liberalismo por acreditar que o sistema económico iria contra o interesse público. O nazismo queria uma economia voltada aos interesses do povo.

Para os nazistas, a economia de mercado e a busca desenfreada pelo lucro causava danos à sociedade.

Estes danos seriam baseados no controle económico por grandes empresas, além da possibilidade de domínio das finanças internacionais por um país ou grupo de países.

Para o Führer, o liberalismo estava em declínio e o conceito de comércio internacional não seria eficaz para se ter acesso a recursos necessários. Para obtê-los, os nazistas acreditavam no domínio completo de territórios que possuíssem tais recursos. Portanto, a guerra era a única forma de consegui-los.

O que é fascismo?

O fascismo foi um sistema político liderado por Benito Mussolini e surgiu na Itália entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial (1919-1939). Sob o comando de Mussolini, o fascismo influenciou politicamente diversos países europeus.

Num regime fascista, a sociedade e a economia ficam sob total domínio do Estado. Este usa a ditadura e a força para implantar medidas, além de utilizar a violência para reprimir a oposição.

Como no nazismo, os fascistas eram extremamente nacionalistas e anti-comunistas, assim como não acreditavam na liberdade política e económica.

Outro aspecto marcante do fascismo é que se pregava que os interesses da população eram os interesses do Estado, apesar de o movimento desprezar a democracia eleitoral.

Por isso, não era necessário que o povo se manifestasse através de representantes eleitos, pois o Estado já saberia o que seria melhor para a população.

O regime fascista é autoritário, sendo o poder do líder inquestionável, pois possui uma aura de divindade. O culto à personalidade (do líder) é uma das características do fascismo, assim como no nazismo e em outros sistemas ditatoriais.

Uma das diferenças mais importantes entre o fascismo e o nazismo é que o movimento não incorporou o racismo nas suas directrizes originais.

Principais características do fascismo

Totalitarismo

Os fascistas acreditavam que a nação devia ficar sob o comando de um único líder, sendo que ele não teria limites para o poder em mãos. Isto é, as decisões tomadas e as ordens dadas pelo líder fascista eram inquestionáveis.

Praticamente todos os aspectos da vida pública e privada deveriam ser regulamentados pelo Estado.

Nacionalismo

Da mesma forma que o nazismo, a ideia de nacionalismo era muito enraizada no fascismo. Os fascistas lutavam pela “preservação da nação”, mesmo que isto fosse feito através de medidas violentas, que deveriam ter o apoio da população.

O nacionalismo dos fascistas era militante. Todos os cidadãos do país deveriam participar desde a infância dos movimentos nacionais, por bem ou por mal.

Populismo

Para que o sentimento de nacionalismo fosse implantado na mente dos cidadãos, o regime fascista criava propagandas políticas e populistas para enaltecer o povo.

Além disso, era uma ideologia extremamente contra intelectuais e suas pesquisas. O anti-intelectualismo era incutido na mente dos cidadãos para que rejeitassem ideias e conceitos que não fossem promovidos pelo Estado.

Antiliberalismo

Apesar de aceitar algumas ideias capitalistas, como a propriedade privada, o fascismo acreditava que o Estado devia intervir na economia. Isto a fim de impedir “desequilíbrios” económicos e sociais.

Há algumas outras características, como o militarismo, em que a sociedade estaria sempre preparada para a guerra e o expansionismo.

Benito Mussolini e Adolf Hitler

Por fim, muitas vezes, a palavra “nazismo” e “fascismo” são tratadas como sinónimos. Mas as semelhanças são concentradas na questão do nacionalismo, da unidade territorial e certos aspectos da teoria económica.

O fascismo liderado por Mussolini não tinha um viés racista ou anti-semita até que o chefe de Estado, Mussolini, se aliou a Hitler.

O nazismo, entretanto, desde que surgiu, já tinha em suas directrizes o racismo e o anti-semitismo. Foi até incluída uma cláusula no documento que fundava o Partido Nazista, assinado em 1920, que diz: “Nenhum judeu […] pode ser cidadão.”

Juliana Bezerra Revisão por Juliana Bezerra
Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.
Emerson MachadoEscrito por Emerson Machado
Escritor e jornalista, muito ligado a literatura e artes em geral. Trabalha com textos informativos e criativos desde que se lembra, tendo publicado seis livros e diversas reportagens, com direito a prémios e tudo. É apaixonado por ciência e tecnologia e já escreveu para revistas, assessoria, jornal impresso e online. Vive no Porto, Portugal.

In Diferenças
Revisão por Juliana Bezerra
Escrito por Emerson Machado



 

772: Pessoas impedidas de entrar no Portugal-Nigéria com T-shirt da Amnistia

– Neste Portugal dos pequeninos, o “excesso de zelo” serve de desculpa para muita merda que se vai fazendo…

AMNISTIA INTERNACIONAL PORTUGAL/FPF/UEFA

Federação Portuguesa de Futebol explicou que a organização do encontro, a cargo da UEFA, não tinha sido informada da iniciativa, pelo que alguns seguranças agiram “com excesso de zelo”. A partir do momento em que a FPF soube do caso, quem quis pôde entrar com as camisolas.

Publico nas bancadas.
© Gerardo Santos / Global Imagens

A Amnistia Internacional denunciou esta quinta-feira casos de pessoas que receberam uma T-shirt em prol dos direitos humanos antes do Portugal-Nigéria em futebol, em Alvalade, que foram depois impedidas de entrar com elas vestidas.

“Foi com tristeza e pesar que a Amnistia Internacional Portugal viu ser restringida uma acção de solidariedade para com os trabalhadores migrantes no Qatar pelos seguranças no Estádio de Alvalade”, pode ler-se em comunicado divulgado por aquela organização em Portugal.

As cerca de mil T-shirts, que se assemelham aos coletes de trabalhadores da construção civil, da ‘Equipa Esquecida’, os migrantes que morreram, sofreram lesões e abusos de direitos humanos nos preparativos do Mundial2022, foram entregues antes do Portugal-Nigéria, particular de preparação.

Segundo a Amnistia, várias pessoas denunciaram que seguranças no recinto os obrigavam “a tirar e entregar-lhes as camisolas”, o que foi comprovado por uma equipa de activistas daquela organização.

“Tendo-lhes sido dada a mesma indicação: que apenas poderiam entrar se despissem as camisolas e as deixassem fora, colocando-as no lixo. Por fim, os seguranças recusaram-se a restituir as camisolas abandonadas aos activistas da organização”, pode ler-se na nota.

A Amnistia acrescenta que os seguranças “justificaram esta acção respondendo às pessoas que estão a seguir indicações da Federação Portuguesa de Futebol”, instituição a quem pediram já “esclarecimentos urgentes”.

À Lusa, fonte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) explicou que a organização do encontro, a cargo da UEFA, não tinha sido informada da iniciativa, atribuindo esta acção a “alguns seguranças com excesso de zelo”.

Segundo a mesma fonte, a partir do momento em que a federação soube do caso, outros adeptos puderam entrar com as camisolas, defendeu.

“Esperamos que tudo não passe de um mal-entendido e que a Federação Portuguesa de Futebol possa esclarecer ou dissociar-se deste triste episódio de falta de respeito pela liberdade de expressão dos adeptos da nossa selecção”, considerou Pedro A. Neto, director executivo da Amnistia Internacional Portugal.

Aquela organização “teme que este episódio seja mais uma mancha num evento que deveria também ser uma oportunidade de inclusão, respeito e promoção dos direitos humanos”, sentindo que foi restringido um direito à liberdade de expressão.

O Campeonato do Mundo masculino de futebol vai decorrer entre 20 de Novembro e 18 de Dezembro, com a selecção portuguesa apurada e inserida no grupo H, com Uruguai, Gana e Coreia do Sul.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Novembro 2022 — 22:10



 

536: “Não se pode classificar o Estado Novo como fascista”

– Cairam-me os 🍅🍅 ao chão quando li o título desta peça! Nem sei por onde começar mas penso que para não entrar em divagações, o melhor é parar por aqui. Apenas acrescentando: o Estado Novo um estado fascista? Nop, nem o Estado Novo, nem Salazar, nem Marcelo, nem todos os fascistas que transitaram para partidos políticos pós golpe militar do 25’Abr’74 e que se camuflaram de “democráticos” alguma vez, em tempo algum, foram fascistas… Coitados do Mussolini, do Franco que nunca foram fascistas e do Adolfo que nunca foi nazi! Tudo gente revolucionária, esquerdista, defensora da Liberdade de expressão, de reunião… Nunca a lixívia cultural, através de um livro foi tão bem aplicada para limpar o passado! Ainda me recordo, no tempo da escola primária (1952), quando entrava um professor na sala de aula, tínhamos de nos levantar da carteira e fazer a saudação nazi!

LITERATURA DE VÃO DE ESCADA

ZAP // Desassosego / Wikipedia

Segundo o autor de uma tese de doutoramento sobre a ideologia de líderes de movimentos fascistas europeus, todo o fascismo é condenável, mas nem tudo o que é condenável é fascismo — e o Estado Novo não pode ser classificado como “fascismo”.

Em entrevista ao Diário de Notícias, Carlos Martins, doutorado em Política Comparada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, sustenta que não se pode classificar o Estado Novo como fascista.

De acordo com o investigador, o Estado Novo foi um fenómeno político de características únicas, que, apesar das semelhanças, é distinto “de outras ideologias antidemocráticas habitualmente colocadas no extremo direito do espectro político”.

Carlos Martins, autor do livroFascismos para além de Hitler e Mussolini“, explica ao DN que, para compreender o fenómeno, é necessário que se use o conceito de fascismo “de forma rigorosa e precisa”.

Segundo o investigador, o Estado Novo foi um regime conservador, que, “numa época em que o conservadorismo se deixava influenciar pelo fascismo, integrou elementos vincadamente fascistas que, não sendo suficientes para modificar o regime, lhe dão ali um cunho fascizante — que não é o mesmo que ser fascista”.

O investigador considera necessário clarificar os perigos concretos que o fascismo representa, “em particular numa altura em que novos actores políticos [a direita radical populista, por exemplo], com propostas questionáveis”, se procuram legitimar dizendo-se “distintos do fascismo histórico”.

Mas, alerta, também não se pode conceder legitimidade a regimes como os de Salazar ou Franco, por exemplo, apenas por não deverem dever ser “incluídos no universo do fascismo”.

O fascismo puro, diz Carlos Martins, “não teve um impacto duradouro em Portugal, o que não quer dizer que não tenha havido uma fase do regime do Estado Novo que não tenha tido uma aproximação” — que considera ter acontecido na segunda metade dos Anos 30.

O Estado Novo foi, resume o investigador, um “regime conservador fascizante”.

O mais longo regime autoritário na Europa

O Estado Novo foi um regime autoritário, conservador, nacionalista, corporativista de Estado de inspiração fascista, parcialmente católica e tradicionalista, de cariz antiliberal, anti-parlamentarista, anti-comunista, e colonialista, que vigorou em Portugal sob a Segunda República durante 41 anos ininterruptos, de 1933 até ao seu derrube pela Revolução de 25 de Abril de 1974.

Como regime político, o regime foi também chamado de salazarismo, em referência a António de Oliveira Salazar, seu fundador e líder.

A Ditadura Nacional (1926-1933) e o Estado Novo de Salazar e Marcello Caetano (1933-1974) foram, conjuntamente, o mais longo regime autoritário na Europa Ocidental durante o séc. XX, estendendo-se por um período de 48 anos.

O regime criou a sua própria estrutura de Estado e um aparelho repressivo sustentado na polícia política PIDE, característico dos chamados Estados policiais, apoiando-se na censura, na propaganda, em organizações paramilitares (Legião Portuguesa), nas organizações juvenis (Mocidade Portuguesa), no culto do líder e na Igreja Católica.

Para muitos historiadores e politólogos, parece não haver dúvida de que se tratou de um regime fascista, de um fascismo catedrático, de um quase fascismo ou, até, segundo o politólogo Manuel de Lucena, de um “fascismo sem movimento fascista”.

Após 41 anos de vida, o regime caiu no dia 25 de Abril de 1974, após um golpe militar que contou com o apoio de uma população cansada da repressão, da censura, da guerra colonial e do abrandamento económico — e sem ter quase quem o defendesse.

ZAP //
31 Outubro, 2022

Carlos Martins é autor da tese de doutoramento sobre a ideologia de líderes de movimentos fascistas europeus.
© Reinaldo Rodrigues / Global Imagens